30 de junho de 2008

Videoteca do Professor Potiguar

A partir de 07 de julho de 2008, os professores poderão contar com a videoteca do professor na sala de multimeios/TV escola.

São mais de 300 títulos entre filmes e documentários nacional, internacional, documentários de autores do RN e títulos especiais como o PROFA completo, material em libras e outros reproduzidos diretamente da TVescola. Alguns títulos de cinema são clássicos e raros.

Todos foram selecionados para uso em sala de aula e também para o lazer do professor.

Como adquirir os títulos? Reproduziremos para o professor da rede pública do município de Natal sem nehum custo, mediante comprovante de matrícula de funcionalismo e endereço da escola em que exerce a função.

Solicitamos uma mídia virgem para cada filme que queira reproduzir (DVD com capa protetora).

Qualquer dúvida ou informação: Tel 3232-3392
das 8:00 às 12:00 , de segunda a sexta-feira, com a profª Elizete Arantes.



Só Rindo

11 coisas que só as mulheres conseguem:

1 - Fingir naturalidade durante um exame ginecológico.

2 - Usar o poder de uma calça jeans para rediagramar a estrutura do corpo.

3 - Ter crise conjugal, crise existencial, crise de identidade crise de nervos!

4 - Ser mãe solteira, mãe casada, mãe separada, mãe do marido.

5 - Lavar a calcinha no chuveiro. E depois pendurá-la na torneira, para horror do sexo masculino.

6 - Rasgar a meia na entrada da festa.

7 - Sentir-se pronta para conquistar o mundo, quando está usando um batom novo!

8 - Chorar no banheiro, e ficar se olhando no espelho para ver qual melhor ângulo.

9 - Achar que o seu relacionamento acabou, e depois descobrir que era tudo tensão pré-menstrual.

10 - Nunca saber se é para dividir a conta, ou se é para ficar meiguinha.

11 - Dizer não, para ele insistir bastante, e aí ter que dizer sim!

Castelo Bivar - Carnaúba dos Dantas RN

Foto: Thyrone Domingos
De propriedade particular de José Ronilson Dantas, foi construído por volta de 1984, próximo ao Rio Carnaúba, em uma colina às margens da RN-288. Trata-se da construção inacabada de um castelo erguido em pedras, com muros e muretas e cinco torres de formas arredondadas em estilo medieval. O proprietário pretende transformar o Castelo em um templo espiritual de meditação. A origem do nome Bivar deve-se ao fato do proprietário ser atraído pelo estilo medieval, após ter assistido ao filme "El Cid", que relata a vida de uma família nobre espanhola que residia em um castelo de nome "Bivar".

Informes Literários

Prêmio VivaLeitura: inscrições até 8 de julho
Termina no próximo dia 8 de julho o prazo de inscrição para a versão 2008 do Prêmio VivaLeitura. Podem participar projetos de escolas e bibliotecas públicas, privadas e comunitárias, ONGs, pessoas físicas, universidades, faculdades e instituições sociais. O vencedor de cada categoria receberá um prêmio de R$ 30 mil. Uma menção honrosa será atribuída a projetos de empresas públicas e privadas. O prêmio, que chega ao seu terceiro ano, integra o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e tem o objetivo de estimular, fomentar e reconhecer boas práticas de leitura. Iniciativa dos Ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC), em conjunto com a Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), é patrocinado pela Fundação Santillana. As inscrições são gratuitas.
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Proposta permite a cópia de livros esgotados
A reprodução integral de qualquer obra esgotada é autorizada pela proposta que altera a Lei 9.610/98 que permite apenas a reprodução de pequenos trechos. Segundo a agência Câmara, a “Comissão de Educação e Cultura aprovou na quarta-feira (18) substitutivo ao Projeto de Lei 5046/05, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que autoriza a reprodução integral de qualquer obra esgotada para uso exclusivo de estudantes”. O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e terá de ser votado em Plenário.
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Alemães temem decadência do idioma
Pesquisa encomendada pela Sociedade da Língua Alemã aponta para um temor comum a dois terços dos conterrâneos de Goethe: a decadência lingüística. Estrangeirismos, abreviaturas, palavrões seriam as principais ameaças, relata matéria da Deutsche Welle. Os mais incomodados estão nas faixas etárias superiores, já que os jovens encontram pontos positivos na transformação do idioma, como o aumento do vocabulário. Em relação à língua estrangeira a ser aprendida pelas crianças alemãs nas escolas, “os alemães priorizam o inglês, o francês, o espanhol e, surpreendentemente, em quarto lugar, o chinês”.
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Espanhóis assinam "Manifesto pela língua comum"
Já os intelectuais espanhóis estão preocupados é com a “ameaça das línguas regionais”. De acordo com a Ansa, foi lançado um "Manifesto pela língua comum", assinado, entre outros, pelo filósofo Fernando Savater e o escritor peruano Mario Vargas Llosa. Ainda segundo a agência, os intelectuais “pedem ao Parlamento uma normativa que fixe de forma clara que o castelhano é o idioma oficial e comum a todo o país e que os cidadãos que assim quiserem devem poder se expressar e receber uma instrução em língua espanhola”.
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The Book Review’s Booty
Para conseguir a atenção dos jornalistas que recebem vários títulos para resenha toda semana, às vezes as assessorias de imprensa e de marketing tentam ser criativas. E muita coisa estranha acaba chegando às mesas dos críticos. A equipe do The New York Times fez uma coleção de “adendos” recebidos junto com os livros e apresenta alguns deles em um slide show que pode ser visto aqui. Há desde um “Cavalo de Tróia” até bola de tênis, escova de dente e bilhete de loteria.
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Premio Hispanoamericano de Poesía para Niños 2008
Período de inscrição: até 31 de julho
Aberto a: escritores de qualquer nacionalidade que desejem participar com um livro de poesias em espanhol destinados a crianças.
Valor da premiação: 200 mil pesos
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Prêmio VivaLeitura 2008
Período de inscrição: até 8 de julho
Aberto a: Bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; Escolas públicas e privadas; Sociedade: ONGs, pessoas físicas, universidades/faculdades e instituições sociais.
Premiação: R$ 30 mil concedidos a cada um dos três vencedores (um em cada categoria). Os 15 (quinze) trabalhos finalistas do Prêmio VivaLeitura – edição 2008 serão objeto de uma publicação especial.
Divulgação do resultado: setembro de 2008
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IV Prêmio Maximiano Campos de Literatura
Período de inscrições: até 15 de julho
Aberto a: contos de crianças, jovens e adultos
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Concurso Sílvio Romero de monografias sobre cultura popular
Período de inscrições: até 31 de julho
Aberto a: monografias inéditas sobre temas da cultura popular e do folclore brasileiros (religião e sistemas de crenças em geral, rituais, cultura material, música, literatura oral, estudos sobre a disciplina folclore, entre outros).
Premiação: de R$ 10 mil e R$ 7 mil
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Prêmio Sesc de literatura
Período de inscrições: até 15 de agosto
Aberto a: textos inéditos, escritos em língua portuguesa, de autoria de brasileiros ou estrangeiros residentes no país. Premiação: publicação das obras vencedoras pela Editora Record. O autor terá direito a 10% do valor de capa da obra na comercialização em livrarias.
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Príncipe das Astúrias Letras
A escritora canadense Margaret Atwood foi a vencedora do Prêmio Príncipe das Astúrias de Letras 2008. Margaret disputou a final com o espanhol Juan Goytisolo, o britânico Ian McEwan e o albanês Ismail Kadaré. O júri destaca em sua decisão sua "esplêndida obra literária" com a abordagem de diferentes gêneros "com intensidade e ironia", e na qual "assume inteligentemente a tradição clássica, defende a dignidade das mulheres e denuncia situações de injustiça".
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AGENDA LITERÁRIA
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Nacionais
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6ª Feira Literária Internacional de Paraty (RJ)
2 a 6 de julho

3ª Feira do Livro Cultural de Taquara (RS)
6 a 9 de agosto

Bienal Internacional do Livro de São Paulo (SP)
14 a 24 de agosto

Internacionais

Feira Internacional do Livro de Tóquio
10 a 13 de julho

Feira do Livro de Hong Kong
23 a 29 de julho

V Feira Internacional do Livro da Guatemala
25 de julho a 3 de agosto

Festival Internacional do Livro de Edinburgo (Escócia)
9 a 25 de agosto

29 de junho de 2008

Um cordel de Bob Mota

Quero meu sertão de volta
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Amada Mãe Natureza
é cum imensa tristeza,
qui eu cheguei à cuncrusão;
qui êsses tempo muderno,
tá transfóimando num inferno,
o meu amado sertão.

Anselmo Alves tem razão,
tá havendo discunstrução,
da curtura sertaneja.
Vô cum êle, me ajuntá,
qui é prumode nóis lutá,
e vencê essa peleja.

A tá tequinologia,
já entrô no dia a dia,
do irmãozíin sertanejo.
E ais nossas tradição,
eu percuro, mais in vão;
e ais nossas raiz, num vejo.

Forró muderno, na marra,
cum bateria e guitarra,
pru mode uis povo dançá.
A tá grobalização,
tá matando, meu irmão;
a curtura populá.

Ais musga qui a gente iscuta,
fala in rapariga e puta ,
in cachaça e cabaré.
Isso qui uis pôvo cunsome,
vai imbrutecendo uis hôme,,
e distratando ais muié.

E toda essa indecênça,
é feita c’á cunivênça,
dais Prefeitura, dotô.
O sinhô pode apostá,
qui já existe inté “jabá”,
nais rádio do interiô.

Ais campanha do Gunvêrno,
se incronta cum o disgunvêrno,
é difíce se lutá.
Pruquê nais praça, meu irmão,
só se passa p’ro povão,
bebê, caí e se alevantá.

Ais muié tem hoje in dia,
munto mais delegacia,
porém, véve tudo a êrmo.
Pôcas iscuta poesia,
só musga de putaria,
qui distrata a elas mêrmo.

Meu Deus, isso me revorta;
QUERO MEU SERTÃO DE VORTA,
do jeito de antigamente.
Quando ais Festa de São João,
preséivava ais tradição,
e ais raiz da nossa gente.

Quando ais cabôca facêra,
nais Festa de Padruêra,
ficava tudo infeitada;
cum uis lindo laço de fita,
cum uis seus vistido de xita,
ô suais saia rodada.

C’á sua bôca incarnada,
surrindo p’ro camarada,
ô fugindo do irmão.
Cum seu oiá cativante,
e cum o brio mais briante,
machucando uis coração.

A muié, p’ro trovadô,
merece caríin e amô,
é sua musa adorada.
Prá mim é munto querida;
merece casa e cumida,
e tombém, rôpa lavada.

Ela é prá sê respeitada,
in verso e prosa, isartada,
mêrmo quando acende o facho.
Mêrmo no amô iscundido,
do namôro improibido,
lá na bêra do riacho

QUERO MEU SERTÃO DE VORTA,
mode uví cêdíin, na porta,
o canto da sariema.
Cum o anum branco cantando,
cum o bizerríin berrando,
inspirando o meu poema.

Cum o forró de chão batido,
cum o papagái inxirido,
cum o jumento garanhão.
Cum uis matuto numa réca,
feliz jogando suéca,
no aipende do patrão.

Cum uis minino a jogá bola,
c’á professôra da iscola,
cum o bode pai de chiquêro;
cum uma boa panelada,
debaixo de uma latada,
na sombra de um imbuzêro.

Cum o café virge no cáco,
cum o véi chêrando tabaco,
c’ais festa de apartação.
Cum ais cuiêta de mío,
c’áis bêsta e porda no cio,
cum ais póica e cum uis barrão.

Cum o orváio da madrugada,
cum a melancia quebrada,
mêi dia in preno roçado.
Cum o vaquêro aboiadô,
tangendo o reprodutô,
de lá da mata, incorado.

Cum o carro qui vem da fêra,
cum uis tiro de ronquêra,
nais noite de São João.
Cum ais sangria duis açude,
cum a linguage pura e rude,
do matuto meu irmão.

Cum ais apanha de aigodão,
cum ais prosa duis pinhão,
dento duis alojamento.
Cum o carro de boi cantando,
cum o cachorro acumpanhando,
seu canto, quage um lamento.

Prêmio Literário


O Prêmio Câmara Cascudo de Folkcomunicação destina-se aos autores de estudos que focalizem incursões de Câmara Cascudo pelo território folkcomucacional, dialogando direta ou implicitamente com os postulados erigidos por Luiz Beltrão, através de uma das seguintes formas de expressão:
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a) Artigo - obra destinada a publicação em periódico acadêmico ou a apresentação em reunião científica;
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b) Reportagem - texto jornalístico produzido para divulgação em jornal, revistaou internet;
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c) Documentário - produto videográfico combinando som e imagem para veiculação através de suportes audiovisuais;
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Participantes:
Podem concorrer ao Prêmio Câmara Cascudo estudantes de graduação, pós-graduação ou profissionais de nível universitário.
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Entrega dos prêmios na Conferência Brasileira de Folkcomunicação
Inscrição:
Os trabalhos devem ser enviados em 4 cópias para:
Prêmio Câmara Cascudo de Folkcomunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Comunicação Social - CCHLA - Sala 223. Profaessora Maria Érica de Oliveira Lima, Campus Universitário, S/N. Lagoa Nova - Natal - RN, 59072-970.

Entrevista de Xico Sá a Lívio Oliveira

O que o escritor almeja, na verdade? O romancista, o contista, o cronista, o poeta: qual é o móvel do seu desejo?
Rapaz, sou daqueles cabras do interior do Nordeste que sonhavam ser escritores e que acabaram nas redações, não tinha outro jeito para ganhar umas patacas... E assim sobreviveram, compraram casas para as mães, primeira promessa, depois publicaram uns livros... Agora o que vier é lindo, mas que venha de saia ou de vestido.
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Que dificuldades existem para os autores brasileiros publicarem seus livros?
Pelos caminhos convencionais, óbvios e sem graça existem todas as dificuldades possíveis e inimagináveis, mas que tal mandar todo mundo às favas e publicar você mesmo, inventar você mesmo o seu livro, o seu selo, a sua editora, seja somente para download na rede ou para xerox, cordéis e quetais. Por que pagar pau eternamente para as casas gutenberguianas que sugam teu sangue?
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Nesse contexto, as novas linguagens, tais como os blogs, sites e e-books e outras alternativas eletrônicas seriam soluções viáveis a serem consideradas?
Só existe uma linguagem no mundo, que são três: a coragem, a cara de pau e o sangue quente. Ai tanto faz publicar em litogravura, xilo ou e-book.
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O livro, como suporte para a palavra, será ultrapassado um dia?
Jamais, quer dizer, tomara! Mas talvez a poética oral do Nordeste domine o mundo de uma vez e acabe com o resto das coisas modernas do Universo, é o que vejo no momento na minha bola de cristal bêbada.
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No que toca ao gênero Crônica, como encontrar o caminho certo da escrita?
Rapaz, a musa é a encomenda e a prática. E alguma dor de corno também ajuda.
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Nesse contexto, a Crônica já não pode ser definida como um gênero nobre da Literatura?
Sim, é a forma mais nobre de morrer de fome.
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Há necessidade de se fazer, hoje, uma literatura engajada politicamente?
Toda escrita é engajada e política, no bom sentido, no último. Das pedras lascadas do primeiro homem lá em São Raimundo Nonato (Piauí) às pichações e grafites das ruas das cidades. Como a política convencional hoje é escrita por publicitários e ghosts em gerais, mais importantes ainda se tornam os que escrevem, picham ou borram em qualquer margem.
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Vale a pena fazer literatura no Brasil, hoje?
À maneira do século XIX, não. É babaquice! Vale a pena fazer literatura como quem dá escândalo ou faz uma merda grande. A escrita de hoje só vale a pena quase como ressaca moral.
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Quem faz a boa literatura no Brasil, na sua opinião, hoje? Você conhece bem a atual literatura do Nordeste (sua terra de origem)?
Conheço e acompanho, mas a melhor literatura continua sendo a poesia fescenina, os versos de putaria, da fuleiragem anônima.
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Xico, qual a importância do erotismo na sua obra?
Só escrevo pela vontade de comer gente. coisa de quem descobriu o erotismo pelas plantas, cactus, bananeiras e só mui tardiamente arranhou perna de moça.
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E onde fica o humor? Que espaço tem na sua escrita?
Se não for pra brincar, caio fora. E nem é por aquela coisa latina do "rindo corriges os costumes". é pela sacanagem pura mesmo. Tô dentro até os ovos das carijós lá de casa.
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Pode haver casamento entre a literatura e o jornalismo?
Até que os chefes de redações burocráticos nos separem, né mesmo? comecei nessa brincadeira acreditando nisso, mas só agora, depois de véio, posso fazer algo do gênero. Fica o recado para os burocras: deixem os meninos brincarem, mesmo que errem aqui e acolá vai ficar lindo mais adiante!

Um museu para cultura potiguar

Com as obras de revitalização da Ribeira, a cultura potiguar ganha espaço para divulgação e preservação. Trata-se do Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão que está sendo instalado no bairro onde viveu o maior folclorista do país, Luiz da Câmara Cascudo. “A nossa proposta é transformar o local num espaço vivo, dinâmico e com ampla visibilidade para as novas gerações”, afirma o prefeito Carlos Eduardo.
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O Museu está sendo instalado no prédio da antiga rodoviária que passou por ampla reforma. O Museu Djalma Maranhão vai reunir as mais expressivas manifestações da cultura popular preservando grupos das mais genuínas manifestações artísticas populares. Os visitantes vão encontrar bordados, boneca de pano, João Redondo, cordel, vestimentas de danças populares, instrumentos musicais, peças em barro e madeira, entre outras pelas que compõem o artesanato potiguar.
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Além do acervo presencial, o Museu conta com um acervo virtual, por meio de um totem multimídia disponibilizado aos visitantes para consultas e pesquisas relacionadas à cultura popular. Exposições temporárias também vão fazer parte da programação do Museu Djalma Maranhão. O museu ocupará todo o primeiro andar do prédio. O térreo terá boxes para venda de passes estudantis, restaurantes, informações turísticas, dentre outros serviços.

27 de junho de 2008

Fotografia e Poesia

Foto: Alexandro Gurgel
Ponta Negra
Chagas Lourenço, in Frei Carmelo
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As mãos tocavam o fecho
da calça "Lee"
os dedos abriam o "zíper",
as mãos já nos quadris
desciam a calça levemente.
O corpo bamboleando
ajudava a calça a descer
roçando macio,
aos poucos
apareciam as coxas
carnudas, rosadas
contrastando
com o preto cintilante
no regaço.
A calça já fora do corpo
é atirada ao chão
a moça senta-se suavemente,
abre as pernas
deita-se enfim;
a água do mar
no vaivém das ondas
molha seus pés
e o sol de Ponta Negra
bronzeia seu corpo.

14º Torneio Leiteiro acontece em Acari durante final de semana

Tendo como cenário o açude Gargalheira, acontece nesse final de semana o 14º Torneio Leiteiro da Ribeira do Acari, reunindo produtores e criadores de caprinos e ovinos da região do Seridó. O evento é realizado pela Prefeitura Municipal de Acari, através da Secretaria Municipal de Agricultura, em parceria com a EMATER-RN e o SEBRAE-RN.
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A partir de sexta-feira (27) até a data da solenidade de premiação, próximo domingo (29), o local estará aberto para visitação pública, destinado em especial ao público que quer conhecer o padrão tecnológico da produção leiteira difundido na região do Seridó.
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Além do XIV Torneiro Leiteiro Bovino, o evento ainda abrange o IX Torneio de Caprinos, a IV Feira de Agro-negócio e o 1º Leilão de Animais. Ainda haverá palestras, seminários e ordenhas competitivas. A cada ano, o Torneio Leiteiro vem se transformando num grande evento de preservação da cultura sertaneja, atraindo milhares de pessoa ao açude Gargalheiras.
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Bem estruturado, o Torneio Leiteiro conta com serviço de bares, restaurantes e barracas com comidas típicas. Durante a noite, a festa terá shows e muito forró pé-de-serra, com Forrozão Gilvan do Acordeom e sua banda Chibata de Couro num grande show ao ar livre.
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Conforme Marcus Nepomuceno, criador de gado leiteiro da raça Sindi, da Fazenda Pitombeira, o objetivo do Torneio Leiteiro é incentivar o potencial produtivo do município de Acari e de outras cidades. “Aqui em Acari, se produz um leite da melhor qualidade e o evento é uma oportunidade para mostrar esse produto”, disse Nepomuceno.
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O fazendeiro ainda ressalta que o Torneio Leiteiro de Acari ainda contribui para geração de renda e aquecimento do comércio de animais, cria oportunidades de negócios e facilita o intercâmbio técnico entre os próprios produtores. “Esse ano, a novidade é o Leilão de Animais, uma ocasião para o produtor adquirir bons animais”, salientou.

SERVIÇO
14º Torneio Leiteiro de Acari
Dia: de 27 a 29 de junho.
Local: Açude Gargalheiras, Acari RN
Entrada Franca

24 de junho de 2008

No meio da tarde

Um CONTO de Lívio Oliveira
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No meio da tarde, resolveram voltar.
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Vieram buscando o caminho antigo, após a bifurcação, atalhando o trajeto em volta do açude. Parecia fácil.
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A noite ia caindo. A pouca experiência dos meninos não aconselhava estender o tempo de pisada. A casa-grande não ficava assim tão perto.
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Na conversa dos imberbes surgiam os fantasmas guardados, os medos do escuro repentino. Cada fala era de um arauto de pavores infantis, presos interiores das almas dos rapazotes.
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Suas pernas eram só tremores e a estrada se prolongava, crescendo, crescendo. O barro pisado, prolongando-se sinuosamente, inquietava mais.
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A terra seca já não queimava sob as solas dos pés ingênuos. Pedras de fogo não se faziam mais sentir quando encaixavam entre os dedos descalços. O medo é que se agigantava. Perguntavam o porquê da incauta decisão. Meninos da cidade, não sabiam bem os segredos do sertão.
Surgiram dúvidas quanto ao roteiro mais acertado. Cadê o açude?
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No meio da dúvida, a Cruz de Miquilino, cravada à margem, arrodeada por uma coroa de flores plásticas, bizarra imagem. Miquilino tinha morrido ali mesmo, vítima de bala pequena de companheiro, caça imperita de avoantes. Acertou-lhe o frontal. A morte de Miquilino tinha abalado todo mundo, os moradores da fazenda, o povo da “rua”, como chamavam a cidade próxima, pequeno município de igreja só. Dona Inhana, sua mãe, quase enlouquecera de dor: – Por que fizeram isso com meu menino? Meu menino Miquilino! Doze anos, ai, ai, ai! Miquilino, ai, ai, ai!
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Talvez o batráquio que atravessara longitudinalmente não tivesse a intenção, mas causou, causou mesmo, pânico e arrepios nos meninos, aqueles dois. Mais arrepios do que os que estavam acometendo aqueles corpos brancos e imberbes de filhos da cidade grande. Ah! Ali naquela terra, todo estranho bem nutrido e corado era rico, filho de rico, eleito por Deus. Principezinhos desta terra!
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Não havia ainda sinal do açude, nem da porteira que terminasse a agonia dos dois moleques. Um choro baixo, nervoso, já tinha sido iniciado por um deles. O outro, ainda querendo mostrar um pingo de coragem, reclamava:
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– Faz isso não, Rodolfo, seja homem! A gente já chega!
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Os passos apressados, atravessados pelo gemido de Rodolfo, na luta para encontrar o mundo pequeno da fazenda, apressavam os coraçõezinhos tensos, aos saltos, na esperança de encontrar o rumo da fazenda, da casa alva, da rede áspera, menos áspera que o cinto do pai bruto, ligeiro no golpe, marcas avermelhadas ardendo depois. Costas e bundas ressentidas no outro dia! Dor no espinhaço!
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Prosseguiam no ritmo alucinante. Às vezes queriam correr. Pouco prudente. Melhor caminhar juntos e evitar surpresas, ataques de alguma fera, medo de aparições vivas ou mortas!
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Algum sinal surgiu. Da entrada da fazenda. Já iam para além das três horas de caminhada. Graças! Luz de lamparina lá longe, nos longes daquele tempo. O cheiro de esterco de gado, os ventos nas algarobas, a terra seca entrando nas narinas e sublinhando os lábios de poeira e mormaço. A audição perfeita do cancão. Tudo, toda dor, todo medo, já se abrandavam. À frente, a imagem do vestido branquinho da mulher jovem que ainda lavava no açude, quase escurecendo. Era Severina, Severina do Queijo, como era conhecida, pela sua atividade matinal de ajudar no coalho, no cozimento, no preparo do queijo, cujas raspas, com açúcar, faziam a felicidade da molecada toda.
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Severina foi, então, o oásis mais feliz daqueles dois. A salvação, a volta para o seu mundo. Nenhuma fera os venceu! Nenhum defunto apareceu, com nariz cheio de algodão e olhos arroxeados! Estavam diante de Severina, salvos de onça e de alma!
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Recolheram os medos nos bisacos. Ainda dava tempo até para um banho no açude. Meteram-se na água fria, gelatinosa, do açude. E foi aí que, além da salvação de suas vidas, Severina, lá perto da canoa aportada, sem avistá-los, salvou também suas mais profundas sensações. Já não lavava a trouxa de roupas, à parte. Banhava, lindamente, seu corpo rijo e moreno, apertando mais uma vez, muito forte, o ritmo dos dois coraçõezinhos de testemunha.

23 de junho de 2008

Expedição Fotográfica para Santa Cruz do Inharé

A viagem à Santa Cruz do Inharé foi muito massa. Participação maciça da galera da Aphoto.

Confesso que a parte mais lúdica do passeio foi pelo baixo meretrício com as meninas mostrando as partes íntimas para as lentes ávidas de imagens surreais. Nem mesmo Jailson, conhecedor de todos os recantos santa-cruzenses e o responsável pela viabilização da expedição, esperava encontrar cenas tão inusitadas.

Tudo começou às seis e poucos da manhã quando o micro-ônibus, dirigido pelo simpático Odilon, nos levou à uma das cidades mais importes da região do Traíri. Com um café-da-manhã reforçando as energias, o grupo de fotógrafos saiu em busca da feira-livre.

Feira do gado, cabarés, casas antigas, Igreja de Santa Rita de Cássia, Monte Carmelo, Rio Inharé, praças, túmulo do lendário major Teodorico Bezerra e as figuras da feira foram fotografadas pela galera da Aphoto, nada escapou incólume pelas lentes invocadas e os dedos nervosos desses fotógrafos maravilhosos.

Uma galera ainda subiu o Monte Carmelo.

A Expedição Fotográfica para Santa Cruz do Inharé foi promovida pela Associação Potiguar de Fotografia com o apoio do prefeito Tomba.

Eu coloquei várias páginas de fotos contando toda a história da Expedição Fotográfica na galeria:

http://www.flickr.com/photos/practical-fotos/

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20 de junho de 2008

Acari, a vedete catingueira do Seridó

Texto e fotos: Alexandro Gurgel
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Quando o carro aponta no alto do quilômetro duzentos da BR 427 depara-se com Acari, uma típica cidade seridoense encravada nas encostas ocidentais da Chapada Borborema. Considerada a cidade mais asseada do Brasil, Acari é uma das mais antigas cidades seridoenses e carrega a cultura de seu povo entranhada em cada recanto de suas casas coloniais, onde são cultuados os costumes do sertão.
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A tradição de ornar a cidade, feita uma vedete do teatro de revista, vem do tempo do império, quando foi criado uma resolução obrigando a população limpar as frentes de suas casas, durante as festas do município, sob pena de pagar duzentos réis para as despesas da Câmara Municipal cada vez que faltasse a limpeza. Com o tempo, a obrigação tornou-se consciência dos acarienses que se orgulham em morar na “cidade mais limpa do Brasil”.
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Acari é nome de um peixe ligeiro que corre em água doce, de escamas ásperas com um palmo de comprimento, muito semelhante ao bagre. A farta presença do peixe nas águas do Rio Acauã atraiu os índios Cariris, os primeiros habitantes, que deram nome ao lugar. De acordo com o escritor Manoel Dantas, no livro “Homens de Outrora” (Irmãos Pogetti Editora, RJ 1941), a palavra Acari é de origem Tupi, vem de “caraí”, aquele que arranha, alusão as asperezas do peixe.
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No início do século XVIII, quando começou a colonização do Seridó com a expansão das fazendas de gado , o sargento-mor Manuel Esteve de Andrade fundou um povoado, erguendo uma Capela na localidade consagrada a Nossa Senhora da Guia, que se tornou a matriz da cidade algum tempo depois. No ano da graça de 1835, o povoado desmembrou-se de Caicó e tornou-se a mais nova cidade do Rio Grande do Norte.
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A cidade se ergue como a terra de Acari, baseada na presença marcante do pequeno peixe cascudo e na fervorosa devoção a Nossa Senhora da Guia. Antes mesmo de nascer, esses tabuleiros na ribeira do Rio Acauã acompanharam a Guerra dos Bárbaros e a carnificina que culminou com o extermínio dos índios Cariris e Tapuias que habitavam as margens dos rios Seridó e Açu.
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Roteiros arqueológicos, turismo de aventura, religioso e cultural faz de Acari uma das mais charmosas cidades do Rio Grande do Norte. As festas do município têm fortes marcas tradicionais, congregando milhares de pessoas. Em torno do andor de Nossa Senhora da Guia, a festa da santa ocorre na primeira quinzena do mês de agosto; a emancipação política comemorada no dia 11 de abril; a Festa do Pescado no mês de maio; em junho tem festa junina; e no início de novembro, a tradicional Pega de Boi no Mato, na Fazenda Pitombeira.

Potencial turístico acariense

Durante milhões de anos, a natureza espremeu os serrotes formando uma garganta afunilada num estreito vale, onde desemboca o Rio Acauã. A mão do homem represou o rio e formou a enorme barragem Marechal Dutra, mais conhecido como Açude Gargalheiras, um dos principais pontos turísticos dos roteiros turísticos que levam ao Seridó e um dos mais belos cartões postais do Rio Grande do Norte.
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Com capacidade para armazenar 40 milhões de metros cúbicos d’água, o Açude Gargalheiras é o mais tradicional açude do Estado, atraindo milhares de turistas para Acari que desejam apreciar o espetáculo da queda d’água na parede do açude quando está sangrando. Com suas águas limpas, a barragem ainda oferece banhos sem fim em águas mansas, além de peixe e camarão para uma degustação sem pressa enquanto se delicia com a paisagem única.
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Com 654 metros de altura, A Serra Bico da Arara atrai turistas aventureiros para observar a revoada de milhares de andorinhas migratórias vindas da África, de março a setembro de cada ano. Outros pontos turísticos, como as serras do Pai Pedro e da Lagoa Seca, também fazem parte do roteiro, assim como as formações rochosas naturais que brincam com a imaginação do visitante, como as pedras da Santa, do Avião e do Sapateiro. No Poço do Arthur, são encontradas inscrições rupestres de tradição Agreste, datadas de dez mil anos.
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A cidade ainda oferece um importante acervo religioso e arquitetônico do do início do século XVIII a ser visitado. Nessa época, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário foi erguida com característica barroca, uma preciosidade religiosa e a primeira a ser edificada na região. Batizada de Nossa Senhora dos Pretos do Rosário, uma de suas principais características é o retábulo todo em fios dourados, com florais, cestarias e curvas.
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Complementando o sítio religioso está a Matriz de Nossa Senhora da Guia, que é uma das maiores do Estado e que apresenta um estilo eclético, reunindo ao lado do romantismo, o barroco e o rococó. A matriz foi edificada em 1863 e idealizada pelo primeiro pároco da cidade, o acariense Thomaz Araújo. Os sobrados do Padre Modesto, a Capela de Nossa Senhora de Lurdes e as casa da Vila Dona Mariana completam o roteiro pela arquitetura do município.
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O Museu do Sertanejo é outro exemplo do acervo arquitetônico colonial acariense. O casarão guarda o estilo característico do segundo reinado, quando foi construído para ser o prédio da Cadeia e Intendência. Em estilo neoclássico, o Museu do Sertanejo preserva no seu interior verdadeiras relíquias, o que há de mais expressivo na cultura sertaneja nordestina, reunindo peças que contam a história das duas antigas fontes econômicas do município: a criação de gado e o cultivo do algodão.
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Dentro do casarão do Museu do Sertanejo também acontecem eventos culturais, como lançamento de obras literárias, exposições temporárias, o Auto de Natal, o pastoril, o coral infantil e oficinas educativas. O espaço interno foi cuidadosamente reformado para passar ao visitante a impressão de estar participando do dia-a-dia do sertanejo nordestino. A Igreja do Rosário, a Matriz de Nossa Senhora da Guia e o Museu do Sertanejo foram tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1964.

Pega de Boi na Fazenda Pitombeira

O pequeno curral espreme dezenas de bois, devidamente escolhidos, que se mexem de um canto ao outro, levantando poeira e fazendo algazarra, como se já soubessem que seriam mascarados naquela manhã de novembro. Quando o boi é solto, rapidamente se embrenha na caatinga, tendo ao seu alcance dois vaqueiros encourados que seguem o badalar do chocalho, rasgando o mofumbal entre espinhos de juremas secas e touceiras de xique-xiques.
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O boi é perseguido, laçado, derrubado e mascarado, num curto espaço de tempo. A parelha de vaqueiros vence o boi e a caatinga, ostentando uma rusticidade natural de seu aspecto grotesco, surgindo uma imagem viva da grandeza selvagem daquela gente simples e forte. Encourado, de perneiras, gibão, guarda-peitos e chapéu de couro com barbicacho a apertar-lhe um queixo protegido por uma barba escassa, o vaqueiro tem no rosto, rasgado pelos espinhos de jurema, um troféu da sua valentia.
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O mês de novembro marca o início da temporada sem chuva no sertão, onde a terra esturricada pela seca é cenário para uma das mais tradicionais manifestações nordestina: a “Pega do Boi no Mato”, quase esquecida pela modernidade. Pensando em preservar a memória do sertanejo, valorizando a figura do vaqueiro, a Fazenda Pitombeira, em Acari, realiza todo ano a “Pega de Boi no Mato”, o “Encontro dos Vaqueiros da Ribeira do Acari” e a “Missa do Vaqueiro”.
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A tradição da Pega de Boi no Mato chegou ao Seridó com a colonização e a expansão da criação de gado, quando não havia as cercas delimitando as fazendas e o boi era solto na caatinga. Ao final da estação chuvosa, os fazendeiros reuniam os vaqueiros da região para pegar o boi, marcar a ferros e conduzir para áreas onde os pastos eram mais abundantes. Quando a bravura dos vaqueiros prevalecia, os fazendeiros recompensavam concedendo o direito de saborear uma boa cachaça enquanto comiam a carne de um boi gordo.
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Conforme Marcus Nepomuceno, fazendeiro e idealizador do evento, a “Pega de Boi no Mato” é uma maneira de resgatar uma das mais autênticas tradições seridoenses e preservar uma cultura genuinamente nordestina. “Valorizamos o vaqueiro porque sempre foi um homem de muita confiança na fazenda. Além de sua fama de valente. Sou um entusiasta das nossas tradições sertanejas e o evento é uma forma de homenagear a grande figura do vaqueiro”, ressaltou.
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Entre risos, prosas, poeira e boa cachaça, um verdadeiro forró pé-de-serra anima a vaqueirama nos alpendres da Pitombeira, consolidando uma tradição seridoense de um esporte onde o maior prêmio é a pega e derrubada do boi. Tecendo comentários sobre a Pega de Boi no Mato, Câmara Cascudo escreveu no livro Vaqueiros e Cantadores: “Prova legítima de habilidade e força, torneio sagrador de famas, motivo de cantadores que imortalizaram a façanha”.
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A religiosidade forte do sertanejo está presente na “Missa do Vaqueiro”, celebrada no Sítio Bico da Arara, nas cercanias de Acari. Na hora do ofertório, os vaqueiros fazem doações de peças usadas como gibão, esporas, matulão, cela, chapéu, arreios e outros apetrechos pessoais para o Museu do Vaqueiro da Ribeira do Acari. O momento lúdico do evento é quando os vaqueiros entoam seus aboios, ecoando nas caatingas seridoenses um canto de lamento e bravura.

Artistas do Gargalheiras

Além do tradicional artesanato feito de renda, tapeçaria e bordado, Acari tem grandes artistas plásticos, criando peças únicas que saltam os olhos dos marchantes atentos e colecionadores de arte. O santeiro Ambrósio trabalha a madeira onde Nossa Senhora de Santana é esculpida em todos os detalhes, como se seus pecados fossem redimidos pela santa. Ambrósio também reforma móveis coloniais, oratórios barrocos e outros santos.
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Juntando sucatas e metais velhos, o ferreiro Dimauri transforma o ferro retorcido em esculturas expressionistas, apresentando imagens do sertão em sua arte. No seu atelier, o visitante pode apreciar esculturas de ferro mostrando as cenas do cotidiano sertanejo: um carro de boi carregando um agricultor e uma criança, um vaqueiro derrubando o boi no meio da caatinga ou uma família reunida em torno da mesa de jantar, entre outras peças.
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Transformando rochas em arte, o escultor Dimas Ferreira trabalha as margens do Açude Gargalheiras, onde encontra a pedra bruta de granito para suas esculturas. Nascido e criado em Acari, Dimas aprendeu a fazer sua arte quando trabalhava como “quebrador de pedras” para fazer paralelepípedos. “Um dia vi uma pedra que dava para fazer uma cabeça de gente. Fiz e deu certo”, confessa.
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Em junho de 2006, Dimas Ferreira ganhou o Prêmio Cultural Diário de Natal, recebendo o troféu “O Poti” no palco do Teatro Alberto Maranhão, em Natal, pelo reconhecimento de sua obra. “Eu não esperava ganhar o prêmio, fiquei muito feliz. Agora, vou trabalhar mais animado”, disse o escultor, prevendo o aumento das encomendas. O artista fica feliz em dizer que sua arte está em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Natal e até na Europa.
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Dimas é um autodidata. Há 16 anos no ofício, ele nunca tinha visto ninguém esculpir peças em outros materiais. Por sua atividade incomum, o artista é obrigado a confeccionar suas próprias ferramentas de trabalho. Com base no formato que tem a pedra, Dimas vai esculpindo o granito, buscando formas de animais ou pessoas. Com uma vasta clientela, o artista afirma que não tem dificuldade para vender suas peças. “Se eu fizesse uma peça por semana, tinha comprador pra ela. Hoje, tenho muitas portas abertas”, enfatizou.
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Em outubro do ano passado, Dimas levou um São Francisco das Chagas esculpido na rocha bruta do Gargalheiras para Brasília, a convite do senador Garibaldi Filho, a fim de participar da terceira edição da exposição “Artistas Brasileiros – Novos Talentos”, no Salão Negro do Congresso Nacional. A exibição contou com esculturas de artistas de todas as regiões brasileiras, indicados pelos parlamentares de seus respectivos Estados.
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Quando abordado pela reportagem da revista Papangu, debaixo de um sol escaldante, o artista trabalhava numa escultura de um Lampião, em tamanho natural, que lhe empenhava o trabalho de cinco meses. Seu atelier é na beira do Gargalheiras, onde ele castiga a rocha gigantesca e bruta, sob o sol escaldante da caatinga, esculpindo detalhes com ferramentas grosseiras para um trabalho tão delicado, cheio de detalhes.

18 de junho de 2008

Artistas comemoram 88 anos da Feira do Alecrim

Foto: Lenilton Lima

Damião Rabequeiro e Mestre Elpidio vão puxar o cortejo do Boi Calemba.
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A Feira do Alecrim é uma das mais tracionais feiras livres natalense. Todos os sábados, centenas de pessoas, provenientes de todas as regiões da cidade, vêm ao Alecrim em busca de produtos mais baratos, oferecidos por um grande fluxo de feirantes e comerciantes.
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No próximo dia 20 de junho, a Feira do Alecrim celebra seu 88º aniversário e a data não vai passar em branco. Uma série de eventos está sendo realizadas pelos 26 grupos de artistas que fazem parte da República das Artes, colocando em prática o projeto “Arte no Grito”.
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O projeto "Arte no grito" tem como objetivo resgatar e valorizar o lado cultural das feiras livres como era habitual em décadas passadas. No último sábado, os artistas iniciaram as festividades com um cortejo saindo da sede da República das Artes, na Avenida Um, às 8h e as intervenções artísticas ficaram por conta do grupo Pára-choque.
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Todos os sábados, a República das Artes promoverá um cortejo em direção à Feira do Alecrim, com direito a rabequeiros, cordelistas e violeiros. Chegando à feira, haverá intervenção com literatura de cordel, esquetes teatrais e números musicais. Além das apresentações culturais, estão previstas ações de alertas nas áreas de higienização, conscientização ambiental e valorização da cidadania.
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Mas, as intervenções não devem ficar limitadas ao mês de aniversário da feira. A idéia dos artistas é instituir uma programação cultural permanente no local. Conforme o fotógrafo Lenilton Lima, representante da República das Artes, as manifestação não devem ficar limitadas ao mês de aniversário da feira. “A idéia é instituir uma programação permanente no local”, disse Lenilton.
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Segundo Lenilton Lima, os grupos estão redigindo uma proposta de revitalização da Feira do Alecrim e querem apresentar aos órgãos públicos competentes. “Queremos mudar a cara atual da feira, transformá-la novamente em uma opção para o público e para o turista”, ressalta.
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No dia 19, véspera do aniversário da Feira do Alecrim, os artistas farão uma programação especial em frente à sede da República das Artes, com café-da-manhã aberto ao público, apresentações culturais gratuitas e feira de artesanato.
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Cordelista conta história da feira
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“Amigo vou lhe dizer /ouvinte vou te contar. /Se arrume pois sábado /vamos juntos passear, /e na feira do Alecrim /maravilhas vou te mostrar”. Com esses versos o poeta cordelista Elinaldo Gomes, o “Boquinha de Mel”, inicia a história da feira do Alecrim contada em um dos seus cordéis intitulado “A feira do Alecrim homenageia seus heróis”.
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Conforme o poeta, o paraibano José Francisco dos Santos possuía uma mercearia e na ocasião conheceu o vendedor da região, João Ferreira e os amigos Balbino Marques e João Estevam de Andrade, que fundaram a feira no dia 20 de junho de 1920.
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A idéia era que a feira do Alecrim funcionasse no domingo, mas o governo não aceitou e o dia escolhido foi o sábado. Na época, não se pagava imposto na feira, mas depois de 1930 a Prefeitura começou as cobranças.
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Luís da Câmara Cascudo apresentou José Francisco como o idealizador da feira no dia 23 de março de 1957 e no ano seguinte, no dia 12 de junho a Câmara Municipal de Natal aprovou a Lei para o funcionamento da feira e uma placa de bronze foi fixada na rua Nove.
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Hoje, a tradicional feira do Alecrim possui 515 metros de cobertura (tendas), banheiros, lixeiras e placas de identificação de produtos que estão separados por tipo de produtos e mercadorias diversas.

Um poema de Lívio Oliveira

Famélica

Posto que me entregaste
tua seiva e saliva,
tua vontade e teu gesto,
teu nome e origem,
tuas formas,
sabores, perfume,
tuas íntimas loucuras,
teus pensamentos longíquos,
não há como negar
destinar-me,
destituir-me,
sem salvação,
aos teus dentes de coiote,
a tua sede de loba no deserto,
a tua fome devoradora
de leoa enclausurada.

17 de junho de 2008

Manual de Prestação de Contas Eleitorais será lançado nessa quarta-feira, na Assembléia Legislativa do RN

Foto: AG Sued

Um dos autores do livro, José Nilson Rodigues Junior e o representante da equipe de contadores em Natal, Rodrigo Vinicius.
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Nas eleições desse ano, os candidatos (prefeitos e vereadores) devem ficar atentos às regras eleitorais, sob pena de perder o mandato. Com objetivo de orientar os candidatos e demais pessoas envolvidas com o processo eleitoral para eleições de 2008, será lançado o "Manual de Prestação de Contas Eleitorais", no dia 18 de junho, às 18h, na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte.
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O livro tem como autores: o analista de contas do TRE, Francisco Márcio de Oliveira; o contador e advogado Cássio Rodrigues da Costa e José Nilson Rodrigues Junior, contador, especializado em direito tributário. Em Natal, o Manual é representado pelo contador Rodrigo Vinicius e o economista Cledionor Mendonça.
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Conforme os autores, o livro é um manual de orientação, com leitura de fácil acesso, que explica todos os aspectos de arrecadação e aplicação dos recursos de campanha e a prestação de contas a Justiça Eleitoral. O texto é direcionado, principalmente, a assessores, dirigentes partidários, administradores de campanha e servidores da justiça federal, além de estudantes e público interessado.
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"Não é uma obra teórica, de fundamentos jurídicos, mas, como o próprio nome esclarece, é um manual, que trata de forma prática um dos aspectos que devem ser observados pelos candidatos e comitês, sendo escrito com uma linguagem clara, objetiva e de fácil compreensão, mesmo para aqueles que possuem conhecimentos jurídicos mínimos", esclarece os autores na apresentação do manual.
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Segundo os autores, o "Manual de Prestação de Contas Eleitorais" traz, numa linguagem simples e didática, todas as regras a serem seguidas quando da prestação de contas, incluindo informações sobre comitês financeiros, recibos eleitorais, gastos eleitorais, análise das contas etc.
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Os autores do "Manual de Prestação de Contas Eleitorais" deixam claro que o lançamento será aberto ao público em geral. Na ocasião, haverá uma exposição sobre o Manual, em seguida um coquetel para os participantes. Além do livro, os autores proferem palestras e prestam serviço de consultoria aos candidatos.
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A partir da quinta-feira, o "Manual de Prestação de Contas Eleitorais" estará sendo vendido nas livrarias Siciliano e Poty Livros, em Natal e Mossoró.
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SERVIÇO
Lançamento do Livro
Manual de Prestação de Contas Eleitorais
Quando: 18 de junho
Onde: Assembléia Legislativa
Horas: 18h00

Informes Literários

Feira do Livro do Porto registra queda em público e vendas
Encerrada na última terça-feira (10), a Feira do Livro da cidade do Porto, uma das maiores de Portugal, registrou este ano uma diminuição de cerca de 20% no número de visitantes – cerca de 250 mil. As vendas de livros também caíram consideravelmente em relação a 2007, de acordo com o coordenador do evento, Francisco Madruga. De acordo com sua declaração ao Jornal de Notícias, os motivos da queda foram o atraso na divulgação da feira e a coincidência da data com a Festa de Serralves, evento cultural que ocorreu nos mesmos dias.
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Libro al Día chega à sua terceira edição
Acaba de sair a edição número 3 do Libro al Dia, publicação do Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e no Caribe (CERLALC). Neste número, são abordados temas como as novas ações e projetos da entidade, além de notícias sobre o mundo do livro, bibliotecas, leitura e direitos do autor. O artigo principal dessa edição é dedicado 67ª Feira do Livro de Madri. Os textos podem ser lidos gratuitamente no site.
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1º Congresso Brasil-Moçambique
O tema digitalização, democracia e diversidade foi o objeto principal de discussão na primeira edição do Congresso Moçambique-Brasil, na cidade de Maputo, em Moçambique, entre os dias 9 e 12 de junho. O evento teve a participação de professores brasileiros e moçambicanos, além de exposições e debates. Os trabalhos apresentados no congresso serão publicados em um livro.
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MinC disponibiliza logomarca do Ano Nacional Machado de Assis
O Ministério da Cultura está disponibilizando às instituições interessadas a logomarca do Ano Nacional Machado de Assis. Para obter o arquivo, basta entrar em contato com o MinC pelo telefone (61) 3316-2014 ou clicar aqui. No ano do centenário de morte do escritor, estão programados seminários, conferências, exposições sobre Machado e sua obra, além do lançamento de edições populares e coletâneas comemorativas.
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Biblioteca Nacional na reta final de seu projeto de acessibilidade
A Biblioteca Nacional deve concluir até o fim de junho a primeira parte do projeto “Biblioteca Acessível”, que permitirá que portadores de deficiência física e idosos possam ter acesso ao acervo da instituição. Para isso, estão sendo instalados no local equipamentos de alta tecnologia, como ampliadores de textos eletrônicos, leitores de livros autônomos, linhas Braille, folheadores de livros automáticos, teclados e mouses especiais, impressoras Braille e programas para leitura de textos que fazem reconhecimento de voz. O projeto foi desenvolvido em janeiro de 2008 pela ONG Acessibilidade Brasil e deve servir de modelo para as demais bibliotecas que integram o sistema brasileiro de bibliotecas, coordenado pela Biblioteca Nacional.
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São Paulo terá 2ª edição da “Bienal dos Pobres” em agosto
Na mesma semana em que será realizada a 20º Bienal Internacional do Livro no Ibirapuera, em São Paulo, a cidade abrigará também a Bienal dos Pobres, na Praça da Sé. O evento, organizado pela ONG Educa São Paulo e o Núcleo de Trabalhos Comunitários (NTC) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo distribuirá milhares de livros gratuitamente à população carente. Na primeira edição, a prefeitura apreendeu dois mil livros no local. Após acionar o Ministério Público, a organização do evento conseguiu recuperar as obras.
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Dica de Leitura: Manuel Bandeira
Biografia
Poesias do autor
Texto sobre o Modernismo Brasileiro
Discurso de posse do escritor na Academia Brasileira de Letras
Gincana virtual sobre o autor
Trechos do vídeo O habitante de Pasárgada, de Fernando Sabino, que retrata o cotidiano de Manuel Bandeira
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AGENDA LITERÁRIA
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XV Congresso Brasileiro de Arquivologia
30 de junho a 4 de julho - Goiânia (GO)

Congresso Internacional da Abralic 2008
Associação Brasileira de Literatura Comparada
13 a 17 de julho
Campus da Universidade de São Paulo (USP), São Paulo

4º Seminário Nacional O Professor e a Leitura do Jornal
21 e 22 de julho – Campinas (SP)

II Colóquio Internacional sobre Letramento e Cultura Escrita
11 a 13 de agosto – Belo Horioznte (MG)

7º Congresso Ibero-Americano de Editores
“O livro, a leitura e a construção da cidadania”
11 a 13 de agosto - São Paulo (SP)

VII Simpósio de Leitura da UEL
13 a 15 de agosto – Londrina (PR)
Inscrições de trabalhos até 15 de junho

Entrevista de Heloísa Buarque de Holanda à Lívio Oliveira

Foto web
A poesia ou literatura "marginal" ainda tem espaço neste tempo informatizado e globalizado?
Acho que a poesia sempre tem espaço na História. Mas de formas diferentes em cada momento. Hoje não vejo que possa ser repetido o papel histórico e o impacto político da poesia marginal. O que não quer dizer que a poesia pessoalizada, da improvisação, etc, não tenha seu lugar garantido em nossos dias.
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Que razões existem para o reduzido mercado editorial para a literatura, em geral, e principalmente para a poesia no Brasil? Há soluções à vista?
As razões são óbvias: O descaso do estado com as prioridades do ensino no país. O Brasil não é um país de leitores. Assim, não há como ser uma país de editoras.
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Qual é a real busca de um escritor? O que o move?
Não me sinto capaz de responder porque não sou escritora. Mas , como crítica, posso dizer que o que me move é realizar um trabalho que contribua para a transformação social.
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Que iniciativas editoriais no campo literário têm dado certo no Brasil?
Temo dizer que são as de mercado mesmo. O que, de certa forma, reforçando economicamente nossas editoras, podem terminar abrindo espaço para inovações editoriais futuras.
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As desigualdades regionais ocultam talentos das letras?
É claro que sim. Isso pode ser visto em casos como o do site Overmundo, no qual explodem talentos até então desconhecidos a cada minuto. A demanda reprimida de visibilidade das literaturas regionais deve sugerir e promover ações similares que são muito importantes.
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Há novidades interessantes na literatura do Brasil?
Nunca houve tantas. Os espaços se abriram, a escrita está invadindo outros gêneros como quadrinhos, música, artes e tantos outros espaços até hoje não literários e a internet está divulgando a fala de uma geração extremamente talentosa e prolífica.
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Como se seduz, se conquista um leitor?
Escrevendo bem e incorporando nessa escrita uma visão de mundo abrangente e contemporânea.
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O que comunica o escritor e qual o seu papel social? É aceitável o engajamento do escritor, hoje?
Não acredito que alguma escrita, seja ela como for, não seja engajada. As formas de engajamento , ao contrário do passado, é que são cada vez mais múltiplas e diferenciadas.
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Qual a importância, a seu ver, da letra de música, no que respeita ao seu valor literário e poético?
Acho que a letra de música é uma prática literária que merece grande respeito. E seu valor literário oscila tanto quanto nos textos escritos.
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Há espaço, ainda, para a literatura nos jornais?
Cada vez menos. O espaço do jornal está reduzindo drasticamente a presença da literatura. Isso se explica pela própria crise e impasses econômicos da imprensa escrita nos dias de hoje
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Vive-se de literatura no Brasil? É possível?
É difícil não só no Brasil mas no mundo. São poucos os casos do que poderíamos chamar de escritores profissionais. Mas se o mercado editorial se fortalecer, esse será um ponto a ser considerado.
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Quem merece ser lido, atualmente?
Essa pergunta é complicada. Em princípio todos os escritores merecem ser lidos, deixemos assim.
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Quem merece ser relido?
Idem.
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Existe uma "literatura feminina"?
Não. Existem algumas estratégias de linguagem usadas pelas mulheres por razões apenas culturais.
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1968 ainda está fortemente presente? Em quê?
Nos movimentos de periferia, meio ambiente e em algumas ações do próprio estado.

16 de junho de 2008

Natal: dinâmica, bela e banguela

AG Sued
Leio os jornais locais dando conta que Natal figura entre os 40 municípios mais dinâmicos do Brasil. A notícia é resultado de um estudo encomendado pelo jornal Gazeta Mercantil e realizado pela consultoria Florenzano Marketing que calculou o Índice Potencial de Consumo a partir de dados do consumo das famílias utilizando como fonte o Banco Central e o IBGE.

Acredito que esses pesquisadores não deram um passeio despretensioso pela orla urbana de Natal para constatar que o consumo dinâmico dos natalenses tem sido transferido para outras plagas, desprezando aquela que foi um dos points mais badalados da cidade. Se há um potencial de consumo na cidade, a ponto de ganhar um “prêmio”, os consumidores estão esquecendo de gastar o dinheiro nas praias do Meio e dos Artistas.

Um rápido passeio pela orla central de Natal, pode se perceber a decadência da Praia dos Artistas. O trajeto que compreende as praias do Forte, Meio e Artista não atrai a atenção dos Poderes Públicos e nem dos empresários para a revitalização do local, que já foi o centro da agitação noturna até o inicio dos anos 90, encantando playboys e moçoilas em noites alucinantes.

A cinco minutos do centro natalense, a Praia dos Artistas foi um dos principais points da boêmia natalense onde os bares abrigavam gente de todos os lados da cidade, ao som das batucadas de Pedrinho Mendes e Sueldo Soares. A prostituição e a falta de segurança foram os principais vilões pela derrocada da Praia dos Artistas.

Como toda praia urbana nordestina, a Praia dos Artista tem um potencial muito grande para ser explorado. Porém, a praia continua bela e banguela, como nos versos de Caetano Veloso, esperando pela sensibilidade dos gestores para viabilizar uma revitalização do local.

13 de junho de 2008

Fotografia e Poesia

fotografia de 1936, fotógrafo desconhecido
Delírio ao amanhecer
Maria José, Currais Novos RN
in Espartilho da Eme
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Meus seios acordaram meninos.
Tão ausentes de sua essência,
involumosos,
tímidos,
miúdos.
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Meus seios
(antes abóbada)
estavam virgens
de outras mãos,
olhares, desejos...
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À noite
(quando a lua despertar)
meus seios tornar-se-ão
chumaço de puro algodão
e massa firme em delírio.

O dia de Bloom: um dia comum - “o Bloomsday”

Por João da Mata

O dia 16 de junho é o dia de Bloom. O dia em que transcorrem as ações do romance Ulisses, escrito pelo irlandês James Joyce (1882- 1941). Toda a vida são vários dias, um após o outro como na vida do sr flores (Leopold Bloom). O Ulisses de Joyce é um banquete literário dos deuses fundindo gêneros, épocas, o popular e o erudito. Um dia na vida de uma personagem. Um dia comum, uma vida comum como a nossa transformada em arte por um artífice de palavras que podem ser criadas : verdemuco, azulargênteo, sandalizantes, etceteetal. Uma linguagem cheia de “puns” e outros sons. Ouve-se mais do que escuta-se, no Ulisses de Joyce. “Deus é um barulho na rua”.
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A primeira edição do Ulisses foi publicada em 1922, por uma pequena livraria-editora de Paris, a Shakespeare and Company, da poetisa Sylvia Beach. Uma verdadeira saga a edição desse livro que precisaria sair no dia do aniversário de Joyce, um aquariano obcecado pelas datas e números. Ulisses é uma epopéia moderna, considerado o maior romance moderno. Um romance enciclopédico e fragmentário. Romance enigma e labiríntico. Uma trepada lingüística. A 1ª edição brasileira foi publicada em 1966, com tradução d filólogo Antonio Houaiss. Em 2005, saiu uma outra edição com tradução da professora Bernadina da Silveira Pinheiro.
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A estrutura do livro é composta de 18 capítulos, ou melhor, episódios. Os episódios são muitos diferenciados, não somente no conteúdo tratado como na técnica narrativa e estilo empregado. O Ulisses de Joyce acompanha a Odisséia Clássica, tanto no tema quanto na forma, e o significado dos personagens e incidentes têm correspondência com o romance de Homero, iniciador da literatura ocidental. Leopold Bloom é Ulisses e Stephanus Dedalus é Telêmaco, um poeta-artista jesuíta que sofre de consciência pesada por não ter atendido ao pedido de sua mãe para rezar quando ela se encontrava no leito-de-morte. Penélope é a mulher de Leopold Bloom, que no romance recebe o nome de Molly Bloom. Cada hora do dia 16 é representada por uma ação-lugar-som-cor. Os dezoito capítulos podem ser assim nominados numa correspondência com a Odisséia, de Homero. Telemachia: 1-Telêmaco, 2-Nestor, 3-Proteu; a Odisseia: 4-Calipso, 5-Os lotófagos, 6- O Hades, 7-Éolo, 8- Os Lestrigões, 9- Cila e Caribdes, 10-Rochedos Errantes, 11- As sereias, 12-Ciclope, 13- Nausícaa, 14-Os bois do Sol, 15-Circe; Nostos: 16-Eumeu, 17-Ítaca e 18-Penélope.
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O jovem Stephen sai da fortificação onde mora com dois colega ( a torre do Martelo), vai dar uma aula e depois passa na redação do jornal e segue vagueando pela cidade meditando e filosofando em um fluxo de consciência , “Vê agora. Aí todo o tempo sem ti: e sempre o será, mundo sem fim...” O Sr Leopold Bloom é um agente de publicidade, e sai de casa após levar o desjejum para a sua mulher que ainda está na cama.
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O Ulisses de Joyce é um homem de meia idade, judeu dublinense, angariador de anúncios e chifrudo. Stephen Dedalus-Telêmaco, é um filho à procura de um pai ou destino, e Bloom o pai que vê em Stephen a possibilidade de uma transmigração afetiva em substituição ao vazio deixado pela morte prematura do filho. Stephen é o alter-ego do Joyce jovem. Uma mente brilhante povoada de imagens poéticas, de recordações de leituras e abstrações fragmentárias. Bloom fala através de clichês, numa linguagem prosaica que jorra em todas as direções. Enquanto Bloom está almoçando, observa duas moscas copulando, e lembra dos seus primeiros encontros com a sua esposa. – “ ela me beijou. E eu fui beijado. Entregando-se, acariciava seus cabelo. Beijou, ela me beijou. Eu, e eu agora”. Esse “stream of consciosness” é uma das características marcantes de Joyce. As personagens joyceanas pensam muito. Para Stephen, a arte possui dimensões moral e social. Só a belez é imortal, “ as frias estátuas da arquitetura grega oferecem refúgio temporário a um passado e presente igualmente insuportáveis...”
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Ao fim do episódio de Nausícaa (cap.13), o “relógio de cuco” informa a Bloom que ele é agora um corno. Cuco, cuco, cuco... (cukoo-cloc; relógio de cuco e cuckold- corno).
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Ele chega a um estado mental, onde sente menos ciúmes que resignação. O amor - fala Bloom: “Quero dizer o contrário de ódio...” E segue num fluxo de consciência em uma féerie verbal -sexual: “ ele cheirou os fornudos ricudos ameruludos cheirudos melões de seu rabo, em cada fornido melonoso hemisfério, na sua riquêga amarelêga rêga, com obscura prolongada provocante melonicheirosa osculação”.
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No final, Ulisses “retorna” para casa (Ítaca) e encontra Penélope (cama). A mulhervaginabismo onde o homem se perde e jamais retorna. Ítaca distante e labiríntica. O romance encerra com um pungente monólogo de Molly Bloom. “yes, I said yes I will Yes oui jái dit oui je veux bien. SIM EU QUERO SIMS.
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O modernismo literário resgatou dois dos mais importantes legados os gregos: Ulisses ( séc VIII – IX a.C) de Homero, o movimento circular, que determinam a estrutura cíclica do Finnegans Wake – “Fnnicius Revém” ( Haroldo de Campos).
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Os caminhos do criador não são nossos caminhos - replicou o sr Deasy (cap. 2). Os caminhos de toda a cultura ocidental começam na Grécia e terminam em Joyce, para recomeçar não sabemos ainda.

Cartões Postais fotográficos para o Araruna


A Sociedade Araruna de Danças Desaparecidas e Semi-desaparecidas, fundada em 1956 pelo Mestre Cornélio, atualmente com 99 anos, e ainda atuante, terá a partir de agora um registro fotográfico que poderá estar à mão de qualquer admirador das manifestações folclóricas.
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A idéia é simples, mas não menos grandiosa e surgiu a partir do entusiasmo e admiração que o engenheiro mecânico e fotógrafo, nas horas vagas, José Correia Torres Neto, 39, nutre pelas manifestações culturais e artísticas do seu Estado.
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Ele realizou um registro fotográfico em diversas apresentações que o Grupo Araruna fez no final do ano passado e início desse ano e as publicou em cartelas postais que medem 21 cm X 15 cm, e ainda têm uma parte destacável que pode servir como marcador de livro.
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A idéia só foi posta em prática, graças à aprovação no BNB Cultural, um patrocínio específico do Banco do Nordeste que investe em projetos culturais e de cunho social.
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"Eu percebi que não havia nenhum registro fotográfico formal ou permanente das danças apresentadas pelo Araruna, assim como também uma iconografia que mostrasse bastidores ou até mesmo evidenciasse a riqueza de detalhes das suas apresentações e indumentárias. Encontrei alguns registros históricos, escritos por Deífilo Gurgel e Câmara Cascudo, mas nada que os retratasse. Daí surgiu a idéia das cartelas", explica o realizador.

12 de junho de 2008

I Love You

CRÔNICA

por Clotilde Tavares

do livro "A Agulha do Desejo" (Engenho de Arte, 2003).

Nessa minha vida agitada já não tenho mais tempo pra nada. Mas vejam só: eu estou apaixonada por você. Sabe que eu andei esses dias pensando cá comigo que amar pode dar certo? É, eu sei que amar é importante, que fundamental é mesmo amor e também tenho plena certeza de que é impossível ser feliz sozinho. E o meu coração, não sei porque, bate feliz quando te vê mas às vezes, de noite, eu rondo a cidade a te procurar, sem te encontrar...
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Por que você não vem sentir o calor dos lábios meus à procura dos teus? Você sabe que há mais peixinhos a nadar no mar do que os beijinhos que eu darei na sua boca? Não adianta, eu sou mesmo a consequência inevitável de você. Qualquer maneira de amor vale a pena e se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que só dizem sim. Eu era triste, descrente deste mundo, mas ao encontrar você eu conheci o que é felicidade, meu amor.
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Eu sem você sou só desamor, um barco sem mar, um campo sem flor. Quero a vida sempre assim, com você perto de mim. Você olha nos meus olhos e não vê nada? Mas é assim mesmo que eu quero ser olhada porque é dos teus olhos a luz que ilumina e conduz minha nova ilusão. E este seu olhar, quando encontra o meu, fala de umas coisas que eu não quero nem acreditar. Ai, você é lindo! Lindo demais.
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Você é o choque entre o azul e o cacho de acácias, é luz das acácias, você me faz feliz! Adoro ver-te, menino vadio. Gosto de te ver ao sol, de te ver entrar no mar, tua pele, tua luz... De hoje em diante cada verso meu será pra te dizer que eu sei que vou te amar, por toda a minha vida. Que tal nós dois numa banheira de espuma? Se você vier pro que der e vier comigo, eu te prometo o sol quando o sol sair ou a chuva, se a chuva cair.
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Vivo com o olho na ladeira: quando vejo uma poeira penso logo que é você. Só uma palavra me devora: aquela que meu coração não diz. Oh, baby, baby, leia na minha camisa: I LOVE YOU.

Dia dos Namorados


Esta charge do Pádua foi feita originalmente para o jornal O Estado de Goiás

11 de junho de 2008

RAPADURA NEWS

Sarau Romântico
Nesse 12 de junho, dia dos namorados, A Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte comemora seus 11 anos de existência com um grande sarau literário, no shopping Orla Sul, a partir das 19 horas. No cardápio, poesias românticas dedicadas aos namorados apaixonados.

3ª idade realiza ato público contra a violência
Uma celebração ecumênica reunirá centenas de coroas num ato público no Parque das Dunas, na próxima sexta-feira, a partir das 8 horas da matina, para celebrar o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. O acesso ao Parque custa R$ 1,00, sendo que para o idoso, a partir de 60 anos, a entrada é gratuita. Alem do mais, qualquer pessoa da 3ª idade pode participar da manhã de interação, que acontece toda última sexta-feira do mês e proporciona atividades voltadas ao bem-estar físico, mental e social do idoso.

Fim da pirataria em DVD!
Em uma entrevista à TV Brasil, Ronaldo Lemos, representante do Creative Commons no Brasil, declarou que o modo de produção do Cinema Nigeriano poderia ser um belo exemplo de distribuição para o Brasil. O que acontece por lá é que um filme em DVD oficial sai por cerca de 2 dólares, o que leva a população local a consumir o DVD oficial e não o pirata. Será que daria certo por aqui?

Workshop fotográfico em Natal
Nos dias 21 e 22 de junho, Natal sediará o workshop de atualização profissional, comandado pelos instrutores da Revista Desktop/Photoshop Pro, Ricardo Minoru, Getulino Pacheco e Clício Barroso. Serão dois dias com o melhor do Adobe Photoshop Lightroom, Preparação e Fechamento de Arquivos e Adobe Illustrator CS3. Entre no hotsite (http://www.atualizecs3.com.br/), conheça a programação completa e reserve o quanto antes a sua vaga.

Lenon na AABB
A galera fã de Jovem Guarda convidou o cantor Leno (da dupla Leno & Lilian, que marcou época nos anos 60) para apresentar um show intimista com ingressos limitados, na próxima sexta-feira, Salão Azul da AABB. Reservas e mais informações no 3211-4412.

Ervas Flutuantes
Para quem gosta de filmes que vão além do banal e de conhecer outras culturas, mesmo através do cinema, uma boa oportunidade é assistir o filme “Ervas Flutuantes” que será exibido neste domingo, no Teatro de Cultura Popular pelo Cineclube Natal. A sessão Cine Vanguarda começa às 17 horas e será seguida de uma discussão sobre a obra. Os ingressos custam R$ 2,00, mas sócios do cineclube Natal e da Adurn não pagam. Outras informações:
http://www.cineclubenatal.blogspot.com/

Vídeo Ambiental
Estão abertas, até 18 de junho, as inscrições para a III Mostra Nacional de Vídeo Ambiental de Vila Velha - ES. Podem ser inscritos filmes com temática ambiental, produzidos no Brasil a partir de 2002, com duração máxima de 50 minutos, nas categorias documentário, animação, institucional e reportagem. Cada participante pode inscrever até três filmes. Serão premiados os melhores filmes de cada categoria. A mostra competitiva acontece de 25 a 29 de junho, durante a V Feira da Terra. Regulamento, inscrição e outras informações:
http://www.monviaambiental.org/

Especial São João
As bandas SeuZé e Rosa de Pedras se juntam para fazer um tremendo show no Calígula, no Largo da Rua Chile, na próxima sexta-feira. O show começa às 23h e a entrada custa 5 dinheiros.

Conferência GLBT
Entre os dias 5 e 8 de julho, acontece em Brasília a Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Primeira conferência do gênero convocada por iniciativa governamental, o evento tem como tema "Direitos humanos e políticas públicas: o caminho para garantir a cidadania de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais". O objetivo é criar estratégias para fortalecer o projeto "Brasil sem Homofobia", lema do Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra GLBT e de promoção da cidadania homonossexual. Outras informações:
www.apn.org.br/.

Mestrado em Psicologia
Estão abertas as inscrições para o mestrado de Psicologia, da UFRN. As inscrições terminam no dia 04 de julho e podem ser feitas das 08 às 11h, na secretaria da PPgPSI, sala 121, CCHLA. As provas vão acontecer nos dias 28 e 29 de julho, às 08h no Laboratório de Psicologia. Para a seleção são necessários: currículo, anteprojeto e ficha de inscrição. A Ficha de Inscrição, Modelo de Currículo e Bibliografia, estão disponíveis nos anexos do Edital na página:
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Só rindo
Manhã tranqüila numa cidadezinha do sertão. O padre está em frente à igreja quando vê passar uma garotinha de uns nove ou dez anos, pés descalços, franzina, meio subnutrida, ar angelical, conduzindo umas seis ou sete cabras. É com esforço que a garotinha consegue reunir as cabras e fazê-las caminhar.
O padre observa a cena e começa a imaginar se aquilo não é um caso de exploração de trabalho infantil e vai conversar com a menina.
- Olá, minha jovem. Como é o seu nome?
- Rosineide, seu padre.
- O que é que você está fazendo com essas cabras, Rosineide?
- É pro bode cobrir elas, seu padre. Tou levando elas lá pro sítio de seu João.
- Me diga uma coisa, Rosineide, seu pai ou seu irmão não podiam fazer isso?
- Pode não, seu padre! Tem que ser um bode mesmo.

10 de junho de 2008

Marketing Inteligente - Filme Pornô


Informes Literários

Aprovado projeto que disponibiliza livros na internet para deficientes visuais
Na última quarta-feira, 4 de junho, a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado aprovou por unanimidade o projeto de lei que determina ao Poder Público disponibilizar na internet arquivos digitais de livros para os portadores de deficiência visual. Para evitar problemas com direitos autorais, a proposta prevê apenas a liberação de obras autorizadas e as que já são de domínio público. Os livros didáticos, científicos, técnicos e literários serão convertidos para o formato áudio ou impressos no sistema braile.
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Primeira edição de obra de Shakespeare é leiloada em Londres
A primeira edição e manuscritos de 36 obras de William Shakespeare, entre elas Macbeth, Hamlet e A Tempestade, foram leiloados na semana passada em Londres por 870 mil dólares. O volume foi publicado em 1623, sete anos depois da morte do escritor inglês, e foi vendido agora por um valor mais baixo do que seria o esperado, segundo informa a agência ANSA, por causa do estado de conservação. A Christie’s também irá leiloar os segundos e quartos fólios, publicados, respectivamente, em 1632 e 1685.
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Prêmio Orange consagra história sobre emigrante russo
A escritora Rose Tremain foi a vencedora do prêmio inglês de ficção Orange Broadband. A premiação, envolta em polêmicas por ser acusada de discriminatória, é aberta apenas a obras escritas por mulheres. O romance The Road Home é o décimo de Rose Tremain e conta a história de Lev, um viúvo russo sem emprego que emigra para a Inglaterra em busca de uma vida melhor para a sua mãe e a sua filha. A autora recebeu 30 mil libras esterlinas.
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FLIP anuncia programação oficial
A Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), evento anual com presença de autores nacionais e estrangeiros, anunciou na semana passada sua programação completa. Este ano o festival, que chega à sua sexta edição, homenageará o escritor Machado de Assis. Entre os convidados estão intelectuais brasileiros como Roberto Schwarz, Rodrigo Naves e Flora Sussekind e autores internacionais como o dramaturgo inglês Tom Stoppard, o escritor holandês Cees Nooteboom e Neil Gaiman.
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Adote um Escritor chega à sétima edição em Porto Alegre
Aconteceu na semana passada na capital gaúcha o lançamento do 7º Programa de Leitura Adote um Escritor. Trata-se de uma iniciativa que visa aproximar os sujeitos das comunidades escolares municipais (alunos, pais, professores, funcionários e membros da comunidade em geral) a autores de obras de gêneros diversos literários. Iniciado em 2002, o programa é resultado de uma parceria entre Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre e a Câmara Rio-Grandense do Livro. Estão previstos para este ano encontros com 53 autores em 96 escolas da rede municipal de ensino de Porto Alegre.
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Circuito de feiras
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Nacionais
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8ª Feira do Livro de Ribeirão Preto (SP)
De 6 a 15 de junho

8ª Feira do Livro – Campanha (MG)
De 12 a 15 de junho - Campanha - MG

Feira Internacional do Livro de Foz do Iguaçu
De 5 a 10 de agosto

3ª Feira do Livro Cultural de Taquara (RS)
De 06 a 09 de agosto

Bienal do Livro de São Paulo
De 14 a 24 de agosto

Internacionais

BookExpo Canadá
De 13 a 16 de junho – Toronto

Feira do Livro da Cidade do Cabo (África do Sul)
De 14 a 17 de junho
Feira Internacional do Livro de Tóquio
De 10 a 13 de julho

13ª Feira Internacional do Livro de Lima
De 24 de Julho a 3 de agosto

Feira Internacional do Livro de El Salvador
De 29 de agosto a 7 de setembro