31 de dezembro de 2007

Troféu Grande Ponto Cultural 2007

Pelo segundo ano, o blog fez uma análise da cena multicultural potiguar em 2007 e resolveu entregar o troféu “Grande Ponto de Cultura” para as pessoas que se destacaram em diferentes áreas.

Artista plástico:
Luzia Dantas

Ator:
Carlos José

Cantora:
Roberta Sá

Cineasta:
Jussara Queiroz

Diretor de teatro:
Diana Fontes

Editor:
Ivan Junior

Escritor:
Carlos Fialho

Fotógrafo:
AG Sued

Gestor público:
Dárcio Galvão

Jornalista:
Alex de Souza

Músico:
Pedrinho Mendes

Personalidade cultural:
Dona Militana

Poeta:
Lívio Oliveira

Produtor cultural:
Júlio César Pimenta


Troféu Grande Ponto Cultural Especial

Banda:
Mad Dogs (Natal RN)

Bar cultural:
Beradeiro (Currais Novos)

Blog:
Beco Press (becopress.blogspot.com)

Espetáculo:
Chuva de Bala no País de Mossoró

Evento:
Pega de Boi no Mato (Fazenda Pitombeira, Acari RN)

Grupo de teatro:
Pessoal do Tarará (Mossoró RN)

Grupo folclórico:
Congo de Calçola (Ponta Negra, Natal RN)

Jornal:
O Mossoroense (Caderno Universo)

Livro:
Acerto de Contas (Ficção, Marcos Ferreira)

Programa de TV:
Grandes Temas (TV Universitária)

Projeto:
Goiamum Audiovisual (Funcarte)

Revista:
Brouhaha (Funcarte)

Show Musical:
Coisa de Preto (Khrystal e banda)

Site:
Substantivo Plural (substantivoplural.com.br)

Réveillon de Natal 2008

O Réveillon de Natal é sempre multicultural nos 4 pólos da cidade. A virada do ano será comemorada em em grande estilo onde natalenses e turistas irão desfrutar de show de artistas locais, prévia carnavalesca e um show pirotécnico em cada canto. Ainda há os réveillon alternativos para quem quer algo diferente. Veja as dicas do Grande Ponto:

Ponta Negra
Como nos anos anteriores, Ponta Negra deve ser o lugar mais procurado por natalenses e turistas. A expectativa é de que 20 mil pessoas estejam nas areias da praia mais badalada da capital. A animação fica por conta das trilhas sonoras da banda Frevo de Cá, além dos cantores potiguares Cirleide Andrade e João Batista e Banda.

Praia do Meio
Até meia-noite, a festa será conduzida pela Federação de Umbanda e Candomblé do RN. Serão realizados rituais de umbanda, com direito a apresentações de babalorixás. A Festa de Iemanjá, com suas tradicionais oferendas, está prevista para amanhecer o dia.
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Beco da Lama
A festa tem um tom entre o pop e o alternativo. Do rock ao frevo, o público do Beco da Lama, formado por músicos, poetas e outros pensadores terá uma festança que deve durar até às 5h da manhã. A folia, em frente ao Palácio da Cultura (Praça 7 de Setembro), ficará por conta da Banda Anos 60, a Cia. do Frevo, Os Grogs, e o grupo Dusouto.
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Redinha
A Prefeitura de Natal promete que o réveillonda Redinha será diferente dos que já passaram. Desta vez, o réveillon será marcado por uma grande prévia carnavalescas, onde os foliões poderão curtir o carnaval desde o primeiro dia de ano. Um grande cortejo será formado pelos blocos da Redinha. Uma grande orquestra de frevo irá animar as troças: As Raparigas, Banda do Siri, Fiéis do Gavião, Baiacu na Vara, Os Papangu, Redinha dos Meus Amores, Troça do Zé Prekito, Pinto de Fora e Beira Mar. O desfile começa na praça do Cruzeiro e se encerra no largo do Tibúrcio.
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Rio Potengi
Para aqueles que querem um réveillon diferente, uma empresa propõe ver os fogos navegando pelo Rio Potengi. A Toa Toa Passeios, empresa que há cerca de um ano promove passeios pelo histórico rio potiguar, vai disponibilizar um catamarã com espaço para 25 pessoas à disposição. O passeio terá serviço de bar e música ambiente. A partida será do Iate Clube, às 22h, com volta à 1h da manhã.
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Ribeira
O velho bairro natalense vai ter seu réveillon bastante animado. A pizzaria Calígula, na Rua Chile, vai promover uma grande festa, cuja trilha terá sons da banda Mad Dogs, a Orquestra Boca Seca , além dos DJs Fabão e Macacco. A festa vai das 0h30 até às 7h da manhã.
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Praia de Pipa
Aqueles que estiverem dispostos a pegar a estrada, a praia da Pipa é o destino alternativo para um super-réveillon. A balada será na boate Calangos, onde terá shows da banda Axé Obá e do cantor paulistana Fernando Porto. A festa não tem hora para acabar com o som dos DJs da casa.

30 de dezembro de 2007

Acerto de Contas - Capítulo VII

Veja um trecho do Capítulo VII do romance-folhetim Acerto de Contas, do escritor mossoroense, Marcos Ferreira.

"Safadeza! E Mossoró não reage. Aceita o descalabro, permite a sangria de suas riquezas, coaduna com o desvirtuamento de sua história. Um povo que se habituou à canalhice, que perdeu a capacidade de se indignar. Os Rosendos mandam e desmandam. Casam e batizam. Deitam e rolam. Não há heróis nem resistentes. Mossoró está imersa na mais aguda corrupção, entregue à bandalheira, dominada por mãos infames."

Vejam o Capítulo VII na íntegra:

http://romancefolhetim.blogspot.com/

* Todo domingo, o livro Acerto de Contas é atualizado.

Marketing Inteligente - Vick


Dicas de Leitura

Mais de 100 livros clássicos da Literatura Mundial e Brasileira para ler em 2008.

A Divina Comédia -Dante Alighieri
A Comédia dos Erros -William Shakespeare
Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
Cancioneiro -Fernando Pessoa
Romeu e Julieta -William Shakespeare
A Cartomante -Machado de Assis
Mensagem -Fernando Pessoa
A Carteira -Machado de Assis
A Megera Domada -William Shakespeare
A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
A Carta -Pero Vaz de Caminha
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
Macbeth -William Shakespeare
Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
A Tempestade -William Shakespeare
O pastor amoroso -Fernando Pessoa
A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
O Mercador de Veneza -William Shakespeare
A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Arte Poética -Aristóteles
Conto de Inverno -William Shakespeare
Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
A Metamorfose -Franz Kafka
A Cartomante -Machado de Assis
Rei Lear -William Shakespeare
A Causa Secreta -Machado de Assis
Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
Júlio César -William Shakespeare
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
Cancioneiro -Fernando Pessoa
Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
A Ela -Machado de Assis
O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
Adão e Eva -Machado de Assis
A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
A Chinela Turca -Machado de Assis
As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
Poemas Selecionados -Florbela Espanca
As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
Iracema -José de Alencar
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Ricardo III -William Shakespeare
O Alienista -Machado de Assis
Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
A Carteira -Machado de Assis
Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
Senhora -José de Alencar
A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
Sonetos -Luís Vaz de Camões
Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
Iracema -José de Alencar
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
O Guarani -José de Alencar
A Mulher de Preto -Machado de Assis
A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
A Pianista -Machado de Assis
Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
A Herança -Machado de Assis
A chave -Machado de Assis
Eu -Augusto dos Anjos
As Primaveras -Casimiro de Abreu
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
Quincas Borba -Machado de Assis
A Segunda Vida -Machado de Assis
Os Sertões -Euclides da Cunha
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
O Alienista -Machado de Assis
Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
Medida Por Medida -William Shakespeare
Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
A Alma do Lázaro -José de Alencar
A Vida Eterna -Machado de Assis
A Causa Secreta -Machado de Assis
14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
Divina Comedia -Dante Alighieri
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
Coriolano -William Shakespeare
Astúcias de Marido -Machado de Assis
Senhora -José de Alencar
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A "Não-me-toques"! -Artur Azevedo
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
Obras Seletas -Rui Barbosa
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
Aurora sem Dia -Machado de Assis
Édipo-Rei -Sófocles
O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
Pai Contra Mãe -Machado de Assis
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
Tito Andrônico -William Shakespeare
Adão e Eva -Machado de Assis
Os Sertões -Euclides da Cunha
Esaú e Jacó -Machado de Assis
Don Quixote -Miguel de Cervantes
Camões -Joaquim Nabuco
Antes que Cases -Machado de Assis
A melhor das noivas -Machado de Assis
Livro de Mágoas -Florbela Espanca
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
Helena -Machado de Assis
Contos -José Maria Eça de Queirós
A Sereníssima República -Machado de Assis
Iliada -Homero
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. -Fernando Pessoa
Anedota Pecuniária -Machado de Assis
A Carne -Júlio Ribeiro
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
Don Quijote -Miguel de Cervantes
A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
A Semana -Machado de Assis
A viúva Sobral -Machado de Assis
A Princesa de Babilônia -Voltaire
O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional -Fundação Biblioteca Nacional
Papéis Avulsos -Machado de Assis
Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
Cartas D'Amor -José Maria Eça de Queirós
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
Don Quixote. Vol. 2 -Miguel de Cervantes Saavedra
Almas Agradecidas -Machado de Assis
Cartas D'Amor - O Efêmero Feminino -José Maria Eça de Queirós
Contos Fluminenses -Machado de Assis
Odisséia -Homero
Quincas Borba -Machado de Assis
A Mulher de Preto -Machado de Assis
Balas de Estalo -Machado de Assis
A Senhora do Galvão -Machado de Assis
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis
Capítulos de História Colonial (1500-1800) -João Capistrano de Abreu

29 de dezembro de 2007

RAPADURA NEWS

Caros amigos do Grande Ponto,
Estou fazendo esse post direto do país de Mossoró, onde estou trabalhando numas matérias para a próxima edição da Papangu. Aproveitei para dá um pulo e abraçar os colegas d'O Mossoroense na redação. Esse final de semana, participei da confraternização promovida pela Prefeitura Municipal para toda a imprensa mossoroense. Estarei em Natal nesse domingo quando retornarei as postagens diários. Segue algumas dicas para animar esse restinho de final de semana.

Show de Solidariedade
A música potiguar brasileira se reúne amanhã em homenagem ao compositor Romildo Soares. Soropositivo, ele descobriu o vírus HIV na metade do ano e, desde então, vem enfrentando de cabeça erguida essa nova fase com o apoio dos fãs e amigos. Batizado de "Solidariedade.com", o show ocorre a partir das 16h na Cidade da Criança e vai promover o encontro de parceiros e amigos como Babal, Carlos Bem, Fábio Rocha, Geraldo Carvalho, Yrahn Barreto, Lucinha Lira, Pedro Mendes, Rodolfo Amaral e Simona Talma. Cada músico relembrará, no palco, parcerias com o anfitrião. A entrada custa R$ 10. Antes dos shows a animação estará garantida com o grupo Trotamundos e Folia de rua. O público que comparecer à festa pode participar de um leilão de telas assinadas por artistas potiguares, além de sorteio de livros e CDs. Tel: 9988.2675 ou 9922.8188. Para contratar os shows de Romildo Soares, o contato é 9401.1976 .

Confraternização no Beco da Lama
Será realizada neste sábado, dia 29, no Bardallo´s Comida & Arte a festa de confraternização da SAMBA- Sociedade dos Amigos do Beco da Lama e Adjacências. O evento terá uma programação eclética, com shows de Khrystal e Banda e do grupo Maria Flor. A programação começa a partir das 16h00, aberto ao publico. Além dos shows musicais, o evento contará ainda com sorteio de duas obras de arte junto aos participantes, pintadas com exclusividade pelos artistas plásticos Marcellus Bob e Tiago Vicente para custear a festa, sendo o cupom custando R$ 10,00 (dez reais). Também fazendo parte da programação da festa de confraternização da SAMBA, a Offset Gráfica e Editora fará o lançamento de seu calendário 2008. Mantendo uma tradição de vários anos, o calendário da Empresa homenageia a produção de um artista plástico de nossa cidade. Este ano, o calendário será apresentado com trabalhos do artista plástico Marcellus Bob.
Serviço:
Festa de confraternização da SAMBA – Sociedade dos Amigos do Beco da Lama e Adjacências;
Local: Bardallo´s Comida & Arte – Rua Gonçalves Ledo, 671 – Cidade Alta;
Dia e hora: 29/12, a partir das 16 horas;
Entrada Franca

Dica de blog
Um excelente blog informativa com uma proposta genuínamente potiguar: Jerimum no Papo. Vale uma visita demorada: http://www.jerimumnopapo.com.br

Fotos de uma Natal iluminada
Na semana passada, a Associação Potiguar de Fotografia promoveu o II Passeio Fotográfico Noturno Natalino com a participação de 25 fotógrafos. Algumas fotos podem ser vistas sob o olhar de Eduardo Barbosa em: http://www.eduardoclicks.blogspot.com/

Literatura Potiguar no DN
Lívio Oliveira, Abimael Silva, Carlos Fialho e Pablo Capistrano fazem uma retrospectiva da Literatura Norte-riograndense no ano de 2007 nas páginas do Diário de Natal, desse sábado. Para ver a matéria completa, siga o link:
http://www.dnonline.com.br/parceiros.php?url=http://diariodenatal.dnonline.com.br/index2.php

24 de dezembro de 2007

Conto de Natal

MARCOS FERREIRA
Escritor
escrivaninhamarcos@hotmail.com

O trânsito nervoso e congestionado não era empecilho para a frágil bicicleta. Cruzou o amarelo da Lucas Mateus feito uma bala. Por pouco não colidiu com o entregador de pizzas, que avançara cerca de um metro sobre a faixa de pedestres.

Na velocidade em que vinha, inclinando-se ao extremo, fez a curva da João Batista com arrojo e destemor. Quase raspou sobre o asfalto novo da rua a ponta do joelho. De dentro de um veículo estacionado em frente a uma agência bancária, o menininho gorducho o fitou com surpresa e fascínio, ajeitando sobre o nariz sardento os óculos de grau.

No bagageiro da bicicleta, preso por uma dessas borrachas com ganchos metálicos nas pontas, o disforme saco dos brinquedos tremulava ao sabor dos catabis e do vento. Na junção da Pedro Malaquias com a Judas Cordeiro, desviou-se de uma boca de esgoto com imprevista agilidade.

Era um Papai Noel esguio, de porte atlético e bastante seguro nos pedais. Cortava o ar da noite impulsionado por trinta e três anos de rudez e explosão muscular. Abrigava ainda nas fibras do corpo os reflexos adquiridos sobre os carrinhos de rolimã na quadra da escola. Fazia ele mesmo os brinquedos que pudesse engendrar com folhas-de-flandres, pedaços de madeira e peças imprestáveis que adquiria nos arredores de casa.

Ao cabo das aulas, em conjunto com outros garotos pobres da escola, investia contra as goiabeiras, sapotas e cajás-mangas do monsenhor André Cardoso. Ali se esbaldava até o pôr-do-sol no festivo recreio da infância periférica. Depois, sem dar pelo cansaço ou distância, regressava ao modesto lar no Morro do Belém.

Agora, no entanto, a cena era bem menos pueril. Entre uma e outra pedalada, Nazareno voltava agilmente a cabeça, como a querer certificar-se de que não estava sendo perseguido. Poderia o pulha do gerente ter acionado alguém para prendê-lo em flagrante com o produto do crime. Uma moça da loja, justamente a que mais lhe enfeitiçara os olhos pirilampos, seria arrolada como testemunha ocular. Dera um azar tremendo em ser flagrado logo por Madalena — era este o nome impresso no crachá da funcionária. Ainda repicava-lhe na concha dos ouvidos o estridente e acusador alarma:

— Pega ladrão!... Pega ladrão! — gritou Madalena ao vê-lo escapulindo com o saco nas costas.

— Pega ladrão!

Na disparada, Nazareno livrou-se primeiro da obesidade postiça que lhe haviam enxertado por entre a roupa vermelha. Até alcançar a bicicleta (já em ponto de fuga no outro lado do muro), deixou cair a reluzente faixa de ‘Boas Festas!’, que usava atravessada sobre o peito viril. Depois, ao longo das curvas e retas da cidade, foi-se embora o pequeno gorro e a sedosa peruca de cabelos brancos. Somente uma parte da nívea barba de algodão permanecia grudada à pele suarenta da face. O resto se despregara ao longo do caminho. Os olhos, vivamente azuis e precipitados para fora das órbitas, tinham neste momento um quê de marginalidade e ternura.

Teria a cor dos olhos do rapaz influenciado de algum modo o gerente ao ter escolhido a ele, Nazareno, para a função de Papai Noel da loja? Decerto que sim. Pois um sujeito de físico muito mais de acordo com o posto fora sumariamente dispensado pelo empregador, que fez o seguinte comentário ao avistar Nazareno:

— Ora, vejam só... Os olhos dele são azuis como anil!

Mas, dissolvendo a amenidade do comentário, o alarde da funcionária ainda ecoava-lhe nos tímpanos feridos:

— Pega ladrão!... Pega ladrão!

Era a primeira vez que lhe aplicavam o famigerado título da marginalidade com tanta ênfase. Decidira-se pelo furto a partir do momento em que o gerente da loja, de nome Bartolomeu, recuou no preço acertado por uma diária de Papai Noel. Ao fim de uma semana na “pele” do Bom Velhinho, recebera apenas dois terços do valor combinado.

— Não foi isso que acertamos.

— Sim, é verdade, mas as vendas também estão fracas. Ao menos por enquanto não posso lhe pagar mais que esse valor.

— O senhor não está sendo justo.

— Ora, meu rapaz, não seja mal-agradecido.

— Mal-agradecido, eu?

— Isso mesmo. Estou lhe dando uma oportunidade, aproveite. Há outros por aí que a essa hora gostariam de ficar com esse trabalho.

— Mas nós...

— Você é um privilegiado, lembre-se disso. Veja como anda o desemprego neste país. Claro que o seu salário ainda é pequeno, mas tem essa oportunidade que lhe dei. E outras podem surgir aqui na loja. Deixe terminar o mês. Não se afobe. Aguarde as vendas melhorarem. Agora vá se trocar, já está atrasado.

— Mas não é correto. O senhor me prometeu que...

— Depois! Agora vá se vestir.

Nazareno não atravessaria essa noite de Natal sendo explorado pelo unha-de-fome do Bartolomeu. Além de mal pago, havia ainda a chatice de cumprir horário. Postava-se à entrada da loja das oito da manhã até as nove da noite. Uma horinha só para o almoço e outra para o jantar. Engolia à pressa e retornava ao trabalho, vestido a caráter, para atrair os supostos clientes, que passavam arredios.

— Você é um privilegiado — a frase o insultava.

Antes houvesse permanecido na incerta rotina de flanelinha. Ao menos havia mais liberdade e o pedágio feminino no entorno da Praça do Vigário era muito mais sortido. No biscate da loja só baixavam por ali aquelas mãezonas com a filharada de nariz empinado. Raramente algum moleque se deixava atrair por sua personagem.

— Você é um privilegiado.

Sentia-se mais no papel do Homem Invisível do que em qualquer um outro. Entendia que as crianças de hoje já não alimentavam essa lorota de Papai Noel. Ele próprio, filho unigênito de um simples carpinteiro e de uma humilde dona-de-casa, constatara muito cedo a tal farsa natalina. Pobrezinhos de jó, os pais de Nazareno não tinham dinheiro para presenteá-lo com os brinquedos da moda.

— Não seja mal-agradecido.

Não era. Muito menos devia gratidão ao picareta do gerente. Então, para vingar-se do unha-de-fome e descolar um trocado no comércio clandestino do Morro, ele saltou o muro da loja com o saco cheio de brinquedos. Venderia alguns artigos e distribuiria o restante com os moleques da comunidade. O jipe com controle remoto seria ofertado ao menininho Baltazar, sempre tão resignado em sua perpétua cadeira de rodas. A locomotiva ficaria nas mãos do extrovertido Belchior, filho de um amigo guardador de carros. O circunspeto Gaspar ganharia os soldadinhos de borracha da ONU. A boneca Barbie e o jogo de maquilagem iriam para a filhinha da lavadeira Ester.

Nazareno pedalava a plenos pulmões. Alcançou o bairro de Nova Canaã e atravessou a ponte Ezequiel Habacuque. Descia agora em alta velocidade a íngreme ladeira do Bom Pastor. De quando em quando virava a cabeça para trás, perseguido pela desconfortável idéia de que a polícia poderia surgir a qualquer momento no seu encalço.

— Pega ladrão! — a voz da garota parecia ecoar em cada esquina.

Por viver à margem da sociedade, embora com outros meios de entendimento e raciocínio, sabia-se marginal. Mas ninguém lhe marcara ainda com o infame título.

— Pega ladrão!

Não era um bandido, não tinha antecedentes criminais nem índole malfazeja. Até se considerava um elemento de bom coração, figura benquista no meio social de que era integrante. Daria o jogo de damas com estojo de fórmica ao estudioso Davi, filho caçula do amigo Moisés. As vaquinhas, os bois, os cavalinhos e a fazendola de plástico seriam do moleque Jonas, que não tinha nem pai nem mãe e era criado pela benzedeira Rute.

Tudo teria transcorrido na mais completa felicidade, caso o semáforo da ladeira do Bom Pastor não houvesse bruscamente saltado do verde para o vermelho.

Essas lâmpadas costumam queimar e os filisteus deste lado do mundo levam tempo demasiado longo para fazer a troca. Daí acontece de alguns sonhos e ilusões se apagarem com as lâmpadas que queimam nos sinais de trânsito. Pois de nada adiantaram a enorme freada e o esforço do motorista para conseguir livrar Nazareno. Junto à bicicleta destruída, em meio aos brinquedos espalhados sob o caminhão-tanque da White Martins, uma frágil bailarina rodopiava em sua caixinha de música.

23 de dezembro de 2007

Acerto de Contas - Capítulo VI

"Ora, que se danem Lampião e a fátua história de bravura desse povo! Não acrescentarei mais uma vírgula a essa diarréia mental. Será possível que tudo nesta cidade tenha que findar em chuva de bala e pirotecnia?! Para o diabo com a pantomima!"

Trecho do 6º capítulo do romance "Acerto de Contas", do escritor mossoroense Marcos Ferreira.

http://romancefolhetim.blogspot.com/

Leia o livro e deixe seu comentário para ser apreciado pelo escritor.

22 de dezembro de 2007

Marketing Inteligente - Livro


Dicas de Leitura

Milagre do Natal, de Lima Barreto
“O bairro do Andaraí é muito triste e muito úmido. As montanhas que enfeitam a nossa cidade, aí tomam maior altura e ainda conservam a densa vegetação que as devia adornar com mais força em tempos idos. O tom p1úmbeo das árvores como que enegrece o horizonte e torna triste o arrabalde.
Nas vertentes dessas mesmas montanhas, quando dão para o mar, este quebra a monotonia dó quadro e o sol se espadana mais livremente, obtendo as cousas humanas, minúsculas e mesquinhas, uma garridice e uma alegria que não estão nelas, mas que sê percebem nelas. As tacanhas casas de Botafogo se nos afigura assim; as bombásticas "vilas" de Copacabana, também; mas, no Andaraí, tudo fica esmagado pela alta montanha e sua sombria vegetação.”
-
Missa do Galo, de Machado de Assis
“Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite.A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranqüilo, naquela casa assobradada da Rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos.”
-
Poema de Natal, de Vinicius de Moraes
“Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos –
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dadoDedos para cavar a terra.

Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos –
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai –
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte –
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.”

RAPADURA NEWS

A imagem acima foi clicada pelo fotógrafo Hugo Macêdo, que apresenta um ensaio com a moradora de rua Fia. Para ver as fotos, visite o blog:
http://www.fotohugo.blogspot.com/

4º Concurso de Poesia Zila Mamede
O jornal Potiguar Notícias lança o edital com o regulamento do 4º Concurso de Poesias Zila Mamede, que têm como objetivo revelar poetas iniciantes e em atividade no Rio Grande do Norte, além de homenagear Zila Mamede, uma das maiores poetas da história do Estado. As poesias poderão ser inscritas de 3 de janeiro de 2008 a 3 de março de 2008, entregues pessoalmente ou mandadas pelo correio, para o jornal Potiguar Notícias (Rua Sargento Norberto Marques, 88, Centro, Parnamirim-RN, CEP 59.150-000) ou entregues no Sebo da Praça, situado à Praça João Maria, no centro de Natal. A divulgação dos vencedores será feita no mês de abril, sendo noticiada na mídia local. Os premiados serão contatados pela organização. A premiação consiste de R$ 2.000,00 para oprimeiro colocado, R$ 1.000,00 para o segundo colocado e R$ 500,00 para o terceiro colocado. A premiação será feita entre maio e junho em dia e local a serem divulgados. Maiores informações pelo telefone (84) 3272-1919, pelo e-mail potiguarnoticias@ig.com.br.
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Auto do Natal com Simone
Hoje, quem abre a programação, às 19h, é o grupo potiguar Delicatto, que faz uma bem elaborada reunião da música lírica e erudita com o cancioneiro pop universal. Às 20h em ponto, novamente tem a encenação do Auto “O Menino da Paz”. A noite se encerra com a cantora Simone e sua tradicional MPB, que vai dos sambas gravados na década de 80 às versões de canções natalinas, com sua voz grave inconfundível.
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Ribeira das Artes
O projeto Ribeira das Artes, que surgiu há alguns anos dentro dos festejos do Centenário do Teatro Alberto Maranhão, prolongando-se durante dois anos todo primeiro domingo do mês, está de volta à praça Augusto Severo. Em clima natalino, o Ribeira das Artes encerrará as atividades do Teatro Alberto Maranhão em 2007 oferecendo ao público arte, feira de antiquário, artesanato, música, dança e um lugar agradável para crianças e adultos. Serão duas edições: uma neste domingo, dia 16 e a outra na segunda-feira 17, das 16h até 21h. No palco, shows do grupo Clambom, do coral Sons da Terra, encerrando com Khrystal no domingo. A Segunda-feira tem banda Belina Mamão, banda Caronas no Opala e Regional Sonoroso, além do coral Harmus. O Balé da Edtam fará intervenções artísticas durante os dois dias. Uma pequena praça de alimentação será montada no local.
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Rock na Ribeira
Com objetivo de resgatar o hard rock na cidade do Natal, ocorre hoje às 20h no DoSol Rock Bar (Rua Chile),o Festival Hard n’ Roll que terá a presença das bandas Sunset Boulevard (Hard Rock Glam), Night Flight (Rock n’ Roll), Sweet Vanilla (Hard Rock Glam), Hard Alliance (Hard Rock), Black Halls (Rock n’ Roll), Vains n’ Veins (Hard Rock).
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Letras e Arte Barroca
Os estudantes de Letras da UFRN, através de viagem de estudos, tiveram a oportunidade de conhecer a Fundação Gilberto Freyre, o Instituto Ricardo Brennand e parte do patrimônio histórico e cultural de Olinda. A viagem foi organizada pela professora substituta, Rejane de Souza, que leciona Literatura Portuguesa na citada instituição. O evento aconteceu entre os dias 12 e 13 deste mês e contou com participação de 40 alunos. A viagem teve como principal objetivo o de complementar os conhecimentos teóricos ministrados em sala de aula, pela professora, sobre a Idade Média e o Barroco.

21 de dezembro de 2007

Agenda Cultural - Final de Semana em Natal

Menino da Paz e Fagner abrem Auto do Natal
Após uma semana do Festival de Música de Natal, o ponto auto do Natal em Natal é a encenação do auto “O Menino da Paz”. Promovido pela Prefeitura do Natal, através da Fundação Cultural Capitania das Artes, o Auto do Natal vai ser apresentado nessa sexta, sábado e domingo, no Machadão, com palco e cenários especialmente criados para este espetáculo. Haverá uma programação especial iniciando às 19h, com a Banda Sinfônica da Cidade do Natal, sob a regência do maestro João da Banda, num encontro inédito com o saxofonista Léo Gandelman. Às 20h, entra em cena o Auto “Menino da Paz”. Após o encerramento do espetáculo, com duração prevista de uma hora, se apresentará o cantor e compositor cearense Fagner.
O espetáculo valoriza sobretudo o trabalho do ator, mas utiliza-se dos recursos de movimento da dança, da música e das imagens audiovisuais. O texto deste ano, intitulado “O Menino da Paz”, é de autoria do professor e poeta Paulo de Tarso Correia de Melo com direção geral de Véscio Lisboa. Contará com um elenco de 150 participantes, entre atores, bailarinos e figurantes, todos potiguares. A direção musical é do compositor Carlinhos Zens. Os figurinos, adereços e cenografia são de Carlos Sérgio Borges. As coreografias são de Anízia Marques. Castelo Casado faz a iluminação do espetáculo, e Edson Soares é o diretor de imagens.
A trilha musical aborda manifestações da cultura popular potiguar como o romance, dança do espontão e cocos trazendo essas tradições para a linguagem dos festejos natalinos. Para este ano, algumas novidades estão sendo lançadas e são inéditas na produção cultural local. O texto do Auto de Natal também será editado em braile, visando a inclusão social dos portadores de deficiência visual, graças a uma parceria com o Instituto de Cegos. No elenco, há deficientes físicos, cadeirantes, portadores de Síndrome de Down e adolescentes do Ceduc - Centro Educacional Pitimbu. Todos os participantes foram selecionados após oficinas e ensaios, sendo que nenhum dos participantes desta edição esteve presente nas anteriores. São 72 atores e 70 bailarinos.
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Música na Ribeira
As picapes comandadas pelo DJ Gabriel Souto e a Orquestra Boca Seca irão esquentar a noite de hoje da Ribeira, no Espaço Cultural do restaurante e pizzaria Calígula, localizado na Rua Chile. A festa começa à meia noite e a entrada custa R$ 5. Reservas: 2301 8470.
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Gastronomia Potiguar
Uma inusitada composição de lugares, pessoas e sabores. Assim pode-se definir o livro ‘Comida não é só comida - Gastronomia como forma de comunicação’, do jornalista Bira Nascimento, com lançamento hoje, às 19h, na Livraria Siciliano do Midway Mall. Através de um olfato e paladar muito bem apurados, o autor nos conta a história das iguarias que compõem as delicias gastronômicas potiguares.
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Congresso de repentistas
A Casa do Cantador do Oeste Potiguar, com o patrocínio da Petrobras, promove o 25º Congresso Potiguar de Poetas Repentistas (Copren), a partir das 19h de hoje, na AABB de Mossoró. O evento contará com artistas do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba e Ceará.
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Coral Voz na Igreja do Galo
O Concerto Sacro que o Coral Vox apresenta neste fim de ano, com a música colonial presente na obra Missa em Dó, de André da Silva Gomes, ocorrerá hoje, a partir das 19h30, na Igreja do Galo. A entrada é gratuita.
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Música do Orla Sjopping
O projeto musical do shopping Orla Sul terá hoje um happy hour com Luiz Lima, às 18h. Na seqüência a Banda MobyDick faz seu show acústico no local, a partir das 20h. Diana Cravo e Anderson Lima fazem dueto, amanhã, no horário do almoço. Ás 18h, Edu Teixeira faz seu show. Lucinha Lira encerra a programação do dia, a partir das 20h, com MPB. No domingo o projeto finaliza sua programação da semana com de Luciane Antunes, às 12h30, e Arildo Pires, às 19h.
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Janela Aberta
As atividades culturais deste ano do Projeto Janela Aberta se encerram hoje no SESC Restaurante (Avenida Rio Branco, 375, Centro), com as seguintes atividades: exposições fotográfica, a partir das 9h, dos alunos do curso de fotografia digital do SESC e da oficina fotográfica dos alunos do professor Henrique José, do Projeto ’Vida na Vila’; apresentação, às 12h, da banda Xilofônica sob a regência do professor Daniel Resende; e ainda, feirinha de artesanato com trabalho das artesãs do SESC Ponta Negra e do Passo da Pátria.
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Anjos de Natal
Uma homenagem ao Natal em forma de dança, e por uma boa causa. Repleto de boas mensagens e intenções, sobe ao palco do Teatro Alberto Maranhão, neste sábado, às 17h, o espetáculo “O Natal dos Anjos”, produzido e dirigido por Cely Medeiros, junto a uma seleção formada por grupos de dança do conjunto Nova Natal. As coreografias são de Dimas Carlos e Caroline Reis. Os alimentos arrecadados na bilheteria serão doados ao abrigo Bom Samaritano, em Nova Cidade.
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Auto de Natal
Até o próximo dia 24, a Fundação José Augusto promove o evento A Festa do Menino Deus, auto de Natal baseado no texto do dramaturgo potiguar Racine Santos. O espetáculo pode ser assistido no Palácio da Cultura (Pinacoteca do Estado), sempre a partir as 18h. A entrada é gratuita.
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Cinema na Ribeira
Hoje o Cineclube Natal exibirá em Nalva Melo Salão Café (Rua Duque de Caxias, 110, Ribeira)Rua Duque de Caxias, 110, Ribeira), na sua última sessão do ano, o filme Cantando na Chuva, dos diretores Gene Kelly e Stanley Donen. A exibição ocorrerá às 20h. A entrada custa R$ 2. Informações: 3212-1655.
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Natal do Bem
A Casa do Bem já está realizando uma série de ações humanitárias para tornar as festividades natalinas alegres e felizes, para as crianças de Mãe Luiza, zona leste de Natal. Hoje, a empresa Kalki Assessoria de Imprensa, do jornalista e presidente da ONG Casa do Bem, Flávio Rezende, vai realizar junto com os funcionários da Kalki, o Natal do Bem do Barro Duro, com entrega de presentes e lancheirinhas. Amanhã é a vez do Circuito Natalino do Bem, com as crianças do coral Sementes da Paz, cantando no Forte dos Reis Magos, em agradecimento ao mundo pela alegria de viver, depois no hospital infantil Varela Santiago, para as crianças internadas, seguindo para o Midway Mall e Praia Shopping, onde o Circuito termina com um lanche oferecido pelo marketing do shopping, para as crianças. No domingo, a Casa do Bem vai participar da festa dos surfistas do bem.
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Double You em Natal
Amanhã, no estacionamento do hotel Vila do Mar, a partir das 22h, será promovida uma super festa com direito a uma atração internacional: a banda Double You, que está fazendo turnê pelo Brasil (tocará no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Natal). A noite também terá o som da banda Viva a Noite (que toca no programa Pânico), DJ Múcio NT (tocando no espaço Music/Red Bull) e DJ’s convidados. A mesa na área vip custa R$ 240 (para 4 pessoas) e a senha individual custa R$ 45 para a área vip e R$ 20 para pista.

20 de dezembro de 2007

Marketing Inteligente - Banco de Sêmen


Informes Literários

Políticas públicas para o livro e a leitura
O país está começando a caminhar para um patamar satisfatório na área do livro e da leitura, o que se acelerou a partir de 2004. Esse é o diagnóstico do secretário executivo do PNLL, José Castilho Marques Neto, que apresenta no artigo “Políticas públicas para o livro e a leitura” diretrizes e ações dos últimos quatro anos que caracterizam o percurso para a consolidação do PNLL como uma política de longa duração. “Nos últimos quatro anos, o Estado procurou dialogar com todos os segmentos do setor criativo, produtivo, distributivo e mediador de leitura”. Essa relação com a sociedade, segundo Marques Neto, está contribuindo tanto para orientar as tarefas estatais, como fortalecer a participação social, gerando uma cultura política que aproxima o cidadão ao exercício político e torna sensível a política para as necessidades sociais. Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.
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Retratos da Leitura no Brasil
Já foram aplicados todos os formulários da nova edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com a CBL (Câmara Brasileira do Livro), a Abrelivros (Associação Brasileira dos Editores de Livros) e o Snel (Sindicato Nacional de Editores de Livros). O Grupo de Trabalho se reuniu no último dia 19 para discutir o andamento da pesquisa e iniciará a análise das informações logo após a tabulação dos dados, que será feita pelo IBOPE. A pesquisa apresentará diagnósticos sobre a atual situação da leitura e acesso ao livro no Brasil. Os resultados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil – II devem ser anunciados no primeiro semestre de 2008.
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30 anos sem Clarice e 130 da morte de Alencar
Em 9 de dezembro de 1977 morria, no Rio de Janeiro, a escritora Clarice Lispector. A autora de A Hora da Estrela e A paixão segundo G.H aprofundou em seu trabalho a temática existencial, com um estilo marcado pela introspecção psicológica. Ou, como descreve Gregory Rabassa no New York Times, a Kafka da ficção latino-americana. Clique aqui para assistir a uma de suas raras entrevistas (dada para a TV Cultura em fevereiro de 1977), aqui para ler alguns de seus contos e aqui para acessar o site oficial da escritora. Clarice faleceu três dias antes de se completarem exatos 100 anos da morte de José de Alencar (12 de dezembro de 1877). Um dos nomes mais conhecidos da literatura romântica brasileira, Alencar é bastante lembrado pela mitologia que construiu em torno da temática indianista nos livros O Guarani, Iracema e Ubirajara, mas também escreveu obras urbanas (caso de Lucíola e Senhora) e regionalistas (O Gaúcho, O Sertanejo). Clique aqui para ler as obras de José de Alencar no Portal Domínio Público e aqui para acessar a sua biografia.
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Projeto pretende internacionalizar mercado editorial brasileiro
A Câmara Brasileira do Livro anunciou que está à frente de um projeto que, se aprovado, pode contribuir para a internacionalizar o mercado editorial brasileiro. Segundo a CBL, a iniciativa “visa a capacitação das editoras para venda de direitos autorais, promoção do Brasil no exterior, participação mais assertiva em feiras internacionais, e oportunidade de inserção no mercado internacional de maneira bem orientada”. As editoras que tenham interesse em participar devem preencher uma carta de adesão até o dia 4 de janeiro. No dia 10 de janeiro acontece uma reunião com os representantes das empresas interessadas. Para mais informações, clique aqui.
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Prêmios Literários
Os vencedores dos Prêmios Literários foram divulgados pela Fundação Biblioteca Nacional. Foram contempladas oito obras inéditas, nas categorias Romance (narrativa ficcional longa), Conto (narrativa ficcional curta), Poesia, Ensaio Literário, Ensaio Social, Tradução, Projeto Gráfico, e Literatura Infantil e Juvenil. O Prêmio Machado de Assis (Romance) ficou com Idalina Azevedo da Silva, pela obra O tempo físico. Ignácio de Loyola Brandão, com O menino que vendia palavras, venceu o Prêmio Glória Pondé (Literatura Infantil e Juvenil). E o Prêmio Alphonsus de Guimaraens (Poesia) foi para Paulo Henriques Britto, por Tarde. Clique aqui para a lista completa dos ganhadores.
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Prêmio Açorianos de Literatura
A Prefeitura de Porto Alegre anunciou os ganhadores do Prêmio Açorianos de Literatura Adulta e Infantil. O grande vencedor foi Por que sou gorda, mamãe?, de Cíntia Moscovich, considerado o Livro do Ano de 2007. Já Donaldo Schüller recebeu um prêmio especial pela tradução da Odisséia de Homero. Na categoria Poesia, quem levou foi: O Ricardo Silvestrin com Menos Vendido. O Destaque Para Biblioteca foi para a Biblioteca Leverdógil de Freitas, da Lomba do Pinheiro. O de Literatura Infantil foi para Ana Vaivém, de Mariana Tasca e Valéria Portella e o de Literatura Infanto-Juvenil para Adeus conto de fadas, de Leonardo Brasiliense. Clique aqui e veja a lista completa de finalistas.
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Diploma em direito autoral
O Cerlalc (Centro regional para el fomento del libro en América latina y el Caribe) e a universidade colombiana EAFIT estão oferecendo o curso “Derecho de autor y Derechos conexos”. Ele é direcionado para advogados, estudantes de Direito, funcionários administrativos e interessados em geral de qualquer país latino-americano. Para mais informações e inscrições, clique aqui.

19 de dezembro de 2007

Expedição Fotográfica Noturna de Natal

Pelo 2º ano consecutivo, a Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) realiza uma “Expedição Fotográfica Noturna Natalina”, nessa quinta-feira, a partir das 18h. Os fotógrafos vão percorrer os principais pontos de decoração natalina da cidade e as grandes fachadas iluminadas.

O passeio fotográfico noturno é aberto para qualquer fotógrafo que queira participar e não há nenhum tipo de taxa ou inscrição. A concentração será na sede da Aphoto, que fica por trás da Igreja do Galo, na Cidade Alta. O roteiro será conhecido na hora do encontro.

O intento da Aphoto é sensibilizar a Prefeitura de Natal a criar um “prêmio de fotografia” para as imagens que melhor retratar o “Natal em Natal”, como já acontece com as fachadas iluminadas dos estabelecimentos privados.

É certo dizer que depois do Dia dos Reis Magos, 06 de janeiro, toda a iluminação da cidade é retirada, mas as fotos captadas pelos fotógrafos notívagos ficam como registro do natal passado e poderão ser usadas pela Prefeitura do Natal em peças publicitárias.

Serviço

Expedição Fotográfica Noturna de Natal

Dia: 20 de dezembro
Hora: a partir das 18h
Informação: Associação Potiguar de Fotografia (3211-5436)

17 de dezembro de 2007

Da terra dos Janduís aos caminhos de São Bento do Bofete

Por Alexandro Gurgel
Foto: AG Sued

Naqueles sertões, quem passa serelepe pela estrada em direção à Serra do Lima percebe a brisa catingueira trazendo todos os aromas da terra dos índios janduís, da nação Tarairiú, extintos depois de vários combates em defesa do seu habitat. Situada na ribeira do Riacho dos Sacos, a cidade é encravada estrategicamente no cruzamento de vários caminhos entre o sertão do Rio Grande do Norte, da Paraíba e do Ceará, sendo núcleo convergente entre várias fazendas e os grandes centros urbanos.

É verdade que o município de Janduís não possui grandes monumentos ou lugares famosos para o turista visitar. Porém, o incentivo às manifestações culturais deu ao seu povo um talento inato para as artes, como se a identidade dos janduienses estivesse sempre ligada as suas tradições e seus costumes, sem intervenção externa. Um dos grandes alumbramentos culturais da cidade fica por conta da Companhia Cultural Ciranduís e seu teatro mágico pelas ruas do município.

Desde cedo, o pequeno jaduiense aprende que durante a colonização do sertão, existia na região uma confederação de tribos indígenas, hostis à Coroa portuguesa. Entre as nações indígenas, uma das mais destemidas era a dos Janduís, cuja denominação deriva do tupi “nhandu-í-a”, uma corruptela para “a ema pequena”. A ema seria o totem da tribo. Depois que os índios foram dizimados, surgiu o Sítio São Bento.

Conforme o historiador Luiz da Câmara Cascudo, em seu livro Nomes da Terra (editora Sebo Vermelho, 2002. Natal RN), a localidade ficou por muito tempo conhecida como São Bento do Bofete. O nome do lugar deve-se ao fato de que, as feiras ali realizadas, sempre terminavam em tumultos, havendo uma farta distribuição de tabefes, pontapés e bofetões.

A fundação da povoação é atribuída a Canuto Gurgel do Amaral, dono da maior parte das terras, que fez doação de um terreno foreiro para o padroeiro, tentando desenvolver a comunidade. Em 1938, a localidade passou a ser distrito de Caraúbas com o nome de Getúlio Vargas, mudando em 1943 para Janduís, em homenagem aos índios pioneiros da região.

Numa terra seca, castigada por longas estiagens, distante 286 km quilômetros de Natal, o município de Janduís está situado na região do Médio-Oeste, sertão do Rio Grande do Norte, às margens do pequeno rio “Adquinhon” ou “Rio das Croas”. O município sofre com o calor nesses tempos de verão por causa do terreno baixo, situado entre as partes altas do Planalto da Borborema e da Chapada do Apodi.

Por que é necessário redescobrir a história que, recentemente, um grupo de estudantes encontrou inscrições rupestres na localidade conhecida como “Pedra da Biluqueza”, um forte atrativo para a exploração de um turismo de conhecimento e ecológico. Do imaginário popular nascem as lendas da “Oiticica do Bode”, no caminho da cacimba que abastecia a cidade; e do “Serrote da Negra”, que conta a história de uma antiga escrava que morava numa Casa de Pedras e se transformou em serpente.

A noite em Janduís fica mais curta e mal-assombrada. As janelas e portas das casas mais humildes se fecham mais cedo para ouvir as histórias de Lázaro de Liuliu, um artista plástico dedicado a fervilhar a cultura janduiense n’alma dos mais jovens, no recanto chamado “Canteiro das Artes”, onde os pássaros e bichos da região são talhados em madeira e chegam para interromper a monotonia sertaneja, resgatando antigas brincadeiras de criança.

Em outubro, Janduís se adorna para celebrar sua padroeira, Santa Terezinha, quando a solidão das ruas e o ermo dos becos são quebrados pelas ladainhas dos devotos que acompanham o andor, arrastando a Santa até o altar. Da Casa Grande da Fazenda São Bento é possível ouvir o badalar do sino da matriz, avançando sobre os telhados da cidade e anunciando um sertão de lembranças.

16 de dezembro de 2007

Acerto de Contas - Capítulo V

O quinto capítulo do livro Acerto de Contas, do escritor mossoroense Marcos Ferreira já está on line.

http://romancefolhetim.blogspot.com/

Visite e comente esse emocionante romance-folhetim.

Publicado um capítlo a cada domingo.

15 de dezembro de 2007

RAPADURA NEWS

Deusa das arábias
Quando a cantora potiguar e deusa das arábias, Marina Elali, subir no palco hoje para gravar seu DVD, no Machadão, estará pegando uma carona no público do cantor pernambucano Alceu Valença. Com apoio do Blue Tree Pirâmide Hotel (cujo pai é o dono) e da Prefeitura do Natal, Marina Elali espalhou out-doors pela cidade e está fazendo o convite também pela televisão para as pessoas irem ao show. Mas, esquece de avisar que o espetáculo principal é mesmo Alceu Valença. No show de hoje, ainda terá a participação da cantora potiguar que foi a revelação do ano, Roberta Sá, Balé Cidade do Natal, Cia. Gira Dança e Pastoril de Tibau do Sul.

Prefeito Empenado
O município potiguar de Campo Redondo, localizado na região do Traíri, distante 220 km da capital, tem na pessoa do prefeito Marcus Welby, a figura mais pitoresca da cidade. Reconhecido como um forasteiro que chegou de pára-quedas naquele sertão, mora em Natal onde passa a semana “trabalhando”, mas matem uma casa (sempre fechada) na entrada de Campo Redondo. Enquanto o prefeito está na capital, uma junta provisória, composta por cinco nomes indicados por ele, administra o município somente para os correligionários e agregados. Quando o prefeito está na cidade, nos finais de semana, gosta de reunir suas lideranças no barzinho da praça para beber cerveja e soltar foguetões, anunciando que está na cidade. Há relatos de moradores que dão conta que o prefeito Marcus Welby urina em praça pública sem o menor pudor, completamente embriagado, quando chega à madrugada.

Juiz ou Advogado?
Há juízes que esquecem que são proibidos de advogar, principalmente na sua jurisdição onde atua como magistrado. Pois bem. O juiz Hermann Hackdat, da Vara do Trabalho, em Currais Novos, se sente no direito de advogar para as cidades que abrangem sua jurisdição. Apesar dos municípios terem seus procuradores que possam contestar a ação trabalhista, o juiz está atuando decisivamente como advogado de defesa dos prefeitos. Tendo o próprio juiz do Trabalho como advogado, qual prefeito vai contratar advogados especialistas para defendê-lo? A Corregedoria de Justiça precisa ficar atenta para esse tipo de atitude de alguns magistrados, que não olham para suas togas na hora de ferir o princípio da imparcialidade.

Santa Cruz da Bica
Em Natal, um dos mais antigos patrimônios culturais da cidade, a Santa Cruz da Bica é o retrato do descaso com a história natalense. Um dos Cruzeiros mais antigos, marco que indicava os limites da cidade, está com a cruz completamente desfigurada. Para demarcar a cidade no século XVI, foram colocadas duas cruzes, uma no extremo norte, onde hoje é a Praça das Mães, outra no extremo sul, no declive do Baldo (à época chamado Rio da Bica) ficando conhecida como Santa Cruz da Bica, em frente à Cosern. Mas, tudo indica que nossos governantes esqueceram a história da deixando a Santa Cruz da Bica relegada ao abandono.

Auto de Macau em Natal
Os atores profissionais de Natal estão muito irritados com o presidente da Capitania das Artes, Dácio Galvão. Tudo por causa de uma regra imposta pelo Capitão das Artes no espetáculo “Auto de Natal”, onde proíbe os atores participantes de versões anteriores a se apresentar na atual encenação. Enquanto segue o escript da Capitania ao pé da letra, o diretor teatral Véscio Subhadro “importa” atores de Macau para atuar no espetáculo que será apresentado no Machadão, nas véspera do Natal. Os atores natalenses seguem reclamando que seus colegas de Macau não possuem o registro na Delegacia Regional do Trabalho para atuarem e, por isso mesmo, deverão trabalhar na ilegalidade. “Além do mais, esses atores macauenses estão tirando a oportunidade de trabalho daqueles que passam o ano inteiro trabalhando na cidade. É um absurdo!” Reclamava um ator desconsolado.

Rodoviárias de Natal
A velha rodoviária da Ribeira está de cara nova com a finalização da obras de paisagismos feitas pela Prefeitura do Natal. Enquanto isso na Cidade da Esperança, os turistas que chegam de ônibus se deparam com a pior rodoviária brasileira, que não oferece a mínima estrutura para o embarque e o desembarque de passageiros.

Educação Nota Zero
De acordo com os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), divulgados pelo Ministério da Educação no começo de novembro, das 20 piores escolas brasileiras, o Rio Grande do Norte tem nove. Em José da Penha, município da região do Médio Oeste potiguar, um aluno matriculado na rede estadual de ensino não consegue multiplicar 3 x 3 ou ler o que está escrito na Bandeira Nacional.

Água para Currais Novos
Vem chegando o verão e se agrava o problema do abastecimento d’àgua em Currais Novos, que passa até cinco dias sem ver água subindo para a caixa da população. Há algum tempo a população já vem sofrendo com o calor insuportável devido ao estado de desertificação na área da caatinga em volta da cidade. Um detalhe: a água que abastece a cidade vem do açude Gargalheiras, em Acari, que está contaminado com ciano-bactérias, devido aos esgotos clandestinos jogados pela própria população currais-novense no leito dos rios que levam água ao açude.

Caranguejo de Caicó
Além do famoso “picolé de Caicó”, a cidade seridoense oferece produtos que são sinônimos de qualidade como o rico artesanato em bordados, carne-de-sol e queijo de coalho. Na praia de Búzios, litoral sul potiguar, uma barraca de praia está comercializando o mais legítimo “Caranguejo de Caicó” para o espanto e deleite dos seus clientes. O argumento do empresário é: “o nome ‘Caicó’ é muito bom para vender. Qualquer coisa que você diga que é de lá, vende na hora”. Assim tá tudo explicado!