31 de janeiro de 2009

As Kengas pelas lentes de Hugo Macedo

Foto: Hugo Macedo
Exposição fotográfica mostra todas as cores do carnaval irreverente das Kengas

A mistura das cores, fantasia, caras e bocas, aliado a famosa irreverência das Kengas, já chamaram a atenção de centenas de fotógrafos, que são atraídos pela magia das imagens, momentos alegres de um carnaval único no Rio Grande do Norte, que já virou tradição no domingo momesco, na terra de Câmara Cascudo.

Durante o ano de 2007, quando teve oportunidade de passar o carnaval em Natal, o fotógrafo Hugo Macedo fez questão de vir até o Centro Histórico natalense para fotografar as Kengas em estado puro de delírio e com suas fantasias mais peculiares. “Tentei captar a atmosfera carnavalesca em retratos, enquanto elas (as Kengas) se mostravam para as minhas lentes”, relata.

A exposição fotográfica terá como tema “O Glamour das Kengas”, apresentando 35 fotografias, em tamanho 25 x 38, na galeria do Bardallo’s. Conforme Hugo Macedo, as imagens mostram perfis das Kengas em forma de porta-retrato, onde toda a sofisticação da fantasia e da maquiagem está expressa em rostos coloridos, cheios de alegria e descontração. “As leoas estão soltas na rua... De lantejoulas, batons, ruge e carmim. Esse ensaio retrata uma tradição carnavalesca de Natal”, disse.

Segundo Lula Belmont, idealizador e diretor de As Kengas, as fotografias de Hugo Macedo é um verdadeiro resgate de alguns personagens que há anos desfila no bloco. “Antigamente, a gente fazia um concurso fotográfico ‘Eu fotografei as Kengas’, mas por falta de apoio, não demos continuidade. Essa exposição de Hugo vem coroar um trabalho da preservação do carnaval das Kengas com imagens belíssimas”, declarou Lula.

Hugo Macedo atua na fotografia potiguar há mais de 15 anos. Para se aperfeiçoar, fez vários cursos em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza e Natal. Já realizou exposições com temas de paisagem, natureza e documentário. Sua versatilidade faz dele um dos fotógrafos mais respeitados do Nordeste. Até mesmo quando se enveredou para a escrita, lançando o livro "Beco Estreito", Hugo foi bastante elogiado pela crítica.

A exposição fotográfica “O Glamour das Kengas” será aberta nesse sábado, 31 de janeiro, a partir das 16 horas, no Bardallo’s (Rua Gonçalves Lêdo, Cidade Alta) e ficará em cartaz até a quarta-feira de cinzas. “Fotografar todo o glamour das Kengas durante o carnaval foi fácil. Complicado é escolher somente 35 fotos para mostrar todo o encanto que elas possuem”, explicou o fotógrafo.

30 de janeiro de 2009

Aphoto realiza Assembléia Geral

Nesse sábado, 31 de janeiro, a Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) realiza sua primeira Assembléia Geral do ano, no Iate Clube de Natal, a partir das 14 horas. O evento será aberto para sócios e convidados que confirmarem presença até a noite dessa sexta-feira.

Pelo número de fotógrafo que já confirmaram presença na lista de discussão pela internet, a Assembléia deve ser um dos maiores eventos, em número de participantes (mais de 60 pessoas confirmadas), já realizados pela Associação Potiguar de Fotografia.

Na ocasião, acontecerá o III Varal Fotográfico da Aphoto, onde os participantes podem levar suas fotos para participar da exposição coletiva. Música ao vivo, sorteio de brindes e uma homenagem ao primeiro Comodoro do Iate Clube e grande fotógrafo, Jaeci Emereciano.

A Assembléia Geral também é uma maneira dos fotógrafos convidados conhecerem a Aphoto e poder fazer seu cadastro como sócio, participando efetivamente da entidade com vez, voz e voto durante as reuniões deliberativas. Para ser um sócio da Aphoto, basta preencher o cadastro e pagar uma anuidade de R$ 60,00 (sessenta Reais).

Para participar da Assembléia Geral no Iate Clube de Natal, basta confirmar sua presença, enviando um email para: alex-gurgel@oi.com.br

Alexandro Gurgel
Presidente da Aphoto
8896-5436

28 de janeiro de 2009

Oxente News

A nudez de Fátima Bernades
A apresentadora do Jornal Nacional, Fátima Bernades, fez um ensiaio fotográfico sensual quando tinha 20 anos. Agora, essas fotos estão circulando pela internet, inclusive dizendo que o maridão William Bonner tentou impedir a circulação das fotos na web através da justiça. Algumas pessoas dizem que a mulher que está nas fotos não é a jornalista Fátima Bernades. O Grande Ponto publica uma das fotos para que os leitores tirem suas próprias conclusões.

Carnaval na Ribeira
Toda quarta-feira haverá o ensaio da Banda da Ribeira, a partir das 19 ho na R ua Chile. Na Ribeira, é lógico!

Exposição na Capitania
Os artistas interessados em expor seus trabalhos na Galeria de Artes da Capitania das Artes podem se inscrever até 13 de fevereiro. Obras selecionadas serão expostas durante todo o ano de 2009. A documentação, composta por portfólio e ficha de inscrição devidamente preenchida, pode ser entregue no setor de Artes Visuais da Capitania.

Redinha Arredia
UM filme em que este blogueiro participa, fazendo a produção, texto e algumas imagens, pode se conferido no You Tube. Gravado na Redinha, o documentário “Redinha Arredia” foi produzido por uma grupo de alunos do cineasta Carlos Tourinho, através di ITEC (Instituto Técnico de Cinema) com a participação especial do poeta ensandecido, Plínio Sanderson. Para ver o vídeo, assesse:
http://br.youtube.com/watch?v=svwsQE1zjJs

Cultura Xemelê
O Xemelê, projeto desenvolvido pela equipe do Ministério da Cultura, disponível no portal do software Público Brasileiro, foi considerado pelos especialistas uma das iniciativas de destaque na Web do país no ano passado. Mais que um meio de comunicação institucional, o Xemelê é uma ferramenta de interatividade que disponibiliza duas aplicações: um ChatCast e uma solução para gerenciamento de portais. O Blog da Reforma Lei Rouanet é um exemplo de como as novas possibilidades podem ser aplicadas em processos inovadores, que resultam no desenvolvimento de uma cultura de uso da Internet pelo governo. Outras informações:
http://www.cultura.gov.br/site/.

Petrobrás Cultural
Foram prorrogadas as inscrições para todas as áreas de seleção pública do Programa Petrobrás Cultural até 12 de março de 2009.. Os regulamentos foram revisados, com vistas a incorporar as mudanças decorrentes dessa alteração. Novas datas, editais e outras informações: www.petrobras.com.br/

Pró-cultura
Estão abertas as inscrições para o Programa Pró-Cultura, que visa fomentar a pesquisa universitária, bem como o aperfeiçoamento e a formação de pessoal de nível superior em Cultura. Dentre as áreas temáticas prioritárias para o desenvolvimento das pesquisas estão as relações da cultura com novas tecnologias, conhecimentos tradicionais, inclusão social, economia, políticas públicas, dentre outras. O valor das bolsas a serem concedidas é de R$ 1,2 mil. Edital, inscrições e outras informações:
http://www.capes.gov.br/

Festival Etnográfico
Estão abertas as inscrições de documentários, vídeos experimentais e de animação produzidos a partir de 2006 para o I Festival do Filme Etnográfico do Recife, promovido pelos programas de pós-graduação em Antropologia e em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O evento será realizado de 1 a 4 de junho de 2009 no espaço do Cinema da Fundação e premiará produções cinematográficas/vídeográficas, nacionais e internacionais, que abordem questões de interesse antropológico. A mostra competitiva ocorrerá às 19h durante todos os dias do festival. Outras informações:

26 de janeiro de 2009

Carnaval de rua natalense começa dia 06 de fevereiro

Quem disse que o carnaval de rua natalense acabou está muito enganado. Para provar o contrário, a Associação Cultural e Carnavalesca “Antigos Carnavais” está completando seu oitavo carnaval de rua.

Conforme o diretor do bloco, Gutemberg Costa, a troça “Antigos Carnavais” consiste num evento popular, aberto ao público sem fins lucrativos, com objetivo do resgate cultural do carnaval natalense.

Tudo começa no final da tarde do dia 06 de fevereiro, sexta-feira, com a banda de frevo regida pelo maestro Rezende com cinqüenta músicos ao som do puro frevo Pernambucano e músicas do nosso compositor carnavalesco Dosinho.

O ponto de encontro será na Praça André de Albuquerque, de onde os foliões saem com destino as principais ruas da cidade e Ribeira e chegada prevista para às 23h no Baile da Saudade, no largo da rua Chile, na ribeira.

Todo ano acontece a escolha do Padrinho e Madrinha da Banda, além do Rei e da Rainha do Bloco Antigos Carnavais. Uma personalidade também recebe uma homenagem cultural pelo amor ao carnaval. Ainda há a escolha das melhores oito fantasias a moda antiga de carnaval que serão premiadas com kits especiais.

Na sexta-feira, dia 30 de janeiro, acontece uma prévia com a Banda Antigos Carnavais e a apresentação do maestro Rezende e parte dos músicos as 19h, no bar Amarelinho, ao lado do Memorial Câmara Cascudo.

24 de janeiro de 2009

A poesia viva de Currais Novos

AG Sued
Da direita pra esquerda: Elizabeth Rose (2º lugar), Wescley Gama (1º lugar), e Adélia Danielli (3º lugar), no concurso de poesia Zila Mamede.

Currais Novos é uma cidade de porte médio, encravada em pleno sertão do Seridó e distante 220 km de Natal, onde brota um grupo de poetas talentosos. Alguns desses poetas se uniram para formar um grupo de estudos poéticos chamado “Casarão de Poesia” para estudar e divulgar a literatura currais-novense.

De acordo com a poetisa Iara Carvalho, o grupo surgiu em 2006 nos corredores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Campus de Currais Novos. “já éramos conscientes de que a nossa missão ultrapassava as fronteiras da amizade... O nosso amor pela Poesia seria capaz de florescer cactos e enfeitar de sensibilidade esses Currais esquecidos de cultura”, diz o texto de nascimento do Casarão de Poesia.

Do grupo, vários poetas já foram premiados em diversos concursos de poesia no Estado. Na última terça-feira, o poeta Wescley Gama veio à Natal para receber o prêmio do 4º Concurso Zila Mamede de poesia, batendo outros 96 inscritos de 15 municípios do Rio Grande do Norte. “Isso é uma prova que a poesia de Currais Novos está no caminho certo”, declarou Wescley.

O Concurso de Poesia Zila Mamede é promovido pelo jornal Potiguar Notícias, sob a direção dos jornalistas Cefas Carvalho e Pinto Junior. Os poetas vencedores e aqueles que ganharam Menção Honrosa terão seus versos publicados no livro que reúne os melhores poemas inscritos no concurso. “É uma forma de incentivar a produção poética do Rio Grande do Norte, afirmou o jornalista Pinto Junior.

Esse ano, a 4ª edição do concurso Zila Mamede de Poesia agraciou em dinheiro e certificados o vencedor Wescley Gama, de Currais Novos; a 2ª colocada Elizabeth Rose, de Natal; e a 3ª colocada Adélia Danielli, também de Currais Novos e pertencente ao grupo Casarão da Poesia. “É muito gratificante ter nossos versos expostos como reconhecimento de um bom trabalho”, ressaltou Adélia.

Ano passado, na 3ª edição do prêmio Zila Mamede de Poesia, o primeiro lugar ficou com a currais-novense Iara Carvalho, esposa de Wescley e ambos fundadores do grupo Casarão de Poesia. Wescley também conquistou a última versão do concurso Luiz Carlos Guimarães de poesia, promovido pela Fundação José Augusto.

Com a conquista de vários prêmios, os poetas de Currais Novos têm adquirido o devido respeito no meio intelectual norte-riograndense. “A Poesia é nossa arma, calibre grosso, porte de ouro, quinhão de luz brilhando no topo do céu. Compartilhe desse gosto de sonho conosco!”, convida o texto criador do Casarão de Poesia.
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Para conhecer mais o trabalho dos poetas do grupo acesse o blog: http://www.casaraodepoesia.blogspot.com/

23 de janeiro de 2009

Notas da Bexiga Taboca

AG Sued
Dona Militana no teatro
Os romances de cavalarias de Dona Militana (foto) se transformaram num espetáculo teatral nas mãos do talentoso diretor Véscio Lisboa. A boa nova vem das páginas da Tribuna do Norte, em matéria no caderno Viver e assinada pela repórter Dênia Cruz Sckaff. Conforme a jornalista, doze romances de Dona Militana dão vida ao espetáculo “O Romanceiro” que é totalmente baseado nas narrações de Dona Militana, conhecedora de algumas peças raras dos romanceiros popular ibéricos e brasileiros. O espetáculo, com única apresentação em Natal, acontece dia 29 de janeiro, às 20 horas, no Teatro de Cultura Popular, anexo a Fundação José Augusto. A entrada é gratuita.

Beatles e outras mungangas
Já o caderno de cultura do Diário de Natal (Muito) vem estampando a seguinte manchete: “Beatles: yeah, yeah, yeah”, um título sem criatividade e nada original, sobre um musical da famosa banda de Liverpool, que acontece num hotel da Via Costeira esse final de semana. Se o nobre escritor Ariano Suassuna pegasse o DN para passar uma vista, ficaria muito puto com o descaso da língua portuguesa.

Exposição Fotográfica
Foi aberta ontem, no Museu Café Filho, a exposição fotográfica “Impressões Visuais”, reunindo imagens de acontecimentos marcantes do Brasil e dos Estados Unidos das últimas cinco décadas. A mostra é comemorativa pelos 50 anos da Comissão para intercambio educacional e cultural entre Brasil e Estados Unidos, conhecida como Fullbright. A entrada é gratuita e a exposição vai até dia 19 de fevereiro.

5 anos de Papangus
Por essa muita gente não esperava. A revista Papangu vai comemorar cinco anos de vida literária, circulando mensalmente em território potiguar e alhures. De acordo com Túlio Ratto, chargista e diretor da revista, a celebração será na Praça de Convivência, em Mossoró, no dia 14 de fevereiro. O evento promete ser uma grande confraternização da imprensa tupiniquim e uma tremenda reunião de uma ruma de papangus sem papas na língua. Se a revista Papangu terminasse hoje, ela já entraria para a história da imprensa potiguar com a maior periodicidade de uma revista underground, totalmente independente e sem grandes apoios.

Rock em Ponta Negra
Nessa sexta, tem o show de rock de verão com as bandas Mundo Livre S.A. e o Camarones Orquestra Guitarrística, tocando no Sancho Pub, Ponta Negra, dentro do Baile Barulhinho Bom. O show começa às 22h e ainda tem discotecagem do DJ Magão. A entrada custa 15 dinheiros.

Khrystal no Shopping
Para quem ainda não viu o show Coisa de Preto com Khrystal e banda, a programação musical no Praia Shopping apresenta hoje a voz e o talento de Khrystal. Já no sábado, a cantora Dodora Cardoso, vindo diretamente de Caicó, apresenta o show Cofrinho de Amor. Tudo começa a partir das 20h.

Feira de artesanato
Começa nessa sexta-feira e segue até o dia 1º de fevereiro, no Pavilhão das Dunas do Centro de Convenções, a 14ª edição da Feira Internacional de Artesanato do RN, que funciona das 15h às 22h, com variada programação cultural. Além de desfiles, mostras de danças, quadrilhas juninas, mamulengo e teatro, a Fiart apresenta shows com vários artistas da terra.

Buraco da Catita
Camilo Lemos reúne os músicos na boquinha da noite, no Buraco da Catita, para mais uma roda de choro e cerveja gelada. O evento acontece na Ribeira e tem sido um dos melhores lugares em Natal para começar a noite vendo gente bonita, ouvindo boa música e bebendo aquela cerveja gelada. Não há cobrança de cover artísticos.

Prospecta 2009
Promovido pela Capitania das Artes, termina hoje o projeto Prospecta, que teve o objetivo de debater com alguns gatos pingados o panorama das Artes Visuais no Brasil, por meio de oficinas, mesas redondas e mostras de vídeo arte. Hoje, tem continuidade a mostra de vídeos e as mesas redondas O tema de encerramento será “Políticas Publicas”, qeu será discutido por Flávia Vivacqua e João Natal.

Novos Jornalistas
Na próxima segunda-feira, acontecerá a colação de grau dos 35 formandos do Curso de Jornalismo da UNP. Agora, todo colunista social pode ser jornalista... até Toinho Silveira pode. Apois diga, coleguinha!

Conselho ortográfico
Os gramáticos, felizes e eriçados, não param de aconselhar: “Nunca mais trema em cima da linguiça”.

Dicas de Livros
Essas dicas são destinadas ao leitor do Grande Ponto que não vai à lugar nenhum e também não tem porra nenhum pra fazer. Então, leia um livro.
Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
Iracema -José de Alencar
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
O Guarani -José de Alencar
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
Eu -Augusto dos Anjos
As Primaveras -Casimiro de Abreu
Os Sertões -Euclides da Cunha

22 de janeiro de 2009

Marketing Inteligente - KY Gel


Um soneto de Licurgo Carvalho, Natal RN

Soneto natalense

Filha de uma Mãe Luíza qualquer,
Com cheiro nobre de Alecrim,
No Potengi, nasceste uma mulher,
Espraiada numa Cidade Jardim.

Mundana com os gringos na Ribeira,
No Beco, enche a cara de poesias e lama,
E sob a leveza de uma brisa costeira,
Oração ébria na candelária de quem ama.

Aventuras descabidas nas dunas do Tirol,
Cidade de esperança no oculto feminino,
Felações permitidas no concreto Mirassol.

Menina de Ponta Negra, crescida no carnaval,
Formidável comborça nas ruelas das Rocas,
Eterna noiva cascudiana, teu belo nome é Natal

21 de janeiro de 2009

A arte que vem do Riacho do Maxixe

AG Sued
Ivan é um artesão desconhecido embora seja um dos santeiros mais importantes do Rio Grande do Norte.

Quem viaja pela BR 226 sabe que a ponte do Riacho do Maxixe é onde começa o Seridó. Ali, numa comunidade de pouco mais de 14 residências humildes vive Ivan do Maxixe e sua família, um escultor de verdadeiras obras de artes. Porém, praticamente desconhecido no Rio Grande do Norte.

Com pouco mais de 30 anos, mas aparentando uns 40 pela dureza do sertão, Ivan começou a talhar a madeira ainda menino “para fazer brinquedo porque a família era pobre”. Ivan despertou para as artes fazendo desenhos e pintando quadros a óleo. Entretanto, foi com a escultura de madeira que começou a ganhar dinheiro com sua arte.

Ivan do Maxixe é filho de agricultores e viveu sua vida inteira nos sítios ou pequenas comunidades. Por essa razão, suas esculturas expressam as cenas do sertão potiguar, como um carro pipa puxado por vários bois, o vaqueiro derrubando o gado, além das imagens de Nossa Senhora de Santana, São Francisco, entre outros santos populares. Ivan também esculpe cabeças e membros do corpo para ex-votos pagar promessas.

Seu pequeno atelier funciona na própria comunidade do Riacho do Maxixe, onde ele atende aos visitantes e alguns marchantes que vêm de Natal e de João Pessoa para comprar suas peças. O principal marchante potiguar, Antônio Marques, compra as peças de Ivan para vender no Centro de Turismo de Natal, numa loja muito sofisticada, direcionada para turistas.

De acordo com Antônio Marques, Ivan do Maxixe é um dos principais santeiros em atividade no Rio Grande do Norte, com seus trabalhos ricos em detalhes. “Currais Novos é o berço de dois grandes santeiros, Ivan do Maxixe e dona Luzi Dantas. Ambos têm uma importância muito grande para as artes norte-riograndenses”, ressaltou o marchante.

Vida de artesão não é fácil. Bem poucos são aqueles que conseguem sobreviver unicamente com a venda de sua produção. Ivan do Maxixe é um deles, e foi mais além: ele conquistou o mundo com seu talento. Atualmente, suas peças são adquiridas por pessoas do Brasil e do mundo inteiro que visitam a Galeria de Arte do Centro de Turismo.

Para quem quer adquirir as peças de Ivan do Maxixe, ou mesmo apreciar a arte desse santeiro sertanejo, há duas opções: ir até a comunidade do Riacho do Machice, onde começa o Seridó, as margens da BR 226; ou visitar a galeria de artes no Centro de Turismo, em Natal.

Frango assado na bandeja

Essa delícia de prato não ganhou o Pratodomundo, o cobiçado troféu do mui famoso festival gastronômico do Beco da Lama, porém mostrou para todo mundo como uma espelunca de verdade deve servir asinhas de frango de uma forma sensual.

20 de janeiro de 2009

Carnaval de Natal 2009

Um dos projetos da antiga gestão da Capitania das Artes, o Carnaval Multicultural, será mantido por César Revoredo em todos os pólos da cidade: Redinha, o Centro Histórico, as Rocas, a Ribeira, Ponta Negra e o Alecrim.

Esse ano, o grande homenageado será o Mestre Cornélio Campina, criador do Grupo Araruna, falecido em agosto do ano passado. Durante os dias de folia, bandas de frevo e grupos musicais tocarão músicas do Araruan nos seis pólos da cidade.

A folia momesca natalense começa no dia 06 de fevereiro, com o Bloco Antigos Carnavais, cujo percurso sai da Praça André de Albuquerque e segue até a Rua Chile. Embalados pelo frevo, os foliões presenciarão a escolha do Rei Momo e da Rainha do Carnaval 2009, na velha Ribeira.

Embora a eleição do Rei Momo e da Rainha do Carnaval aconteça no dia 06, a abertura oficial do Carnaval 2009 só acontece dia 19 de fevereiro, com o Baile de Máscaras no Largo do Atheneu, onde a prefeita entregará a Chave da Cidade ao Rei Momo, marcando assim o início de seu reinado.

As atrações dos pólos ainda não estão todas confirmadas, mas a tendência do carnaval deste ano é a valorização dos artistas potiguares. Nomes como Valéria Oliveira, Pedrinho Mendes, Isaque Galvão, Cirleide Andrade e Ronaldo Ferrara já garantiram presença.

Até agora, a cantora Marthinália (filha de Martinho da Vila) é a única atração nacional, finalizando o Desfile das Kengas, no domingo de carnaval.

19 de janeiro de 2009

Filosofia de Pára-choque

- Transar é arte, gozar faz parte, engravidar é moda, assumir é que é foda!

- O Brasil é um país geométrico... tem problemas angulares, discutidos em mesas redondas, por um monte de bestas quadradas.

- Mulher é igual a macarrão: você enrola, enrola, enrola... e come!

- Casar é trocar a admiração de várias mulheres, pela crítica de uma só!

- O chifre é como o consórcio... quando você menos espera é contemplado.

- Mulher feia é igual à ventania: só quebra galho.

- A diferença entre o homem e a mulher é que o pau que está entre as pernas do homem é sempre o mesmo.

- Sogra é como onça: temos que preservar, mas ninguém quer ter em casa.

- Mulheres são como traduções: as boas não são fiéis e as fiéis não são boas.

- Mulher de amigo é que nem muro alto: a gente trepa, mas dá um medo...

Marketing Inteligente - Johnnie Walker


Um poema de Helmut Cândido, Natal RN

O adeus de despedida
De quem parte
Deixando ficar
.................despida

A alma a penar,
Não pode mais
.................edificar

No terreno que deixou
Como sem planta, deserto
..................como céu aberto.

O sertão praieiro da Costa Branca

AG Sued
Da pequena vila e seu arruado de casas coladas até o cais do porto, ás margens do Rio Mossoró, a cidade de Areia Branca se espalha por toda parte até o mar. Distante 340 km de Natal, o município tem uma infinidade de belas e diferentes paisagens marinhas, com seus 42 quilômetros de extensão praieira.

Areia Branca é mais conhecida pela sua economia voltada para a extração e industrialização do sal e pelo seu Porto-ilha, por onde passa toda a produção salineira nacional, para consumo interno e exportação. Assim como virou sinônimo de “cidade do sal”, Areia Branca tem potencial para ser transformada em grande pólo do turismo.

Premiação do 4º Concurso Zila Mamede acontecerá amanhã

A premiação do 4º Concurso de Poesia Zila Mamede, promovido pelo jornal Potiguar Notícias, será realizado na terça-feira dia 20, às 19h, na Livraria Siciliano do Natal Shopping. Na ocasião receberão prêmios em dinheiro e certificados o vencedor Wescley Gama (foto), a 2ª colocada Elizabeth Rose e a 3ª colocada Adélia Danielli.
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A livraria Siciliano é parceira do Potiguar Notícias e a escolha da livraria do Natal Shopping para a premiação não foi por acaso. A poeta paraibana, mas, que viveu e morreu em Natal, Zila Mamede é a patronesse na livraria, e será devidamente homenageada na ocasião.

Também receberão certificados mais dez poetas que obtiveram menção honrosa: Anne Guimarães, Araceli Benevides, Iara Maria Carvalho, Luciene Danvie, Itamir Vieira, Drika Duarte, Márcio Magnus, Adriano Gray Caldas, Marcilio Oliveira e José de Sousa Xavier.

O 4º Concurso Zila Mamede, realizado de julho a outubro de 2008 teve 96 poetas inscritos de 15 municípios potiguares. O júri foi formado pelos poetas Aluizio Mathias, José Acaci e Eduardo Gosson. A coordenação do concurso é realizada pelos jornalistas José Pinto Junior e Cefas Carvalho.
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Alguns versos de Wescley:
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em clara homenagem à mulher na janela:
antes que a lua saia
me dê o seu olhar de áfrica cansada
me dê o seu grifo de lápis inquieto
me dê a sua alegria de água em caneca velha de alumínio...
e me conceda o teor de uma dança a sós:
(a lua sai e dançamos - eu você e deus)

17 de janeiro de 2009

Pipa: um puteiro a céu aberto

AG Sued
Para os endinheirados aventureiros, que buscam a famosa composição “sexo, drogas e rock and roll”, a praia de Pipa é o lugar certo. Distante 85 quilômetros de Natal, a praia já foi um paraíso perdido de naturalistas e eco-turistas que buscavam nas suas praias desertas e suas falésias a tranqüilidade para longos descansos.

Anos atrás, a atmosfera charmosa da Pipa só era comparada a Angra dos Reis, no Rio de Janeiro; Bombinhas, em Santa Catarina; Arraial d’Ajuda, na Bahia; e Jericoacoara, no Ceará. A mais badalada praia potiguar ficou cosmopolita demais. Os gringos cheios de grana não respeitam as Leis brasileiras e consomem maconha e cocaína nas mesas de bares.

Um lugar onde se fala todas as línguas do mundo e todos os sotaques brasileiros, como uma Torre de Babel, atrai garotas de programas que “rodam a bolsa” a luz do dia, sem o menor pudor, como se aquela cena fosse coisa costumeiras nas ruelas estreitas de Pipa. Na rua principal, alguns bares funcionam como “casa de drink”, oferecendo aos seus clientes a receita: música, mulheres e drogas.

Alguns empresários sérios e nativos estão reclamando que depois da meia-noite, quando todos os gatos são pardos, os maluquetes podem consumir maconha ou cocaína na maior escancaração do mundo, num barzinho super-bem-transado, onde um gringo administra a casa na certeza da impunidade.

Enquanto isso, a Polícia é omissa porque faz vista-grossa ou não realiza as blitz necessárias para coibir os abusos, principalmente praticados pela cara-de-pau dos gringos que não respeitam as Leis brasileiras. A impunidade aos “empresários da noite” também atrai assaltantes e arrombadores de casas.

Do jeito que a coisa vai, para que a praia de Pipa se torne um grande cabaré sofisticado, só basta cercar a área. A prostituição, os consumos de drogas, o abuso de certos gringos e a certeza da impunidade, estão aumentando consideravelmente a violência na praia mais badalada da costa potiguar.

Se as autoridades (in) competentes não fizerem alguma coisa, Pipa está destinada a ser conhecida também com um grande puteiro a céu aberto.

Depois de uma noite no Beco da Lama...


16 de janeiro de 2009

O Poema-Processo precisa mudar de gênero?

ARTIGO

Nelson Patriota
Jornalista

Passados quarenta anos do lançamento do poema/processo, no bojo das idéias reformistas do concretismo, esse movimento tem um acerto a fazer com os tempos de hoje: dizer a que veio. Seu descarte da palavra, apregoado em seu octálogo de 1967, e ratificado por diversos de seus membros, continua em questionamento. Já se pode dizer, contudo, que o poema/processo (o que quer que isso signifique) virou história. Autodenominado último movimento de vanguarda (sic), talvez devido à repulsa de seus integrantes à mudança, tem a difícil missão de abrir espaço para o novo sem recuar de suas próprias premissas.

É tempo de se perguntar então qual o lugar do poema/processo na cultura brasileira. E uma das respostas mais sugestivas suscitadas por essa pergunta veio do poeta Alexei Bueno. Em sua “Uma história da poesia brasileira”, (2007), ele o situa no campo das artes visuais, não da literatura. A afirmação, perspicaz, é, no entanto, plausível, já que os próprios teóricos daquele movimento fazem alarde da obsolescência da palavra, colocando, em seu lugar, conceitos abstratos como processos, concretudes e estruturas em função do processo, sem se dar ao trabalho de explicá-los. Ora, a literatura é o domínio da palavra. Assim, onde esta está banida, aquela não pode prosperar.

O octálogo fundador do poema/processo é seguramente um documento curioso, enquanto proposta cultural, porque ao mesmo tempo em que repudia a palavra em nome de algo que provou não substituí-la, tenta convocar para as suas fileiras novidades musicais, como a música dos Beatles, sobre a qual afirma que qualquer uma de suas músicas contém mais informação estética para o homem de hoje do que certas músicas ditas clássicas (Beethoven, Wagner, Villa-lobos (sic), incorrendo no equívoco de confundir música erudita – sinfonia, ópera etc. – com música popular.

O ponto fraco do poema/processo reside na baixa densidade dos seus preceitos teóricos (aí incluídos os do abstrato e evasivo Wladimir Dias-Pino, com quem tentamos em vão dialogar sobre o p/p, anos passados). Tomemos, por exemplo, a idéia de um “processo” do poema, ou seja, de uma possibilidade de alterá-lo indefinidamente, tarefa que tanto pode ser executada por seu autor, como por outras pessoas – imaginemos, neste caso, um público participativo e capaz de inserir alterações (recriações) no trabalho original. Ora, as artes plásticas já usam esse procedimento há tempos. A japonesa Yoko Ono seduziu o ex-beatle John Lennon justamente com uma instalação que exigiu a participação do artista inglês.

Na música, a idéia de transformação está presente nas variações (pensemos nas Variações sobre um tema de Diabelli, desse Beethoven cujas obras, para os teóricos do p/p, estão abaixo de uma canção dos Beatles; ou nas Variações Goldberg, de Johann Sebastian Bach). Na poesia, existem paródias, paráfrases, versões etc. Lembremos as inúmeras traduções do “Soneto” de Arvers, ou a “Paráfrase de Ronsard”, de Manuel Bandeira, ou a “Chanson d’Automne”, de Verlaine, que mereceu do poeta Luís Carlos Guimarães três variações, outras tantas de Nei Leandro de Castro, Celso da Silveira, entre outros. Nenhuma dessas obras está interditada a novas traduções, paráfrases, variações etc.

A verdade é que a simpática idéia, defendida pelo professor Marcos Silva na revista Brouhaha (ano 3, n. 10, setembro/outubro de 2007), de imaginar que o p/p descobrisse em cada pessoa o artista que lhe jaz oculto, não se mostrou factível, talvez por uma razão muito simples: nem todo mundo tem, oculto em si, um artista em potencial. Imaginemos o contrário: que registro guarda a história, nesses quarenta anos, de eventos coletivos de produção maciça de poemas processos?

O já citado documento de 1967, como se pode ler no número da referida Brouhaha comemorativa dos 40 anos do p/p, (relativa, portanto, ao ano de 2007), pode-se ler, entre outras coisas, que ele tenta estabelecer laços de identidade com valores literários de notória filiação vanguardista, como a poesia de Cummings, a prosa de Joyce, o cinema de Godard, entre outros. Em termos nacionais, invoca o surgimento de novos processos poéticos (sem jamais explicar o que os diferencia dos “velhos processos”) de Wladimir Dias-Pino, Décio Pignatari e Augusto de Campos. A ausência do poeta Jorge Fernandes como vanguardista local (posto que o documento é assinado por norte-rio-grandenses) é, digamos, estranha. Será que Jorge não cultivou suficientemente os novos processos poéticos, tão incensados no movimento? E a prosa de Guimarães Rosa, não foi suficientemente radical para perfilá-lo ao lado de um Joyce ou mesmo de um Décio?

Como, após o boom de 67 ocorreu, cinco anos depois, uma “parada tática” que parece durar até hoje, o poema/processo não sofreu uma revisão por parte de seus criadores. E só aqui e ali um ou outro integrante se aventura a encarar as questões pendentes ou mal resolvidas, deixadas na esteira da “parada tática”. Por exemplo, a questão Cascudo. O próprio Moacy Cirne, um decano do p/p, rompeu o silêncio que cercava a questão há 40 anos e num tardio, corajoso artigo reconhece dois equívocos: o primeiro, ter negligenciado Cascudo, colocando-o à margem das preocupações do movimento que desencadeou o p/p.; o segundo, foi não procurá-lo, não tentar o diálogo com o mestre. E esse segundo equívoco é particularmente incômodo para Cirne porque ele acredita hoje, que “o monumento-Cascudo aceitaria dialogar com o poema/processo”. Será? Mas como? Antes ou depois do alardeado projeto de queimar livros de Cascudo?

O poema/processo teve o mérito de reunir um grupo de artistas que, ao atingir a vida adulta, se emanciparam de suas limitações artísticas e encontraram expressão em diversas outras formas de arte. Pensemos em Nei Leandro, Dailor Varela, Jarbas Martins e Moacy Cirne (poesia), em Marcos Silva (artes plásticas, literatura e docência universitária), em Anchieta Fernandes (cinema e pesquisa), em Falves Silva e J. Medeiros (artes plásticas).

É tempo, então, de o poema/processo fazer um mea culpa e reconhecer suas limitações e seus erros, ao invés de se limitar a exaltar seus méritos, seus feitos, e seu caráter pétreo, que encobre a idéia de que a idéia de vanguarda morreu com ele, ou que continua vivo graças a ele. É uma aporia que combina com os teoremas finisseculares de um Fukuyama, por exemplo, para quem a história acabou. Não combina com a de criação artística.

A sugestão dada por Bueno pode ser um caminho nessa direção. Talvez seja chegada a hora de o quarentão poema/processo mudar de gênero e trocar sua indumentária literária por vestes mais vaporosas, mais próprias às galerias de arte, para onde deve se mudar com armas e bagagens. A lustrosa colagem que adorna a frente da contracapa da citada Brouhaha é um bom exemplo do potencial artístico que o poema/processo apresenta como ramo das artes plásticas.

Serra do Lima, Patu RN

Foto: AG Sued
Ao longe, a imensa Serra do Lima desponta majestosa no horizonte, como num convite encantado, saltando aos olhos do visitante silenciosamente, prometendo uma aventura sem fim. Situada no Pólo Serrano, distante 320 km de Natal, a serra de Patu é um convite para peripécias turísticas.

Se o leitor estiver de passagem por Patu e observar as pessoas olhando para cima, usando binóculos ou a olho nu, não se assuste. Eles estão observando o céu repleto de coloridos parapentes e asas-delta voando em torno da Serra do Lima e pousando no meio da caatinga potiguar.

De outubro a janeiro, a cidade norte-riograndense de Patu se transforma como um dos melhores lugares do mundo para a prática de vôos livre, tanto de asa-delta como o vôo de Parapente. Devido às condições climáticas e geográficas da região, vários estrangeiros e brasileiros procuram a Serra do Lima para praticar os vôos livres e tentar bater recordes.

Um soneto de Florbela Espanca

Mentiras

Ai quem me dera uma feliz mentira que fosse uma verdade para mim! (J. DANTAS)

Tu julgas que eu não sei que tu me mentes
Quando o teu doce olhar pousa no meu?
Pois julgas que eu não sei o que tu sentes?
Qual a imagem que alberga o peito meu?

Ai, se o sei, meu amor! Em bem distingo
O bom sonho da feroz realidade...
Não palpita d´amor, um coração
Que anda vogando em ondas de saudade!

Embora mintas bem, não te acredito;
Perpassa nos teus olhos desleais
O gelo do teu peito de granito...

Mas finjo-me enganada, meu encanto,
Que um engano feliz vale bem mais
Que um desengano que nos custa tanto!

Notas da Bexiga Taboca

Eleições no Beco da Lama 2009
As eleições no Beco da Lama prometem acirramento entre os confrades da entidade. O livreiro Abimael Silva e o cineasta Augusto Lula já estão com uma chapa pronta e em plena campanha para assumir a presidência da Sociedade dos Amigos do Beco da Lama e Adjacências (Samba). Agora, o poeta e jornalista Eduardo Alexandre, conhecido como Dunga, ex presidente da Samba, manda email convidando para uma grande festa na sua residência, na velha Redinha, onde surgirá os primeiros nomes para sua chapa. “Para que todos os derredores tomem conhecimento do encontro que será o primeiro para a formação da chapa dos Bambas das Adjacências do Beco de Baco da Lama à direção da Samba”, enfatiza Dunga no seu email/convite.

4 anos de Bardallo’s
O barzinho mais invocado de Natal está estampando o caderno de cultura do Diário de Natal na sua primeira página com uma matéria sobre os 4 anos de atividades culturais na Cidade Alta. O Bardallo’s sempre foi um bar underground, onde se reunia todas as tribos envolvidas com a cultura local. Em suas paredes, sempre houve espaço para exposições de artes plásticas e fotografia. No palco, os principais artistas da terra já fizeram seu show de voz e violão. Nessa sexta e sábado, sempre a partir das 21h, o Bardallo’s celebra seu aniversário com uma exposição coletiva em homenagem ao artista plástico Diniz Grilo e shows com Neguedmundo e Balalaika Brega Band, além de participações de músicos convidados. Normalmente ninguém paga para entra, mas hoje e amanhã, o valor da entrada será de 10 dinheiros.

Lançamento de Livro
Quem estiver na Região Central do RN, poderá participar do lançamento do livro “Escritos do Silêncio”, do escritor e jornalista Modesto Batista, que será realizado nesse sábado, nos salões nobres da Câmara Municipal de Angicos. Na ocasião, haverá um coquetel para os autógrafos. Tudo começa por volta das seta da noite.

Rei e Rainha do Carnaval
A Capitania das Artes já começou a fazer inscrição dos candidatos a Rei e Rainha do carnaval 2009. A candidata a Rainha tem que ser solteira, maior de 18 anos, solteira e não ter nenhum compromisso que venha a comprometer seu reinado. O candidato a Rei Momo só precisa ter mais de 100 quilos e samba no pé. Atenção: as incrições terminam no dia 23 de janeiro.

Seis Conselhos para começar 2009
1. Você já é um cagado por estar vivo, pense nisso e agradeça a Deus.
2. Não fique arrudiando para estar junto de quem você gosta, se avexe.
3. Não bote boneco no trabalho, seja paciente.
4. Pra você ficar estribado é preciso trabalhar. Não fique frescando com os colegas. Funcionário que não dá um prego numa barra de sabão não fica não.
5. Quando quiser algo, seja o cão chupando manga e vá em frente. Não desista e dê uma pinóia pros maus pensamentos.
6. Não fique batendo o quengo pensando em besteira, tenha pensamentos positivos e diga: Sai mundiça...

Prêmio cultural para jovens
Abertas até 31 de janeiro as inscrições para o Prêmio de Cultura para Juventude Emanuel Bezerra. O objetivo é premiar as iniciativas culturais voltadas ao público jovem que tenham se destacado pelo trabalho e ações na área do desenvolvimento cultural para a juventude. O Prêmio pretende valorizar a diversidade cultural, além de favorecer as condições de reprodução, continuidade e florescimento da cultura tradicional. Serão selecionados 6 projetos, com prêmio de R$ 5.000,00 para cada um dos vencedores. Podem participar pessoas físicas ou entidades que desenvolvam atividades culturais para e com a juventude, além de grupos formais e informais. Edital e outras informações: www.fja.rn.gov.br/

14 de janeiro de 2009

Prospecta 2009 vai discutir as Artes Visuais em Natal

clique no cartaz para ampliar
De 20 a 23 de janeiro, Natal vai ser palco de um projeto que promete discutir intensamente o panorama das Artes Visuais, o “Prospecta 2009”. A iniciativa é fruto da parceria entre Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte) e a Fundação Nacional de Artes (Funarte), ligada ao Ministério da Cultura.

Durante o projeto, serão oferecidas oficinas, mesas redondas e ainda mostras de vídeos. O projeto ainda pretende debater sobre fotografia, intervenção urbana, vídeo arte e performance, além das quatro áreas de efervescente abrangência na cidade.

Tudo acontece no auditório da Capitania das Artes. Os interessados em participar e em exibir seus vídeos podem se inscrever gratuitamente até o dia 20 de janeiro no núcleo de Artes Visuais da Funcarte.

Música e Arte no Aniversário do Barballo's

As comemorações de anversário do Bardallo's (bar cultural na Cidade Alta) começarão na sexta-feira, dia 16, com a vernissage da exposição coletiva "Quatro Decadas de Arte", apresentando os quadros de artistas como Gilson Nascimento, Marcellus Bobs, Valderedo Nunes, Fábio Eduardo, Tiago Vicente, Franklin Serrão, etc...

Clique no cartaz acima para ver os show de sábado, dia 17.

12 de janeiro de 2009

Marketing Inteligente - Mini-série do SBT


Um poema de Ferreira Itajubá, Natal RN

Barcarola

Não te recordas, querida,
Da noite em que nos amamos,
Sob a frescura dos ramos
Da laranjeira florida?
Gemia a viola na aldeia,
A brisa um hino entoava
E a luz da lua inundava
A terra, de rosas cheia!

Lá na planície da serra,
junho alourava as espigas,
vinham de longe as. cantigas
das moças de minha terra,
quando te vi, linda flor,
e da nolte à doce calma,
derramaste na minha alma
o efluvio do teu calor!

Saudade! quanta saudade
da noite em que, ao céu sereno,
tu me abriste o seio, pleno
de aroma e de mocidade!
A' sombra da laranjeira,
por ti, visão da alegria,
do meu beijo a cotovia
cantou, pela vez primeira!

Tu esqueceste os ditosos
domingos embalsamados,
e os cantos apaixonados
dos jangadeiros saudosos
que, ao céu transparente e azul,
do estio nas tardes belas,
passavam, molhando as velas
abertas ao vento sul!

Tudo esqueceste, e mais nada
resta em tua alma enganosa,
dessa paixão desditosa,
dessa ilusão desfolhada,
que lembro todos os dias,
pensativo, a cada instante,
Ó lavandisca inconstante
das areias alvadias!

Talvez que esta alma não possa
acreditar, nunca mais,
nos teus beijos aromais,
nos teus sorrisos de moça!
Ai, meu doce malmequer,
que me deixaste em janeiro,
- como tudo é passageiro
no coração da mulher!

11 de janeiro de 2009

Impressões de de Oswaldo Cruz no Rio Grande do Norte

AG Sued
Abimael com a mais nova "cria" do Sebo Vermelho.

A literatura potiguar começa o ano resgatando capítulos importantes da memória do Estado. Acaba de ser lançado o livro "Presença de Oswaldo Cruz no Rio Grande do Norte", pelo Sebo Vermelho. A obra resgata três cartas que o sanitarista escreveu à sua esposa durante uma expedição pelos portos brasileiros.

Conhecido pela importante atuação na saúde pública brasileira, erradicando a febre amarela, o médico sanitarista Oswaldo Cruz esteve no Rio Grande do Norte em 1905, quando exercia o cargo de diretor geral de Saúde Pública, cargo equivalente ao de ministro da Saúde hoje em dia, promovendo viagens de inspeção aos portos brasileiros.

O resgate da passagem pelo Rio Grande do Norte foi feito pelo advogado Frank Correia, através de cartas que o sanitarista escreveu à sua esposa. "Entrei em contato com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e fiquei sabendo da existência dessas três cartas, que fazem parte do chamado Dossiê Miloca", explica Correia.

As três cartas que o sanitarista escreveu retratando as cidades de Touros, Macau e Areia Branca ganharam anotações do próprio Frank Correia e viraram o livro. O Dossiê-Miloca, como é chamado o conjunto de 29 cartas que escreveu a Emília da Fonseca, sua esposa, que ele chamava carinhosamente de Miloca.

Correia garante que não tem conhecimento da publicação dessas cartas. "Elas devem ser inéditas". Conforme o advogado, nas missivas, Oswaldo Cruz fala da topografia, arquitetura, os hábitos e costumes das cidades, além do comportamento das pessoas. "O Diário de Natal, que era o jornal de oposição dirigido por Elias Souto, não faz nenhuma menção à visita", disse.

O livro traz a reprodução das três cartas escritas no Rio Grande do Norte e Correia acresceu diversas notas explicativas, informando o significado de algumas expressões que não são mais utilizadas hoje em dia, e também informações históricas que enriquecem a leitura.

A primeira carta escrita pelo sanitarista no Rio Grande do Norte foi em 21 de outubro de 1905, em Touros. A segunda foi escrita em Macau, em 22 de outubro, e a terceira carta é datada de 24 de outubro, escrita em Areia Branca, sendo a carta mais dramática, pois ele descrevia o flagelo da seca que havia cinco anos maltratava o Rio Grande do Norte.

Memória rara para o RN

Para o editor da publicação, Abimael Silva, o livro é uma raridade e sua importância passou despercebida até mesmo por Vingt-un Rosado, o homem que publicou mais de quatro mil títulos pela Coleção Mossoroense, principalmente sobre Mossoró e região.

"O livro é tão raro que o doutor Vingt-un não tomou conhecimento do texto", explica Abimael. Conforme o editor, na passagem do sanitarista por Areia Branca, ele faz várias citações a Mossoró e toda região salineira. "Nem o genial Luís da Câmara Cascudo percebeu sua presença entre nós", ressaltou o editor.

No início da carta em Areia Branca, Oswaldo Cruz escreve: "(...) partindo de Macau, navegamos em direção à volta de Areia Branca, que é porto de mar da cidade de Mossoró, antiga Santa Luzia, considerada a cidade mais importante do Rio Grande do Norte."

Figurando na 147.ª edição da Coleção João Nicodemos de Lima, o livro "Presença de Oswaldo Cruz no Rio Grande do Norte" é a primeira obra do Sebo Vermelho editada neste ano de 2009, cujo projeto do editor Abimael é lançar 40 títulos até o final do ano. "Depois do carnaval, vou lançar o livro em Mossoró", promete o editor.


Presença de Oswaldo Cruz no Rio Grande do Norte
Sebo Vermelho Edições
83 páginas
R$ 20,00

9 de janeiro de 2009

Notas da Bexiga Taboca

Mudanças no GP
A partir de hoje, o blogueiro fará algumas modificações nesse Grande Ponto, solicitações feitas por alguns dos 13 leitores listado ao lado desse post. A partir dessa sexta-feira, a “Agenda Cultural de Natal - Final de Semana” passa a fazer parte dessa Bexiga Taboca. A agenda é uma sugestão de lazer cultural para que os leitores do GP fiquem sabendo onde estão rolando as manifestações de raiz. Os eventos badalados estão espalhados por toda a mídia e não tem espaço aqui. Aguardem outras mudanças...

Na Funcate
O “trade cultural” natalense ficou com um sorriso de orelha a orelha com as declarações do novo capitão das artes natalense, César Revoredo, afirmando que vai manter funcionando os eventos da gestão passada como o Encontro Natalense de Escritores (ENE), Revista Brouhaha, Carnaval Multicultural, Auto de Natal, além da editoração de livros e discos. Como tem muita gente dando pitacos para o futuro presidente da Funcarte, o Grande Ponto vai fazer algumas considerações. Sabe de uma coisa! Não vou dizer nada não...

Carnaúba dos Dantas perde “Cu Seco”
Não se fala noutra coisa lá pelas bandas do Seridó a não ser a morte de Cu Seco (foto). Carnaúba dos Dantas perdeu um de seus moradores mais populares, o ex-funileiro Antonio Hilton, 39 anos, conhecido mundialmente por Cu Seco. Na cidade, ninguém o conhecia pelo nome, somente pelo apelido, como é muito comum em todas as cidades seridoense. Em Parelhas, há uma Lista Telefônica somente com os apelidos. O seu sepultamento ocorreu na última quarta-feira (7), no cemitério público da cidade.

Propostas culturais
Atenção produtores culturais: o MinC alterou o formulário de apresentação de propostas culturais no âmbito do incentivo fiscal. As telas e funcionalidades foram objeto de avaliação e críticas dos usuários e várias alterações foram atendidas. O resultado é um novo sistema de apresentação, diretamente alimentado pelo proponente, por meio da internet. A partir deste mês as novas propostas culturais devem ser encaminhadas por meio deste novo ambiente, disponibilizado na página do MinC: http://www.cultura.gov.br/ Outras informações: contate@cultura.gov.br

Fórum Social Mundial
Para quem estiver a fim de viajar até Belém do Pará e quiser participar do Fórum Social Mundial de 2009, ainda há vagas. O DCE avisa que dispõe de dez lugares para alunos da UFRN. A viagem custa 200 dinheiros, incluindo a inscrição. A saída de Natal está prevista para o dia 24/01 e o retorno a Natal será no dia 02/02. Para ficar num clima bem hippie, o Grande Ponto aconselha ficar hospedado no acampamento da juventude, na Universidade Rural do Pará. Mais informações: Bruna Massud (8873-1656).

Artes Plásticas na FJA
Desde a última quarta-feira, está aberta ao público a exposição Prêmio Thomé Filgueira - Panorama das Artes Visuais. A mostra acontece na Galeria Newton Navarro (Fundação José Augusto) e permanece até o dia 27 de fevereiro. A exposição reúne trinta artistas e apresenta obras em gravura, pintura, objeto, desenho, instalação e escultura. Vale à pena conferir o que há de melhor nas artes plásticas do Rio Grande do Norte. Outras informações: 3232-5352.

Deu nos blogs
O abestalhado padre balonista ganhou um prêmio internacional sobre mortes, conquistando o troféu “Darwin Awards”, que reconhece o "mérito" de pessoas que morreram de modo considerado estúpido. O padre Adelir Antônio de Carli ficou em primeiro lugar porque em abril desse fez um voo (usando a nova regra ortográfica) com balões cheios de gás hélio e desapareceu no mar. A intenção do prêmio é celebrar aqueles que melhoraram o código genético humano ao morrerem de maneira realmente estúpida.

Samba no Beco da Lama
Saia da mesmisse e venha ao Beco da Lama, reduto da boêmia natalense, para curtir uma roda de samba. A partir de hoje, todas as sextas-feiras, o Grupo Arquivo Vivo faz um sambão animado com muita gente bonita. Tudo acontece no Bar de Fátima, por trás da Assembléia Legislativa. A zuada começa por volta das 19h como melhor da nossa música com Cartola, Chico Buarque, Roberto Ribeiro, João Nogueira, João Bosco, Paulinho da Viola, entre outros.

Rock and roll no Castelo
Para festejar 8 anos de funcionamento o Atelier das Artes, o Castelo Pub abre suas portas nesse sábado para um grande rock and roll. Criado pelo artista plástico paraibano Zaia, especialista em criar caricaturas com esculturas de barro, o Castelo Pub se transformou em uma das casas noturnas mais charmosas da cidade. Para celebrar a data, as bandas MobyDick, Orquestra Boca Seca e Buck Rogers foram escaladas para agitar a noite. Tudo começa a partir das 22h. O Castelo fica em Ponta Negra, na Rota do Sol e a entrada custa 5 Reais. Informações pelo telefone 8827-2006.

Leia um livro
Se nenhum evento apetecer ao meu caro leitor, vá ler um livro e viajar. A dica do Grande Ponto é Eça de Queirós com o romance Singularidades de uma Rapariga Loura:
"Começou por me dizer que o seu caso era simples ? e que se chamava Macário... Devo contar que conheci este homem numa estalagem do Minho. Era alto e grosso: tinha uma calva larga, luzidia e lisa, com repas brancas que se lhe eriçavam em redor: e os seus olhos pretos, com a pele em roda engelhada e amarelada, e olheiras papudas, tinham uma singular clareza e rectidão - por trás dos seus óculos redondos com aros de tartaruga.
Tinha a barba rapada, o queixo saliente e resoluto. Trazia uma gravata de cetim negro apertada por trás com uma fivela; um casaco comprido cor de pinhão, com as mangas estreitas e justas e canhões de veludilho. E pela longa abertura do seu colete de seda, onde reluzia um grilhão antigo - saíam as pregas moles de uma camisa bordada.
Era isto em Setembro; já as noites vinham mais cedo com uma friagem fina e seca e uma escuridão aparatosa. Eu tinha descido da diligência, fatigado, esfomeado, tiritando num cobrejão de listras escarlates."
Leia este e outros contos de Eça de Queirós

8 de janeiro de 2009

08 de janeiro, Dia do Fotógrafo

AG Sued
O dia 08 de janeiro marca o “Dia Nacional da Fotografia”, que também celebra o “Dia do Fotógrafo” brasileiro. Já no dia 19 de agosto, comemora-se o Dia Mundial da Fotografia.

A data referem-se à chegada do “daguerreótipo” (primeiro processo fotográfico feito sem uma imagem negativa e criada pelo francês Louis Daguerre, em 1837) no Brasil, fato que aconteceu em janeiro de 1840.

De acordo com a literatura especializada, foi o abade Louis Compte que trouxe a novidade de Paris para o Rio de Janeiro, e apresentou o daguerreótipo ao imperador D. Pedro II.

Oficialmente, o Imperador D. Pedro II foi o primeiro “deguerreotipista” brasileiro, fazia imagens de paisagens e pessoas. Portanto, o imperador foi o primeiro fotógrafo brasileiro.

Por essas plagas do guerreiro Poty, a data passou quase incólume pelas editorias de cultura dos principais jornais. Nenhum periódico fez referência à data (pelo menos no dia de hoje), apesar da visível expansão de qualidade por que passa a fotografia potiguar.

Dos jornais diários que circulam no RN, somente o centenário O Mossoroense registrou a data. Apesar de tudo, alguns abnegados vão comemorar a data em Natal.

Hoje à tarde, o repórter-fotográfico Canindé Soares vai capitanear um grupo de fotógrafo numa incursão fotográfica na comunidade do Maruim, onde será feita a distribuição de cestas-básicas, além de pipocas e confeitos para a meninada.

No próximo sábado, a Associação Potiguar de Fotografia realizará uma Feijoada Fotográfica (ver post abaixo), reunindo sócios e convidados numa grande confraternização. N ocasião, será lançado o site oficial da entidade.

Reforma Ortográfica


7 de janeiro de 2009

Aphoto comemora o Dia Nacional da Fotografia

Pelo terceiro ano seguido, a Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) comemora o “Dia Nacional da Fotografia” (8 de janeiro) em grande estilo. No último dia 06 (feriado de Reis), um grupo de fotógrafos fez a caminhada Forte-Redinha através da Ponte Newton Navarro. O grupo partiu da estátua de Iemanjá e foi até o mercado da Redinha.

No próximo sábado, dia 10, a Aphoto vai reunir sócios e convidados em torno de uma saborosa “Feijoada Fotográfica” no Bardallo’s, barzinho cultural no centro da capital potiguar, a partir das 13h. Na ocasião, haverá a 3ª edição do Varal Fotográfico, reunindo as fotos dos participantes, que podem levar até 03 fotos em tamanho 20x30 cm para serem exibidas.

A Feijoada Fotográfica será pano de fundo para o lançamento do site oficial da Aphoto (www.aphoto.art.br), onde qualquer pessoa poderá conhecer a história da entidade, seus sócios e um calendário de eventos. O site ainda terá um fórum de discussão, um espaço para classificados fotográficos e o portfólio de cada sócio.

As atividades culturais da Aphoto têm como propósito agregar a fotografia como lazer e intercâmbio entre fotógrafos amadores e profissionais. É também uma forma que a gente tem para divulgar nossa entidade, chamando a atenção dos fotógrafos para que se filiem a Aphoto e juntos possamos incrementar a fotografia no Estado.

O Dia Nacional da Fotografia também marca o início de uma longa campanha de filiação que a Aphoto vai fazer durante o ano para ampliar o quadro de sócios, atingindo todo o território potiguar, agregando o maior número possível de fotógrafos. É preciso que os fotógrafos entendam que é preciso fortalecer a entidade para que a gente possa conquistar espaço e reclamar alguns direitos.

Quem desejar se filiar a Aphoto, poderá fazer a filiação durante a Feijoada Fotográfica ou então, deve se dirigir pessoalmente à sede da entidade (Rua Laranjeiras, 14, Cidade Alta, por trás da Igreja do Galo) para efetuar o cadastro e pagar a anuidade de R$ 60.

6 de janeiro de 2009

Hoje é o Dia de Santos Reis

AG Sued
Hoje é o Dia dos Santos Reis, santos símbolos da capital potiguar e co-padroeiros da cidade, junto com Nossa Senhora da Apresentação. Natal é uma das únicas cidades que conheço no mundo que tem dois padroeiros. Aliás, são quatro padroeiros.

O Dia Reis Magos também marca o fim dos eventos do “Natal em Natal”, promovidos pela Prefeitura, que culminou de forma melancólica para o pessoal do bairro Santos Reis, que reclamaram da péssima infra-estrutura para a festa profana que acontece tradicionalmente no bairro.

Foi no Dia dos Reis Magos de 1598, que deu início a construção da Fortaleza dos Reis Magos, em pau-a-pique, barreados com lama do mangue. O dia também celebra a epifania cristã, a manifestação de Deus na humanidade por meio do nascimento do menino Jesus.

De acordo com a lenda, os três Reis Magos (um moreno, um negro e o outro branco) viram a Estrela de Belém no céu e foram ao encontro do menino Jesus, que havia nascido há pouco. Eles representariam as diferenças entre os povos e a sua ida até a manjedoura de Cristo simbolizaria as três nações daquela época, quando só se conhecia a Europa, a Ásia e a África.

Com as bênçãos do padre Gilmar Pereira, responsável pela paróquia do bairro, a festa termina hoje com o som do “Forrozão Garota Turbinada” e “Fera Samba”. Se os três reis ainda morassem na Fortaleza, com o anúncio desses shows eles já teriam ido embora.

Em tempo: palco e banheiros foram garantidos pela “ajuda” da Funcarte com 500 dinheiros.

Informes Literários

Acordo ortográfico
O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa propõe uma ortografia única a ser usada por todos os países de língua portuguesa. Foi assinado em 1991, mas apenas este ano foi ratificado por todos os governos. O Acordo possibilita a criação de normas ortográficas comuns para as variantes da língua portuguesa, facilita a difusão bibliográfica e de novas tecnologias, reduz o custo econômico e financeiro da produção de livros e documentos. Em outubro, o Ministério da Educação anunciou que irá comprar e distribuir, em 2009, dicionários já atualizados com as novas regras.

Ano Nacional Machado de Assis
Para marcar o centenário da morte daquele que talvez seja o maior expoente das letras brasileiras, 2008 foi declarado o Ano Nacional Machado de Assis. Seminários, conferências, exposições e lançamentos foram dedicados ao autor de Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Memorial de Aires e outros romances, além de contos, poesias, artigos, crônicas e peças de teatro. Um ano também em que se celebrou o nascimento de dois outros gigantes da literatura: o Padre Vieira, 400 anos, e Guimarães Rosa, 100 anos.

Mais cultura, mais livros
Em 2007, foi lançado o Programa Mais Cultura, com uma previsão de investimentos de R$ 4,7 bilhões até 2010. O orçamento do MinC para o Programa Mais Cultura em 2008 atingiu R$ 226 milhões. Dentro deste programa, foi criado o Concurso Pontos de Leitura 2008 - Edição Machado de Assis, que teve mais de 700 inscritos. Já o Projeto Leitura para Todos anunciou, em setembro, a implantação de 122 salas de leitura, sendo que cada unidade é composta por um acervo de mil livros - 500 títulos com dois exemplares cada, um para empréstimo e outro para leitura no local. Também vale lembrar do Fórum Literatura na Escola - Biblioteca Escolar e Mediação da Leitura, promovido pelos ministérios da Educação e da Cultura, que aconteceu em Brasília nos dias 24 e 25 de julho, quando foi feita uma série de sugestões para o fomento à leitura e à difusão da literatura brasileira.

Intercâmbio de experiências e idéias
Em 2008, houve a intensificação da troca de experiências nacionais e internacionais entre profissionais e demais interessados na promoção e incentivo à leitura. Este foi um dos objetivos, por exemplo, do II Fórum do Plano Nacional do Livro e Leitura (clique aqui para ler o relatório final) que, em agosto, debateu a valorização das bibliotecas e disseminação da informação. Na ocasião, foram apresentadas e discutidas as experiências de promoção e incentivo à leitura nas diversas regiões do Brasil, assim como projetos da França, Chile e Colômbia. Concomitantemente, no I Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias, foram apresentadas experiências nacionais e internacionais bem sucedidas na área de promoção, mediação e incentivo à leitura, incluindo projetos de acessibilidade para pessoas com baixa visão e cegas. E a mesma ênfase no diálogo foi vista no III Seminário dos Planos Nacionais do Livro e Leitura no Mercosul, que aconteceu em novembro, quando se discutiu políticas de desenvolvimento da prática da leitura e o processo de constituição e consolidação dos planos nacionais de livro e leitura no Mercosul e demais países da América Latina.

Instituto Nacional do Livro
A recriação do Instituto Nacional do Livro (INL) foi um dos temas mais debatidos este ano por editores, escritores e livreiros. Em agosto, durante a 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o ministro da Cultura Juca Ferreira recebeu um documento pedindo a volta do INL. Em outubro, este foi um dos temas discutidos no I Seminário de Políticas de Incentivo à Leitura no Brasil. O Governo Federal negocia a criação do Instituto do Livro e Leitura no Brasil, que deverá centralizar a gestão política, hoje a cargo da Fundação Biblioteca Nacional, e administrará o orçamento do MinC para esse setor. A contribuição estimada do mercado é de R$ 60 milhões por ano e a do governo, R$ 40 milhões. Para o secretário executivo do PNLL, José Castilho Marques Neto, "com o instituto, haverá maior poder de pressão e aglutinação de verbas. É uma forma de reforçar a musculatura para as políticas do livro".

Fundo Pró-Leitura
O Fundo Pró-Leitura é a contrapartida do setor livreiro - com 1% de seu faturamento anual ? à desoneração de PIS e Cofins sobre o livro. A previsão é que gere cerca de R$ 46 milhões por ano para ações que democratizem o acesso ao livro e transformem a qualidade da capacidade leitora no Brasil. Mas ainda há discussões sobre essa contribuição. No dia 29 de outubro, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, afirmou que o Fundo Pró-Leitura - forma de financiamento das ações previstas no Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) - poderá ser criado por decreto presidencial. Caso a proposta de criação do fundo precise passar pelo Congresso, o ministro acredita que terá apoio de deputados e senadores para sua aprovação.

Retratos da Leitura no Brasil
Elaborada pelo Instituto Pró-Livro, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil teve seus resultados divulgados em maio. O estudo indica que o Brasil tem hoje cerca de 95 milhões de leitores - número deduzido a partir da porcentagem de pessoas que declararam ter lido pelo menos um livro nos últimos três meses. Foram entrevistadas mais de cinco mil pessoas em 311 municípios brasileiros. Entre outros dados, a pesquisa mostra que os brasileiros estão lendo mais, que há mais mulheres leitoras do que homens e que apenas um décimo da população tem o hábito de freqüentar bibliotecas. A Bíblia é o livro mais conhecido pelos brasileiros - 43 milhões de pessoas afirmam já a terem lido. Na lista dos autores mais populares no país, Monteiro Lobato, Paulo Coelho, Jorge Amado e Machado de Assis. Em média, o brasileiro lê 4,7 livros a cada ano.

O futuro do livro e da leitura
Desde que começou a rápida difusão das mídias digitais em meados dos anos 90, freqüentemente se coloca a questão da sobrevivência do livro impresso - e também das editoras. A edição 02 do Libro al Dia, publicado em abril pelo Cerlalc (Centro Regional para o Fomento ao Livro na América Latina e Caribe), é dedicada a pensar as oportunidades abertas com o mundo digital, questionando sobre como essas tecnologias afetam o sistema de produção e o acesso ao livro e quais são os benefícios da Internet. Em maio, Robert McCrum, editor de livros do The Observer, escreveu seu último texto para o jornal britânico. Tratava-se justamente de uma reflexão sobre as transformações presenciadas por ele nos últimos 10 anos, quando um mundo de "papel, tinta, café e cigarros" foi revolucionado por novos escritores, muito dinheiro, a internet, prêmios lucrativos e festivais literários. E as inovações não param, como mostra o sucesso em 2008 dos "telefones inteligentes". Já há serviços de compra e leitura de livros por esta nova mídia, que trazem algumas adaptações, como "lembretes automáticos dos livros que pararam de ler, particularmente quando mudarem de músicas ou estiverem atendendo o celular". Paralelamente, em 2008 também se debateu o fortalecimento das habilidades empresariais dos livreiros latino-americanos, como aconteceu no Seminário Internacional para Editores e Livreiros "A livraria e seus clientes", promovido pelo Cerlalc em outubro, no México. Outro seminário da mesma instituição discutiu, em setembro, indicadores culturais latino-americanos.

5 de janeiro de 2009

Entrevista com Adrovando Claro

Foto: Cláudio Marques
Nascido em Natal, nos anos turbulentos de 1964, Adrovando Claro de Oliviera é um dos repórteres-fotográficos mais conceituados do Estado. Graduado em Educação Artística, especializado em Educação de Jovens e Adultos, pela UFRN, Adrovando Claro é diretor da Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) e um grande incentivador da fotografia praticada no Rio Grande do Norte

Como descobriu a arte fotográfica?
Já fotografava desde criança com uma câmara Kodak Instamatic nos anos 70. Depois, para complementar meu curso de Artes, me inscrevi em Fotojornalismo como disciplina complementar. Assim, eu fui conhecendo como funcionava uma câmara 35 mm e aprendendo a fotografar e a revelar preto e branco. Quando me formei na UFRN, ainda fiquei freqüentando o laboratório de fotojornalismo da UFRN, graças a amizade com o professor Aderson França e o funcionário Evaldo, que me muito me ajudaram a gostar de fotografia. Fiquei mais ou menos um ano freqüentando os horários ociosos do laboratório, até comprar meu próprio laboratório preto e branco e trabalhar em casa.

Quais os campos que você atua na fotografia?
Desde o início, me identifiquei pelo fotojornalismo, essa coisa da fotografia impressa, publicada em jornal ou revista. Em 1992, participei da criaçao de um jornal com um grupo de alunos de Jornalismo, a Gazeta de Macau, que era editada em Natal e distribuída na cidade de Macau. Aluisio Viana, Eugenio Parcelle, Margareth Grilo, Moises (hoje no Diário de Natal), Juliano (que trabalha com assessoria de imprensa), Antonio Degas e outros alunos em final de curso da UFRN, se aventuraram neste projeto, que serviu para todos nos como um laboratório e também como ter maturidade para enfrentar uma redação. Acho que isso falta aos concluintes de jornalismo hoje em dia, a turma é muito acomodada, e fica esperando vagas nos jornais diários em vez de buscar seu próprio espaço com a criação de jornais ou revistas de bairros na capital ou ainda nas cidades do interior onde não há ainda acesso a imprensa.

O que um bom fotógrafo precisa saber?
É essencial ter uma pratica quase diária da fotografia para ser cada vez mais dinâmico na escrita do olhar. Porque sem saber como observar uma cena, sai apenas uma foto comum, sem atrativo. Ler bons livros sobre o assunto também ajuda, mas se não ficar fotografando sempre, acaba sem condicionar o olhar ao que se passar ao redor. Ser um observador, tipo um franco-atirador, saber olhar longe e selecionar o que interessa para fotografar. Um fotógrafo precisa ser como um pistoleiro, rápido, discreto e competente para alcançar o objetivo. Só que o fotógrafo não mata, com seu olhar e uma boa câmara, ele apenas eterniza uma cena, faz historia com a luz.

Como é olhar o mundo pelo visor de uma câmera fotográfica?
É ter um pouco de conteúdo para saber o que esta sendo fotografado. Aquele tema precisa despertar uma seqüência de fotos que permite ao que não estava na cena, descobri pelos olhos do fotógrafo, uma historia de um momento, de um instante. E cada qual tem uma formar de olhar o mundo, seja fotografando um evento onde está a autoridade máxima de um país ou apenas um anônimo, em um ambiente de favela, sarjeta, dor ou esquecimento.

Até que ponto a fotografia é uma arte?
Quando o fotografo transporta seu conhecimento para a imagem, sabe enquadrar, compor a cena com determinadas regras básicas, trazendo beleza à foto.

A popularização das máquinas digitais está ampliando o quadro de fotógrafos atuando como profissionais?
As câmaras digitais se dividem em duas categorias: as compactas, que são limitadas, e as profissionais, que também tem uma graduação de qualidade de acordo com suas marcas. Quem tem uma câmara compacta pode fazer uma foto interessante, mas jamais vai ter a qualidade de uma câmara reflex digital. Para ser profissional também precisa ter bagagem, tempo de fotografia e total conhecimento do que seu equipamento pode render para obter melhores imagens. Um profissional de fotografia não se faz do dia pra noite. Mesmo com uma excelente câmara, precisa de produçao e uma variedade de testes para saber se já esta no ponto de ganhar dinheiro com a fotografia. Geralmente, se escolhe uma área. Essa conversa de ser bom em um pouco de tudo não funciona em fotografia. É melhor se especializar numa área e se aplicar nela.

Como você está vendo esse novo momento da fotografia potiguar?
Esta renascendo uma época de ouro, iniciada nos anos 90 com a criação do jornal O Foco, um jornal voltado para fotografia, criado por mim, Caninde Soares e Fernando Pereira. Na época, havia o espaço Babilônia, em Ponta Negra, que realizou muitos eventos de fotografia.

O Rio Grande do Norte abriga bons fotógrafos. Quem você destacaria que vem desenvolvendo bom trabalho dentro da fotografia potiguar?
Há muita gente boa. Particularmente, acompanho mais o pessoal de imprensa e publicidade, mas vou citar apenas como exemplo alguns mais próximos que conheço: Canindé Soares (hoje, seu blog é uma referencia na imprensa); Jean Lopes, Humberto Lopes e Luis Carlos (na publicidade); Evaldo Gomes (foto de shows); além de Henrique José, Max Pereira, entre outros. Tem uma turma jovem que esta começando a mostrar serviço, aparecendo em exposições e se destacando na imprensa.

Com um dos diretores da Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto), o que você destacaria das ações da entidade em 2008?
Destaco os passeios as cidades do interior, uma espécie de “City Photo”, redescobrindo lugares com um grupo fotografando o que ha de mais interessante nas cidades. Acredito que isso no futuro poderá render bons frutos a Aphoto, inclusive com a publicação de livros, em parcerias com as prefeituras.

O que a Aphoto está planejando para 2009?
Um calendário de eventos fotográficos, ou seja, todo mês haverá sempre uma atividade para os associados participarem.

Qualquer fotógrafo pode se associar a Aphoto? Como é o procedimento?
Qualquer pessoa interessada em fotografia tem vez na Aphoto. Para isso basta ir à sede da entidade, na Rua Laranjeira, 14, Cidade Alta, em Natal e preencher uma ficha de associado, além de pagar uma taxa de anuidade.

A entidade planeja fazer uma campanha de filiação em Mossoró?
Há muito tempo estamos tentando ter uma pessoa para representar a Aphoto em Mossoró. Mas, até o momento parece que nosso esforço não alcançou êxito. Alguém de fotografia que reúna as pessoas interessada e comece a fazer atividades com fotografia em Mossoró. Aproveito o espaço para os interessados desde já fazerem um contato conosco pelo email da entidade (apofoto@gmail.com). Com a filiação destas pessoas, nós poderemos abrir uma representação na cidade.

O que está faltando para integrar os fotógrafos de Natal, Mossoró, Caicó, Assu, Pau dos Ferros, entre outras cidades?
Talvez um grande evento de fotografia para que os interessados possam aceitar o desafio de abrir representações na cidade de origem. Talvez uma semana de fotografia, um seminário ou uma mostra coletiva com bons prêmios que atraiam fotógrafos de todos os lugares do Estado.

Os órgãos de imprensa têm cumprido a legislação dos Diretos Autorais e dado o devido crédito aos repórteres-fotográficos?
Agora um pouco mais. Mas, ainda é comum ser publicado algo do tipo “arquivo” ou “divulgação” no lugar dos créditos. Ás vezes, a foto foi feita por um profissional da própria empresa. É um desrespeito. Isso mostra a falta de catalogação das fotos, a falta de organização do arquivo. E o próprio fotógrafo deve ter noções básicas de photoshop para saber colocar o crédito no arquivo digital das fotos que fez. E claro, cobrar sua autoria. Quando não se sabe quem fez as imagens, seria correto colocar: "autoria desconhecida".

Como você está vendo a ação dos cursos de fotografia no RN?
Os cursos estão aumentando o nível dos fotógrafos, sejam amadores ou profissionais. Qualquer nova informação a respeito de fotografia tem importância para quem tem interesse pelo assunto. Além da troca de informações, intercambio com colegas, participação coletiva de mostras, passeios, etc. Os cursos só têm melhorado a fotografia do Rio Grande do Norte.

Qual conselho você daria para quem quer começar a fotografar?
Inicie com um equipamento básico, pode ser câmeras compactas. Tente fazer um curso de fotografia, se não puder, compre alguns livros sobre o assunto e vá fotografando e fazendo uma autocrítica do material. De início, não delete as fotos ruins, deixe para fazer uma avaliação mais precisa quando colocar nos arquivos do computador. Assim vai descobrindo onde melhorar. Escolha um tema de estudo para aprender como fotografar, seja uma feira livre ou um evento. Faça uma seqüência de imagens de vários ângulos e vá estudando. Uma pratica de fotografia abre muito a observação do autor. Alem disso, é um registro da memória, da nossa historia contemporânea.