31 de julho de 2009

Expedição fotográfica na Feira do Alecrim

AG Sued
Para começar as celebrações do Dia Internacional da Fotografia (dia 19 de agosto), a Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) realiza uma Expedição na Feira do Alecrim, a mais tradicional feira-livre de Natal. O evento acontece nesse sábado, dia 1º de agosto, a partir das 09 horas da manhã e com encontro marcado em frente ao Teatro Sandoval Vanderlei.

Conforme o repórte-fotográfico e diretor cultural da Aphoto, Adrovando Claro, a Expedição à Feira do Alecrim tem como objetivo integrar sócios e simpatizantes da entidade numa tarde diferente entre as barracas e feirantes da Avenida Dois, enquanto os fotógrafos fazem o que mais gosta: fotografia.

Segundo o diretor cultural, a Expedição Fotográfica à Feira do Alecrim é uma forma de resgatar imagens numa das feiras mais tradicionais no Nordeste brasileiro, “tão famosa quanto a Feira de Caruaru ou de Nazaré das Farinhas”, garante. “Tudo que você pensar pode ser encontrado na Feira do Alecrim. É uma infinidade motivos fotográficos”, argumentou.

Adrovando Claro avisa que a Expedição Fotográfica é aberta (leia-se que não há pagamento de taxa) para qualquer pessoa que queira se juntar ao grupo e fotografar as nuanças de uma típica feira-livre. A turma vai se encontrar em frente ao Teatro Sandoval Wanderlei e sai para fotografar a feira às 09 horas.

Segundo o diretor cultural da Aphoto, as imagens captadas durante a Expedição Fotográfica à Feira do Alecrim farão parte de uma exposição virtual no portal da Aphoto (www.aphoto.art.br) e futuramente uma exposição real. “Estamos preparando alguns eventos para celebrar o Dia Internacional da Fotografia, que acontece esse mês”, disse Adrovando.

30 de julho de 2009

Oito artistas no Nalva Café

AG Sued
Jota Medeiros será um dos artistas em destaque na exposição coletiva.

Hoje, a partir das 20h, oito artistas natalenses abrem oficialmente a II Mostra Coletiva de Artes Plásticas, ocasião em que apresentarão a exposição permanente que terá a marca dos 15 anos do Café Salão. O momento será histórico porque reúne, quase 12 anos depois, o mesmo grupo que deu início às atividades culturais no salão de beleza de Nalva Melo.

Jota Medeiros, Marcelus Bob, Guaraci Gabriel, Marcelo Fernandes, Zaia, Dickson Tavares, Wendel Gabriel e Pedro Pereira: eles compõem um super time das artes plásticas potiguares. O evento é aberto a todas as pessoas que gostam de artes e desejam conferir obras inéditas, concebida para o aniversário do espaço que representa um marco na Ribeira quando o assunto é revitalização do bairro.

O artista Jota Medeiros conceitua como genial essa reunião de nomes e disse que já está com sua parte da obra pronta há vários dias. "Estou ansioso para vê-la em seu devido lugar. Tenho certeza de que Nalva merece nosso empenho", declarou. Jota relembra a participação de Elidete Alencar, diretora do Núcleo de Artes da UFRN (Nac-UFRN) no processo de concepção da mostra permanente. "Elas duas tiveram uma conversa muito produtiva. Ambas se parecem porque são muito batalhadoras".

Um poema de Marize Castro, Natal RN

Estou possuída

estou possuída por profundidades.
a boca do mundo, aberta, pergunta:
- no que você acredita?
- no que devora.
- o esquecimento?
- o esquecimento. a delicadeza. o desejo.
- qual o caminho deste amor?
- treva e seta. abismo e cegueira.
aceito o meu destino:
consagro-me a constelações distantes.
quase roço o céu.

Era só o que faltava: ginga com tapioca em shoppings?

Flanando pelos blogs alheios, o funcionário do Grande Ponto viu em Canindé Soares a notícia de que a nossa tradicional “ginga com tapioca”, feita no óleo de dendê nas dependências do Mercado Público da Redinha, será uma iguaria vendia nos shoppings centers da vida.

A foto comprova o delito gastronômico. Onde já se viu comer ginga com tapioca num shopping? Quem quiser experimentar o "único" prato com a cara (e sabor) da gastronomia natalense tem que cruzar o Rio Potengi em direção a velha Redinha, onde uma ginga fresquinha e uma tapioca recheada de coco espera o cliente ávido de cheiros e sabores.

A próxima edição da revista Deguste vai trazer a “novidade” em suas páginas, destacando o empreendedorismo da empresária que vai vender a idéia. Para aqueles turistas incautos, que não deixam o shopping de lado, o blogueiro aconselha a visita ao Mercado da Redinha para saborear a tradicional ginga com tapioca "in loco".

Uma coisa não sai da cabeça: o que diria os veteranos cronistas, que em dias de mar azul arrumam suas redes nas varandas arejadas, e os poetas moradores das gamboas da Redinha sobre a migração da ginga com tapioca do velho Mercado para os badalados shoppings.

Neguedmundo Lá na Carioca

Meia luz, gente bonita, fumaça, alguém cantando bem pertinho da mesa. “Lá na Carioca” era a casa da amiga Biba Thompson que se transformou no barzinho mais invocado das adjacências do Beco da Lama.

O que seria uma reunião de amigos, a partir da quinta-feira, tornou-se um lugar muito acolhedor, carregado com uma atmosfera underground onde se pode encontrar a turma becodalamense e ouvir a galera que produz o melhor da musicalidade potiguar.

O som dessa quinta-feira é com o Neguedmundo, que vem de São Paulo para esfriar a cabeça e recarregar as baterias. Edmundo tem trabalhado muito na Terra da Garoa, com participação no projeto Vitrola Adubada, com Buguinha Dub, da Nação Zumbi.

Biba manda avisar que a festa começa lá pelas 8 da noite e não há cobrança de couver artístico. De lambuja, ainda tem uma apetitosa gastronomia para acompanhar a birita: Filé Aperitivo, creme de ervilhas com bacon e berinjela ao forno, além dos já consagrados paçoca, escondidinho e caldos de peixe e de camarão.

O Grande Ponto recomenda: vá lá, na carioca, vá!

Eduardo Alexandre abre nova exposição

"Clorocromados" é o título da exposição que o artista plástico Eduardo Alexandre abre nesta quinta-feira, 30 de julho, às 18 horas, no Bar Pôr do Sol, em Santos Reis. Criador da Galeria do Povo e ex-presidente da Associação dos Artistas Plásticos do RN, Eduardo mostra 50 abstratos inéditos, todos em coloração verde.

Com vasto currículo de realizações no campo das artes do Rio Grande do Norte, Eduardo foi premiado com menção honrosa em Salão de Artes Visuais da Capitania das Artes e conquistou, como produtor cultural, o Troféu O Poti, do Diário de Natal. Sobre sua pintura, disse Vicente Vitoriano, professor de arte da UFRN, também artista plástico e crítico de arte: "Alexandre consegue manter uma limpeza genérica e uma integridade de cada cor em particular que faz alçar a sua prática pictórica a uma maestria. Daí ser necessário fixar-se na observação de cada obra, no esforço de abstrair-se das demais."

Já o artista plástico Pedro Pereira diz que a pintura de Eduardo Alexandre "é viva porque provoca, com maestria, uma arte visceral, não preocupada em agradar olhos que não têm o gosto de ver algo que lhe dê motivo de reflexão para questionar o belo ou o feio." Diz mais Pedro Pereira: "Eu posso citar artistas que fizeram opção natural pela escola abstracionista que são da estirpe de Eduardo Alexandre, como Kandinsk, Paul Klee, Jackson Pollock, Amilcar de Castro, Iberê Camargo, Manabu Mabe, Tomie Otake, entre outros importantes artistas.

Clorocromados
Exposição de Eduardo Alexandre
Data: Quinta-feira, 30 de julho
Hora: A partir das 18 horas
Local: Bar Pôr do Sol
Rua Cel Flamínio, Santos Reis, defronte ao Iate Clube

29 de julho de 2009

A flauta mágica de Carlos Zens

AG Sued
Quando se pensa em um “tocador de flauta”, o que vem a cabeça é um músico erudito que participa de uma orquestra sinfônica e tem um grupo de sopro que toca jazz em barzinhos bem transados, nos finais de semana. Porém, o disco “Arapuá no cabelo”, do flautista Carlos Zens prova que a flauta também toca música popular como forró, xote, xaxado, baião e outros estilos mais cosmopolitas que influenciam diretamente a música do flautista como o choro e o jazz.

Carlos Zens é um natalense típico. Nascido no bairro de Santos Reis e menino traquinas pelas ruelas das Rocas, Carlos é um fiel torcedor do ABC, daqueles que vai ver o time jogar nos dias de quarta-feira à noite, participando da 2ª divisão no Campeonato Brasileiro. Cantor, compositor, instrumentista, flautista e arranjador, Carlos Zens estuda e toca vários instrumentos de sopro, entre eles, sax soprano, flautim e pífaro. Ele confessa que seus estudos musicais misturam o erudito com a musicalidade popular, voltado para as sonoridades potiguares.

O principal referencial de Carlos Zens são os mestres da cultura popular, como Manoel Marinheiro, Mestre do Auto do Boi de Reis; a cirandeira pernambucana Lia de Itamaracá; os rabequeiros Cícero Carlos e Mestre Paulo da Rabeca; o repentista Sebastião Dias; o teatro de bonecos do João Redondo de Chico Daniel; e o compositor e mestre da sanfona Dominguinhos. Nas suas apresentações, Carlos Zens mostra elementos marcantes da cultura potiguar, como o boi de Felipe Camarão, os cabocolinhos de Ceará Mirim, o coco de Zambê (Tibau do Sul), a rabeca sertaneja e a viola nordestina.

Sobre o músico, o jornalista e escritor Nelson Patriota escreveu: “O flautista Carlos Zens é uma das mais grata revelação da música instrumental potiguar. Com formação erudita, o artista mantém-se fiel às suas raízes potiguares e populares, conciliando os mais diversos recursos da flauta num sentimento musical”. Conforme o compositor e produtior musical, Fernando Filizola, ouvir Carlos Zens é viajar no tempo, onde a lembrança vai buscar malabaristas, cantadores e tipos populares que habitaram nosso universo de infância. “O som que Carlos Zens extrai da flauta me lembra ora um concriz, ora um curió e quase sempre um canário da terra. Todos soltos”, disse.

Carreira musical em discos

Em 1996, Carlos Zens lançou o primeiro CD, “Potyguara”, uma produção independente, no qual interpretou “Água marinha”, “Alma rosa” e “Amizade”, entre outras, as músicas de sua autoria. No mesmo ano, participou do “Projeto Seis e Meia”, em Natal, apresentando-se ao lado de Roberto Menescal e Wanda Sá. Em seguinda, em 1997, lançou o CD “Potyguara”, no Espaço Cultural Píccolo, na Vila Madalena, em São Paulo. No mesmo período, apresentou-se no programa “Viola minha viola”, de Inezita Barroso na TV Cultura de São Paulo.

Com Hermeto Pascoal, dividiu o palco do “Projeto Seis e Meia”, em 1998. No ano seguinte, recebeu o “Prêmio Hangar” na categoria “Melhor Instrumentista do Ano”. No mesmo ano, participou do projeto “Gereba Convida”, na Serenata da Umes (SP), em noite dedicada ao compositor potiguar Sebastião Barros (K-ximbinho). Também no mesmo ano, Carlos Zens participou do CD “Nação Potiguar”, homenagem aos 400 anos da cidade de Natal, tocando ao lado de Oswaldinho do Acordeom e interpretando “Eu quero é sossego”, de K-Ximbinho e Hianto de Almeida.

Em 2004, lançou o CD “Fuxico de feira”, no qual interpretou “Royal Cinema” (Tonheca Dantas). O disco ainda contou com as participações especiais de Lia de Itamaracá em “Cirandando pela praia” e ainda de Dominguinhos e Mingo Araújo na faixa “Cabeceiras”, parceria com Dácio Galvão. Em 2005, Carlos Zens foi o ganhador do “Troféu O Poti”, um dos vencedores do “Prêmio Cultural Diário de Natal” na categoria “Música”.

Bacharelado em música pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Carlos Zens foi o responsável pela direção musical do novo CD da “Cirandeira” Lia de Itamaracá e também pela trilha sonora do Auto de Natal “O Menino da Paz”, no ano de 2007. O disco “Arapuá no Cabelo” (2008) é seu 4º CD. Nesse disco, Carlos Zens deixa um pouco a flauta de lado e solta a voz, interpretando músicas ao lado de figuras como Chico Elion, Diana Cravo, Walkyria Mendes, Lene Macedo e Luciane Antunes.

Segundo o jornalista José Melquíades, Carlos Zens é um flautista clássico possuidor do mesmo talento e seguidor do mesmo caminho trilhado pelo imortal Joaquim Antonio da Silva Calado. Musicólogo e compositor por formação erudita, seus estudos e pesquisas não conseguem distanciá-lo da alma do povo. “Nascido às margens do Potengi, suas vibrações não escondem o cacique Poti nem as inquietações no aldeamento dos índios potiguaras. Seus belos arranjam se comportam cadencialmente entre o encanto e o lirismo de O Guarani e a leveza folclórica das Bachianas”, escreveu.

28 de julho de 2009

Oficina de Fotografia para iniciantes

Os interessados em aprender as técnicas, conceitos e regras da fotografia podem se inscrever na “Oficina de Fotografia” para iniciantes, que será ministrado pela Practical Cursos, em parceria com a Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto). O público alvo é amplo: basta ter paixão por fotografia, uma câmera na mão e estar interessado em explorar todos os recursos da máquina.

Com duração de 2 (dois) meses, a Oficina de Fotografia ensina passo a passo todas as técnicas necessárias para que o aluno possa tirar fotos profissionais, usando a composição adequada, além de tirar o melhor proveito dos recursos da câmera. O curso aborda composição, enquadramento, resolução, armazenamento, flash, acessórios, entre outros temas, em aulas teóricas e práticas.

A oficina de Fotografia começará no próximo dia 08 de agosto (sábado), das 08h00 às 10h00. Nas aulas práticas, os alunos vão explorar os recantos natalenses como a Feira do Alecrim, a arquitetura da Ribeira, o Forte dos Reis Magos, as praias urbanas, o Centro Histórico, entre outros locais. Ao final do curso, serão entregues diplomas para os participantes.

Serviço:
Oficina de Fotografia
Quando: A partir de 08 de agosto, das 08h às 10h.
Tempo de curso: 02 meses (aulas somente aos sábados).
Investimento: 2 parcelas de R$ 150,00 (material didático incluso).
Informações: 3211-5436 / 8817-3359 ou alex-gurgel@oi.com.br

27 de julho de 2009

Um Selo de Ouro para o Grande Ponto

A amiga e poeta seridoense Maria José, conhecida no mundo poético como “Eme Gomes” indicou o Grande Ponto para receber o Selo de Ouro. O funcionário do blog fica muito honrado. E para não quebrar a corrente, o GP indica 4 blogues.
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Recomendo a vocês a visita ao blog da poeta Maria José:
http://www.espartilhodeeme.blogspot.com/
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Agora, vamos às regrinhas:
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1. Exiba a imagem do selo “Blog de Ouro”;
2. Poste o link do blog de quem te indicou;
3. Indique 4 blogs de sua preferência;
4. Avise seus indicados;
5. Publique as regras;
6. Confira se os blogs indicados repassaram o selo.
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Os meus indicados são:
http://sergiovilar.blogspot.com/
http://oteoremadafeira.blogspot.com/
http://viradanumtraque.blogspot.com/
http://www.nascimento24x7.blogspot.com/

Exposição Fotográfica

clique na imagem para ampliar
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Serviço
Exposição "Olhares"
Alunos do fotógrafo Hugo Macedo
Dia 28 de julho de 2009
A partir das 16h30
Iate Clube Natal
http://www.hugomacedo.com.br/

Um soneto de Esmeraldo Siqueira, Natal RN

Credo panteísta
in Caminhos Sonoros, editora Pongetti, Rio de Janeiro RJ, 1941.

Creio em ti, Natureza, que és meu culto.
Creio, sem ritos místicos e altares.
No resplendor pleorâmico dos mares,
Onde assoma a grandeza do teu vulto.

Creio na tua força, e pasmo, e exulto,
Vendo, através de lentos avatares,
A gradação das formas singulares,
Até à maravilha do homem culto.

Creio em tuas florestas, nos teus montes,
Na poesia dos rios e das fontes,
Na beleza da terra reflorida.

Creio nas lindas noites estreladas,
No refúgio das brancas alvoradas,
Na sinfonia universal da vida.

Em Natal, várias praias estão impróprias para banho

AG Sued
De acordo com o relatório do IFRN, a foz do Rio Potengi está poluída.

Em Natal e na Região Metropolitana da Grande Natal, as praias estão poluídas e impróprias para banho. O laudo técnico de balneabilidade foi feito pelo IFRN (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte) e divulgado para alertar a população.

Em Natal, estão impróprias para banho as praias de Mãe Luiza, Praia do Meio (na altura da estátua de Iemanjá), Praia do Forte, Redinha (na foz do Rio Potengi, perto da Igreja e nas barracas). Na Grande Natal, os pontos considerados impróprios são a praia de Tabatinga (Nísia Floresta), Pirangi do Sul, Pirangi do Norte, Rio Pium (Parnamirim), Redinha Nova, Barra do Rio e Graçandu (Extremoz).

O blogueiro não entendeu a razão da praia de Ponta Negra não fazer parte dessa relação. A Praia do Meio, do Forte, Redinha até Pirangi e tabatinga estão poluídas e Ponta Negra ficar fora dessa relação é estranho. Quem conhece Natal sabe que a praia de Ponta Negra fica entre as praias relatadas pelo IFRN.

Além do mais, Ponta Negra concentra uma população muitas vezes maior do que a rede de esgotos e saneamento básico pode suportar. Há centenas de “gatos” em esgotos que são despejados direto no mar. Meia hora de caminhada pela beira da pria de Ponta Negra pode ser percebido as canos dos esgotos. Ainda assim, a pria está fora da relação.

“Falta de saneamento e a chuva são fatores determinantes para o resultado negativo apresentado neste último boletim", disse por telefone o professor Ronaldo Fernandes, coordenador do projeto Água Azul no IFRN, ressaltando que semanalmente, os técnicos colhem amostras de água em diversos pontos do litoral potiguar e submetem a análise.

O alerta serve para que as pessoas evitem o banho de mar nas praias citadas. Afinal, existe outras maneiras para curtir a praia.

24 de julho de 2009

Samba celebra 15 anos

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No dia 1º de agosto o Beco da Lama vai ferver com uma festa de arromba. Quem faz a promessa é Lula Augusto, presidente da Sociedade dos Amigos do Beco da Lama e Adjacência (Samba), que estava pelo Beco colando o cartaz da festa de 15 anos da entidade.

Além de apresentar 16 atrações de peso na cena musical potiguar que vão animar a festa, o presidente Lula (do Beco) quer fazer uma homenagem aos ex-presidentes da Samba. A festa será realizada no Palácio da Cultura (Pinacoteca), no centro histórico natalense, a partir das 6 da tarde.
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Nesse dia, o Sebo Vermelho vai comercializar todo os títulos da Coleção João Nicodemos de Lima com 40% de abatimento. O sebo de Ramos vai expor CDs de músicos da terrinha, além da venda de instrumentos musicais. Vera e Jácio trazem do Sebo Cata Livro uma coleção de objetos antigos.

Um artigo de Nei Leandro de Castro

Queridos poetas

Faz trinta anos que Berilo Wanderley nos deixou. Mas, para quem o conheceu, a sua presença continua forte, marcante, o tempo não consegue apagá-la. Berilo era essencialmente um poeta, bom poeta, embora – por conta de uma autocrítica muito severa – tenha escrito apenas um livro de poemas, que desprezaria depois de publicado.

Berilo era um excêntrico, mas sua excentricidade não chateava ninguém. Tranqüilo, amava a vida, degustava a vida como se degusta um vinho da melhor qualidade. Era um apaixonado, um enamorado de Maria Emília. Vi muitas vezes os dois, mesmo depois de casados, no Granada Bar, olhos nos olhos, mãos nas mãos, como adolescentes no primeiro caso de amor. O clima amoroso era tão intenso que só os indiscretos se aproximavam.

Berilo amava sua cidade e a recíproca era verdadeira. Quando voltou de uma temporada em Madri, houve uma passeata do aeroporto até a sua casa, com passagem triunfal pela avenida Rio Branco. Só vi algo parecido na adolescência, quando Marta Rocha, a mais famosa miss Brasil, desfilou em carro aberto pelo Grande Ponto, vestida de maiô.

Berilo e Newton Navarro foram os cronistas que mais cantaram a cidade de Natal (que idiotas teimam chamar de cidade do Natal). Eram canções de amor, exibidas nas páginas da Tribuna do Norte, e também críticas lúcidas e severas às mazelas que acometem toda cidade.

Berilo, ao contrário de Newton, nunca deixou que umas doses a mais interferissem na sua ternura. Jamais foi visto zangado ou com maneiras agressivas. Era sempre calmo, ouvia mais do que falava e, quando se sentia aborrecido com alguma coisa, alguma conversa muito comprida, dizia, sem alterar a voz: “Bom, basta.” E tomava o seu rumo, na companhia de uma batuta de bambu, como se fosse um maestro das doces melodias da vida.

Berilo tinha 45 anos quando se encantou, como diria Guimarães Rosa. Luís Carlos Guimarães nos deixou às vésperas de completar 65 anos. Lula se despediu dos bares, dos amigos, da poesia, numa segunda-feira, com muitas taças de vinho e doces confissões. À noitinha, ao chegar em casa, deparou-se cara a cara com a indesejada das gentes.

Sem dúvida, um dos meus maiores amigos. Em 1976, ele foi fazer um curso na Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, e se hospedou no meu apartamento durante seis meses. Conquistou vizinhas, cozinheiras, garçonetes, doutoras, viúvas, coroas, moçoilas, casadas e solteiras, com aquele seu charme de encantar multidões.

Mas, como havia assumido com Leda um compromisso de castidade, essas conquistas nunca ultrapassaram os limites da relação platônica. Fui com ele à casa de Pedro Nava, na Glória, e o maior memorialista do Brasil de todos os tempos ficou encantado com a conversa e o jeitão de Lula. Nava se soltou, contou casos engraçados, como o que ocorreu com os móveis de sua sala.

Chateado porque a mulher dele trocava a posição dos móveis com muita freqüência, Pedro Nava mandou fixar no chão, com parafusos, o sofá e as poltronas. Depois de ler “Ponto de Fuga”, o grande Nava pediu a Luís Carlos um poema para usar como prefácio de um dos seus livros. O poema “Naveana do Galo-das-Trevas” está no sexto volume de memórias do escritor mineiro.

Berilo Wanderley e Luís Carlos Guimarães. Ternura, poesia, talento, saudade.

Jornal de Macau é lançado hoje

AG Sued
Foto de capa mostra os animais que são criados e abatidos nos Currais, em Macau. Um caso de saúde pública.

Logo mais, na boquinha da noite, o funcionário do Grande Ponto viaja à cidade salineira para o lançamento do Jornal de Macau, editado sob a batuta dos jornalistas macauenses Daniel Cabral e Bosco Afonso.

Entre várias matérias que o blogueiro escreveu, o destaque na capa é uma reportagem questionando a origem da carne consumida em Macau. A foto acima foi feita no lugar chamado “Currais”, uma espécie de currais coletivos sem a menor higiene, onde as pessoas criam animais de consumo como porcos, boi e bode.

Na verdade, ninguém sabe de onde vem a carne vendida e consumida na cidade. Há indícios que os animais são abatidos próximo aos “Currais” e os restos dos bichos são jogados fora, causando um sério risco ao meio-ambiente e a saúde pública. Apesar de bem equipado, o único matadouro existente em Macau está fechado e com sinais de abandono.

O coquetel de lançamento do Jornal de Macau será realizado hoje, a partir das 20 horas, no Lions Clube de Macau. Carlos Zens e banda vão fazer o show.

Caetano Veloso em Natal visto pelos versos de Laélio Ferreira

Deu na Tribuna do Norte: “Não enquadrei o meu show na Lei Rouanet. A produção que organiza a turnê optou pela lei, como um recurso que está disponível para qualquer artista usufruir. A polêmica está girando em torno de mim, mas eles também aprovaram o projeto da Ivete, por exemplo”, repetiu Caetano.

E acrescentou: “Estou mais interessado no diálogo cultural com a plateia. Não combino com as pessoas que gostam de dinheiro. Eu particularmente não gosto! Não faz parte da minha infância. Gostaria mesmo que os meus shows fossem mais baratos para todo mundo. Ingresso caro traz gente careta para o show. Não que as pessoas ricas sejam caretas, mas assim usa-se outro critério de seleção do público”. Os ingressos do show do cantor em Natal giram entre R$ 50,00 (pista) a R$ 500,00 (mesa).”

Meus Verdes Anos
(sob licença de Casimiro de Abreu)

Oh! que saudades que tenho
da Santo Amaro querida,
da minha infância fodida
que os anos não trazem mais!
Ao vil metal tinha horrores
mas era, então, já, danado,
já fumava um baseado,
à sombra dos cajuais!

Naqueles tempos ditosos
ia colher os pepinos
e os trocava com os meninos,
brincava à beira do mar...
Sonhava com Sampa, Londres,
com a invenção da Tropicália,
com muito fumo e a sandália
- sem ficar rico - gastar!

Que beleza, hoje, é a vida:
veja só vossamercê:
sou freguês da Lei Rouanet,
“ingênuo” vivo a cantar!
No Rio Grande do Norte,
canto em Natal pros caretas,
gosto pouco de bocetas
- quem quiser, vá se lascar!

Laélio Ferreira
Natal RN, julho/2009

23 de julho de 2009

Inscrição para o Programa BNB de Cultura 2010 se encerra nessa sexta

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Encerra-se nesta sexta-feira, 24, o prazo para inscrições de preojtos no Programa BNB de Cultura - Edição 2010 - Parceria BNDES. O Programa é uma linha de patrocínio cultural direto do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), com a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com dotação orçamentária de R$ 6 milhões, para apoio à produção e difusão da cultura do Nordeste e Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo (área de atuação do BNB), mediante seleção pública de projetos.
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Parceria destina R$ 6 milhões para cultura em 2010

Juntos, BNB e BNDES destinarão, no próximo ano, o montante de R$ 6 milhões para projetos a serem selecionados nas seguintes áreas: música (com dotação de R$ 1,25 milhão), literatura (R$ 800 mil), artes cênicas (R$ 1,1 milhão), artes visuais (R$ 800 mil), audiovisual (R$ 800 mil) e artes integradas ou não-específicas (R$ 1,25 milhão).

Serão contemplados pelo menos 225 projetos - sendo, no mínimo, 49 de música, 30 de literatura, 46 de artes cênicas, 33 de artes visuais, 18 de audiovisual e 49 de artes integradas ou não-específicas.

A meta das duas instituições é realizar, até 30 de outubro deste ano, todo o processo de seleção da edição 2010 do Programa, compreendendo as seguintes fases: realização de 44 oficinas de elaboração de projetos em todos os 11 estados da área de atuação do Banco (em junho e julho), período de inscrições (29 de junho a 24 de julho), divulgação da lista de projetos habilitadas para o processo de seleção (17 de agosto), análise dos projetos (24 de agosto a 30 de setembro) e divulgação do resultado das propostas selecionadas (30 de outubro).

O edital contendo o regulamento do Programa e os respectivos formulários eletrônicos para inscrição de projetos, bem como as instruções para preenchimento e o modelo de relatório para prestação de contas, estão disponíveis no portal do BNB

Estudos Norte-Rio-Grandenses lança portal da memória


O Núcleo Câmara Cascudo de Estudos Norte-Rio-Grandenses convida para olançamento do site www.mcc.ufrn.br/portaldamemoria/wordpress

20 ditados populares atualizados

0 1- É dando que se ... engravida.

02 - Quem ri por último... é retardado".

03 - Alegria de pobre... é impossível.

04 - Quem com ferro fere... não sabe como dói.

05 - Em casa de ferreiro... só tem ferro.

06 - Quem tem boca... fala. Quem tem grana é que vai a Roma!

07 - Gato escaldado... morre, porra!

08 - Quem espera... fica de saco cheio.

09 - Quando um não quer... o outro insiste.

10 - Os últimos serão... os derradieros e desclassificados.

11 - Há males que vêm para... fuder com tudo mesmo!

12 - Se Maomé não vai à montanha... é porque ele se mandou pra praia.

13 - A esperança... e a sogra são as últimas que morrem.

14 - Quem dá aos pobres... cria o filho sozinha.

15 - Depois da tempestade vem a... gripe.

16 - Devagar... nunca se chega.

17 - Antes tarde do que... mais tarde.

18 - Em terra de cego quem tem um olho é... caolho.

19 - Quem cedo madruga...fica com sono o dia inteiro.

20 -Pau que nasce torto... urina no chão.

21 de julho de 2009

6º Festival Gastronômico de Martins

AG Sued
A cidade serrana de Martins é a grande opção para curtir um clima frio de inverso nesse final de semana. A partir de quinta-feira, começa a sexta edição do Festival Gastronômico de Martins, reunindo o que há de melhor na gastronomia potiguar aliado a música regional e muita badalação no friozinho da serra.

Martins é uma cidade antiga, cheia de histórias impregnadas nas ruas largas, abrigando um conjunto arquitetônico bem preservado com vários exemplares de casarios seculares. A atmosfera romântica surge com mais intensidade nos mirantes, onde é possível se deslumbrar com a paisagem enquanto aprecia um bom vinho e degusta um fondue.

Quem visita Martins não pode deixar de fazer alguns passeios turísticos e conhecer a Gruta da Trincheira e a estrada da subida da serra, a famosa Casa de Pedra, Pedra Rajada, Pedra do Sapo, Reserva Ecológica do Sr. Clezinho, o Nicho de Nossa Senhora do Livramento, o Museu Histórico, o Museu Demétrio Lemos, os Mirantes do Canto e da Carranca e a Trilha do Pôr-do-Sol.

O clima em Martins é frio mesmo. Durante a noite, quando todos vão flanar pelas praças e botecos martinenses, é fácil encontrar pessoas com cheiro forte de naftalina. Muita gente só retira seus casacos, cachecóis, luvas e outros apetrechos para reduzir o frio, quando chega à cidade.

Veja a programação no site oficial do 6º Festival Gastronômico de Martins:
http://www.festivaisgastronomicos.com.br/martins.php

20 de julho de 2009

2º edição do Jornal de Fotografia é lançado

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Já está nas bancas o 2º número do "Jornal da Fotografia", uma publicação independente, sem tutela política editorial ou empresarial, voltado para o segmento das artes visuais no Rio Grande do Norte e propriedade de três profissionais: Marcus Ottoni, João Maria Alves e Brum.

O "Jornal da Fotografia" é uma publicação mensal, impressa com páginas em policromia e preto e branco, em formato tablóide com 16 páginas e tiragem de 2.000 exemplares. Traz em suas páginas reportagens com profissionais do Estado, informações variadas sobre artes visuais, dicas de tutoriais e fotografias, ensaio fotográfico e fotos dos leitores selecionadas entre as recebidas durante o mês, além de um classificado de materias de fotografia.

Onde encontrar o "Jornal de Fotografia" em Natal:

- Banca Cidade do Sol, av. Eng. Roberto Freire, Ponta Negra
- em frente ao Shopping do Artesanato
- Banca de Revista do Spupermercado Nordestão, av. Salgado Filho, Lagoa Nova
- Banca de revista do Supermercado Nordestão do Conj. Santa Catarina, Zona Norte
- Banca Visual do Supermercado Nordestão do Alecrim
- Banca de revista do Supermercado Nordestão, av. Prudente de Morais, Tirol
- Banca Cidade do Sol, av. Afonso Pena, Petrópolis
- Café Bárbaro do shopping Midwey Mall, em frente ao Supermercado Extra
- Banca Tio Patinhas, av. Rio Branco, cidade alta, em frente a Loja Express
- Livraria Siciliano do shopping Midwey Mall
- Banca do Batista, av. Airton Sena, Nova Parnamirim, em frente ao Supermercado Favorito.

19 de julho de 2009

Dia Mundial do Rck é comemorado em Natal

clique no cartaz para ampliar
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O Dosol em parceira com a Fundação Capitania das Artes promove neste domingo, show especial em comemoração ao Dia Mundial do Rock reunindo 10 bandas potiguares em evento que vai misturar música e solidariedade. A entrada para as apresentações é 1kg de alimento não perecível e vai para instituições de caridade a serem definidas de acordo com a demanda da arrecadação.
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A ação intitulada “Dia Mundial do Rock Natal - Uma Tonelada de Música e Solidariedade” acontece na Rua Chile nos moldes do Festival Dosol. Serão utilizados o Centro Cultural Dosol e o Armazém Hall para receber os shows com o rock rolando das 16h às 22h. “Desde o ano passado promovemos uma comemoração no Dia Mundial do Rock, que serve como uma grande reunião de amantes do estilo e termina virando uma grande confraternização. No ano passado reunimos mais de 1.500 pessoas no evento e esse ano pretendemos ampliar a ação”, diz Foca, idealizador do evento.

“Com o apoio da Funcarte também temos a possibilidade de fazer uma ação solidária bacana, que na verdade é o espírito inicial da data que começou a ser comemorado no Live Aid em 1985, um dos maiores eventos em prol do combate a fome já realizados no mundo”, complementa Ana Morena, produtora executiva do Dosol.

17 de julho de 2009

Um poema de Civone Medeiros

Indecisão de Cemitério
in http://viradanumtraque.blogspot.com/

Não sei se por fim
Vou ao Bom Pastor
Ou à tal Morada da Paz
Ou fico aos pés do Tirol
Ou se vou pro da Saudade

Gostaria mesmo é de arder
Em chamas
E célere tornar ao pó
Poeirar-me
Entre as margens do Potengi

Meu berço etéreo...

...Enquanto vida:

Mistério.

Marketing Inteligente - KY Gel

Notas da Bexiga Taboca

Procura-se um artista potiguar para expor em Lisboa
A Capitania das Artes vai realizar um concurso entre os artistas potiguares que queriam ter uma obra exposta na cidade de Lisboa, em Portugal. A medida foi acertada entre a prefeita Micarla de Sousa e o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, durante a programação da “Semana Lisboa em Natal”. O acordo foi feito depois que o representante português anunciou que vai presentear Natal com uma escultura para fazer parte do Mirante da Gente, na Praia da Redinha. Os portugueses prometeram que a obra de arte deve chegar à Natal em janeiro de 2010, época do ano em que os moradores da praia comemoram a Festa de Nossa Senhrora dos Navegantes. Em breve, a Capitania das Artes deve divulgar o regulamento do concurso aos artistas potiguares.

Interfaces do patrimônio cultural no Brasil
Nos dias 21 e 22 de julho, O Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRN promove as palestras: “Nem materialismo, nem idealismo: Inquietação patrimonial brasileira?” e “As interfaces do patrimônio cultural no Brasil”. As palestras serão ministradas pelo professor doutor Manuel Ferreira Lima Filho (Universidade Federal de Goiás) no auditório A do NAPP, no Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA). No primeiro dia, a conferência terá início às 14h30 e, no segundo, começa às 9h. Mais informações: (84) 3215-3653
www.cchla.ufrn.br/ppgas

Oficina de Iluminação - Grátis
A Funarte, com apoio da Fundação José Augusto e do Teatro Alberto Maranhão, está com inscrições abertas para a Oficina Gratuita de Iluminação para Teatro com o iluminador Ronaldo Costa, mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da UFRN. A Oficina é voltada para o ensino instrumental de aspectos técnicos e tecnológicos da iluminação cênica e irá abordar conteúdos históricos, estéticos, artísticos, científicos, técnicos e tecnológicos nessa área de conhecimento. O objetivo é instrumentalizar agentes cênicos para o papel da Iluminação na construção de um espetáculo. O Curso é gratuito e terá carga horária de 30 horas divididas em cinco encontros que acontecerão entre os dias 23 e 29 de julho a partir das 17h. A turma terá entre seis e vinte alunos que devem ter no mínimo 18 anos de idade e alguma experiência nas áreas de artes cênicas, fotografia, vídeo ou espetáculos de entretenimento. Para participar do processo de seleção é preciso comparecer ao TAM para preencher a ficha de inscrição e entregar um currículo que comprove experiência na área das artes visuais que será utilizado no processo de seleção dos participantes. Mais informações pelo telefone 3232-9702 falar com Sônia Lima ou Ana Lídia.

Oficina de Maquiagem para Teatro - Grátis
Dos dias 23 a 29 de Julho, acontece no Teatro Alberto Maranhão uma Oficina Gratuita de Maquiagem oferecida pela Fundação Nacional de Artes - Funarte, com apoio da Fundação José Augusto e do Teatro Alberto Maranhão. As aulas acontecem das 14 às 19h e serão ministradas pelo maquiador Amaro Lima. No programa do curso estão inseridos os seguintes temas: breve histórico da maquiagem, técnicas de envelhecimento, caracterização e, como ênfase, a relação entre maquiagem e iluminação (incidência, modificação, valorização etc.) Mais informações pelo telefone 3232-9702.

Prêmio de Poesia
A revista cultural Oca das Letras está lançando o I Prêmio Sepé Tiaraju de Poesia Ibero-Americana – 2009. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 31 de agosto. O prêmio contempla poesias concebidas nas línguas portuguesa, espanhola e Guarani. Os trabalhos contemplados farão parte de uma antologia poética contendo três poemas de cada um dos 20 primeiros colocados. Os concorrentes poderão participar com três poesias, cada uma limitada a 25 linhas de 60 caracteres. As obras inscritas deverão ser inéditas e não podem ter sido premiadas em outro concurso de poesia. Outras informações na página da revista:
http://www.ocadasletras.com.br/

Vale Cultura
Numa iniciativa que visa dotar o Estado de políticas públicas na área da Cultura e que estejam voltadas para o público e não para o artista, o governo federal lança o “Vale-Cultura”. De acordo com a lei, que será assinada pelo presidente Lula, o trabalhador de baixa renda receberá um vale mensal no valor de R$ 50 para ter acesso aos bens culturais (cinema, teatro, museus, espetáculos musicais, etc). A expectativa é que a medida atinja 14 milhões de trabalhadores e injete, de forma direta, R$ 600 milhões por mês no mercado cultural, atingindo cerca de R$ 7 bilhões ano (sete vezes mais do que a Lei Rouanet), de acordo com informações publicadas nesta quinta, no jornal O Estado de São Paulo.

10 Livros indispensáveis da Literatura Brasileira
O Cortiço - Aluísio de Azevedo
Obras Seletas - Rui Barbosa
Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo
Iracema - José de Alencar
As Primaveras - Casimiro de Abreu
A Escrava Isaura - Bernardo Guimarães
Eu e Outras Poesias - Augusto dos Anjos
Os Sertões - Euclides da Cunha
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio

Oficina de fotografia abre inscrições

A Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) está abrindo inscrições para uma turma de “Oficina Fotográfica”, destinada para aquelas pessoas que são apaixonadas por fotografia, mas não sabem as técnicas e regras corretas para captar uma boa imagem.

A “Oficina de Fotografia” vai ensinar passo-a-passo tudo que se deve saber para o domínio da técnica fotográfica, com inúmeros exemplos e ilustrações de alta qualidade, tornando o aprendizado fácil e interessante. As aulas começam no sábado, dia 8 de agosto, no horário das 8 às 10 h da manhã.

A “Oficina de Fotografia” tem duração de dois meses e vai abordar as técnicas de composição, enquadramento, resolução, armazenamento, flash, entre outros temas, em aulas teóricas e práticas. Os diferentes modelos e utilização das câmeras digitais e seus acessórios serão amplamente discutidos.

Oficina de Fotografia
Duração: 02 meses
Dia: aula somente aos sábados
Horário: das 08h às 10h
Início: 08 de agosto
Info e reservas: 3211-5436 / 8817-3359
http://www.aphoto.art.br/
alex-gurgel@oi.com.br

Mostra Fotográfica em Campo Grande

Henrique José
Durante o período do dia 17 a 28 de julho, o acervo estará aberto ao público no Salão Paroquial na Praça Coronel Pompeu Jacome, Centro.

A partir dessa sexta-feira, oito municípios do Território Sertão do Apodi, que fazem parte do Projeto “Nas Pegadas de Lampião” serão sede de uma exposição itinerante, que reúne 55 fotografias de paisagens, manifestações artísticas, tradições populares e cenas do cotidiano daquela região. O objetivo da mostra é estimular o reconhecimento e a apropriação da identidade local, através das imagens e valores representados nas fotos.

A iniciativa do Sebrae-RN conta com a parceria dos governos federal e estadual.Participaram da mostra fotográfica os municípios de Apodi, Campo Grande, Felipe Guerra, Governador Dix-Sept Rosado, Paraú, Patu, Rodolfo Fernandes, e Umarizal.A mostra terá início no município de Campo Grande e seguirá para as outras cidades integrantes do programa.

A ONG Zoon foi responsável pela produção com os fotógrafos potiguares Canindé Soares, Max Pereira, Jean Lopes, Henrique José, Cícero oliveira, Pacífico Medeiros e Ricardo Junqueira, todos reconhecidos local e nacionalmente por seus trabalhos na área de fotojornalismo.

Durante quatro dias a equipe percorreu as localidades, reunindo um rico acervo visual com base nos dados colhidos no Mapeamento Cultural Material e Imaterial do Território Sertão do Apodi pelos pesquisadores da IPC - Íntegra Pesquisa e Consultoria.

As fotografias agora compõem o banco de imagens do Território Sertão do Apodi – Nas Pegadas de Lampião, com aproximadamente 250 imagens da região, que estão disponíveis para a divulgação das belezas, dos bens culturais e paisagísticos da região.

As próximas ações do Território Sertão do Apodi são a conclusão da catalogação das 60 cavernas espeleológicas da região e a realização de oficinas de base cultural e de capacitação em gestão.

16 de julho de 2009

Um poema de Beth Olegario

Gozo
In http://betholegario.blogspot.com/

Entre a boca
E a fala
Há um entrave
A língua e o dente

Não falo entre dentre!

Falo
Entre línguas
Excita
Entrededos
Desejos

Entre a boca
E a fala
Há um entrave

Palavras sólidas
Falo ereto
Nas entranhas
Fala
Palavras líquidas.

Comparando os prêmios para a Literatura Mineira com os prêmios oferecidos à Literatura Potiguar

Pelo conjunto da sua obra, o escritor Luiz Fernando Veríssimo recebeu o Prêmio Minas Gerais de Literatura.

Enquanto o Governo do Estado do RN, através da Fundação José Augusto, e a Prefeitura de Natal, via Capitania das Artes, ainda estão capengando no que diz respeito aos incentivos a “literatura potiguar”, com editais e prêmios literários, o Governo de Minas Gerais andou distribuindo mais de 200 mil Reais em prêmio para escritores de todo o País.

Não meu caro leitor, você não leu errado. São R$ 212 mil para 4 categorias num concurso de literatura. Pois bem. O “Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura” recebeu cerca de 900 inscrições provenientes de diversos estados do Brasil.

Luis Fernando Veríssimo recebeu, na Academia Mineira de Letras, o “Prêmio Minas Gerais de Literatura” pelo conjunto de sua obra. Com mais de 60 livros publicados, Veríssimo é reconhecido por seu olhar humorado e sagaz voltado ao cotidiano e às relações humanas.

O filósofo mineiro Reni Andrade, recebeu por seu romance “Lugar” o prêmio disputado por outros 160 inscritos na categoria Ficção. Já na categoria Poesia, a mais concorrida, com 674 trabalhos, quem venceu foi o cearense Eduardo Jorge de Oliveira, pelo título “A língua do homem sem braço”. Com 24 anos, a estudante de Letras na UFMG, Maria Zilda Santos Freitas, teve seu romance ainda não publicado, “Insetos”, contemplado na categoria Jovem Escritor Mineiro.

O leitor pode até lembrar que existe o prêmio “Camara Cascudo” para a prosa potiguar, ou o prêmio de poesia “Luis Carlos Guimarães”, patrocinados pelo Governo do RN. De lambuja, os natalenses ainda se contentam com o prêmio “Othoniel Meneses” para a poesia, realizado através da Capitania das Artes. E para a felicidade geral da nação potiguar, ainda tem o prêmio “Zila Mamede” de poesia, realizado pelo Jornal Potiguar Notícias.

Cada concurso desses, seja de prosa ou poesia, dão prêmios em dinheiros que chegam, no máximo, a 2 mil Reais. Uma mixaria franciscana! E o mais grave é que o Poder Publico não edita os livros dos vencedores. O que mais se ver nas rodas literárias é poetas e escritores premiados sem livros e com os seus escritos ainda inéditos.
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Realmente não se pode comparar os incentivos dado à Literatura Mineira com os recursos filantrópicos oferecidos à Literatura Potiguar pelo Poder Público, através dos caciques e chefes da taba dos guerreiros Potiguares.

Siga os endereços para que sirvam de exemplos:

Blog do Governo de Minas Gerais: http://blog.mg.gov.br/
Informações sobre as iniciativas de fomento e incentivo à cultura no estado de Minas Gerais: http://www.cultura.mg.gov.br/

15 de julho de 2009

Um Olhar sobre a Serra

Projeto leva oficinas nas áreas de fotografia, literatura de cordel, teatro e vídeo e jornalismo para jovens da comunidade.

O projeto Um Olhar sobre a Serra, realizado no município de Sítio Novo e na comunidade da Serra da Tapuia, encerra suas atividades nesta sexta-feira, 17, com a realização de um festival de apresentações culturais organizado com a participação dos alunos do projeto e toda a comunidade. As apresentações culturais serão na escola Municipal José Machado de Souza, na Serra da Tapuia, a partir das 19h..

O projeto contemplou a realização de um Ciclo de Oficinas nas áreas de Literatura de Cordel, Fotografia, Produção de vídeo, Jornalismo Cultural e Teatro. As atividades foram desenvolvidas nas duas localidades e envolveram cerca de 200 moradores que receberam capacitação técnica para aprenderem a lapidar suas riquezas culturais. Além das oficinas, os moradores também tiveram acesso a exibições gratuitas de cinema, com o CineSerra, sempre realizado aos sábados à noite, após as aulas da oficina.

Na programação de encerramento do projeto haverá apresentação de Literatura de Cordel, com cordéis produzidos pelos alunos durante a oficina, que foi realizada pelo cordelista José Acaci, além da distribuição folhetos de cordel. Haverá exposição de fotografias e a exibição do vídeo-documentário produzido pelos alunos da oficina de vídeo. Outra atração do evento será a encenação de um espetáculo teatral, como resultado da oficina de Teatro.

O evento é aberto e gratuito e os artistas locais terão espaço para apresentar suas produções artísticas, o rabequeiro da Serra da Tapuia, José Nezinho confirmou sua participação e fará a animação com muito forró pé-de-serra.

A iniciativa é uma realização do grupo Caminhos Comunicação & Cultura, coordenado pela produtora cultural Érica Lima, e patrocinada pelo Banco do Nordetse do Brasil, através do Programa BNB de Cultura. A produtora percebeu na realização de oficinas, uma forma de proporcionar a democratização do acesso à cultura para a população de Sítio Novo. Mais informações sobre o projeto e o evento de encerramento podem ser obtidas através dos seguintes telefones: 9176-5095 (Érica Lima) ou 9138-7111(Dayana Oliveira).

14 de julho de 2009

Fotografando a natureza potiguar

AG Sued O Açude Gargalheira é um Monumento Geológico do Estado e pode ser fotografado para o Concurso de Fotografia do Idema.

Paisagem, caverna, mar, duna, mangue, científica ou não, são alguns dos motes que serão transformados em documentação fotográfica com o intuito de registrar e valorizar as belezas naturais do Rio Grande do Norte. Pensando nisso que o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN - Idema promove o primeiro Concurso de Fotografia das Unidades de Conservação e Monumentos Geológicos do Rio Grande do Norte com as inscrições abertas até o dia 31 de julho.

As imagens devem destacar pontos relevantes da fauna, flora ou mesmo da ação do homem nesses lugares. Serão premiados os 1º, 2º e 3º lugares com R$ 3 mil, R$ 2 mil e R$ 1 mil; respectivamente. Cada participante tem direito a concorrer com três fotografias ampliadas no tamanho 20 cm x 30 cm, tendo que entregá-las também em formato digital, armazenadas em CD ou DVD.

Os trabalhos devem ser endereçados ao Idema, que fica na avenida Nascimento de Castro, nº 2127, em Lagoa Nova (CEP: 59056-450). No envelope deve conter o nome do concurso descrito. Para esclarecer dúvidas: (84) 3232 7002.

Para os interessados fica as dicas, as unidades de conservação são: Jenipabu (Natal/Extremoz), Recifes de Corais (Maxaranguape/Rio do Fogo/Touros), Bonfim-Guaraíras (Nísia Floresta/São José de Mipibu/Arês/Georgino Avelino/Goianinha/Tibau do Sul), Pquiri-Uma (Pedro Velho/Canguaretama/Espírito Santo), Dunas do Rosado (Porto do Mangue/Areia Branca), Parque dos Mangues (Natal), Parque do Jiqui (Parnamirim), Ponta do Tubarão (Macau) e Parque do Cabugi (Angicos).

Já os monumentos geológicos do Estado são: Açude Gargalheiras (Acari), Lajedo Serra Caiada, Lajedo Soledade (Apodi), Tanques Fossilíferos (São Rafael), Mina Brejuí (Currais Novos), Pegmatitos do Alto do Boqueiro (Parelhas), Arenito Praiais (Praia dos Artistas/Natal), Falésias de Pipa (Tibau do Sul), Corais de Pirangi (Parnamirim), Pico do Cabugi (Lajes), Caverna de Pedra (Martins) e Morro do Careca (Natal).

Natal Blues Festival

clique no cartaz para ampliar
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Durante os dias 16, 17 e 18 de julho será realizado, no Budda Pub, o Natal Blues Festival, que trará a Natal grandes nomes nacionais e internacionais do blues mundial. Entre os escalados para participar o evento estão o baterista e gaitista americano Willie Big Eyes Smith (ex-integrante da banda Muddy Waters), o guitarrista paulista Felipe Cazaux e o gaitista carioca Flávio Guimarães , líder da Banda Blues Etílicos ( uma das referência do Blues brasileiro). As bandas Mad Dogs, The Blues Mountain e a cantora Simona Talma vão representar o RN no festival, que conta ainda com a participação especial do cantor e baterista argentino Adrian Flores.

É o maior festival do gênero já realizado no Rio Grande do Norte, abrindo caminho para futuros shows de outros artistas nacionais e internacionais do blues na cidade.

Os ingressos estão sendo vendidos no Budda todos os dias a partir das 14h até meia-noite.
O ingresso por dia, está no valor de R$ 25,00.
Quem quiser, pode adquirir um pacote com os 3 dias por R$ 60,00.

Budda Pub
Av. Engenheiro Roberto Freire, Ponta Negra.
Por trás do Tiberio Ristorante.
Fone: (84) 3219 2328

13 de julho de 2009

Premio Via Livre de Jornalismo

Prefeita lança prêmio Via Livre de jornalismo.
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Jornalismo impresso, telejornalismo, radiojornalismo, fotojornalismo e jornalismo digital. São estas as cinco categorias disponíveis para participação no 1º Prêmio Via Livre de Jornalismo, lançado nesta segunda-feira pela prefeita natalense Micarla de Sousa, pelo secretário municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Kelps Lima e pela presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte, Nelly Carlos.

O prêmio tem a finalidade de estimular os profissionais da imprensa local na formação de uma nova cultura de trânsito e transporte em Natal, colaborando na discussão que aponte caminhos e soluções para a melhoria da mobilidade em nossa cidade. Participaram da solenidade de lançamento do prêmio, secretários municipais, diretores de entidades sindicais e empresariais e jornalistas.

Uma das normas do regulamento da premiação determina que “só poderão concorrer reportagens de autoria de profissionais de imprensa do Rio Grande do Norte, com diploma de jornalismo, atuação reconhecida pelo Sindicato dos Jornalistas ou estudante de escola de jornalismo superior.

O prêmio total do concurso, incluindo todas as categorias concorrentes é de R$ 48.500,00, sendo R$ 6 mil para os primeiros lugares e R$ 2.500,00 para os segundo lugares. Haverá ainda um Premio de Excelência, no valor de R$ 6 mil, para o melhor trabalho entre os premiados, que também receberá um certificado.

Concorrem reportagem publicadas no período de 2 de fevereiro de 2009 até às 18 horas do dia 03 de setembro de 2009.

Mais informações
http://www.premiovialivre.com.br/

Coisas de Zé da Luz

Zé da Luz, poeta, das terras nordestinas, nasceu em 29 de março de 1904 em Itabaiana, região agreste da Paraíba e faleceu no Rio de Janeiro em 12 de fevereiro de 1965.

Veio ao mundo como Severino de Andrade Silva e recebeu a alcunha de Zé da Luz. Nome de guerra e poesia, nome dado pela terra aos que nascem Josés e, também, aos Severinos, que se não for Biu é seu Zé.

Sua poesia é dita nas feiras, nas porteiras, na beirada das estradas, nas ruas e manguezais. Perdeu-se do seu autor pois em livro não se encontra. Se encontra na boca do povo, de quem tomou emprestado a voz, para dividi-la em forma de rima e verso.

Seus poemas têm a cor do nordeste, o cheiro do nordeste, o sabor do nordeste. Às vezes trágico, às vezes humorado, às vezes safado. Quase sempre telúrico como a luz do sol do agreste.

Sua poesia é ímpar:

AS FLÔ DE PUXINANÃ
(Paródia de As "Flô de Gerematáia" de Napoleão Menezes)

Três muié ou três irmã,
três cachôrra da mulesta,
eu vi num dia de festa,
no lugar Puxinanã.

A mais véia, a mais ribusta
era mermo uma tentação!
mimosa flô do sertão
que o povo chamava Ogusta.

A segunda, a Guléimina,
tinha uns ói qui ô! mardição!
Matava quarqué critão
os oiá déssa minina.

Os ói dela paricia
duas istrêla tremendo,
se apagando e se acendendo
em noite de ventania.

A tercêra, era Maroca.
Cum um cóipo muito má feito.
Mas porém, tinha nos peito
dois cuscús de mandioca.

Dois cuscús, qui, prú capricho,
quando ela passou pru eu,
minhas venta se acendeu
cum o chêro vindo dos bicho.

Eu inté, me atrapaiava,
sem sabê das três irmã
qui ei vi im Puxinanã,
qual era a qui mi agradava.

Inscuiendo a minha cruz
prá sair desse imbaraço,
desejei, morrê nos braços,
da dona dos dois cuscús!

Etapa Natal do PhotoshopBrasil

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A chuva que acordou o dia

ARTIGO

Eduardo Alexandre

A chuva que acordou o dia transportou-me para tempos distantes, anos 60, no Tirol da minha infância.

O cheiro da mata chegando, o pé do morro lavado de suas guabirobas suculentas e deliciosas; o medo da cobra-de-veado, a suaçubóia que, se não era venenosa como as corais perigosas que habitavam debaixo das folhas caídas dos cajueiros, “matava de arrocho, enrolando-se nas pessoas até sufocá-las”.

Quanto medo das cobras gigantes dos morros do Tirol!

O desejo de degustar a guabiroba do “Pé-do-morro”, porém, era maior. Como maior era o desejo da boca em lábios preguentos de sumo de maçaranduba.

Maior que o medo da suaçubóia - termo aprendido depois, nas salas de aula do Marista; maior que os sustos causados pela mimética cobra-cipó; maior que medo da “aleijante cipoada do rabo do camaleão”.

Meninos, juntávamos nossos cachorros e, enganando o balaço dos fuzis que vinha do Dezesseis Erre-i treinando pontaria, aventurávamo-nos pelas trilhas que nos levariam para Barreira d’Água com seu encantador solo esculpido pela natureza das chuvas, os nossos “cânions”, depois levados pela ganância da construção civil. Solo a guardar água limpa e “saborosa”, bebida com a ajuda das mãos na sofreguidão do cansaço de subidas e descidas de dunas escaldantes.

O riozinho a formar-se ao pé das barreiras e a “encher” o mar Atlântico com suas poucas águas era uma fantasia real. “Um quê a mais” no meio daquela “selva”.

Os cajus do morro do Careca, por trás do quartel; os sagüis a nos indicar o cambuizeiro doce; os pequenos bem-te-vis dando surras em gaviões em fugas desesperadas; a raposa fugindo ao inaudível som emitido; as brigas de morte das cobras com os teiuaçus, “salvos pela mordida no pé de pinhão”, tudo isso era íntimo da infância do Tirol.

Nas cercanias, as vacas pastavam e as borboletas, amarelo/pálidas como chananas, chegavam também teimosas com o calor das manhãs.

A pista, imensa nesga preta de asfalto deixada pelos americanos quando da guerra, era limite de estripulias infantis.

Do lado de lá, a Praça Augusto Leite, pobre, em meio a um barreiro onde os campos de pelada surgiam destocando moitas teimosas a atrair saúvas “que acabariam com a nação se não acabássemos com elas”.

Do lado de cá, o reino de Dudé, filho de Seu Fausto, dono da vacaria - na garupa do jumento aparecido ou no lombo do cavalo do cercado, dava o tom da reação contra a “tropa” que ousava cruzar a pista, vinda da Augusto Leite.

A pelada dizia quem era melhor. Mas os socos e arranca-rabos por vezes aconteciam, decidindo, de vez, todas as pendengas.

Debaixo do juazeiro limpo, sem espinhos, defronte de sua casa, Dudé comandava a “tropa de cá” equilibrando-se pela mão esquerda sob a perna chocha, encolhida pela paralisia infantil, para não despencar. Coisa de “quem havia chupado manga depois do leite” ou “tomado banho depois da feijoada”.

Do morro, descia Carioca, com seu balaio de mangas e cajus, pitombas, homem misterioso, de pouca conversa, senhor de todos os segredos do Morro do Roncador, a prenunciar os tremores de terra que, diziam, deles o Brasil estava livre, pois sim! Morro do Roncador! Por que haveria de roncar um morro por trás das poucas casas do Tirol? Acho que nem Carioca sabia, ele “que morava há duzentos anos” num sítio entre os morros que nos levavam à Barreira Roxa, praia de pescarias de bons xaréus, pampos, barbudinhos, fartos antes que o barulho da cidade e sua sujeira os afugentassem para longe.

Dali, vi Natal deixar para trás a corrente. Esta que era limite da cidade e que, depois, trouxe a fábrica da Guararapes de Seu Nevaldo, o homem que iniciara com duas máquinas de costura o seu império e que viera para escrever a história do desenvolvimento da cidade, sucesso hoje desaguado no mesmo local, chamado “Me Dei Mal” pela população jovem que não viveu esses tempos.

Tirol que não assistiu às contendas de Luís Tavares contra os gringos insolentes da guerra, mas que lhe deu guarida nos seus últimos dias de tranqüilidade e bons exemplos. Tirol de Berilo Wanderley e dos bondes que traziam frescas suas crônicas para a Hemetério Fernandes, rua que me trouxe as primeiras luzes pelas mãos de Dona Adelaide, a parteira da cidade. Tirol do rela-bucho com as domésticas da Lagoa Manoel Felipe; do Aéro do apaixonado getulista Boquinha; do América de Maria Creuza e dos grandes carnavais; Tirol da AABB aberta não só a bancários; Tirol que se deixou seduzir pelo comércio.

Tirol de quantos nomes?

Tirol de tanta gente, de tanta paisagem humana e boa que não cabe enumerar numa crônica amanhecida de uma nuvem que só trouxe borboletas amarelo/pálidas como as teimosas chananas e as guabirobas de saudade, doces como o amarelo dos cambuís de suas dunas hoje encobertas pelo concreto do progresso que as invade, levando ternas virgindades de antigamente.

Saudade “grudenta” como o sumo de maçarandubas de chuvas outrora caídas.

12 de julho de 2009

Muito sal e pouca movimentação cultural em Macau

Quem visitar Macau vai se deparar com o aparelhamento cultural da Cidade completamente fechado. A terra do poeta Gilberto Avelino despreza a herança cultural da cidade quando deixa com suas portas fechada o teatro Hianto de Almeida (foto), que há mais de um ano o telhado ruiu e nada foi feito para reparar.

A Casa de Cultura também está fechada por falta de projetos que fomentem a cultura macauense, justificando o uso da Casa. Até o Rancho, referência cultural para as comunidades de Barreiras e Diogo Lopes, está fechado.

Ministrado pelo antenado Subahdro, o Rancho tinha apoio da Petrobrás e a comunidade está esperando a volta do cnvênio para que os trabalhos possam começar naquela Reserva de Desenvolvimento Sustentável.

Enquanto os eventos de massas, envolvendo as bandas de forró com gosto duvidoso se proliferam na região, a cultura macauense de raiz adormece com suas portas fechadas, esperando uma ação das cabeças pensantes da Terra do Sal.

11 de julho de 2009

O Brasil comemora 100 anos do Mestre Vitalino

Se fosse vivo, o Mestre Vitalino poderia juntar sua gente para celebrar seus 100 anos de vida. Falecido há 46 anos, de varíola, aos 54 anos de vida, o caruaruense Vitalino era um gênio no manuseio do barro, retratando os costumes do povo nordestino. Pouca gente sabe, mas, além do artesanato em barro, Vitalino Pereira dos Santos foi um tocador de pífano de primeira qualidade.

Vitalino nasceu em 1909, na Ribeira dos Campos, distrito de Caruaru, começando a modelar o barro desde menino, fazendo animais com as sobras do barro usado por sua mãe na produção de utensílios domésticos (panelas, chaleiras, etc), para serem vendidos na feira de Caruaru. Em 1963, muda-se para o povoado Alto do Moura, para ficar mais próximo ao centro de Caruaru.

Atualmente, no Alto do Moura, cerca de 500 pessoas vivem de esculpir o barro. É a herança de Vitalino para sua comunidade. Em 1947, ninguém sabia quem era o Mestre, até que o desenhista e educador Augusto Rodrigues organiza no Rio de Janeiro a 1ª Exposição de Cerâmica Pernambucana, com diversas obra de Vitalino. Segue-se uma série de eventos que contribuem para torná-lo conhecido nacionalmente e são publicadas diversas reportagens sobre o artista.

Em 1955, integra a exposição Arte Primitiva e Moderna Brasileiras, em Neuchatel, Suíça. O Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais e a Prefeitura de Caruaru editam o livroVitalino, com texto do antropólogo René Ribeiro e fotografias de Marcel Gautherot e Cecil Ayres. Nessa época, conhece Abelardo Rodrigues, arquiteto e colecionador, que forma um significativo acervo de peças do artista, mais tarde doadas para o Museu de Arte Popular, atual Museu do Barro de Caruaru.

Em 1960, Vitalino realizou uma viagem ao Rio de Janeiro para participa da “Noite de Caruaru”, organizada por intelectuais pernambucanos e cariocas, ocasião em que suas peças foram leiloadas em benefício da construção do Museu de Arte Popular de Caruaru. Na época, ainda participou de programas de televisão e exibições musicais, compareceu a eventos e recebeu diversas homenagens, como Medalha Sílvio Romero.

Nessa ocasião, a Rádio MEC realiza a gravação de seis músicas da banda de Vitalino, lançadas em disco pela Companhia de Defesa do Folclore Brasileiro na década de 1970. Em 1961, atendendo a pedido da Prefeitura de Caruaru, doa cerca de 250 peças ao Museu de Arte Popular, inaugurado naquele ano.

Sua capacidade criadora se desenvolveu de tal maneira que, o Mestre Vitalino acabou se tornando o maior ceramista popular do brasil. Fazia peças retratando nossa cultura como retirantes, casa da farinha, trio de forró, batizado, casamento, vaquejada, pastoril, padre, Lampião, Maria Bonita, representando seu povo, o seu trabalho, as suas tristezas, as suas alegrias. Retratava em suas peças o seu mundo.

Uma estátua para Vitalino

Uma estátua em tamanho real do Mestre Vitalino foi a principal homenagem nas comemorações do centenário de nascimento do artesão, que marcou a história da cerâmica figurativa no Brasil. A obra foi confeccionada para que os turistas possam interagir, tirando fotos ao lado da imagem.

A estátua, feita pelo artista plástico Demetrio Albuquerque, levou um mês para ser produzida. Ela foi confeccionada em concreto e retrata Vitalino de pernas cruzadas, como costumava trabalhar. “A imagem mostra o artesão em sua fase de maturidade”, contou Demetrio. A estátua foi instalada nessa sexta, na Casa Museu Mestre Vitalino, no Alto do Moura, em Caruaru.

À noite, ainda houve a reestreia da peça “O alto das sete luas de barro”, espetáculo premiado de Vital Santos, que conta a história do Mestre Vitalino. As comemorações do centenário de Vitalino terminam no Parque de Eventos Luiz Gonzaga, em Caruaru, com shows de Petrúcio Amorim, Valdir Santos, Elifas Júnior e Geraldinho Lins.

10 de julho de 2009

Um poema de Antoniel Campos, Pau dos Ferros RN

Traço

No começo desse traço o compromisso:
nada disso é submisso desse espaço.
Tudo escasso, sem compasso e pouco espesso.
Só avesso, só bagaço, só sumiço.
-
Adereço do pedaço mais postiço,
seu feitiço seja nisso: o estilhaço.
O regaço, no cansaço, o endereço;
o tropeço em cada abraço nada omisso.
-
Pago o preço: nem bem nasço, perco o viço.
Nem palhaço me pareço. E é só isso.

Marketing Inteligente - Sabão Brilhante

Mais uma homanagem ao Michael Jackson

Boletim da FJA

EDITAIS CULTURAIS

Está encerrando, o prazo dos editais cultuais da FJA. Os Editais fazem parte do Programa de Desenvolvimento da Cultura do Rio Grande do Norte. Fique atento as datas dos términos das inscrições.

Outras informações: www.fja.rn.gov.br

20 de julho – Prêmio Chico Vila e Lula Medeiros de Teatro

23 de julho – Prêmio Cornélio Campina de Cultura Popular

31 de julho – Prêmio William Cobbet de Cinema


POTICANTO

O projeto Poticanto - uma parceria entre o produtor Nelson Rebouças e a Fundação José Augusto, realiza no dia 15 de julho, às 20 horas, no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel, a apresentação do cantor Odaíres homenageando Mirabô. A entrada é gratuita e os ingressos antecipados podem ser retirados na própria FJA.


IV MOSTRA DE ARTE DA UNP

Entre os dias 25 e 28 de agosto, no campus Salgado Filho, a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Potiguar realiza a IV Mostra do Programa Cultura e Arte da UnP. O evento tem o objetivo de promover a educação interdisciplinar, estimular o desenvolvimento da cultura e da arte do nosso estado, além de apresentar as atividades de extensão realizadas na comunidade acadêmica. Durante a Mostra serão desenvolvidas atividades como exposições, feiras de artesanato, apresentações de dança, teatro, música, artes plásticas, corais, música sacra e outras atividades. O evento é aberto ao público e conta com o apoio do Governo do Estado, Fundação José Augusto, Petrobrás, Banco Real, Livraria Paulus, Potylivros, Artesanato Potiguar, Livraria Sebrae e Brinquedos Populares. As inscrições para as mostras podem ser feitas através do e-mail culturaearte@unp.br. Mais informações (84) 3216-8626.


OFICINA GRATUITA DE ILUMINAÇÃO

A Funarte, com apoio da Fundação José Augusto e do Teatro Alberto Maranhão, está com inscrições abertas para a Oficina Gratuita de Iluminação para Teatro com o iluminador Ronaldo Costa, mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da UFRN. A Oficina é voltada para o ensino instrumental de aspectos técnicos e tecnológicos da iluminação cênica e irá abordar conteúdos históricos, estéticos, artísticos, científicos, técnicos e tecnológicos nessa área de conhecimento. O objetivo é instrumentalizar agentes cênicos para o papel da Iluminação na construção de um espetáculo. O Curso é gratuito e terá carga horária de 30 horas divididas em cinco encontros que acontecerão entre os dias 23 e 29 de julho a partir das 17h. A turma terá entre seis e vinte alunos que devem ter no mínimo 18 anos de idade e alguma experiência nas áreas de artes cênicas, fotografia, vídeo ou espetáculos de entretenimento. Para participar do processo de seleção é preciso comparecer ao TAM para preencher a ficha de inscrição e entregar um currículo que comprove experiência na área das artes visuais que será utilizado no processo de seleção dos participantes. Mais informações pelo telefone 3232 9702 falar com Sônia Lima ou Ana Lídia.


REGISTO DO PATRIMÔNIO VIVO

Estão abertas as inscrições para o Registro do Patrimônio Vivo do RN. Criado a partir da lei de autoria de Mineiro, isso significa que folcloristas e mestres da cultura popular com mais de 20 anos de atividades culturais no RN já podem se inscrever e concorrer a uma bolsa de auxílio mensal. Até 20 de agosto.

O edital completo no site: www.fja.rn.gov.br

De volta ao batente no Grande Ponto

O moinho de vento na entrada de Macau é o maior cartão postal da cidade.

Alguns dos leitores mais antenado com as notícias do Grande Pontoperceberam que o funcionário do blog estava ausente durante essa semana. Ele foi à Região Salineira para fazer algumas matérias para o Jornal de Macau, que será lançado no dia 24 de julho, com um grande coquetel, na sede do Lions Club daquela cidade.

O Grande Ponto volta ao normal, apresentando sempre a opinião do blogueiro sobre assuntos diversos, matérias sobre o que está acontecendo com a cultura potiguar e sempre divulgando as manifestações culturais mais invocados que acontecem na Cidade dos Reis Magos.

Com essa ligação do blogueiro pelo interior desse nosso Rio Grande sem Sorte, o Grande Ponto vai mostrar artistas desconhecidos que trabalham incansavelmente em prol da nossa cultura, muitas vezes sem as mínimas condições de expandir seu talento, ou apresentar seu trabalho. O Grande Ponto será a voz de todos os artistas potiguares.

Exposição de Fotografia na Capitania

A Capitania das Artes abre duas a exposição fotográfica, “Véu das Cidades/ Vel---O---Cidades" de Ana Paula Pimenta e "Cores do Mundo" do fotógrafo Ricardo Chrisóstomo na Galeria Newton Navarro, nessa sexta-feira dia 10 de Julh

Na exposição denominada "Cores do Mundo / 20 anos de fotografia" reúne os trabalho do fotógrafo Ricardo Chrisóstomo, que através das lentes registrou seis das sete maravilhas do mundo além das características e das heranças e as diversidades culturais das regiões do país e do mundo.

Além do caráter cultural a exposição tem o caráter social que tem o intuito de promover a visitação de estudantes das escolas municipal e estadual associando a mostra fotográfica com os materiais de sala de aula. O material utilizado pelo fotógrafo para a montagem da exposição é reciclado e de baixo custo e que serão reaproveitados após a exposição

"Véu das Cidades / Vel---O---Cidades" trás as experiências da fotógrafa Ana Paula Pimenta que também é formada em Artes Cênicas foram em 2005, que tinha como objeto de registro as feiras livres. Véu das Cidades mostra a experiência de fotografar a cidade de noite em movimento.

A abertura das exposições Cores do Mundo e Véu das Cidades será dia 10 de Julho e será aberta ao público a partir do dia 13 . As fotografias ficarão expostas até o dia 07 de Agosto, na Galeria Newton Navarro na Fundação Capitania das Artes, situado no Brasília Alvorada Hotel. A visitação será aberta de terça a domingo, das 12h às 19h, com entrada franca.

Fala Sério!

Fotógrafo Ricardo Chrisóstomo será o convidado da próxima edição do Projeto Fala Sério, que acontecerá na sexta-feira dia 17 de Julho. O Projeto Fala Sério!, da Capitania das Artes propõem um diálogo e a troca de experiência entre os artistas. Ricardo Chrisóstomo contará desde a primeira experiência que foi no interior cearense e suas experiências como fotógrafo pelos 40 países que já visitou. Além do lançamento do seu livro de fotografia o fim do ano.

5 de julho de 2009

Exposição Fotográfica Homenageia o Mestre Vitalino

Cenas do Mestre Vitalino trabalhando, captadas pelas lentes de Verger.

Este blogueiro foi até a capital de Pernambuco para conferir a exposição fotográfica “Arte do barro e olhar da arte - Vitalino e Verger”, em exibição no Instituto Cultural Banco Real, em Recife, até o dia 30 de agosto.

A mostra foi idealizada pelo instituto em parceria com a Fundação Pierre Verger para marcar o centenário de nascimento do Vitalino Pereira dos Santos, o Mestre Vitalino (dia 10 de julho), por meio da coleção fotográfica produzida pelo francês Pierre Verger quando veio a Pernambuco em 1947.

Nesta viagem, Verger registrou diferentes temas referentes às tradições populares e, em destaque, Mestre Vitalino e sua obra. São 140 fotografias, quase todas inéditas, com leituras detalhadas de todo o processo artístico, o qual teve início na coleta do barro no Rio Ipojuca até a comercialização da cerâmica figurativa na feira de Caruaru.

Sob a curadoria do antropólogo Raul Lody, a exposição reúne as fotografias de Pierre Fatumbi Verger, considerado pela crítica como um dos mais importantes fotógrafos do século XX. Ele esteve em Pernambuco, passando um longo período que incluiu o carnaval e outras manifestações tradicionais, viajando por diferentes localidades do Estado.

Verger conheceu Vitalino, a Feira de Caruaru e cenários do Agreste, registrando elementos importantes da cultura popular. O olhar do fotógrafo, que reúne a estética e o registro antropológico, foi capaz de eternizar através da imagem uma trajetória de vida e trabalho do homem que passou a ser um verdadeiro símbolo da arte popular brasileira.

“Vitalino tinha 37 anos em 1947 e só começou a ser reconhecido na década de 1950. O olhar especial de Verger o identificou antes”, ressalta o antropólogo Raul Lody. Segundo o curador da exposição, as fotos formam uma “grade etnotecnológica”, pois retratam detalhes de cada passo do processo de produção dos bonecos e animais de barro.

Vitalino em debate

A exposição tem uma cenografia formada por detalhes em argila e exibe ainda filmes antigos que registraram a feira de Caruaru e o próprio Mestre Vitalino em movimento, filmados em super 8 por cineastas como Fernando Spencer. Na trilha sonora da sala, o público ouve músicas tocadas pelo próprio Vitalino, que integrava a banda de pífanos Zabumba do Mestre Vicente, gravada na década de 1950, pelo musicólogo Aloysio de Alencar Pinto.

Durante o período da exposição “Arte do barro e olhar da arte - Vitalino e Verger”, o Instituto Cultural Banco Real promove o seminário “Encontro com Manuel Vitalino - histórias e memórias de Mestre Vitalino”, sob a coordenação de Raul Lody.

O encontro é uma oportunidade para quem quiser ouvir os relatos de Manuel sobre a vida do seu pai, o Mestre Vitalino, além de interagir e valorizar os patrimônios culturais de Pernambuco. Os seminários acontecem sempre no dia 8 dos meses de julho e agosto, no auditório Gilberto Freyre, 1º andar do Instituto Cultural Banco Real, em Recife.