
29 de fevereiro de 2008
RAPADURA NEWS
Cardápio bilíngüeO Restaurante Galileu, franquia do grupo Bonaparte, reservou para esse mês duas novidades. A primeira é um novo cardápio bilingüe (inglês e português), resultado das necessidades da clientela estrangeira que vem freqüentando o local. A segunda, é a instalação da internet "wireless" que de acordo com a gerente de Marketing do estabelecimento, Amanda Rodrigues, servirá para atender a demanda de clientes - formada por empresários, executivos, jornalistas e formadores de opinião - que precisam constantemente se conectar a grande rede. O Galileu é especializado em cozinha contemporânea e tem em seu cardápio pratos exóticos, como a carne de avestruz, além de frutos do mar e vinhos selecionados e famosos internacionalmente.
Teatro na Ribeira
Neste sábado, às 19:30h, Nalva Melo Café Salão lançará o projeto Café Teatro 2008 com a peça "Tenha dó de mim". O projeto Café Teatro teve inicio em 2007 com a apresentação de diversos grupos no espaço alternativo atraindo um bom público. A maioria dos espetáculos foi montada por alunos de artes cênicas da UFRN que são responsáveis pelo cenário, iluminação e direção de cada peça. Segundo os organizadores, Nalva Melo e José Correia Torres Neto, a agenda do projeto para o primeiro semestre de 2008 já está fechada com a apresentação de peças inéditas e algumas que já se apresentaram no ano passado.
Concurso de poesia
O “4º Concurso de Poesias Zila Mamede”, que têm como objetivo revelar poetas iniciantes e em atividade no Rio Grande do Norte, além de homenagear Zila Mamede, uma das maiores poetas da história do Estado prorrogou o prazo para inscrições. As inscrições podem ser feitas agora até o dia 28 de março. O concurso é promovido pelo jornal Potiguar Notícias com apoio de empresas e instituições. Na última edição, poetas de 20 municípios potiguares se escreveram. Iara Carvalho, de Currais Novos, ficou com o primeiro lugar. A divulgação dos vencedores será feita no mês de abril, sendo noticiada na mídia local. Os premiados serão contatados pela organização. A premiação consiste de R$ 2.000,00 para oprimeiro colocado, R$ 1.000,00 para o segundo colocado e R$ 500,00 para o terceiro colocado. Para participar do “4º Concurso de Poesias Zila Mamede”, os poemas devem ser entregues pessoalmente ou mandadas pelo correio, para o jornal Potiguar Notícias (Rua Sargento Norberto Marques, 88, Centro, Parnamirim-RN, CEP 59.150-000) ou entregues no Sebo da Praça, situado à Praça João Maria, no centro de Natal.
Lançamento de Livro
Acontece no dia 05 de março o lançamento do livro "Democracia e representação política no Brasil - uma análise das eleições presidenciais: l989-2002", de Homero de Oliveira Costa, professor associado do departamento de Ciências Sociais da UFRN. O evento será realizado 19h, na livraria Siciliano, no shopping MIDWAY. Outras informações: 9108- 9943.
Papangu na Rede
Com a irreverência peculiar dos papangus de plantão, a coluna “Papangu na Rede” foi atualizada, retratando os acontecimentos político, cultural e social, em terras cascudianas.
Para ler a coluna, clique AQUI.
Conselhos de uma sexóloga radical e estressada
O que fazer para surpreender um namorado tímido na primeira noite?
R: Apareça com um amante.
Tenho um amigo que quer fazer sexo comigo, mas ele tem um pênis de 24cm Acho que vai ser doloroso, o que faço?
R: Manda pra cá que eu testo pra você.
Como faço para seduzir o rapaz que eu amo?
R: Tire a roupa! Se ele não te agarrar, cai fora que é gay.
Quero saber como enlouquecer meu namorado só nas preliminares.
R: Diga no ouvidinho dele: 'minha menstruação está atrasada...'
Posso tomar anticoncepcional com diarréia?
R: Eu tomo com água, mas a opção é sua. Espero que use copo descartável.
R: Apareça com um amante.
Tenho um amigo que quer fazer sexo comigo, mas ele tem um pênis de 24cm Acho que vai ser doloroso, o que faço?
R: Manda pra cá que eu testo pra você.
Como faço para seduzir o rapaz que eu amo?
R: Tire a roupa! Se ele não te agarrar, cai fora que é gay.
Quero saber como enlouquecer meu namorado só nas preliminares.
R: Diga no ouvidinho dele: 'minha menstruação está atrasada...'
Posso tomar anticoncepcional com diarréia?
R: Eu tomo com água, mas a opção é sua. Espero que use copo descartável.
27 de fevereiro de 2008
Caraúbas, a beleza bucólica de um sertão encantado
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Textos e Fotos: Alexandro Gurgel
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Textos e Fotos: Alexandro Gurgel
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“Caraúbas, Passargada dos meus oito anos,
Terra dos meus primeiros alumbramentos,
Tão pequena que eras, mas tão grande,
Na minha geografia de menino”.
(Deífilo Gurgel)
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Como num canto laudatório à sua terra, os versos do bardo representam a mais perfeita tradução da beleza parnasiana desse sertão encantado. Pela sua beleza rusticamente sertaneja, Caraúbas causa alumbramentos instantâneos naqueles que se aventuram numa visita descabida a região do Médio Oeste potiguar. A beleza simples das ruas bem cuidadas, aliada ao acolhimento do povo, cria uma atmosfera familiar como se o poeta estivesse em cada recanto de sua Passargada.
Terra dos meus primeiros alumbramentos,
Tão pequena que eras, mas tão grande,
Na minha geografia de menino”.
(Deífilo Gurgel)
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Como num canto laudatório à sua terra, os versos do bardo representam a mais perfeita tradução da beleza parnasiana desse sertão encantado. Pela sua beleza rusticamente sertaneja, Caraúbas causa alumbramentos instantâneos naqueles que se aventuram numa visita descabida a região do Médio Oeste potiguar. A beleza simples das ruas bem cuidadas, aliada ao acolhimento do povo, cria uma atmosfera familiar como se o poeta estivesse em cada recanto de sua Passargada.
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Caraúbas é um dos berços da família Gurgel, radicada na região desde os tempos de Dona Quitéria Ferreira de São Luís, filha do Coronel Vicente Gurgel, vindos de Aracati, no Ceará, e de tradicional família cearense. Mas, a cidade também é povoada pelos reconhecíveis “Cabocos” com suas feições indígenas, moradores dos sítios Chachoeira, Apanha-Peixe e Mirandas. Caboclo é a miscigenação de índios com brancos. Porém, em Caraúbas os cabocos são conhecidos como descendestes de Leandro Bezerra, fundador do município.
Caraúbas é um dos berços da família Gurgel, radicada na região desde os tempos de Dona Quitéria Ferreira de São Luís, filha do Coronel Vicente Gurgel, vindos de Aracati, no Ceará, e de tradicional família cearense. Mas, a cidade também é povoada pelos reconhecíveis “Cabocos” com suas feições indígenas, moradores dos sítios Chachoeira, Apanha-Peixe e Mirandas. Caboclo é a miscigenação de índios com brancos. Porém, em Caraúbas os cabocos são conhecidos como descendestes de Leandro Bezerra, fundador do município.
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Segundo o historiador Raimundo Soares de Brito, em seu livro “Caraúbas Centenária” (Fundação Vingt-Un Rosado), Leandro Bezerra era sobrinho do Tenente-General Francisco de Souza Falcão, da Província do Cabo, em Pernambuco. Essas famílias edificaram terras na fazenda “Cachoeira”, que em pouco tempo tornou-se uma comunidade de pessoas vinda da cidade do Cabo. Portanto, “cabocos” é uma corruptela para identificar os descendentes daqueles que vieram do Cabo.
Segundo o historiador Raimundo Soares de Brito, em seu livro “Caraúbas Centenária” (Fundação Vingt-Un Rosado), Leandro Bezerra era sobrinho do Tenente-General Francisco de Souza Falcão, da Província do Cabo, em Pernambuco. Essas famílias edificaram terras na fazenda “Cachoeira”, que em pouco tempo tornou-se uma comunidade de pessoas vinda da cidade do Cabo. Portanto, “cabocos” é uma corruptela para identificar os descendentes daqueles que vieram do Cabo.
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A origem do nome “Caraúbas” provém de uma densa mata de caraubeiras, árvore de casca amarga e folhas amarelas, existente ao longo de um afluente do rio Apodi. Em 1924, Manoel Dantas escreveu em seu livro “Homens de Outrora” (Editora Sebo Vermelho): “Á margem do rio Apodi, eram tantas as caraúbas que davam sombra e ostentavam um cerne gigantesco que os viajantes, nas suas jornadas, marcavam sempre um ponto de descanso na várzea das caraúbas, nome que passou a município e a cidade que hoje se ergue, com seus casarios regulares e bem tratados, no meio de extensos tabuleiros.”
A origem do nome “Caraúbas” provém de uma densa mata de caraubeiras, árvore de casca amarga e folhas amarelas, existente ao longo de um afluente do rio Apodi. Em 1924, Manoel Dantas escreveu em seu livro “Homens de Outrora” (Editora Sebo Vermelho): “Á margem do rio Apodi, eram tantas as caraúbas que davam sombra e ostentavam um cerne gigantesco que os viajantes, nas suas jornadas, marcavam sempre um ponto de descanso na várzea das caraúbas, nome que passou a município e a cidade que hoje se ergue, com seus casarios regulares e bem tratados, no meio de extensos tabuleiros.”
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Conforme Manuel Dantas, quando os primeiros cabocos chegaram à região, os índios Paiacus chamavam o lugar de “Carahu-mba” (fruta da casaca negra). Não demorou muito para que as terras fossem chamadas de “Várzea das Caraúbas” e, mais tarde, apenas como Caraúbas, que passou a ser distrito de paz, arrabalde e município. Hoje, sabe-se que Caraúbas (jacarandá copaia) é uma árvore majestosa da família das bignoniáceas. Ainda hoje, as caraubeiras são vistas pela cidade, dando sombra para uma conversa demorada aos devotos de São Sebastião.
Conforme Manuel Dantas, quando os primeiros cabocos chegaram à região, os índios Paiacus chamavam o lugar de “Carahu-mba” (fruta da casaca negra). Não demorou muito para que as terras fossem chamadas de “Várzea das Caraúbas” e, mais tarde, apenas como Caraúbas, que passou a ser distrito de paz, arrabalde e município. Hoje, sabe-se que Caraúbas (jacarandá copaia) é uma árvore majestosa da família das bignoniáceas. Ainda hoje, as caraubeiras são vistas pela cidade, dando sombra para uma conversa demorada aos devotos de São Sebastião.
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Ao entardecer, é notório o aroma selvagem das Juremas secas na caatinga abrasadora, enquanto o vento do oeste vem mansamente amenizando o calor intenso do meio dia. Cadeiras na calçada dão vida às conversas de amigos, uma tradição viva que Seu Dôdo faz questões de preservar. Por toda parte pode ser visto fragmentos de beleza num sertão bucólico, onde o folclorista Deífilo Gurgel, um dia, fez deste chão sua oficina de poesia, brotando lembranças da sua geografia de menino.
Ao entardecer, é notório o aroma selvagem das Juremas secas na caatinga abrasadora, enquanto o vento do oeste vem mansamente amenizando o calor intenso do meio dia. Cadeiras na calçada dão vida às conversas de amigos, uma tradição viva que Seu Dôdo faz questões de preservar. Por toda parte pode ser visto fragmentos de beleza num sertão bucólico, onde o folclorista Deífilo Gurgel, um dia, fez deste chão sua oficina de poesia, brotando lembranças da sua geografia de menino.
Potencial Turístico Sertanejo
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Caraúbas tem um potencial turístico muito promissor e pouco explorado, pois é roteiro alternativo para aqueles aventureiros que querem descobrir as belezas dos sertões, fazendo eco-turismo. Na região, há uma intensa exploração do “turismo sertanejo”, como acontece em Martins e na Chapada do Apodi, com dezenas de agências levando, na sua maioria norte-riograndenses que querem descobrir o próprio Estado, praticando o “turismo interno”. Aqueles que governam Caraúbas devem despertar, imediatamente, para essa atividade tão lucrativa e promissora, ainda arrefecida por atitudes políticas tacanhas.
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Construído em 1929, o prédio da Estação Ferroviária transformou-se em uma Casa de Cultura com o apoio do Governo do Estado para ser utilizada no desenvolvimento da cultura local, onde os artistas podem mostrar a essência da arte popular caraubense. O Mercado Central, edificado em 1917, bem preservado e com uma intensa vida comercial, nos remete a um passado glorioso quando Caraúbas começou a ser vilarejo. Aos sábados, a tradicional feira em torno do Mercado atrai gente de todos os lados, movimentando a economia do município.
Construído em 1929, o prédio da Estação Ferroviária transformou-se em uma Casa de Cultura com o apoio do Governo do Estado para ser utilizada no desenvolvimento da cultura local, onde os artistas podem mostrar a essência da arte popular caraubense. O Mercado Central, edificado em 1917, bem preservado e com uma intensa vida comercial, nos remete a um passado glorioso quando Caraúbas começou a ser vilarejo. Aos sábados, a tradicional feira em torno do Mercado atrai gente de todos os lados, movimentando a economia do município.
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Era na calçada do mercado que nasciam as idéias políticas entre os caraubenses mais ilustres, enquanto degustavam uma talagada de pinga na mercearia de Tiãozinho, que até hoje mantém seu comércio aberto. As casas do “Quadro”, conhecido espaço onde tradicionais famílias caraubenses moram, em frente à igreja de São Sebastião, as casas bem cuidadas do “Beco Velho” e os casarios da Praça Reinaldo Fernandes Pimenta, completam o conjunto arquitetônico secular da cidade.
Era na calçada do mercado que nasciam as idéias políticas entre os caraubenses mais ilustres, enquanto degustavam uma talagada de pinga na mercearia de Tiãozinho, que até hoje mantém seu comércio aberto. As casas do “Quadro”, conhecido espaço onde tradicionais famílias caraubenses moram, em frente à igreja de São Sebastião, as casas bem cuidadas do “Beco Velho” e os casarios da Praça Reinaldo Fernandes Pimenta, completam o conjunto arquitetônico secular da cidade.
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No Olho D’água do Milho, a 6 km do centro urbano, há um hotel em péssimas condições, em total abandono, onde antes já teve alguns serviços de hospedagens. A fonte termal, que lá existe e jorra permanentemente de um lençol localizado a 200 metros de profundidade, é límpida, incolor e não tem cheiro. Conforme uma placa de aviso no local, o banho nestas águas pode curar os males do corpo e da alma.
No Olho D’água do Milho, a 6 km do centro urbano, há um hotel em péssimas condições, em total abandono, onde antes já teve alguns serviços de hospedagens. A fonte termal, que lá existe e jorra permanentemente de um lençol localizado a 200 metros de profundidade, é límpida, incolor e não tem cheiro. Conforme uma placa de aviso no local, o banho nestas águas pode curar os males do corpo e da alma.
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Próximo ao Olho D’água do Milho, no meio da caatinga, há um sítio arqueológico com inscrições rupestres. Provavelmente, as escrituras foram deixadas pelos primeiros Paiacus, nação indígena que habitou esse berço de sertão, os quais deixaram suas impressões gravadas nas pedras de um serrote. Com 30 minutos de caminhada pelo sertão adentro, um morador do lugar pode levar o visitante até um local conhecido por “Pedras dos Índios”, onde podem ser apreciadas centenas de inscrições nas pedras.
Próximo ao Olho D’água do Milho, no meio da caatinga, há um sítio arqueológico com inscrições rupestres. Provavelmente, as escrituras foram deixadas pelos primeiros Paiacus, nação indígena que habitou esse berço de sertão, os quais deixaram suas impressões gravadas nas pedras de um serrote. Com 30 minutos de caminhada pelo sertão adentro, um morador do lugar pode levar o visitante até um local conhecido por “Pedras dos Índios”, onde podem ser apreciadas centenas de inscrições nas pedras.
A imponência da Fazenda Sabe Muito
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A enorme casa, vista da beira da estrada entre os municípios de Apodi e Caraúbas, sobressai em meio à paisagem seca da caatinga no Médio Oeste. A casa grande da propriedade, encravada em um outeiro, foi construída em 1868. Até hoje, não se tem notícias sobre o processo de reconhecimento, através de processo de tombamento em nível estadual, para averiguar a importância da construção.
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A fazenda “Sabe Muito” é o coração da cidade de Caraúbas, a qual foi erguida no final do século XVII, quando vieram para o Brasil alguns portugueses, oriundos da Vila de Faral, província do Douro. Segundo Epitácio Fernandes Pimenta, um índio Payacu, amigo do português Antônio Coutinho, havia encontrado um olho d’água nas imediações da fazenda.
A fazenda “Sabe Muito” é o coração da cidade de Caraúbas, a qual foi erguida no final do século XVII, quando vieram para o Brasil alguns portugueses, oriundos da Vila de Faral, província do Douro. Segundo Epitácio Fernandes Pimenta, um índio Payacu, amigo do português Antônio Coutinho, havia encontrado um olho d’água nas imediações da fazenda.
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“Antônio Coutinho perguntou se o índio sabia mesmo onde se achava água, o mesmo respondeu: ‘Eu sabe muito’. Coutinho, como todo bom português, conhecia um pouco de sua língua, achou interessante a maneira do Paiacu falar e daquele dia em diante deu o nome dessas terras de Fazenda Sabe Muito”, escreveu Epitácio Pimenta no livro Caraúbas Centenária.
“Antônio Coutinho perguntou se o índio sabia mesmo onde se achava água, o mesmo respondeu: ‘Eu sabe muito’. Coutinho, como todo bom português, conhecia um pouco de sua língua, achou interessante a maneira do Paiacu falar e daquele dia em diante deu o nome dessas terras de Fazenda Sabe Muito”, escreveu Epitácio Pimenta no livro Caraúbas Centenária.
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A casa é rústica, mas impressiona pela grandeza que foi construída. É a maior casa do município e parece uma fortaleza, com suas possantes paredes de quatro enormes tijolos que sustentam uma cumeeira com altura de 50 palmos de altura, além de 27 portas e 41 janelas abrigando 20 cômodos. Atualmente, a casa grande da Fazenda Sabe Muito está abandonada, servindo de refúgio para morcegos, ratos e outros animais silvestres.
A casa é rústica, mas impressiona pela grandeza que foi construída. É a maior casa do município e parece uma fortaleza, com suas possantes paredes de quatro enormes tijolos que sustentam uma cumeeira com altura de 50 palmos de altura, além de 27 portas e 41 janelas abrigando 20 cômodos. Atualmente, a casa grande da Fazenda Sabe Muito está abandonada, servindo de refúgio para morcegos, ratos e outros animais silvestres.
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Atualmente, o Sabe Muito pertence a Jonas Armagílio de Oliveira e Joana Eulália de Oliveira que comprou a propriedade e se estabeleceram na região no ano da graça de 1960. Muito cortês, os descendentes moram ao lado e podem mostrar a casa para o visitante. Nos fundos da casa grande, há uma casa de farinha com os equipamentos velhos e sem uso, mas ainda existe a prensa, o forno e uma grande moenda.
Atualmente, o Sabe Muito pertence a Jonas Armagílio de Oliveira e Joana Eulália de Oliveira que comprou a propriedade e se estabeleceram na região no ano da graça de 1960. Muito cortês, os descendentes moram ao lado e podem mostrar a casa para o visitante. Nos fundos da casa grande, há uma casa de farinha com os equipamentos velhos e sem uso, mas ainda existe a prensa, o forno e uma grande moenda.
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No ermo dos alpendres solitários da fazenda, uma lenda se espalha feito vento ligeiro, contando que existe uma botija de ouro sob os tijolos da imensa sala da casa. A moradora Edileuza de Oliveira Silva afirmou ter escutado a história de um antigo morador da região, mas nunca se interessou em escavar a área. Edileuza confirma que vem gente "de todo canto" para visitar a casa. Os nomes de inúmeros visitantes incultos estão inscritos com giz nas paredes dos cômodos da fazenda, demonstrando pouca importância pela preservação do lugar.
No ermo dos alpendres solitários da fazenda, uma lenda se espalha feito vento ligeiro, contando que existe uma botija de ouro sob os tijolos da imensa sala da casa. A moradora Edileuza de Oliveira Silva afirmou ter escutado a história de um antigo morador da região, mas nunca se interessou em escavar a área. Edileuza confirma que vem gente "de todo canto" para visitar a casa. Os nomes de inúmeros visitantes incultos estão inscritos com giz nas paredes dos cômodos da fazenda, demonstrando pouca importância pela preservação do lugar.
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A casa de farinha guarda traços dos hábitos dos antigos coronéis sertanejos quando castigava escravos preguiçosos. Grandes armadores, colocados no alto das paredes, são sinais de que o lugar teria sido cenário de torturas físicas, quando as escravas eram colocadas de cabeça para baixo para receber chicotadas. “Elas deveriam ficar nuas para ter o castigo”, ressaltou Edileuza.
A casa de farinha guarda traços dos hábitos dos antigos coronéis sertanejos quando castigava escravos preguiçosos. Grandes armadores, colocados no alto das paredes, são sinais de que o lugar teria sido cenário de torturas físicas, quando as escravas eram colocadas de cabeça para baixo para receber chicotadas. “Elas deveriam ficar nuas para ter o castigo”, ressaltou Edileuza.
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Longe das lendas e com toda sua história impregnada nas suas grossas paredes, a Fazenda Sabe Muito permanece relegada ao abandono, disposta a ação dos vândalos e do tempo. A solução é esperar que o órgão responsável pelo patrimônio histórico e arquitetônico do Rio Grande do Norte, a Fundação José Augusto, faça um levantamento para o processo de tombamento do Sabe Muito.
Longe das lendas e com toda sua história impregnada nas suas grossas paredes, a Fazenda Sabe Muito permanece relegada ao abandono, disposta a ação dos vândalos e do tempo. A solução é esperar que o órgão responsável pelo patrimônio histórico e arquitetônico do Rio Grande do Norte, a Fundação José Augusto, faça um levantamento para o processo de tombamento do Sabe Muito.
A Fazenda Pedra Pintada e os cabras de Lampião
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O fazendeiro João Amorim tem 84 anos de idade e vive nas cercanias de Caraúbas desde 1946, “sem nunca ter arredado o pé das terras para lugar nenhum” como ele mesmo diz ao visitante que chega a Fazenda Pedra Pintada e se senta no alpendre da casa grande para beber um café passado na hora. Nessas ocasiões, João Amorim aproveita para contar histórias sem fim sobre como sobreviver de agricultura na seca e a passagem de Lampião pelo município, quando o cangaceiro marchava em direção à Mossoró.
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Seu João Amorim conta que quando Lampião se direcionava à Mossoró não quis passar pelas terras do coronel Quincas Saldanha, conhecido na região como “Gato Vermelho”, velho inimigo de cangaceiros, muito temido pela sua valentia e crueldade. O capitão Lampião foi avisado por Marcilon Leite que o bando cruzaria as terras de Quincas Saldanha e o Rei do Cangaço resolveu alterar a rota por temor e respeito ao coronel.
Seu João Amorim conta que quando Lampião se direcionava à Mossoró não quis passar pelas terras do coronel Quincas Saldanha, conhecido na região como “Gato Vermelho”, velho inimigo de cangaceiros, muito temido pela sua valentia e crueldade. O capitão Lampião foi avisado por Marcilon Leite que o bando cruzaria as terras de Quincas Saldanha e o Rei do Cangaço resolveu alterar a rota por temor e respeito ao coronel.
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A mudança de direção fez com que a tropa de cangaceiros fizesse uma marcha demorada, chegando a Dix-sept Rosado através da cidade de Felipe Guerra. Por causa da longa caminhada, o trem já havia partido em direção à Mossoró. “O desvio das terras do Gato Vermelho deu tempo suficiente para os passageiros avisarem aos mossoroenses da chegada de Lampião. Com isso, foi possível armar várias trincheiras na cidade, levando o bando à derrota histórica”, revelou João Amorim, com toda segurança naquilo que dizia.
A mudança de direção fez com que a tropa de cangaceiros fizesse uma marcha demorada, chegando a Dix-sept Rosado através da cidade de Felipe Guerra. Por causa da longa caminhada, o trem já havia partido em direção à Mossoró. “O desvio das terras do Gato Vermelho deu tempo suficiente para os passageiros avisarem aos mossoroenses da chegada de Lampião. Com isso, foi possível armar várias trincheiras na cidade, levando o bando à derrota histórica”, revelou João Amorim, com toda segurança naquilo que dizia.
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João Amorim não gosta da lembrança de longos períodos de seca quando a terra esturricada pela estiagem não serve para o plantio. “Eu tenho dois açudes e dezenas de barreiros na fazenda. Um açude e todos os barreiros já secaram. Só sobrou o açude grande com água e mesmo assim é uma água barrenta que só serve para o gado”, disse o velho agricultor, ressaltando que já se passou o segundo ano (2006-2007) de inverno ruim.
João Amorim não gosta da lembrança de longos períodos de seca quando a terra esturricada pela estiagem não serve para o plantio. “Eu tenho dois açudes e dezenas de barreiros na fazenda. Um açude e todos os barreiros já secaram. Só sobrou o açude grande com água e mesmo assim é uma água barrenta que só serve para o gado”, disse o velho agricultor, ressaltando que já se passou o segundo ano (2006-2007) de inverno ruim.
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Conforme João Amorim, os sinais da natureza indicam que esse ano o sertão terá um bom inverno. Em noites sem lua, os relâmpagos e trovões nas cabeceiras das serras anunciam a temporada de chuva chegando ao longe. “Os tejuaçus já estão saindo da toca e já estou vendo as abelhas procurando flor. Acho que até o final de fevereiro o inverno chega”, explica.
Conforme João Amorim, os sinais da natureza indicam que esse ano o sertão terá um bom inverno. Em noites sem lua, os relâmpagos e trovões nas cabeceiras das serras anunciam a temporada de chuva chegando ao longe. “Os tejuaçus já estão saindo da toca e já estou vendo as abelhas procurando flor. Acho que até o final de fevereiro o inverno chega”, explica.
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Na época da seca, mesmo com todas as dificuldades, João Amorim cria gado e bode em suas terras, de onde tira o leite e a carne para o sustento da fazenda. Quando estiver em pleno inverno, o fazendeiro afirma que será possível plantar batata doce, feijão, mandioca, milho, capim para o gado, entre outras culturas de subsistência. João Amorim criou 14 filhos na Fazenda Pedra Pintada e não pretende sair de lá para lugar nenhum. “Só saio daqui quando estiver morto”, anunciou.
Na época da seca, mesmo com todas as dificuldades, João Amorim cria gado e bode em suas terras, de onde tira o leite e a carne para o sustento da fazenda. Quando estiver em pleno inverno, o fazendeiro afirma que será possível plantar batata doce, feijão, mandioca, milho, capim para o gado, entre outras culturas de subsistência. João Amorim criou 14 filhos na Fazenda Pedra Pintada e não pretende sair de lá para lugar nenhum. “Só saio daqui quando estiver morto”, anunciou.
Devoção e festa para São Sebastião
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Em 1791, uma grande seca assolou o sertão ameaçando exterminar o gado da região. Leandro da Cunha, devoto de São Sebastião, prometeu construir uma capela para o santo se surgisse água franca para a manutenção de sua fazenda. Cavando então um poço perto do riacho a água jorrou em abundância e nunca mais secou.
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A partir desse momento, o poço passou a ser chamado de Poço de São Sebastião, que existe até hoje em frente à matriz da cidade. Construída a capela, as romarias e as festas religiosas realizadas atraíam para o local grande número de fiéis, que vinham até mesmo dos mais distantes sertões.
A partir desse momento, o poço passou a ser chamado de Poço de São Sebastião, que existe até hoje em frente à matriz da cidade. Construída a capela, as romarias e as festas religiosas realizadas atraíam para o local grande número de fiéis, que vinham até mesmo dos mais distantes sertões.
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A devoção por São Sebastião continua até hoje, quando os caraubenses comemoram os 150 anos de evangelização em louvor ao santo padroeiro. De 10 a 20 de janeiro, Caraúbas vive seu momento maior de fé e tradição de um dos maiores eventos sócio-religioso do interior do Estado do Rio Grande do Norte. No último dia dos festejos, uma grande procissão segue o andor com o santo percorrendo as principais ruas da cidade e encerrando na Igreja Matriz.
A devoção por São Sebastião continua até hoje, quando os caraubenses comemoram os 150 anos de evangelização em louvor ao santo padroeiro. De 10 a 20 de janeiro, Caraúbas vive seu momento maior de fé e tradição de um dos maiores eventos sócio-religioso do interior do Estado do Rio Grande do Norte. No último dia dos festejos, uma grande procissão segue o andor com o santo percorrendo as principais ruas da cidade e encerrando na Igreja Matriz.
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As festas profanas e políticas acontecem paralelas as comemorações ao santo padroeiro. Nos dias de festa, um palco armado na Praça de Eventos vai garantir a animação da população com shows gratuitos após os atos religiosos. Em 2008, o “1º Caraúbas Fest Cultura” apresentou quase 20 bandas com nomes expressivos como Capim Cubano, Magníficos, Saia Rodada, Forró na Tora, Inala e Limão com Mel.
As festas profanas e políticas acontecem paralelas as comemorações ao santo padroeiro. Nos dias de festa, um palco armado na Praça de Eventos vai garantir a animação da população com shows gratuitos após os atos religiosos. Em 2008, o “1º Caraúbas Fest Cultura” apresentou quase 20 bandas com nomes expressivos como Capim Cubano, Magníficos, Saia Rodada, Forró na Tora, Inala e Limão com Mel.
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“Apesar das pessoas de má fé querer denegrir a imagem de terra tão hospitaleira e pacata, o povo e nós que fazemos a administração, unidos com a Paróquia e a Segurança Pública, oferecemos 10 noites com muita fé, paz e entretenimento”, ressaltou Eugênio Alves, prefeito de Caraúbas. No dia 05 de março, Caraúbas celebra seus 140 anos de emancipação política, reforçando a importância da sua tradicional festa de janeiro.
“Apesar das pessoas de má fé querer denegrir a imagem de terra tão hospitaleira e pacata, o povo e nós que fazemos a administração, unidos com a Paróquia e a Segurança Pública, oferecemos 10 noites com muita fé, paz e entretenimento”, ressaltou Eugênio Alves, prefeito de Caraúbas. No dia 05 de março, Caraúbas celebra seus 140 anos de emancipação política, reforçando a importância da sua tradicional festa de janeiro.
26 de fevereiro de 2008
Fernando de Noronha terá Plano Diretor
A Ilha de Fernando de Noronha, um dos principais cartões postais do Brasil, vai ganhar um Plano Diretor, visando orientar a política de desenvolvimento e de ordenamento da expansão urbana O documento será discutido com a população, o trade turístico e entidades governamentais e não-governamentais. A validação final será feita pelo Conselho Distrital do arquipélago. O valor previsto do investimento é de R$ 105 mil e o Plano Diretor deve ficar pronto em 150 dias.
-O casario histórico da Vila dos Remédios, as praças e prédios públicos serão qualificados, para melhorar a oferta dos produtos turísticos de Fernando de Noronha.
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Estas ações são antigas reivindicações dos noronhenses, pois, com o passar do tempo, o patrimônio arquitetônico da ilha estava bastante comprometido.
Erro de digitação faz Estadão dar o Oscar de melhor filme à produção errada
A capa do Caderno 2, especializado em Cultura do jornal O Estado de S.Paulo, informou equivocadamente nesta segunda-feira, 25, que o vencedor da categoria de melhor filme do Oscar foi "Elizabeth - A Era de Ouro".
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Na reportagem "A emoção dos intérpretes no Oscar dos 80 anos", do jornalista Luiz Carlos Merten, uma coluna à direita da página informava todos os vencedores das categorias. Como melhor filme, aparecia "Elizabeth - A Era de Ouro", de Alexandra Byrne. O filme, na verdade, ganhou o primeiro Oscar da noite, de melhor figurino.
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Dib Carneiro Neto, editor do Caderno 2, explicou o que houve: "A edição do jornal distribuída para o Brasil fechou às 20h30, quando o Oscar ainda não tinha começado. A edição da cidade de São Paulo foi fechada às 0h30. Nesse horário, já tinham sido anunciados alguns prêmios".
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O primeiro prêmio da noite foi de melhor figurino que, de acordo com Carneiro Neto, ficou no topo da tabela da reportagem por causa da ordem de prêmios. A edição seguinte do jornal foi fechada à 1:15h. Nesta edição é que ocorreu o equívoco. "O repórter que estava editando, por um erro de digitação, trocou a palavra 'figurino' pela palavra 'filme'. Existia um padrão da coluna de ganhadores, causando esse equívoco".
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Na última edição do Estadão de domingo, fechada às 2h15, quando todos os prêmios do Oscar já tinham sido distribuídos, o erro foi percebido e corrigido. Com todas as informações, esta edição "trouxe outra matéria, outro título, tudo diferente", afirmou Carneiro Neto.
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O editor explicou que, quanto mais tarde uma edição do jornal é fechada, menor é a tiragem e menos pessoas o recebem. Como mais pessoas receberam a edição da 1h15, com a informação errada, a edição de terça-feira (26) do Estadão virá com uma correção, explicando aos leitores o ocorrido.
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Fonte: Redação Portal IMPRENSA
22 de fevereiro de 2008
RAPADURA NEWS
Rock na Ribeira
Orquestra Boca Seca e DuSouto fazem o som do Calígula nessa sexta, 22, a partir das 23h. A Orquestra Boca Seca está em temporada desde o ano passado no Calígula. Agora, vem apresentando novas músicas e novas interpretações de Jorge Ben Jor, Tim Maia, Chico Buarque, Sandra de Sá, Antônio Carlos e Jocafi, Seu Jorge, Chico Science, além de composições próprias. A entrada custa r$ 5.
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Som da Mata
No próximo domingo, o projeto Som da Mata receberá o flautista Carlos Zens. Dividindo o palco com o músico potiguar, que além da flauta irá mostrar suas habilidades no sax soprano, estarão Pedro Paulo no violão e viola, Ademir Adriano na sanfona, Rafael Almeida no cavaquinho e bandolim, Dudú Campos na alfaia, pratos e efeitos, Kleiber Viana na zabumba e caixa e Del do Pandeiro no pandeiro e triângulo. O show ocorrerá no Anfiteatro Pau-Brasil, no Parque das Dunas, a partir das 16h30. O ingresso custa apenas R$ 1.
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Tô na Mídia
Nesta sexta-feira, os jornalistas do RN se reúnem na sua grande ressaca pós-carnaval. O Tô na Mídia acontecerá no Espaço América com o axé do Bagaceira Show, hits do DJ Sólon Silvestre e apresentação da escola campeã do Carnaval de Natal, Malandros do Samba. A participação especial fica mais uma vez por conta de Danuza D´Salles.
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Poeta paraibano lança cordel sobre cangaceiro
O poeta Gil Hollanda, natural de João Pessoa, capital do vizinho estado da Paraíba, lançará no próximo 14 de março, Dia Nacional da Poesia, um folheto de cordel intitulado “O delegado que virou cangaceiro”. O lançamento ocorrerá durante um café poético, a partir das 07h30min, no Hotel Porto Belo, localizado a Rua Coronel Martiniano, no centro de Caicó, na região Seridó do Rio Grande do Norte.
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Expedição Fotográfica
Pititinga – Perobas – Carnaubinha – Touros. Quando as águas de marços chegarem para fechar o verão 2008, a Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) aproveita a luz dos últimos raios de sol dessa estação para fazer um passeio fotográfico ao Litoral Norte do Estado. Imensos coqueirais, enormes falésias, dunas móveis, praias deslumbrantes e patrimônios históricos formam o roteiro escolhido pelos fotógrafos potiguares para uma expedição fotográfica que acontecerá no dia 02 de março. O passeio custa R$ 35 (carro tipo besta). Informações 3211-5436.
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Chuvas no Sertão
O Rio Grande do Norte terá chuvas acima da média neste ano, ou seja, mais do que os 800mm de precipitação que tem ocorrido. Para o Semi-Árido nordestino, o que se espera é que as chuvas fiquem entre 600mm ou acima disso. As informações foram divulgadas ontem, durante a ‘‘III Reunião de Análise Climática para o Semi-Árido Nordestino’’, que trouxe a Natal meteorologistas de Estados do Nordeste no intuito de prever as precipitações pluviométricas na região. O período chuvoso já começa no final deste mês e vai até maio.
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II Semana do Filme Cult
O Cineclube Natal, em parceria com o Teatro de Cultura Popular, realiza até domingo, a II Semana do Filme Cult. Serão exibidos sete filmes do estilo "Cult", cada um com sua peculiaridade. As sessões iniciarão todos os dias às 19 horas com ingressos custando apenas R$ 2. Sócios e filiados da ADURN não pagam.
21 de fevereiro de 2008
Informes Literários do Grande Ponto
Preço do livro no Brasil
O caderno Prosa e Verso, do jornal O Globo, abriu espaço em sua edição de 9 de fevereiro para discutir o preço do livro no Brasil. A matéria aborda particularmente a questão das isenções concedidas pelo governo federal e a prometida contrapartida, que não está sendo integralmente cumprida, do setor editorial de repassar 1% de seu faturamento para um fundo de promoção da leitura. Entrevistado pelo jornal, o secretário-executivo do PNLL, José Castilho Marques Neto, diz que a medida foi correta e deve ser mantida, mas lamenta que ainda não exista um instrumento legal para assegurar o recolhimento do 1%, que geraria um fundo de 40 a 45 milhões de reais em suas contas. Mesmo sem a contrapartida e o recolhimento assegurado, houve aspectos positivos. “A desoneração permitiu que muitas editoras nacionais sobrevivessem e houve um avanço do ponto de vista da oferta de livros”, diz Castilho.
O caderno Prosa e Verso, do jornal O Globo, abriu espaço em sua edição de 9 de fevereiro para discutir o preço do livro no Brasil. A matéria aborda particularmente a questão das isenções concedidas pelo governo federal e a prometida contrapartida, que não está sendo integralmente cumprida, do setor editorial de repassar 1% de seu faturamento para um fundo de promoção da leitura. Entrevistado pelo jornal, o secretário-executivo do PNLL, José Castilho Marques Neto, diz que a medida foi correta e deve ser mantida, mas lamenta que ainda não exista um instrumento legal para assegurar o recolhimento do 1%, que geraria um fundo de 40 a 45 milhões de reais em suas contas. Mesmo sem a contrapartida e o recolhimento assegurado, houve aspectos positivos. “A desoneração permitiu que muitas editoras nacionais sobrevivessem e houve um avanço do ponto de vista da oferta de livros”, diz Castilho.
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Prêmio Ibero-americano SM de Literatura Infantil e Juvenil
O Prêmio Ibero-americano SM de Literatura Infantil e Juvenil 2008 está com inscrições abertas até o dia 30 de junho. Podem participar escritores vivos que tenham trabalhos dedicados ao público infantil e juvenil e de relevância para o âmbito ibero-americano. Os candidatos deverão ser apresentados por qualquer instituição cultural ou educativa, associação ou grupo de pessoas relacionadas com a literatura infantil e juvenil. O prêmio, no valor de 30 mil dólares, será entregue durante a Feria Internacional del Libro de Guadalajara. Para outras informações, clique aqui.
O Prêmio Ibero-americano SM de Literatura Infantil e Juvenil 2008 está com inscrições abertas até o dia 30 de junho. Podem participar escritores vivos que tenham trabalhos dedicados ao público infantil e juvenil e de relevância para o âmbito ibero-americano. Os candidatos deverão ser apresentados por qualquer instituição cultural ou educativa, associação ou grupo de pessoas relacionadas com a literatura infantil e juvenil. O prêmio, no valor de 30 mil dólares, será entregue durante a Feria Internacional del Libro de Guadalajara. Para outras informações, clique aqui.
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Eventos de Biblioteconomia
O ano de 2008 tem uma boa agenda de eventos na área de Biblioteconomia. Os mais próximos são o IV Congresso Latino-Americano de Biblioteconomia e Documentação e 3º Encontro Internacional sobre Acesso à Informação e Promoção de Serviços Bibliotecários em Comunidades Indígenas da América Latina, que acontece em São Paulo entre os dias 25 a 28 de março de 2008. Também em março, no dia 29, na capital paulista acontece o Seminário Manifesto Internet - Contexto e Papel nas Bibliotecas. Clique aqui para saber mais.
O ano de 2008 tem uma boa agenda de eventos na área de Biblioteconomia. Os mais próximos são o IV Congresso Latino-Americano de Biblioteconomia e Documentação e 3º Encontro Internacional sobre Acesso à Informação e Promoção de Serviços Bibliotecários em Comunidades Indígenas da América Latina, que acontece em São Paulo entre os dias 25 a 28 de março de 2008. Também em março, no dia 29, na capital paulista acontece o Seminário Manifesto Internet - Contexto e Papel nas Bibliotecas. Clique aqui para saber mais.
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Enciclopédia Brockhaus terá acesso livre na Internet
A tradicional enciclopédia alemã Brockhaus não será mais impressa em papel, como nos últimos 200 anos. O lançamento do portal que abrigará a versão on-line, previsto para meados de abril, marcará a sua total transferência para o mundo digital da Internet. A idéia é que o acesso seja gratuito, mas, diferentemente do projeto Wikipedia, a Brockhaus Online terá anúncios e contará com uma equipe de profissionais para cuidar de sua atualização. Segundo a Deutsche Welle, a Brockhaus também pretende lançar um serviço on-line sem nenhuma propaganda para escolas. Clique aqui para ler a notícia (em inglês).
A tradicional enciclopédia alemã Brockhaus não será mais impressa em papel, como nos últimos 200 anos. O lançamento do portal que abrigará a versão on-line, previsto para meados de abril, marcará a sua total transferência para o mundo digital da Internet. A idéia é que o acesso seja gratuito, mas, diferentemente do projeto Wikipedia, a Brockhaus Online terá anúncios e contará com uma equipe de profissionais para cuidar de sua atualização. Segundo a Deutsche Welle, a Brockhaus também pretende lançar um serviço on-line sem nenhuma propaganda para escolas. Clique aqui para ler a notícia (em inglês).
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Portal reúne 188 mil livros eletrônicos
A ABER informa que o Consórcio Cruesp/ Bibliotecas lançou um portal na Internet que reúne os sistemas das bibliotecas da Universidade de São Paulo, da Universidade Estadual Paulista e da Universidade Estadual de Campinas. São 188 mil livros eletrônicos divididos em 7 coleções que abarcam diversas áreas do conhecimento. O acervo inclui ainda obras raras da coleção Eighteenth Century Collections Online, que conta com títulos do século XVIII da Biblioteca Britânica, incluindo mapas e manuscritos. Para saber mais sobre o Consórcio CRUESP/Bibliotecas, clique aqui.
A ABER informa que o Consórcio Cruesp/ Bibliotecas lançou um portal na Internet que reúne os sistemas das bibliotecas da Universidade de São Paulo, da Universidade Estadual Paulista e da Universidade Estadual de Campinas. São 188 mil livros eletrônicos divididos em 7 coleções que abarcam diversas áreas do conhecimento. O acervo inclui ainda obras raras da coleção Eighteenth Century Collections Online, que conta com títulos do século XVIII da Biblioteca Britânica, incluindo mapas e manuscritos. Para saber mais sobre o Consórcio CRUESP/Bibliotecas, clique aqui.
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Circuito de feiras
Vilnius Baltic Book Fair (Lituânia)
De 21 a 24 de Fevereiro
Feira do Livro de Leipzig (Alemanha)
De 13 a 16 de março
Salão do Livro de Paris (França)
De 14 a 19 de março
Abu Dhabi International Book Fair (UAE)
De 11 a 16 de Março
Bangkok Internationanl Book Fair (Tailândia)
De 25 a 29 de Março
A prosopopéia do soneto
A poesia na sua forma mais magistral nos mostra o quanto da sua dimensão enquanto manifestação das coisas do belo. O que seria dos humanos se não tivessem a capacidade de transformar ou transportar através das palavras as coisas do mundo animado e inanimado. Pois bem, a prosopopéia do soneto abaixo mostra o quanto a arte da poesia pode fazer de belo, seja das coisas vivas, em movimentos, seja das coisas inanimadas, na sua forma estática.
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Vi o belo soneto em Caruaru, na casa do meste Vitalino, e o autor teria que ter o sobrenome "Barros" para que tude fique ainda mais perfeito.
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O poeta Mário Quintana diz num soneto que tem poesias que ele gostaria que fosse de autoria própria, no sentido ufano da boa inveja.Vejam que perfeição de soneto.
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(Gilmar Leite)
As Mãos de Vitalino
De Vitalino as mãos eram santas
Que modelaram em barro os nordestino
E transportaram a dor e os desatinos
Para os bonecos tantas vezes, tantas.
Bonecos mudos, quantas vezes quantas,
Minha alma cega por meus olhos viu?
A tua dor meu coração sentiu
No canto triste que ainda hoje cantas.
Soprou a vida num boneco mudo
Que sem falar, assim, dizia tudo
Dos nordestinos, dos desatinos seus,
Advertência dos que nascem pobres
Pelas mãos rudes que ficaram nobres,
Abençoadas pelas mãos de Deus.
Rafael dos Santos Barros
20 de fevereiro de 2008
30 Dicas para escrever bem!
1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
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2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
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3. Anule aliterações altamente abusivas.
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4. não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.
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5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
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6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
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7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
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8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou?... Então valeu!
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9. Palavras de baixo calão, porra, podem transformar o seu texto numa merda.
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10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.
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11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
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12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem ideias próprias".
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13. Frases incompletas podem causar
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14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.
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15. Seja mais ou menos específico.
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16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
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17. A voz passiva deve ser evitada.
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18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação
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19. Quem precisa de perguntas retóricas?
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20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.
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21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
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22. Evite mesóclises desnecessárias. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"
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23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
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24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!!
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25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
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26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.
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27. Seja incisivo e coerente, ou não.
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28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.
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29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo! ..nada de mandar esse trem... Vixi... Entendeu bichinho?
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30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá aguentar já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.
-Autor: Professor João Pedro da UNICAMP
Eclipse da lua poderá ser visto pelos natalenses hoje à noite
Na noite de hoje os potiguares terão um belo fenômeno para apreciar no céu. A partir das 21h a terra irá se interpor entre o sol e a lua, deixando a lua totalmente encoberta. O fenômeno durará 5 horas, mas o ápice ocorrerá durante exatos 50 minutos.-
“Não será necessário nenhuma proteção ou equipamento especial. As pessoas só precisam olhar para o céu e ver a beleza”, comentou o astrônomo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, José Renan de Medeiros, explicando que o fenômeno deixará a lua totalmente encoberta. Ele detalhou que na capital potiguar o fenômeno terá uma beleza ainda maior porque a lua nascerá às 17h30 e na hora do eclipse ela estará alta, realçando o cenário dos espectadores.
O professor comentou que anualmente esse fenômeno ocorre, o que muda é a visibilidade. Os brasileiros só poderão contemplar um novo eclipse total da lua em 2010. José Renan não fez distinção entre os locais. “Poderá ser visto em qualquer lugar do Brasil”, ressaltou.
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Ele detalhou que quanto mais ao Sul o Estado brasileiro estiver melhor a população poderá contemplar o eclipse. No mundo, o fenômeno poderá ser contemplado no Centro da América do Norte e na América do Sul. “O fenômeno será visto parcialmente na África e na Europa”, observou o astrônomo.
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Ele negou que o fenômeno do eclipse lunar tenha qualquer interferência com o cotidiano das pessoas, como a crença popular costuma apontar que seria mais fácil para “as mulheres engravidarem”. “Não tem relação alguma. O que interfere é na beleza, as pessoas só precisam olhar para o céu e apreciar”, completou.
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Fonte: Tribuna do Norte
19 de fevereiro de 2008
O Urso da Tropa

Por Clotilde Tavares
Há poucos dias o filme “Tropa de Elite” ganhou o Urso de Ouro do Festival de Berlim. Nas listas da Internet surgiu todo tipo de comentário, desde aqueles que ficaram felizes com o prêmio até os que diziam coisas do tipo “Meu Deus, tenho vergonha de nossas mazelas expostas para os europeus”. A preocupação dos internautas é porque o filme mostra uma situação localizada mas que passa para o mundo – ainda segundo os internautas - a impressão de que no Brasil, de norte a sul, é daquele jeito. Outros se mostram preocupados pelo fato de o filme transmitir também a idéia de que o Brasil é um país onde imperam a corrupção, a violência, a desonestidade, a insegurança.
Aí eu fiquei me lembrando dos muitos filmes americanos de gangster, polícia e serial-killers. Lembrei dos filmes de Fellini, Antonioni e Vittorio de Sica, mostrando a pobreza e o atraso das pequenas vilas e cidades italianas. Lembrei dos filmes franceses mostrando um monte de gente infeliz, se amando mecanicamente. Será que qualquer pessoa com um mínimo de senso comum, ao ver esses filmes, faz essa generalização tão temida? Ver Tropa de Elite e achar que o Brasil se reduz a uma favela com tráfico e tiroteios é a mesma coisa que ver Erin Brocowicz e achar que todas as empresas americanas poluem o ambiente e matam gente, ou ver Brokeback Mountain e achar que todos os cowboys são gays.
Um filme é uma obra de arte completa, onde não se vê somente o enredo, a história, mas no seu julgamento entram outros critérios, como roteiro, direção, edição, direção de arte, trabalho dos atores, para citar alguns. Nenhum festival dá prêmio a um filme somente pela história que ele conta. E o filme Tropa de Elite, pelo ritmo ágil, quase frenético, imprimido pela excelente edição, pelo trabalho irrepreensível dos atores, pela fotografia, pela direção segura, mereceu o prêmio sim.
Agora pense comigo, meu caro leitor: neste momento, enquanto escrevo este artigo, são dez e quarenta da noite. Está fazendo um calor danado, há uma lua no céu e eu não posso descer do apartamento e caminhar pelo meu bairro de Tambauzinho porque não é seguro! Isso ocorre em praticamente todas as cidades do país. Acho isso um verdadeiro escândalo, eu ficar trancada em casa porque os bandidos não permitem que eu ande na rua na hora em que quero. A corrupção campeia, desde o escândalo dos cartões corporativos até o menino que entra no cinema com a carteira de estudante do outro, o que é desonestidade sim!
Ah, minha gente! O filme Tropa de Elite não é violento. Violenta é a realidade, em cima da qual o filme foi feito.
Texto publicado n'A União, João Pessoa PB.
13 de fevereiro de 2008
Curso de Fotografia abre inscrições
Foto: AG Sued
A Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) e o Practical Cursos fazem parceria para ministrar um curso completo de fotografia para iniciantes.Com a popularização das câmeras fotográficas digitais, a fotografia ficou muito mais acessível e as pessoas passaram a fotografar muito mais. Entretanto, às vezes se observa a frustração dos fotógrafos amadores por não dominar todos os recursos dos modernos equipamentos. Um “Curso de Fotografia” visa ensinar as técnicas e os conceitos básicos da fotografia que não mudaram com o advento da tecnologia digital.
Os interessados em aprender as técnicas, conceitos e regras da fotografia podem se inscrever no “Curso de Fotografia” para iniciantes, que será ministrado pela Practical Cursos, em parceria com a Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto). O público alvo é amplo: basta ter uma câmera na mão e estar interessado em explorar todos os recursos da máquina.
Com duração de três meses, o Curso de Fotografia ensina passo a passo todas as técnicas necessárias para que o aluno possa tirar fotos profissionais, usando a composição adequada, além de tirar o melhor proveito dos recursos da câmera. O curso aborda composição, enquadramento, resolução, armazenamento, acessórios, entre outros temas, em aulas teóricas e práticas.
O Curso de Fotografia começará no próximo dia 08 de março (sábado), das 08h00 às 10h00. Nas aulas práticas, os alunos vão explorar os recantos natalenses como a Feira do Alecrim, a arquitetura da Ribeira, o Forte dos Reis Magos, as praias urbanas, o Centro Histórico, entre outros locais. Ao final do curso, serão entregues diplomas para os participantes.
Serviço:
Curso de Fotografia para Iniciantes
Quando: A partir de 08 de março, das 08h às 10h.
Tempo de curso: 03 meses (aulas somente aos sábados).
Investimento: 4 parcelas de R$ 70,00 (material didático incluso).
Informações: 3211-5436 / alex-gurgel@oi.com.br
RAPADURA NEWS
Chá das Seis
Nas terças-feiras, na boquinha da noite, o sertão do Seridó se enche de cultura pelas ondas do rádio através do programa “Chá das Seis”, apresentado pela escritora e poeta Maria Jose (ou Eme Gomes, como gosta de ser chamada), pelo poeta Odon Júnior e pelo escritor Aristóbulo Lima. No programa um pouco de tudo: entrevistas, recital de poesia, boa música, leitura de contos, dicas de blogs e os informes culturais, com tudo que acontece na cultura seridoense. Para ouvir a rádio, basta visitar o sítio http://www.cnagitos.com/ e esperar que a conexão traga as ondas sonoras para seu computador. Então, ta marcado: toda terça-feira, a partir das 18h00.
Ovelhas Negras
Para aqueles leitores mais atentos, que sabem ler as entrelinhas de um bom texto, o sítio da Confraria das Ovelhas Negras proporciona uma leitura diletante. Usando sempre a irreverência e o bom humor, os lanosos abordam o cotidiano com crônicas impagáveis, reportagens e entrevistas bem pautadas e tem até horóscopo. Os confrades ainda tosquiam sobre artigos, literatura de cordel, poesia, entre outros temas. Clique AQUI para visitar.
Papangu nas bancas
A gloriosa revista Papangu pode ser encontrada em mais de 40 bancas, em Natal e Parnamirim. Para ler a coluna Papangu na Rede, clique AQUI.
Cinema Processo
O irrequieto cineasta Buca Dantas trabalha com uma nova proposta para um cinema livre e independente. Trata-se do Cinema Processo, sonho que está sendo concretizado com o filme “Perdição”, cujas filmagens estão acontecendo em Janduis, envolvendo atores e grupos de teatros locais. Para ver a comunidade do Cinema Processo no Orkut, visite:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=42965029
Portal de Fotografia Potiguar
A Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) mantém um portal com fotos dos seus membros. Para ver as imagens, clique AQUI.
História Potiguar
Se você quer saber as histórias do cangaço que ainda não foram contadas, a dica é fazer uma visita ao blog de Rostand Medeiros, onde ele pesquisa tudo sobre os cangaceiros e suas ações pelo interior do Nordeste.
Visite: http://rostandmedeiros.uniblog.com.br/
Expedição aos Andes
A Ong ZooN ((http://www.zoon.org.br/) traz para Natal o fotógrafo paraibano Augusto Pessoa, que irá falar do seu projeto de documentação fotográfica na Cordilheira dos Andes. Augusto Pessoa ainda vai expor suas fotografias e lançar um Calendário 2008 com imagens do projeto. Na ocasião, haverá uma apresentação musical com o duo de flautas do Solar Bela Vista, os professores Adriana Mônica e Ledinelson Nascimento, que prepararam um repertório de músicas Andinas. A exposição fotográfica fica em cartaz até o dia 15 de março
Roubos de arte
“Ladrões levam U$ 163 milhões em quadros de museu suíço”, era a manchete estampada nos principais jornais do mundo. De acordo com informações, assaltantes armados roubaram pinturas de Cezanne, Degas, Van Gogh e Monet de um museu de Zurique, numa ação que a polícia local qualificou como "espetacular". Depois que roubaram o MASP (Museu de Artes de São Paulo, fico imaginando como será fácil para ladrões qualificados entrarem na Pinacoteca do Estado e roubarem obras importantes de artistas potiguares.
Orkut vai lançar versão bombada
O site de relacionamento, que tem um número enorme de brasileiros como usuários, vai começar a desenvolver aplicativos desenvolvidos por programadores autônomos, informa o G1. O Facebook foi o primeiro a adotar a estratégia, que torna as redes sociais mais atraentes. Os programadores fazem parte do projeto OpenSocial. A notícia foi divulgada no blog do Google, dono do Orkut. Com a estréia desses aplicativos (ou "widgets"), os internautas terão acesso a ferramentas criadas para facilitar suas vidas digitais ou torná-las mais divertidas. O objetivo do Orkut e das outras redes que aderiram ao OpenSocial é usar a criatividade e boa vontade dos desenvolvedores autônomos para tornar esses sites mais atraentes. Os aplicativos estarão à disposição dos usuários ainda este mês.
Nas terças-feiras, na boquinha da noite, o sertão do Seridó se enche de cultura pelas ondas do rádio através do programa “Chá das Seis”, apresentado pela escritora e poeta Maria Jose (ou Eme Gomes, como gosta de ser chamada), pelo poeta Odon Júnior e pelo escritor Aristóbulo Lima. No programa um pouco de tudo: entrevistas, recital de poesia, boa música, leitura de contos, dicas de blogs e os informes culturais, com tudo que acontece na cultura seridoense. Para ouvir a rádio, basta visitar o sítio http://www.cnagitos.com/ e esperar que a conexão traga as ondas sonoras para seu computador. Então, ta marcado: toda terça-feira, a partir das 18h00.
Ovelhas Negras
Para aqueles leitores mais atentos, que sabem ler as entrelinhas de um bom texto, o sítio da Confraria das Ovelhas Negras proporciona uma leitura diletante. Usando sempre a irreverência e o bom humor, os lanosos abordam o cotidiano com crônicas impagáveis, reportagens e entrevistas bem pautadas e tem até horóscopo. Os confrades ainda tosquiam sobre artigos, literatura de cordel, poesia, entre outros temas. Clique AQUI para visitar.
Papangu nas bancas
A gloriosa revista Papangu pode ser encontrada em mais de 40 bancas, em Natal e Parnamirim. Para ler a coluna Papangu na Rede, clique AQUI.
Cinema Processo
O irrequieto cineasta Buca Dantas trabalha com uma nova proposta para um cinema livre e independente. Trata-se do Cinema Processo, sonho que está sendo concretizado com o filme “Perdição”, cujas filmagens estão acontecendo em Janduis, envolvendo atores e grupos de teatros locais. Para ver a comunidade do Cinema Processo no Orkut, visite:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=42965029
Portal de Fotografia Potiguar
A Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) mantém um portal com fotos dos seus membros. Para ver as imagens, clique AQUI.
História Potiguar
Se você quer saber as histórias do cangaço que ainda não foram contadas, a dica é fazer uma visita ao blog de Rostand Medeiros, onde ele pesquisa tudo sobre os cangaceiros e suas ações pelo interior do Nordeste.
Visite: http://rostandmedeiros.uniblog.com.br/
Expedição aos Andes
A Ong ZooN ((http://www.zoon.org.br/) traz para Natal o fotógrafo paraibano Augusto Pessoa, que irá falar do seu projeto de documentação fotográfica na Cordilheira dos Andes. Augusto Pessoa ainda vai expor suas fotografias e lançar um Calendário 2008 com imagens do projeto. Na ocasião, haverá uma apresentação musical com o duo de flautas do Solar Bela Vista, os professores Adriana Mônica e Ledinelson Nascimento, que prepararam um repertório de músicas Andinas. A exposição fotográfica fica em cartaz até o dia 15 de março
Roubos de arte
“Ladrões levam U$ 163 milhões em quadros de museu suíço”, era a manchete estampada nos principais jornais do mundo. De acordo com informações, assaltantes armados roubaram pinturas de Cezanne, Degas, Van Gogh e Monet de um museu de Zurique, numa ação que a polícia local qualificou como "espetacular". Depois que roubaram o MASP (Museu de Artes de São Paulo, fico imaginando como será fácil para ladrões qualificados entrarem na Pinacoteca do Estado e roubarem obras importantes de artistas potiguares.
Orkut vai lançar versão bombada
O site de relacionamento, que tem um número enorme de brasileiros como usuários, vai começar a desenvolver aplicativos desenvolvidos por programadores autônomos, informa o G1. O Facebook foi o primeiro a adotar a estratégia, que torna as redes sociais mais atraentes. Os programadores fazem parte do projeto OpenSocial. A notícia foi divulgada no blog do Google, dono do Orkut. Com a estréia desses aplicativos (ou "widgets"), os internautas terão acesso a ferramentas criadas para facilitar suas vidas digitais ou torná-las mais divertidas. O objetivo do Orkut e das outras redes que aderiram ao OpenSocial é usar a criatividade e boa vontade dos desenvolvedores autônomos para tornar esses sites mais atraentes. Os aplicativos estarão à disposição dos usuários ainda este mês.
Tipos variados de Mulher
Nota do Grande Ponto: este blogueiro vai logo avisando que este post não é nada machista e só vai ser postado pelo teor de irreverência contido.
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Mulher Camarão: só tem merda na cabeça, mas é gostosa e você come assim mesmo.
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Mulher Caranguejo: é feia e peluda, mas você bate nela, limpa direitinho e come.
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Mulher Pão: tem sempre o mesmo gosto, mas você come todo dia.
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Mulher Aperitivo: acompanhada de uma bebida você come e ainda acha bom.
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Mulher Maracujá: é toda enrugada, mas você come e depois que come sente vontade de dormir...
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Mulher Lagosta: só come quem tem dinheiro.
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Mulher Caviar: você sabe que alguém está comendo, mas não é ninguém que você conheça.
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Mulher Bacalhau: você só come uma vez por ano.
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Mulher Maionese de Fim de Festa: todo mundo te avisa pra não comer, mas você come porque está desesperado; se arrepende e depois passa mal.
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Mulher Rã: todo mundo já comeu, menos você.
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Mulher Salada: é bonita, mas quando você come descobre que não é tão gostosa assim.
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Mulher Marmita: não é lá essas coisas, mas você come rapidinho.
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Mulher Cafezinho de Supermercado: você nem faz questão, mas como é degraça, você come.
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Mulher Jiló: é horrível, mas você conhece alguém que come.
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Mulher Docinho de Festa: você fica com vergonha de chegar junto, então vem outro e come e deixa você chupando dedo.
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Mulher Cogumelo Venenoso: comeu, tá fudido.
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Mulher Feijoada: você come e ela fica te enchendo o dia todinho.
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Mulher Coqueiro: pode trepar que não tem galho.
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Mulher Miojo: em três minutos tá pronta pra comer.
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Mulher Coca 2 litros: dá prá seis.
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Mulher Bandeira de Pirata: é só pano e osso, mas ta sempre pendurada navara.
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Mulher Maverick: antiga, já esteve na moda e bebe pra caralho.
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Mulher PT: quadrilheira, mente pra cacete: faz programa com qualquer um e depois, diz que não sabe de nada (mesmo que tenha gostado da farra).
Curso de Fotografia para Iniciantes
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Tempo de curso: 03 meses (aulas somente aos sábados)
Tempo de curso: 03 meses (aulas somente aos sábados)
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Investimento: 4 parcelas de R$ 70,00 (material didático incluso)
Investimento: 4 parcelas de R$ 70,00 (material didático incluso)
O filósofo do Beco da Lama
Gravura: Franklin Serrão
José Helmut Cândido é uma das figuras mais interessante que perambula pelo centro de Natal. Homem de pouca conversa, sempre carrega um cigarro no canto da boca, tornando ainda mais visível sua cara carrancuda, em constante mal humor. Poeta, escritor, artista plástico, cantor, jogador de sinuca e boêmio inveterado, não dispensa uma talagada de cachaça a qualquer hora do dia ou da noite.Nas manhãs azuis de sábado, Helmut é figurinha fácil de se encontrar no Sebo Vermelho, jogando sinuca apostando no seu taco (Helmut só joga a dinheiro), recitando versos de Camões - porque ele tem na memória todos os versos contidos n'Os Lusíadas – ou cantarolando as canções de Nelson Gonçalves, quando fica absorto por lembranças traquinas.
Ano passado, o filósofo do Beco foi destaque na revista Piauí, de circulação nacional, por ter escrito suas proezas como o carteiro de Câmara Cascudo no livro “O Carteiro de Cascudinho”, lançado pela Sebo Vermelho Edições. No livro, Helmut narra os ligeiros contatos com Câmara Cascudo, na época em que trabalhava nos Correios.
Atualmente, Helmut está empolgado com as escrituras de suas memórias, cujas páginas escritas são pagas, uma a uma, pelo editor do Sebo Vermelho, Abimael Silva, ao preço de 2 dinheiros. Embora Helmut receba soldos proveniente de uma aposentadoria, a grana ajuda a inebriar seus dias com cachaça da boa e cigarro arromba-peito.
Veja mais fotos , poemas, livros e texto de Helmut no blog que os amigos fizeram para o filósofo:
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Visite: Blog do Helmut
Um soneto de Gilmar Leite
O Ser Poeta
O poeta diz no verso o indizível,
Faz o belo surgir de qualquer canto;
Bota o riso no âmago do pranto,
E percebe o visível, no invisível.
É um ser, construído do sensível,
Pra mostrar os sentidos com encanto,
E fazer através do desencanto,
O possível, surgir do impossível.
Seu poder modifica a pedra em flor!
Faz o ódio morrer nas mãos do amor,
E se aflige, na dor dos oprimidos.
Ele enxerga, a aurora no crepúsculo,
Vê o grande oculto no minúsculo,
E é a voz dos que vivem esquecidos.
O poeta diz no verso o indizível,
Faz o belo surgir de qualquer canto;
Bota o riso no âmago do pranto,
E percebe o visível, no invisível.
É um ser, construído do sensível,
Pra mostrar os sentidos com encanto,
E fazer através do desencanto,
O possível, surgir do impossível.
Seu poder modifica a pedra em flor!
Faz o ódio morrer nas mãos do amor,
E se aflige, na dor dos oprimidos.
Ele enxerga, a aurora no crepúsculo,
Vê o grande oculto no minúsculo,
E é a voz dos que vivem esquecidos.
12 de fevereiro de 2008
Dicas de Leitura
Prosa
Sermão da Sexagésima, de Antonio Vieira
"E se quisesse Deus que este tão ilustre e tão numeroso auditório saísse hoje tão esenganado da pregação, como vem enganado com o pregador! Ouçamos o Evangelho, e ouçamo-lo todo, que todo é do caso que me levou e trouxe de tão longe.Ecce exiit qui seminat, seminare. Diz Cristo que «saiu o pregador evangélico a semear» a palavra divina. Bem parece este texto dos livros de Deus. Não só faz menção do semear, mas também faz caso do sair: Exiit, porque no dia da messe hão-nos de medir a semeadura e hão-nos de contar os passos. O Mundo, aos que lavrais com ele, nem vos satisfaz o que dispendeis, nem vos paga o que andais."
Leia o Sermão da Sexagésima na íntegra
Poesia
Cobra Norato, de Raul Bopp
"Um dia
ainda eu hei de morar nas terras do Sem-Fim.
Vou andando, caminhando, caminhando;
me misturo rio ventre do mato, mordendo raízes.
Depois
faço puçanga de flor de tajá de lagoa
e mando chamar a Cobra Norato.
— Quero contar-te uma história:
Vamos passear naquelas ilhas decotadas?
Faz de conta que há luar.
A noite chega mansinho.
Estrelas conversam em voz baixa.
O mato já se vestiu.
Brinco então de amarrar uma fita no pescoço
e estrangulo a cobra.
Agora, sim,
me enfio nessa pele de seda elástica
e saio a correr mundo:
Vou visitar a rainha Luzia.
Quero me casar com sua filha.
— Então você tem que apagar os olhos primeiro.
O sono desceu devagar pelas pálpebras pesadas.
Um chão de lama rouba a força dos meus passos."
Leia outros fragmentos de Cobra Norato
Sermão da Sexagésima, de Antonio Vieira
"E se quisesse Deus que este tão ilustre e tão numeroso auditório saísse hoje tão esenganado da pregação, como vem enganado com o pregador! Ouçamos o Evangelho, e ouçamo-lo todo, que todo é do caso que me levou e trouxe de tão longe.Ecce exiit qui seminat, seminare. Diz Cristo que «saiu o pregador evangélico a semear» a palavra divina. Bem parece este texto dos livros de Deus. Não só faz menção do semear, mas também faz caso do sair: Exiit, porque no dia da messe hão-nos de medir a semeadura e hão-nos de contar os passos. O Mundo, aos que lavrais com ele, nem vos satisfaz o que dispendeis, nem vos paga o que andais."
Leia o Sermão da Sexagésima na íntegra
Poesia
Cobra Norato, de Raul Bopp
"Um dia
ainda eu hei de morar nas terras do Sem-Fim.
Vou andando, caminhando, caminhando;
me misturo rio ventre do mato, mordendo raízes.
Depois
faço puçanga de flor de tajá de lagoa
e mando chamar a Cobra Norato.
— Quero contar-te uma história:
Vamos passear naquelas ilhas decotadas?
Faz de conta que há luar.
A noite chega mansinho.
Estrelas conversam em voz baixa.
O mato já se vestiu.
Brinco então de amarrar uma fita no pescoço
e estrangulo a cobra.
Agora, sim,
me enfio nessa pele de seda elástica
e saio a correr mundo:
Vou visitar a rainha Luzia.
Quero me casar com sua filha.
— Então você tem que apagar os olhos primeiro.
O sono desceu devagar pelas pálpebras pesadas.
Um chão de lama rouba a força dos meus passos."
Leia outros fragmentos de Cobra Norato
O Beco da Lama em 1501
clique na imagem para ampliar
Ilustração e texto: Franklin Serrãohttp://esquinadobeco.blogspot.com/
Antes dos poetas, antes das hebdômadas hostis de cada esquina, do lendário Câmara Cascudo, o Beco da Lama já existia. Noutra geografia, mas existia.
Sua vegetação era rasteira. Existiam aguapés secos, maceiós desgovernados.
Um gramado de restinga aprisionava a areia ao solo.
Assim, foi o beco um dia. A areia fina, grãos polidos pelo vento, cartão postal que impressionava olhos desprotegidos. Era terra de lobos vermelhos, leões de todas as cores e tamanhos, veados voadores, peixes que andavam e cavalos que nadavam.
Lembro-me da primeira vez. Do dia que venci todos os obstáculos primários e caminhei pelas ruas do Beco. Foi enfiando os pés nas areias fofas e quentes da praia que derrotei as primeiras léguas. Driblei tanto a fauna faminta quanto a flora melindrosa.
Foi chegar ao Beco pela primeira vez e ver sua alegria incomum, sua rotina que teima em surpreender.
À meia légua da desembocadura do grande rio, vi um grupo de mulheres jovens. Do estirâncio, elas observavam a geografia estrangeira que galopava lenta pela praia.
Em minha direção, resolveram caminhar. Rapidamente. Um passo majestoso, curto, ligeiro. Caminhavam ansiosamente felizes. Simplesmente caminhavam. Felizes. Assim, o grupo chegou bem próximo de mim.
Pareciam comentar sobre o achado.
Começaram a tocar-me. Seus braços e ombros esbeltos, alegremente, estudavam milímetro por milímetro do meu corpo.
Fiquei corado de vergonha. Procurei afastar-me discretamente. Não cheirava bem. Foi inútil: antes de somar alguns passos, elas me cercaram e começaram a tocar-me novamente. Sorrisos largos, seus pudores nus. Um carrossel holandês de belas mulheres girava embriago, fazia o meu sangue ferver. Elas eram lindas, seus corpos perfeitos. Pareciam amigáveis e não ligaram para o meu aspecto asqueroso de rato de navio.
Pensei ser a visão do paraíso. Um paraíso jamais imaginado. As conseqüências disso, uma ereção monumental.
Medo, euforia, prazer, dúvida? Não sei ao certo, só me lembro de salivar. Salivar muito.
Meus cabelos crespos aprisionavam suas mãos. E elas puxavam, e doía. Tocavam meus pudores, amassavam meu órgão ferido de tanta manipulação. Antes de tudo escurecer, eu apenas desfrutava, sem nada expressar.
Acordei amarrado pela cintura. Senti nos lábios um gosto adocicado de uma bebida lombrosa, misteriosa, amarga, que embaçava meus olhos.
Aos poucos, a embriaguês transformou-se em lucidez gostosa. Meu corpo estava
relaxado. Apesar do galo na cabeça dormente, meu corpo estava relaxado.
Eu podia ver mulheres e homens consumindo, até a exaustão, o precioso
néctar. As mulheres serviam-no aos homens, que bebiam e dançam. Uma
multidão.
Pintados, emplumados, com instrumentos de sons, enfeitados. Produziam um ritmo dançado por toda a tribo. Percussão e harmonia.
Corpos cobertos por penas brancas e cocares de penas vermelhas puxavam fila indiana. Fila que se estendia por centenas de metros. Ela dava voltas no entorno da aldeia. Num mesmo ritmo. Uma marcha poderosa.
As mulheres cantavam e beberam por último. Pintaram seus corpos nus, ostentaram adereços emplumados e saíram também como em procissão. A noite era toda de festa.
Vi um homem enorme que segurava um pau igualmente grande. Estendido por trás da cabeça, em posição de ataque. Fiquei sóbrio nessa hora. A corda amarrada à minha cintura nua, como um cabo de guerra, roubava-me o fôlego.
Desta vez, o tacape foi mortal.
Soube, depois, que comeram minha carne moqueada junto a ervas. Mulheres fizeram papa de mandioca, banquete de ritual.
Fui devorado para ser eterno entre eles. Para ser um deles. E acho isso bom.
Sob uma única condição, pesa pequeno fardo: em troca, uma maldição guia meu espírito pelos tempos, não tenho escolha: sempre quero voltar e tem que ser para o mesmo lugar do ritual: todas as vezes, nascer, viver e morrer no Beco da Lama.
Sua vegetação era rasteira. Existiam aguapés secos, maceiós desgovernados.
Um gramado de restinga aprisionava a areia ao solo.
Assim, foi o beco um dia. A areia fina, grãos polidos pelo vento, cartão postal que impressionava olhos desprotegidos. Era terra de lobos vermelhos, leões de todas as cores e tamanhos, veados voadores, peixes que andavam e cavalos que nadavam.
Lembro-me da primeira vez. Do dia que venci todos os obstáculos primários e caminhei pelas ruas do Beco. Foi enfiando os pés nas areias fofas e quentes da praia que derrotei as primeiras léguas. Driblei tanto a fauna faminta quanto a flora melindrosa.
Foi chegar ao Beco pela primeira vez e ver sua alegria incomum, sua rotina que teima em surpreender.
À meia légua da desembocadura do grande rio, vi um grupo de mulheres jovens. Do estirâncio, elas observavam a geografia estrangeira que galopava lenta pela praia.
Em minha direção, resolveram caminhar. Rapidamente. Um passo majestoso, curto, ligeiro. Caminhavam ansiosamente felizes. Simplesmente caminhavam. Felizes. Assim, o grupo chegou bem próximo de mim.
Pareciam comentar sobre o achado.
Começaram a tocar-me. Seus braços e ombros esbeltos, alegremente, estudavam milímetro por milímetro do meu corpo.
Fiquei corado de vergonha. Procurei afastar-me discretamente. Não cheirava bem. Foi inútil: antes de somar alguns passos, elas me cercaram e começaram a tocar-me novamente. Sorrisos largos, seus pudores nus. Um carrossel holandês de belas mulheres girava embriago, fazia o meu sangue ferver. Elas eram lindas, seus corpos perfeitos. Pareciam amigáveis e não ligaram para o meu aspecto asqueroso de rato de navio.
Pensei ser a visão do paraíso. Um paraíso jamais imaginado. As conseqüências disso, uma ereção monumental.
Medo, euforia, prazer, dúvida? Não sei ao certo, só me lembro de salivar. Salivar muito.
Meus cabelos crespos aprisionavam suas mãos. E elas puxavam, e doía. Tocavam meus pudores, amassavam meu órgão ferido de tanta manipulação. Antes de tudo escurecer, eu apenas desfrutava, sem nada expressar.
Acordei amarrado pela cintura. Senti nos lábios um gosto adocicado de uma bebida lombrosa, misteriosa, amarga, que embaçava meus olhos.
Aos poucos, a embriaguês transformou-se em lucidez gostosa. Meu corpo estava
relaxado. Apesar do galo na cabeça dormente, meu corpo estava relaxado.
Eu podia ver mulheres e homens consumindo, até a exaustão, o precioso
néctar. As mulheres serviam-no aos homens, que bebiam e dançam. Uma
multidão.
Pintados, emplumados, com instrumentos de sons, enfeitados. Produziam um ritmo dançado por toda a tribo. Percussão e harmonia.
Corpos cobertos por penas brancas e cocares de penas vermelhas puxavam fila indiana. Fila que se estendia por centenas de metros. Ela dava voltas no entorno da aldeia. Num mesmo ritmo. Uma marcha poderosa.
As mulheres cantavam e beberam por último. Pintaram seus corpos nus, ostentaram adereços emplumados e saíram também como em procissão. A noite era toda de festa.
Vi um homem enorme que segurava um pau igualmente grande. Estendido por trás da cabeça, em posição de ataque. Fiquei sóbrio nessa hora. A corda amarrada à minha cintura nua, como um cabo de guerra, roubava-me o fôlego.
Desta vez, o tacape foi mortal.
Soube, depois, que comeram minha carne moqueada junto a ervas. Mulheres fizeram papa de mandioca, banquete de ritual.
Fui devorado para ser eterno entre eles. Para ser um deles. E acho isso bom.
Sob uma única condição, pesa pequeno fardo: em troca, uma maldição guia meu espírito pelos tempos, não tenho escolha: sempre quero voltar e tem que ser para o mesmo lugar do ritual: todas as vezes, nascer, viver e morrer no Beco da Lama.
11 de fevereiro de 2008
Informes Literários
3,4 milhões de livros para 17 mil bibliotecas
Bibliotecas de 17.049 escolas públicas de ensino médio receberão 3,4 milhões de livros entre obras de referência, de pesquisa e literários. Os títulos serão distribuídos pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola para o Ensino Médio (Pnbem), uma das ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado em abril de 2007. Cada acervo é composto de 139 títulos, selecionados pela Secretaria de Educação Básica (SEB) e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
Bibliotecas de 17.049 escolas públicas de ensino médio receberão 3,4 milhões de livros entre obras de referência, de pesquisa e literários. Os títulos serão distribuídos pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola para o Ensino Médio (Pnbem), uma das ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado em abril de 2007. Cada acervo é composto de 139 títulos, selecionados pela Secretaria de Educação Básica (SEB) e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
Clique aqui para saber mais.
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Olimpíada de Língua Portuguesa
A partir do dia 19 de fevereiro estarão abertas, para seis milhões de alunos das escolas públicas, as inscrições para a 1ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. Além de levar os estudantes a reforçarem seus estudos, a olimpíada terá investimentos na formação de professores e atividades como oficinas de leitura e encontros estaduais, regionais e nacional. O tema central será “O lugar onde vivo”, que poderá ser desenvolvido em forma de poesia, memória e artigo de opinião. Para ajudar os alunos a se preparar, os professores receberão um Caderno de Orientação do Professor, com idéias para discutir a temática em sala de aula.
A partir do dia 19 de fevereiro estarão abertas, para seis milhões de alunos das escolas públicas, as inscrições para a 1ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. Além de levar os estudantes a reforçarem seus estudos, a olimpíada terá investimentos na formação de professores e atividades como oficinas de leitura e encontros estaduais, regionais e nacional. O tema central será “O lugar onde vivo”, que poderá ser desenvolvido em forma de poesia, memória e artigo de opinião. Para ajudar os alunos a se preparar, os professores receberão um Caderno de Orientação do Professor, com idéias para discutir a temática em sala de aula.
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As mais belas livrarias do mundo
O jornal inglês The Guardian publicou no começo de janeiro uma lista do que considera as dez livrarias mais bonitas de todo o mundo. A mais bela, na opinião do crítico Sean Dodson, é uma livraria holandesa instalada em uma igreja antiga da cidade de Maastricht. Logo em seguida vem El Ateneo, livraria de Buenos Aires montada onde antes era um teatro. Em terceiro, a Livraria Lello, do Porto. Em quarto, Secret Headquarters, de Los Angeles. E em quinto, a escocesa Borders.
O jornal inglês The Guardian publicou no começo de janeiro uma lista do que considera as dez livrarias mais bonitas de todo o mundo. A mais bela, na opinião do crítico Sean Dodson, é uma livraria holandesa instalada em uma igreja antiga da cidade de Maastricht. Logo em seguida vem El Ateneo, livraria de Buenos Aires montada onde antes era um teatro. Em terceiro, a Livraria Lello, do Porto. Em quarto, Secret Headquarters, de Los Angeles. E em quinto, a escocesa Borders.
Clique aqui para conferir a lista completa.
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Feria Internacional del Libro Cuba 2008
Começa nesta quarta, dia 13 de fevereiro, a 17ª Feira Internacional do Livro de Havana. Além de Parque Morro-Cabaña, sua sede tradicional, a feira se estenderá por outros cinco pontos de Havana, além de 44 livrarias de 15 municípios da região. No dia 24 de fevereiro, a primeira etapa é finalizada e é então levada a outras 40 cidades cubanas, encerrado-se no dia 9 de março.
Começa nesta quarta, dia 13 de fevereiro, a 17ª Feira Internacional do Livro de Havana. Além de Parque Morro-Cabaña, sua sede tradicional, a feira se estenderá por outros cinco pontos de Havana, além de 44 livrarias de 15 municípios da região. No dia 24 de fevereiro, a primeira etapa é finalizada e é então levada a outras 40 cidades cubanas, encerrado-se no dia 9 de março.
Para acessar o site oficial da feira, clique aqui.
Circuito de feiras literárias - fevereiro 2008
XVII Feira Internacional do Livro de Havana (Cuba)
De 13 a 24 de fevereiro
http://www.cubaliteraria.com/
Confissões de Uma Vaidade a Luz do Farol
Por Alexandro Gurgel“Minha Vaidade se desenvolveu e aprendi o gosto pelo poder. A Vaidade era exclusivamente para desfrute meu, nunca demonstrando aos outros. Meu prazer em ter poder não era ostentá-lo. Acabei tendo tanto poder na cidade que cheguei a provocar a derreta nas eleições do candidato a prefeito mais popular, pelo exclusivo gosto de exercer meu poder contra alguém que não me reverenciava como eu achava que deveria e como esperava de todos”.
(Padre Eusébio)O livro Diário do Farol, de João Ubaldo Ribeiro, é o relato das memórias de um padre inescrupuloso, que entre a casa da fazenda onde nasceu, o seminário, a sua vida clerical, a paróquia e os cárceres da ditadura, usa seu poder de persuasão para praticar maldades com requinte de crueldade extrema. Tudo sob o olhar de uma mãe morta, cuja voz misteriosa encaminha suas atitudes para os mais inusitados desfechos malignos. De início, sob o pretexto de vingar maus-tratos do pai ocorrido na infância, posteriormente, seus métodos de vingança tornam-se ainda mais sofisticados, devido ao desprezo de uma mulher.
O protagonista da narrativa é um pároco de 60 anos, que se exila numa ilha onde construiu um farol, usando o isolamento para escrever suas memórias. O padre vai confessando seu “pecados” devagar ao leitor, descrevendo uma realidade subjetiva onde o Bem e o Mal confundem-se quando conceitos estabelecidos por uma sociedade tacanha entram em conflitos com os meios utilizado pelo padre para realizar sua vingança.
Nesse estado psicológico, o padre Eusébio tentar se justificar de qualquer noção de culpa. Para ele, não há transgressão de regras. A interpretação a sua maneira dos dogmas católicos são usados como justificativa na execução dos seus intentos. Não por acaso, o farol de sua ilha chama-se Lúcifer, “aquele que detém a Luz”. Na visão do (anti) héroi, o farol se projeta muito além do espaço que lhe é dedicado: “Lúcifer, O Que Traz a Luz. A cessação de toda a especulação baldada sobre o Bem e o Mal, a noção salvadora de que o Universo é indiferente e nos foi negado a Luz”, justifica o padre em seu relato.
O protagonista utiliza a maldade como opção preferencial, devido aos maus-tratos sofridos na infância, para romper barreiras e preconceitos. Alguns elementos da narrativas levam o leitor a justificar as ações do padre por causa da infância infeliz, que teve um pai extremamente cruel, servindo como único modelo. O próprio narrador corrobora essa interpretação.
Sobre o perfil psicológico do personagem, o autor declara em entrevista à revista Cult que quis criar um padre que se tornou torturador e que acha que a atitude foi íntegra e o levou a salvar o povo. “O personagem determinou o fim da narrativa quando ele satisfez a sua vaidade, que escreve com letras maiúsculas”, afirmou João Ubaldo Ribeiro.
De acordo com o autor, o livro estabelece a possibilidade para que o leitor perceba que um sistema pode transformar um jovem e fazê-lo se envolver a ponto de se transformar em um monstro. “No fundo, chego à constatação de que vivemos numa sociedade em que o Mal pode prosperar a qualquer momento. Os agentes do Mal estão aí, na política, no cotidiano”, disse o escritor.
Fazendo uma análise crítica do livro, no site Observatório da Imprensa, o colunista Clark Quente escreve que o leitor não encontrará no livro Diário do Farol a história de um personagem que escolheu o caminho do Mal a partir de uma convicção íntima, de uma visão filosófica da vida, assumida como sua, autônoma, independente e indeterminada por qualquer tipo de pressão externa.
O jornalista justifica seus argumentos lembrando que Maquiavel (citado pelo narrador no texto) tenha alegado traumas infantis para justificar sua filosofia de vida e suas práticas políticas. “Ao contrário, o pensador assumiu de um modo adulto os seus valores, ainda que fossem opostos à moral vigente no seu tempo”, justifica.
Alguns teóricos literários, professores universitários, estudiosos e intelectuais defendem a idéia que nossos romancista estão fugindo, aos poucos, ao estilo modernista de escrever. Nessa aurora do século vinte um, vivenciamos uma literatura pós-moderna onde o Mal é um elemento forte do enredo e constrói argumentos significantes na elaboração do romance. O protagonista de João Ubaldo não se constitui num perfeito símbolo do Mal, mas num símbolo do Bem que não teve oportunidade de desabrochar.
Um padre, assim como qualquer cidadão ocidental, é parte de uma sociedade contemporânea, cuja hipocrisia impera nas relações humanas, deixando aberta a ferida da Vaidade, onde o autor explora com brilhantismo o lado mal do protagonista. Um mal que – posto em tormento e prazer como só é possível por meio de uma arte como a literatura – está no meio social, levando o leitor a refletir sobre a condição social e humana. Um Mal na sua essência, que nada tem para esconder, maquiar ou denunciar, mas que encontra solo fértil na sociedade e no sistema político atual.
João Ubaldo Ribeiro:
Diário do Farol
Nova Fronteira.
Rio de Janeiro, 2002.
304 páginas
8 de fevereiro de 2008
“Esquina do Continente” – Expedição Fotográfica
Quando as águas de marços chegarem para fechar o verão 2008, a Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) aproveita a luz dos últimos raios de sol dessa estação para fazer um passeio fotográfico ao Litoral Norte do Estado.
Imensos coqueirais, enormes falésias, dunas móveis, praias deslumbrantes e patrimônios históricos formam o roteiro escolhido pelos fotógrafos potiguares para uma expedição fotográfica que acontecerá no dia 02 de março.
De Pititinga à Touros, a “Esquina do Continente” reserva imagens suntuosas de um litoral encantado de beleza e história.
Expedição Fotográfica – Litoral Norte
Pititinga – Perobas – Carnaubinha – Touros
Data: 02 de março de 2008.
Saída: 06h00
Local: Practical Cursos (por trás da Igreja do Galo)
Valor: R$ 35,00 (carro tipo besta com ar)
Reservas: 3211-5436 ou 8817-3359 (vagas limitadas)
ATRAÇÕES
Touros
Com acesso pela BR 101, situado a 106 km de Natal, o município de Touros abriga o primeiro registro da posse dos Portugueses na costa brasileira. Datado de 1501, o marco de Touros é um Patrimônio Nacional. Entre as atrações de Touros encontramos o Farol do Calcanhar (maior farol da América Latina, seu artesanato, a Igreja do Bom Jesus dos Navegantes, além de quilômetros de praias.
Carnaubinha
Formada por uma típica vila de pescadores é impossível não se apaixonar pelos coqueirais e pelo mar calmo de águas claras de Carnaubinha. A paz reina neste pedaço de paraíso esquecido no litoral norte-rio-grandense, já que é uma praia semi-deserta.
Perobas
Uma praia absolutamente simples. Ingênua. Deserta. Esverdeada por tantos coqueiros e alva, pela grande extensão de areia onde poucos pisam. E envolvente, claro, pela própria atmosfera que une pescadores, veranistas, nativos e pouquíssimos turistas. Para muitos, é simplesmente a mais bela praia do Rio Grande do Norte.
Pititinga
O avanço do mar já destruiu várias casas, cujas ruínas estão na beira do mar de Pititinga, formando um contraste com a beleza da praia. O complexo de cata-ventos, feitos para explorar energia eólica, rasga a paisagem com monstros de aço, que podem ser vistos de longe.
Imensos coqueirais, enormes falésias, dunas móveis, praias deslumbrantes e patrimônios históricos formam o roteiro escolhido pelos fotógrafos potiguares para uma expedição fotográfica que acontecerá no dia 02 de março.
De Pititinga à Touros, a “Esquina do Continente” reserva imagens suntuosas de um litoral encantado de beleza e história.
Expedição Fotográfica – Litoral Norte
Pititinga – Perobas – Carnaubinha – Touros
Data: 02 de março de 2008.
Saída: 06h00
Local: Practical Cursos (por trás da Igreja do Galo)
Valor: R$ 35,00 (carro tipo besta com ar)
Reservas: 3211-5436 ou 8817-3359 (vagas limitadas)
ATRAÇÕES
Touros
Com acesso pela BR 101, situado a 106 km de Natal, o município de Touros abriga o primeiro registro da posse dos Portugueses na costa brasileira. Datado de 1501, o marco de Touros é um Patrimônio Nacional. Entre as atrações de Touros encontramos o Farol do Calcanhar (maior farol da América Latina, seu artesanato, a Igreja do Bom Jesus dos Navegantes, além de quilômetros de praias.
Carnaubinha
Formada por uma típica vila de pescadores é impossível não se apaixonar pelos coqueirais e pelo mar calmo de águas claras de Carnaubinha. A paz reina neste pedaço de paraíso esquecido no litoral norte-rio-grandense, já que é uma praia semi-deserta.
Perobas
Uma praia absolutamente simples. Ingênua. Deserta. Esverdeada por tantos coqueiros e alva, pela grande extensão de areia onde poucos pisam. E envolvente, claro, pela própria atmosfera que une pescadores, veranistas, nativos e pouquíssimos turistas. Para muitos, é simplesmente a mais bela praia do Rio Grande do Norte.
Pititinga
O avanço do mar já destruiu várias casas, cujas ruínas estão na beira do mar de Pititinga, formando um contraste com a beleza da praia. O complexo de cata-ventos, feitos para explorar energia eólica, rasga a paisagem com monstros de aço, que podem ser vistos de longe.
7 de fevereiro de 2008
Kengas e outros cocos
Alexandro Gurgel
O portal de notícias NoMinuto fez uma convite para que este blogueiro publicasse algumas fotos das Kengas naquele espaço.Veja a exposição: As Kengas pelo olhar de uma lente
Versos de Marcelo Camelo
Todo o carnaval tem seu fim
Deixa eu brincar de ser feliz,
Deixa eu pintar o meu nariz.
Circulo vicioso
Vai transar? O governo dá camisinha.
Já transou? O governo dá pílula do dia seguinte.
Engravidou? O governo dá o aborto.
Teve filho? O governo dá o Bolsa Família.
Tá desempregado? O governo dá Bolsa Desemprego.
Vai fazer vestibular? O governo dá o Bolsa Cota.
Não tem terra? O governo dá o Bolsa Invasão e ainda te aposenta.
Expedição Fotográfica
Em janeiro, a Associação Potiguar de Fotografia proporcionou uma expedição fotográfica em Ceará Mirim. O fotógrafo Martins captou uma série de fotos da cidade. Para ver o olhar de Martins sob a cidade, clique AQUI.Workshop fotográfico
O craque da fotografia Altair Hoppe vem à Natal para ministrar um workshop nos dias 16 e 17 de maio. Para mais informações, clique AQUI.
Curso de fotografia em Natal
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Papangu na Rede
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6 de fevereiro de 2008
Os Cão da Redinha
Foto: AG Sued
Um dos carnavais mais animados do Rio Grande do Norte aconteceu na praia da Redinha. A ponte Newton Navarro facilitou a travessia do Rio Potengi para os foliões que foram conhecer a festa numa das praias mais famosas de Natal. Do sábado de Zé Pereira até a quarta-feira de Cinzas não faltou animação pelas ruas ao som de bandas de frevos e trios elétricos.Com o lema “Cão de verdade só mela quem tá melado”, o tradicional bloco “Os Cão” saiu pelas ruas da Redinha arrastando uma multidão de melados de lama, na terça-feira de carnaval. O eletricista José Luiz França, há 20 anos brinca nos Cão e estava a frente da campanha de conscientização para que os membros do bloco não melassem as pessoas que estavam assistido.
Os foliões que brincaram na troça “Os Cão” começaram a chegar cedo ao mangue. Às 9 horas da manhã já havia gente tomando banho de lama. Gente de todas as idades participou da folia e até o Rei Momo estava todo “fantasiado” de cão, com lama até na sua coroa real. “Esse é um carnaval democrático e venho todos os anos para participar”, disse o Rei. O Carnaval de Natal foi encerrado na quarta-feira de cinzas com a saída do bloco “Baiacu na Vara”, na Praia da Redinha.
Revista Papangu - Edição de Aniversário
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Os papangus apresentam o número 48 desta que virou o xodó da imprensa potiguar e que, em pleno carnaval, fez aniversário. São quatro anos de muito bom humor, cultura, informação e entretenimento. E, mesmo com o carnaval chegando ao final, os papangus continuam “soltos na buraqueira” ao lado do leitor comemorando a conquista dessa importante marca.
Para começar com o astral lá em cima, a nossa chamada de capa é “A ciranda do “vote em mim”. Sabe como é, ano de eleição e o bloco de pré-candidatos também está na rua. O tititi é grande, com candidatos para todos os gostos. Entretanto, a maioria anda sambando sem o samba tocar.
No “Autores e Obras”, o bibliófilo Meireles, discorre sobre o “Diário I”, de Lúcio Cardoso; “O Rei do Baião e Santa Luzia”, de Kydelmir Dantas, está no Papangusando; Patrício Jr., dos Jovens Escribas, está na seção Conto; Tullio Andrade, dos Verborrágicos, chega-nos com o Artigo; E o troféu vai para... Ninguém esperava que isso pudesse acontecer. Mas, todos já queriam ter dado o “troféu Papangu” para: os papangus.
No Talento Potiguar, “Tocando (bem) a vida pra frente”, assinado pelo publicitário Igor Rosado, que esteve com os estudantes da Casa Talento Petrobras, e conta-nos um pouco mais do papel que a Casa exerce sobre os jovens, quase quinhentos.
Alexandro Gurgel assina a matéria em destaque no Estado: “Caraúbas, a beleza bucólica de um sertão encantado”. Alex fala sobre essa cidade que causa alumbramentos instantâneos naqueles que se aventuram em uma visita descabida à região do médio oeste potiguar. Alexandro que também assina o Especial discorrendo sobre “O Sêbado e a confraria daquele sábado”. Nas manhãs de sábado em Mossoró, o dentista Marcos Almeida abre as portas do “Sêbado” — uma corruptela para sebo aos sábados — a fim de receber os amigos e clientes em volta de uma grande mesa, onde acontece declamação de poesia, uma roda de samba e muita conversa sem fim.
Clauder arcanjo entrevistou para a nossa edição de aniversário o jornalista e escritor Murilo Melo Filho. Um norte-rio-grandense que partiu pelo mundo afora, e lá se encontrou com reis, príncipes, rainhas e chefes de Estado, entrevistando-os e sendo por eles recebido. Imperdível.
No espaço reservado à poesia, a sensibilidade poética de Clauder Arcanjo, Joan Edessom de Oliveira, Francisco Miguel de Moura, Helena Kolody e J. saddock de Albuquerque.
Sambando estão os papangunistas David de Medeiros Leite, Antônio Alvino, Damião Nobre, Raildon Lucena, Cefas Carvalho, Antonio Capistrano, Túlio Ratto e Yasmine Lemos, na pequena notável da imprensa potiguar em seu quarto carnaval.
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Aonde encontrar a Papangu em Natal:
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Banca Tio Patinhas (avenida Rio Branco, centro)
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Banca do Tôta (próximo ao CCAB Norte, Petrópolis)
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Livraria Siciliano (Midway Mall e Natal Shopping)
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Banca Nordestão (aveida Airton Senna, próximo ao viaduto de Ponta Negra)
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Banca Nordestão (avenida Salgado Filho, em frente a Faculdade de Odontologia)
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