29 de junho de 2006

Curso de Fotografia p/ Iniciantes


Fotografar é um momento de poesia

Estão aberta as inscrições para um Curso de Fotografia para iniciantes, amadores e aqueles que gostam de fotografia, mas não sabem as técnicas para captar uma boa imagem.

Com duração de três meses, o Curso de Fotografia ensina passo a passo todas as técnicas necessárias para que o aluno possa tirar fotos profissionais, usando a composição adequada para uma determinada cena.Em parceria com a Associação Potiguar de Fotografia (Apofoto), o Practical Cursos oferece vagas aos sábados (aulas teóricas) para a turma de julho.

No final do curso, será entregue diplomas aos participantes e as melhores fotografias participarão de uma exposição coletiva.

Curso de Fotografia
Início
: 03 de julho
Horário: 10:30 h (somente aos sábados)
Informações: 3211-5436

26 de junho de 2006

Mossoró Cidade Junina atrai turistas com teatro, cultura popular e grandes shows

Depois do epetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró, o povo segue até a Estação das Artes Eliseu Ventania para ver os grandes shows.


Texto e fotos: Alexandro Gurgel

Milho verde, fogueiras, bandeirinha e forró? Tem, sim senhô! Durante todo o mês de junho, o Nordeste se transforma em uma grande ciranda de festejos juninos que parece não ter mais fim. De Caruaru a Campina Grande, que disputam todo ano o título de maior São João do Mundo, aos festejos em Mossoró, porém não menos charmosos, a diversão é garantida. É escolher uma das opções, vestir a roupa matuta e cair na gandaia.
A 270 km de Natal, Mossoró é a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, tem em suas águas termais, fatos históricos e festas juninas seu tripé de atrações, que ao longo dos últimos anos vêm atraindo muita gente para a cidade. A realização de grandes eventos populares e festas juninas, patrocinadas pela prefeitura municipal, criando uma identidade cultural vem chamando a atenção do turista que quer conhecer de pertos nossas raízes sertanejas.
O evento “Mossoró Cidade Junina” ocorre durante todo o mês de junho. Atualmente, já é o maior festejo junino do Rio Grande do Norte e um dos maiores do Nordeste. Shows de artistas locais e bandas nacionais fazem parte da programação dessa festa. Este ano, o “Mossoró Cidade Junina” começou no dia 8 de junho e, pela primeira vez, o evento atinge o mês seguinte com o encerramento marcado para 1º de julho. “Teremos um Mossoró Cidade Junina compatível com o reconhecimento que o evento já conseguiu em todo o país”, afirmou Gonzaga Chimbinho, presidente da Fundação Municipal de Cultura.
Quando o espetáculo “Chuva de Bala no País de Mossoró” termina, o adro da igreja de São Vicente se esvazia com as pessoas indo à Estação das Artes Eliseu Ventania, sede do evento “Mossoró Cidade Junina”, que na madrugada do último sábado deve ter reunido cerca de 30 mil pessoas para ver Raimundo Fagner - público este oriundo de várias partes do Estado.

Chuva de Teatro

O espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró e apresentado no adro da Capela de São Vicente, lugar onde houve o combate real entre os resistentes mossoroenses e o bando de Lampião.

Mossoró já conquistou tradição em apresentar grandes espetáculos ao ar livre. Durante todo o ano, são apresentados três grandes eventos ao ar livre: O Chuva de Bala no País de Mossoró (junho), o Auto da Liberdade (setembro) e o Oratório de Santa Luzia (dezembro).
O Auto da Liberdade é um espetáculo único inspirado nos quatro eventos históricos que fazem de Mossoró um lugar atípico na história da liberdade. O espetáculo que une teatro e música conta a saga dos movimentos libertários e de vanguarda da cidade, como o Motim das Mulheres, em 1875; a Abolição da Escravatura, em 1883; a Resistência ao bando de Virgulino Ferreira da Silva, o “Lampião”, em 1927; e o primeiro Voto Feminino da América Latina, em 1928.
Encenado na Estação das Artes Elizeu Ventania, no período de 26 a 29 de setembro, o Auto da Liberdade é um espetáculo que entrou no calendário turístico de Mossoró em 2001 e também no “Guiness Book 2002” como o maior espetáculo teatral de rua do mundo, envolvendo 2200 atores em um palco de 2.500 metros quadrados.

Resistentes e Cangaceiros


Contando a história da batalha dos resistentes mossoroenses contra Lampião e seu bando de cangaceiros, no dia 13 de junho de 1927, espetáculo “Chuva de Bala no País de Mossoró” acontece em frente à Capela de São Vicente, local onde houve a batalha real, com apresentações sempre no mesmo horário e aberto ao público.
Em sua quinta edição, o espetáculo reúne 54 atores, todos locais. Esse ano, a produção apresenta a participação em cena de 100 crianças do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). Pelo quarto ano consecutivo, a direção da peça fica ao cargo do potiguar João Marcelino, que também é responsável pelo cenário. O texto é do escritor e professor da UFRN Tarcísio Gurgel, e a música, do maestro Danilo Guanais.
Pensado inicialmente em ser apresentado apenas em 2002, durante as comemorações dos 75 anos do ataque, a montagem teatral acabou se incorporando oficialmente aos festejos da cidade. Ás vésperas de completar 80 anos, a encenação integra o “Mossoró Cidade Junina”, programação com vários dias de evento que inclui concertos de sanfoneiros, concursos de quadrilhas, feiras de artesanato, violeiros, entre outras atrações locais, regionais e nacionais.


Fagner, Zezé Di Camargo, Luciano e Elba Ramalho

A partir da BR 304, no sentido do Ceará ou de Natal, o visitante que chegar à cidade deve se impressionar com a decoração arrojada. Em clima de Copa do Mundo, o verde-amarelo transforma Mossoró num grande arraiá.
Pelo décimo ano, a prefeitura municipal de Mossoró organizou uma enorme Cidade Junina com aspecto interiorano, de 48 mil metros quadrados, com seis palcos, arquibancadas, camarotes, barracas de comidas típicas, bares e restaurantes. Estão programados 130 shows populares - ou 320 horas de música - para animar a festa.
O ritimo quente e contagiante da Banda Calypso e Fagner levaram milhares de pessoas à Estação das Artes Eliseu Ventania. Na última sexta-feira, dia 23 de junho, Zezé Di Camargo e Luciano fizeram um grande show romântico, atraindo uma multidão de 50 mil pessoas, de acordo com dados da prefeitura.
No próximo final de semana, dia 30 (sexta-feira), a grande atração será a presença de Elba Ramalho no palco principal, a partir da meia-noite. Antes, porém, a “Cidadela”, ao lado da Igreja de São Vicente, estará recebendo a voz de Valéria Oliveira.
A “Cidadela”, uma cidade cenográfica montada ao lado da Capela de São Vicente. Este ano, há uma programação especial para as crianças, que tem como objetivo resgatar brinquedos e brincadeiras populares como pescaria, gato no pote, pau de sebo, entre outras.
Para completar o evento, está havendo apresentações de outros 68 grupos musicais e 84 atrações itinerantes. O concurso de quadrilhas juninas será outra grande atração. A disputa ocorre numa arena de 1,2 mil metros quadrados, com arquibancadas para 2 mil pessoas. No total, 20 mil integrantes, de 300 quadrilhas, vão apresentar-se ao longo da festa, vestindo coloridas roupas típicas.
E mais a pitoresca Fórmula Jegue - corrida com o animal símbolo do sertão nordestino que acontece no “jegódromo”, pertinho da área da Feira do Bode, além de um passeio de burro-taxi pela cidade, completam as atrações do Mossoró Cidade Junina.

25 de junho de 2006

Extra Paula Copa do Mundo

Foto: Alexandro Gurgel
Casal mossoroense comemorando a vitória da Seleção Brasileira na Avenida Presidente Dutra.

Carnaval na Copa
Antigamente, quando a Seleção Brasileira ganhava seus jogos em Copa do Mundo, os natalenses desciam a Ladeira do Sol para comemorar a vitória em clima de carnaval na Praia dos Artistas. Alguns anos depois, Natal não oferece um lugar para as grandes concentrações de público após os jogos do Brasil. Atualmente, nessas terras cascudianas, as pessoas preferem ficar nos bares, restaurantes ou em casa. Enquanto isso, lá em Mossoró todo mundo vai à Avenida Presidente Dutra para extravasar a alegria de uma vitória em Copa do Mundo.

Nomes estranhos
O Brasil já teve seu quadrado mágico, agora é a vez dos “inhos” brasileiros fazerem à festa. Juninho, Cizinho, Ronaldinho e Robinho são as mais recentes estrelas da Seleção jogando um futebol bem “ão”. Agora, durante a primeira fase da Copa do Mundo era possível destacar nomes como Zé Kalanga (Angola), Plasil (República Tcheca), Porras (Costa Rica), Pimpong (Gana), Grosso (Itália) e cinco jogadores da Coréia com nomes de Lee.

Imprensando na pauta
O jornalista esportivo, Everaldo Lopes, na sua coluna Apito Final na Tribuna do Norte, registrou a agonia de alguns repórteres tupiniquins para encontrar estrangeiros, em Natal, que sejam nativos dos países que o Brasil vem enfrentando na Copa do Mundo da Alemanha. No primeiro jogo, quando o Brasil enfrentou a Croácia, não havia a opinião de nenhum croata nos jornais locais. Depois, quando a Seleção Brasileira enfrentou a Austrália, houve uma verdadeira caça a um australiano para uma entrevista. Contra o Japão foi mais fácil. Afinal, os japoneses estão em todos os lugares. Agora, chegou a hora de buscar jovens ganeses que estudam na UFRN para ouvir sua motivação de enfrentar nosso selecionado.

Zinha de Itajá
O jogador potiguar, nascido e criado no sertão de Itajá, naturalizado mexicano e defendendo a seleção do México como titular, Zinha foi o primeiro norte-riograndense a fazer um gol numa copa do mundo e o segundo a participar. O primeiro jogador potiguar a participar de um mundial de futebol dói Marinho Chagas, a Bruxa, durante a Copa do Mundo da Alemanha em 1974 e na argentina em 1978.

Aconteceu em Jardim do Seridó
O fato narrado a seguir teria acontecido no início dos anos 50 na cidade de Jardim do Seridó, interior do Rio Grande Norte, então com 1,5 ou 2 mil habitantes. O seu time de futebol, muito respeitado nas vizinhanças, tinha como goleiro um funcionário dos Correios, o seu Garcia, ligeiramente gorducho, mas muito ágil, segundo testemunhas da época. Num jogo em Jardim contra uma das cidades vizinhas (Caicó? Parelhas? Acari? Ouro Branco? Currais Novos?), o juiz tivera a coragem de marcar um pênalti (aparentemente duvidoso) contra as cores jardinenses. O atacante adversário, conhecido por seu potente chute, preparava-se para bater a penalidade quando Garcia, em jogada bem pensada para mexer com os brios do temido goleador, resolveu ficar de costas para o sujeito. Espanto geral. Apreensão entre os torcedores. Um sol de rachar o quengo. O centro-avante, mostrando-se nervoso, reclamou perante o juiz da partida pela insólita situação provocada por nosso goleiro. Mas o juiz, na dúvida, já que desconhecia qualquer regra que impedisse que o goleiro ficasse de costas para o atacante, mandou bater o pênalti assim mesmo. E Garcia continuava de costas, no centro da meta, movimentando as pernas e os braços. Parecia um arremedo de bailarino, mal saindo do lugar. Suspense geral. Silêncio paralisante. Até as andorinhas abismaram-se no ar, acima do campo. Ao apito do juiz, Garcia virou-se de repente: o tempo necessário para encaixar a bola, chutada sem a menor força pelo atacante, que ficara desnorteado diante da inesperada situação. Pior: chutara no meio do gol. Entre gritos de puro alívio embriagador, a multidão delirava com o arqueiro da nossa pequena cidade. 50 anos depois, a dúvida permanece: terá mesmo ocorrido tão inusitada acontecença? Não sabemos, mas entre a realidade e a ficção, publique-se a ficção. Ou a lenda. Como em John Ford.
História pescada do blog Balaio Vermelho

Contonete, de palhaço a padre

Foto: Alexandro Gurgel
Carlos José, interpretando o Padre Motta, no espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró.

Por Leonardo Sodré

O ator Carlos José da Silva, 29, o "Contonete", é palhaço profissional em Mossoró, mas atua, também, em papéis dramáticos. Atualmente interpreta o padre Mota no espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró. Ele é casado e tem um filho.

Além de trabalhar como palhaço em festas de crianças e adultos, trabalha na revista Papangu na função de PPTO, cargo que segundo ele significa "Pau Para Toda Obra". "Lá eu dirijo carro, faço fotos, contatos de publicidade e qualquer coisa que aparecer", completa rindo. "O nome Contonete é para diferenciar de Cotonete, que é uma marca registrada", explica.

Durante um ano e seis meses participou do elenco do grupo O Pessoal do Tarará, depois esteve na Companhia Escarcéu e por último do grupo Face Oposta. Atualmente atua sozinho fazendo trabalhos de animação infantil e publicidade em carros de som e portas de lojas incorporando o palhaço Contonete.

Sobre o início de sua carreira, conta que começou a atuar como ator aos nove anos no bairro Walfredo Gurgel. "Sempre fui atraído para o lado do humor e no quintal da minha casa fazia, junto com alguns amigos, uma espécie de circo que atraía toda a vizinhança. Tinha até um amigo que andava na corda bamba e soltava fogo pela boca", esclarece.

O COMEÇO
Em 1989 conheceu o ator Cristian, que já trabalhava como palhaço e que tinha ido morar vizinho a sua casa. "Foi uma sorte que tive, porque com ele fiz várias oficinas, junto com mais umas trinta pessoas". Com o tempo o pessoal foi desistindo e somente ele continuou no ramo, sendo que recentemente esteve em São Paulo, fazendo uma temporada no Circo Agnus Dey. Explica que o nome do circo (Cordeiro de Deus) nada tem haver com religiosidade. Apenas o dono gostava do nome. "Conseguiu o emprego porque com cinco dias que estava em São Paulo me encontrei com meu antigo amigo e professor Cristian, e então surgiu a oportunidade de atuar no programa "Nota 10" do apresentador Otávio Mesquita por cinco minutos. Uma espécie de gincana. Queriam um palhaço e me deram uma chance. Fiz uma excelente apresentação e aí o circo me viu", comemorou.

Ele ainda atuou por trinta dias em Goiânia (GO), participando do espetáculo "A Mala dos Mamulengos" antes de voltar definitivamente para Mossoró.

O circo sempre foi o sonho de infância de Contonete, mas quis fazer outras coisas e queria morar em Mossoró. Por isso voltou, "senão, ainda estava por lá. Quem sabe fazendo muito sucesso" relata. Mas queria mesmo era estar em sua terra natal, "onde sou feliz mesmo com todas as dificuldades que passo".

Diz que é o único palhaço da cidade registrado na Delegacia Regional do Trabalho e que também é filiado a Associação Brasileira de Circo e Sindicato dos Artistas e Técnicos de Teatro. Lamenta ter parado de estudar na 8ª série e diz que agora não tem mais tempo para isso. "Eu não devia ter parado de estudar e prometo sempre a mim mesmo que um dia voltarei aos bancos escolares para continuar e até me formar um dia", enfatiza.

Contonete mantém shows prontos para aniversários de crianças e adultos, com malabarismos, mágicas e atirador de facas. Atende pelos fones 3312-3092 e 8846-0630 e pelo e-mail contonete@gmail.com.

Matéria publicada no jornal O Mossoroense, em 25 de junho de 2006.

24 de junho de 2006

País de Lampião

Foto: Alexandro Gurgel
O ator Dionísio do Apodi interpretando Lampião, no espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró.

Chuva de bala no país de Lampião

No espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró fica evidenciado que Lampião é o grande protagonista do show. Os resistentes, Padre Motta e o prefeito Rodolfo Fernandes ficam como coadjuvantes. “O que seria de Mossoró se Lampião não tivesse passado por aqui”, confessou o diretor da peça, João Marcelino, à esse escrevinhador.

O título desse comentário causou um rebuliço danado entre alguns intelectuais mossoroenses que defendem a idéia que os “resistentes” (bravos mossoroenses que lutaram contra Lampião e seu bando de cangaceiros) são mais importantes, na trama teatral, do que o próprio Lampião e seu bando.

Quem assistiu ao espetáculo, pode perceber que a dramaturgia é muito mais intensa quando os cangaceiros estão no palco. O que “salva” o mérito dos resistentes são as atuações de Marcos Leonardo, interpretando o prefeito Rodolfo Fernandes, e de Carlos José, mostrando seu talento como Padre Motta. No final do Chuva de Bala no País de Mossoró, os atores que interpretam os cangaceiros são os últimos que agradecem os aplausos ovacionados, mostrando a importância do bando na peça.

Veja notas publicadas no jornal O Mossoroense.

ENCANTO
O editor do jornal Voz de Natal, Alexandro Gurgel, que vez por outra escreve matérias especiais para O Mossoroense ficou encantado com a nova versão do espetáculo Chuva de Bala. Ele, que também é fotógrafo dos bons, tem distribuído pela Internet fotos belíssimas tiradas durante o evento no adro da Igreja de São Vicente. Quem quiser vê-las deve entrar em contato com ele através do e-mail alexgurgel@interjato.com.br.

CARÃO
Mas, Alexandro andou levando uma puxada de orelha do imortal escritor Elder Heronides, que não concordou de jeito nenhum quando em algum lugar o intrépido jornalista escreveu que “Mossoró era terra de Lampião”. Elder queixa-se de que muita gente associa Lampião a Mossoró de forma distorcida, quando deveriam reverenciar muito mais a memória dos resistentes.

23 de junho de 2006

Fábio Eduardo expõe sua arte no Senado Federal

Foto: Alexandro Gurgel
O artista potiguar, Fábio Eduardo, apresenta uma série de danças folclóricas. Na foto, o cordal vermelho e azul com as dançarinas do Pastoril.

Desde a quarta-feira passada, Natal tem mais um dos seus talentos – e por conseqüência a sua própria cena artística – representados em primeiríssimo plano na Capital Federal. Por indicação do senador Fernando Bezerra, o artista plástico Fábio Eduardo está sendo representado com um dos seus mais recentes trabalhos – a tela Pastoril, da série Danças Folclóricas – na importante mostra coletiva Artistas Brasileiros 2006 instalada no imponente Salão Negro do Congresso Nacional.
Fábio começou ainda criança, aos seis anos, no Jardim da Infância do Padre Thiago (Thielsen). Aos poucos teve despertado o gosto pela aquarela, a tinta guache e o lápis de cor, pintando livros de colorir. Trazia material para praticar em casa, mas foi no primário, que os professores observaram sua inclinação para a Arte. Depois do concurso Grande Mural da Cidade da Criança, realizado em 1979, aos nove anos, sentiu-se mais motivado a prosseguir na carreira de artista plástico. Sua madrinha trabalhava com Levi Bulhões na UFRN e foi ela que o incentivou ao amadurecimento gradativo junto ao próprio Bulhões.
Quando ingressou no Instituto Ary Parreiras, durante as aulas de Educação Para o trabalho, Fábio experimentou com técnicas como tecido, vitrais e estampa em serigrafia. Já no Colégio Augusto Severo, travou contato com nomes admirados do Atelier Central - Jomar Jackson, Jair Peny, entre outros. No atelier, passou a ler e pesquisar História das Artes Plásticas. Admirador de Dorian Gray, ‘‘quando passava perto da Praça das Mães e via aquele painel dele’’, também admirava Newton Navarro, conhecendo artistas de renome das outras gerações e visitando exposições de Tomé, Diniz Grilo e seu ‘‘Surrealismo Regional’’. Ele falou ao Muito sobre a chance de, finalmente, estar sendo reconhecido em outra região.

Entrevista:

Como você define hoje o seu trabalho?
Venho buscando uma linha contemporânea, mas sem deixar de beber nas fontes do folclore nordestino, dando roupagem nova a ele, uma estampa nova aos personagens, às roupas. Algo mais contemporâneo.

O que significa ter sido escolhido para representar o Rio Grande do Norte na mostra Artistas Brasileiros 2006?
Está sendo uma coisa muito boa, porque estou trabalhando e pesquisando. Também preparo atualmente a minha quarta exposição individual, dos meus 20 anos de Arte. Essa indicação do senador Fernando Bezerra foi um presente. Vou mostrar um dos primeiros trabalhos dessa nova fase, da série Danças Folclóricas. Ela terá 15 telas.

Em que sentido o evento contribui para o seu desenvolvimento como artista?
Não só para mim, como para todos os outros artistas que participaram ano passado. É um incentivo, um reconhecimento para as Artes Plásticas do Rio Grande do Norte como um todo. A obra vai ser catalogada num livro junto a todas as outras participantes dos estados do Brasil, além de ser submetida ao olhar crítico dos especialistas.

Como você define o seu estilo de pintar?
Tenho vários estilos: um pouco de futurismo, do cubismo, do neoclássico. Meus quadros lembram o Naïf, por causa da estilização que dou aos meus personagens, o que confere um ar de boneco a eles. Busco a cada dia uma linha contemporânea, mas que não deixe de beber nas raízes do Folclore Nordestino.

O que você gostaria de ver como fato novo nas Artes do Rio Grande do Norte?
Esse primeiro passo: da arte da gente ir lá pra fora. Temos artistas muito bons aqui em Natal. O que está faltando é isso: expor em Brasília, São Paulo, nos grandes centros. Que os órgãos do Governo promovam excursões dos artistas locais.

Matéria publicada no Diário de Natal, em 23 de junho de 2003.

22 de junho de 2006

EXTRA PAUTA

Foto: Alexandro Gurgel
Para as grandes comemorações, a galera mossoroense faz um carnaval na Avenida Presidente Dutra.


Baraúnas Bis-Campeão
No último jogo pela disputa do título de campeão do Campeonato Estadual do RN, os times mossoroenses Potiguar e Baraúnas ficaram no empate sem gols, no estádio Nogueirão, em Mossoró. Jogando pelo empate, o Baraúnas se tornou Bi Campeão estadual e vai representar o Rio Grande do Norte no Campeonato Brasileiro na série C. Enquanto os leões mossoroenses faziam a festa, a imprensa natalense dava pouco destaque à conquista do alviverde oestiano. Para comemorar suas vitórias, a galera mossoroense vai para avenida Presidente Dutra para extravasar sua alegria e celebrar a vida.

Letras Potiguares
Em São Paulo, a escritora Anna Maria Cascudo tomou posse na Academia Paulista de Letras, sucedendo a cadeira do seu pai, o Mestre Câmara Cascudo, que também já pertenceu ao potiguar Augusto Severo Neto. Em Mossoró, a Acadêmia Mossoroense de Letras (AMOL) está completamente desativada, ainda chorando a morte de intelectuais ilustres como Dorian Jorge Freire e Vingt Un Rosado.

Coisa de amigos
Aconteceu no domingo à noite, quando Alex Gurgel, Túlio Ratto, Léo Sodré e eu percorríamos os bares de calçadas baixas e altas de Mossoró, comemorando a vitória do Brasil ou qualquer outra coisa... Em determinado momento, o intrépido Leozito colocou uma bandana com a bandeira brasileira em forma de românticos corações e incorporou todas as formas de amar. O clima estava tão propício, a cumplicidade era tanta, que Léo não se controlou:
-Alex, eu quero mijar!
(escrito por Ana Paula Cadengue, direto do País de Mossoró)

Ojuara, o filme
Por causa das chuvas que assolam o sertão do Seridó, as filmagens de “As Pelejas de Ojuara”, clássico potiguar escrito por Nei Leandro de Castro, foram adiadas para setembro. O protagonista será o ator Marcos Palmeira, escolhido pelo diretor Moacir Góes, sob critérios cinematográficos, inclusive pelo porte físico do ator que lembra o Caboclo Ojuara. O problema vai ser o forte sotaque carioquês de Marcos Palmeira, interpretando um personagem nordestino, bruto e matuto, do sertão seridoense. Uma equipe de produção do filme está em Natal, desde a semana passada, para selecionar um grande elenco de atores locais. Os candidatos estão sendo submetidos a testes que v~em sendo realizados no Teatro Alberto Maranhão.

Cinema e Literatura
O Cineclube Natal e a Livraria Bortolai apresentam neste sábado, dia 24, a segunda edição do Projeto “Cinema e Literatura”. O público, que lotou a sessão de inauguração no mês passado, terá o prazer de assistir mais um clássico do cinema mundial. Será exibido o filme “O Processo”, do diretor Orson Welles. Ao término da sessão haverá debate com a platéia. A programação começa às 19h, no auditório da livraria, na Avenida Afonso Pena, 805, Tirol. O acesso é gratuito. Segundo o próprio Orson Welles "O Processo” é o seu melhor filme. Argumento para sustentar tal afirmação ele teve de sobra. Afinal, o filme é baseado no livro homônimo de Franz Kafka, seguramente um dos maiores escritores da história da literatura mundial. O romance, por sua vez, reflete igualmente a genialidade do seu mestre. É dentro desse rico e inspirador universo que Orson Welles focaliza a sua câmera e transpõe para a grande tela a história de um homem acusado de um crime que não cometeu. Incomodado por não saber o motivo de estar sendo investigado, ele decide sair em busca de respostas. Além da boa trilha sonora, “O Processo” ganha ainda mais expressividade com a competente interpretação de Anthony Perkins. O projeto “Cinema e Literatura” acontece todo último sábado de cada mês. Um espaço democrático e interativo no qual os amantes da sétima arte e apaixonados por uma boa literatura têm oportunidade de expressar seus pensamentos e idéias.

SERVIÇO
Livraria Bortolai
Avenida Afonso Pena, 805, Tirol.
Tel.: 3201 – 2611.

FICHA TÉCNICA
Filme: “O Processo” (The Trial)
Gênero: DramaTempo de Duração: 120 min.Ano de Lançamento (França/Itália/Alemanha): 1962Direção e roteiro: Orson Welles, baseado em livro de Franz KafkaElenco: Anthony Perkins, Arnoldo Foà, Jess Hahn, Billy Kearns, Madeleine Robinson, Jeanne Moreau, Naydra Shore, Suzanne Flon, Max Haufler.Livro: O Processo
Autor: Franz Kafka
Editora: Companhia das Letras
Edição: 1997
Outros livros do autor: “A Metamorfose”, "Cartas a Malena", "Diários", “O Castelo”, "Amerika", "A Sentença", "O Artista da Fome".

CONTATOS
E-mail: cineclubenatal@grupos.com.br
Telefones: 8811 - 5700 / 9471 – 3008 / 8805 – 4666 / 9926 - 7980

21 de junho de 2006

Aspectos do Folclore Brasileiro

Parede de bar
Quem arrota e peida muito
Igual a um porco ordinário
Precisa com toda urgência
Buscar um veterinário


Provérbios
Quem...
... acha grande, pede quebra
... adiante não olha, atrás se fica
... é infeliz, cai de costas e quebra o nariz
... muito apura, pouco dura
... mais grita, mais razão tem
... corre, cansa
... comeu a carne, que roa o osso
... não é para os beijos, não é para os peidos
... não fica velho, a vida lhe custa
...dá se esquece, quem apanha se lembra


Pára-choque de caminhão
- Fazendo merda é que se aduba a vida
- Farol alto na cara, é igual a mulher gritando no ouvido
- I love you pra chuchu
- Já cheirei Coca! Tem o mesmo cheiro da Pepsi!
- Meu motor anda cansado mas não acha onde descansar
- Mulher e parafuso, comigo é no aperto
- Malandro é sapo que casa e leva a mulher pro brejo
- Melhor ser paciente na estrada que no hospital
- Macho que é macho não engole sapo, come perereca
- Mais perigoso que um cavalo na estrada é um burro no volante

Retornando from Mossoró

Eu, Adriana e Túlio Ratto na redação da revista Papangu.

Caros,

Passei o feriado prolongado em Mossoró para contatos profissionais, para cobrir o espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró e as festividades do Cidade Junina.

Fui muito bem ciceroniado pelos amigos Leozito Sodré, Ana Cadengue e Túlio Ratto. Conheci algumas figuras interessantes como o ator Carlinhos, que faz o papel do Padre Motta durante o Chuva de Bala, e Erasmo Firmino, editor do blog Tio Colorau

Em breve, postarei textos, comentários, fotos e matérias para mostrar o que vi no País de Lampião.

Os textos serão publicados no jornal O Mossoroense, sexta-feira e domingo, e também na próxima edição da revista Papangu.

14 de junho de 2006

Um dia para Joyce e sua obra


Será que o escritor irlandês James Joyce quando escreveu sua própria ‘‘odisséia’’ intitulada de Ulysses (publicado na França, em 1922), e que conta um único dia na vida dos personagens Stephen Dedalus e Leopol Bloom, imaginou que todo dia 16 de junho, depois de alguns anos passasse a ser o Bloomsday? Bom, se um dos precursores da literatura moderna, pensou isso, não se sabe. Mas, o que é certo mesmo é que Joyce é um dos escritores mais lidos, admirados e estudados em todo o mundo. E, de acordo com o professor doutor de pós-graduação do Departamento de Letras da UFRN, Francisco Ivan, ele sabia o que estava fazendo. Segundo Ivan, certa vez, Joyce teria dito para sua mulher ‘‘eu vou dar trabalho aos meus leitores pelo menos durante uns 300 anos’’.

E pelo jeito, a ‘‘profecia’’ está se concretizando.O Bloomsday em Natal já é comemorado há pelo menos 10 anos, sempre sob a tutela do professor Francisco Ivan e outros admiradores. Este ano, a festa será antecipada para hoje, no Museu Câmara Cascudo, às 19h30 com abertura da exposição Bloomsday 2006, na qual haverá o colóquio - ‘‘Joyce e o Romande Moderno’’ -, um recital além de registros e obras que mostram a vida do escritor, e que ficará aberta à visitação até 30 deste mês. A promoção é do Núcleo de Arte e Cultura (NAC), que é dirigido por Sônia Othon, em parceria com Francisco Ivan, J. Medeiros e Falves Silva.

Participarão do colóquio de logo mais, os professores Antônio Eduardo de Oliveira, João da Mata Costa e Francisco Ivan. E o recital A última hora de Ulysses contará com atrizes recitando as últimas linhas do revolucionário livro de Joyce em italiano, espanhol, francês e português. ‘‘Estamos com mais de 10 anos de Bloomsday e isso é uma dádiva dentro da Universidade, que abre as portas para um escritor difícil, estrangeiro, deixando Natal em sintonia com outras grandes cidades. Quando nós começamos eu tinha de explicar o significado do livro. Hoje não tem mais isso.

Além de organizadores, nós temos um público ávido’’, comemora Francisco Ivan. De acordo com Sônia Othon, esse ano o NAC resolveu organizar o Bloomsday de uma ‘‘forma mais integrada’’ tendo em vista que o Núcleo é o órgão encarregado de trabalhar a arte e a cultura dentro da Universidade. ‘‘E nós estamos abrindo a sala de exposições temporárias do Museu Câmara Cascudo, que fica no primeiro andar daquele prédio, com o Bloomsday’’, diz Othon.

Um pouco sobre Joyce
James Joyce publicou em 1922 o livro Ulisses, um romance sobre um dia vivido em Dublim, na Irlanda, pelas personagens Stephen Dedalus e Leopold Bloom. Na obra, eles saem em 16 de junho de 1904 em uma jornada épica na referida cidade. Nascido, em 2 de fevereiro de 1882, nos subúrbios de Dublin, no seio de uma família católica de comerciantes, aos seis anos de idade juntou-se a um colégio de jesuítas, mas devido a problemas financeiros e a falência decretada pela família Joyce, foi forçado a abandonar os estudos.

Mais tarde, aos nove anos, beneficiando de uma bolsa, é inscrito no Jesuíta Belvedere College. Já naquela época mostrava os primeiros dotes para a escrita. Em 1902, tem licenciatura em línguas modernas, e parte para Paris para dar início aos seus estudos em medicina. Em 1904, um dos acontecimentos biográficos mais importantes da vida de Joyce toma lugar: ele conhece Nora Barnacle, a mulher que viria a ser a sua amante, companheira e inspiração para o resto da sua vida. Não acreditando na instituição do casamento, e impedido pelas convenções de viver com Nora sem estarem casados, ambos abandonam Dublin e partem num auto-imposto exílio para a Europa, primeiro para Zurique, mais tarde para Roma.

Texto publicado no Diário de Natal, em 14 de junho de 2006.

13 de junho de 2006

Bloomsday em Natal




Coordenação: Professor Doutor, Francisco Ivan de Silva
Contato: Alexandro Gurgel alexgurgel@interjato.com.br


Bloomsday in Natal - 14 de junho de 2006
Local:
Museu Câmara Cascudo
Hora: 19h30, abertura da Exposição
Palestra: James Joyce e o Romance Moderno
Recital: A Última Hora de Ulysses
A exposição ficará exposta de 14 a 30 de junho, horário normal do Museu, inclusive, aos sábados e domingos a partir das 13 horas.


Natal celebra o Bloomsday 2006
09/06/2006 - Tribuna do Norte - http://www.tribunadonorte.com.br/noticia.php?id=12536

Quem gosta de literatura pode até não saber o que é o Bloomsday, mas com certeza já ouviu falar de James Joyce e seu livro “Ulisses”. Publicado em 1922, Ulisses é um romance sobre um dia vivido em Dublim, na Irlanda. Os personagens Stephen Dedalus e Leopold Bloom saem no dia 16 de junho de 1904 em uma jornada épica na cidade de Dublim. O dia 16 de junho passou a ser conhecido, então, como o Bloomsday e, mesmo sem ter acontecido de verdade, passou a ser lembrado em todo o mundo. É o dia de atividades como leituras, encenações, muita festa e homenagens a James Joyce.Em Natal, a UFRN, através do Núcleo de Arte e Cultura e do Departamento de Letras, celebra o Bloomsday 2006 com uma exposição que passa em revista a vida e a obra do escritor irlandês que tanto interesse desperta nos escritores, poetas, artistas e intelectuais brasileiros desde a geração moderna de 1922 até nossos dias.Exposição de fotos, desenhos, quadros, objetos, mostra de vídeos, leituras de trechos de livros, recital, conferências e debates serão partes do programa aberta ao público, a partir do dia 14 de junho, no Museu Câmara Cascudo, na Avenida Hermes da Fonseca, Tirol. A Celebração do Bloomsday pretende mostrar a vida e obra daquele que é considerado, universalmente, o criador do romance moderno. O evento está sendo organizado por Sônia Othon, diretora do Núcleo de Arte e Cultura da UFRN, por J. Medeiros, artista multimídia; Falves Silva, poeta visual; e Francisco Ivan, poeta e professor do Departamento de Letras da UFRN.“Aproximar-se da Obra de James Joyce é recorrer o agitado e caótico século XX, que marcou, indiscutivelmente, o curso vital e literário daquele que é, talvez, o mais discutido escritor entre as vanguardas e a modernidade”, disse o poeta Francisco Ivan em texto enviado pela assessoria de imprensa do evento. Para recriar esse cenário foram selecionados um vasto material sobre o livro “Ulisses” e sobre o cotidiano do escritor irlandês. Dados que possam ilustrar o evento , mostrando peças de arte produzidas em todo o mundo, inclusive, por artistas e poetas locais, muitos admiradores da obra de James Joyce.


Museu Câmara Cascudo da UFRN é palco para o Bloomsday 2006

10/06/2006 - Tribuna do Norte - http://www.tribunadonorte.com.br/noticiaprint.php?id=12693

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte, através do Núcleo de Arte e Cultura, realiza uma exposição sobre o Bloomsday 2006, nesta quarta-feira, 14 de junho. O evento, que acontece na Sala de Exposições Temporárias do Museu Câmara Cascudo, dá início, também, ao colóquio e apresentações de recitais sobre o tema. Como já vem acontecendo em anos anteriores, o coordenador geral do evento é o professor doutor, Francisco Ivan da Silva, que ministra aulas na graduação e na pós-graduação do Curso de Letras da UFRN, sendo especialista na obra de James Joyce, tendo em vista que o tema de seu doutoramento foi a obra do escritor, Ulisses. O Bloomsday ficou conhecido por ter sido o dia (16 de junho de 1904), em que ocorreu o encontro entre o jovem Joyce com a também, jovenzita, Nora Barnacle, em uma certa rua de Dublin, (Nassau Street), que deu origem ao seu grande romance moderno, Ulisses. Na cidade de Dublin a cada ano, em 16 de junho, todos os joyceanos do mundo, que se concentram no local do cenário de Ulisses de James Joyce, comemoram a data. Assim como outras cidades brasileiras, como São Paulo, por exemplo, Natal , através da UFRN, há anos vem comemorando esta data com eventos culturais. O evento, este ano, além de passar em revista a vida e a obra do escritor irlandês, (1882-1941), que tanto interesse desperta nos escritores /poetas/artistas brasileiros desde a geração moderna de 1922 até nossos dias, contará, ainda, com recitais e palestras. As palestras ocorrerão dentro do Colóquio: James Joyce e o Romance Moderno, que terá como debatedores: Professor Antônio Eduardo de Oliveira, professor/doutor João da Mata e o professor/doutor Francisco Ivan da Silva. O recital terá como tema trecho, em vários idiomas, do último episódio de Ulisses sob a direção de Pinho Montinelli e as recitalistas são: Laís Gonçalves, Lisbeth Lima de Oliveira e Maria Fernanda Cardoso Santos e Maria Guadalupe Segunda.. A exposição ficará exposta de 14 a 30 de junho, horário normal do Museu, inclusive, aos sábados e domingos a partir das 13 horas. A produção cultural e artística do evento está sob a responsabilidade de Francisco Israel de Carvalho, Samuel Anderson de Oliveira Lima, Maria Guadalupe Segunda. Espera-se que a comunidade, não só universitária, prestigie essa programação cultural.

Imagem é Tudo

BLOOMSDAY no Brasil, 2006

Bloomsday é uma festa literária. Ela homenageia o escritor irlandês James Joyce e seu livro "Ulysses", publicado em 1922. O Bloomsday é comemorado todos os anos em muitos lugares do mundo e conseqüentemente em muitas e variadas línguas. O elo comum entre os muitos dedicados entusiastas e simpatizantes envolvidos nestas comemorações é o esforço por relembrar os acontecimentos das aproximadamente 18 horas vividas pelos personagens do "Ulysses" no dia 16 de junho de 1904.

Belo Horizonte, MG
Coordenação: Ione de Medeiros gombh@uol.com.br

Samuel + James = SAMES

O Grupo Oficcina Multimédia da Fundação de Educação Artística comemora o Bloomsday - dia Internacional de comemorações da obra Ulisses de James Joyce. Neste ano de 2006 estaremos promovendo um encontro entre Samuel Beckett e James Joyce juntando-os em uma mesma valise joyceana: SAMES ou OTHERS? Em torno dessa temática o evento terá um caráter festivo a se realizar em um café no centro da cidade, aliado a uma intenção de informar o público sobre vida e obra desses dois grandes mestres literatura.

DIA 14 de junho às 16h00.
Sessão do Filme Bloom - Toda Uma Vida Em Um Único Dia. Direção: Sean Walsh, Irlanda, 2004
Local: Usiminas Belas Artes Cinema. Rua Gonçalves Dias 1581 - Bairro Lourdes.
*nesta sessão, meia entrada estendida a várias categorias.

DIA 16 de junho

17h00 - Performances, Instalações, vídeos, e leitura aberta de James Joyce e Beckett.

20h00 - Bate-Papo “SAMES”- Beckett e Joyce
Magda Velloso (FUNREI) – Joyce e Ulisses
Solange Oliveira (UFMG) – Beckett contemporâneo de Joyce.

Inventário SAMES: Traga pequenos objetos de seu inventário pessoal para escambo.

Local: Café Kahlúa - Rua Guajajaras, 416 - Centro. *ENTRADA-FRANCA

Maiores Informações: (31) 3221-6200 http://www.oficcinamultimedia.com.br/
Realização: Grupo Oficcina Multimédia / Café Kahlúa
Apoio: Usiminas Belas Artes Cinema / Eisenbahn

Curitiba, PR
Coordenação: Evelino Lacerda, UnicenP http://cultura@unicenp.edu.br/

Homenagem a James Joyce no UnicenPPublicado em 09/06/2006 – Fundação Cultural de Curitiba: http://www.fccdigital.com.br/

No próximo dia 16, em várias partes do planeta, será possível encontrar pessoas reunidas para celebrar o Bloomsday. A data não faz parte de nenhum calendário religioso, mas tem seguidores bastante fervorosos: os joyceanos. Bloomsday é o dia consagrado a uma das maiores obras literárias da modernidade, o Ulisses, do irlandês James Joyce. O livro retrata um único dia, 16 de junho de 1904, na vida do personagem Leopold Bloom, que percorre a cidade de Dublin das primeiras horas da manhã até a madrugada seguinte.
O UnicenP – Centro Universitário Positivo – participa da movimentação mundial trazendo a Curitiba uma programação completa. Pelo segundo ano consecutivo, a instituição inclui a celebração a Joyce em seu calendário cultural – desta vez, com alguns dias de antecedência ao verdadeiro

Bloomsday por conta do feriado de Corpus Christi. No dia 12, segunda-feira, será aberta a exposição “International Joyce”, que permanece no saguão do Teatro UnicenP até 12 de julho. São 22 painéis com fotos e textos que contam um pouco da vida e da obra de Joyce, considerado por muitos o maior escritor do século XX. As telas já passaram por vários países em diversos continentes. A turnê começou em 2004, ano do centenário do célebre dia em que Leopold Bloom passeou por Dublin. Naquele ano, os painéis foram expostos na Universidade de São Paulo - USP.
Esta é a segunda vez que a exposição é montada no país, numa parceria entre o UnicenP e a Divisão Cultural do Departamento de Assuntos Internacionais da Irlanda, representada pela embaixada do país em Brasília. “Procuramos a parceria porque queremos que o público da cidade tenha acesso a esta exposição absolutamente encantadora”, afirma a Coordenadora Cultural do UnicenP, Eveline Lacerda, que viu os painéis expostos pela primeira vez no Centro Cultural Borges, em Buenos Aires, durante um congresso de que participava na capital argentina. Desde então, trabalha para que a mostra volte ao Brasil.

Atividades
Paralelamente à exposição, o Centro Universitário Positivo promove, ainda no dia 12 de junho, segunda-feira, sete atividades especiais na sala de eventos anexa ao Teatro UnicenP. A programação inicia às 9h, com uma leitura comentada de outra obra joyceana, Finnegans Wake, a cargo do diretor de teatro Octávio Camargo, da Companhia Ilíadahomero de Teatro. Em seguida, a atriz Nadja Naira interpreta parte do monólogo da personagem Molly Bloom em Ulisses e Caetano Galindo, professor de Lingüística da Universidade Federal do Paraná e autor de uma tradução inédita do clássico de Joyce, faz uma leitura crítica do romance.

Às 10h, o Grupo Keltoi apresenta música irlandesa.
A programação noturna começa às 19h30, com mais uma performance teatral: o ator Richard Rebello declama o Canto XVI da Ilíada, de Homero, obra à qual o Ulisses de Joyce faz referência desde o título. Às 20h30, uma mesa-redonda sobre o tema “Ilíada/Joyce” reúne quatro debatedores: Octávio Camargo; Caetano Galindo; o supervisor de Língua Portuguesa das escolas do Grupo Positivo, Paulo Bearzoti; e Ivan Justen, mestre em literatura pela USP.

No dia 19 de junho, a celebração ao Ulisses continua, com mais uma performance da Ilíada de Homero – desta vez, o Canto I, interpretado pela atriz Claudete Pereira Jorge – seguida de mesa-redonda na qual Caetano Galindo e Ivan Justen discutem o romance e seu autor. Outras atividades ocorrem paralelamente nesse mesmo dia, no Centro Paranaense de Cultura Feminina, e durante o feriado na Fnac do Park Shopping Barigüi.

Sobre Joyce James Joyce é considerado um dos autores de maior relevância do seculo XX. Suas obras mais conhecidas são o volume de contos Dublinenses (1914) e os romances Retrato do Artista Quando Jovem (1916), Ulisses (1922) e Finnegans Wake (1939). Embora Joyce tenha vivido fora de seu país natal a maior parte da vida adulta, seu universo ficcional enraíza-se fortemente em Dublin e reflete sua vida familiar e eventos, amizades e inimizades dos tempos de escola e faculdade. Joyce:JornadadeJunho.

Programa: De 12 de junho a 12 de julho no UnicenP.Joyce International
Exposição de fotografias e textos sobre James Joyce. Acervo da Embaixada da Irlanda.
Data: de 12 de junho a 12 de julho, das 8h às 20h de segunda a sexta-feira. Sábados das 8 às 14h. Domingos das 10 às 13h.Local: Sala de Eventos do Prédio da Pós-Graduação e Extensão (estacionamento 8).
Entrada franca.

12/06 – Joyce: Jornadadejunho
Sala de Eventos do Prédio da Pós-Graduação e Extensão do UnicenP:8h30h – Leitura Comentada de fragmentos de Finnegans Wake – com Octávio Camargo, diretor teatral09h00 – Apresentação do monólogo de Molly Bloom em Ulisses – com Nadja Naira, atriz09h30 – Leitura crítica do primeiro episódio de Ulisses – prof. Caetano Galindo10h00 – Apresentação de música irlandesa – Grupo Keltoi12/06 – Sala de eventos do Prédio da Pós-Graduação e Extensão do UnicenP:19h30 – Declamação do Canto XVI da Ilíada de Homero com Richard Rebelo, ator20h30 – Mesa de Debates sobre “A Ilíada e Joyce” com Octávio Camargo, Caetano Galindo, Paulo Bearzoti e Ivan Justen16 de junho – Fnac ParkShopping Barigüi 19h00 – Coquetel de celebração do BLOOMSDAY19h30 - Apresentação de música irlandesa – Grupo Keltoi20h00 - Monólogo de Molly Bloom por Dayse Martins dos Santos20h30 – Mesa Redonda debate Joyce com Octávio Camargo, Caetano Galindo, Paulo Bearzoti e Ivan Justen. Entrada Franca.19 de junho – Centro Paranaense Feminino de Cultura15h00 – Apresentação do monólogo de Molly Bloom em Ulisses – com Nadja Naira, atriz16h00 - Leitura crítica de trechos Ulisses de Joyce – com Ivan Justen e Caetano Galindo19 de junho – Teatro UnicenP – Prédio da Pós-Graduação e Extensão do UnicenP:19h30 – Declamação do Canto I da Ilíada de Homero com Claudete Pereira Jorge, atriz20h30 – Mesa de Redonda debate Joyce e Ulisses com Caetano Galindo e Ivan Justen.Inscrições pelo site: http://www.unicenp.edu.br/
UnicenP - Centro Universitário Positivo
Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300t. (41) 3317-3283 - Campo Comprido, Curitiba. http://www.unicenp.edu.br/
Centro Paranaense Feminino de CulturaRua Visconde do Rio Branco, 1717 – t. (41) 3232-8123. centrofeminino@onda.com.br
Fnac - Park Shopping Barigüi, Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 600, loja 101 - Ecoville, Curitiba t. (41) 2141-2000 http://www.fnac.com.br/
Mais Informações: http://cultura.unicenp.edu.br/ ou t. (41) 3317-3283. Fonte: UnicenP

Gazeta do Povo, Curitiba – 12.06.2006 07h00
“Bloomsday” começa a ser comemorado em Curitiba
http://canais.ondarpc.com.br/cultura/geral/conteudo.phtml?id=571659

Florianópolis, SC
Coordenação: Sérgio Medeiros panambi@matrix.com.br e Dirce Waltrick do Amarante

Um evento cultural de rua organizado pelo Núcleo de Literatura Oral e Outras Linguagens (Nelool) da Universidade Federal de Santa Catarina.
Data e hora: 16 de junho de 2006, das 15h00 às 17h00.
Local: Praça XV e arredores e Museu Victor Meirelles
Apresentação

O Bloomsday de Florianópolis recria as deambulações de Leopold Bloom pelas páginas de um dos maiores romances de todos os tempos: Ulisses (1922), do irlandês James Joyce.
O romance Ulisses é, como se sabe, um grande tratado a respeito da comunicação, estando estruturado sobre a troca de informações entre os personagens. O seu protagonista, Leopold Bloom, recolhe e distribui mensagens, sendo responsável pela manutenção da Internet joyciana. Em meio a essa rede de mensagens, ecoa às vezes um grito composto de muitas vozes, a manifestação da mensagem de Deus (ou dos deuses) cortando o burburinho das falas humanas.
O Bloomsday de Florianópolis mostrará, em sua edição de 2006, como essa rede de mensagens é alimentada. Começará falando do básico, destacando o que comem e o que bebem esses personagens que produzem e distribuem mensagens. Essa comida e essa bebida lhes dão energia, mas também idéias, às vezes visões e delírios.

Programação

15h00 – Praça XV (sob a figueira centenária)
Primeiro Bloomsday Infantil de Florianópolis
Um grito na rua – a criação do mundo.
1) Leituras de Barulho, barulhinho, barulhão, de Arthur Nestróvski: “barulhos da barriga”, entre outros; e de Dicionário próprio de palavras sonoras, de Evandro Affonso Ferreira: “afuazado – zoropitó”; e encenação do “conto infantil” No. 5, de Eugène Ionesco (tradução de Dirce Waltrick do Amarante): “-- Não é uma alma, só a sua cabeça é uma alma...”

15h20 – Catedral (escadaria)
Início do Bloomsday 2006 para crianças de todas as idades
Após a criação do homem, este se alimenta.
2) Leitura de Ulisses (tradução de Antônio Houaiss) : fragmento do café da manhã de Leopold Bloom, sob o olhar de uma gata faminta: “-- Minhau!”
3) Leitura de Finnegans Wake, de James Joyce (tradução de Dirce Waltrick do Amarante): o café da manhã de H.C.E. preparado por Anna Lívia Plurabelle: ela “dseja bonzour ao seu amado atrapalhado Dublinamarquês...”
4) Uma aula de culinária: apresentação da receita do “Bolo de lama”, de John Cage (tradução de Sérgio Medeiros): “... cozinhe fora, sob o sol...”
5) Encenação de Ubu Rei, de Alfred Jarry (tradução de Ferreira Gullar): o menu do almoço: “-- Senhores, vamos à vitela.”
6) Leitura simultânea em espanhol de três poemas de Pablo Neruda: “Oda a la alcachofra”, “Oda al caldillo del congrio” e “Oda a la cebolla”: Lleven a la cocina...

15h40 – Casa da Memória (do lado de fora)
7) Leitura de Algumas aventuras de Sílvia e Bruno, de Lewis Carroll (tradução e Sérgio Medeiros): fragmento de um jantar invertido: “o carneiro foi colocado de volta no espeto e lentamente tornou-se cru....”
8) Leitura em inglês de uma receita de Edward Lear: prato nonsense
10) Leitura de A Cantora Careca, de Eugène Ionesco (tradução de Dirce Waltrick do Amarante): “—Comemos bem esta noite. É porque somos ingleses e nosso nome é Smith...”
9) Leitura de Gargantua, de François Rabelais (tradução de Aristides Lobo): fragmento das conversas dos bebedores: “-- Quem surgiu primeiro, a sede ou a bebida?”

16h00 – Museu Victor Meirelles
Continuação do Bloomsday 2006 e abertura da exposição de guarda-sóis e metaobjetos de Cláudio Trindade.
Exaustão, sonolência, devaneios e barrigas barulhentas.
9) Leitura da Ulisses (tradução de Antônio Houaiss): fragmento da ceia dos marinheiros: “-- Você deve ter visto um belo pedaço do mundo.”
10) Encenação de Fim de partida, de Samuel Beckett (tradução de Dirce Waltrick do Amarante): fragmento referente à alimentação de Nagg: “-- Meu bombom!”
11) Dança indeterminada em homenagem a Lucia Joyce, filha do escritor e uma das pioneiras da dança experimental; acompanhamento musical: Música na barriga (Musik im Bauch, 1975), de Karlheinz Stockhausen, para 6 percussionistas, caixas de música e operador de som.

As leituras, as encenações e a dança serão executadas pelos membros do Corpo de Letra, pelo grupo de teatro de Maris Viana e por alunos da UFSC

Se chover na tarde do dia 16 de junho, todo o Bloomsday 2006 será realizado dentro do Museu Victor Meirelles.

Rio de Janeiro, RJ
Coordenação: * Bernardina da Silveira Pinheiro bsp@visualnet.com.br

Quarta-feira dia 21 de junho

21h00 – Leitura e Cocktail.

Escola Letra Freudiana, Rua Barão de Jaguaripe, 231 – Ipanema. t. (21) 2522-3877
escola@letrafreudiana.com.br - www.letrafreudiana.com.br

* Ulisses de James Joyce. Tradução: Bernardina da Silveira Pinheiro. RJ: Objetiva, 2005. 890 p.

Filme (em breve): Bloom - Toda Uma Vida Em Um Único Dia. http://www.ulysses.ie//
Direção: Sean Walsh, Irlanda, 2004. Drama. Com Stephen Rea, Angeline Ball & Hugh O´Connor Walsh levou 10 anos e 800 versões de roteiro para fazer esta adaptação de “Ulisses”, de James Joyce, considerado o livro mais brilhante de todos os tempos.
Cinema: Estação Paissandu, Flamengo
Programação: http://www.bocaboca.com.br/rj/cinema_porfilmerj.php?filme=todos

Santa Maria, RS
Coordenação: Aguinaldo M. Severino bloomsday.santamaria@gmail.com

A CESMA, Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria, e o Ponto deCinema, convidam você para comemorar Bloomsday Santa Maria 2006."Bloomsday: the day on which James Joyce's masterpiece Ulysses is set"Sexta-feira, 16 de junho de 2006Leituras, Filmes, Música, Arte, Poesia e Prosa(tudo com um leve tempero Joyceano)16h00 - Centro Cultural CesmaRua Professor Braga, 55. 97015-530 Santa Maria - RS. t. (55) 3221-9165
18h30 - Ponto de Cinema BarRua Ângelo Uglione, 1567. 97010-570 Santa Maria - RS t. (55) 3221-8000
http://amseverino.sites.uol.com.br/bloomsday.htmlbloomsday.santamaria@gmail.comPROGRAMA16h00 – CESMA – Documentário "Grandes Mestres: James Joyce""Famous Author Series: James Joyce" 1996, 60 minutos, VHS, legendado17h00 – CESMA – Debate sobre a obra de James Joyce e o BloomsdayCoordenado por Aguinaldo Medici Severino18h30 – PONTO DE CINEMA - Telemaquia (abertura e apresentação)Abertura: Bloomsday Santa Maria, ano XIII: Leitura das efeméridesCurta História: Ponto de Cinema Bar (15 anos) e CESMA (28 anos)Bloomsday (1904 - 2006) 102 anos de paixão: Nora Barnacle & James Joyce19h00 – PONTO DE CINEMA - Odisséia (leituras de Ulysses)Leituras comparativas de trechos do Ulysses em Portuguêstradução de Antônio Houaiss, Editora Civilização Brasileiratradução de Bernardina Pinheiro, Editora Objetivatradução de João Palma-Ferreira, Editora Livros do Brasil20h00 – PONTO DE CINEMA - Nostos (leituras múltiplas)Leituras de trechos de boa prosa e boa poesia(de Joyce, de contemporâneos de Joyce e de nossos contemporâneos)21h00 – Encerramento: O Ponto de Cinema pede passagem...Participe você também:Todos estão convidados a ler trechos de Ulysses e de James Joyce.Filmografia básica de James Joyce:

A Portrait of the Artist as a Young Man [1979; colorido, 93 min.]Dirigido por Joseph Strick. Com Bosco Hogan, T. P. McKenna e JohnGielgud.
James Joyce's Women [1983, colorido, 88 min.] Dirigido por MichaelPearce e escrito, adaptado e protagonizado por Fio Fionnula Flanagan.
The Dead [1987; colorido, 82 min.] Dirigido por John Huston. ComAnjelica Huston and Donal McCann.
Is There One Who Understands Me?: The World of James Joyce [1988,colorido, 88 min.] Dirigido por Shep Morgan. Com Peter O´Toole.
Ulysses [1967; preto e branco, 124 min.] Dirigido por Joseph Strick.Com Barbara Jefford, Milo O'Shea, Maurice Roeves e Fionnula Flanagan.
Nora [2000, colorido, 106 min.] Dirigido por Pat Murphy. Com EwanMcGregor e Susan Lynch.
Bloom [2004, colorido, 113 min.] Dirigido por Sean Walsh. ComStephen Rea, Angeline Ball, Hugh O´Conor e Patrick Bergin.
Joyce to the World [2004, colorido, 60 min.] Dirigido por FritziHorstman. Com Dianne J. Wynne, Fritz Senn, Brian Dennehy, FrankMcCourt, Senator David Norris, Fionnula Flanagan, Ken Monaghan eStephen Joyce.Bloomsday Santa Maria - since 1994, a literary party!http://amseverino.sites.uol.com.br/bloomsday.htmlbloomsday.santamaria@gmail.com
0xx55 3221.4001 (fone) 0xx55 9146.8706 (celular) 0xx55 3220.8032 (fax)

São Paulo, SP
Coordenação: Marcelo Tápia marcelotapia@superig.com.br e Ivan de Campos

Programa – 16 de junho de 2006

I. Performance / Deambulação

17h00 - Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura (Av. Paulista, 37).

Início da performance “Ulisses”, pela Cia. Nova de Teatro. Direção: Lenerson Polonini. Com Sérgio Portella (Leopold Bloom) e Carina Casuscelli (Molly Bloom).
A partir da Casa das Rosas, “Bloom” seguirá caminhando, acompanhado pelo público presente ao início da performance, até o Finnegan´s Pub, onde a apresentação será finalizada.
O itinerário da caminhada será: Av. Paulista, R. da Consolação, R. Estados Unidos e R. Cristiano Viana.

II. Evento

19h30 - Finnegan´s Pub (R. Cristiano Viana, 358).

Abertura

- Apresentação da canção irlandesa "Down by the Sally Gardens", por Yun Jung Im.
- Apresentação de música de James Joyce (“Bid Adieu to the girlish days”), por Marcelo Tápia (vocal) e Daniel Tápia (violão).
- Apresentação de música irlandesa tradicional, pelo grupo Irish Dreams – Cíntia Scola, Daniel Tápia, Marcelo Tápia e Sílvia Zambon.

1. Evocação de Ulysses

Tema: “Hades” (capítulo 6, relativo ao canto XI da Odisséia de Homero)

- Breve comentário introdutório, por Marcelo Tápia.
- Leitura de fragmentos do episódio homérico em três segmentos, com traduções inéditas de Jaa Torrano, Christian Werner e Marcelo Tápia, precedida por breve comentário sobre o canto XI, por Christian Werner. Leitura do fragmento inicial do Canto em grego, por Robert de Brose.
- Leitura do fragmento inicial do capítulo 6 de Ulysses: em inglês, por John Milton; em russo, por Aurora Bernardini, e em japonês, por Takeshi Ishihara.
- Leitura dramática de “montagem” de fragmentos do capítulo (realizada por Marcelo Tápia), denominada “Visita ao Hades”, em tradução inédita de Caetano Waldrigues Galindo, pela Cia. Nova de Teatro. Atores: Sérgio Portella e André Arruda. Direção: Lenerson Polonini.

2. Evocação de Finnegans Wake / Homenagem a Haroldo de Campos

- “A (im)possível tradução de Finnegans Wake”, por Lenita Maria Rimoli Esteves.

- Leitura de fragmento do romance, em tradução de Augusto de Campos, por Frederico Barbosa.

- Apresentação musical: Péricles Cavalcanti. Canções “Ode primitiva” (a partir de fragmento de Galáxias, de Haroldo de Campos) e “Nuvoletta” (a partir de fragmento de Finnegans Wake).

- Apresentação de vídeo com leitura (e comentários acerca) do fragmento “O Romapose e o Uivos”, de Finnegans Wake, em tradução de Augusto de Campos, pelo tradutor. Acompanhamento musical por Cid Campos.

- “Canção da falsa tartaruga”, de Lewis Carroll, em tradução de Augusto de Campos, com música de Cid Campos, apresentada pelo compositor.

- “O canto das sereias”: apresentação de fragmento do canto XII da Odisséia de Homero, em tradução de Haroldo de Campos. Por Ivan de Campos (leitura), Madalena Bernardes (voz) e Cid Campos (guitarra).

- Apresentação musical: Edvaldo Santana. Duas canções a partir de traduções de Haroldo de Campos.

Encerramento

Apresentação do grupo Marsicano Sitar Experience – Alberto Marsicano (cítara), Rodrigo Vitali (bateria) e Fernando Del Vecchio (baixo) –, acompanhada por leitura, em inglês, de fragmento de Ulysses, por John Milton.

Related web sites

Bibliography: Traduções em Portugues
http://gogobrazil.com/jjoyce.html

Verba para a tradução de obras literários
http://www.irelandliterature.com/pt/

Tradução em Guarani
http://gogobrazil.com/guarani.html

Imagens digitais do artista brasileiro João Luiz Roth
http://www.ufsm.br/~roth/jamesjoyce.htm

The James Joyce Centre, Dublin – Bloomsday in Dublin
http://www.jamesjoyce.ie/templates/text_contents.aspx?page_id=332

The James Joyce House of ‘The Dead”, Dublin
http://www.jamesjoycehouse.com/

Google Book Search
http://books.google.com/books?q=James+Joyce&lr=&sa=N&start=10

Ligações entre o Brasil e a Irlanda
http://www.visiteirlanda.com/

Copa no Bardallo's


Seleção Brasileira, Música e Arte

Amigos,

O Bardallo’s é uma ótima opção para assistir ao jogo Brasil e Croácia, oferecendo um imenso telão com um som maravilhoso, além de uma cerveja estupidamente gelada que pode ser acompanhada com um dos sabores de um cardápio variado que a casa oferece.

Antes do jogo, a produção executiva do I MPBeco (Festival de Música do Beco da Lama) entregará o prêmio aos vencedores do festival.

Uma exposição chamada “Um Time de Arte na Copa”, faz uma homenagem a Newton Navarro, com quadros desse grande artista natalense inspirados na Copa do Mundo. Com o mesmo tema, outros artistas potiguares completam o time que participa da exposição: Venâncio Pinheiro, Marcelus Bob, Franklin Serrão, Marcelo Fernandes, Diniz Grilo, Arruda Sales, Falves Silva, Fábio Eduardo, Carlos Sérgio e Valderedo.

Barbadllo’s na Copa
(Rua Gonçalves Ledo, Cidade Alta – por trás do antigo cinema Nordeste)
DIA: 13 de junho
HORA: a partir das 14:00 h.

Dia dos Namorados

por Cefas Carvalho

Acordou com o barulho histérico do rádio-relógio e com custo limpou com os dedos as remelas dos olhos ainda embaçados. Espreguiçou-se, arrastou-se até o banheiro e tomou um banho frio, como se costume. Foi quando acordou para o dia e se lembrou que era 12 de junho, Dia dos Namorados. Havia terminado o casamento com Julia havia quatro meses e temia entrar em depressão naquela data, tão banal, mas ao medsmo tempo, tão significativa. Mesmo casado com Julia sempre comprara ao longo dos oito anos de enlace presentes no Dia dos Namorados. Com a determinação tola dos ressentidos havia jurado que não passaria o Dia dos Namorados sozinho. Decidiu comprar um presente, mesmo sem ter namorada a quem da-lo. Foi ao Midway Mall, rodou as lojas, olhou vitrines, paquerou uma ou duas vendedoras mas não achou nada que pudesse dar para a namorada virtual. Por fim, ancorou-se à praça de alimentação para beber alguns chopes. Com a mente mais iluminada pela cevada e pelo álcool decidiu comprar qualquer coisa. Entrou na Docelância e comprou uma caixa de chocolates e bombons das mais sofisticadas. Mandou embrulhar para presente, é claro. Com o embrulho em uma sacola decidiu procurar alguem a quem dar o presente. Ligou para algumas mulheres com quem havia saído após o fim do casamento. Uma tinha arrumado um namorado, outra estava noiva, uma terceira sofria de enxaqueca. Lembrou de algumas paqueras com quem tinha trocado olhares e telefones nos últimos dias. Uma iria trabalhar a noite inteira, outra não lembrava quem eu era, e por aí a coisa foi. Recorreu às amigas. Igualmente inútil. Quase todas tinham namorados ou pretendentes a namorados e jamais despediçariam uma data daquelas. Comecou a se irritar. Queria dar aquele presente a alguem. Desesperado, fez o que não deveria. Ligou para Julia. Seria ela a receber o presente, interpretasse ela como ironia ou resquícios de paixão. Celular desligado. Pegou o carro e foi para Ponta Negra. Escondeu-se em um barzinho á beira da praia, tomou cinco chopes e, insatisfeito consigo mesmo e com a vida, entrou no carro a esmo. De avenida em avenida terminou na Bernardo Vieira, no trecho onde meninas e mulheres fazem programa. Do carro, observou uma delas parada tristemente em poste, escorada como se impedindo que ele fosse cair. Não era bonita, talvez razoavelmente gostosa, embora mal vestida e visivelmente suja. Talvez estivesse ali o dia inteiro, pensou. Estacionou em frente a ela, que, mecanicamente aproximou-se do carro. Vamos fazer um esquema, falou, fingindo um sorriso. Não sei..., respondeu, aturdido. Simpatizara com ela, não sabia porque. Vamos lá, meu bem, é só dez reais..., continuou. Não, obrigado... respondeu ele. Quando ela se preparava para resmungar um palavrão e sair de perto do veículo, ele perguntou: Sabia que hoje é dia dos namorados? E daí?, perguntou ela, desdenhosamente. Bem, eu não tenho namorada..., completou. Nem eu, respondeu ela, concluindo que aquele homem era totalmente louco. Escute, tome um presente para você, disparou ele, pergando o embrulho com os chocolates e dando a ela. Desconfiada, perguntou que sacanagem era aquela. Nenhuma, respondeu. Apenas abra. Ela abriu o embrulho, a caixa e segurou os chocolates como quem seguraria um diamante. Qual é seu nome?, perguntou ele. Francine, ela respondeu. Obrigado por aceitar o presente, Francine, ele disse. Por fim ela balbuciou um obrigado. Ele então ligou o carro e foi para casa disposto a dormir o sono dos justos. Olhou o relógio, já passava de meia noite, era 13 de junho. Dia dos namorados só no próximo ano, pensou, com uma paz de espírito que havia muito não sentia.

12 de junho de 2006

Frases futebolísticas

"EU PEGUEI A BOLA NO MEIO DE CAMPO E FUI FONDO, FUI FONDO, FUI FONDO E CHUTEI PRO GOL"
(Jardel, ex- atacante do Vasco, Grêmio e da Seleção, ao relatar ao repórter o gol que tinha feito).

"A BOLA IA INDO, INDO, INDO... E IU !!!"
(Paulo Nunes, comentando um gol que marcou quando jogava no Palmeiras)

"TENHO O MAIOR ORGULHO DE JOGAR NA TERRA ONDE CRISTO NASCEU"
(Claudiomiro, ex-meia do Inter de Porto Alegre, ao chegar em Belém do Pará para disputar uma partida contra o Paysandu, pelo Brasileirão de 72)

"NEM QUE EU TIVESSE DOIS PULMÕES EU ALCANÇAVA ESSA BOLA"
(Bradock, amigo de Romário, reclamando de um passe longo)

"NO MÉXICO QUE É BOM. LÁ, A GENTE RECEBE SEMANALMENTE DE 15 EM 15 DIAS" (Ferreira, ex-ponta esquerda do Santos)

"QUANDO O JOGO ESTÁ A MIL, MINHA NAFTALINA SOBE"
(Jardel, ex-atacante do Vasco, Grêmio e da Seleção, hoje no Porto de Portugal)

"CLÁSSICO É CLÁSSICO E VICE-VERSA"
(Jardel)

"O MEU CLUBE ESTAVA À BEIRA DO PRECIPÍCIO, MAS TOMOU A DECISÃO CORRETA DEU UM PASSO À FRENTE"
(João Pinto, jogador do Benfica de Portugal)

"A MOTO EU VOU VENDER E O RÁDIO EU VOU DAR PARA MINHA AVÓ"
(Biro Biro, ex-jogador do Corinthians, ao responder a um repórter o que iria fazer com o "Motoradio" que ganhou como melhor jogador da partida)

"EU DISCONCORDO COM O QUE VOCÊ DISSE"
(Vladimir, ex-meia do Corinthians, em uma entrevista à Rádio Record)

"NA BAHIA É TODO MUNDO MUITO SIMPÁTICO. É UM POVO MUITO HOSPITALAR" (Zanata, ex-lateral do Fluminense, ao comentar sobre a hospitalidade do povo baiano)

"JOGADOR TEM QUE SER COMPLETO COMO O PATO, QUE É UM BICHO AQUÁTICO E GRAMÁTICO"
(Vicente Matheus, eterno presidente do Corinthians)

"O DIFÍCIL, COMO VOCÊS SABEM, NÃO É FÁCIL"
(Vicente Matheus)

"HAJA O QUE HAJAR, O CORINTHIANS VAI SER CAMPEÃO"
(Vicente Matheus)

"SE ENTRA NA CHUVA PARA SE QUEIMAR"
(Vicente Matheus)

"O MAIOR GENERAL DA FRANÇA É O GENERAL ELETRIC"
(Vicente Matheus, ao responder uma pergunta dos franceses que queriam comprar Sócrates)

"O SÓCRATES É INVENDÁVEL, INEGOCIÁVEL E IMPRESTÁVEL"
(Vicente Matheus, ao recusar a oferta dos franceses)

"NÃO TEM OUTRA, TEMOS QUE JOGAR COM ESSA MESMA"
(Reinaldo, do Atlético, ao responder a pergunta do repórter se ele ia jogar com aquela chuva)

Imagem é tudo

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Os três santos de junho

por Reginaldo Guimarães

Conjuntamente coma devoção religiosa, recebemos dos portugueses também a tradição popular dos três santos do mês de junho: Santo Antônio, São João e São Pedro. E até o princípio deste século nenhuma festa religiosa de caráter folclórico, a não ser o Natal e a noite de Reis, capitalizava uma riqueza de motivos igual àquelas de junho.

Infelizmente, com o ritmo dos novos costumes, essa tradição foi-se empobrecendo, sobretudo nas grandes cidades que substituíram a fogueira, os balões e os fogos pelos bailes de gala ou à caipira.

Contudo as cidadezinhas do interior conservaram ponderável parte das brincadeiras de antanho.
Antigamente, nas cidades do Nordeste, área cultural que conservou mais nítida a cultura lusitana, armavam-se fogueiras com volumosos toros de madeira, acesas ao anoitecer da véspera de Santo Antônio, São João e São Pedro. E nessa ocasião, o arrumador da lenha tinha cuidado para que os grossos troncos, depois de parcialmente consumidos, não tombassem para o lado da residência. Em caso contrário, morreria alguém da família muito em breve.

Na Bahia havia ruas, como a da Saúde e a do Jogo Carneiro e centenas, do mesmo jeito, que não mediam mais do que dez metros de largura, não deixando os moradores de empilhar a sua fogueira. E não era raro ver-se duas moradias, frente a frente, disputarem o maior volume de fogo.

Depois que o fogaréu diminuía a intensidade e um montão de cinza e pequenos braseiros restava dos musculosos troncos, os rapazes e as moças brincavam de "pular fogueira". E os namorados, para que os santos os protegessem, facilitando-lhes o casamento, saltavam de mãos dadas. E os mais velhos assavam milho verde e batata-doce no braseiro.

As janelas, que raramente eram abertas nos dias comuns, nessas noites ficavam escancaradas, com as crianças debruçadas soltando pistolas e traques, a gritar:

— Acorda, João

O céu ficava coalhado de balões. Cada família procurava superar o vizinho, numa prodigalidade de novo rico. O trabalho quase em segredo de meses atrás aparecia de repente. E várias vozes exclamavam, apontando os balões, enquanto o rojão riscava os ares:

— O malhado ganhou este ano! Que beleza de balão-de-barquinha!

Uma culinária típica enfeitava a mesa da sala de jantar. Nela predominava o milho verde, que para ser colhido nesse tempo plantara-se no dia de São José.

Além do milho, apareciam o coco, a canela, o cravo, o mungunzá, a carimã, a tapioca, o amendoim, o arroz. E de todos esses ingredientes pontilhava, em todas as mesas, por mais pobre que fosse, a gostosíssima canjica de milho verde espraiando-se nas fôrmas mais graciosas e depois cortada em fatias triangulares para alegria dos gourmets acompanhada com licor de jenipapo, maduro ou aluá.

Não se desprezava também a pamonha de carimã ou de milho, o arroz-doce, os afamados bolos de receitas disputadas, o milho assado, o milho cozido, a batata-doce, o mingau de tapioca.

Dentro de casa ou no jardim, sentados em cadeiras, moços e velhos puxavam a sorte, comiam o amendoim e liam o versinho impresso numa pequena tira de papel colorido. Outros divertiam-se de "disparates" ou cantavam ao violão. Eram noites de alegria popular.

Os estudantes, que moravam em repúblicas, enviavam cartas com quadras chistosas pedinchando canjicas e doces às famílias, e a maioria delas atendiam, satisfeitas.

Embora ninguém deixasse de fazer a sua canjica, todas as casas mandavam e recebiam pratos desse acepipe, comparando e orgulhando-se de ser a sua a melhor preparada.

Nas festas íntimas cantavam-se músicas anônimas. Recordo-me dessa cantiga que ouvia nas noites de São João, em Salvador, e que encontrei depois registrada por J. Leite de Vasconcelos em Portugal:

Orvalheiras
Orvalheiras!
Viva o rancho
Das moças solteiras!
Orvalhadas
Orvalhadas
Viva o rancho
Das moças casadas!
Orvalhudas
Orvalhudas
Viva o rancho
Das moças viúvas!

Muito ao molde dos nossos avós, havia uma moda que também cantavam na Bahia, um tanto irreverente, porém ingênua como toda criação popular:

A ripinica
A ripinica
É São João
Vertendo na bica

Era a noite de São João a mais popular na Bahia, e a de Santo Antônio a que tinha ligações mais estreitas com a tradição católica. Tanto que, entre os festejos praticamente indispensáveis ao santo português figurava a novena, não só rezada nas igrejas como em muitas residências, acompanhada de coro e música.

São João representava o ponto culminante da trindade, caindo um pouco com São Pedro. Bem perto vinha se aproximando uma data tradicional, pomposamente louvada pelos baianos — o Dois de Julho, a festa do Caboclo e da Independência.

(Guimarães, Reginaldo. "Os três santos de junho". Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 15 de junho de 1958, 3º caderno, p.7)

CÉU - Sarau lítrero-musical

CONVITE

Prezado(a),

No próximo dia 13 de junho (terça-feira) o prof. José Renan de Medeiros estará lançando o livro "Meu céu, o céu de cada um, céu de todos nós" na livraria Bortolai (Av. Afonso Pena, 805 - fone 3201.2611) e no mesmo momento a Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN (SPVA-RN) estará realizando um sarau lítero/musical com o tema "Céu".

Ainda, durante o evento, a livraria Bortolai receberá do jornal Potiguar Notícias o prêmio "Livraria Amiga do Autor Potiguar", dado aos estabelecimentos natalenses que comercializam obras potiguares.

Quem desejar entrar em contato com o escritor ou com a Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN (SPVA-RN) favor comunicar-me através deste e-mail (jct68@ig.com.br).

Grande abraço
José Correia Torres Neto
Engenheiro Mecânico, Esp.
Telefone: 84-88329261

11 de junho de 2006

Novo tênis da Nike

DOIS POEMAS de CHICO DOIDO DE CAICÓ

A rapariga que eu mais quis bem
Me dava dinheiro
Me dava cigarro
Me dava cafuné
Me dava cachaça
Me dava embalo na rede
Me dava tudo
Só não me dava o cu.

xxxxxxx

Homem com homem
Mulher com mulher
Pessoa com pessoa
Tudo vale a pena
Se a foda não é pequena.

(no livro "69 poemas de Chico Doido de Caicó". Natal, Editora Sebo Vermelho, 2002)

Extraído do blog Blaio Vermelho
http://www.balaiovermelho.blogger.com.br/

Pulando a fogueira

Foto: Hugo Macedo
Entrevistando Lampião, enquanto as labaretas da fogueira diminuem.
Por Leonardo Sodré
Já fazia muito tempo que ele não participava de uma festa de São João. Na verdade, havia participado de algumas festas quando era criança, na escola. Sua família era oriunda do interior, mas ele sempre morou no centro de Natal, local sem nenhuma inclinação para festas juninas. Por isso, ficou entusiasmado quando recebeu convite do diretor da revista Papangu, Túlio Ratto, que lhe telefonou:

-Alex, venha conhecer o Mossoró Cidade Junina, ver Chuva de Bala, dançar forró...

O jornalista Alex Gurgel não pensou duas vezes para responder:

-Vou na hora! Tô doido para pular uma fogueira.

O que será que ele quis dizer com pular fogueira? Vai ver é algum costume de Natal, porque por aqui não tem disso não...

No dia marcado, Alex desce do ônibus na Praça da Independência. Uma comitiva de jornalistas, poetas e escritores lhe esperava: Túlio Ratto, Cid Augusto, Adriana Papangu, Antônio Francisco, Justino Neto e Bruno Barreto (que reclamava do calor, da demora, da falta de notícias...). Trazia uma mala enorme e uma bolsa pendurada nas costas. Túlio Ratto arregalou os olhos para a bagagem. Ninguém precisava adivinhar o seu pensamento. Quantos dias ele vai passar por aqui? Estou lascado!

Abraço dado, mãos apertadas, sai a comitiva em busca de um bar para comemorar a chegada do cronista. Muitas cervejas, cachaça, tira-gostos e pela boquinha da noite a turma começa a se organizar para os eventos noturnos. Vamos fazer uma horinha no Delícia da Praça, depois a gente passa no Arte da Terra e desce para a Estação das Artes. Pronto, estava traçada a programação. Todo mundo ia para casa, tomar banho, descansar um pouco e sair novamente na farra. Na hora da saída, Alex reparou:

-Não esqueçam da fogueira. Quero ir num lugar onde tenha uma fogueira. Eu sou visita e tenho meus direitos!

Túlio, o anfitrião, saiu pensando: Onde danado eu vou arranjar uma fogueira no Cidade Junina para Alex?

Chamou Cid Augusto num canto e perguntou baixinho onde poderia encontrar uma fogueira. Cid, braços cruzados, olhava para o chão e balançava a cabeça, rindo. Depois disse:

-Só se for na periferia...

Túlio resolveu, então, procurar um fogueira para Alex antes de saírem para o segundo tempo da farra, junto com Bruno Barreto (que reclamava das muriçocas). Lá para as bandas do Alto de São Manoel, encontraram uma casa com uma enorme fogueira. Alex desceu e foi logo batendo fotos. De repente juntou uma ruma de meninos atraídos pelo carro. É aquele homem engraçado da revista, que tem nome de bicho!

-Segure aí minha máquina, Túlio, que eu vou pular a fogueira!

E pulou mesmo. Tão desengonçado que terminou caindo sentado no meio das brasas. Rapidamente se levantou e saiu correndo com as calças pegando fogo, enquanto Túlio pegava o extintor de incêndio do carro e apontava para a sua bunda. Bruno, aflito, gritou:

-Eu sabia que ia acontecer alguma coisa hoje!

Depois que conseguiram apagar o fogo, o estado das partes baixas de Alex era lastimável. Não restava mais nenhum pêlo pubiano. A tricotomia junina tinha sido perfeita e suas nádegas estavam vermelhas de fogo.

-Foi promessa? Perguntou Bruno.

-Não - respondeu Alex -, não sei por que, mas sempre quis pular uma fogueira... Sempre achei que fosse costume aqui do interior. Agora, o que eu vou dizer em casa quando chegar todo pelado e com a bunda queimada, eu não sei não...

-Vige Alex, aqui não tem disso não, encerrou Túlio.
Crônica publicada n'O Mossoroense, em 10 de junho de 2006

10 de junho de 2006

Natal Celebra o Bloomsday 2006

Por Alexandro Gurgel


Quem gosta de literatura pode até não saber o que é o Bloomsday, mas com certeza já ouviu falar de James Joyce e seu livro “Ulisses”. Publicado em 1922, Ulisses é um romance sobre um dia vivido em Dublim, na Irlanda. Os personagens Stephen Dedalus e Leopold Bloom saem no dia 16 de junho de 1904 em uma jornada épica na cidade de Dublim. O dia 16 de junho passou a ser conhecido, então, como o Bloomsday e, mesmo sem ter acontecido de verdade, passou a ser lembrado em todo o mundo. É o dia de atividades como leituras, encenações, muita festa e homenagens a James Joyce.

Hoje, o Bloomsday é um grande acontecimento inserido no calendário cultural de vários países, em centenas de cidades do mundo. Em Natal, a UFRN, através do Núcleo de Arte e Cultura e do Departamento de Letras, celebra o Bloomsday 2006 com uma exposição que passa em revista a vida e a obra do escritor irlandês que tanto interesse desperta nos escritores, poetas, artistas e intelectuais brasileiros desde a geração moderna de 1922 até nossos dias.

Exposição de fotos, desenhos, quadros, objetos, mostra de vídeos, leituras de parte dos livros, recital, conferências e debates serão partes do programa à disposição do público, no dia 14 de junho, no Museu Câmara Cascudo, na Avenida Hermes da Fonseca. A Celebração do Bloomsday pretende mostrar a vida e obra daquele que é considerado, universalmente, o criador do romance moderno. O evento está sendo organizado por Sônia Othon, diretora do NAC; J. Medeiros, artista multimídia; Falves Silva, poeta visual; e Francisco Ivan, poeta e professor do Departamento de Letras da UFRN.

“Aproximar-se da Obra de James Joyce é recorrer o agitado e caótico século XX, que marcou, indiscutivelmente, o curso vital e literário daquele que é, talvez, o mais discutido escritor entre as vanguardas e a modernidade”, disse o poeta Francisco Ivan. Para recriar esse cenário foram selecionados um vasto material sobre o livro “Ulisses” e sobre o cotidiano do escritor irlandês. Dados que possam ilustrar o evento da melhor maneira possível, mostrando peças de arte produzidas em todo o mundo, inclusive, por artistas de nossa cidade, pois, é notável a admiração dos artistas e poetas natalenses por James Joyce.

“Ao ser o Bloomsday um dia comemorado internacionalmente, aqui, na Cidade/Natal, pretendemos definir a realização desse evento como um marco das influências de Joyce em nossa contemporaneidade, assim como um marco de nossa admiração e veneração por um homem/escritor que se poderia canonizar como mais um Santo/Sábio da Irlanda”, ressaltou Francisco Ivan.

Bloomsday in Natal - 14 de junho de 2006
Local: Museu Câmara Cascudo
Hora: 19:30, abertura da Exposição
Palestra: James Joyce e o Romance Moderno
Recital: A Última Hora de Ulysses
A exposição ficará exposta de 14 a 30 de junho, horário normal do Museu, inclusive, aos sábados e domingos a partir das 13 horas.

PROGRAMAÇÃO

Dia 14 de junho de 2006
19:30 – Abertura da Exposição: Colóquio: James Joyce e o Romance Moderno, debatedores: Prof. Dr. Antônio Eduardo de Oliveira, Prof. Dr. João da Mata, Prof. Dr. Francisco Ivan da Silva; Recital: A Última Hora de Ulysses, trecho recitado em vários idiomas do último episódio de Ulysses. Direção: Pinho Montinelli, Atrizes: Laís Gonçalves, Leila M. Tabosa, Lisbeth Lima de Oliveira e Maria Guadalupe Segunda. Local: Museu Câmara Cascudo. A exposição ficará exposta de 14 a 30 de junho, horário normal do Museu, inclusive, aos sábados e domingos a partir das 13 horas.

EXPOSIÇÕES

1. FOTOGRAFIA DE JOYCE AOS 22 ANOS, em 1904 “Asked what he was thinking about when C.P. Curran photographed him, Joyce replied, ‘I was wondering would he lend me five shillings.” ( Perguntado em que estava pensando quando C.P. Curran o fotografava, Joyce respondeu, ‘eu estava querendo saber se ele me empresta cinco xelins’.)

2. JOYCE CENTENARY, Centenário de Joyce, Dublin, 1982.
3. THE MARTELLO TOWER, Sandycove, Dublin, now, de James Joyce Museum, in which Joyce lived for a period in 1904and which is mentioned in Ulysses ; published by Glen Photography, Dundalk; photographer: Paul Kavanagh. ( A TORRE MARTELLO, Sandycove, Dublin, atualmente, o Museu de James Joyce, onde viveu por um período, em 1904, e que está mencionada no Ulysses.) Veja, logo na abertura do livro, a referência.

4. SHAKESPEARE AND COMPANY, (a lendária Casa Editora, em Paris, onde a Americana, Sylvia Beach, publicou o Ulysses, em 1922, hoje, livraria/antiquarian books).

5. RETRATO DE JAMES JOYCE, óleo sobre tela, 60 x 50m, Francisco Magno. (a partir da foto de Joyce em Zurich, about 1917; publicada na capa de sua volumosa BIOGRAFIA, escrita por Richard Ellmann, the first Revision of the 1959 Classic/New York Oxford Toronto/Oxford University Press, 1982)

6. NATAL ENCONTRA ULISSES (Cartaz do Bloomsday/1999)

7. MAP OF IRELAND, Printed and published in Great Britan — 1969

8. DIRTY DEAR DUBLIN (Obscena Querida Dublin de Joyce)

9. DESIGNER BOOKBINDERS 1982 ULYSSES JAMES JOYCE (Exibição de trinta e cinco cartazes para comemorar o centenário de nascimento de James Joyce & Eric Gill, Centro de Ciências Humanas da Universidade do Texas, Austin, U.S.A.)

10. JOYCE, PARIS, 1922/16 de junho de 2004 (Lápis/desenho sobre papel A4, 210 x 297mm, Francisco Magno)

11. HAKESPEARE AND C. LIBRARY/Joyce’s Ulysses 2005(Lápis/desenho sobre papel A4, 210 x297mm, Francisco Magno)

12. JAMES JOYCE, 22.Set.2004 (Caneta estereográfica sobre papel A4, 210 x 297mm, Francisco Magno)

13. ULYSSES, 2005(Nanquim sobre papel canson, Francisco Magno)

14. RETRATO DE JAMES JOYCE, (Vicente Vitoriano; técnica: pastel seco, 1994, dimensão: {m}. 77 x.53)

15. SONETO PARA JOYCE, Falves Silva (técnica mista; do livro, Uns Sonetos Extrabólica, 2002)

16. JAMES JOYCE, Falves Silva (Técnica: Colagem; do livro, MYTHO-GRÁPHIKOS, Poemas Visuais)

17. JAMES JOYCE, Associação Brasileira de estudos Irlandeses, São Paulo, Bloomsday/99

18. A TOPOGRAPHICAL GUIDE TO JAMES JOYCE’S ULYSSES, Clive Hart and Leo Knuth, Colchester: A Wake Newslitter Press; Fifth impression, with further additions and corrections, 1981.

19. BALADA TO MOLLY BLOOM, Colagem, Falves Silva

20. AS SEREIAS DE ULISSES, (As Garçonetes Douce e Kennedy), Erasmo Andrade – Óleo sobre tela e colagens com jutas, Natal,2002/06; 1.500,00 reais

21. PORTRAITS, J. Medeiros e Flávio Freitas

22. ESCULTURA, Ricardo Veriano

23. THE BOOK OF KELLS-A PRISÃO DE CRISTO, (o Livro de Kells é considerado o mais famoso manuscrito existente na Biblioteca do Trinity College de Dublin, o mais suntuoso manuscrito da Velha Europa Medieval, Século VIII. Foi mencionado por James Joyce, em Ulysses e Finnegans Wake. O Manuscrito, uma mistura do Velho Latim e do texto da Vulgata, é uma obra inacabada, sem começo e sem final; não possui autoria. Foi escrito pelos monges; monges medievais do legendário Mosteiro de Kells, na Irlanda. A vida de Cristo a partir dos Quatro Evangelhos é seu foco).

23.THE BOOK OF KELLS-Chi - Rho - XP (É considerada a mais requintada das páginas ornamentais do Livro de Kells. Exibe as iniciais gregas ‘XP’, as primeiras letras da palavra grega Christi).

9 de junho de 2006

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Seleções do Mundo

Escalação invocada das seleções mundiais, vindo diretamente de Berlin Oriental.

Seleção do Japão
Noku Dabicha
Shutaro Nosako
Sogozo Nabunda
Kimêdo Dipika
Gozo Naskocha
Sometto Nurrego
Shuparo Meopal
Tadano Horabo
Takaro Avara
Mijaro Napika
Nokku Kdoi

Seleção da Itália
Caralhoni
Sporretti
Alisando Cresci
Punhetoni
Acertos Baggios
Pingo Diporra
Putanni Dizoni
Tezzoni Bestta
Metti Lapiconna
Cabassione
Spaguetti Di Porras

Seleção do Uruguai
Las Pregas
Varalonga
Rolladura
Passalingua
Chupavaras
El Fudidon
Comeatras
Carayo
Ogonorreia
Rabomole
Varatuerta

Seleção da Rússia
Bucetovsky
Pirocalev
Karalhiev
Bostovsky
Shupanov
Bundovsky
Surubaiev
Sbutieta
Sifuderov
Brochovsky
Viadov


Seleção da Alemanha
Sperm Tozoides
Mettheus
Van Kumell
Kulhan Grandi
Schultz Nosacs
Ovvos Fritz
Helmett Rolla
Hans Cacoxa
Sthow Fritz
Hans Yprexekas
Alfons Diddo

Seleção de Portugal
Armando Pinto
Oscar Alho
Jacinto Dores
Aquino Rêgo
Joaquim Picadura
Pingo Osmento
Sitadura Pica
Decio Pinto
Osmar Manjo
Dacio Cupramim
Timelo Rêgo


Seleção da Argentina
Sienta Napica
El Punheton
Reggo Ardiente
Pulonavara
Cuquemija
Babacona
Redondo
Kastrado
De Labrocha
Porra locca
Traseiros Ardidos

Seleção da Arábia
Farah Bostalí
Sofódi Vadya
Elifhêz Bestteira
Essy Kutabao
Aly Meley
Tukideu Jah
Budda Kibaryu
Fhedy Aly
Seiláh Siéh
Jhavaiatollá
Mulekyddá


Seleção da China
Pei Dei Tinoku
Xexeka Nuxiko
Wai Ti Amerda
Meo Tezao Sumyo
Mi Fu Derao
Tezao Nupal
Mao Lin Guada
Mee Tie Gozei
Lee Pirok
Ticomi Dibrucilee
Xi Xi Dixeka

Seleção da Grécia
Papachecheka
Testikulus
Paunascheka
Chupanastetas
Catachattos
Ketiuspariu
Pentiliospau
Paunuculus
Papoupentelhos
Festaduanus
Tapanoskokos

Seleção da Inglaterra
Paul Molle
Doul Demaiz
Pay Day
Mac Aralho
John Mac Picka
Pen Taylor
Perceby Picamolly
Cornell Manson
Bobby Chatto
Mac Sacco
Sir Iricca

Seleção da Espanha
Pieida Fuerte
Confuego Nurrabo
Lachota Fedya
Jadeu Las Pregas
Vara Narosca
Labunda Caliente
De La Porra
Babacon
Bichona Mijafluores
Babanobago
Cudebuesta