29 de julho de 2010

Um poema de Iara Carvalho, Currais Novos RN

Ardendo
in http://www.diariamentenajanela.blogspot.com/

o que me arde em
você
não são seus cabelos,
sua nuca quente
resfriada de cheiros

nem suas músicas,
seu pôr-do-sol
inteiro dentro
do sorriso

o que me arde em
você
é a vida.

Distritos de Diogo Lopes e Barreiras lutam pela emancipação política

Com o abandono das comunidades de Diogo Lopes e Barreiras por parte da Prefeitura Municipal, um grupo de moradores tiveram a iniciativa de se organizarem para pensar numa possível ação de emancipação política, para que as pessoas de comunidade possam ter uma qualidade de vida melhor em relação aos serviços públicos oferecidos.

De acordo com o educador Neuton Costa, o desprezo por parte do governo municipal é tão grande em Diogo Lopes que falta segurança, o esporte está totalmente abandonado, a saúde fragilizada, educação sucateada, além do crescimento do consumo de drogas porque não há políticas públicas direcionadas aos jovens. “Nós somos esquecidos pela prefeitura de Macau”, relatou o educador.

Neuton Costa diz ainda que o projeto de emancipação política da comunidade está respaldado por uma “brecha” na Legislação com a PEC (Proposta de Emenda a Constituição) número 52, que devolve ao legislativo a prerrogativa sobre criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios.

Segundo o educador, a área a ser emancipada dos distritos se enquadra nas condições geográfica, em número de população, de eleitores e de recursos econômicos, com potencial na pescaria, com o turismo e a exploração de petróleo, além de ser mais de 30 km longue da sede do município. “Nós temos capacidade de nos manter com os subsídios produzidos dentro da nossa própria comunidade”, afirmou.

A comunidade já se reuniu 14 vezes até o início de junho de 2010, conforme Neuton Costa, ressaltando que é cada vez maior o número de pessoas reunidas e querendo a emancipação política. “A nossa comunidade está consciente da importância de sermos emancipados de Macau”.

Mas, o movimento teve que parar um pouco porque a PEC 52 só será votada no próximo ano. Ainda haverá um plebiscito e a homologação por parte da Assembléia Legislativa. “Existe todo um processo a ser percorrido, mas a gente vai em busca de apoios para permanecer correndo atrás desse sonho”, completou.

O Novo Município

Ainda na ficou decidido qual será o nome do próximo município. Conforme Neuton Costa, no devido tempo haverá uma votação entre os moradores para escolher democraticamente um nome para o lugar. Porém, alguns nomes estão cogitados como Praias Belas, Ponta ou Tubarão.

Todos os distritos que se emanciparam se desenvolveram econômica e socialmente. O educador alerta que ninguém está preocupado com o nome, mas com o desejo de ser independente. “Nós teremos nossos próprios vereadores e o prefeito trabalhando em favor da nossa comunidade”.

O novo município vai abranger Diogo Lopes, Sertãozinho, Barreiras, Baixa do Brito, Soledade Chico Martins, Cacimba da Baixa, além de alcançar o Moinho do Juá e os assentamentos rurais, reunindo mais de 10 mil pessoas em todo esse território. “Nós já fizemos reuniões com todas as comunidades e o pensamento é um só: emancipação já”, declarou Neuton.

O educador só reclamou que o único vereador que representa a comunidade de Diogo Lopes, Oscar Paulino, nunca participou das reuniões, apesar de ter sido convidado verbalmente e através de ofícios. “A história vai mostrar quem realmente quer o bem da comunidade. Ainda há um longo caminho até a nossa emancipação”.

Marcha da Macohha em Natal será nessa sexta-feira

Segundo a imprensa natalense, os organizadores da Marcha da Maconha usaram o Twitter na manhã desta quinta-feira para pedir aos manifestantes que não fumem ou portem a droga durante o evento. A Marcha da Maconha está prevista para às 16h desta sexta-feira, na praça cívica do campus da UFRN, durante a 62ª SBPC.

Ainda de acordo com os jornais da capital potiguar, as pessoas que participarem da Marcha da Maconha, desde que não cometam crimes, não poderão ser presas. Isso por força de um habeas corpus preventivo expedido pelo juiz José Armando Ponte Dias Júnior.

Outras informações em: http://marchadamaconha.org/

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O meu Natal em Natal

ARTIGO

Por Anderson Foca

Ontem estive presente numa mesa redonda dentro da programação do SBPC. Por lá estavam outros produtores culturais da cidade além de uma platéia atenta para discutir os rumos da cultura independente em Natal. No meio do debate iniciei uma reflexão sobre aquele que pode ser o maior período cultural e festivo da cidade: o Natal em Natal.

Eu digo que pode ser, porque de fato ainda estamos longe de ter um evento que faça parte dos planos turísticos das pessoas de outras cidades. Comparando com ações culturais que participei tocando ou cobrindo esse ano, caso da Virada Cultural de São Paulo, Festival de Inverno de Garanhuns ou o Carnaval de Recife e Olinda chega a ser pífia intenção da prefeitura em tornar o mês de dezembro atrativo em termos culturais.

Isso só acontece porque a prefeitura age como se fosse dona do evento, produtora das ações e responsável direta pelo resultado dela. Alô gestores, vamos acordar. Eventos grandiosos são aqueles em que a comunidade abraça como dela, que a iniciativa privada enxerga possibilidade de lucrar, que o cidadão se sinta participando e opinando. Resumindo o papo: o Natal em Natal precisa ser das pessoas e não dos governos.

O Carnatal, um dos maiores eventos populares da cidade, só é popular como é porque as pessoas não vêem seus organizadores como donos absolutos do projeto, não tenho a conta mas acredito que nem 10% da população sabe que quem promove o evento é a Destaque Produções. Cada bloco tem suas responsabilidades, cada camarote tem sua meta própria, a prefeitura e o governo preparam a rua e incentivam no que é necessário, os hotéis fazem divulgação adicional e a população vai brincar ao som do que a maioria gosta.

Pagando ou de graça! Um exemplo de sucesso em que a população abraçou o projeto como dela (sem fazer juízo de valor ou de gosto pessoal). Lógico que o Carnatal tem suas distorções, atrapalha a vida de um monte de gente ao redor da festa e poderia evoluir também.

Dito isso, acabei me pegando fazendo uma análise como seria o meu Natal em Natal e que modelo utilizaria para realizá-lo. Segue passo-a-passo as ações:

1) Pediria aos orgãos de turismo, saúde, educação e cultura envolvimento no projeto com verba direta direcionada ao evento. Estipularia com antecedência qual o montante de dinheiro público teria para o investimento nas ações do mês inteiro. Somaria todas as esferas, municipal, estadual e federal numa coisa só, custurando politicamente a ação;

2) Com a verba estipulada pediria um estudo de todos os centro culturais, teatros, casas de show, eventos, festas populares e festas religiosas que ficam abertas em dezembro e financiaria parte da programação economizando estrutura física de som e luz. Espalharia ações em toda a cidade;

3) Contactaria a classe de produtores culturais da cidade através de edital (ou coisa parecida) para que fossem propostos palcos, ações, espetáculos de ocupação da cidade durante o Natal em Natal. Passaria a responsabilidade de cada ação para os projetos aprovados e fiscalizaria a realização de todos eles. Deixaria também que esses projetos tivessem autonomia para captação de recursos diretos;

4) Realizaria o Auto de Natal em forma de oficina fixa de teatro, agregada ao Departamento de Artes da UFRN e do NAC;

5) Procuraria Sescs, Sebrae, Fiern, entre outras siglas para propor programação adicional, oficinas, palestras, workshops e ações do tipo;

Acredito que essa descentralização de ações, divisão de responsabilidades, ecletismo de propostas e envolvimento maior da comunidade traria para Natal uma movimentação que despertaria interesse nos turistas e nas pessoas da própria cidade e faria com que o nosso tão sonhado evento de fim de ano se tornasse realmente relevante como a cidade merece. Sem contar que a roda da economia da cultura municipal giraria de maneira positiva e responsável.

Do jeito que está o Natal em Natal ninguém ganha. A prefeitura é criticada sempre pelo lineup ou condução das ações, a cidade não recebe o evento como deveria receber e a economia não se beneficia como poderia. Tem gente ligada a parte cultural da cidade até propondo um boicote aos festejos do fim de ano (como se a responsabilidade de propor uma mudança não fosse nossa já que o dinheiro público financia o evento). Porque não dividir as responsabilidades e os resultados?

Livros de Câmara Cascudo serão relançados durante a SBPC

clique no convite para ampliar
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Durante a 62a reunião da SBPC, que está acontecendo esta semana aqui em Natal, serão relançadas cinco preciosas obras do nosso historiador, folclorista, antropólogo, advogado e jornalista Luís da Câmara Cascudo. As obras a serem relançadas são: História da Cidade do Natal, Na ronda do tempo, Ontem, Pequeno manual do doente aprendiz e Gente Viva. A solenidade acontecerá nesta quinta-feira (29), às 17h, no Saguão da Escola de Música da UFRN.

Cerca de 60 alunos de jornalismo da UFRN fazem a cobertura oficial da XVI Cientec

A Fotec conta com cerca de 60 estudantes de Comunicação em sua equipe. Além da cobertura, o projeto realiza uma mostra fotográfica em seu estande.
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A 16ª edição da Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) conta pela quinta vez com a cobertura jornalística da Agência Fotec de (foto) jornalismo, um projeto do curso de Comunicação Social da entidade.

Até essa quarta-feira, terceiro dia da feira, a agência já produziu e postou mais de 80 notícias sobre os estandes e eventos da Cientec, tendo conseguido entrevistas exclusivas com artistas potiguares como Pedro Mendes, Isaque Galvão, Sueldo Soares, Caio Padilha e banda Pedubreu. Temas como cultura, entretenimento, ciência, saúde e educação são constantemente pautadas, proporcionando conhecimento e entretenimento para os leitores do projeto.

No estande da Fotec, localizado no pavilhão 5, também pode ser conferida uma mostra fotográfica. São mais de 20 fotos com registros das edições passadas da Cientec. Segundo o coordenador da agência, Prof. Dr. Itamar Nobre, “a exposição é para divulgar o resultado das atividades de fotojornalismo durante a última CIENTEC, que aconteceu em 2009”, explica.

A Cientec 2010 está sendo realizada em conjunto com o 62º encontro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). No portal http://www.fotec.ufrn.br/ podem ser conferidas matérias e fotografias de toda a programação da feira. Um dos diferenciais de 2010, além do aumento de estudantes participantes – agora a equipe conmpreende cerca de 60 alunos, e no ano passado foram 43 – é a implementação da ferramenta Twiter (@fotec). As notícias são postadas simultaneamente no site e no microblogin.

Sobre a Agência Fotec

A Fotec, agência de fotojornalismo experimental, é uma iniciativa universitária idealizada pelo professor Dr. Itamar Nobre, do Departamento de Comunicação Social da UFRN. Na equipe, a agência conta com as funções de chefe e assistente de redação, pauteiro, assessor de imprensa, repórter de foto e texto, fotodocumentarista, editor de videodoclipe e apoio técnico, oferecendo suporte para a publicação de notícias e fotos.

Neste ano, cerca de 60 alunos das três habilitações do curso (Jornalismo, Radialismo e Publicidade & Propaganda) compõem a equipe da agência oficial do evento, que no ano passado publicou 162 matérias e oito galerias de fotos sobre as noites culturais, com mais de 17.000 visualizações.

Mossoró apresenta Mostra de Teatro de Rua na I Bienal Nacional do Teatro Potiguar

Sob a curadoria e coordenação geral é de Judilson Dias prosegue a Mostra de Teatro de Rua na I Bienal Nacional do Teatro Potiguar, nesta quinta-feira, às 20h, na Praça do Portal do Saber, com o espetáculo Shakespariano, da Companhia Bagana de Teatro, de Mossoró.

Através da montagem de Shakespariano a Companhia Bagana de Teatro defende um pensamento de quanto estamos interligados e há muito tempo buscamos responder questões que, por mais que se queira não explicam-se, apenas se vive e que são questões da formação de caráter e moral humana.

Durante a Mostra de Mossoró serão seis espetáculos teatrais, distribuídos pelos cinco dias de apresentação. A abertura, dia 28, com o espetáculo A Peleja do Amor no Coração de Severino de Mossoró, do grupo anfitrião O Pessoal do Tarará; na quinta-feira (dia 29), A companhia Bagana de Teatro, de Mossoró, apresenta, às 20h, o espetáculo Shakespariano; na sexta-feira, o também mossoroense Arruaça apresentará o espetáculo O Vôo do Cavalo do Cão, às 20h. No sábado, o grupo teatral Alegria, de Natal, apresentará o seu espetáculo O Auto do Caldeirão, às 19h.

Na mesma noite, às 21h, A Trupe Arlequim de João Pessoa (PB) fará uma apresentação de seu espetáculo Circo Arlequim; no domingo, a Mostra de Teatro de Mossoró chegará ao fim, com a apresentação do espetáculo Quixotinada Cruzaventuras Sertanholas, da Companhia de Eventos Lionarte, de Pernambuco, às 19h. Todas as apresentações acontecerão na Praça do Portal do Saber.

Trilhas Potiguares em Janduis

A cidade de Janduis recebe, durante toda a próxima semana, uma série de oficinas do projeto Trilhas Potiguares, proporcionadas através de convênio assinado entre a Universidade Federal do Rio Grande do Norte e a Prefeitura de Janduís.

Para o desenvolvimento dessas atividades, uma equipe de vinte técnicos da UFRN, coordenada pelo professor Mário Cardoso, desembarca na cidade entre os dias 01 e 06 de agosto trazendo oficinas de temáticas variadas nas áreas de assistência social, agricultura, saúde, educação, agricultura familiar, cultura, dentre outras, escolhidas a partir da própria demanda da comunidade em reunião de sensibilização sobre o projeto, realizada no último mês de maio.

Durante a cerimônia de assinatura do convênio entre a UFRN e os municípios, o Reitor José Ivonildo do Rêgo destacou que, a cada edição, o Trilhas Potiguares vem ganhando espaço e ampliando sua atuação de forma significativa.

Melhorando a qualidade de vida dos idosos de Janduís

Dentre as oficinas trazidas pelo projeto Trilhas Potiguares, duas terão impacto direto na qualidade de vida dos idosos locais. Alunos dos cursos de fisioterapia, nutrição, enfermagem e serviço social vão realizar atividades matinais com os idosos visando o desenvolvimento de exercícios físicos voltados às necessidades especiais do grupo com finalidade de melhorar o condicionamento e prevenir problemas decorrentes da idade e falta de atividade. Além do mais, haverá espaço para discussão de assuntos relevantes como hipertensão, diabetes, obsesidade, entre outros.

Na outra oficina, será ministrado um curso de Cuidadores de Idosos. O objetivo é promover uma capacitação nessa atividade, abordando saúde, bem-estar e cuidados do dia-a-dia para com as pessoas da terceira idade e enfermos. O que vai representar oportunidade de emprego e renda para moradores do Município.

O projeto Trilhas Potiguares também vai atender a demanda cultural do município com a realização de cinco oficinas culturais. Serão desenvolvidas capacitações de teatro, fotografia, dança, reciclagem de materiais, música e poesia. As oficinas serão abertas ao público em geral abordando temas relacionados à cultura e lazer.

28 de julho de 2010

Uma poesia de José Saddock de Albuquerque, Macau RN

Sal da terra

coração é bússola
que bate marés e sente rios

braços, moinhos
abraçando vento do mar
lembranças, veleiros
cruzando olhos molhados
não fosse poesia
eu diria, queria
fosse canção de amor

ó ilha querida
pássaro pensamento
pousai novamente criança
correndo desertos, pulando poças
construindo pirâmides...

Três anos se passaram da tragédia no Rio Potengi que matou toneladas de peixe

Há três anos, o Rio Potengi foi o protagonista de uma tragédia anunciada, uma matança de peixe nunca vista na história do grande rio Potengi do norte. Mais de 40 toneladas de espécies marinhas sucumbiram à poluição do rio e se amontoaram às suas margens, deixando chocada a população da capital potiguar e desesperados os ribeirinhos que viram seu sustento morrer sem saber a razão.

Até hoje não foi apontado o culpado, quem de fato causou a mortandade. Segundo laudo vazio de informação divulgado pelo Idema, uma grande quantidade de matéria orgânica despejada pela empresa Veríssimo e Filhos, que atuava no ramo da carcinicultura, foi a causa do desastre ambiental.

A Promotora de Defesa do Meio Ambiente, Gilka da Mata, informou à imprensa natalense que "não vai se pronunciar no processo antes de sair a sentença". Em meio à desinformação, moradores de comunidades ribeirinhas apontam vários culpados pelo crime ambiental e denunciam constantes práticas ilegais cometidas por empresas imunizadoras, indústrias e carcinicultoras.

27 de julho de 2010

Fotógrafo João Maria lança livro com imagens de Caicó

Foto: João Maria Alves
O repórter fotográfico João Maria Alves já lançou seu livro “Cidades Seridoenses – Caicó” no último domingo, em pleo Bar de Ferreirinha, tradicional reduto boêmio caicoense. Em Natal o lançamento será dia 28, quarta-feira, às 10h. da manhã, durante a SBPC, no stand do Sebo Vermelho, na UFRN.
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“Tenho um vínculo afetivo com a cidade. Sou natalense, mas gosto muito das cidades do interior, em especial as da região do Seridó”, disse João Maria ao jornal Tribuna do Norte onde trabalha, ressaltando que o livro é o primeiro da nova coleção do Sebo Vermelho, que vai trazer as cores e as formas do Seridó.

João Maria Alves é fotojornalista há 30 anos, tendo passado por várias redações de jornais no estado, também com fotos publicadas em alguns impressos do sul do país. Em 1984 o fotojornalista foi o único fotógrafo do Rio Grande do Norte a cobrir as convenções de Tancredo Neves, Paulo Maluf e Mário Andreazza, em Brasília.

João participou de várias exposições fotográficas coletivas e individuais. No exterior, suas fotos foram expostas no Café Kieselstein, cidade de Potsdan, Alemanha, em fevereiro de 2009. No currículo do fotógrafo, também tem premiações em concursos de fotografias, destacando-se o prêmio Itaú Cultural de Fotografia sobre o tema “árvores floridas, campos floridos”.

Curso se propõe a ensinar os mistérios da cerveja

Nos dias 28 e 29 de julho, o mestre cervejeiro Marco Falcone (MG) ensinará todos os detalhes que giram em torno do consumo da cerveja, desde harmonização com comidas à evolução humana atrelada à história da cerveja

Ela combina perfeitamente com dias de sol. Na chuva, também pode ser apreciada, sempre com moderação. Em dias de semana, fins ou feriados, não importa: ela sempre acompanha rodas de conversa. Estamos falando da cerveja, líquido tão apreciado no mundo todo, sobretudo em Natal, terra onde o calor reina imperioso.

Mas você sabe realmente apreciar uma cerveja? É isso, além de outros detalhes sobre o tema, que o Curso de Cervejas Especiais irá ensinar nos dias 28 e 29 de julho, às 20h, em dois locais respectivamente: no bar The General, situado à Rua Mossoró, e no Bar Tom Maior, anexo ao restaurante Maturi, em Lagoa Nova.

Ao preço de R$ 100 e com número de vagas limitado a 30, o curso, inédito na cidade, irá inserir o aprendiz na chamada “Cultura Cervejeira”, ensinando-o desde a harmonização ideal entre cerveja e petiscos à evolução humana baseada, veja só, na história da cerveja.

Para ensinar todos os meandros da arte, virá de Belo Horizonte o mestre cervejeiro Marco Falcone, da Micro Cervejaria Falke Bier. As senhas do curso — cuja duração é de duas a três horas — podem ser adquiridas no escritório de advocacia Falconi Camargos Advogados e Consultores, apoiador do projeto, que fica na Rua Professor Hermógenes Medeiros, em Candelária.

Beer evangelizar

É com esse termo que o advogado Rodrigo Camargos, um dos responsáveis pela iniciativa, define o objetivo do curso. “O grande problema está na qualidade das cervejas vendidas aqui, que utilizam cereais como arroz e milho, que barateiam o custo e pioram a qualidade da bebida”, ensina, complementando: “Vamos ‘beer evangelizar’, ou seja, ensinar os alunos a apreciar cerveja com qualidade, e não em quantidade”.

Os participantes do curso degustarão dez tipos diferentes de cerveja — nacionais e importadas — incluindo a Falke Tripel Monasterium, formulada pelo mestre Marco Falconi e vencedora do maior prêmio da indústria de bebidas do Brasil, o Tecnobebidas Award 2008, do instituto Nielsen.

Os temas abordados no curso abrangem a escolha da taça ideal, a harmonização da bebida com comidas, a identificação de uma boa cerveja, a história da cerveja, os efeitos da música sobre o consumo da bebida, a temperatura adequada para cada tipo de cerveja, dentre muitos outros.
Sobre o mestre cervejeiro

Marco Falcone é mestre cervejeiro e proprietário, desde 2004, da Falke Bier, em Belo Horizonte (MG), uma das cervejarias mais renomadas na revolução cervejeira do país no tocante à produção de cervejas artesanais de qualidade. Fabricante de cervejas desde 1988, Falcone recebeu o prêmio Paladar 2009 do jornal O Estado de São Paulo.

É diretor do Sindbebidas/Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e presidente do Conselho Administrativo da Acerva Mineira. É ainda considerado um dos maiores nomes da difusão da cultura cervejeira no Brasil, com reconhecimento na Europa e nos Estados Unidos.

Serviço:
O quê? Curso de Cervejas Especiais
Quando? Dias 28 e 29 de julho
Onde? Bar The General (Rua Mossoró, Petrópolis) e Bar Tom Maior (anexo o restaurante Maturi, na Rua São José, em Lagoa Nova)
Quanto? R$ 100
Vendas? Escritório de advocacia Falconi Camargos Advogados e Consultores, Rua Professor Hermógenes Medeiros, Candelária.

CineClube lança o livro "80 Cult Movies Essenciais"

Na próxima quinta-feira, a partir das 17:00h, mais uma obra de referência para cinéfilos de todos os gostos estará sendo lançada após quase três anos de espera por parte dos seus organizadores. Iniciativa dos cineclubistas Nelson Marques, Gianfranco Marchi e do jornalista Rodrigo Hammer, o livro "80 Cult Movies Essenciais" chega para elucidar o que o termo “Cult” encerra de mais controverso, ou seja, lança luz sobre obras que conquistaram a preferência dos amantes do Cinema em todo o mundo, independentemente do sucesso ou do fracasso que obtiveram ao longo dos anos.

Bastante volumoso, com suas mais de 620 páginas, o tomo editado pela EDUFRN traz o sinete da ABEU – Associação Brasileira das Editoras Universitárias e contém 80 textos assinados por 37 personalidades de áreas tão diversas como a Medicina, o Direito e a Filosofia. O propósito do trio de organizadores, segundo Rodrigo Hammer, era esse mesmo: dar à mais ampla gama de admiradores desta ou daquela fita, a oportunidade de expressarem idéias e impressões acerca de uma lista disponibilizada via e-mail a cada um dos convidados.

Serviço
O que? Lançamento do livro "80 Cult Movies Essenciais"
Quando? 29 de julho, quinta-feira
Que horas? 17h
Onde? Cooperativa UniversitáriaCentro de Convivência da UFRN

25 de julho de 2010

SBPC: alterado local da abertura

Em razão da previsão de chuva em Natal, na noite de domingo (25/7), a sessão de abertura da 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) foi transferida para o Centro de Convenções de Natal (Av. Dinarte Mariz, s/n, Via Costeira). O horário permanecerá o mesmo: 19h00.

O presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp, fará a abertura oficial do evento. Estarão presentes na solenidade o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende; o governador do Estado do Rio Grande do Norte, Iberê Ferreira de Souza; a prefeita de Natal, Micarla Araújo de Sousa Weber; e o reitor da UFRN, José Ivonildo do Rêgo, entre outras autoridades.

Na ocasião, serão homenageadas duas personalidades importantes para o desenvolvimento científico e cultural do Brasil: Aziz Ab Saber e Luís da Câmara Cascudo. Ab Saber desenvolveu centenas de pesquisas e tratados de relevância internacional nas áreas de ecologia, biologia evolutiva, fitogeografia, geologia, arqueologia e geografia. Já Câmara Cascudo, falecido em 1986, é referência no estudo da cultura brasileira. Ele será representado por sua filha, Ana Cascudo.

Após a abertura oficial do evento, o público assistirá ao espetáculo de ballet “Naiá Catarineta”, que contará a história da formação da sociedade brasileira e da cultura potiguar. Logo após haverá um show da cantora de cirandas sobre o mar, Lia de Itamaracá, e do cantor pernambucano Zeca Baleiro.

Serviço: A 62ª Reunião Anual da SBPC será realizada até o dia 30 de julho em Natal (RN), no campus da UFRN. O evento, cujo tema é “Ciências do mar: herança para o futuro”, contará com centenas de atividades, entre conferências, simpósios, mesas-redondas, grupos de trabalho, encontros e sessões especiais, além de apresentação de trabalhos científicos e minicursos. Veja a programação em
www.sbpcnet.org.br/natal/home/

24 de julho de 2010

SBPC começa nesse domingo

Carlos Zens apresenta seu show no dia 28, dentro do Projeto Música Potiguar Brasileira 88,9 FM. O show vai acontecer no Anfi-Teatro da UFRN.

A partir desde domingo (dia 25), seguindo até 30 de julho, será realizado a 62ª edição da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), um dos maiores eventos científicos do país, que vai oferecer à comunidade local uma amostra diversa de atrações de alta qualidade, locais e nacionais. A SBPC Cultural é uma das vertentes principais do evento, e deverá levar milhares de pessoas ao campo universitário.

A programação é repleta de destaques ao longo da semana. No dia 26, terá Pedro Mendes (19h), Sueldo Soaress (20h), Isaque Galvão (21h), e Rosa de Pedra (22h); no dia 27, destaque para Os Ticuqueiros (PE), às 21h40; dia 28, do regional ao pop, com Babal, Carlos Zens e Marina Elali; dia 29, música instrumental com Octeto de Saxofones e Jerimum Jazz; e no dia 30, Forró na Manha (21h) e o baiano Tom Zé, às 22h, um dos nomes mais peculiares e cultuados da música brasileira.

A abertura, neste domingo, será às 18h. Às 20h30 entrará em cena o espetáculo “Naiá Catarineta”, um balé para orquestra, coral e solistas, formado por vários grupos da UFRN e da cidade. Às 21h30, o palco da SBPC será tomado pela presença da pernambucana Lia de Itamaracá, a eterna Rainha da Ciranda. O cantor maranhense Zeca Baleiro encerra a noite. O acesso é gratuito.

Um galo chamado Obama

ARTIGO

Jose Saddock de Albuquerque

Morávamos em Macau, cidade peninsular situada na região salineira do Rio Grande do Norte. De todos os espaços, o quintal de minha casa, sem dúvida, é o que mais intensamente me faz vir à memória as lembranças da infância. Creio que isso se dá com a maioria das pessoas que nasce no interior.

O quintal era um zoológico, e dentre os animais que ali viviam, lá estava ele: o galo Barack Obama. Recebera esse nome em homenagem a um aviador que morrera “a caminho d’África”, na terra das salinas.

Obama era um galo esperto, travesso, namorador. Desses que para quem todas as galinhas eram iguais, embora nem todos os galos o fossem. Apesar do preconceito que havia com a sua cor, ele era o rei do pedaço. Surgisse outro galo no terreiro, Obama logo mostrava sua impressionante capacidade de dominação.

O tempo passou... Obama, agora, adulto, com doutorado nos melhores galinheiros do mundo, tentou a carreira política... Não deu outra, diante de milhões de galos e galinhas, envolto em uma das maiores crises porque passava o capitalismo, foi eleito Presidente dos Galinheiros Unidos da América.

Ali estava meu galo de estimação, no maior cargo público que um galo honrado almejaria alcançar, Presidente dos G.G.U.U.

Mal assumira, logo começaram as manifestações. A direita mais empedernida, representada pelos galos republicanos, acusava-o de querer implantar no maior centro capitalista do mundo galináceo, o socialismo. Outros o acusavam ainda de comunista, expressão muito usada para designar os adeptos da teoria político-filosófica criada pelo brilhante galo Marx.

Dias difíceis vieram. O assunto virava capa de revista e matéria de primeira pagina nos principais jornais do mundo. Mas o camarada Obama, como já era conhecido, se defendia das acusações, sem, no entanto, deixar de lado o seu projeto político.

A historia nos surpreende a todos. Obama realmente era um galo obstinado e socialista. Passava as noites lendo o camarada Marx. Poucos o tinham com essa inclinação ideológica, somente os amigos mais próximos sabiam quem realmente era Barack Obama no plano das manifestações políticas.
Porém, como todas as grandes idéias se expõem ao perigo, como dizia o galo pensador Platão, um dia o camarada Obama foi atraído pela melhor amiga, a galinha Dilma...

O final dessa historia, que depois narraremos, se passa no galinheiro chamado Brasil... Gostaria de relatar, por oportuno, o seguinte:

Tivesse batizado meu galo com o nome de Lula, iriam falar por aí que eu tinha o sentido da premonição. Diriam, ainda: é um petista de nascença, um engajado congênito, o menino Lenin...
E aí, eu me pergunto: o que Lula acharia de tudo isso? E passo a imaginar...

– Bem, companheiro... galo, não... digamos, um papagaio que não teve acesso às letras... Né, Dilma!

Escritores locais são homenageados pelas Crianças da LBV

Dentro das comemorações ao Dia Nacional do Escritor, os meninos e meninas atendidos no programa LBV – Criança Futuro no Presente!, nesta capital, programou um encontro especial para homenagear as ilustres personalidades da nossa literatura potiguar.

O encontro será realizado na próxima segunda-feira, 26 de julho, às 9h, no Centro Comunitário e Educacional da LBV, local em que reunirá jornalistas, poetas e escritores dos mais varidos movimentos literários para uma manhã de bate papo, autógrafos e recitais de poesias, entre a meninada que receberá os convidados com apresentações culturais, interpretação de melodias, além do musical na voz da meninada que faz parte do Coral Ecumênico Infantil da Boa Vontade, em recepção de boas vindas aos convidados.

Para o encontro, já contamos com a presença confirmada dos renomados escritores, dr. Diógenes da Cunha Lima, presidente da Academia Norte Rio Grandense de Letras, que aniversária neste dia, Bob Motta, com seus poemas matutos, o jornalista Paulo Augusto, a escritora e poeta Vilmaci Viana, o jornalista e cronista Vicente Serejo, além do sociólogo, escritor e presidente da União Brasileira de Escritores do RN, Eduardo Antônio Gosson, que atualmente está a frente da diretoria do Memorial da Justiça Desembargador Vicente de Lemos.

Em 1960, por decreto governamental, o dia 25 de julho foi instituído como Dia Nacional do Escritor. Tal iniciativa se deveu ao sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado naquele ano pela União Brasileira de Escritores- UBE, por iniciativa de seu presidente, à época, João Peregrino Júnior, e de seu vice-presidente, o célebre escritor baiano Jorge Amado.

Serviço:
Crianças da LBV homenageia escritores locais
Onde: Centro Comunitário e Educacional da LBV, localizado a Rua dos Caicós, 2148 – Dix-Sept Rosado.
Dia: 26, (segunda-feira), às 9hs.
Informações pelo fone: (84) 3613-1655
ou acesse o Site: www.lbv.org.br.

Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz Tocando Beatles

Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz tiveram seu primeiro encontro num palco no projeto Som da Mata. De lá para cá, a fusão do choro e do samba com o jazz e o rock'n'roll resultou num trabalho consistente que já rendeu dois CDs, um DVD e duas turnês para fora do país (Europa e Ásia).

As canções dos Beatles fazem parte do repertório do grupo desde o início. Os meninos de Liverpool influenciaram os meninos de Natal naquilo que o rock tem de mais inovador: a renovação da música. As possibilidades sonoras oferecidas pela obra da dupla Lennon / McCartney, sem esquecer o genial George Harrison, são talentosamente aproveitadas por Diogo e o Macaxeira (Ticiano D'Amore, Raphael Bender e Henrique Pacheco) que criam um novo gênero, o choro'n'roll.

Músicas como Here Come The Sun, Strawberry Fields Forever, Help!, Eleanor Rigby e Michelle, dentre outras, ganham uma sonoridade única, comprovando a universalidade e atemporalidade da música dos Fab Four.

É show para agradar a todas as gerações.

Serviço:

Show: Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz tocam Beatles
Dia: 24 de julho - sábado
Local: TCP - Teatro de Cultura Potiguar
Hora: 18 e 20h - duas sessões
Senhas antecipadas na Botton do Midway (R$ 10,00)

22 de julho de 2010

Poluição do rio Piranhas-Assu afeta a pesca de mariscos em Macau

O “emporcalhamento” do rio Piranhas-Assu se deve ao grande número de dejetos e lixos jogados pelas cidades da Paraíba e do Rio Grande do Norte que estão ao longo da bacia até sua foz, em Macau.

As marisqueiras de Macau andam légua rio adentro para achar uma gamboa que não esteja poluída para catar mariscos. Atualmente, elas estão trabalhando (catando mariscos) na localidade de Barro Preto, próximo a Porto do Mangue, mais de 30 km longe de suas casas, porque o Rio Piranhas-Assu está completamente poluído, imprestável para a pesca do marisco.

O Rio Piranhas-Assu nasce da junção das águas dos rios do Peixes e Piancó na Paraíba e desemboca no mar, em Macau, a última cidade banhada pelo rio. “A morte vem do berço”, revela o ambientalista Cláudio Gia, ressaltando que a poluição do Rio Piranhas-Assu vem desde sua nascente, desaguando em Macau, no encontro com o mar.

Segundo Cláudio Gia, as principais causas da poluição são: a falta de um saneamento adequado nas cidades ribeirinhas (cujo esgoto acaba chegando ao rio) e a atuação de empresas agrícolas que, criminosamente, lançam produtos químicos nas águas. O rio ainda está num avançado processo de assoreamento, também em virtude de práticas agrícolas irresponsáveis e da retirada de areia para a construção civil.

Conforme Luzinete Gomes da Silva, marisqueira há mais de 20 anos e moradora da comunidade do Valadão, antigamente o leito do rio Piranhas-Assu tinha muito búzio e sururu. A marisqueira atribui a poluição do rio aos viveiros de camarão que despejam águas com produtos químicos no rio e mata os crustáceos. “Perto do mar, a catinga de produtos químicos é muito forte, não presta para pegar os mariscos”, declarou.

Dona Luzinete também responsabiliza a empresa Salinor pelo desaparecimento de mariscos e crustáceos em torno da cidade de Macau. Conforme a marisqueira, a água de grau despejada no rio pela Salinor mata peixes e mariscos. “Outro dia, em Alagamar, o rio estava cheio de peixe morto, parecia até que tinha uma doença que matou tudo. Uma coisa triste”, lamentou a marisqueira.
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Lonas azuis para cozinhar e descascar mariscos

Quem trafega pelo anel viário de Macau, próximo ao Valadão e a saída para a praia de Camapum, pode observar um grupo de mariqueiras que passam o dia inteiro, debaixo de uma lona azul quente, com suas famílias, cozinhando e descascando sururu. “A gente fique aqui porque é o jeito”, reclamou Maria José, que pesca marisco há mais de 20 anos.

A barraca improvisada foi a alternativa encontradas pelas marisqueiras que moram no bairro Valadão para poder cozinhar e descascar os mariscos protegidas do sol. As catadoras de mariscos também reclama que o prefeito Flávio Veras e os vereadores assumiram um compromisso de pagar um salário durante 5 meses nos meses de defeso. “Até hoje, ninguém recebeu um tostão”, reclama Maria José.

Outra marisqueira, Francisca Gomes da Silva, afirma que o prefeito mandou derrubar as barracas improvisadas com a promessa de construir um galpão somente para as marisqueiras do Valadão, nos moldes do galpão existente no Porto da Pescaria. “Aqui, nos somos esquecidas. Esses políticos só lembram que a gente existe durante a campanha que eles vêm pedir voto”, declarou dona Francisca.

Conforme dona Maria José, os mariscos (búzios e sururu) apanhados, cozinhados e descascados são vendidos a R$ 4,00 o quilo para a população, que passam pelas barracas de lonas azuis no Valadão. A marisqueira afirma quer toda sua família se envolve no trabalho com os mariscos. “Catar os mariscos é a única maneira que a gente tem para sobreviver”.

20 de julho de 2010

Um poema de Benito Barros, Macau RN

De Macau,
hei de lograr
o presente
contigente
e o passado
a olvidar

De Macau,
sobrevivem em mim,
das agoznizantes gamboas,
o lento e aflito escoô.
Das aves dos seus mangues,
o impulso transgressor
para o vôo.

19 de julho de 2010

Capitania das Artes irá apresentar os Anais do EELP dentro da programação da SBPC Jovem

Dando continuidade ao projeto do I Encontro de Escritores de Língua Portuguesa de Natal (EELP), que foi realizado de 28 a 30 de abril deste ano, e conforme foi anunciado na época do evento, a Prefeitura do Natal, através da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), irá apresentar na próxima segunda-feira, 26, o livro referente aos Anais do I EELP. A apresentação acontecerá dentro do Ciclo de Palestras da SBPC Jovem, que será realizada aqui em Natal. A Reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência é considerado um evento de maior relevância científica do país.

O EELP foi um encontro promovido pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa – UCCLA - e a Prefeitura Municipal do Natal, que teve o apoio da UFRN e da LisNatal. O objetivo do encontro foi de provocar discussões, debates e interpretações das identidades literárias contemporâneas, além de promover o intercâmbio entre os escritores de países cuja língua oficial ou dominante é o português.

Dentro desta primeira ação do projeto EELP, antes da apresentação dos Anais do encontro, o professor Carlos Reis (reitor da Universidade Aberta - Lisboa), um dos ilustres convidados do I EELP, irá proferir uma palestra com o tema “José Saramago e a linguagem da História”. Carlos Reis é um dos grandes estudiosos da obra do escritor José Saramago. A palestra de Carlos Reis e a apresentação dos Anais do EELP acontecerão no primeiro dia do Ciclo de Palestras da SBPC Jovem, dia 26/07, às 9h, no auditório do Setor de aulas I - Bloco F - Sala 1, da UFRN.

O Ciclo de Palestras tem como tema central “O Universo das Linguagens”. Trata-se de uma atividade para quem aprecia televisão, internet, cinema, literatura, música, artes plásticas e quer saber mais sobre essas linguagens. Estão convidados para proferir as palestras: poetas, músicos, artistas, cientistas, escritores, produtores de televisão e vídeo ou cinema, fotógrafos e professores, formando um coro de múltiplas vozes, porém priorizando a construção de conhecimentos que não dissociam indivíduo, sociedade e cosmo.

Fórum da Rede Potiguar de Escolas Leitoras reunirá propostas para o “Manifesto por um Rio Grande do Norte de Leitores”

A quinta edição do Encontro Estadual do Fórum da Rede Potiguar de Escolas Leitoras, que ocorre nesta quinta-feira, a partir das 9h, na Assembléia Legislativa, reunirá propostas e debaterá o conteúdo do documento “Manifesto por um Rio Grande do Norte de Leitores”, cujo lançamento está previsto para ocorrer durante o 4º Seminário Potiguar Prazer em Ler, que será realizado nos dias 02 e 03 de setembro, em Natal.

A finalidade do Fórum - realizado pelo Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE) em parceria com Instituto C&A, o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (SEEC), a Assembléia Legislativa, as prefeituras de Natal e Parnamirim e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e que vem sendo realizado, em Natal, desde o ano passado - é mobilizar e sensibilizar a sociedade, educadores, dirigentes de escolas, dirigentes municipais de educação e gestores públicos para a criação de uma política pública de promoção da leitura literária no Rio Grande do Norte.

A idéia é que sejam debatidos os anseios da sociedade sobre o que pode ser feito para que o Estado e Municípios se transformem em promotores da leitura literária. O debate contará com a participação de vários municípios, que foram avisados previamente e já apresentarão suas propostas e escolas que integram os 15 pólos de leitura de Natal e Parnamirim, mapeados pelo projeto Escola de Leitores. A participação do maior número possível de municípios e instituições garantirá maior amplitude e legitimidade para o Manifesto.

Na ocasião, serão realizados ainda um dueto lítero-musical, feito por Jânia Souza e Américo Pita, relatos de experiência de sete projetos de promoção à leitura que vêm obtendo sucesso e a certificação de outros oito projetos apresentados no encontro do Fórum anterior, em abril.

18 de julho de 2010

Rotary abre inscrições para programas de intercâbios

O Rotary Clube, através do Distrito 4500 abre inscrições para o "Programa de Intercâmbio de Jovens" estudantes entre 15 e 16 anos. As inscrições se encerram em 31/08/2010 e podem ser feitas pelo portal:
http://www.rotaryintercambio4500.com.br/.

Serão oferecidas 40 vagas, distribuídas pelos seguintes países: África do Sul, Alemanha, Áustria, Canadá, Dinamarca, Equador, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Hungria, Índia, Indonésia, México, Noruega, Polônia, Tailândia, Taiwan e Turquia.

É uma oportunidade de conhecer outros países, seus habitantes e a cultura local, plantando, desta forma, sementes de compreensão internacional. A cada ano, aproximadamente 8.000 jovens participam deste programa de intercâmbio no mundo inteiro, tornando-se “embaixadores” de seu próprio país.

Para participar do projeto, os principais requisitos são:

a) Estar finalizando o ensino fundamental ou cursando o ensino médio, estando entre os melhores alunos de sua classe, em termos de aproveitamento escolar;

b) Ser dotado de bom comportamento e respeito, demonstrando uma personalidade agradável, comunicativa e equilíbrio emocional;

c) Praticar uma atividade esportiva ou cultural, sendo capaz de superar problemas de adaptação e relacionamento, para poder atuar como “embaixador” de seu País;

d) Gozar de perfeita saúde física e mental.

Maiores informações, falar com Ídia Lopes, pelo fone 9981-7945.

Danilo Caymmi no Projeto Seis e Meia

O Seis e Meia da próxima terça-feira (20 de julho) apresenta o show de Danilo Caymmi como atração nacional. Quem faz a vez dos potiguares no projeto é a cantora nascida em Parelhas, Tânia Soares. Danilo Caymmi vem à Natal ainda embalado pelo CD comemorativo de 45 anos de carreira, lançado ano passado.

O músico já venceu o Grammy Latino de melhor álbum de samba em 2004 com o CD “Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo” - uma homenagem ao 90º aniversário de seu pai, Dorival - e é considerado um dos nomes mais importantes da MPB.

Os ingressos do Projeto Seis e Meia são vendidos ao preço de R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia entrada). Professores da rede municipal de ensino de Natal tem direito a meia entrada. Informações sobre ingressos na bilheteria no Teatro Alberto Maranhão: 3222- 3669.

Bardallo's reabre nessa terça-feira

O barzinho mais invocado da Cidade Alta, o Bardallo's Comida e Arte, reabre suas portas nessa terça-feira. O empresário e produtor cultural Lula Belmont (foto) passou os últimos 20 dias se recuperando de um enfarto e já está pronto para voltar a cena cultural natalense.

Lula Belmont é o criador das Kengas, o bloco mais irreverente do carnaval de Natal que vai às ruas do centro histórico no domingo de momo. Criador do Bardallo's, Lula Belmont gosta quando a casa está lotada de amigos nos finais de semana.

Nova dupla sertaneja nas paradas de sucessos


Doenças de nordestinos

Espinhela caída
dor nos quartos
pé desmentido
tosse de cachorro
frieira
pereba
dordói (conjuntivite)
gastura
tersol
dor no pé da barriga
dor de veado
dor no espinhaço
impinge
pano branco
xanha
catarro nos peito
bicheira
íngua
bicho de pé
empachado
fastio
bucho quebrado
calo seco
unha fofa
pé inchado
água na pleura
berruga
corpo moído
dente podre
vista cansada
papêra
brotoeja
escurecimento de vista
rachadura nos pés
papoca roxa
esporão de galo
mal jeito no espinhaço
intalo
nó nas tripa
argueiro
boqueira
calombo
água nas juntas
resguardo
soluço
chaboque do joelho arrancado
Quebrante vento caído
Venta entupida

17 de julho de 2010

Celebrando o Dia Mundial do Rock

clique no cartaz para ampliar
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A literatura de Carlos Monsiváis

"Em seguida, há o grande escritor que renovo o gênero Ensaio no México, resgatando-o de suas formas um pouco antiguadas e lhe dando uma vitalidade, uma atualidade, uma capacidade de abarcar todos os temas da vida mexicana, social, cultural, política, que o converte seguramente no mais importante ensaista moderno do México [...] Era um excepcional homem de letras. A cultura literária de Monsiváis era muito ampla e, por último, era um espírito vivo, um espírito audaz, um espírito crítico. Era um homem animado por este espírito, mesmo que negasse o que estou dizendo, mas é a verdade [...] Monsiváis teve esta capacidade para ver o todo, para enxergar o conjunto m,etropolitano: seus altos, seus baixos, suas quedas, suas ascensões, suas excentricidades, seus valores, colocar em dúvida algumas coisas, aplaudir outras. É um trabalho extraordinário em relação à cidade”
Declaração de Carlos Fuentes ao jornal El Universal após a morte de Monsiváis

Entrevista de Carlos Monsiváis para a Revista Metropolis de Barcelona

Trechos do livro Carlos Monsiváis ante la crítica

Monsivais.com

Obras

Trechos de Días de guardar

Trechos de Amor perdido

Trechos de Los rituales del caos

Trechos de Entrada libre

Trechos de A ustedes les consta: antología de la crónica en México

Trechos de Salvador Novo: lo marginal en el centro

Me fui de Comala porque mi padre vivía en Houston

La sabiduría del autoengaño, última coluna de Monsiváis para o El Universal

Multimídia

Retrato hablado: Carlos Monsiváis

Entrevista para o canal russo RT (em espanhol)

Carlos Monsiváis, viajero en el templo mayor

Monsiváis, los rituales del caos

Días de Guardar

16 de julho de 2010

Caminhos fotográficos

Por Luara Schamó

Como disse Chico Science na canção Risoflora, "eu sou um caranguejo e estou de andada". Esse é o espírito que move os amantes da fotografia que participam das Expedições Fotográficas "Mardikê! Mardokê!", "Feira do Alecrim" e "Cidades invisíveis" da SBPC Jovem. Mais do que captar imagens, as expedições foram ótimas oportunidades para reunir pessoas completamente diferentes, trocar experiências e conhecer a cidade de Natal por outro ângulo.

O resultado desses trabalhos estará exposto em grandes painéis, durante a realização da 62ª. Reunião da SBPC, de 25 a 30 de julho, na UFRN.

Todas as atenções são voltadas para cores, texturas, luz, contrastes, foco, abertura, exposição, pessoas e paisagens. Os participantes seguiram de olhos bem abertos e com câmeras na mão, vivenciando junto aos fotógrafos Ramón Vasconcelos, Alex Gurgel e Thyrone Domingos um mar de conhecimento e paixão pela fotografia.

Particularidades

Alex Gurgel, presidente da Aphoto - Associação Potiguar de Fotografia, que coordena a expedição "Feira do Alecrim", conta que "participar de uma expedição fotográfica é a melhor maneira de trocar ideias sobre a fotografia ou como fazer uma boa foto diante daquele cenário. Quando uma pessoa está fotografando, ela geralmente está sozinha. Numa expedição, a pessoa tem a oportunidade da integração com outros fotógrafos mais avançados e outros com as mesmas dúvidas e ávidos por aprender".

Para essa expedição não foram marcados encontros prévios, foi definido o ponto de encontro em frente ao Teatro Municipal Sandoval Wanderley e, dali, os 20 fotógrafos que se inscreveram para participar da atividade saíram clicando de tudo um pouco feira adentro, após algumas rápidas dicas de composição.

"O nível da galera está muito bom, provando que há jovens fotógrafos de talento. É importante ressaltar que não havia nenhum fotógrafo profissional no grupo", diz Alex Gurgel.

A tradicional feira do Alecrim é um mar de barracas, produtos, cores, cheiros, pessoas e bichos! Também é um local para encontros inusitados. Por exemplo, quando a turma passava diante de uma barraca que vendia queijos, todos ficaram espantados com um gato dormindo sobre uma barra de queijo de coalho. Uma menina alertou o vendedor, que retrucou calmamente: "pode deixar que o gato não come o queijo, porque ele é ensinado".

Outra expedição, coordenada pelo engenheiro químico e fotógrafo Thyrone Domingos, foi inspirada nas conversas de Marco Polo e Kublai Kan, das páginas do livro "Cidades Invisíveis", de Italo Calvino. Segundo Thyrone, a narrativa de Calvino oferece um olhar bem fotográfico sobre as cidades. Para exercitar esse olhar, ele também optou por não realizar encontros prévios e levou o grupo sem influências de regras e de forma crua para um dos locais mais amados e odiados da cidade, a ponte Newton Navarro, mirante privilegiado para observar a cidade de várias perspectivas e contemplar o encontro do rio com o mar.

No dia da expedição, as condições de luz não eram das melhores. "O dia chuvoso provocou uma experiência estranha: mar cinza e cidade azul", mas, apesar disso, a curiosidade, o empenho e o sorriso nos rostos dos fotógrafos eram unanimidade. Thyrone ressalta que o grande objetivo nesse exercício lúdico é se divertir, trocar experiências e somar olhares.

O equipamento é o de menos, muitos usam máquinas robustas e lentes especiais; outros se viram muito bem com as máquinas compactas apelidadas de "saboneteiras". Para Thyrone, é possível produzir boas fotos com máquinas mais simples, basta desenvolver a sensibilidade fotográfica.

"Há seis anos tenho saído para fotografar com um grupo de pessoas, instintivamente você vai desenvolvendo a sensibilidade, a criatividade e vai 'enxergando' o que não era capaz de ver", conta a aposentada Céres Bittencourt, que usa uma câmera Nykon D80 e objetivas 18-135mm e 70-300mm. Quando era mais nova, Céres encontrou algumas dificuldades.

"Quando era criança, gostava de ver fotos, na adolescência comecei a me interessar em clicar, só que minha mãe barrava um pouco por causa dos gastos em comprar e revelar os filmes", conta ela. Hoje, com renda própria, tempo livre e sem ninguém para impedir, Céres passou a se dedicar, estudar e investir na paixão pela fotografia.

Ao contrário da bem equipada Céres, tem gente que se virou muito bem com uma máquina "saboneteira". Lillyan Miany é uma iniciante que não se intimidou com os obstáculos e relata que "fotografar a Praia do Forte e a ponte Nilton Navarro foi maravilhoso, foi a primeira vez que fiz fotos lá e ainda estou aprendendo a lidar com fotos. Na expedição 'Natal e as cidades invisíveis' usei uma câmera compacta, que estava com defeitos, minhas fotos não ficaram como eu queria, mas isso não me prejudicou, deu para curtir e aproveitar esse passeio tranquilamente. Quando eu estava fotografando, havia pessoas que passavam de carro e buzinavam, chamando a atenção para serem fotografados."

Outra perspectiva

Já o fotógrafo Ramón Vasconcelos, intrigado com o tema da 62ª Reunião Anual da SBPC Ciências do mar: herança para o futuro, propôs a expedição "Mardikê! Mardokê!". Mas, afinal, que mar é esse? Mar de água salgada, de gente, de carros ou de botões? Antes de pôr o pé na rua, alguns encontros foram realizados para discutir um pouco sobre as fotos dos próprios expedidores. "A ideia foi estimular a visão particular da fotografia, descobrir e investir em características fotográficas e, se possível, começar a delinear um estilo, uma marca do fotógrafo", conta Ramón.

Assim, dentro de uma sala de aula foram trocadas críticas, elogios, dúvidas e experiências. Para o coordenador da expedição, "era importante haver um nivelamento do conhecimento, tanto técnico quanto mais conceitual e subjetivo, e saber por que uma foto ficou boa e outra ficou ruim; como consertar; como conseguir traduzir a emoção, a visão do momento para um fotograma".

Depois de saber a diferença entre o diafragma e o obturador e aprender a regra dos terços, os participantes nadaram num mar de ideias. Ramón Vasconcelos desafiou: "e aí, vai ser mar de quê?". Sem uma resposta conclusiva, William Lopes, um dos participantes, argumentou: "A gente precisa buscar originalidade, não importa o tema".

O resultado

Todas as fotos de todas as expedições serão exibidas em painéis de 4 metros por 2 metros de altura no Setor 1 da UFRN. Ramón conta que pensou na ideia do painel "como um todo, de forma que, pelo seu tamanho, seja visto de longe e possa haver uma certa unidade nas fotografias (por meio de cores, formas, texturas, etc.) que formem uma imagem "única" e, conforme o observador for se aproximando, vá descobrindo novas formas, novas visões, detalhes, nuances".

Os painéis guardam muitas surpresas. Thyrone Domingos garante: "por mais que duas pessoas tenham feito fotos uma ao lado da outra, serão duas fotos completamente diferentes". Para Alex Gurgel, "o resultado é muito surpreendente. Cada foto conta uma história diferente".

Ansiedade

Para os participantes é uma emoção dupla poder participar dessas vivências e ver seus trabalhos expostos com qualidade e destaque.

Céres Bittencourt anseia pela visibilidade: "Um painel com fotos de motivos da nossa cidade pode chamar bastante a atenção das pessoas que vêm de fora, mostrando o que temos de belo, e para as pessoas daqui mesmo, para pontos que desconhecem. É também uma oportunidade de mostrar que aqui em Natal existem profissionais (os coordenadores das expedições) muito bem qualificados". Lillyan Miany, por sua vez, não esconde sua felicidade.

Segundo ela, "conhecer a cidade por outro foco, para quem gosta de fotografia, é maravilhoso, você aprende e conhece coisas que nem imaginava existir. Me ajudou bastante a ter outros olhares, conhecer pessoas experientes em fotografia me passando algumas dicas, que com certeza vou levar por toda a minha vida". Mais uma vez, como diria Chico Science, "um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar".

14 de julho de 2010

Professora Kacianni lança livro durante SBPC

Esta obra promove a importância do brincar como recurso para a aprendizagem. Oferece a educadores, professores, pais e animadores possibilidades de diversas brincadeiras, jogos e dinâmicas. Propõe ainda a construção de brinquedos, peças utilitárias e instrumentos musicais a partir de materiais recicláveis ou fáceis de encontrar. As práticas adotadas propõem um estímulo à socialização e favorecem o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo, social e moral dos alunos.

Com muita criatividade e simplicidade, este livro é um recurso motivador e interdisciplinar a diversos profissionais das áreas de educação, como: ensino de arte, artes visuais, música, teatro, dança, educação física, pedagogia, cultura de um modo geral, além de saúde, terapia ocupacional, arteterapia, serviço social, meio ambiente, ecologia, religião, turismo, recreação e outras.

Para quem não está em Natal, o livro já se encontra em todas as livrarias da Editora Vozes, no Brasil e em Portugal/Lisboa, além das principais livrarias espalhadas pelo nosso imenso país.

Editora: Vozes
Autora: Kacianni Ferreira
Páginas: 104
Valor: R$ 16,00

13 de julho de 2010

Guaraci Gabriel abre exosição “Ego Ser Vir” na Galeria Newton Navarro

A Galeria Newton Navarro, localizada na Capitania das Arte, receberá na próxima sexta-feira, a exposição “Ego Ser Vir” do artista plástico Guaraci Gabriel. A exposição é composta por esculturas, painéis e instalações.

A exposição foi criada a partir de uma Litografia de Maurits Cornelis Escher (artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons), intitulada “Mão com Esfera Refletora”. A exposição terá com destaque um vídeo-instalação, que terá a participação de quatro artistas convidados: Dorian Gray, Roberto Medeiros, Renato Soares (Design Gráfico) e Geraldo Cavalcanti (Roteirista e Diretor de Cinema).

A instalação é o encontro dos quatro artistas potiguares com o artista holandês Maurits Cornelis Escher. Durante a abertura haverá a participação da curadora da Bienal de Cuba, Ibis Hernandez, que irá falar sobre a participação do artista plástico Guaraci Gabriel nas Bienais de Havana. A solenidade acontece no dia 16, a partir das 20h. As visitações podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

O funcionário do Grande Ponto fez uma entrevista exclusiva com o artista plástico Guaraci Gabriel:

- Como foi concebida o "Portal do Tempo", obra premiada no Salão Abraham Palatnik?
Guaraci Gabriel - É uma ponte transcontinental, uma imagem de Natal a partir do discurso de Manoel Dantas, em 1909, de como seria a cidade em 1959. O trabalho foi produzido em parceria com o webdesigner Franklin Cledson, que construiu o cenário imaginado por Manoel Dantas.
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- Qual a mensagem que a obra transmite?
A obra desenha uma cidade futurista que imagina uma estrada de ferro transcontinental que vai de Londres a Natal, passando pelo Canal da Mancha, Europa, Norte da Ásia, atravessa o estreito de Bering, corta a América do Norte, galga o cimo dos Andes, desce pelos campos gerais do Mato Grosso, segue o Vale do São Francisco pela cachoeira de Paulo Afonso, uma fantasmagoria de miríades de lâmpadas elétricas, e vem terminar em Natal, na estação monumental da praça Augusto Severo. Através da tecnologia, crio um diálogo entre o passado, o futuro do passado, que nunca existiu, e o tempo presente nesse passado inexistente. A obra está instalada no Palácio da Cultura, edificação que abrigou a conferência de Manoel Dantas e hoje hospeda a obra e o Salão Abraham Palatnik.

- Qual a importância desse prêmio na sua carreira?
Um prêmio é sempre um reconhecimento do trabalho realizado. Já tinha sido premiado em outras bienais, mas em Natal é a primeira vez e tem uma importância muito grande. Há mais de 20 anos eu trabalho com arte em Natal e nunca tinha sido reconhecido com um prêmio desse porte.

- Quais são suas perspectivas com esse prêmio?
O prêmio é muito bom. Mas, ele deveria vir em forma de bolsa de estudo para eu estudar arte, já que nós não temos uma Escola de Belas Artes. Nas viagens internacionais que faço para participar em bienais e exposição de artes, todos os artistas estudaram Belas Artes, menos eu porque nós não temos uma escola similar. As artes plásticas potiguares estão muito longe de uma realidade contextual, mas a cada dia estamos nos aproximando dela. Também gostaria que esses prêmios fossem mais espacial, retirando dos primeiros lugares. Seria melhor da forma que todos que fossem classificados, ganhassem prêmios, sem a preocupação do 1º ou 2º lugar. Ser o primeiro lugar me deixa um pouco constrangido porque os outros artistas têm seus trabalhos no limite deles e são os melhores trabalhos deles.
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- Você trabalha há mais de 20 anos com arte usando grandes estruturas de ferro-velho. O trabalho do Salão Abraham Palatnik é sua primeira obra que agrega as novas tecnologias?
Aliar tecnologia e arte é o mesmo que aliar tecnologia à vida. Temos que acompanhar esse processo. O homem vive num processo de desconstrução. E essa é a proposta da criação de uma nova vida.
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- Como você concebe sua arte e como é o momento da criação?
Imagine uma maçã. Você come a maçã, mata sua necessidade e seu desejo de comê-la, digere e ela vira merda. É o mesmo com minha arte. O prazer é ter a idéia, executar a idéia, mas quando ela fica pronta eu já não quero mais saber. O trabalho que eu mais gosto é o próximo.
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- Sua última intervenção artística em Mossoró, tratava-se da obra "Boca da Noite", onde você utilizou dois Fuscas, um representando a Câmara e o outro o Senado, um garfo e uma faca, simbolizando a comida ou a falta dela, e espetou um carro da marca Brasília no alto. Qual foi sua intenção com essa obra?
Quis retratar a fome do mundo, a fome do Brasil e a Fome Zero. Esse trabalho ganhou as páginas de revistas nacionais, divulgando meu trabalho para o Brasil e ao mesmo tempo difundia a cidade de Mossoró também.
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- Você está planejando uma nova instalação gigantesca em Mossoró. Como será essa nova manifestação artística?
Esse é um projeto que estou fazendo exclusivamente para Mossoró e já estou há três anos elaborando esse trabalho. O nome da obra será "Sinal de Alerta", que será composta de um triângulo com 40 metros de altura e no centro terá um sino dos ventos, com seu pêndulo uma sucata de ônibus, que vai balançar com o vento e fazer um som. Essa obra deve ser instalada a uma determinada distância de residências. Ainda estamos ajustando o projeto com um calculista e depois vou apresentar o projeto em busca de parceria que possa viabilizar a obra. Espero que no próximo ano, os mossoroenses possam ver essa obra.
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- Onde e como ocorrerá seu próximo trabalho?
Meu próximo trabalho será na Bienal de São Paulo, onde vou colocar uma televisão. Em cima dela, uma câmera dessas de vigilância que vai ficar rodando. Vou colocar uma mensagem bem grande: 'Sorria! Você não existe!'. Na televisão, vai ter a imagem da sala filmada, só que não vai aparecer a pessoa que olhar à TV. Vou gravar um dia inteiro antes, sem ninguém e colocar na TV.

Versos de Alto Risco

Foto: Rivaldo Junior
Antologia poética Antonio Nahud Júnior será lançada em Natal na Academia de Letras

O mais novo livro do poeta Antonio Nahud Júnior revela sua essência na epígrafe do também baiano Waly Salomão: “Eu era um mar de melancolia / um coração pedra-bruta / um mundo sem alegria / ó doce loucura que me acontece / ó língua de fogo que me entontece”. A atitude desencantada, que oscila entre o mal e seu remédio, não fecha, mas abre caminho para uma poesia que, sem pretender roçar a verdade, mas também sem desprezá-la, se coloca a meio passo entre sonho e fato, entre derrota e espera, entre encantamento e desilusão.

Fazendo parte da Coleção Selo Letras da Bahia, da Secretaria de Cultura da Bahia/Fundação Pedro Calmon, “Livro de Imagens” tem tiragem de mil exemplares e foi inicialmente distribuído em bibliotecas e escolas públicas da rede baiana de ensino. Depois de Salvador, Aracaju, Belo Horizonte, Recife, Lisboa e Sintra, será lançado em Natal no próximo dia 30 de julho, às 18h, na Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL).

Escritor, poeta, jornalista e agente cultural, Antonio Nahud Júnior nasceu no sul da Bahia, nas terras do sem fim do grapiúna Jorge Amado, e passou a maior parte de sua vida viajando. O primeiro livro deste escritor nômade foi publicado em 1993, “O Aprendiz do Amor”. No Brasil, morou no Rio de Janeiro, São Paulo e atualmente na capital potiguar. Na Europa, em diversos países por mais de dez anos.

Fez amigos importantes, do escritor Paul Bowles a atriz Florinda Bolkan, do poeta Hilda Hilst ao diretor teatral Gerald Thomaz, e tem matérias estampadas nos principais jornais do Brasil, Portugal e Espanha. Cultivando versos, divide o tempo entre a criação literária, viagens à trabalho e o blog “Cinzas e Diamantes”.Com oito livros publicados, Nahud entrevistou cerca de duzentas celebridades artísticas, entre os quais quatro prêmios Nobel de Literatura – José Saramago, Camilo José Cela, Gunter Grass e Doris Lessing -, entrevistas estas que podem ser lidas em “ArtePalavra – Conversas no Velho Mundo” (2003). Também tem contos, poemas, crônicas, ensaios e artigos publicados em Espanha, Portugal, Estados Unidos, Inglaterra, Argentina e França.

SERVIÇO
Lançamento: Livro de Imagens
de Antonio Nahud Júnior
Datas: 30 de julho, sexta-feira, às 18h
Local: Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL)
Preço do livro: R$ 25,00
Número de páginas: 226

12 de julho de 2010

Bailarina natalense primeira colocada em festival de dança

Kahena de Quevedo representou a Escola Municipal de Ballet Prof. Roosevelt Pimenta.


A bailarina Kahena de Quevedo, de 20 anos, ficou com o primeiro lugar na categoria Solo Livre Avançado na 18ª edição do Festival Internacional Passo de Arte, que está acontecendo em Indaiatuba/SP. Kahena está representando Natal, através da Escola Municipal de Ballet Professor Roosevelt Pimenta, no festival considerado uma das mais importantes competições de dança do país.

Kahena de Quevedo também foi a primeira colocada com o mesmo trabalho na etapa Norte/Nordeste do Passo de Arte que aconteceu em Fortaleza-CE, nos dias 31 de março a 04 de abril deste ano, além de ter recebido a indicação de bailarina revelação do festival.

Além de Kahena de Quevedo, a Escola Municipal de Ballet Prof. Roosevelt Pimenta levou para o interior paulista a diretora da escola, Anízia Marques, a professora Rosa Costa, e os bailarinos Jéssica Alanna, Israel Kaíque, Fábio Moura, Jade Lopes, Larissa Sadovski, Mariana Costa da Silva e Leandro de Almeida, que se apresentarão nas categorias dança livre e repertório clássico.

Todos eles foram classificados na etapa Norte/Nordeste para a competição internacional 18ª Passo de Arte de Indaiatuba.

Espanha é a campeã do mundo

Time espanhol levantando a Taça do Mundo
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O vidente polvo Poul também será uma das figuras inesquecíveis nessa copa.

São Gonçalo perde mais um ícone do folclore: Morre Mestre Lucas

Está sendo velado no teatro municipal de São Gonçalo do Amarante o corpo do mestre Lucas Teixeira de Moura. Mestre Lucas dos Congos, como era mais conhecido, faleceu aos 89 anos na noite deste domingo, vítima de um Acidente Vascular Cerebral.

De acordo com familiares há dois meses ele sofreu o primeiro AVC e desde então vinha recebendo acompanhamento médico. No último dia três deu entrada no hospital Walfredo Gurgel onde ficou internado.

Mestre Lucas representa um ícone do folclore sãogonçalense. Ele iniciou suas atividades aos oito anos de idade com os caboclinhos de Milharada, atuou como Contra-Mestre do Boi Calemba de Pedro Guajiru, dançou Fandangos e Bambelô e atualmente comandava os Congos de São Gonçalo do Amarante.

Serviço:
14h – Solenidade de homenagens – Teatro Municipal
15h – Missa de Corpo Presente – Teatro Municipal
16h – Sepultamento – Cemitério Público de São Gonçalo

11 de julho de 2010

O sal de Macau

A velha ilha já tinha jazidas de sal conhecidas que nasciam espontaneamente na região desde o início da colonização. Hoje, as salinas de sal marinho em Macau são responsáveis por mais de 95% da produção salineira brasileira. A água graduada fica parada em canteiros, esperando a evaporação para que o sal possa florar e ser colhido.
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Nesse início de julho, quando é tempo de inverno nesse canto de Nordeste brasileiro, o sal dificilmente pode ser colhido. Mas, como esse ano o inverno tem poucas chuvas, o sal está sendo colhido mecanicamente pelas colhedeiras e transportado em caçambas para o sistema de lavagem. Antigamente esse serviço ocupava 15 homens e demorava mais de duas horas para encher um caminhão. Hoje, apenas dois homens manipulam a colheita e em menos de três minutos conseguem encher um caminhão.

Depois de colhido, o sal vai ser “lavado” que é a utilização de uma salmoura saturada e controlada, que evita a dissolução do sal e reduz o teor de impurezas. O sal lavado é centrifugado e segue em esteiras para a unidade de beneficiamento ou para estocagem em pilhas ou pirâmides de sal com 10 metros de altura e 500 metros de comprimento.

O sal e o velho cata-vento azul na entrada da cidade são dois símbolos de Macau, distante 180 km de Natal. O município tem praias belíssimas e totalmente desconhecidas até mesmo pelos potiguares. Destaque para a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Ponto do Tubarão dentro das praias de Barreiras e Diogo Lopes.

Um soneto de Antoniel Campos, Pau dos Ferros RN

Língua em Riste

De súbito, beijei por sobre a renda,
num beijo demorado, qual mamasse.
Meu gosto quis deixar por oferenda
e o teu levar na boca e em toda a face.

Fastei com a minha língua aquela venda
(ao queixo encarreguei que segurasse),
bebi o quanto pude aquela prenda,
sem ver que tal beber dessedentasse.

E em riste, a rósea língua à rubra fenda
cingi ao pompoar — raro entrelace —
da sístole e diástole da senda.

E enquanto a coxa e a nuca em mesmo enlace,
teus gestos, em silêncio, mais desvenda
o sim que nunca ouvi, tamanha a classe.

10 de julho de 2010

Em Natal, praias urbanas estão impróprias para banho

Praia do Meio, um dos cartõe spostais de Natal, está imprópria para banhos.

Natal tem oito praias impróprias para banho. A constatação é do programa Água Azul, realizado numa parceria entre Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).

Das quinze praias urbanas da capital do Rio Grande do Norte, mais da metade de suas praias têm altos índices de coliformes fecais. Veja a lista:
Ponta Negra (acesso principal),
Mãe Luíza, Miami (na altura do relógio solar),
Areia Preta (praça da Jangada),
praia dos Artistas (próximo ao Centro de Artesanato),
praia do Meio (na altura da estátua de Iemanjá),
praia do Forte e Redinha (foz do Rio Potengi).

As oito praias estão com mais de nove mil coliformes fecais a cada 100 mililitros de água. Para que um local possa ser considerado próprio para banho, 80% dos resultados deve ser positivo - ou seja, o resultado de quatro das cinco análises amostradas pode apontar a presença de até 800 bactérias a cada 100 ml de água. O órgão que coordena este índice é o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

7 de julho de 2010

Capim verde pra salvar “essa” Preá...

ARTIGO

José Correia Torres Neto

Ontem, recebi de presente a Revista Preá (número 22, edição de maio/junho de 2010) e a folheei por quase duas horas. Percebi alguns elementos que me deixaram surpreso – uma surpresa arremedada de espanto – e que chegaram até a desfigurar o que eu esperava daquela revista. Isso que escrevo não se trata da minha estréia na crítica cultural de Natal, pois nem tenho formação e nem atrevimento bastante para isso. Mas é uma forma de avaliar o que se passa em um dos instrumentos culturais considerado como referência no nosso estado. Digo isso porque acompanho a revista desde o seu lançamento e vi como ela se firmou enquanto um mecanismo de divulgação e registro da cultura potiguar.

Quase calada

Logo no início da revista encontramos duas páginas, que podem ser consideradas como um muro de lamentações ou com um palavreado de uma vizinha velha no parapeito de uma janela de duas bandas que dá para a rua da frente, com o testemunho da atual presidência da maior instituição cultural do estado. Parecem até moda, na nossa atualidade, os surtos lingüísticos, ou quase psicóticos, que alguns presidentes são acometidos e que chegam até a debulhar meia dúzia de palavras surdas-mudas sem destino e sem ouvintes/leitores. O precioso espaço foi utilizado para explicar (ou seria para justificar?) os atropelos administrativo-burocráticos que impediram que a revista fosse lançada há mais tempo e também para enviar recados aos desafetos, e acho também que foram destinados a alguns amores não correspondidos ou trincados ao longo dessa administração.

A sopa rala, insossa e fria de letrinhas subscrita pela presidência traça um diagnóstico preciso de como se vive ou se encara a vida pública no nosso estado, não importando se é cargo efetivo conquistado através de concurso público e regido por um código de ética ou apenas um cargo efêmero conseguido por apadrinhamentos ou conluios. Antes de passar para a página seguinte, me perguntei: Será esse o local apropriado para tal desabafo? E, o leitor, o que tem a ver com isso?

Imagens, imagens, imagens...

Páginas e mais páginas e espaços e mais espaços em branco, sem audácia, atrevimento ou criatividade constituíram o projeto gráfico da revista. Não podemos esperar uma apatia gráfica em uma revista cultural na qual se pressupõem que a diversidade do fazer artístico é o principal elemento que promoverá a sua construção. Singularidade e simplicidade foram confundidas com ausência e desleixo. Algumas matérias, que poderiam ser apresentadas de forma mais elaborada, caíram numa indolência meio velada. Pela tecnologia gráfica, pelos recursos técnicos da atualidade e pelos talentos profissionais espalhados pelo mercado não se admite mais aquela máxima que diz que “o conteúdo é o que importa”. O que se exige é que um bom conteúdo seja agraciado por um projeto gráfico de qualidade e que agregue indiscutíveis valores a uma publicação. Faltou isso na Preá...

Errar por sermos apenas humanos

Se existem respostas elas ainda não conseguiram justificar as várias lacunas apresentadas na revista. Não é de bom grado ficar em silêncio diante da falha de impressão, da superficialidade apresentada por textos que podiam ir muito além do que foi escrito, da falta de atenção no que se escreve no sumário e o que foi apresentado no corpo da revista, da trivialidade como foram apresentadas as belas imagens, dentre outros.

Acredito na feroz batalha em produzir uma revista. Na dificuldade de arregimentar pessoas, idéias, imagens e assuntos e espalhá-los em noventa e duas páginas na esperança de estar fazendo o certo e agradar coloridos e incolores. Mas, os parâmetros dessa certeza oscilam de acordo entre a disposição que uma pessoa tem em acertar e na outra que se disponibiliza julgar. E o pior acontece quando estão envolvidos elementos como dinheiro público e desafeições políticas mostradas na abertura da revista.

Salvem-se quem puder ou “pernas, para que vos quero?”

A impressão – palavra muito bem empregada neste assunto – que a revista passa ao leitor é que foi produzida em cima da hora, no apagar das luzes, para mostrar algo que nem ela mesma, a revista, propunha.

Até quando vamos ver os desejos pessoais se sobressaírem em relação à racionalidade? E, principalmente, ao erário? Até quando vamos esperar um homem ou mulher com sangue no olho para traçar um planejamento em médio ou em longo prazo para a cultura do nosso estado? Até quando vamos esperar um corajoso ou corajosa que crie um fundo estadual de cultura? Até quando teremos que pedir permissão para mendigar apoio cultural através de leis meia-boca? E até quando a subserviência será critério de competência?

E lá se foi mais uma Preá, perdida na toca das veleidades...

Curso de Fotografia


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