31 de outubro de 2007

Movimento pela valorização do Futebol Potiguar

Nota à imprensa


No dia 28 de outubro, p.p., tivemos no Machadão o jogo América x Flamengo, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Mas não tivemos apenas “mais um jogo”. Ali, naquela ocasião, pode-se observar dois fenômenos, de efeitos diametralmente opostos. De um lado, a torcida que foi torcer pelo time da sua terra, o América F.C.. Do outro lado, a torcida que preferiu torcer contra o time da sua terra. Aqui, convém abrir um parêntese: Definição de torcedor misto: aquele que torce por um clube local e também por outro clube, mas de fora do seu Estado, notadamente para clubes do eixo Sul/Sudeste.
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À imprensa potiguar talvez isso possa lhe cair como a coisa mais natural do mundo. Mas só à daqui, saibam. A vergonhosa cobertura nos dias que antecederam o jogo, principalmente a televisiva, mostrando toda a alienação há muito perpetrada nas mentes dos torcedores potiguares e nordestinos, pela grande mídia, típico da mais pura subserviência cultural, só foi superada no dia do jogo e no seguinte, onde parecia haver certo prazer em demonstrar — falseando-se, diga-se — o que de fato ocorreu.
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Que tenham as suas preferências clubísticas, quer seja pelo América, pelo ABC, Potiguar ou Baraúnas mas, daí a incentivar o desprezo pelo futebol do RN e a fanfarronice por clubes que não têm nenhuma ligação com a nossa terra, diminuindo a auto-estima dos torcedores potiguares, é demais senhores.
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Saibam que a imprensa potiguar está, já há algum tempo, perdendo o bonde da história. Enquanto que em Pernambuco essa mazela do torcedor misto foi erradicada, por aqui o jornalismo acha belo mostrar na tela da TV um pai flamenguista e uma mãe corinthiana segurando a mão de um filho de três anos que se diz (!) vascaíno.
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Com essa mentalidade retrógrada, ultrapassada, subserviente, nunca o nosso futebol será grande. Ah! E poderá ser grande? Sim, poderá ser grande. Mudem essa postura de subserviência aos clubes de fora. Valorizem os clubes daqui. Mirem-se no exemplo dado pela torcida do América que, infelizmente (ou propositadamente), não foi mostrada na TV nem nos jornais impressos. Leiam aquelas faixas conclamando o torcedor local a valorizar O NOSSO FUTEBOL.
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Ontem foi o América; amanhã, quem sabe, pode ser o ABC a vir a sofrer esse tipo de desprezo pela torcida local e pela imprensa potiguar. Enquanto o torcedor do RN não se focar nos clubes daqui, comparecer ao estádio, consumir os seus produtos, seremos sempre pequenos. E essa mudança passa, e muito, pelo papel que a imprensa vier a desempenhar.
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Como um dado apenas para exemplificar o prejuízo, dessa vez financeiro, com que essa postura “mista” tem contribuído, tomemos por base o jogo acima citado. Apenas no item “camisa”, e considerando-se que a torcida visitante estava presente em 60%, dentre os quase 33 mil pagantes, temos aí a monta de aproximadamente R$ 3.000.000,00 . Isso mesmo. 3 milhões só em camisas do Clube de Regatas Flamengo. Vestissem a camisa ou do América ou do ABC, tais clubes estariam contabilizando, cada um, cerca de R$ 1.500.000,00 , posto que ambas são praticamente iguais em quantidade de torcedores.
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É hora de mudarmos isso!
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E é com orgulho que vemos o primeiro passo ter sido dado. Fica aqui o registro de reconhecimento ao narrador esportivo Marcos Lopes, por artigo escrito recentemente enfocando o tema, e ao jovem estudante de jornalismo Carlos Júnior, do site “pimbanagorduchinha” pela cobertura imparcial e, especialmente, pela valorização ao futebol potiguar.
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Arregacem as mangas e juntem-se a nós, a fim de que mudemos esse cenário deprimente.
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INCENTIVEM OS POTIGUARES A TORCER POR CLUBES POTIGUARES;
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DÊEM MENOS ESPAÇO ÀQUELES QUE NENHUM ESPAÇO NOS DÁ;
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SEJA POTIGUAR.
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SEJA DAQUI.

29 de outubro de 2007

ENTREVISTA - Direto ao Assunto com José Nêumanne Pinto


Por Alexandro Gurgel

Caricatura: Túlio Ratto


Nascido na pequena cidade de Uiraúna, no Vale do Rio do Peixe, Alto Sertão paraibano, na fronteira entre a Paraíba, o Rio Grande do Norte e o Ceará, José Nêumanne começou sua carreira de jornalista no final dos anos 60 como crítico de cinema e repórter de polícia no Diário da Borborema, de Campina Grande.
Seguindo a saga nordestina, José Nêumanne saiu da Paraíba para ganhar a vida em São Paulo. Em terras paulistas, trabalhou na Folha de S. Paulo, foi secretário, chefe de redação e repórter especial da sucursal paulista do Jornal do Brasil, editor de política, de opinião de O Estado de São Paulo. Foi, ainda, colunista na edição em espanhol do jornal The Miami Herald, onde escrevia um artigo semanal sobre o Brasil. Desde 1996 é editorialista do Jornal da Tarde, é comentarista diário da Rádio Jovem Pan e comentarista político e econômico no programa diário “Direto ao Assunto”, no SBT.
Na sua infância como seminarista, foi muito aficionado à leitura, momentos que fariam a base de sua carreira profissional. Foi influenciado por grandes escritores e poetas como Augusto dos Anjos, Castro Alves, Manuel Bandeira, Truman Capote, Jorge Luís Borges, James Joyce, Albert Camus, entre outros.
José Nêumanne atribui a sua paixão pelas letras e pelo jornalismo às histórias que ouvia de sua mãe nas noites de lua do sertão paraibano de Uiraúna. Desde essa época, ele sonhava em escrever suas próprias histórias. Atualmente, ele tem uma carreira de sucesso, com mais de dez livros publicados, três de poesia, um romance e cinco de reportagens e ensaios políticos — entre romances, biografias e poesias. É um dos jornalistas brasileiros mais celebrados.
Seu nome é uma corruptela do nome do cardeal inglês John Henry Newmann. Ao registrá-lo, seus países não levaram escrita a grafia correta do nome e o escrivão grafou como ouviu: “nêuman”, acrescentando um “e” para aportuguesar.
Numa manhã azul de domingo, a equipe da Papangu tomou café ao lado de José Nêumanne, num hotel na Via Costeira natalense, tendo a companhia do escritor Nei Leandro de Castro e do músico Mirabô Dantas. Na entrevista, falamos de literatura, poesia, música, jornalismo, autores brasileiros, movimento Armorial, entre outros tópicos.


José Nêumanne, o que há em comum entre o menino sertanejo de Uiraúna e o famoso jornalista e escritor?
Na verdade, eu sou o menino sertanejo de Uiraúna. Eu me sinto ainda como se fosse um menino do sertão. É engraçado porque há dois anos, quando a TV Tambaú, da Paraíba, me homenageou no programa “Personalidade de Tambaú”, eu fui à Uiraúna refazendo todo aquele trajeto e foi como se eu tivesse vivenciando o menino sertanejo de Uiraúna. Eu sinto todas as características do menino sertanejo com aquela ingenuidade de olhar o mundo com grande curiosidade. Como todo bom sertanejo, eu me sinto um profissional da vingança e da sobrevivência.

Como jornalista, você já adquiriu reconhecimento nacional. E como poeta e escritor?
São coisas diferentes. Eu tenho uma carreira jornalística e isso me faz ser reconhecido como jornalista. Como escritor, eu estou buscando reconhecimento. Como fiz no livro “O Silêncio do Delator”, gosto de fazer umas comparações sobre esse assunto. O Pelé foi o maior atleta do século e, no entanto, ele gostaria de ser reconhecido como um compositor. Então, eu sou um jornalista que gostaria de ser reconhecido como poeta e escritor. Sou um poeta bissexto e sou um escritor mais bissexto ainda. Um romancista de dois romances. Um dos romances, “Veneno na Veia”, é um romance meio realizado porque, segundo meu amigo Rui Fabiano, grande romancista e jornalista, é um romance que vai até a metade e depois ele deixa se impregnar pela linguagem jornalística e se perde. O outro romance, que é “O Silêncio do Delator”, foi premiado pela Academia Brasileira de Letras como o melhor livro de 2004 em 2005. Esse prêmio é muito importante pra mim porque eu não fiz a inscrição no prêmio. Os acadêmicos se reúnem e escolhem aleatoriamente um livro que eles consideram importante. É também importante porque foi o primeiro romance a receber esse prêmio. Eu me orgulho muito dele, mas ainda não considero que esse prêmio seja uma consagração ou me realize como escritor. Eu acho que ainda sou um escritor iniciante, marginal e em busca de uma solidez do meu ofício.

Numa entrevista, você declarou que sua poesia pretende aproximar cada vez mais a alma do texto, recorrendo ao mínimo possível a truques verbais. Você acha que a poesia é mais inspiração do que um trabalho árduo em busca da rima e da métrica perfeitas?
Metade da minha vida como poeta foi uma busca formal e exagerada. Foi uma “sub-cabralisse” bastante transpirada e não muito inspirada. Eu acho que atingi a maturidade poética no livro chamado “Barcelona Borborema”, um dos meus três livros de poesia, um livro metade sobre Barcelona e a outra metade sobre a Borborema. Sobre Barcelona, é uma inspiração cabralina, formal e rigorosa. A outra parte sobre Borborema é em relação a Campina Grande, que é minha descoberta e é o sopro da inspiração, como chama Bráulio Tavares. Que é essa coisa a que você está se referindo e é o que eu busco cada vez mais. Onde estou escravo da minha inspiração e transpirando cada vez menos para tentar ser o mais possível fiel ao que a inspiração me traz. Se hoje eu tivesse que usar uma epígrafe para minha poesia, eu usaria o que Adélia Prado diz: “Dos meus poemas, eu só tenho a letra”.

O que danado a terra catalã de Barcelona tem a ver com o sertão da Borborema?
Eu vou usar uma frase do meu “inimigo” de infância, Bráulio Tavares, que foi dita pelo Antônio Nóbrega num show: “o que danado tem a ver violino com frevo?”; e eu digo: “eu”, porque sou fã das duas.

Como acontece sua criação poética e como você definiria seu estilo como poeta?
Eu fui poeta vanguardista do grupo de Poema-Processo. Eu tinha uma ligação muito grande com Natal. O grupo de poetas em processos tinha dois núcleos: um no Rio de Janeiro, com Vlademir Dias Pinto e Álvaro de Sá, e, em Natal, com Nei Leandro de Castro, Moacir Cyrne, Dailô Varela, Falves Silva e Anchieta Fernandes. Nessa época eu estava morando em Campina Grande, tive contato com esse pessoal em João Pessoa. Então, participei desse grupo e cheguei a fazer uma exposição em Campina Grande que foi apreendida pelo Exército, na época da ditadura. Depois, parti para um tipo de poesia, como falei anteriormente, muito cabralina. José Paulo Paes registrou que era uma poesia muito lacônica, de poucas palavras. Uma poesia mais de jogar palavra do que colocar palavras. Estou buscando a comunicação direta entre a palavra e a emoção. Eu estou, cada vez mais, procurando levar ao leitor aquilo que sinto. Não me classifico em nenhuma escola. Sou um poeta que tem ligação com Castro Alves, que considero o maior poeta brasileiro de todos os tempos, porque minha mãe ficava declamando versos dele nas noites claras do sertão, em Uiraúna. Minha obra poética está, cada vez mais, conectada com as obras de Castro Alves e Augusto dos Anjos. Quando faço poesia entro numa espécie de transe. Alguns poemas meus são sonhados. Há um poema chamado “Poeira de Estrelas” que são versos sonhados inteirinhos, do qual Zé Ramalho pegou a primeira estrofe e transformou numa canção muito bonita chamada “Norte do Norte”, que ele gravou com Sandra de Sá.

Seu romance memorialista “O Silêncio do Delator” é o retrato de uma geração amordaçada, onde o jornalismo era feito de uma maneira heróica. Então, naquele tempo só se dava bem quem era delator?
Não. O delator sempre se dá mal porque, no fim, o delator tem que prestar contas a Deus. Há um caso clássico do delator que entregou meu grupo, do qual a principal vítima foi a minha namorada, mulher, mãe dos meus filhos, avó dos meus netos, Regina Celli, a maior vítima dessa situação em Campina Grande. O delator era um professor, um cara que era dono do Colégio João de Assis, um canalha, um crápula, e eu considero que ele não foi bem-sucedido. Bem-sucedidos somos nós, a Regina e eu, que sobrevivemos à delação dele e ao regime a que ele serviu. A minha geração é a alma do livro e tudo que conduziu o livro durante os vinte anos em que ele foi escrito e nove meses no computador. Essa foi a geração que se propôs a revolução política e nós terminamos ou na ditadura ou nesse populismo corrupto em que estamos imersos.

E o que você leva do jornalismo para a literatura de ficção?
Um dos lemas da minha juventude era uma frase do Ernest Hemingway, que dizia: “Todo bom escritor tem que passar por uma redação de jornal. Mas, para ele ser bom mesmo, ele tem que sair dela”. E até hoje eu não consegui sair da redação de rádio, jornal e televisão. Eu só espero que os vícios do jornalismo não interfiram na minha prosa de ficção e na minha poesia. Minha prosa provém de um universo onírico. Quando resolvi escrever “O Silêncio do Delator” prometi ao Pedro Paulo de Sena Madureira, meu editor na época, que faria um livro desprovido de técnicas narrativas. Por fim, terminei fazendo um livro complicadíssimo sob o ponto de vista da narrativa, onde o James Joyce falou mais alto do que o Jorge Luis Borges dentro de mim. Então, o ato de escrever é um processo que não controlo.

E essa linguagem rebuscada é o futuro do jornalismo impresso que caminha para uma tendência de textos mais requintados para um público leitor específico?
Quando comecei no jornalismo meus ídolos eram Truman Capote e Tom Wolf, a turma do Niel Jonas. Minha escola é basicamente a “new Jonas”, ou seja, a procura de levar para o jornalismo técnicas de ficção e usar na realidade material de ficção. No século XX, há três livros capitais que exemplificam bem isso: “Ulisses”, de Joyce; as ficções de Borges e o “Estrangeiro”, de Albert Camus. Agora, depois desses anos todos no jornalismo, acho que o livro “A Sangue Frio”, de Truman Capote, completaria um quarteto. “Ulisses” seria o laboratório da linguagem; o Borges seria a perseguição da idéia; o Camus, que é o grande profeta do século XX, e, por fim, o Truman Capote, que faz o inverso do Borges, que transforma a realidade em ficção. O jornalismo impresso deve deixar a notícia para os outros meios como a internet e o rádio. Hoje a gente vive recheado pela informação, onde 90% é inutilidade. O papel do jornal é filtrar essas informações para levar qualidade para o leitor. Como trabalho nos quatro meios (rádio, jornal, internet e televisão), me sinto à vontade para falar sobre isso.

Você teve seus versos gravados por Zé Ramalho e agora sua poesia faz parte de uma parceria no disco “Mares Potiguares”, de Mirabô Dantas. Você escreve versos destinados para canções ou já nascem como música?
Eu tenho processos diferentes para as parcerias. Esse poema que Zé Ramalho musicou, que falei antes, era um poema que nunca pensei que fosse virar uma letra para uma canção. Eu já fui parceiro do Zé com um processo diferente, quando o Zé recebeu uma encomenda para uma música figurar numa trilha sonora de uma novela da TV Bandeirantes. Nós passamos um fim de semana num hotel no Leblom e fizemos uma canção chamada “Lua semente”, que foi gravada por Amelinha. Há outro parceiro, Gereba, que mora em Monte Santo, no interior da Bahia, que musicou uma letra que fiz. Também fui parceiro do Mirabô Dantas nos anos 70, quando o Mirabô morava lá em casa, em São Paulo. E aconteceu uma coisa muito interessante nessa parceria, é que eu lembro perfeitamente de todas as letras que fizemos. É muito variado o universo dessas parcerias.

Excetuando Câmara Cascudo, que não era poeta nem romancista, a literatura potiguar nunca produziu nomes que se destacaram no cenário nacional, ao contrário de vizinhos nossos como Ceará, com José de Alencar, ou Augusto dos Anjos, na Paraíba. O que está faltando na literatura potiguar para que ela aconteça no Brasil?
O Rio Grande do Norte tem uma poetisa maravilhosa que é Auta de Souza e um grande poeta que é Jorge Fernandes. Há também outro poeta que considero muito injustiçado, que é José Bezerra Gomes. Atualmente, a literatura potiguar tem grandes nomes em atividade, produzindo, como Nei Leandro de Castro, cujo romance virou filme. São as circunstâncias do consumo dessa literatura. Não sei quanto a outras opiniões, mas eu considero Jorge Fernandes, Auta de Souza e José Bezerra Gomes grandes poetas que deveriam figurar em qualquer antologia poética nacional.


Apesar da Paraíba e o Rio Grande do Norte serem Estados vizinhos, há uma grande distância entre poetas, músicos, artistas, escritores, jornalistas, etc. O que está faltando para que essa integração gere fluxo?
Eu sou paraibano, mas nasci a sete quilômetros do Rio Grande do Norte. Meu pai era paraibano e minha mãe era potiguar. Eu nasci numa região onde o Rio Grande do Norte e a Paraíba eram a mesma coisa. Na verdade, eu sou o produto de uma cultura paraibana, potiguar e cearense. Então o Fagner, que é de Orós, é mais conterrâneo meu do que José Lins do Rêgo, que nasceu na Zona da Mata. Há também o Zé Ramalho, de Catolé do Rocha, na mesma região. Eu acho que temos uma identidade cultural muito maior do que com o José Américo de Almeida, que nasceu em Areia. Eu acho que esse isolamento que você fala existe também entre Natal e Mossoró, Campina Grande em relação a João Pessoa. Você está falando do isolamento que existe entre João Pessoa e Natal e não o da Paraíba.

Você ganhou um prêmio, “Senador José Ermídio de Morais”, pela Academia Brasileira de Letras, de melhor livro em 2004 com o romance “O Silêncio do Delator”. O livro também figurou entre os dez finalistas do “Prêmio Literário de Portugal”. Você acha que está no caminho literário certo ou ainda há espaço para experimentalismos?
Quando terminei de escrever o livro, meu orgulho é que não dava para situar o livro. Quinhentas páginas sem um lugar específico. A trama acontecia em Nova York, Paris e São Paulo, mas a ação principal acontece num lugar incerto e não sabido no mundo. Meu “inimigo” de infância, Bráulio Tavares, escreveu um artigo num jornal em Campina Grande dizendo o seguinte: “José Nêumanne tentou nos enganar, mas aquilo é Campina Grande. Eu reconheço Campina Grande em cada linha do livro dele”. E o sogro do meu filho, que é lisboeta, disse: “Mas, engraçado, eu pensei que era em Lisboa”. Meu próximo projeto que quero escrever, vou fazer exatamente o oposto. Quero que seja situado num lugar, mas sem definição de tempo. Eu não sei se será um livro experimental. Agora, “O Silêncio do Delator” é um livro experimental porque é um livro falado em várias vozes.

Você acredita que o Movimento Armorial, criado por Ariano Suassuna, será reconhecido como um estilo de vanguarda, uma nova escola absorvendo literatura, cinema, artes plásticas, música, teatro, etc?
Sou muito amigo e admirador do Ariano. Acho o “Auto da Compadecida” um clássico e a “Pedra do Reino” eu considero que é o maior romance brasileiro desde “Grande Sertão: Veredas”, do João Guimarães Rosa. Não participo desse endeusamento achando que Ariano é maior do que Machado ou Guimarães. É preciso ter calma. Há muita influência da TV Globo nessa supervalorização da obra de Ariano. Eu acho o Armorial um movimento magnífico. Gosto muito da literatura do Ariano e gosto também da musicalidade do Antônio Nóbrega.

Agora que o romance de Nei Leandro, “As Pelejas de Ojuara”, está chegando aos cinemas, você acha que está na hora do brasileiro descobrir o romance nordestino? Antigamente, só havia a literatura de Jorge Amado.
Acho que o romance do Nei veio na hora certa e tenho certeza que foi muito bem-sucedido em termos de adaptações cinematográficas. E o grande público só vai conhecer o romance quando passar na televisão. O filme ficará pouco tempo na tela e depois vai para a televisão, que é a grande vitrine do mundo.

O Supremo Tribunal Federal recebeu denúncias dos parlamentares envolvidos no mensalão porque eles têm foro privilegiado. Mas, o que você acha do STF julgar Delúbio, Valério, Silvinho e todo o baixo-clero que não detém mandato e, portanto, não poderiam gozar dos mesmos privilégios? Será que agora todo mundo vai querer ser julgado pelo STF?
Eu acho que esse julgamento faz parte de um momento histórico. Não pelo fato de que possa vir a acabar com a impunidade no Brasil. Nossa grande praga é a impunidade. Esse julgamento dá um tranco numa caminhada que o PT vem fazendo. Eu sou da turma do “fora Lula” e “fora FHC”. Mas, eu acho que as instituições têm que andar e Lula foi eleito para isso. Agora, ele tem que respeitar as instituições porque ele jurou respeito à Constituição. Acho que o Brasil deve ao Joaquim Barbosa e ao Antônio Fernandes de Souza, e ao Lula, porque foi Lula que nomeou os dois. E tudo isso fez parte de uma técnica muito sofisticada, inadequadamente apelidada de mensalão. Não houve mesada. O que houve foi um método competente de comprar a decisão de alguns deputados. Esse método foi desmantelado por causa do excesso de arrogância do José Dirceu, que, em vez de dar o dinheiro ao deputado Roberto Jefesson, resolveu expulsar o Roberto Jefesson do jogo, achando que ele tinha poder e o Roberto Jefesson não tinha. Graças a Deus o José Dirceu não pagou e Roberto Jefesson denunciou o esquema. Com isso, José Dirceu perdeu a Casa Civil e o mandato de deputado, e, no entanto, é o lobista mais bem-sucedido no Brasil. A maioria dos cargos importantes no governo foi nomeado por José Dirceu, que aparelhou o governo para ele. Qualquer que seja o governante que venha depois do Lula, vai ter problemas no governo com todos esses burocratas nomeados por José Dirceu. Mas, o STF barrou o projeto de poder do PT.

E esse projeto do PT é para durar quanto tempo? Na sua opinião, quais as perspectivas para o PT permanecer no poder?
Segundo a Folha de S. Paulo, o projeto do PT é um projeto eterno. É para tomar a República e ficar com ela para o resto da vida. O Lula é apenas um oportunista que está levando vantagem nesse processo, entrando na história política brasileira. Mas a grande cabeça do projeto do PT é José Dirceu, que desenvolveu um projeto socialista. Agora, Lula é muito inteligente porque ele fez uma coisa fantástica que nunca ninguém praticou antes. Ele encheu o rabo dos banqueiros de dinheiro e deu comida para os pobres, deixando a classe média espernear porque não tem número para derrotá-lo na eleição.

Você tem declarado que o melhor jornalismo é aquele que é hostil ao poder. Usando a velha fórmula de reclamar para chamar a atenção do leitor ainda funciona?
Eu uso essa frase no sentido institucional. Quando você ocupa o poder, você tem todo equipamento para dominar uma sociedade. Então, é preciso que na sociedade tenha uma voz que reaja, que impeça a autoridade de se tornar um ditadorzinho. E esse é um papel exercido pelo bom jornalismo.

Você sempre é convidado para bienais, congressos, palestras, exposições, etc. Você cobra para expor suas idéias em público?
Eu tenho uma empresa que se chama “Nêumanne Assessoria de Comunicação” e ela cobra. Até porque algumas empresas estão cobrando para assistir à minha palestra. Agora, quando participo de eventos para a Academia Brasileira de Letras ou um evento para estudantes, eu não cobro.


Você foi convidado pela prefeitura de Natal para participar do II Encontro de Escritores, em novembro. O que você vai trazer para o debate?
Minha idéia é falar sobre jornalismo e literatura, questionando até que ponto a prática influencia a ficção. Agora, a prática me mostra que sempre um debate termina se falando em política. Como sou comentarista de televisão, é natural que as pessoas queiram saber minha opinião sobre a política brasileira.

Você acredita que a mídia televisiva vai direto ao assunto?
Não. A televisão é uma máquina de entretenimento e não tem um compromisso maior com a população.

Você tem pretensões de se tornar um imortal, tanto paraibano, paulista ou brasileiro?
Tive dois grandes traumas na minha vida e são relacionados com a Academia. Um foi na Academia paulista, quando eu estava praticamente eleito e houve um empate. E o segundo foi na Academia paraibana, quando fui praticamente empurrado para participar de uma disputa que eu não queria e terminou sendo confundida como uma luta política. A disputa numa vaga para a Academia Paraibana de Letras me reduziu a um membro de um grupo contra o outro. Coisa que não me satisfez. Eu tenho sido muito assediado para ir para a Academia Paulista de Letras, mas tenho resistido bravamente porque esse trauma não está resolvido dentro de mim. E sobre a Academia Brasileira de Letras, apesar de eu ter bons amigos por lá, eu não tenho nenhuma pretensão e espero não vir a ter.

FLIPORTO: uma festa literária

Escritor Edson Nery
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Por João da Mata Costa

Gostoso o ambiente das festas literárias. Não só a de Paraty tem seu charme. De 27 a 30 de setembro ocorreu a FLIPORTO, na bela praia de Porto de Galinhas em Pernambuco. Uma festa latino-americana. Muitos escritores brasileiros conhecidos, e outros da latino-américa não tão festejados. Um bom momento para conhecermos essa rica produção de nossos vizinhos. Uma bela homenagem aos 90 anos do grande escritor e dramaturgo pernambucano Hermilo Borba Filho, com direito a lançamento do livro “A palavra de Hermilo”, organizado pela viúva do escritor Leda Alves e o escritor Juareiz Correya.

Numa das salas do hotel armação, uma bela exposição em homenagem a Hermilo, com destaque para a coleção erótica traduzida pelo escritor. Nessa mesma sala havia uma bela exposição de iluminogravuras em homenagem ao grande escritor e dramaturgo paraibano/pernambucano/natalense Ariano Suassuna, com direito à apresentação do amigo e escritor Carlos Newton.

O escritor Edson Nery chega cambaleante nos seus mais de 80 anos, reclama da falta de corrimões para os idosos, e proporciona à seleta platéia uma brilhante palestra com título “A América Latina de Gilberto Freyre”. Uma palestra de um homem erudito que encanta os ouvintes, formado na maioria por escritores e professores. Os poetas Tiago de Melo e Ledo Ivo assistem eufóricos à palestra do colega, com trocas mútuas de afetos e amizades. Edson Nery fala sobretudo de livros, minha paixão. Nossa perdição. Ele flana literariamente de Gilberto Freyre a Bossuet. “A cabeça está ótima, mas o corpo não obedece”. Nery vendeu o seu rico acervo de livros a Ricardo Brennand. Está em boas mãos. Fico indócil quando ele diz que a Fundação Calouste Gulbenkian poderia ter vindo para o Brasil. Uma bela Fundação e museu sediada em Portugal. Edita os grandes clássicos da humanidade.

No outro dia assisto ao painel “Literatura e Academias de Letras”. Dois imortais não estavam presentes num desrespeito ao público pagante. A justificativa sobrenatural foi que o avião atrasou. Não aceito essa desculpa e não aceito não ser levado a sério, mesmo sendo nordestino. Compromisso deve ser obedecido.

Numa mesa desfalcada, Sábato Magaldi fala dos teatrólogos da Academia Brasileira de Letras. Ledo Ivo dá um show recitando as suas belas poesias. A do rato da sacristia é maravilhosa.

O rato da sacristia era positivamente um mal católico, pois roía tudo o que encontrava pela frente sem ter o menor respeito. Ou melhor, respeitava uma única coisa dentro da igreja, a Santa Eucaristia. Não poupava o pezinho santo da Virgem Maria nem o dedinho do Menino Jesus. De noite roía e de dia sumia.

E a inédita feita em homenagem ao Recife, que ele não pode mostrar por ciúmes da sua Alagoas. Muita gente interessante dentro e fora dos locais da palestra. No centro da cidade, cuja brisa inunda e inspira a conversa na beira da praia, encontramos com o colega que faz o belo programa Leituras. Na pizzaria conversamos com um colega que sabe tudo de Aquilino Ribeiro. Muitos escritores que podem autografar o livro na hora da compra. Nas muitas barraquinhas vendendo livros encontro o belo livro organizado pelo Paulo Bruscky et al., em homenagem ao grande artista, poeta e editor pernambucano Vicente do Rego Monteiro.

É assim uma festa literária: livros, trocas de idéias, amigos e pessoas que só encontramos nas páginas dos livros. Um banquete dos deuses que encantam nossas vidas cheias de livros, personagens e escritores que podemos encontrar na bela e paradisíaca Porto de Galinhas.

26 de outubro de 2007

Três poetas currais-novenses

Rito
Iara Carvalho, Currais Novos RN

quando eu comprei meu vestido azul
veio a cólica e a manhã

: hoje não sangro mais.

*-*

Nós (em nós)
Maria José, Currais Novos RN

De raíz em raíz,
a folha a tarde molha,
morna (a tarde)

em pingos de orgasmos verdes

*-*

Saudade
Jeanne Araújo, Currais Novos RN

Do teu amor só lembro
de um profundo desgosto.

Do corpo sumindo longe
do vulto feito um encosto.

Agenda Cultural de Natal - Final de Semana

Choro no Som da Mata
Neste domingo o projeto Som da Mata apresenta o show Catita Choro & Gafieira, formado por um grupo musical que surgiu a partir dos encontros informais de uma roda de choro que acontece todas as sextas no Beco da Lama. Os músicos que o compõem, com formação erudita ou popular, tiraram o seu nome de uma composição de K-Ximbinho, homenageando assim um dos maiores músicos potiguares. Catita é formado por Camilo Lemos no violão e guitarra, Zé Fontes no contrabaixo, Marcelo Tinoco no bandolim, John Fidja na bateria, Gilberto Cabral no trombone, Enéas Albuquerque no clarinete, Neemias Lopes no saxofone, Antônio Carlos no Trompete e Ronaldo Freire na flauta. O Som da Mata ocorre sempre às 16h30, no Anfiteatro Pau-brasil, no Parque das Dunas. Entranda R$ 1.

Goiamum Audiovisual
Os diretores Marcelo Buainaim, Paulo Laguardia e Buca Dantas estarão hoje no Bate Papo Doc TV, dentro da Programação do Goiamum Audiovisual, na Fundação Capitania das Artes, a partir das 19h. O debate irá abordar assuntos como o funcionamento e detalhes do edital público Doc-TV, o lançamento e as novidades para a quarta edição do projeto, mais as experiências de cada um dos diretores convidados. Todos eles participaram do Doc-TV. A entrada é gratuita.
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A Fraternidade é vermelha
Dando continuação a “Trilogia das cores”, o Cineclube Natal, em parceria com Nalva Melo Café Salão, exibe nesta sexta-feira, “A Fraternidade é Vermelha”, do diretor polonês Krzysztof Kieslowski. O filme conta a história de Valentine (Irène Jacob), uma modelo suíça que vive em Paris, e encontra por acaso um velho juiz aposentado (Jean-Louis Trintignant) que passa os dias escutando conversas telefônicas dos vizinhos. Esse encontro casual mudará as suas vidas. Os ingressos custarão R$ 2,00, sócios do Cineclube Natal e filiados à Adurn não pagam.
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Fabião das Queimadas
Amanhã, dentro da Mostra Doc-TV, do Goiamum Audiovisual, o filme Fabião das Queimadas, dirigido por Buca Dantas será exibido no Parque das Dunas, a partir das 16h. Já no domingo, no mesmo horário, será exibido Deus me livre de ser normal, de Marcelo Buainaim. A entrada é gratuita.
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Cantinho do Conto
Amanhã é dia de Cantinho do Conto na AS Livros, que fica na Salgado Filho, 2850. As contadoras de histórias Louise Marinho e Roberta do Vale contam a história ‘‘Quem tem medo de quê?’’, de Ruth Rocha. As contadoras usarão o bom humor para falar sobre os medos comuns entre as crianças. Por meio de brincadeiras, elas levarão os pequenos a pensarem no que as assustam. O programa cultural para a garotada começa a partir das 16h. Mais informações: 3206 9099.
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Comédia no TAM
O Teatro Alberto Maranhão terá amanhã, apresentação da comédia Elas, da Lhoss Cia. de Teatro. A história trata de quatro mulheres que se encontram numa sala de espera. Já no domingo, será a vez do show Poema Delicatto, do Grupo Delicatto. Em ambos, os portões se abrem às 19h30 e os ingressos custam R$ 20 (inteira). Vendas na Myosotis ou Handfoot. Informações 3222 3669.
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Black Music
A Boate Music, na Rua Chile, na Ribeira, preparou uma noite especial para os amantes da Black Music. Na programação, The Wink e Banda - que estará cantando, ao vivo, os maiores sucesso de Black Eye Pea, Justin Timberlake, Sean Kingstone e 50 Cent, entre outros - e os DJs Múcio NT e Shato. Mais informações pelo telefone 3611 1511.
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Luiz Gadelha e Simona Talma
O Espaço Cultural Calígula apresenta todas as sextas-feiras de outubro show com Luiz Gadelha e Simona Talma. Eles vão cantar músicas do rei Roberto Carlos, para um público de todas as idades. O restaurante e pizzaria Calígula está localizado na rua Chile, sítio histórico da Ribeira, em Natal.
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Natal Oktoberfest
Hoje é dia de Oktoberfest, no Centro de Turismo, em Petrópolis. Para animar a festa alemã mais famosa em todo o mundo, o som será das bandas Uskaravelho, R3 e DJ Luis Couto. As senhas estão à venda no próprio Berlim Bar, na avenida Afonso Pena e nas lojas Bain Douche. A festa oferece buffet alemão e cerveja free. O início está marcado para as 23h.

25 de outubro de 2007

As Leis da Família

CINEMA
Foto: Web


por Da Mata

“As Leis da Família”, em cartaz no Cinemark, em sessão única às 15 horas.

O Dr e professor Ariel Perelman (Daniel Hendler), é um renomado advogado que segue a carreira do pai, só que em área diferente. O pai atende clientes tanto no escritório, quanto no bar, pois as pessoas se comportam de maneira diferente dependendo do lugar. No direito, ou você trabalha pela verdade, ou faz qualquer coisa para ganhar uma ação. O pai de Perelman, um advogado criminalista, segue a segunda opção. O filho não tem a mesma desenvoltura do pai e leva uma vida sem muito tesão, até que encontra e se apaixona por uma aluna. A aluna deixa a escola para trabalhar numa clínica de “pilates”. Perelman vai fazer pilates para estar próximo da amada, com quem casa e tem um filho. Ele logo percebe que a família tem suas leis tão complicadas como o direito. Na escola, ao perguntar algo relacionado ao direito aos seus alunos, sempre conclui: “é complicado”.

“As leis da família” é um bom filme, com ótimos diálogos e atores. Um filme dirigido e interpretado por Daniel Burman (O abraço partido). Perelman não entende porque tem que participar da escola do filho com o tal “método suíço”. A cena com todos os pais e alunos na piscina é ótima. Perelman fica muito sozinho quando a mulher sai para o Perú com os alunos de pilates. Se não respirar morre, ensina a mulher. Quando consegue ficar sozinho com a mulher, ele prefere fazer amor nos aparelhos de ginástica onde sua mulher ensina os alunos a respirarem e ter boas posturas.

Um filme pedagógico e polticamente correto que não chega a encantar, mas faz pensar nas rígidas Leis da Família. Para Perelman a vida continua insegura. O que será que sua mulher vai achar quando souber que aquele caso foi seu pai quem resolveu? Será que depois que o pai morre, ele não vai continuar mais inseguro? A boa funcionária do pai vai trabalhar com ele. Ninguém sabe se vai conseguir se adaptar com o novo patrão e horário. É que a vida tem suas regras e o filme não é para responder.

O filme recebeu o prêmio Clarín de Melhor Roteiro e Atriz Coadjuvante (Adriana Aizemberg), além das premiações de público de Melhor Filme Ibero-Americano no 21º Festival de Cinema de Mar del Plata, dividido com o brasileiro “Cinema, Aspirinas e Urubus”.

Carta aberta à Governadora Wilma de Faria

O Grande Ponto teve acesso a uma carta anônima que circulou na Fundação José Augusto, endereçada à governadora Wilma de Faria, com desabafos com relação a administração da FJA. O teor também está circulando na Internet. Por ter se tornando de domínio público e de conhecimento de todos, além de não conter nenhuma denúncia de crime, o Grande Ponto publica logo abaixo:
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Exma.Senhora Governadora,

Hoje, Dia do Funcionário Público, infelizmente não temos nada a comemorar.

Nós, funcionários de carreira da Fundação José Augusto, passamos por vários governos e em todos, em nome do crescimento da nossa instituição, sempre procuramos ajudar aos que aqui chegaram, pois, ao longo dos anos, aprendemos a amá-la e respeitá-la. Aqui, é parte do nosso lar, e onde nos formamos profissionalmente e também para a vida, difundindo a cultura e o conhecimento.

Sabemos do seu valoroso trabalho em prol da cultura do Estado, sem sombra de dúvidas o Governo que mais tem trabalhado pela cultura, tão esquecida em alguns governos.
De repente, nos deparamos com uma administração do PT.

A princípio, até gostamos da idéia, pois a sigla significa PARTIDO DOS TRABALHADORES. Ledo engano, companheiros: "suas idéias não correspondem aos fatos"!

A nossa Fundação se transformou num inferno. Vir ao trabalho, hoje, significa tristeza, insatisfação, falta de vontade. Essas pessoas que aqui estão em cargos diretivos, indicadas pelo PT, têm transformado nossos colegas em servidores sem qualquer valor.

Revoltados, profissionais com 20, 30 anos de Casa, pensam em pedir demissão em decorrência de pressões e humilhações sofridas. Transferem de setor, sem que nos seja dado o direito de optar. Impuseram um ponto eletrônico que só funciona para os funcionários da Casa e para os que têm cargos comissionados indicados pelo governo. Os "deles", raros são os que têm essa obrigação, inclusive a de comparecer ao expediente. Sem contar com as diárias de viagens, a troco de quê não se sabe. Culturalmente, muitas não se justificam.

Em nome dos funcionários desta Fundação, digo que admiramos muito o seu trabalho em defesa do desenvolvimento da cultura do nosso Estado e esperamos que, em breve, todo esse engano seja resolvido; esse pesadelo deixe as nossas vidas.

Essas pessoas trabalham com rancor e jamais serão como nós, que trabalhamos cultura com o carinho que a cultura merece: parece trazerem consigo os dramas da incompetência do próprio partido. O senhor que veio para ser o diretor geral, a qualquer platéia, em qualquer ambiente, não pára de fazer críticas abertas aos funcionários da Casa. Fala as coisas mais absurdas, faz intrigas, é indiscreto, mal educado, caluniador, falastrão. Fala, como se nós fôssemos os responsáveis pelo fracasso cultural de sua gestão, batizada pela crítica de arte como "agora-vai-não-foi": acusa-nos pelo seu fracasso; faz da cizânia arma para administrar interesses próprios, jogando servidor contra servidor.

Escrevo esta carta aberta de desabafo para pedir SOCORRO em nome de todos nós funcionários da Fundação José Augusto.

Não assino, porque temo a retaliação que, com certeza, se assinasse, viria: a truculência é outra característica bem deles.

II Seminário de Cinema, TV e Vídeo terá presença de diretor da ANCINE, Mário Diamente

Seminário prossegue nesta quarta-feira, a partir das 8h30 da manhã, com participação de Tvs locais, produtoras, realizadores e como convidado de fora a ANCINE – Agência Nacional do Cinema — representada pelo seu diretor Mário Diamante, que abrirá a programação na quinta-feira com o tema "O cinema brasileiro de curta-metragem"

O 2º Seminário de Cinema, TV e Vídeo, que integra o evento Goiamum Audiovisual, teve início nesta terça-feira no SESC Centro. Neste primeiro momento, as instituições públicas falaram sobre seus projetos e investimentos para o setor, e a emissora SBT apresentou aos participantes o projeto de Pólo de Teledramaturgia do Nordeste, que estréia nesta terça-feira com a minissérie "Santo por Acaso", para todo o Nordeste e tem como base a TV Jornal, de Pernambuco. O projeto consiste na realização de três minisséries com quatro capítulos cada, utilizando atores e pessoal técnico local.

O Seminário de Cinema, TV e vídeo ocorre pela manhã e tarde, e é aberto ao público. Entre os temas abordados estão Políticas Públicas para o Audiovisual, Regionalização da Programação, Exibição e Distribuição, Capacitação Profissional, TV Digital, Memória e Preservação, e Espaços Alternativos para exibição. A ANCINE — Agência Nacional de Cinema — está entre os nomes convidados do Seminário, e será representada por seu diretor Mário Diamante. A ANCINE foi criada em setembro de 2001, e tem como principal objetivo auxiliar a produção cinematográfica nacional. Mário Diamente falará sobre o cinema brasileiro, em especial o curta-metragem.

Também estarão presentes os representantes da Fundação Capitania das Artes (promotora do Goiamum), TV Universitária, Cineclube Natal, ABDeC, TVs locais, Fundação José Augusto, produtoras locais e realizadores potiguares.

A primeira edição do Seminário de Cinema Tv e Vídeo foi realizada em setembro de 2003 com o objetivo de discutir as cenas audiovisuais locais. Avaliando aquele primeiro momento, o fotógrafo Carlos Tourinho, que atualmente representa a ABDeC, disse que este atingiu os seus objetivos criando propostas para o despertar de uma política para o setor, ouvindo os profissionais participantes e registrando em carta, encaminhada ao poder público, as principais diretrizes e necessidades detectadas naquele evento.

Quatro anos depois, surge a oportunidade de dar segmento ao seminário, com a realização do Goiamum Audiovisual, um evento que une o poder público municipal e os profissionais que trabalham com o audiovisual potiguar. "Diante da promoção do Goiamum Audiovisual, a realização da segunda edição do Seminário tornou-se possível, agregando oportunamente a necessidade de discutir e avaliar os avanços significativos do setor audiovisual do Estado, a relação produção/exibição, conteúdo televisivo, festivais e políticas públicas", disse Tourinho.

Confira detalhes da programação no http://www.goiamumaudiovisual.com/

24 de outubro de 2007

O Gibão


Bob Motta, Natal RN

Seu dotô vô lhe dizê,
nêsse meu verso matuto,
nêsse meu linguajá bruto,
o qui qué dizê GIBÃO.
É uma peça qui o vaquêro,
usa na sua labuta,
no dia a dia, na luta,
nais caatinga do sertão.

É um palitó de côro.
Cum ais pernêra, guarda peito,
e chapéu, potrege sujeito,
qui nóis chama de vaquêro.
Dais gáia duis imbuzêro,
duis espíin dais quixabêra,
duis tronco de caatinguêra,
no nordeste brasilêro.

Mais tombém séive de cama,
eu lhe juro, seu dotô.
Pru mode fazê amô,
agarrado c’a muié.
Cum êle o chão é forrado,
a sodade inté me dói,
debaixo duis avelóis,
qui o vaquêro faiz moté.

Falo do GIBÃO e o pranto,
de saudade e de desgôsto,
cuma um riacho, in meu rosto,
corre livrimente, sim.
Num tenho mais o meu comigo.
Mais dotô, in quaiqué recinto.
Quando decramo, inda sinto,
o seu pêso sôbre mim...

Lembranças de outono (de José Airton de Lima)

Uma versão novelesca da historia de Natal

Foto: Jaeci
Rua João Pessoa nos anos 50, cruzando com a avenida Rio Branco. No canto esquerdo da foto, o famoso café Grande Ponto, centro nevrálgico da vida social natalense por várias décadas.
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Um romance com cara de roteiro de cinema, ou uma história que tem perfil de romance. Na verdade, o jornalista e escritor José Airton de Lima que “seu Alves” do Diário o chamava de Risadinha, acaba de escrever seu mais novo livro, “Lembranças de outono”, um romance que o autor imaginou a partir de personagens fictícios intercalados à história natalense com fatos vividos no país e no mundo, que esta semana ele entrega à gráfica para o trabalho de impressão. O lançamento, ele espera realizar no final de novembro, no período da festa da padroeira de Natal, quando se comemora também a data do levante comunista de 1935, cujos acontecimentos estão bem vivos no livro.

“A história do romance se passa desde o ano de 1932 e eu mesclei fatos da realidade com personagens fictícios, a partir da história de Natal”, antecipa José Airton, informando que conheceu pessoas citadas no livro que lhe repassaram fatos vividos na época que envolvia estudantes e políticos, entre os quais um aluno do Colégio Marista que foi membro do movimento integralista se afastando depois para ir estudar Direito na Faculdade do Recife. “Faz tempo que tenho a idéia de publicar este livro, a fim de que pudesse resgatar os fatos do tema central da historia do romance que realmente aconteceu, embora eu troque nomes das pessoas, muitas já falecidas”, revela o autor que publicou outros 8 livros desde 1983.
Os fatos o escritor foi buscar no cotidiano natalense, como no agitado ano de 1935, quando no início da noite de 23 de novembro o governador Rafael Fernandes, ao assistir no Teatro Carlos Gomes à diplomação da primeira turma de contabilistas do Colégio Marista, “foi surpreendido pelo levante armado de caráter comunista que teve início entre os praças do 21º BC, aquartelado em Natal”. Nesse mesmo ano, o ABC conquistava o campeonato de futebol com uma virada histórica de 4 a 1, depois de o América começar vencendo o jogo com gol de Colajão, no estádio do ARA totalmente lotado.

“São acontecimentos que somente o leitor vai ter a oportunidade de perceber ao ler o romance como, por exemplo, o fundador da imprensa de circulação diária em Natal, o jornalista Elias Souto, que era paraplégico e ainda na primeira década do século XX criava o Diário de Natal, não este jornal de agora que foi fundado por um grupo de jornalistas no primeiro ano da segunda guerra mundial com o nome de O Diário, trazendo mais detalhes do conflito e se tornando entre os jornais locais de maior circulação, retratado no romance”, lembra Airton.

A guerra foi um capitulo à parte destacado em “Lembranças de outono”, com as aflições vividas pela população natalense amedrontada com ameaças de ataques aéreos do conflito na Europa, agarrando-se na fé e na esperança de que nada aconteceria de pior, alimentada na mensagem propagada constantemente nas celebrações religiosas do então bispo diocesano, Dom Marcolino Dantas, “onde esta imagem chegar nenhum mal acontecerá”, que foi retirada do caixote encontrado por pescadores em 1753, com a imagem da santa que passou a ser a padroeira da cidade, N. Sª da Apresentação.

“Neste capítulo, são destacados outros acontecimentos relacionados à presença de militares norte-americanos em Natal, surgindo novos hábitos entre os moradores de uma cidade ainda provinciana, como os rapazes que passaram a entrar nas salas de cinema vestidos de camisa e calças jeans, abolindo o tradicional paletó”, descreve o autor, esclarecendo que muitos fatos históricos e da trama do romance são detalhados na publicação, cujo fecho acontece na conquista brasileira do tri-campeonato de futebol em 1970, no México.
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O autor

José Airton de Lima, 63 anos, que agregou popularmente Risadinha ao seu nome por causa de uma indagação do então diretor-geral do Diário de Natal, Luiz Maria Alves, onde ele foi contratado para trabalhar na rádio Poti nos idos de 1970, é seridoense de Currais Novos e mora em Natal desde os anos de 1960 quando veio estudar jornalismo e trabalhar na imprensa da capital, atuando em jornais e emissoras de rádio, dedicando-se, posteriormente, a escrever livros, estreando em 1983 com “Patologia da comunicação”, que foi sua tese do curso ainda na Faculdade de Jornalismo Eloy de Sousa, vindo em seguida, no mesmo ano, “Violência no meio de informação de massa”, e “A história do rádio no RN” (1984), “Ideologia política do radio norte-rio-grandense” (1985), “Da brejeira ao rabo de palha” (1986), apontado por ele como o mais vendido, com mais de 4 mil exemplares, e outro, “História das campanhas populares no RN” (1987), e ainda na mesma década, no centenário do fim da escravatura, em 1988, “A escravidão negra no RN”, que Risadinha conta ter saído matéria no Estadão (jornal O Estado de S. Paulo) e exemplares distribuídos para outros países da África, e o último depois de uma pausa, “Padre João Maria: o homem e o santo em terras potiguares”, de 1995, também, segundo Airton, logrando êxito de repercussão. Todas essas publicações editadas pela Coojornat – Cooperativa dos Jornalistas do Rio Grande do Norte.

“Agora, após longo intervalo, volto à publicação de “Lembranças de outono”, um romance idealizado por mim há muitos anos, o qual comecei a escrever cerca de dois anos atrás e espero o público leitor gostar, como tem sido nas outras publicações. Obrigado, viu...!”, despede-se, com aquele sorriso cativador que “seu Alves” tanto admirava.
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Fonte: AssessoRN

RAPADURA NEWS

III Natal Java Day
O Natal Java Day é um evento anual promovido pelo Grupo de Usuários JavaRN que reúne estudantes e profissionais de TI (Tecnologia da Informação) que utilizam ou se interessam na tecnologia Java para o desenvolvimento das mais diversas aplicações.
Esta terceira edição será realizada no auditório de CEFET - Unidade Sede Natal/RN, no dia 17 de novembtro de 2007 (Sábado). Como nos outros anos, durante todo o dia serão oferecidas palestras e minicursos nas mais diversas áreas onde a tecnologia Java se aplica.
Para participar, basta realizar sua inscrição no evento, clicando aqui e levar ao local do evento 2 (Dois) kg de alimentos não perecíveis, que serão doados a instituições de caridade do estado do RN.
Inscrições e Mais Informações - www.jeebrasil.com.br/nataljavaday

VIII Sarau da Aliança Francesa
Numa noite que promete muitas emoções o VIII Sarau da Aliança Francesa ocorrerá nesta quinta-feira (25), às 19:00h, na rua Potengi, 459, em Petrópolis. O evento, que tem entrada gratuita, homenageará os escritores Nei Leandro de Castro e Ruy Alckmin Rocha Filho, e contará, também, com exposição do consagrado artista plástico Valderedo Nunes e performance poética do ator Rodrigo Bico.
Além disso, como é tradicional, contará com a presença e desempenho poético dos representantes do PEC (Poesia esporte Clube) e da SPVA (Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN). Todas as atividades poéticas e teatrais do VIII Sarau da Aliança Francesa ocorrerão na área da “Cafeteria”, no grande salão interno da instituição.
“Sinto-me feliz em ver que o nosso trabalho em favor da cultura de Natal está consolidado na sua oitava edição. Em novembro, quando faremos o último sarau do ano, iremos fechar atividades de 2007 com exposição de Dorian Gray Caldas, que é um dos mais fervorosos incentivadores do sarau”, enfatizou a produtora cultural Mércia Carvalho, que juntamente com o engenheiro José Torres, são os responsáveis pela realização desse evento, que praticamente já entrou no calendário cultural da cidade.
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Teatro em Nalva Café
Um espetáculo hilariante só poderia resultar em casa cheia e por isso que atores Rodrigo Bico e Ênio Cavalcanti retornarão ao espaço cultural Nalva Melo Café Salão, neste sábado (27), a partir das 19h, para a segunda apresentação da peça "A Ida ao Teatro".
A divertida história de Karl Valentin, adaptada pelo grupo "Facetas, Mutretas e Outras Histórias", mostra as cobranças mútuas e as frustrações de uma vida conjugal. A história apresenta a rotina de um casal que vive sob o mesmo teto há anos, fazendo sempre as mesmas coisas e discutindo sempre em torno das mesmas questões. De repente algo que pode alterar sua relação tediosa: Ir ao teatro...
No elenco o ator Rodrigo Bico interpreta o marido e o ator Ênio Cavalcante interpreta a mulher. A maquiagem é de J anaisa Tavares, a iluminação de Alex Cordeiro, a consultoria de Monique Oliveira e direção, cenografia, sonoplastia e figurinos do próprio grupo.

Enquete do Festnatal 2007
Até o úlltimo sábado o site do Festival de Cinema de Natal (http://www.festenatal.com/) havia contabilizado mais de 5 mil visitas de internautas que estão votando para definir a opinião do público com relação aos "melhores" nas áreas de telejornalismo nacional, apresentador e apresentadora de nacional, melhor ator e melhor atriz de telenovelas, melhor novela, melhor programa de auditório e melhor animador e animadora de televisão. "Essa enquete será somada a que estará sendo feita até 31 de outubro pelo site do festival. Através da soma dos votos das duas enquetes, uma local, e outra nacional, teremos os vencedores de cada categoria", esclareceu o jornalista Valério Andrade, produtor do Festival de Cinema de Natal (FestNatal).
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Medalha José Lins do Rego
O jornalista e escritor José Nêumanne Pinto receberá a medalha "José Lins do Rego do mérito literário" na Assembléia Legislativa do Estado da Paraíba - iniciativa do deputado Fabiano Lucena, do PSDB. José Nêumann será o primeiro a ter esta honra. A solenidade acontecerá nessa sexta-feira 26 de outubro, em João Pessoa, às 16 horas, na Assembléia Legislativa da Paraíba.
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Retrato da leitura no Brasil
O Sindicato Nacional dos Editores de Livros e a Câmara Brasileira do Livro estão elaborando uma nova pesquisa que irá traçar o retrato da leitura no Brasil. Em matéria do jornal Gazeta Mercantil, o coordenador geral do Livro e Leitura, Jéferson Assumção, afirma que o índice hoje pode ser bem diferente do apurado em 2001 e que registrava a leitura anual de 1,8 livro per capita no país. “Nós temos a expectativa de que esse número já seja maior”, disse o Assumção em entrevista à Agência Brasil. O resultado da nova pesquisa deverá ser anunciado no início de 2008.
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Concurso Palavra do Leitor - Dobras da Leitura
A revista virtual Dobras da Leitura promoverá o Concurso Palavra do Leitor, aberto a todos os leitores de literatura infantil e juvenil. Para concorrer, é preciso enviar um texto de 18 e 25 linhas, contendo no máximo 2.200 caracteres (com espaços), por meio do formulário on-line que pode ser acessado no site do concurso. Durante 12 semanas, serão 12 leitores selecionados e como prêmio, cada vencedor será presenteado com um exemplar de A invenção de Hugo Cabret, do escritor Brian Selznick. De outubro a dezembro, a melhor resenha da semana será escolhida pelos membros do conselho consultivo de Dobras da Leitura.

22 de outubro de 2007

II Seminário Norte-riograndense de Cinema e Televisão

Realizado em setembro de 2003 com o objetivo de discutir as cenas audiovisuais televisiva, cinematográficas e de vídeo. O I Seminário norte-riograndense de cinema e televisão do RN, atingiu os seus objetivos criando proposta para o desenvolvimento de uma política para o setor, ouvindo os profissionais participantes e registrando em carta encaminhada ao poder público as principais diretrizes e necessidades detectadas no evento. Com uma pauta voltada para a memória e preservação, formação e pesquisa, exibição e produção, cinqüenta e sete participantes analisaram a realidade local. O documento serviu de referência para outros fóruns públicos realizados e a idéia de continuidade do seminário ficou a cargo da ABDeC/RN.

Diante da realização do GOIAMUM AUDIOVISUAL, evento integrado de difusão, discussão e capacitação promovido por entidades locais, a realização da segunda edição do Seminário, tornou-se possível, agregando oportunamente a necessidade de discutir e avaliar os avanços significativos do setor audiovisual do Estado, a relação produção exibição, conteúdo televisivo, festivais e políticas publicas. A estrutura adequada que oferece o Goiamum audiovisual propicia a atualização dos temas, como também a integração da Associação com demais instituições no tocante ao desenvolvimento de ações para o cinema, televisão e vídeo.

O II Seminário de Cinema, televisão e vídeo, apresentará um panorama específico da produção local, apontará as principais diretrizes para o crescimento do setor e confirmará a necessidade de integração do audiovisual como um todo ao processo de construção de um pólo continuado de produção.


PROGRAMAÇÃO: dia 23 de outubro

Manutenção e conservação de acervos, políticas públicas para o audiovisual.

EXPOSITORES

8,30h/9,00h - Crispiniano Neto -Presidente Fundação José Augusto.
9,00h/9,30 - Dácio Galvão - Presidente Fundação Capitania das Artes

PAINÉL PRODUÇÃO:
cinema e a TV como veículo de produção do audiovisual nacional.;
A produção local para televisão. O espaço para as produções locais.

EXPOSITORES

9,30,0h/10,00h -Guto Barreto –Diretor comercial TV Ponta Negra, Vice-presidente da ABERT,Coordenador De marketing do SBT Nordeste.
10,00h/10,30h - Edson Soares –produção independente no RN–

Mediador: Alexandro Gurgel - Jornalista

12h parada para almoço.

15h - MESA REDONDA:

Participantes do Seminário -Sugestões para o audiovisual
GRUPO 1- MEMÓRIA E PRESERVAÇÃO
GRUPO 2- FORMAÇÃO E PESQUISA
GRUPO 3- GRUPO 3 – EXIBIÇÃO
GRUPO 4 – PRODUÇÃO

Agenda Literária - Feira e Eventos

Prêmio VivaLeitura
No dia 30 de outubro serão conhecidos os projetos vencedores do Prêmio VivaLeitura nas categorias: bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; escolas públicas e privadas; e sociedade: empresas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições sociais. Nesta ocasião também serão anunciados os premiados na categoria “Menção Honrosa”. A edição 2007 do prêmio registrou a inscrição de 1.855 projetos de incentivo à leitura. Em dois anos, são mais de 5 mil projetos cadastrados.
http://www.premiovivaleitura.org.br/

2° Encontro Nacional sobre Hipertexto
Quando: 25 a 27 de outubro
Onde: Fortaleza (CE)
O objetivo é fundar uma sociedade científica de abrangência nacional para manter atualizada a discussão sobre hipertexto, abordando temas como as relações entre hipertexto e literatura, hipertexto e educação, além da educação à distância na sociedade da informação.
www.ufpe.br/nehte/hipertexto2007

Prêmio Cunhambebe de Literatura Estrangeira
Quando: Até 31 de dezembro para livros publicados no 2º semestre 2007.
Onde: Rio de Janeiro (RJ)
O prêmio visa contemplar a melhor obra de ficção estrangeira e contemporânea traduzida e publicada no Brasil em 2007.
http://www.premiocunhambebe.org/

AGENDA LITERÁRIA

III Feira do Livro de Mossoró (RN)
De 23 a 28 de outubro
http://www.feiradolivrodemossoro.com/

III Bienal Nacional do Livro de Alagoas
De 19 a 28 de outubro
www.edufal.ufal.br/bienal

II Feira do Livro de Sergipe
De 24 a 30 de outubro
www.vivaleitura.com.br/pnll2/mapa_show.asp?proj=692

53ª Feira do Livro de Porto Alegre (RS)
De 26 de outubro a 11 de novembro
http://www.feiradolivro-poa.com.br/

5ª Feira do Livro de Obras Especiais e Raras (MG)
Dia 15 de novembro
www.sebocultural.org.br/obrasespeciais.htm

Rua descalça - Poesias

Rua descalça, reúne poesias da autoria de Jania Souza, sendo seu livro solo. São obras divulgadas em coletâneas nacionais; jornais do estado; internet; saraus. Tiveram participação em concursos, sendo algumas ganhadoras de prêmios literários. Versa sobre a temática das injustiças sociais, a violência urbana e a valorização do homem, tendo por foco principal a criança, especificamente a desamparada, parida em uma sociedade dividida pelo poder econômico por questões históricas, alicerçada sobre a perversidade da discriminação racial e social em que foi centrada a civilização brasileira contemporânea. Ao mesmo tempo em que levanta as questões, fala de esperança e da construção de uma sociedade mais humana voltada para a importância do homem como ser individual e coletivo. Capa e fotos da autora. Publicação Edições Bagaço Recife, setembro 2007

Arte à Tois no Bardallo's


A exposição "Arte à Tois" é uma mostra com três artistas: Allan Talma. Civone Medeiros e Golven Jacot, cada um expondo seu pensamento artístico a sua maneira.
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Civone Medeiros usa papel craft como suporte para sua poesia, que é a sua própria existência, trazendo à superfície uma representação dos três mil mundos que cada ser humano se encontra, a cada momento na estrata que tudo liga.
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Allan Talma apresenta seus primeiros trabalhos com tinta acrílica, utilizando a cor negra para gerar uma discursão em torno do silêncio, da morte, da introspecção, lembrando que é a cor que favorece o mergulho interior.
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Golven Jacot mostra imagens com a suavidade da aquarela e a densidade da colagem, criando um universo poético onde os diferentes se completam e se tornam necessários.
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E pra brindar esse momento, a brilhante Tiquinha Rodrigues vai fazer a abertura da mostra de Violino em punho, dentro do Bardallos.

Também haverá intervenções de Luiz Gadelha, Simona Talma e Henrique Fontes... e a Projeção de ARTE à TROIS - O FILME que é nada mais que um documentário caseiro com as divagações, encontros com amigos e outros artistas, making-off das produções em curso e as perambulações pelas ruas, becos e bares de nossa cidade.

Feira Natal Mostra Mulher sorteia carro zero

Foto divulgação
Ingressos antecipados para a Feira Natal Mostra Mulher, que será realizada de 24 de novembro a 02 de Dezembro no Centro de Convenções de Natal, que dará o direito a concorrer a um carro Ford Ka zero quilometro estão se intensificando e a Reis Magos Produções e Eventos, promotora do evento, também aceita compras pela Internet, por meio do site http://www.natalmostramulher/ , onde tem um “link” especialmente dedicado a comercialização das entradas.

A feira contempla o público feminino nas áreas de moda e acessórios, calçados, bolsas, jóias e semijóias, artesanato decorativo, industria, comércio, gastronomia, cultura e shows e mais uma vez será realizada em Natal, que se destaca como centro de realização de grandes eventos nacionais e internacionais. “Para tanto, firmamos uma parceria com a empresa aérea Gol para dar descontos em passagens para as pessoas que vêm participar do evento”, destacou Wilton Figueiredo, diretor da empresa promotora.

A Natal Mostra Mulher funcionará com cerca de 1500 expositores, que ocuparão uma área de 2,580 metros quadrados, que corresponde a utilização de todo o Pavilhão das Dunas e parte de área livre adjacente, em cerca de 260 estandes, onde são esperados 70 mil visitantes.

21 de outubro de 2007

Dois poemas de Antoniel Campos

Celebração
Antoniel Campos, Pau dos Ferros RN

Celebra-se aqui o provisório.
O breve, o transitivo, o fugidio.
Prefere-se o fugaz e o ilusório
e tudo o que faz tudo mais tardio.

Certeza não se quer. Quer-se o vazio.
Do cerne, nada mais do que envoltório.
Não há seta a seguir. Só há desvio.
O sim, só se num sim contraditório.

Que tudo seja parco e irrisório.
Que nada seja fim, mas extravio.
Que seja, o que for fixo, migratório.
E o que se diz valer, seja baldio.

Só nasça o que de si for predatório.
Celebra-se aqui o desvario.

*-*

Duplicidade
Antoniel Campos, Pau dos Ferros RN

Entre a verdade e o que sou,
entre o que falo e o que penso,
nem a mim mesmo convenço,
nem essa chance me dou.

Fico no instante em que vou,
uno de duplicidade,
sou minha cara-metade
quando, gritando, me calo
entre o que penso e o que falo,
entre o que sou e a verdade.

The book is on the table


Dificuldade pra manter uma conversa mais solta?
Todos os seus problemas acabaram. Chega ao Brasil o dicionário de frases clássicas em inglês. Adquira hoje mesmo e exit speaking easy.
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Is we in the tape brother! = É nóis na fita mano!
Tea with me that I book your face = Chá comigo que eu livro sua cara. (a melhor)
I am more I = Eu sou mais eu.
Do you want a good-good? = Você quer um bom-bom?
Not even come that it doesn't have! = Nem vem que não tem!
Wrote, didn't read, the stick ate! = Escreveu, não leu, o pau comeu!
She is full of nine o'clock= Ela é cheia de nove horas.
Between, my well! = Entre, meu bem!
You traveled on the mayonnaise = Você viajou na maionese.
I am completely bald of knowing it. = To careca de saber.
To kill the snake and show the stick = Matar a cobra e mostrar o pau.
Ooh! I burned my movie! = Oh! Queimei meu filme!
I will wash the mare. = Vou lavar a égua.
Are you thinking here's the house of Mother Johanne? = Tá pensando que aqui é a casa da Mãe Joana?
Go catch little coconuts! = Vai catar coquinho!
You are by out! = Você esta por fora!
If you run, the beast catches, if you stay the beast eats! = Se correr, o bicho pega, se ficar o bicho come!
Ops, gave Zebra! = Xiiiii, deu zebra!S. Don't fill my bag! = Não me encha meu saco!
Before afternoon than never. = Antes tarde do que nunca.
Take out the little horse from the rain = Tire o cavalinho da chuva.
The cow went to the swamp. = A vaca foi pro brejo!
To give one of John the Armless = Dar uma de João-sem-Braço.
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‘Mercado de Sabores’ é o grande vencedor do 4º Festival Gastronômico da praia de Pipa

AG Sued
29 pratos concorreram para o 4º Festival Gastronômico de Pipa.
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Por Alexandro Gurgel
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Pipa, praia do município de Tibau do Sul, litoral sul do Estado e distante 80 km de Natal, vem se destacando no cenário nacional como um dos mais importantes destinos turísticos do Rio Grande do Norte. A praia de Pipa tornou-se célebre por suas diversas atrações de lazer, passeios ecológicos, comércio variado, diversos bares e restaurantes com alternativas para todos os gostos.

Recebendo um grande número de visitantes de todas as partes do mundo, Pipa é um lugar perfeito para a promoção de um Festival Gastronômico, que reúne culinária e cultura nordestina em um ambiente cosmopolita de puro charme.

O 4º Festival Gastronômico da Pipa aconteceu entre os dias 4 e 14 de outubro, com a participação de 29 pratos para degustação e ambientes para conhecer, além de oficinas culinárias, aulas, cursos, palestras, vídeos e uma vasta programação cultural. Hoje ocorrerá a entrega dos prêmios aos vencedores, a partir das 19h.

O grande vencedor na "Categoria Restaurante" ficou com Restaurante Mercado, de Tibau do Sul, concorrendo com o prato "Mercado de Sabores", que eram trouxinhas de carne de sol ao molho agridoce de manga, preparado pelo chef Reinaldo. O 2º lucar ficou com Oca Toca da Coruja Restaurante, com o prato "Risoto de limão galego, envolto com filés de cavala ao molho de calda de pitanga", preparado pelo chef ítalo Sales. E o 3º lugar foi para o Taverna Restaurante e Bar com o prato "Camarão do Coronel Chique", sob o comando do chef Ariel Aranda.

O Festival Gastronômico de Pipa é um evento idealizado e dirigido pelo secretário de Turismo do município de Tibau do Sul, Cláudio Freitas, e coordenado pela turismóloga Luciana Melo, contando ainda com o envolvimento direto de mais de 300 profissionais do ramo, entre organização, coordenação, pessoal de apoio, restaurantes participantes e artistas.

"Sabemos da excelente imagem do nosso destino turístico, da importância para a economia do nosso município e do nosso Estado. E o Festival Gastronômico da Pipa vem demonstrando isso, buscando um consumidor exigente que saiba valorizar uma combinação de lazer, boa comida e descanso numa praia paradisíaca", ressaltou o secretário de turismo.
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RN conta com três grandes eventos do estilo

Assim como os festivais gastronômicos de Martins e Mossoró, o Festival Gastronômico da Pipa tem como objetivo proporcionar o fortalecimento do Turismo e enfatizar a importância da cultura regional através da gastronomia, estimulando a utilização de matérias primas produzidas na região.

Enquanto em Martins e Mossoró o regulamento permite a participação de restaurantes locais e convidados, o Festival Gastronômico da Pipa é disputado exclusivamente com os estabelecimentos de Tibau do Sul e Pipa, criando um ponto diferencial.

A semelhança entre os três maiores festivais gastronômicos potiguares (Pipa, Martins e Mossoró) é a valorização da culinária típica do Rio Grande do Norte e o aperfeiçoamento de técnicas gastronômicas, que são aprimoradas a cada edição dos festivais a fim de atender a demanda do público.

Outro ponto em comum entre os festivais gastronômicos é a valorização das apresentações culturais, promovendo um turismo sustentável e fazendo inclusão social através da divulgação e valorização do nosso folclore, do nosso teatro, das nossas músicas e danças, através da participação de artistas locais e regionais.

20 de outubro de 2007

Loja Maçônica Filhos da Fé comemora 108 anos

Por Alexandro Gurgel

Considerada uma das matriarcas potiguares, a Loja Maçônica Filhos da Fé, fundada em 23 de outubro de 1899, comemora seus 108 anos com uma grande festa.

Comandada pelo venerável (presidente) Antônio Teixeira de Medeiros, a loja prepara uma vasta programação, culminando com uma festa de gala nos salões da AABB, hoje, a partir das 22h.

Na segunda-feira, os maçons se reúnem na Loja Filhos da Fé para a entrega da comenda "Raimundo Ribeiro da Hora", venerável e grande nome da maçonaria potiguar. A honraria será entregue a pessoas maçons e não-maçons com relevantes serviços prestados à comunidade e à maçonaria.

Entre as figuras de destaques não maçons que receberão a comenda estão o jornalista Paulo Macedo e Maria Rodrigues, esposa do ex-venerável João Cosme de Melo. Entre as personalidades maçons, destacam-se Mirocem Ferreira, Antônio Figueiredo Cavalcanti e José Edmar de Araújo, todos pertencentes à Loja Filhos da Fé.

Todo ano, durante a comemoração de aniversário da loja, os maçons se reúnem para escolher uma loja no Estado que tenha se destacado. Este ano, as homenagens serão voltadas para a Loja Coronel Fausto, em Areia Branca, que está completando 50 anos de funcionamento. Por ser a segunda loja mais antiga de Natal, Filhos da Fé já teve em seus quadros figuras ilustres na sociedade natalense como Armando de Lima Fagundes, Clementino Câmara, Aluízio Menezes, Hegéssipo Reis de Oliveira, Bartolomeu Fagundes, Emídio Fernandes, entre outros nomes.

Maçonaria mantém trabalho social filantrópico

A maçonaria é uma sociedade discreta, na qual homens livres e de bons costumes denominando-se mutuamente de irmãos cultuam a liberdade, a fraternidade e a igualdade entre si.

Seus princípios são a tolerância, a filantropia e a justiça. Seu caráter secreto deveu-se a perseguições, à intolerância e à falta de liberdade demonstrada pelos regimes reinantes da época. Hoje, em tempos democráticos, os maçons preferem manter-se dentro de uma discreta situação, espalhando-se por todos os países do mundo.

Sendo uma sociedade iniciática, seus membros são aceitos por convite expresso e integrados à irmandade universal por uma cerimônia denominada "iniciação".

Essa forma de ingresso repete-se, através dos séculos, inalterada e possui um conteúdo, que obriga o iniciando a meditar profundamente sobre os princípios filosóficos que sempre inquietaram a humanidade.

Um dos fundamentos principais da maçonaria é a beneficência, contribuindo para o crescimento interior dos homens.

Na beneficência, a Loja Filhos da Fé mantém uma ajuda a várias instituições carentes em Natal, como o "Lar da Mãe Rosinha", na praia de Pirangi, "Lar Feliz", em Cidade Satélite, "Abrigo de Idosos São Vicente de Paula", nas Rocas, e o "Lar do Ancião Evangélico", entre outros.

Cada loja possui independência em relação às outras lojas da jurisdição, mas estão ligadas a uma Grande Loja ou Grande Oriente, sendo estes soberanos. Cada Grande Loja ou Grande Oriente denomina-se de "potência".

Essa é uma divisão puramente administrativa, pois as regras, normas e leis máximas, denominadas "Landmarks", são comuns a todos os maçons. Um dos landmarks básicos da Ordem é que o homem, para ser aceito, deve acreditar em um princípio criador, independente de sua religião.

19 de outubro de 2007

Fotografia e poesia

Foto web
O menino Robinho
Da Mata, Natal RN

Estadium Maracanã lotado
O menino dança no espaço
De um verde azulejo.
O espaço é mínimo para tanto feitiço
Os pés passam por sobre a bola que
magnetizada fica parada

Robinho bicicleteia
Uma, duas, três vezes.
O adversário fica paralisado
E leva mais um drible com as pernas
Trançadas que assina um poema
Que tem o encanto da eternidade
Daquilo que um outro jogador
De canetas-tortas.
Ensinou para o mundo.

Num baile mágico.
Robinho escapa por uma fresta
Margeando um traçado branco
E dá um passe que termina no fundo da rede
do equatoriano que tonto leva mais um frango
De um outro melhor-do- mundo.

Agenda Cultural de Natal - Final de Semana

Luiz Gadelha e Simona Talma cantam Roberto Carlos
O Espaço Cultural Calígula apresenta, todas as sextas-feiras de outubro, show com Luiz Gadelha e Simona Talma. Eles vão cantar músicas do rei Roberto Carlos, para um público de todas as idades. O restaurante e pizzaria Calígula está localizado na rua Chile, sítio histórico da Ribeira, em Natal. O shoe começa às 22h e a entrada custa R$ 4,00.

Khrystal na Festa do Boi
A cantora Khrystal vai animar hoje um estande na Festa do Boi, a partir das 21h. Serão nove músicos no palco, com o novo show Manual de Liqüidificador, no qual a cantora que vem se destacando no Brasil apresenta canções do seu mais recente álbum Coisa de Preto.
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Show no Parque das Dunas
O Som da Mata, projeto que ocorre todo domingo no anfiteatro Pau-brasil, no Parque das Dunas, sempre às 16h30, apresentará o show Na Maré, arranjado com um repertório de samba e choro, e realizado por uma geração de músicos da Escola de Música da UFRN: Marco da Costa, guitarra e teclado; Daniel Ribeiro, baixo; Yuri Antonioni, sax tenor e alto, e Darlan Marley na bateria. O show tem esse nome porque eles o apresentaram no navio Pacific, quando contratados por um cruzeiro. De malas prontas de novo para encarar quatro meses em alto-mar, o grupo se despede em grande estilo. A entrada do Som da Mata custa R$ 1.
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Teatro no Café de Nalva Melo
O espaço cultural Nalva Melo Café Salão apresenta amanhã o espetáculo A Ida ao Teatro, do grupo de teatro Facetas, Mutretas e Outras Histórias... A peça é uma adaptação de Karl Valentin, e começa às 19h30. O Nalva Melo Café Salão fica na Av. Duque de Caxias,110 -Ribeira. Para mais informações: 3212 1655.
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O Dia Mastroianni
O escritor carioca, João Paulo Cuenca, está em terras potiguares. Hoje, ele lança seu segundo romance, O Dia Mastroianni, na Limbo Livros Selecionados, a partir das 19h. Amanhã, estará na AS Livros, às 19h, onde participará de uma mesa de discussão com o escritor e filósofo, Pablo Capistrano. Depois, seguirá para a Feira do Livro de Mossoró, onde também irá participar de eventos. O livro será vendido ao preço de R$ 35.
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Homenagem à Jussara Queiroz
A cineasta Jussara Queiroz será homenageada amanhã e domingo na tenda de Cinema da Funcarte, dentro do Goiamum Audiovisual, a partir das 18h. A Mostra Retrospectiva Jussara Queiroz tem curadoria do documentarista e jornalista Paulo Laguardia, que realizou este ano o DOCTV O Vôo Silenciado do Jucurutu, exibido na TV Cultura, e que conta a vida da cineasta potiguar. A tenda de cinema da Funcarte foi montada no pátio do local e tem estrutura de exibição que conta ainda com pracinha, mesas, cadeiras, pufes, e um café Nega Fulô, aberto até 23h. Confira programação completa pelo http://www.goiamumaudiovisual.com/
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Bardallo's Comida e Arte
Um barzinho no Beco da Lama onde é possível saborear o melhor da gastronomia da Cidade Alta, enquanto aprecia uma exposição de arte e escuta boa música. Um lugar para encontrar loucos, bêbados, poetas, artistas plásticos, músicos e jornalistas. Malditos, gênios perdidos e achados.

Fotografias que fizeram história

Triunfo dos Aliados
Esta fotografia do triunfo dos aliados na segunda guerra, onde umsoldado Russo agita a bandeira soviética no alto de um prédio, demorou a ser publicada, pois as autoridades Russas quiseram modificá-la. A bandeira era na verdade uma toalha de mesa vermelha e o soldadoaparecia com dois relógios no pulso, possivelmente produto de saque. Sendo assim foi modificada para que não ficase feiopara os soviéticos.

18 de outubro de 2007

Arsban divulga resultado do concurso de fotografia

Jean Claude Rodrigues
No caminho das águas. É o título da fotografia vencedora do I Prêmio Arsban de Fotografia promovido pela Agência Reguladora de Saneamento Básico de Natal. A primeira colocação ficou com o fotógrafo Jean Claude Rodrigues da Fonseca. O concurso recebeu 44 fotografias. Destas, 10 foram classificadas e avaliadas. As três primeiras colocadas receberão premiação de R$ 1 mil, R$ 700,00 e R$ 500,00, respectivamente. O concurso retratou o tema: Universalização, Controle e Participação Popular no Saneamento. O segundo colocado foi Ney Douglas Marques, com Rio Potengi e, o terceiro, Adauto Harley Silva com a fotografia Contrastes.
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Os demais classificados foram: Ramon Marinho F. Vasconcelos de Medeiros, com a fotografia Sem Título (quarto lugar); Adrovando Claro de Oliveira, com Potengi II (quinto); Fábio da Silva Pinheiro, com Desigualdades entre iguais (sexto); José Eduardo Maia, com Água Limpa do Baldo (sétimo); Sammara Kelly Barbosa Nunes, com Saneamento Básico? (oitavo); Volney Diniz, com Pescadores de Sujeira (nono) e Ezequiel Rodrigues da Silva, com a fotografia Saúde (décima colocação).
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Os três primeiros classificados receberão o prêmio durante a solenidade de abertura da III Conferência Municipal de Saneamento do Natal, que acontecerá de 07 a 09 de novembro de 2007. As dez fotografias classificadas receberão certificados de participação e ficarão expostas durante a Conferência. O primeiro colocado terá sua fotografia estampada no material de divulgação da Conferência.
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As fotografias foram avaliadas por uma comissão composta por Itamar Nobre, Canindé Soares, Teotônio Roque (fotógrafos profissionais), Manoela Macêdo (jornalista) e Manuel Lucas (especialista em meio ambiente). Os avaliadores consideraram que o concurso atingiu as estimativas, por ser o primeiro realizado pela Arsban e restrito a residentes de Natal.
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Cada foto foi avaliada de acordo com os seguintes critérios: pertinência ao tema, técnica e estética. Para cada um desses critérios foram atribuídas notas de 5 a 10, e foram permitidas notas fracionadas. As notas atribuídas a cada uma das fotografias foram somadas e divididas pelo total de membros da comissão julgadora, ou seja, por cinco.
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O I Prêmio Arsban de Fotografia foi criado com a proposta de incentivar a produção fotográfica e revelar novos talentos, bem como estimular a sociedade a observar a importância do saneamento como sendo qualidade de vida. O resultado do Prêmio estará disponível nesta quarta, 17/10, no Diário Oficial do Município do Natal.

Informes Literários do Grande Ponto

Nobel de Literatura vai para Doris Lessing
Com 88 anos (a serem completados em 22 de outubro), a romancista britânica (nascida na Pérsia, atual Irã) Doris Lessing é a vencedora do Nobel de Literatura 2007, a pessoa mais velha e a 11ª mulher a receber o prêmio. Para a academia sueca, Lessig transmite em seus escritos a "experiência épica feminina", descrevendo "com ceticismo, paixão e força visionária" a divisão da civilização. A escritora, conforme registra o jornal The New York Times, disse que já tinha se esquecido desse assunto, referindo-se ao fato de seu nome constantemente freqüentar a lista do Nobel nos últimos 40 anos. Entre os títulos de sua vasta obra estão Debaixo de Minha Pele, As Experiências de Sirius, Shikasta, O Sonho mais Doce, The Golden Notebook, The Summer Before Dark, e The Fifth Child. O Nobel de Literatura será entregue em Estocolmo no dia 10 de dezembro. Clique aqui para conferir a lista completa dos laureados com o Nobel de Literatura e aqui para saber mais sobre Doris Lessing.
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Antologia de Contos
O projeto Antologia de Contos dos Alunos do CMRJ publica a cada ano os melhores contos escritos pelos estudantes do Colégio Militar do Rio de Janeiro (RJ). A partir da apresentação do tema central do ano letivo, os alunos produzem e aprimoram os textos em sala de aula, envolvidos em um trabalho interdiciplinar. Um dos objetivos é diferenciar o uso da norma escrita culta da norma coloquial, tendo em vista que a maioria dos estudantes desenvolveram o hábito da escrita no computador, por meio de e-mails, scraps, blogs e flogs, mas o que muito se observa são estruturas sintáticas extremamente simples, vocabulários compostos por gírias e/ ou expressões típicas do coloquialismo, falhas quanto às sintaxes de regência e de concordância e diversos equívocos ortográficos, por exemplo.
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I Concurso de Literatura de Cordel
Cordelistas têm até o dia 16 de novembro para mandar um trabalho inspirado no tema Feira de Caruaru Patrimônio Imaterial Brasileiro para poderem participar do I Concurso de Literatura de Cordel, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. É preciso ser residente e domiciliado nos municípios do Agreste e da Zona da Mata do estado de Pernambuco ou na Região Metropolitana do Recife. Serão premiadas as três primeiras literaturas classificadas e cada autor receberá R$ 1.000 e 500 exemplares da obra, impressos pelo Iphan, para livre comercialização e divulgação.
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Fórum das Letras de Ouro Preto
A terceira edição do Fórum das Letras de Ouro Preto acontece de 31 de outubro a 4 de novembro e tem como tema "Escritas híbridas", cuja proposta é refletir a literatura atual “a partir da mistura de gêneros literários e da convergência das artes”. Entre os autores confirmados estão os brasileiros Luis Fernando Veríssimo, Affonso Romano Sant’Anna, Marçal Aquino, e Silviano Santiago; a francesa Laure Adler; e o português José Luís Peixoto. Além do ciclo de debates, que tomam conta da maior parte do calendário, também estão previstas a realização de oficinas, saraus literários, lançamentos de livros e uma série de atividades voltadas para o público infanto-juvenil.
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I Feira do Livro de São Luís
Tem início no próximo dia 18 e segue até 27 de outubro a I Feira do Livro de São Luís. Um dos destaques anunciados é o Salão do escritor, que propiciará ao público maranhense um contato mais próximo com figuras destacadas da literatura nacional. Entre eles, Thiago de Mello, Ana Miranda, Moacyr Scliar e Nélida Piñon. O encerramento contará com a presença de Ariano Suassuna, que será homenageado pela sua carreira literária.