30 de abril de 2008

Fotografando a história natalense

Expedição Forte Redinha
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Na manhã do próximo sábado, dia 03 de maio, uma expedição fotográfica vai percorrer um pedaço da história natalense. O grupo começará a fotografar a Fortaleza dos Reis Magos de todos os ângulos, um dos mais importantes monumentos da história norte-riograndense. A suntuosa Ponte Newton Navarro também será alvo dos cliques, um contraste tecnológico rasgando o Rio Potengi.
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O roteiro fotográfico terá seu ponto culminante na praia da Redinha, onde o grupo pretende captar as paisagens marinhas, as igrejas, a vila, além dos aspectos do povo que freqüenta a praia. Um peixe-frito com tapioca no Mercado Público será o tempero para um dia de confraternização entre os fotógrafos natalenses, após uma manhã de epifanias fotográficas.
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A Expedição Fotográfica Forte-Redinha é um evento realizado pela Associação Potiguar de Fotografia em parceria com o Practical Curso de Fotografia e tem como objetivo agregar os fotógrafos em torno do mesmo prazer, enquanto captam a essência dos pontos históricos natalenses. Para os alunos do Practical, será uma aula de campo com pauta definida e obrigatória. Para os demais participantes, a pauta é livre.
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Não haverá cobrança de nenhum tipo de taxa e a participação é livre para quem tiver interesse em se juntar ao grupo. A concentração será no Practical Cursos de Fotografia (localizado por trás da Igreja do Galo, centro da cidade), a partir das 8h30. A expedição acontecerá com sol ou chuva. O evento só será cancelado se houver uma grande tromba d’água, como ocorreu na semana passada.
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Veja as fotos das últimas Expedições Fotográficas:
http://www.flickr.com/photos/practical-fotos/
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Mais informações: 3211-5436 ou 8817-3359
alex-gurgel@oi.com.br
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28 de abril de 2008

Feiras Literárias

Feiras Nacionais
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Feira Catarinense do Livro, Florianópolis
30 de abril a 10 de maio
comunica@cclivro.org.br
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Feira Nacional do Livro de Jequié -BA
1º a 04 de maio
www.celeitura.com.br/
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2° Salão do Livro do Sul Mineiro
07 a 10 de maio - Pouso Alegre – MG
http://www.visualaudio.com.br/
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4º Salão do Livro de Tocantins
9 a 18 de maio – Palmas - TO
http://www.rpsfeiras.com.br/
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Bienal do Livro de Minas Gerais
15 a 25 de maio – Belo Horizonte - MG
http://www.bienaldolivrominas.com.br/
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10º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens
21 de maio a 1º de junho
http://www.fnlij.org.br/
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Feiras Internacionais
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XI Feria Internacional del Libro de Santo Domingo (República Dominicana)
21 de abril a 4 de maio
www.ferilibro.com/2k7/index.php
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Feira Internacional do Livro de Buenos Aires
24 de abril a 12 de maio
http://www.el-libro.org.ar/
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21ª Feira Internacional do livro de Bogotá
23 de abril a 5 de maio
http://www.feriadellibro.com/
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Feira Internacional do Livro de Turim (Itália)
8 a 12 de maio
http://www.fieralibro.it/
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Feira Internacional do Livro, Imprensa e Multimídia (Suíça)
30 de abril a 4 de maio – Geneva
http://www.salondulivre.ch/
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21ª Feira Internacional do Livro de Teerã (Irã)
2 a 12 de maio
www.eventseye.com/fairs/trade_fair_event_3626.html
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Feira Internacional do Livro da Nigéria
5 a 8 de maio
http://www.nibf.org/
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Feira Internacional do Livro de Skopje (Macedônia)
7 a 12 de maio
http://www.skopjefair.com.mk/

Curso de Fotografia em Natal

clique no cartaz para ampliar
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Carta da Fazenda Pitombeira e as notícias da chuva no sertão do Seridó

- Nessa manhã de final de abril, recebo uma carta eletrônica do amigo Marcos Nepomuceno dando notícias da Fazenda Pitombeira, na Ribeira do Acari, e as chuvas em território seridoense. Vejam que maravilha:

"Rapaz, é muita agua. O sertão virou mar. Tive viajando pelo interior do Estado, visitando as sangrias dos açudes. Pra nós matuto véi beradeiro é de encher os ói de lágrima. O povo tá que é uma felicidade só. É festa pra tudo que é gosto nas paredes dos açudes. E tome forró, banho de chuva, de bica, de açude.... os modelos são dos mais variados: é veia de vestido, moiando os pé, uns véi mais afoito cum as calças enroladas até os 'jueios', tem uns muleques fera nos frexeiros e nos cangapés, uns biquinis bom de se oiá e uns nem tanto... a cahaça com imbu rola solta, o tira gosto de peba é iguaria fina, repartida reservadamente cuns amigos. Aparece uma galinha torrada com farinha que um cumpadre amostrado trás numa 'tapeuer' onde o convidado tem a preferência pela moela. Tem vendedor de tudo e é todo mundo muiado e cum fri, os beiço roxo, a ponta dos dedos engilhadas mas, ninguém arreda o pé. Mas amigo, o que não se ver é pedinte. 'Essmolé' tem não. O povo ainda tem vergonha e vontade de trabaiá. Tem uns priguiçoso é verdade. Culpa desses programas do governo, mode ganhá a eleição.
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A fartura é certa. Já tem 'milho embonecando' e cozinhado de feijão colhido na hora, daqueles que o amigo tem plantado no 'Terreiro da Infância'.
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1) O Gargalheira fazia muito tempo que não sangrava (foto tirada por esse retratista que vos reporta) lavou com mais 1 metro. A agua foi toda renovada. Beleza pura.
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2) Currais Novos o 'Dourado' tinha mais de 13 anos que não molhava o sangrador. Resultado: o Rio desceu de barreira a barreira e povão lá na ponte apreciando a natureza.
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3) O açude Boqueirão de Parelhas também esborrotou. Agua muita, e povão lá, agradecendo a Deus e ao Santo de Devoção.
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4) E o Itans, lá em Caicó. É mundão dágua que faz medo. Deve de ter sido uma promessa muito boa pro mode incher um bicho daquele. A zoada do sangrador é ouvida de longe.
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5) A barragem do Açu (ou é Assu?) botou dois metros de lambuja. A água desceu ligeira e braba alagando todo o vale. As plantações tudo perdida. Cidades alagadas. É prejuizo grande e é calamitosa a situação. Vai enricar um punhado de safado com essa 'estória' de recursos federais. Fazer o que, né!!!
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6) E pra encurtar a prosa, todo esbarro dágua do pequeno ao graudo encheu e esborrotou. E teve uns que num aguentaram o tranco e 'arrombou' como se diz por essas bandas, e lá se foi a água embora e junto com ela a tristeza, pois, sertanejo puro, não blasfema contra os desejos de Deus. Conformado, apenas reza e agradece.

Lembra da Súplica Cearense?
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Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair sem parar
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Oh! Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso o sol arretirou
Fazendo cair toda a chuva que há
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Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho
Pedir pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta no chão
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Oh! Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe,
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração
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Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar
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Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
Que sempre queimou o meu Ceará.
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Na Pitombeira é só alegria. O pasto tá cum a rama alta, agua por todo canto e em todo canto um encanto (papo isquisito né??). Mas, é verdade. É mocó, siriema, passarinho de todo tipo (proibido caçar - acredite é verdade), nambú.... a natureza se transforma, a alegria é contagiante. E tem também cachaça gelada, boi na invernada, casa arrumada, carne assada na lenha de angico, coalhada com rapadura, guiné torrado.... tem também amizade das boas, traquejada na sinceridade e despojada de interesse.
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Se for feito as almas da Pitombeira, quando quiser apareça, é sempre bem vindo. E traga toda a famia, mode ver cumo um pobe passa bem.
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No mais é agradecer a Deus por tudo.
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Um abraço."
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Marco da Pitombeira

27 de abril de 2008

Fotografia e poesia

Foto: Alexandro Gurgel
Dias de sede verde
Rosa de França
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Eram pés secos,
Miúdos e lentos.
Calor que encerra os olhos,
Dias de inferno adentro!
-------------Eram mãos duras,
-------------De pó, minha herança.
-------------Calor que encerra os lábios,
-------------Dias de pouca esperança!
Eram olhos justos,
De mansa coragem.
Calor que encerra as cores,
Dias de longa viagem.
-------------Era solitária sombra,
-------------Cheia de verde encanto.
-------------Calor que rodeia o forte
-------------Dias de acalanto.

A Poesia Barroca de Chico Ivan - ENTREVISTA

Por Alexandro Gurgel
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Francisco Ivan, o poeta, o professor, o quase padre, nascido em Currais Novos a 27 de junho de 1946. A vinda de Francisco Ivan para Natal se deu na década de 1960, quando veio cursar o clássico no seminário São Pedro. E aqui permaneceu dando aulas nos colégios Marista e Winston Churchill e na antiga Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte, até ir, na década de 1970, para a UFRN. Professor do Curso de Letras da UFRN, autor de três livros de poesia, aos 55 anos de idade Francisco Ivan não hesita, a poesia é o seu caminho, nada mais o desviará: "Eu não quero outra coisa a não ser a poesia. A poesia para mim é um sacerdócio." Estudioso em literatura clássica, Chico Ivan é um apaixonado pelas obras de Homero, Joyce, Fernando Pessoa, entre outros autores da literatura ocidental. Em 1980, recebeu o Prêmio de Poesia da Fundação José Augusto, pelo livro "Persona: uma face perversa".
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No início dos anos 1960, o senhor cursou o Seminário de São Pedro com intenção de ser padre. O que o fez mudar de idéia?
O destino! Nós temos uma sina, um destino! Sair do altar. Eu tinha intenção de ser padre, é verdade. Sair do altar e ir para a poesia, eu não vejo muita diferença. O sacerdócio e o poeta estão muito juntos. Nunca devemos esquecer de que os poetas criaram a religião. Homero criou a religião. Não existe religião pagã. Ao mesmo tempo, eu tenho uma nostalgia, o sacerdócio pra mim continua sendo uma coisa muito sublime, mesmo com a degenerência que está acontecendo dentro do sacerdócio católico, mas mesmo assim eu considero uma coisa muito sublime, porque eu tenho nostalgia do altar. Eu sou uma espécie de anjo que caiu, eu estou ainda derrubado. Uma espécie de Lúcifer! Eu abri o sacrário e caí do altar, isso é um troço pesado.
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Em que momento o senhor descobriu a poesia? E quais foram seus primeiros alumbramentos poéticos?
A poesia me descobriu. Dentro do Seminário a gente lia muito. Eu faço poesia por hobby. Poesia para mim é um diletantismo! Eu não sou um poeta que ganha da publicação de livro, faço poesia de graça. Eu diria melhor: eu tenho o dom da graça dos poetas. Eu faço poesia gratuita. No Seminário de Caicó, nós tínhamos o chamado dia de leitura livre, era exatamente as quintas-feiras, a gente tinha direito de fazer leitura livre, fora do currículo das aulas de Latim. Então a gente lia grandes romancistas como José de Alencar, João Cabral de Melo Neto e outros. Eu lia Homero permanentemente e lia Virgílio em Latim, lia Ovídio, então a poesia já estava em minha vida. Eu nasci com isto. No Seminário nós tínhamos uma academia, Academia Padre Anchieta, e eu era membro dessa academia, ocupava a cadeira chamada Dom Marcolino. Nós nos reuníamos e discutíamos questões literárias em assembléias. Cada um recitava e tínhamos contato direto com a poesia de Cecília Meirelles, João Cabral, Drummond - eram poetas que nós conversávamos diariamente dentro do Seminário.
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Na década de 1970, o senhor encontrou o poeta concreto Haroldo de Campos quando o senhor foi fazer o doutorado em Comunicação e Semiótica na PUC, em São Paulo. De que forma a Poesia Concreta o influenciou?
Sua pergunta é linda, é bela, é pensada, é estudada. O maior acontecimento da vida de um poeta é encontrar aquele outro poeta que ele admira. Foi fascinante poder encontrar Haroldo de Campos e, Décio Pignatari que orientou inclusive minha tese de mestrado. O encontro com Haroldo de Campos foi uma epifânia. Eu não diria a Poesia Concreta, eu nunca fui de vanguardismo. Nesse momento inclusive eu tinha aula com eles e eles já faziam crítica à Poesia Concreta, eles não gostavam de serem chamados de poetas concretistas, eles faziam crítica a isso e Haroldo de Campos já estava traduzindo Dante Aligueri. Não diria que a Poesia Concreta me influenciou. Eu andei contra a corrente, nunca gostei dos "ismos", do modismo, do vanguardismo. Pra mim a novidade é sempre aquilo que se faz, por exemplo, qual a novidade de um poema meu? A novidade de um poema meu é o poema. O tema, o objeto do poema, talvez já tenha sido abordado por outros poetas, mas a novidade é o meu poema, pouco importa o vanguardismo. Mas eles como Poetas Concretos foram concretos em minha vida.
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O senhor é um dos professores entusiasmados pelo Barroco. Em seu livro "A Chave Azul", alguns poemas trazem a forma barroca. O senhor se considera um poeta barroco?
Eu me considero. Sobretudo estou ligado à tradição. É ser do Nordeste, é ser, e como poeta é estar pisando um solo essencialmente barroco. Eu estudo barroco faz trinta anos, então naturalmente os poetas barrocos falam por dentro de mim, já não sou eu quem falo. Eu leio muito Góngora, eu leio Gregório de Matos, meus poemas eu copio, eu faço plágio de poemas de Gregório de Matos, propositadamente, intencionalmente. Sou um poeta barroco, até por tradição. A poesia do Nordeste - quando eu falo de poesia nordestina, eu quero falar de João Cabral de Melo Neto - está ligada diretamente à Espanha. A Espanha e o Nordeste é o terreno onde pisa João Cabral de Melo Neto e uma das paixões de minha vida.
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De acordo com o professor de Literatura Potiguar, Tarcísio Gurgel, em seu livro "Informação da Literatura Potiguar", o poeta Fernando Pessoa o motivou a escrever seu primeiro livro "Persona, Uma Face Perversa". Qual é a influência do poeta português?
Imensa! A começar pelo nome Persona, é pessoa, aliás, um poeta que eu li muito na juventude. Eu lia Fernando Pessoa nos bares. Nos anos 1960 andávamos nos bares de Natal com o livro de Fernando Pessoa na Mão. A obra completa. Líamos, discutíamos, recitávamos, gritávamos o nome de Fernando Pessoa. A influência de Fernando Pessoa é grande. Não só em Persona, mas todos os meus livros têm essa marca de Fernando Pessoa. Estive em Portugal duas vezes e durante as duas vezes visitei o túmulo dele, fiz poemas diante do túmulo dele e sou fã de Fernando Pessoa. Persona está cheio disso, mas não só Pessoa, Persona tem antes de tudo Augusto dos Anjos.
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Atualmente o senhor é um dos grandes estudiosos da obra de James Joyce no Brasil, principalmente o livro Ulisses. Como aconteceu essa paixão?
Meu contato com Ulisses se deu assim que a edição saiu, é uma edição de 68, em 69 eu estava entrando na Universidade, no Curso de Letras e o professor Eulício estava dando o curso de Teoria Literária e travava de Ulisses. Havia nesse tempo, em 69, uma livraria em Natal chamada Livraria Universitária, uma grande livraria, na Rio Branco e lá eu chegando eu encontrei logo a edição, a 1ª edição da tradução de Antonio Huais, comprei e comecei a ler. Li e não entendi, mas gostei e muito, guardei e quando foi em 78 eu fui para São Paulo. Em São Paulo eu decidi agarrar o contato com Haroldo de Campos e me fez eu voltar a Ulisses, a obra de Joyce, aí eu pensei em fazer tese de doutorado, escrevi, inclusive, trabalhos acadêmicos e de pós-doutorado sobre Ulisses, lendo o livro em português, ainda e o desejo foi aumentando estudar Ulisses até que num determinado momento eu percebi que o doutorado seria Ulisses. Nessa época, estive nos Estado Unidos dois anos e oito meses, lendo e vendo só a versão em inglês e lendo Joyce fui a Irlanda e escrevi uma tese sobre Joyce, sobre Guimarães Rosa. Foi assim. O contato foi via poetas. Não estudei Joyce para uma tese, eu vivo estudando Joyce. Ulisses nos faz viver!
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Como o senhor vê a literatura potiguar atualmente? E em sua opinião, quem produz literatura potiguar com qualidade?
Os poetas! Quem faz a literatura são os poetas, são os escritores. E Natal é uma cidade cheia de poetas, nós somos privilegiados. A poesia potiguar acompanha a poesia brasileira. O poeta do Rio Grande do Norte, essencialmente tem que acompanhar a onda da poesia brasileira, não é diferente, não pode ser diferente e na hora que ele quiser ser potiguar ele pode cair num terrível erro de ser municipal. O poeta potiguar terá que ser brasileiro, terá que ser tupi or not, that`s the questions, entendeu? O potiguar é lindo, ele é original, mas não se trata de querer ser potiguar ou poeta natalense, a poesia potiguar ela está num contexto maior, um contexto brasileiro. E eu diria mais ainda, um contexto cultural de América.
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Quais são os seus planos para o futuro? Já tem algum trabalho no prelo?
O futuro a Deus pertence! Mas eu tenho. Estou com um livro chamado "Variações", um livro de 120 poemas. É um livro de leitura, eu li os poetas e fui fazendo poesia, à margem de cada livro que eu lia. De Jorge Guillen, de Garcia Lorca, sempre estou voltando aos mesmos poetas. Eu não li muito, eu li meia dúzia de livros, agora digo como Borges "Eu li meia dúzia de livros e sempre estou repetindo aqueles livros". Eu espero em junho ou julho lançar um livro pela Editora da Universidade. Nilson Medeiros e Francisco Alves estão dando muito apoio. É um livro acadêmico, produzido em sala de aula juntamente com os alunos, um livro que nasceu de uma oficina, cada poema implica uma aula que eu dei e eu quero que esse livro saia porque é um livro universitário.

Armando, riso e siso

CRÔNICA

por Nei Leandro de Castro

Na calçada do bar da meladinha, Território Livre do Beco da Lama, as mesas estavam ocupadas. A conversa girava em torno das glosas de Laélio Ferreira e da próxima candidatura de Alex Gurgel à presidência da Samba. De vez em quando, vinham de dentro do bar gritos, urros, palavrões - e nenhum bequiano se incomodava mais com aquilo. Todos já estavam acostumados com o bom humor, a educação, a delicadeza das mulheres que tomam conta do bar. Um retardatário chegou, bicou a meladinha de alguém e jogou com espalhafato um livro em cima da mesa. "Esse Armando Negreiros é o cão chupando manga!" - gritou. Um discípulo do boêmio Castilho completou: "O cão com febre e a manga quente!" Estava inaugurada uma longa sessão sobre A Folga da Dobra, o mais recente livro de Armando Negreiros.
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Volonté, o poeta peripatético, disse que o livro estava em sua cabeceira, na fila para ser lido. E louvou o seu lançamento na AS Livros, numa festa onde havia "scotch" para afogar um batalhão de escoceses e comida para abastecer todo o programa Fome Zero. Volonté já está de malas prontas para comparecer à noite de autógrafos de Armando em Mossoró, nem que tenha que viajar a pé.
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Outro bequiano, voltado para as artes plásticas, elogiou a capa do livro, principalmente a foto belíssima de Giovanni Sérgio. No Potengi incendiado pelo pôr-do-sol, o autor do livro observa ioles e remos que arrepiam o rio, sentado numa mesa onde seu copo de cerveja também se incendeia. "Giovanni é um dos maiores fotógrafos do país! É o nosso Sebastião Salgado em cores!", exclamou alguém. Houve aplausos.
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Em seguida, o único intelectual que havia lido o livro começou a discorrer (intelectual não fala, discorre) sobre A Folga da Dobra. E todos, até o vendedor de umbu, ficaram sabendo que Armando Negreiros é um médico que escreve muito bem, tem um humor rico e maravilhoso, que ele externa num estilo preciso, irreverente, bem superior a muitos jornalistas de carteirinha. Domina temas como medicina, a língua portuguesa, leitura, literatura e até direito. E o que prevalece nele é sempre o humor, nunca o pedantismo. Demonstra ser um leitor compulsivo, com o privilégio de uma memória que fotografa e guarda tudo que lê.
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"Parece o pai dele, Rafael Negreiros, que sabia de tudo e mais alguma coisa. E ainda era brabo que só a gota, macho dos seiscentos diabos", disse em voz alta um mossoroense bairrista (redundância?). O intelectual aproveitou o aparte para tomar uma meladinha, fumar um cigarro, depois continuou sua incursão pelo mundo de Armando Negreiros. Disse que os perfis elaborados pelo autor beiram a perfeição. E dá o exemplo de Negócio Neto, um talento extraordinário, que trocou figurinhas com Millôr Fernandes, que fez a versão para o latim do inglês traduzido literalmente por Millôr no seu "The cow went to the swamp" (A vaca foi pro brejo). A galeria de mortos e a legião de amigos de Armando desfilam pelas páginas do livro, com elegância e desenvoltura, e fazem a festa do leitor.
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O intelectual bequiano, depois de uma breve pausa, remata (intelectual não conclui, remata): "Há um velho ditado que diz: 'Muito riso, pouco siso'. Armando Negreiros derruba essa aparente verdade proverbial."

25 de abril de 2008

EcoSábado no Campus

Foto: web

A Divisão de Meio Ambiente e a Sala Verde da UFRN estão promovendo mais um EcoSábado no Campus. Para quem ainda não conhece, o Evento é uma proposta inovadora e alternativa de lazer e sensibilização ambiental!
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Através de oficinas, palestras, atividades artísticas e culturais, mostra de vídeos ambientais e exposições fotográficas, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte pretende oferecer à sociedade um espaço de reflexão e debates que inclua o consumo sustentável na agenda local de discussão.

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As atividades do EcoSábado no Campus acontecerão sempre no último sábado de cada mês, e serão desenvolvidas nas dependências do Departamento de Arte. As inscrições para as oficinas e palestras poderão ser feitas no dia e local do evento ou através do e-mail da Sala Verde da UFRN: salaverde_ufrn@yahoo.com.br . Lembramos que as vagas são limitadas!
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Mostra de Filme
Horário: 9h às 10:30h
SURPLUS
O documentário Surplus mostra os excessos da atual produção em massa e o consumo desenfreado que afligem a maioria dos países e culturas mundiais e os problemas que vem sendo causados ao meio ambiente e para todos que estão nele.
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Oficinas
Origami – Luiza Tavares ( CJ – RN)- 9:00
Macramê – Janaína Calado e Gustavo Brant (Grupo Ser Ecológico - UFRN)– 9:00
Fanzine – Leandro Menezes (Editor do Fanzine Lado R) - 10:30
Sabão de Óleo – Walério Pimper (Voluntário da SV UFRN) e Radmila Salviano (Bolsista DMA) – 10:30
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Capacitação em produção de mudas Nativas
Formação de multiplicadores do projeto Teia de Mudas (Com doação de mudas e sementes) – Grupo ambientalista Idéias Verdes - 11:00
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Pracinha de Alimentação
Venha experimentar nossos deliciosos lanches vegetarianos
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Sebo e Bazar
Recebemos doações de livros, roupas e objetos. O dinheiro arrecadado será revertido em materiais para que as atividades do EcoSábado sejam sempre gratuitas!
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Realização
Divisão de Meio Ambiente da UFRN
Sala Verde da UFRN
LOCAL: DEART
DIA: 26 de ABRIL

Um poema de Iara Carvalho

Amanh(essências)
in Mulher na Janela
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ao acordar dos sinos
pessoas passam incógnitas
sombras da noite deixam a praça trist
eo velho cansado
a criança dormindo
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a cidade deixa sobras do antigo
na poeira de suas grandes estátuas
de seus pequenos homens
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ao acordar dos sinos
as almas ingilhadas dos casais
procuram a mística ciência do amor
e descobrem na tarde desmaiada
uma competência para dálias e paixões
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(o dia vai se fechando entre badaladas e cotovelos)
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ao adormecer dos sinoso
s casais esquecem de apagar as luzes
e as amanh(essências) das carícias
se libertam se ator(doam)
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no quarto, uma butija
um trinco quebrado
um torno sem roupa
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um sino tocando.

Agenda Cultural de Natal - Final de Semana

Foto: AG Sued
Dia Internacional da Dança
A Prefeitura do Natal, através da Fundação Cultural Capitania das Artes, promove na próxima terça-feira, uma comemoração ao Dia Internacional da Dança. O evento será realizado no Teatro Sandoval Wanderley, a partir das 19h, e contará com uma palestra sobre as leis de incentivo e elaboração de projetos para área cultural, ministrada por Josenilton Tavares, seguida da apresentação das seguintes companhias: Balé da Cidade do Natal, Escola Municipal de Balé Professor Roosevelt Pimenta, Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão, Grupo Parafolclórico da UFRN, Domínio Companhia de Dança e Companhia Gira Dança.
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Som da Mata
O projeto Som da Mata do próximo domingo, contará com o show dos instrumentistas Kim Baggio e Guido Alves, a partir das 16h30 no anfiteatro Pau-brasil, no Parque das Dunas. Os dois foram convidados para representar o Rio Grande do Norte no Festival Internacional de Violão de Suzano, São Paulo. O ingresso custa R$ 1.
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Bossa Nova na Ribeira
Toca Trio se apresenta amanhã (às 20h) e domingo (às 19h) no restaurantes Calígula (Rua Chile - Ribeira). No repertório uma homenagem à Bossa Nova. O couvert custa R$ 5.
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Literatura de Cordel em Mossoró
Começa hoje e se estende até domingo, na Siciliano do Mossoró West Shopping, o evento "Cordel no Shopping. O evento dá continuidade aos festejos em torno da Literatura de Cordel, após prestar homenagem ao cordelista Antônio Francisco.
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Teatro na Casa da Ribeira
O espetáculo teatral A mar aberto faz as últimas apresentações nesse fim de semana, na Casa da Ribeira. A peça pode ser vista hoje, amanhã e domingo, sempre às 20h30. Reservas: 3211-7710.
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Ônibus Circular na UFRN
A partir desta segunda-feira, 28, a linha circular do Campus Universitário da UFRN irá operar com alterações. Dois veículos da linha Circular irão percorrer a rota no sentido inverso, durante os horários de maior movimentação. O anúncio foi feito pela Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito de Natal – STTU. “A decisão tem como objetivo reduzir a superlotação dos ônibus, nos momentos de chegada e saída de alunos da universidade. Haverá mudança também, no ponto final do circular, que passa a ser na parada do Restaurante Universitário”, explicou Flávio Nóbrega, chefe do Departamento de Estudos e Projetos da STTU. Com a mudança no terminal do circular, que sai da lateral do Shopping Via Direta e vai para o ponto em frente ao Restaurante Universitário, Flávio Nóbrega esclarece que o ônibus vai continuar passando regularmente ao lado do Shopping. "Não haverá mudança no percurso e as antigas paradas serão mantidas", assegura.
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Cinema no Midway Mall
Está em cartaz nas salas do Cinemark, o documentário de 80 min "O Engenho de Zé Lins", que levou aproximadamente cinco anos para ser concluído, refazendo a trajetória do grande escritor paraibano José Lins do Rego, desde sua infância, como menino de engenho, até sua morte prematura no Rio, de cirrose hepática, aos 56 anos. Além de grande escritor e autor de obras fundamentais para a literatura brasileira, como Menino de Engenho, Fogo Morto, Pedra Bonita e Cangaceiros, Zé Lins foi uma grande figura humana. Flamenguista fanático, ele também foi dirigente esportivo e protagonista de histórias engraçadíssimas; algumas delas são relembradas no filme, através de diversos depoimentos.

24 de abril de 2008

Poti or not Tupy? Existe índio no RN?

O Colégio Ciências Aplicadas busca revelara realidade indígena que nos deu a identidade "Potiguar",sumiram do mapa?Onde e como estão (sobre)vivendo os nossos remanescentes?Uma introdução à proto-história do RN, objetivando entenderos processos de etnocídio, aculturação e genocídiodos silvícolas na terra de Poti.
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Palestras:
Walner Spencer – arqueólogo / professor da UFRN/UNB "A presença e o destino dos indígenas na formação do norte-rio-grandense "
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Jussara Galhardo – antropóloga / Grupo Paraupaba "Mendonças do Amarelão,caminhos e descaminhos da identidade indígena no RN"
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Alcides Sales – artista plástico e professor de tupi "A influência do tupi na sociedade nacional"
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Expô:
Lenilton Lima – fotógrafo militante da questão indigenista
"Potiguares e Tapuyas, afirmação de suas identidades"
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Exibição de curta:
"Retratos do Brasil" – Danielle Britto, jornalista e produtora cultural
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SERVIÇO:
DIA: 24 / 04 quinta-feira às 19h45min.
No auditório do Ciências Aplicadas (400 lugares)
Rua nossa Senhora de Lourdes, 56 - Tirol (ao lado CAERN)
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ENTRADA FRANCA
Informações: 9983 5667 / 3212 1740

foto divulgação autorizada
Lenilton Lima

Dicas de Leitura

Noite na Taverna, de Álvares de Azevedo
“— Silêncio, moços! acabai com essas cantilenas horríveis! Não vedes que as mulheres dormem ébrias, macilentas como defuntos? Não sentis que o sono da embriaguez pesa negro naquelas pálpebras onde a beleza sigilou os olhares da volúpia?— Cala-te, Johann! enquanto as mulheres dormem e Arnold — o louro, cambaleia e adormece murmurando as canções de orgia de Tieck, que música mais bela que o alarido da saturnal? Quando as nuvens correm negras no céu como um bando de corvos errantes, e a lua desmaia como a luz de uma lâmpada sobre a alvura de uma beleza que dorme, que melhor noite que a passada ao reflexo das taças?— És um louco, Bertram! não é a lua que lá vai macilenta: e o relâmpago que passa e ri de escárnio as agonias do povo que morre... aos soluços que seguem as mortalhas do cólera!”
Leia o texto na íntegra

Apologia de Sócrates, de Platão
“O que vós, cidadão atenienses, haveis sentido, com o manejo dos meus acusadores, não sei; certo é que eu, devido a eles, quase me esquecia de mim mesmo, tão persuasivamente falavam. Contudo, não disseram, eu o afirmo, nada de verdadeiro. Mas, entre as muitas mentiras que divulgaram, uma, acima de todas, eu admiro: aquela pela qual disseram que deveis ter cuidado para não serdes enganados por mim, como homem hábil no falar.”
Leia o texto na íntegra

Os Maias, de Eça de Queirós
“A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no outono de 1875, era conhecida na vizinhança da rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janellas Verdes, pela casa do Ramalhete ou simplesmente o Ramalhete. Apesar d'este fresco nome de vivenda campestre, o Ramalhete, sombrio casarão de paredes severas, com um renque de estreitas varandas de ferro no primeiro andar, e por cima uma timida fila de janellinhas abrigadas à beira do telhado, tinha o aspecto tristonho de Residencia Ecclesiastica que competia a uma edificação do reinado da sr.ª D. Maria I: com uma sineta e com uma cruz no topo assimilhar-se-hia a um Collegio de Jesuitas. O nome de Ramalhete provinha de certo d'um revestimento quadrado de azulejos fazendo painel no logar heraldico do Escudo d'Armas, que nunca chegara a ser collocado, e representando um grande ramo de girasoes atado por uma fita onde se distinguiam letras e numeros d'uma data.”
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Arte poética, de Aristóteles
“Nosso propósito é abordar a produção poética em si mesma e em seus diversos gêneros, dizer qual a função de cada um deles, e como se deve construir a fábula visando a conquista do belo poético; qual o número e natureza de suas (da fábula) diversas partes, e também abordar os demais assuntos relativos a esta produção. Seguindo a ordem natural, começaremos pelos pontos mais importantes.
A epopéia e a poesia trágica, assim como a comédia, a poesia ditirâmbica, a maior parte da aulética e da citarística, consideradas em geral, todas se enquadram nas artes de imitação.Contudo há entre estes gêneros três diferenças: seus meios não são os mesmos, nem os objetos que imitam, nem a maneira de os imitar.
Assim como alguns fazem imitações em modelo de cores e atitudes —uns com arte, outros levados pela rotina, outros com a voz –, assim também, nas artes acima indicadas, a imitação é produzida por meio do ritmo, da linguagem e da harmonia, empregados separadamente ou em conjunto.”
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Memorial de Aires, de Machado de Assis
“Ora bem, faz hoje um ano que voltei definitivamente da Europa. O que me lembrou esta data foi, estando a beber café, o pregão de um vendedor de vassouras e espanadores: "Vai vassouras! Vai espanadores!" Costumo ouvi-lo outras manhãs, mas desta vez trouxe-me à memória o dia do desembarque, quando cheguei aposentado à minha terra, ao meu Catete, à minha língua. Era o mesmo que ouvi há um ano, em 1887, e talvez fosse a mesma boca. Durante os meus trinta e tantos anos de diplomacia algumas vezes vim ao Brasil, com licença. O mais do tempo vivi fora, em várias partes, e não foi pouco. Cuidei que não acabaria de me habituar novamente a esta outra vida de cá. Pois acabei. Certamente ainda me lembram coisas e pessoas de longe, diversões, paisagens, costumes, mas não morro de saudades por nada. Aqui estou, aqui vivo, aqui morrerei.”
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O Guardador de Rebanhos, de Fernando Pessoa
“Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela."

Um poema de Antoniel Campos

MELHOR DO QUE O GOZO QUE ME DÁS


Melhor do que o gozo que me dás,
é o gozo que me dás dia seguinte:
ris à toa.

O tanto que se diz é tanto faz,
e tanto faz quem diz e quem ouvinte:
tudo é loa.

No outro dia toda em mim estás,
e estou inteiro em ti, por conseguinte.
: coisa boa.

Festival de Música MPBeco tem inscrições abertas até essa sexta-feira

Foto: AG Sued
Interpretando “Potiguaras-Guaranis”, a cantora Khrystal foi a grande vencedora da última edição do MPBeco.
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Alexandro Gurgel
alex-gurgel@oi.com.br

Pelo terceiro ano consecutivo, os músicos potiguares têm a oportunidade de mostrar suas canções num evento que vem resgatando a atmosfera dos antigos festivais musicais com grandes públicos na praça pública. O 3º Festival de Música Popular do Beco da Lama (MPBeco) está se consolidando como o maior evento musical potiguar. As inscrições estão abertas até a próxima sexta-feira, 25 de abril.

Em Natal, os artistas podem se inscrever no Sebo Balalaika, na Praça João Maria, centro da cidade. No interior do Estado, as inscrições podem ser feitas em qualquer Casa de Cultura do Rio Grande do Norte, parceiras do MPBeco. Para os artistas que não tiverem acesso às Casas de Cultura, as inscrições podem ser feitas através da internet (http://www.festivalmpbeco.com.br/).

Para participar do evento competitivo, com prêmios em dinheiro, o músico, compositor ou intérprete deve comprovar que é potiguar ou atua no RN a pelo menos dois anos. Os trabalhos (em estilo livre) inscritos devem ser inéditos e o material precisa ser encaminhado em três vias: áudio gravado em CD (pode ser Demo), letra das músicas em português (até três canções por inscrição). Não será cobrada taxa de inscrição.

Conforme o produtor cultural Júlio César Pimenta, um dos organizadores do MPBeco, o objetivo do evento é criar novas alternativas para músicos, compositores e intérpretes, estimulando-os através da distribuição de prêmios em dinheiro. “O evento também contribui com o resgate e preservação do Centro Histórico da cidade do Natal, movimentando o comércio local, gerando mais emprego e renda, além de oferecer uma ótima alternativa cultural, de lazer e entretenimento para nossa cidade”, ressaltou o produtor do evento.

Segundo Júlio Pimenta, o MPBeco não cobra inscrições nem cobra ingressos ao público para assistir às suas eliminatórias e a etapa final do evento, realizado no Centro Histórico natalense. Este ano, o projeto vai pagar 10 mil reais em prêmios, 30% a mais do que no ano passado, distribuídos em seis categorias: 1º, 2º e 3º lugares; melhor arranjo e melhor intérprete; e o prêmio do voto popular.

Artistas potiguares em destaques

Tendo um público médio de 5 mil pessoas por dia, o festival MPBeco em sua primeira edição recebeu 76 inscrições que somaram 168 músicas concorrentes. Já na segunda edição, realizada em maio de 2007, estes números aumentaram em média 30%, somando 106 inscrições e registrando um número surpreendente de 245 músicas inscritas. “Nesta terceira edição, esperamos mais de 300 músicas inscritas”, afirmou Júlio Pimenta.

“Esse ano, a participação do interior do Estado está sendo bem maior. As músicas selecionadas para participar do MPBeco serão apresentadas em duas etapas eliminatórias, com 12 concorrentes cada e, posteriormente, reagrupadas em uma etapa final, com 10 concorrentes, reunindo os cinco trabalhos classificados em cada eliminatória”, explica o produtor, ressaltando que a TV Assembléia fará a transmissão do Festival inteiro para todo o Estado.

Em 2006, a cantora e compositora Simona Talma ganhou o 1º MPBeco, com a música “Volta”, composta em parceria com a cantora e compositora Khrystal. Os compositores José Fontes e Ricardo Baia foram os vencedores da edição 2007, com a música “Potiguaras-Guaranis”, interpretada por Khrystal.

Para os shows de abertura, o produtor cultural Julio César Pimenta afirma que está fechando contrato com artistas de fora do Estado, mas diz que ainda é cedo para divulgar, garantindo que os shows são de altíssima qualidade. “Como nos anos anteriores, vamos ter shows de abertura e de encerramento”, disse.

Patrocinado através do Programa Djalma Maranhão de Incentivo à Cultura, o Festival de Música do Beco da Lama chega à sua terceira edição consolidar-se como um projeto especial dentro do calendário cultural da Cidade do Natal. Este ano, o festival será realizado nos dias 17, 24 (eliminatórias) e 31 de maio (etapa final).

22 de abril de 2008

RAPADURA NEWS

Dia Mundial do Livro
Cervantes, Shakespeare e Inca Garcilaso de la Veja morreram em 23 de abril de 1616. Não foi um bom dia para a literatura. Mas, aproveitando a coincidência, a Unesco resolveu lembrá-la de uma maneira mais feliz e lançou, em 1996, o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, efeméride que busca chamar a atenção para um dos melhores meios de transmissão de conhecimentos já inventado. E, neste ano, temos ainda o “Ano Internacional dos Idiomas”, instituído pela ONU com o objetivo de “refletir também sobre a dimensão lingüística do livro, suporte de expressão que vive pela língua e na língua”. Já a Capital Mundial do Livro de 2008, Amsterdã, inicia a festividade literária já nesta segunda, dia 21, culminando no Book Market, em 18 de maio (clique aqui para acompanhar a programação holandesa).
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Portugal discute se reforma ortográfica traz prejuízos para o país
Haverá “desperdício de livros” que não estejam de acordo com as novas regras gramaticais da língua portuguesa? A questão foi discutida em debate realizado entre autoridades portuguesas na conferência internacional promovida pela Assembléia da República sobre a reforma ortográfica no começo deste mês. Carlos Reis, ex-diretor da Biblioteca Nacional de Portugal e defensor do acordo ortográfico, atenuou a gravidade dos efeitos das mudanças que ocorrerão na língua portuguesa. Segundo ele, "não haverá fogueiras de livros nem livros jogados no lixo". No pólo oposto da discussão, Vasco Graça Moura, deputado europeu, poeta e tradutor, disse acreditar que “os prejuízos serão astronômicos", com a inutilização de dicionários e livros escolares . Leia mais em reportagem do jornal português Diário de Notícias.
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Site reúne ilustrações de diversas versões do clássico Dom Quixote
Em 2005, a biblioteca da Brown University (EUA) celebrou os 400 anos da primeira publicação de El ingenioso hidalgo Don Quixote de la Mancha – a clássica obra-prima de Miguel de Cervantes – com uma exposição de ilustrações de diferentes edições do livro, desde a primeira (de 1605) até 2004. Agora, a instituição disponibiliza uma versão digital da exposição, com dezenas de imagens do personagem de Cervantes de diversos artistas.
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Semana do índio
No Brasil, segundo dados da Fundação Nacional do Índio (Funai), existem cerca de 215 povos índígenas, o que representa a maior diversidade cultural entre populações nativas da América Latina. O Dia do Índio, comemorado oficialmente em 19 de abril, têm prestado homenagem a todos esses povos sendo, na atualidade, data que chama atenção da sociedade para o debate das questões indígenas. A luta pela terra, pela expressão de suas variadas culturas e a busca por um maior protagonismo social torna-os plenos cidadãos brasileiros, sujeitos ativos na contemporaneidade. O Dia do Índio amplia o debate nacional sobre políticas públicas direcionadas aos povos indígenas, partindo de uma reflexão sobre a tragetória histórica de lutas e reinvidicações.
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Índios Potiguares
Segue até o dia 24, a I Semana de Mobilização Indígena, que propõe uma reflexão em torno da questão do índio no Estado. Além dos debates, estão previstas a realização de audiência pública, mesa-redonda, exposição fotográfica e mostra de vídeos. Também participam os movimentos indígenas da Paraíba e a Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME). Outras informações: (84) 9986.6182.

Mestrado em Letras

O curso de Mestrado Acadêmico em Letras do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL), do Campus Avançado Professora Maria Elisa de Albuquerque Maia (CAMEAM), em Pau dos Ferros, está com inscrições abertas à seleção. Ao todo serão abertas 10 vagas, sendo ofertadas sete bolsas de "demanda social" para os alunos aprovados no processo seletivo –três da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação, e quatro da própria Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN).
O diretor do Cameam, professor Gilton Sampaio, avalia que todos os alunos aprovados, sem vínculo empregatício efetivo, deverão ter bolsas de estudo garantidas pelo PPGL/UERN. "As vagas para o mestrado só foram abertas porque tivemos o apoio da Capes e o empenho da administração superior da UERN. O PPGL inicia suas atividades com toda força e com a qualidade reconhecida", diz Sampaio.
Etapas do Processo Seletivo:
INSCRIÇÕES: 03 de março a 23 de abril de 2008
Local de inscrição: Secretaria do PPGL
PROVA ESCRITA: 05 de maio de 2008
Local: Campus Avançado Profª Maria Elisa de A. Maia (Cameam).
Horário: 8h às 12h.
ENTREVISTA: 13 a 15 de maio de 2008
Os horários serão afixados na Secretaria do PPGL
RESULTADO FINAL: 19 de maio de 2008
Maiores informações podem ser obtidas no endereço eletrônico: www.uern.br/mestrado/letras

18 de abril de 2008

Literatura de Cordel

A Cara Preta

Allan Sales
O menestrel do Cariri

MOTE:
Quem nunca chupou buceta,
não sabe o que está perdendo

Há muito eu desconhecia
Uma coisa tão gostosa
Divina e maravilhosa
Que nos dá só alegria
Renova nossa energia
Pois fique amigo sabendo
Que pra quem vive sofrendo
E morrendo na punheta
Quem nunca chupou buceta
Não sabe o que está perdendo

É tão sadio e gostoso
Degustar, lamber a xota
Pois só mesmo um idiota
Acha feio e perigoso
Quem for preconceituoso
Dessa parada correndo
Que acha um ato horrendo
Desconhece tal faceta
Quem nunca chupou buceta
Não sabe o que está perdendo

Eu mesmo já fui assim
Desconhecendo tal fato
Mas hoje eu sou é grato
Pois deram o toque pra mim
Pensava que era ruim
A seiva ficar bebendo
Pentelhos ficar comendo
Chupar grelo feito teta
Quem nunca chupou buceta
Não sabe o que está perdendo

Babacas deste Brasil !
idiotas puritanos
Vão tomar no vosso ânus
Vão pra puta que os pariu
Pois só mesmo um imbecil
Acaba não percebendo
Como é bom ficar lambendo
A buça de uma ninfeta
Quem nunca chupou buceta
Não sabe o que está perdendo

Sei que a igreja condena
E muitos acham um horror
Os sábios lhe dão valor
Pois sabem que vale à pena
É diversão tão amena
Quando num tamo fudendo
É como fogo ardendo
Saborear sem careta
Quem nunca chupou buceta
Não sabe o que está perdendo

Chato é tirar dos dentes
Os insistentes pentelhos
Lambendo os lábios vermelhos
Das vulvas incandescentes
Gemem mulheres ardentes
Gozando, lábios mordendo
Nos buscam sempre querendo
Tal brincadeira porreta
Quem nunca chupou buceta
Não sabe o que está perdendo

Os sapatões é que adoram
Pois não possuem um pau
É um ato universal
Mas que tantos ignoram
Se as xotas não devoram
A todos eu recomendo
Tal prazer é bom fazendo
Encarar a cara preta
Quem nunca chupou buceta
Não sabe o que está perdendo

Até D. Pedro Primeiro
O nosso monarca luso
Era um craque nesse uso
Nisso foi um costumeiro
A marquesa por inteiro
Ele chupava tremendo
Ficava a língua doendo
De tanto fazer carrapeta
Quem nunca chupou buceta
Não sabe o que está perdendo

Na certa não é errado
Também nojento não é
Pois quem gosta de mulher
Aprecia extasiado
Aqui dou meu atestado
Por isso sigo fazendo
Chupando vou aprendendo
A deixar de ser careta
Quem nunca chupou buceta
Não sabe o que está perdendo

Aqui me despeço amigos
Pois já dei o meu recado
Chupar nunca foi pecado
Assino em baixo o que digo
Um palmo abaixo do umbigo
Há um prazer estupendo
Que é degustar morrendo
Encarar a cara preta
Quem nunca chupou buceta
Não sabe o que está perdendo

17 de abril de 2008

Informes Literários

Prêmio VivaLeitura no ar
Está no ar desde o começo deste mês o site do prêmio VivaLeitura, iniciativa que estimula e reconhece as melhores experiências de incentivo à leitura. O portal traz informações sobre as edições anteriores do prêmio, além do regulamento e formulário de inscrição para a edição de 2008. O período de inscrições vai até 8 de julho e os 15 finalistas serão anunciados em outubro. Leia mais.

Inscrições abertas para o 5º Prêmio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro (Portugal)
Estão abertas até 21 de julho as inscrições para o prêmio literário português Ferreira de Castro. O concurso é destinado a jovens brasileiros, residentes dentro e fora do Brasil, e visa estreitar as ligações literárias entre Portugal e Brasil. Podem se inscrever pessoas de 12 a 20 anos, com obras em prosa ou em poesia, sem limite de tamanho ou tema. Veja o regulamento.

Concurso usa vídeos para promover a literatura
O desafio era fazer um filme curto que mostrasse o gosto pela biblioteca e/ou pelos livros. No concurso intitulado “BiblioFilmes – Livros, Bibliotecas, Acção!” promovido por professores portugueses no Youtube foram inscritos vídeos de Angola, Portugal e Brasil. O concurso, que tem como objetivo promover a leitura, admitiu vídeos com duração entre 30 segundos e três minutos. A iniciativa integra o Plano Nacional de Leitura do Governo de Portugal e está agora na fase de votação popular. A urna virtual fica aberta até 23 de Abril, Dia Mundial do Livro.

Semana Monteiro Lobato na Livraria Unesp
O Dia Nacional da Literatura Infantil, 18 de abril, é também a data de nascimento do homem que dedicou sua vida a fazer “livros onde as nossas crianças possam morar”: Monteiro Lobato. Em sua homenagem, a Fundação Editora da Unesp e a Livraria Unesp, com apoio da Editora Globo, promovem a Semana Monteiro Lobato, que vai do dia 18 a 30 de abril (de segunda a sexta, das 9h às 19h, e sábados, das 9h às 13h). O evento acontece na Livraria Unesp, na Praça da Sé 108, no mesmo local em que Lobato instalou sua própria editora, nos anos 20. A exposição conta com livros do e sobre o autor, painéis informativos e vídeo com a história de Monteiro Lobato e sua produção literária. Mais informações.

Mesmo subsidiados, livros técnicos ainda são de difícil acesso
Um estudo feito pelo Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que, ainda que recebam subsídio em todas suas etapas de produção, os livros técnicos ainda são restritos no mercado. Os motivos vão da falta de políticas públicas de difusão de temas científicos a títulos esgotados. Outro fator que dificulta o acesso ao conteúdo das publicações técnicas por estudantes universitários são as restrições legais à cópia das obras. Segundo matéria sobre a pesquisa publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo , de 39% a 44% dos livros publicados nessas áreas são resultado de pesquisas feitas com financiamento oficial.

Semana agitada no mundo literário português
Terminou no último domingo (13) a Feira do Livro de Braga. O homenageado deste ano foi o autor José Saramago, 10 anos após ter recebido o Prêmio Nobel. Os visitantes puderam adquirir livros com descontos e assistir apresentações culturais. Nesta semana que entra, outro evento literário acontece em Portugal, dessa vez na capital: o Letras em Lisboa, que reunirá escritores lusófonos para discutir a identidade e a diversidade da literatura em língua portuguesa. Visite o blog do evento.

Texto de espetáculo “Terra de Sant´Ana” é publicado


Sem alarde e sem lançamento oficial. Desta forma, foi publicado em formato de plaquete (uma espécie de mini-livro com poucas páginas) o texto do espetáculo teatro-musical “Terra de Sant´Ana”, de autoria da atriz e dramaturga Cláudia Magalhães (foto).

O espetáculo foi realizado pela Fundação José Augusto em diversas cidades da Região do Seridó nos anos de 2006 e 2007, com direção de Diana Fontes e música de Danilo Guanais. A maioria do elenco era formado por atores e atrizes de Caicó, Currais Novos e Florânia.

Segundo Cláudia Magalhães, a decisão de publicar o texto se deu devido ao grande interesse de artistas diversos pelo formato do auto popular. “A comunidade interagiu de forma muito intensa com o espetáculo e também com o que é dito no texto”, explica, registrando a devoção do sertanejo pela santa, mãe de Maria e avó de Jesus Cristo, segundo a Bíblia.

A publicação do texto também faz parte de uma política editorial de se publicar textos teatrais potiguares, algo raro atualmente. Segundo o coordenador do projeto, chamado selo Teatro Potiguar, jornalista Cefas Carvalho, “a virtual inexistência de textos teatrais publicados no Estado nos instigou a não apenas lançar o texto de Cláudia, como a criar um selo para publicar posteriormente textos de outros autores”.

A plaquete “Terra de Sant´Ana” pode ser encontrada nas principais livrarias de Natal e em breve estará sendo distribuída em todo o Estado. Mais informações pelos e-mails cefascarvalho@bol.com.br e claudia.magalhaes1@hotmail.com

SOS RN - Campanha de Solidariedade

O Serviço Social da Indústria (SESI-RN), em nome do Sistema FIERN, realiza nesta quinta-feira (17/04), no Sesiclube Natal, um mutirão para montagem das cestas básicas que serão enviadas aos municípios atingidos pelas enchentes no Rio Grande do Norte.

De acordo com Lúcia de Fátima Costa, superintendente em exercício do SESI-RN, serão distribuídas 750 cestas através do Armazém da Caridade, aproximadamente duas toneladas e meia de alimentos.

Durante as inscrições para os Jogos SESINHO foram arrecadados mil quilos de arroz, com apoio do Comitê Esportivo Contra a Fome, e outros 1.500 quilos de feijão, óleo, macarrão, café e flocos de milhos foram comprados pelo SESI.

A ação faz parte da campanha SOS RN, promovida em parceria com a InterTV Cabugi. “O SESI, como braço social da indústria, se sente obrigado a agir nessas situações”, explica Lúcia Costa. “A indústria potiguar está sensibilizada com o problema das cidades atingidas pelas chuvas nas últimas semanas”, conclui.

O mutirão acontece a partir das 14h no Sesiclube da avenida Capital-Mor Gouveia, 1480, bairro de Lagoa Nova.

15 de abril de 2008

Revista Papangu - Edição Especial

Sem roubar galinhas no Sábado de Aleluia nem malhar ninguém, chegamos à edição de número 50 da revista de humor, política e cultura Papangu. Na chamada de capa, “A via-crúcis da impunidade”, a história nada santa de investigações sobre corrupção nesses cafundós do Judas. A fila de investigados é grande, para uma malhação dos próprios.

O nosso Troféu Papangu vai para todos os brutamontes adeptos da violência doméstica, que abusam de suas companheiras, como também para alguns palhaços parlamentares que tratam a Lei Maria da Penha com achincalhamento.

O jornalista Alexandro Gurgel se embrenhou no meio da caatinga nordestina, em pleno sertão potiguar, e trouxe para o nosso especial “Apodi, o Sertão dos Paiacus”, a cidade de Apodi e o Lajedo do Soledade. A pouco mais de setenta quilômetros de Mossoró, despontam entre as melhores opções para o turismo cultural e histórico do Estado. “No princípio, eram todos verborrágicos”, é o título do nosso Talento Potiguar com o talentoso escritor Tullio Andrade, assinado também por Alexandro Gurgel.

Em Autores & Obras, Carlos Meireles discorre sobre o “Cabra das Rocas”, obra que marcou a estréia de Homero Homem no gênero romance. “Quando o talento e a covardia chamam atenção” é o artigo assinado pelo publicitário Igor Rosado do Amaral. A crônica deste número 50 é “Serração da Velha – Um folguedo da semana santa”, do estudante de jornalismo Ailton Salviano. No conto, “Andorinhas”, da escritora currais-novense Maria Maria. “Deu a louca na Chapeuzinho” é o filme apresentado na seção “Em Cartaz”, e conta a esquisita história do namoro desfeito entre um deputado e uma apresentadora de TV.

A poeta Lilia Souza e o escritor Clauder Arcanjo trazem uma entrevista exclusiva com o escritor Cristovão Tezza. O curitibano de Lages fala acerca do seu ofício de homem de letras. No bate-papo literário, uma constatação: o mestre Cristovão Tezza é daqueles escritores eternamente romancistas.

Nas páginas dedicadas à poesia, a sensibilidade de Ivo Barroso, Emerson Donizeti Batista, Cefas Carvalho, Clauder Arcanjo, Ana Lúcia Kaniski, Itamir Vieira.

E, na ausência de um Judas, e conseqüentemente sem malhação, os papangunistas Antonio Capistrano, Cefas Carvalho, David de Medeiros Leite, Túlio Ratto, Yasmine Lemos, Raildon Lucena, Antônio Amâncio e Damião Nobre arrocham o nó do número cinqüenta desta publicação que mais cresce no Rio Grande do Norte.

RAPADURA NEWS

Fotógrafo, filie-se a APHOTO
A Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) continua aberta para receber novos sócios dentro de sua campanha de filiação. A Aphoto tem intenções de abranger a entidade para todo o Estado potiguar, alistando cada fotógrafo que trabalhe em território potiguar. Para ser um filiado, entre em contato pelo telefone 3211-5436.

Joana in concert
Sucesso da música brasileira, Joanna em “Pintura íntima” está em turnê pelo Nordeste e fará seu grande show em Natal no dia 18 de Abril, no Pavilhão do Blue Tree Pirâmide. O show traz os maiores sucessos e também, um resgate da sua evolução como artista brasileira e internacional.

Cultura Popular e cidadania
Compositores interessados em participar do II Concurso Cultura Popular e Cidadania nas Ondas do Rádio poderão se inscrever até 20 de junho, através de qualquer rádio comunitária, educativa e comercial de pequeno porte associada ao Criar Brasil. As músicas devem ser sobre temas como cidadania, educação, saúde, gênero e diversidade. O material será distribuído gratuitamente para emissoras de todo o país. Os interessados podem ter acesso à lista de emissoras parceiras do Criar Brasil, através da página http://www.criarbrasil.org.br//. Regulamento e outras informações: concurso@criarbrasil.org.br/.

Encontro de Xaxado
O VI Encontro Nordestino de Xaxado – 70 anos da morte de Lampião, acontece de 6 a 8 de junho em Serra Talhada. Realizado pela Fundação Cultural Cabras de Lampião, o encontro reúne grupos que conservam a dança criada pelos cangaceiros de Virgulino Ferreira. O evento terá uma programação que envolve, além das apresentações de grupos, exibição de documentários, feira de artesanatos e livros, shows e passeio histórico. Outras informações: cabrasdelampiao@bol.com.br/.

Oficina teatral em Apodi
Nos dias 23 e 24, será realizada na cidade de Apodi, a Oficina Improvisações Teatrais, destinado a jovens da cidade que têm interesse na arte teatral. As inscrições estão sendo feitas na Casa de Cultura Popular. Para se inscrever os participantes devem levar 1kg de alimento não perecível. O que for arrecadado será distribuído com as famílias da zona rural desabrigadas pelas chuvas que caíram nas últimas semanas. Outras informações: http://www.opessoaldotarara.com.br//.

Cinema em Triunfo
O 1º Festival de Cinema de Triunfo, que acontece de 12 a 16 de julho em Triunfo (PE), aceita trabalhos nas categorias longa-metragem (até 150 minutos), curta-metragem (até 25 minutos), vídeos originários do concurso Revelando os Brasis (até 25 minutos), além de filmes e vídeos de curta-metragem pernambucanos (até 25 minutos). Edital e outras informações: www.fundarpe.pe.gov.br/.

Festival Nacional de Artes
Já está no ar o sítio web do Festival Nacional de Artes (Fenart), que acontece em João Pessoa de 18 a 26 deste mês, na Fundação Espaço Cultural. A programação artística e cultural do evento está disponível na página www.fenart.pb.gov.br/. O MinC Nordeste estará presente ao festival, realizando no dia 23, das 14h30 às 17h30, uma oficina de procedimentos de habilitação para prêmios e editais desenvolvidos pelo Ministério da Cultura. Outras informações: (83) 3211-622

Pensamento Tibetano
"Tudo aquilo que algum filho da puta diz que é URGENTE , sempre é algo que algum imbecil deixou de fazer em tempo hábil e quer que você se foda para fazer em tempo recorde".

14 de abril de 2008

Expedição Fotográfica - GOIANINHA RN

O passeio à Goianinha foi o máximo!

Todos os méritos devem ser entregues ao amigo Gabriel, que não mediu esforços para firmar uma parceria com a prefeitura de Goianinha, viabilizando o nosso dia de epifania.

Depois do café-da-manhã, o grupo da Aphoto foi explorar a feira-livre, uma das maiores da região. Uma chuva torrencial prendeu o grupo por alguns minutos.

A chuva deu uma trégua. Entramos no ônibus e fomos desbravar os engenhos. Primeiro, o Engenho Mocambo e seus barris de cachaça. Depois, o Engenho Bom Jardim e sua estrutura para turista ver. Por último, o Engenho Bosque, um dos mais antigos da região, que abriga uma família solícita e simpática.

O farto almoço foi acompanhado das autoridades municipais como a vice-prefeita, o secretário de educação e presidente da Câmara Municipal de Goianinha.

Os paredões de Pipa e a Lagoa Guaraíras fecharam o passeio com a certeza de boas imagens.

Para ver algumas fotos que fiz durante a expedição para goianinha, siga o link:

http://www.flickr.com/photos/practical-fotos/

12 de abril de 2008

Martins, Um passeio histórico pelas quebradas da serra

Textos: Alexandro Gurgel
alex-gurgel@oi.com.br

Martins não é cidade de beira de estrada. Para conhecer a cidade, o visitante tem que percorrer os caminhos tortuosos com seus despenhadeiros que levam a chã da serra, onde um vento ligeiro e constante cria uma atmosfera invernosa. Com seu clima aprazível, margeando 18ºC constantemente, Martins só é comparada com algumas estâncias famosas pelas belezas naturais serranas como Campos de Jordão, Gramado ou Teresópolis.

Em pleno inverno, a cidade se enche de gente em busca das vantagens da serra fria, cuja temperatura atinge abaixo dos 12ºC. Na primeira quinzena de julho, um “Festival Gastronômico e Cultural” é realizado, atraindo milhares de pessoas que se embrenham na serra querendo saborear as delícias quentes entre os melhores restaurantes de cozinha internacional com seus chefs importados.

No restante do ano, a atmosfera tranqüila de uma típica cidade do interior norte-riograndense oferece um lugar ideal para descansar e curtir uma natureza exuberante. A 750 metros de altura, os mirantes do Canto e da Carranca oferecem uma visão panorâmica, onde pode ser observado o conjunto de serra que formam a Chapada da Borborema, a Serra do Lima (em Patu), entre outras serras e serrotes.

Ao entardecer, quando as primeiras luzes avisam que o sertanejo se prepara para dormir, os mirantes proporcionam a contemplação de dezenas de cidades na soleira da serra. Porque é preciso festejar o pôr-do-sol com a visão privilegiada do alto da serra é que uma garrafa de vinho e fondues de carne e queijo são servidos nos restaurantes dos mirantes a preços nada módicos. A noite sem lua chega avisando que a cidade se recolhe no aconchego da serração. Não há bares nem restaurantes abertos na cidade em dias comuns, sem a presença do turista.

Por ser uma cidade rodeada pela natureza, Martins proporciona atrações permanentes. Passeios eco-turísticos pela serra são oferecidos aos visitantes com guias especializados que levam por trilhas onde a fauna e a flora da região são observadas. Em junho, a cidade se ornamenta para celebrar os festejos juninos, onde não falta animação, fogueira, fogos de artifício e comida típica da época. Quando chega dezembro, o povo festeja a padroeira, Nossa Senhora da Conceição, comemorada com muita fé e religiosidade.

Martins RN - O rico conjunto arquitetônico da serra

O centro da cidade com seus casarios do início do século passado é um convite para mergulhar na rica história do município. A construção mais antiga da cidade é a Capela da Nossa Senhora do Rosário, na Rua da Maioridade. Foi erguida em 1758, nos primórdios do povoado.

Com o chão charmosamente desenhado por bandeirolas de São João, a Praça Almino Afonso abriga a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, datada de 1815, um dos símbolos da religiosidade da cidade. Ao contrário da capela, que tem interior bastante simples, a Matriz apresenta estilo gótico com seus altares abrigando imagens de madeira em estilo barroco.

O Nicho é uma pequena capela barroca que abriga a estátua de Nossa Senhora do Livramento, construída pelo cidadão Luiz Ferreira de Melo, no tempo da guerra do Paraguai, em pagamento de uma promessa pela santa ter livrado os seus netos do recrutamento forçado.

O centro de Martins concentra um sítio arquitetônico que merece atenção. Construído em 1871 para ser a residência do senador abolicionista Almino Afonso, o sobrado do Pax, com seus dois andares e varandas de ferro trabalhado, durante muito tempo foi usado como orfanato e escola.

Atualmente, o sobrado abriga os museus de Arqueologia e de História, guardando exemplares de minerais e fósseis encontrados pela região, além de fotos antigas, objetos raros e documentos que contam a história de Martins.

Pela sua importância histórica e cultural, é necessário visitar o educandário mais antigo da cidade, onde estudou os filhos ilustres dessas serras. A Escola Estadual Almino Afonso abriga, em sua biblioteca, um acervo com mais de mil livros, destacando-se edições de luxo, em formato gigante, de “O Inferno”, de Dante; “Orlando Furioso”, de Ariosto; e “Os Lusíadas”, de Camões. Todos com ilustrações de Gustavo Doré.

A edição de Os Lusíadas é preciosíssima pelo seu valor histórico. Sua tiragem limitada foi dedicada ao imperador Dom Pedro II, pelo editor português Emílio Biel.

Martins RN - Compêndio histórico

Segundo o escritor Manoel Onofre Junior, o povoamento da Serra de Campo Grande iniciou-se em meados do século XVIII, como conseqüência da colonização portuguesa pela Ribeira do Apodi. Em 1736, Aleixo Teixeira, capitão-mor da Aldeia de São João do Apodi dos Tapuias obteve carta de data e sesmaria de umas terras na serra, depois denominada “Serra da Conceição”.

Seis anos depois, em 1742, a vida do povoado tomou impulso com a presença de Francisco Martins Roriz, assumindo o comando da serra e desenvolvendo a região com a implantação de uma fazenda de criação de gado e plantação. Francisco Martins atuou na organização do povoado e foi responsável direto pela construção da Capela de Nossa Senhora da Conceição. Sua participação foi tão intensa que em 1770 o próprio povo passou a chamar a região de “Serra do Capitão Martins”, ou simplesmente Serra do Martins.

Desmembrada do município de Portalegre em 1841, a povoação da Serra do Martins foi elevada a condição de cidade pelo então presidente da Província, coronel Estevam José Barbosa de Moura, que deu o nome a cidade de “Maioridade”, em homenagem ao imperador Dom Pedro II, que teve sua maioridade antecipada naquele ano, para poder assumir o trono no império com apenas 14 anos.

Em 1847, o município da Maioridade passou a se chamar “Cidade de Imperatriz”, em homenagem à imperatriz do Brasil, D. Teresa Cristina, que veio de Portugal para casar-se com o imperador Dom Pedro II. Posteriormente, em 1890, a cidade recebeu o nome definitivo, homenageando o fundador, que de fato fez história na cidade: a Serra do Martins passou a se chamar oficialmente de Martins.

Localizada numa região serrana do Médio Oeste Potiguar, o município de Martins está a 370 quilômetros da capital do Estado. Atualmente, a atividade econômica é direcionada para a agricultura, pecuária e produção de mel de abelha. Com um clima de ar puro e agradável, a cidade tem no turismo sua principal fonte de renda, onde o povo acolhedor recebe o turista para contar história e mostrar as belezas da serra.

Martins RN - O rosto de Cristo e a Casa de Pedras

Quem vem subindo a encosta da Serra de Martins logo se depara com a “Pedra Rajada”, um imenso lajedo que se tornou um dos símbolos da região. A Pedra Rajada tem essa denominação por causa dos grandes sulcos deixados pelas águas das chuvas. Algumas dessas manchas formam estranhos desenhos.

“O que mais chama a atenção é a silhueta de um perfil que se assemelha ao rosto de Cristo, como se estivesse com as mãos postas levantadas à ponta do queixo, elevando ligeiramente a cabeça, como num gesto de oração ao Pai. Pode ser vista do lado esquerdo de quem sobe a serra”, escreveu o historiador Marcelino Junior, no seu sítio na internet (http://www.martins-rn.com.br/).

Situada no pé da serra, dentro das terras da Fazenda Trincheiras, a “Casa de Pedras” é formadas por rochas antigas que foram cristalizadas por um afloramento marítimo de calcário, do período pré-cambriano. Com 110 metros de comprimento, a grande caverna tem o curioso formato de uma casa, com salão principal, salas e corredores.

A 27 km de Martins, a Casa de Pedras foi catalogada pela Sociedade Brasileira de Cavidades Naturais como a segunda maior caverna em mármore do País. Dentro do salão principal da Casa de Pedra pode ser observado um requintado conjunto de estalactites e estalagmites, formados por pingos d’água a milhões de anos. Nessa sala, o teto alcança mais de 10 metros e dele pode ser vista uma grande estalagmite no centro.

Por ser uma casa natural e abrigo contra bichos, a Casa de Pedra foi moradia dos antigos habitantes da região. Cerca de 5 mil peças arqueológicas foram coletadas dentro e nos arredores da gruta, através das equipes de pesquisadores. Inclusive, uma ossada humana. Todas as peças fazem parte do acervo do Museu Arqueológico de Martins e podem ser visitadas.

Pessoas ilustres, como o cientista Adolf Lutz, já visitaram a Casa de Pedras. Os escritores Câmara Cascudo e Henrique Castriciano também fizeram suas incursões através dos salões de pedras da casa. O lugar é tão importante para a historiografia local que há até projetos para fazer uma ligação com a serra de Martins através de um teleférico, passando pela Pedra do Sapo e a Pedra Rajada.

Martins RN - No tempo do cangaço

A serra de Martins já foi palco de grandes acontecimentos históricos. Escritores famosos, como o modernista Mário de Andrade e o folclorista Câmara Cascudo, fizeram parte da história do município, quando passaram por lá em 1928, em viagem pelo sertão potiguar. Cangaceiros ilustres também rondaram aquelas serras. Massilon Leite passou na soleira da serra e foi saquear a cidade de Apodi. Lampião também passou por perto quando marchava para atacar Mossoró, em 1927.

Muito antes dos modernistas e do temido Capitão Virgulino Lampião, o famoso cangaceiro romântico Jesuíno Brilhante entrou na cidade e trocou tiros com a resistência martinense. O escritor Manoel Onofre registra no seu livro “Martins, a Cidade e a Serra” que moradores da serra viveram dias de agonia durante muito tempo. “De 1927 a 1928, sofreram as famílias intranqüilidade geral, resultante das invasões de grupos de cangaceiros”, escreveu.

Segundo Manoel Onofre Junior, em 30 de agosto de 1876 (muito antes de Lampião atacar Mossoró), o cangaceiro Jesuíno Brilhante invadiu a cidade para realizar uma vingança contra seu inimigo pessoal, Amaro Limão, que estava preso na Cadeia Pública de Martins. O escritor conta que o bando de cangaceiros seguiu para a casa do cidadão Porfírio Leite, “apeando-se e recolhendo-se, todos completamente armados”.

Sabendo da presença do bando, o comandante do destacamento policial, alferes João Ferreira da Silva, juntou uma tropa de policiais e resistentes e foram para capturar os criminosos, sendo recebido por uma saraivada de balas. Depois de uma longa troca de tiros e se sentido acuado dentro da casa, o cangaceiro Jesuíno Brilhante fez uma abertura na parede de uma casa vizinha e o bando evadiu-se, justamente por um ponto sem guarda.

Martins RN - A serra e os escritores modernistas

Nos idos de dezembro de 1928, o escritor Mário de Andrade visitou a cidade ao lado de Câmara Cascudo quando procurava subsídios etnográficos para o seu livro “O Turista Aprendiz”. Diante de tanta beleza, o papa do modernismo exclamou: “Oh! Isto é Teresópolis!”. De pronto, Cascudo retrucou: “Não! Teresópolis é que é Martins”.

De acordo com Manoel Onofre Junior, no livro “Martins, a Cidade e a Serra” a dupla de escritores passou cinco horas na cidade e se fartaram de mangas e laranjas. Conforme o escritor, Câmara Cascudo e Mário de Andrade almoçaram na casa do prefeito antes de seguir viagem.

Conforme o escritor, o modernista paulista não quis beber a água martinense porque achou nenhum pouco potável, tendo que seguir viagem com a garganta na secura. “No caminho de Catolé do Rocha fizeram uma parada numa venda beira-estrada e, como a tarde convidava, tomaram um porre de cerveja preta com queijo do Seridó”, escreveu Manoel Onofre.

A serra de Martins é aclamada em versos e prosas em toda a literatura potiguar. Muitos bardos com seus versos laudatórios e outros escribas revelaram as belezas dessas serras. Sobre a cidade, Câmara Cascudo escreveu na sua obra “O Livro das Velhas Figuras” (IHGRN, Natal RN 1974): “última a receber o adeus do dia. Primeira a ter a benção das estrelas”.

De passagem pelo lugar, o escritor Carlos Lins Onofre resumiu seu alumbramento com a cidade: “Martins é uma cidade que, como poucas, alia o bucolismo e graça interiorana a uma paisagem colossal, que tira o fôlego! Uma preciosidade do Rio Grande do Norte, vestida com uma sofisticação singela e natural, amenidade e beleza aderidas em suas essência de tão belo lugar”.

11 de abril de 2008

Agenda Cultural de Natal - Final de Semana

Buraco da Catita
O músico Camilo Lemos e uma turma de amigos músicos fãs de chorinho começaram ta se reunirem numa esquina do Beco da Lama, em 2006. O que era só uma reunião informal para tocar, cresceu, ganhou público, e hoje configura o projeto que vai se chamar o "Buraco da Catita", um espaço para fãs de choro e samba no coração da Ribeira velha, o atual lugar onde os músicos se apresentam, todas as sextas-feiras, a partir das 19h30, entre as avenidas Duque de Caxias e Dr. Barata.
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Geraldo Carvalho - Potiguarina ao vivo
Nesta sexta, Geraldo Carvalho faz seu show no Praia Shoping, às 20:30, com o show "Potiguarina", interpretando canções proprias, além de canções de autores potiguares e brasileiros.
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Dança na Ribeira
Grupo Gira Dança apresenta na Casa da Ribeira o espetáculo “Corpo Estranho”, às 20h30.
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Chico César no Seis e Meia
O Teatro Alberto Maranhão apresenta o cantor Chico César, no Projeto Seis e Meia, às 18h30, da próxima terça-feira.
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Som da Mata
O grupo Mandumblá será a atração do próximo domingo do projeto Som da Mata, promovido no anfiteatro Pau-Brasil do Parque das Dunas. A banda é formada por Zé Fontes (contrabaixo), Ricardo Baya (guitarra), Ronaldo Freire (flauta), Jaildo Gurgel (bateria) e pela dupla de percussionistas Kleber Moreira e Sami Tarik. No repertório, além de composições próprias, prometem arranjos singulares de músicas de Tom Jobim, Milton Nascimento e de clássicos do cancioneiro popular nordestino. O projeto começa às 16h30 e o ingresso custa R$ 1. Informações: 3201 4440.
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Exposição no Orla
A galeria do Espaço Orla Cultural, instalada no Shopping Orla Sul, está aberta, até 30 de abril, para a exposição Modos Poéticos, desenvolvida pelo Grupo Universitário de Aquarela e Pastel (Guap), do Departamento de Artes da UFRN. A coordenação é do artista e professor Vicente Vitoriano. A exposição reúne obras de 15 artistas plásticos do Rio Grande do Norte.
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Cinema no Teatro
O Cineclube Natal, em parceria com o Teatro de Cultura Popular, exibe no próximo domingo o filme O Homem que Amava as Mulheres, do diretor François Truffaut. A sessão Cine Vanguarda ocorrerá no próprio teatro, às 17h, e os ingressos custam R$ 2. Sócios do Cineclube Natal e afiliados da ADURN não pagam.

10 de abril de 2008

Teatro na Ribeira


No próximo dias 12 (sábado), no espaço cultural Nalva Melo Café Salão, situado na Av. Duque de Caxias,110 – Ribeira, o grupo de teatro "Facetas, Mutretas e Outras Histórias...", apresentará a peça "A Ida ao Teatro", às 20:00h.
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A apresentação faz parte da agenda de 2008 do projeto Café Teatro. É uma divertida história de Karl Valentin, adaptada pelo grupo onde as cobranças mútuas e as frustrações da vida conjugal são colocadas em questionamento, levando o espectador ao riso e a reflexão sobre a teia das relações humanas.
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A história apresenta a rotina de um casal que vive sob o mesmo teto há anos, fazendo sempre as mesmas coisas e discutindo sempre em torno das mesmas questões. O casal vê-se repentinamente diante de algo que pode alterar sua relação tediosa: Ir ao teatro...
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O elenco é composto pelos atores Rodrigo Bico, interpretando o marido, e Enio Cavalcante, interpretando a mulher. A maquiagem é Janaísa Pinheiro, iluminação de Alex Cordeiro, consultoria de Monique Oliveira e direção, cenografia, sonoplastia e figurinos do próprio grupo.

Atração: "A Ida ao teatro" - Livre adaptação da obra de Karl Valentin, pelo Grupo "Facetas, Mutretas e Outras Histórias..."
Local: Nalva Melo Café Salão
Data: 12 de abril de 2008
Horário: 20:00h
Endereço: Av. Duque de Caxias,110 – Ribeira – Natal (RN) Telefones para contato e ingressos antecipados: (84) 3212-1655, (84) 9105-2621, (84) 8835-9242, (84) 9136-3641