29 de julho de 2010
Um poema de Iara Carvalho, Currais Novos RN
in http://www.diariamentenajanela.blogspot.com/
o que me arde em
você
não são seus cabelos,
sua nuca quente
resfriada de cheiros
nem suas músicas,
seu pôr-do-sol
inteiro dentro
do sorriso
o que me arde em
você
é a vida.
Distritos de Diogo Lopes e Barreiras lutam pela emancipação política
De acordo com o educador Neuton Costa, o desprezo por parte do governo municipal é tão grande em Diogo Lopes que falta segurança, o esporte está totalmente abandonado, a saúde fragilizada, educação sucateada, além do crescimento do consumo de drogas porque não há políticas públicas direcionadas aos jovens. “Nós somos esquecidos pela prefeitura de Macau”, relatou o educador.
Neuton Costa diz ainda que o projeto de emancipação política da comunidade está respaldado por uma “brecha” na Legislação com a PEC (Proposta de Emenda a Constituição) número 52, que devolve ao legislativo a prerrogativa sobre criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios.
Segundo o educador, a área a ser emancipada dos distritos se enquadra nas condições geográfica, em número de população, de eleitores e de recursos econômicos, com potencial na pescaria, com o turismo e a exploração de petróleo, além de ser mais de 30 km longue da sede do município. “Nós temos capacidade de nos manter com os subsídios produzidos dentro da nossa própria comunidade”, afirmou.
A comunidade já se reuniu 14 vezes até o início de junho de 2010, conforme Neuton Costa, ressaltando que é cada vez maior o número de pessoas reunidas e querendo a emancipação política. “A nossa comunidade está consciente da importância de sermos emancipados de Macau”.
Mas, o movimento teve que parar um pouco porque a PEC 52 só será votada no próximo ano. Ainda haverá um plebiscito e a homologação por parte da Assembléia Legislativa. “Existe todo um processo a ser percorrido, mas a gente vai em busca de apoios para permanecer correndo atrás desse sonho”, completou.
Todos os distritos que se emanciparam se desenvolveram econômica e socialmente. O educador alerta que ninguém está preocupado com o nome, mas com o desejo de ser independente. “Nós teremos nossos próprios vereadores e o prefeito trabalhando em favor da nossa comunidade”.
O novo município vai abranger Diogo Lopes, Sertãozinho, Barreiras, Baixa do Brito, Soledade Chico Martins, Cacimba da Baixa, além de alcançar o Moinho do Juá e os assentamentos rurais, reunindo mais de 10 mil pessoas em todo esse território. “Nós já fizemos reuniões com todas as comunidades e o pensamento é um só: emancipação já”, declarou Neuton.
O educador só reclamou que o único vereador que representa a comunidade de Diogo Lopes, Oscar Paulino, nunca participou das reuniões, apesar de ter sido convidado verbalmente e através de ofícios. “A história vai mostrar quem realmente quer o bem da comunidade. Ainda há um longo caminho até a nossa emancipação”.
Marcha da Macohha em Natal será nessa sexta-feira
Outras informações em: http://marchadamaconha.org/
O meu Natal em Natal
Por Anderson Foca
Ontem estive presente numa mesa redonda dentro da programação do SBPC. Por lá estavam outros produtores culturais da cidade além de uma platéia atenta para discutir os rumos da cultura independente em Natal. No meio do debate iniciei uma reflexão sobre aquele que pode ser o maior período cultural e festivo da cidade: o Natal em Natal.
Eu digo que pode ser, porque de fato ainda estamos longe de ter um evento que faça parte dos planos turísticos das pessoas de outras cidades. Comparando com ações culturais que participei tocando ou cobrindo esse ano, caso da Virada Cultural de São Paulo, Festival de Inverno de Garanhuns ou o Carnaval de Recife e Olinda chega a ser pífia intenção da prefeitura em tornar o mês de dezembro atrativo em termos culturais.
Isso só acontece porque a prefeitura age como se fosse dona do evento, produtora das ações e responsável direta pelo resultado dela. Alô gestores, vamos acordar. Eventos grandiosos são aqueles em que a comunidade abraça como dela, que a iniciativa privada enxerga possibilidade de lucrar, que o cidadão se sinta participando e opinando. Resumindo o papo: o Natal em Natal precisa ser das pessoas e não dos governos.
O Carnatal, um dos maiores eventos populares da cidade, só é popular como é porque as pessoas não vêem seus organizadores como donos absolutos do projeto, não tenho a conta mas acredito que nem 10% da população sabe que quem promove o evento é a Destaque Produções. Cada bloco tem suas responsabilidades, cada camarote tem sua meta própria, a prefeitura e o governo preparam a rua e incentivam no que é necessário, os hotéis fazem divulgação adicional e a população vai brincar ao som do que a maioria gosta.
Dito isso, acabei me pegando fazendo uma análise como seria o meu Natal em Natal e que modelo utilizaria para realizá-lo. Segue passo-a-passo as ações:
1) Pediria aos orgãos de turismo, saúde, educação e cultura envolvimento no projeto com verba direta direcionada ao evento. Estipularia com antecedência qual o montante de dinheiro público teria para o investimento nas ações do mês inteiro. Somaria todas as esferas, municipal, estadual e federal numa coisa só, custurando politicamente a ação;
2) Com a verba estipulada pediria um estudo de todos os centro culturais, teatros, casas de show, eventos, festas populares e festas religiosas que ficam abertas em dezembro e financiaria parte da programação economizando estrutura física de som e luz. Espalharia ações em toda a cidade;
3) Contactaria a classe de produtores culturais da cidade através de edital (ou coisa parecida) para que fossem propostos palcos, ações, espetáculos de ocupação da cidade durante o Natal em Natal. Passaria a responsabilidade de cada ação para os projetos aprovados e fiscalizaria a realização de todos eles. Deixaria também que esses projetos tivessem autonomia para captação de recursos diretos;
4) Realizaria o Auto de Natal em forma de oficina fixa de teatro, agregada ao Departamento de Artes da UFRN e do NAC;
5) Procuraria Sescs, Sebrae, Fiern, entre outras siglas para propor programação adicional, oficinas, palestras, workshops e ações do tipo;
Acredito que essa descentralização de ações, divisão de responsabilidades, ecletismo de propostas e envolvimento maior da comunidade traria para Natal uma movimentação que despertaria interesse nos turistas e nas pessoas da própria cidade e faria com que o nosso tão sonhado evento de fim de ano se tornasse realmente relevante como a cidade merece. Sem contar que a roda da economia da cultura municipal giraria de maneira positiva e responsável.
Livros de Câmara Cascudo serão relançados durante a SBPC
Durante a 62a reunião da SBPC, que está acontecendo esta semana aqui em Natal, serão relançadas cinco preciosas obras do nosso historiador, folclorista, antropólogo, advogado e jornalista Luís da Câmara Cascudo. As obras a serem relançadas são: História da Cidade do Natal, Na ronda do tempo, Ontem, Pequeno manual do doente aprendiz e Gente Viva. A solenidade acontecerá nesta quinta-feira (29), às 17h, no Saguão da Escola de Música da UFRN.Cerca de 60 alunos de jornalismo da UFRN fazem a cobertura oficial da XVI Cientec
A Fotec conta com cerca de 60 estudantes de Comunicação em sua equipe. Além da cobertura, o projeto realiza uma mostra fotográfica em seu estande.Até essa quarta-feira, terceiro dia da feira, a agência já produziu e postou mais de 80 notícias sobre os estandes e eventos da Cientec, tendo conseguido entrevistas exclusivas com artistas potiguares como Pedro Mendes, Isaque Galvão, Sueldo Soares, Caio Padilha e banda Pedubreu. Temas como cultura, entretenimento, ciência, saúde e educação são constantemente pautadas, proporcionando conhecimento e entretenimento para os leitores do projeto.
No estande da Fotec, localizado no pavilhão 5, também pode ser conferida uma mostra fotográfica. São mais de 20 fotos com registros das edições passadas da Cientec. Segundo o coordenador da agência, Prof. Dr. Itamar Nobre, “a exposição é para divulgar o resultado das atividades de fotojornalismo durante a última CIENTEC, que aconteceu em 2009”, explica.
A Cientec 2010 está sendo realizada em conjunto com o 62º encontro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). No portal http://www.fotec.ufrn.br/ podem ser conferidas matérias e fotografias de toda a programação da feira. Um dos diferenciais de 2010, além do aumento de estudantes participantes – agora a equipe conmpreende cerca de 60 alunos, e no ano passado foram 43 – é a implementação da ferramenta Twiter (@fotec). As notícias são postadas simultaneamente no site e no microblogin.
Sobre a Agência Fotec
A Fotec, agência de fotojornalismo experimental, é uma iniciativa universitária idealizada pelo professor Dr. Itamar Nobre, do Departamento de Comunicação Social da UFRN. Na equipe, a agência conta com as funções de chefe e assistente de redação, pauteiro, assessor de imprensa, repórter de foto e texto, fotodocumentarista, editor de videodoclipe e apoio técnico, oferecendo suporte para a publicação de notícias e fotos.
Neste ano, cerca de 60 alunos das três habilitações do curso (Jornalismo, Radialismo e Publicidade & Propaganda) compõem a equipe da agência oficial do evento, que no ano passado publicou 162 matérias e oito galerias de fotos sobre as noites culturais, com mais de 17.000 visualizações.
Mossoró apresenta Mostra de Teatro de Rua na I Bienal Nacional do Teatro Potiguar
Através da montagem de Shakespariano a Companhia Bagana de Teatro defende um pensamento de quanto estamos interligados e há muito tempo buscamos responder questões que, por mais que se queira não explicam-se, apenas se vive e que são questões da formação de caráter e moral humana.
Durante a Mostra de Mossoró serão seis espetáculos teatrais, distribuídos pelos cinco dias de apresentação. A abertura, dia 28, com o espetáculo A Peleja do Amor no Coração de Severino de Mossoró, do grupo anfitrião O Pessoal do Tarará; na quinta-feira (dia 29), A companhia Bagana de Teatro, de Mossoró, apresenta, às 20h, o espetáculo Shakespariano; na sexta-feira, o também mossoroense Arruaça apresentará o espetáculo O Vôo do Cavalo do Cão, às 20h. No sábado, o grupo teatral Alegria, de Natal, apresentará o seu espetáculo O Auto do Caldeirão, às 19h.
Na mesma noite, às 21h, A Trupe Arlequim de João Pessoa (PB) fará uma apresentação de seu espetáculo Circo Arlequim; no domingo, a Mostra de Teatro de Mossoró chegará ao fim, com a apresentação do espetáculo Quixotinada Cruzaventuras Sertanholas, da Companhia de Eventos Lionarte, de Pernambuco, às 19h. Todas as apresentações acontecerão na Praça do Portal do Saber.
Trilhas Potiguares em Janduis
A cidade de Janduis recebe, durante toda a próxima semana, uma série de oficinas do projeto Trilhas Potiguares, proporcionadas através de convênio assinado entre a Universidade Federal do Rio Grande do Norte e a Prefeitura de Janduís. Para o desenvolvimento dessas atividades, uma equipe de vinte técnicos da UFRN, coordenada pelo professor Mário Cardoso, desembarca na cidade entre os dias 01 e 06 de agosto trazendo oficinas de temáticas variadas nas áreas de assistência social, agricultura, saúde, educação, agricultura familiar, cultura, dentre outras, escolhidas a partir da própria demanda da comunidade em reunião de sensibilização sobre o projeto, realizada no último mês de maio.
Durante a cerimônia de assinatura do convênio entre a UFRN e os municípios, o Reitor José Ivonildo do Rêgo destacou que, a cada edição, o Trilhas Potiguares vem ganhando espaço e ampliando sua atuação de forma significativa.
Melhorando a qualidade de vida dos idosos de Janduís
Dentre as oficinas trazidas pelo projeto Trilhas Potiguares, duas terão impacto direto na qualidade de vida dos idosos locais. Alunos dos cursos de fisioterapia, nutrição, enfermagem e serviço social vão realizar atividades matinais com os idosos visando o desenvolvimento de exercícios físicos voltados às necessidades especiais do grupo com finalidade de melhorar o condicionamento e prevenir problemas decorrentes da idade e falta de atividade. Além do mais, haverá espaço para discussão de assuntos relevantes como hipertensão, diabetes, obsesidade, entre outros.
Na outra oficina, será ministrado um curso de Cuidadores de Idosos. O objetivo é promover uma capacitação nessa atividade, abordando saúde, bem-estar e cuidados do dia-a-dia para com as pessoas da terceira idade e enfermos. O que vai representar oportunidade de emprego e renda para moradores do Município.
28 de julho de 2010
Uma poesia de José Saddock de Albuquerque, Macau RN
coração é bússola
que bate marés e sente rios
braços, moinhos
abraçando vento do mar
lembranças, veleiros
cruzando olhos molhados
não fosse poesia
eu diria, queria
fosse canção de amor
ó ilha querida
pássaro pensamento
pousai novamente criança
correndo desertos, pulando poças
construindo pirâmides...
Três anos se passaram da tragédia no Rio Potengi que matou toneladas de peixe
Há três anos, o Rio Potengi foi o protagonista de uma tragédia anunciada, uma matança de peixe nunca vista na história do grande rio Potengi do norte. Mais de 40 toneladas de espécies marinhas sucumbiram à poluição do rio e se amontoaram às suas margens, deixando chocada a população da capital potiguar e desesperados os ribeirinhos que viram seu sustento morrer sem saber a razão. 27 de julho de 2010
Fotógrafo João Maria lança livro com imagens de Caicó
“Tenho um vínculo afetivo com a cidade. Sou natalense, mas gosto muito das cidades do interior, em especial as da região do Seridó”, disse João Maria ao jornal Tribuna do Norte onde trabalha, ressaltando que o livro é o primeiro da nova coleção do Sebo Vermelho, que vai trazer as cores e as formas do Seridó.
João Maria Alves é fotojornalista há 30 anos, tendo passado por várias redações de jornais no estado, também com fotos publicadas em alguns impressos do sul do país. Em 1984 o fotojornalista foi o único fotógrafo do Rio Grande do Norte a cobrir as convenções de Tancredo Neves, Paulo Maluf e Mário Andreazza, em Brasília.
João participou de várias exposições fotográficas coletivas e individuais. No exterior, suas fotos foram expostas no Café Kieselstein, cidade de Potsdan, Alemanha, em fevereiro de 2009. No currículo do fotógrafo, também tem premiações em concursos de fotografias, destacando-se o prêmio Itaú Cultural de Fotografia sobre o tema “árvores floridas, campos floridos”.
Curso se propõe a ensinar os mistérios da cerveja
Mas você sabe realmente apreciar uma cerveja? É isso, além de outros detalhes sobre o tema, que o Curso de Cervejas Especiais irá ensinar nos dias 28 e 29 de julho, às 20h, em dois locais respectivamente: no bar The General, situado à Rua Mossoró, e no Bar Tom Maior, anexo ao restaurante Maturi, em Lagoa Nova.
Ao preço de R$ 100 e com número de vagas limitado a 30, o curso, inédito na cidade, irá inserir o aprendiz na chamada “Cultura Cervejeira”, ensinando-o desde a harmonização ideal entre cerveja e petiscos à evolução humana baseada, veja só, na história da cerveja.
Para ensinar todos os meandros da arte, virá de Belo Horizonte o mestre cervejeiro Marco Falcone, da Micro Cervejaria Falke Bier. As senhas do curso — cuja duração é de duas a três horas — podem ser adquiridas no escritório de advocacia Falconi Camargos Advogados e Consultores, apoiador do projeto, que fica na Rua Professor Hermógenes Medeiros, em Candelária.
Beer evangelizar
É com esse termo que o advogado Rodrigo Camargos, um dos responsáveis pela iniciativa, define o objetivo do curso. “O grande problema está na qualidade das cervejas vendidas aqui, que utilizam cereais como arroz e milho, que barateiam o custo e pioram a qualidade da bebida”, ensina, complementando: “Vamos ‘beer evangelizar’, ou seja, ensinar os alunos a apreciar cerveja com qualidade, e não em quantidade”.
Os participantes do curso degustarão dez tipos diferentes de cerveja — nacionais e importadas — incluindo a Falke Tripel Monasterium, formulada pelo mestre Marco Falconi e vencedora do maior prêmio da indústria de bebidas do Brasil, o Tecnobebidas Award 2008, do instituto Nielsen.
Os temas abordados no curso abrangem a escolha da taça ideal, a harmonização da bebida com comidas, a identificação de uma boa cerveja, a história da cerveja, os efeitos da música sobre o consumo da bebida, a temperatura adequada para cada tipo de cerveja, dentre muitos outros.
Sobre o mestre cervejeiro
Marco Falcone é mestre cervejeiro e proprietário, desde 2004, da Falke Bier, em Belo Horizonte (MG), uma das cervejarias mais renomadas na revolução cervejeira do país no tocante à produção de cervejas artesanais de qualidade. Fabricante de cervejas desde 1988, Falcone recebeu o prêmio Paladar 2009 do jornal O Estado de São Paulo.
É diretor do Sindbebidas/Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e presidente do Conselho Administrativo da Acerva Mineira. É ainda considerado um dos maiores nomes da difusão da cultura cervejeira no Brasil, com reconhecimento na Europa e nos Estados Unidos.
Serviço:
O quê? Curso de Cervejas Especiais
Quando? Dias 28 e 29 de julho
Onde? Bar The General (Rua Mossoró, Petrópolis) e Bar Tom Maior (anexo o restaurante Maturi, na Rua São José, em Lagoa Nova)
Quanto? R$ 100
Vendas? Escritório de advocacia Falconi Camargos Advogados e Consultores, Rua Professor Hermógenes Medeiros, Candelária.
CineClube lança o livro "80 Cult Movies Essenciais"
Na próxima quinta-feira, a partir das 17:00h, mais uma obra de referência para cinéfilos de todos os gostos estará sendo lançada após quase três anos de espera por parte dos seus organizadores. Iniciativa dos cineclubistas Nelson Marques, Gianfranco Marchi e do jornalista Rodrigo Hammer, o livro "80 Cult Movies Essenciais" chega para elucidar o que o termo “Cult” encerra de mais controverso, ou seja, lança luz sobre obras que conquistaram a preferência dos amantes do Cinema em todo o mundo, independentemente do sucesso ou do fracasso que obtiveram ao longo dos anos.Serviço
O que? Lançamento do livro "80 Cult Movies Essenciais"
Quando? 29 de julho, quinta-feira
Que horas? 17h
Onde? Cooperativa UniversitáriaCentro de Convivência da UFRN
25 de julho de 2010
SBPC: alterado local da abertura
Em razão da previsão de chuva em Natal, na noite de domingo (25/7), a sessão de abertura da 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) foi transferida para o Centro de Convenções de Natal (Av. Dinarte Mariz, s/n, Via Costeira). O horário permanecerá o mesmo: 19h00.O presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp, fará a abertura oficial do evento. Estarão presentes na solenidade o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende; o governador do Estado do Rio Grande do Norte, Iberê Ferreira de Souza; a prefeita de Natal, Micarla Araújo de Sousa Weber; e o reitor da UFRN, José Ivonildo do Rêgo, entre outras autoridades.
Na ocasião, serão homenageadas duas personalidades importantes para o desenvolvimento científico e cultural do Brasil: Aziz Ab Saber e Luís da Câmara Cascudo. Ab Saber desenvolveu centenas de pesquisas e tratados de relevância internacional nas áreas de ecologia, biologia evolutiva, fitogeografia, geologia, arqueologia e geografia. Já Câmara Cascudo, falecido em 1986, é referência no estudo da cultura brasileira. Ele será representado por sua filha, Ana Cascudo.
Após a abertura oficial do evento, o público assistirá ao espetáculo de ballet “Naiá Catarineta”, que contará a história da formação da sociedade brasileira e da cultura potiguar. Logo após haverá um show da cantora de cirandas sobre o mar, Lia de Itamaracá, e do cantor pernambucano Zeca Baleiro.
Serviço: A 62ª Reunião Anual da SBPC será realizada até o dia 30 de julho em Natal (RN), no campus da UFRN. O evento, cujo tema é “Ciências do mar: herança para o futuro”, contará com centenas de atividades, entre conferências, simpósios, mesas-redondas, grupos de trabalho, encontros e sessões especiais, além de apresentação de trabalhos científicos e minicursos. Veja a programação em
24 de julho de 2010
SBPC começa nesse domingo
Carlos Zens apresenta seu show no dia 28, dentro do Projeto Música Potiguar Brasileira 88,9 FM. O show vai acontecer no Anfi-Teatro da UFRN. A partir desde domingo (dia 25), seguindo até 30 de julho, será realizado a 62ª edição da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), um dos maiores eventos científicos do país, que vai oferecer à comunidade local uma amostra diversa de atrações de alta qualidade, locais e nacionais. A SBPC Cultural é uma das vertentes principais do evento, e deverá levar milhares de pessoas ao campo universitário.
A programação é repleta de destaques ao longo da semana. No dia 26, terá Pedro Mendes (19h), Sueldo Soaress (20h), Isaque Galvão (21h), e Rosa de Pedra (22h); no dia 27, destaque para Os Ticuqueiros (PE), às 21h40; dia 28, do regional ao pop, com Babal, Carlos Zens e Marina Elali; dia 29, música instrumental com Octeto de Saxofones e Jerimum Jazz; e no dia 30, Forró na Manha (21h) e o baiano Tom Zé, às 22h, um dos nomes mais peculiares e cultuados da música brasileira.
A abertura, neste domingo, será às 18h. Às 20h30 entrará em cena o espetáculo “Naiá Catarineta”, um balé para orquestra, coral e solistas, formado por vários grupos da UFRN e da cidade. Às 21h30, o palco da SBPC será tomado pela presença da pernambucana Lia de Itamaracá, a eterna Rainha da Ciranda. O cantor maranhense Zeca Baleiro encerra a noite. O acesso é gratuito.
Um galo chamado Obama
Jose Saddock de Albuquerque
O quintal era um zoológico, e dentre os animais que ali viviam, lá estava ele: o galo Barack Obama. Recebera esse nome em homenagem a um aviador que morrera “a caminho d’África”, na terra das salinas.
Obama era um galo esperto, travesso, namorador. Desses que para quem todas as galinhas eram iguais, embora nem todos os galos o fossem. Apesar do preconceito que havia com a sua cor, ele era o rei do pedaço. Surgisse outro galo no terreiro, Obama logo mostrava sua impressionante capacidade de dominação.
O tempo passou... Obama, agora, adulto, com doutorado nos melhores galinheiros do mundo, tentou a carreira política... Não deu outra, diante de milhões de galos e galinhas, envolto em uma das maiores crises porque passava o capitalismo, foi eleito Presidente dos Galinheiros Unidos da América.
Ali estava meu galo de estimação, no maior cargo público que um galo honrado almejaria alcançar, Presidente dos G.G.U.U.
Mal assumira, logo começaram as manifestações. A direita mais empedernida, representada pelos galos republicanos, acusava-o de querer implantar no maior centro capitalista do mundo galináceo, o socialismo. Outros o acusavam ainda de comunista, expressão muito usada para designar os adeptos da teoria político-filosófica criada pelo brilhante galo Marx.
Dias difíceis vieram. O assunto virava capa de revista e matéria de primeira pagina nos principais jornais do mundo. Mas o camarada Obama, como já era conhecido, se defendia das acusações, sem, no entanto, deixar de lado o seu projeto político.
A historia nos surpreende a todos. Obama realmente era um galo obstinado e socialista. Passava as noites lendo o camarada Marx. Poucos o tinham com essa inclinação ideológica, somente os amigos mais próximos sabiam quem realmente era Barack Obama no plano das manifestações políticas.
Porém, como todas as grandes idéias se expõem ao perigo, como dizia o galo pensador Platão, um dia o camarada Obama foi atraído pela melhor amiga, a galinha Dilma...
O final dessa historia, que depois narraremos, se passa no galinheiro chamado Brasil... Gostaria de relatar, por oportuno, o seguinte:
Tivesse batizado meu galo com o nome de Lula, iriam falar por aí que eu tinha o sentido da premonição. Diriam, ainda: é um petista de nascença, um engajado congênito, o menino Lenin...
E aí, eu me pergunto: o que Lula acharia de tudo isso? E passo a imaginar...
– Bem, companheiro... galo, não... digamos, um papagaio que não teve acesso às letras... Né, Dilma!
Escritores locais são homenageados pelas Crianças da LBV
Dentro das comemorações ao Dia Nacional do Escritor, os meninos e meninas atendidos no programa LBV – Criança Futuro no Presente!, nesta capital, programou um encontro especial para homenagear as ilustres personalidades da nossa literatura potiguar. O encontro será realizado na próxima segunda-feira, 26 de julho, às 9h, no Centro Comunitário e Educacional da LBV, local em que reunirá jornalistas, poetas e escritores dos mais varidos movimentos literários para uma manhã de bate papo, autógrafos e recitais de poesias, entre a meninada que receberá os convidados com apresentações culturais, interpretação de melodias, além do musical na voz da meninada que faz parte do Coral Ecumênico Infantil da Boa Vontade, em recepção de boas vindas aos convidados.
Em 1960, por decreto governamental, o dia 25 de julho foi instituído como Dia Nacional do Escritor. Tal iniciativa se deveu ao sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado naquele ano pela União Brasileira de Escritores- UBE, por iniciativa de seu presidente, à época, João Peregrino Júnior, e de seu vice-presidente, o célebre escritor baiano Jorge Amado.
Serviço:
Crianças da LBV homenageia escritores locais
Onde: Centro Comunitário e Educacional da LBV, localizado a Rua dos Caicós, 2148 – Dix-Sept Rosado.
Dia: 26, (segunda-feira), às 9hs.
Informações pelo fone: (84) 3613-1655
ou acesse o Site: www.lbv.org.br.
Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz Tocando Beatles
Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz tiveram seu primeiro encontro num palco no projeto Som da Mata. De lá para cá, a fusão do choro e do samba com o jazz e o rock'n'roll resultou num trabalho consistente que já rendeu dois CDs, um DVD e duas turnês para fora do país (Europa e Ásia). Músicas como Here Come The Sun, Strawberry Fields Forever, Help!, Eleanor Rigby e Michelle, dentre outras, ganham uma sonoridade única, comprovando a universalidade e atemporalidade da música dos Fab Four.
É show para agradar a todas as gerações.
Serviço:
Show: Diogo Guanabara & Macaxeira Jazz tocam Beatles
Dia: 24 de julho - sábado
Local: TCP - Teatro de Cultura Potiguar
Hora: 18 e 20h - duas sessões
Senhas antecipadas na Botton do Midway (R$ 10,00)
22 de julho de 2010
Poluição do rio Piranhas-Assu afeta a pesca de mariscos em Macau
O Rio Piranhas-Assu nasce da junção das águas dos rios do Peixes e Piancó na Paraíba e desemboca no mar, em Macau, a última cidade banhada pelo rio. “A morte vem do berço”, revela o ambientalista Cláudio Gia, ressaltando que a poluição do Rio Piranhas-Assu vem desde sua nascente, desaguando em Macau, no encontro com o mar.
Segundo Cláudio Gia, as principais causas da poluição são: a falta de um saneamento adequado nas cidades ribeirinhas (cujo esgoto acaba chegando ao rio) e a atuação de empresas agrícolas que, criminosamente, lançam produtos químicos nas águas. O rio ainda está num avançado processo de assoreamento, também em virtude de práticas agrícolas irresponsáveis e da retirada de areia para a construção civil.
Conforme Luzinete Gomes da Silva, marisqueira há mais de 20 anos e moradora da comunidade do Valadão, antigamente o leito do rio Piranhas-Assu tinha muito búzio e sururu. A marisqueira atribui a poluição do rio aos viveiros de camarão que despejam águas com produtos químicos no rio e mata os crustáceos. “Perto do mar, a catinga de produtos químicos é muito forte, não presta para pegar os mariscos”, declarou.
Dona Luzinete também responsabiliza a empresa Salinor pelo desaparecimento de mariscos e crustáceos em torno da cidade de Macau. Conforme a marisqueira, a água de grau despejada no rio pela Salinor mata peixes e mariscos. “Outro dia, em Alagamar, o rio estava cheio de peixe morto, parecia até que tinha uma doença que matou tudo. Uma coisa triste”, lamentou a marisqueira.

Quem trafega pelo anel viário de Macau, próximo ao Valadão e a saída para a praia de Camapum, pode observar um grupo de mariqueiras que passam o dia inteiro, debaixo de uma lona azul quente, com suas famílias, cozinhando e descascando sururu. “A gente fique aqui porque é o jeito”, reclamou Maria José, que pesca marisco há mais de 20 anos.
A barraca improvisada foi a alternativa encontradas pelas marisqueiras que moram no bairro Valadão para poder cozinhar e descascar os mariscos protegidas do sol. As catadoras de mariscos também reclama que o prefeito Flávio Veras e os vereadores assumiram um compromisso de pagar um salário durante 5 meses nos meses de defeso. “Até hoje, ninguém recebeu um tostão”, reclama Maria José.
Outra marisqueira, Francisca Gomes da Silva, afirma que o prefeito mandou derrubar as barracas improvisadas com a promessa de construir um galpão somente para as marisqueiras do Valadão, nos moldes do galpão existente no Porto da Pescaria. “Aqui, nos somos esquecidas. Esses políticos só lembram que a gente existe durante a campanha que eles vêm pedir voto”, declarou dona Francisca.
Conforme dona Maria José, os mariscos (búzios e sururu) apanhados, cozinhados e descascados são vendidos a R$ 4,00 o quilo para a população, que passam pelas barracas de lonas azuis no Valadão. A marisqueira afirma quer toda sua família se envolve no trabalho com os mariscos. “Catar os mariscos é a única maneira que a gente tem para sobreviver”.
21 de julho de 2010
20 de julho de 2010
Um poema de Benito Barros, Macau RN
hei de lograr
o presente
contigente
e o passado
a olvidar
De Macau,
sobrevivem em mim,
das agoznizantes gamboas,
o lento e aflito escoô.
Das aves dos seus mangues,
o impulso transgressor
para o vôo.
19 de julho de 2010
Capitania das Artes irá apresentar os Anais do EELP dentro da programação da SBPC Jovem
Dando continuidade ao projeto do I Encontro de Escritores de Língua Portuguesa de Natal (EELP), que foi realizado de 28 a 30 de abril deste ano, e conforme foi anunciado na época do evento, a Prefeitura do Natal, através da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), irá apresentar na próxima segunda-feira, 26, o livro referente aos Anais do I EELP. A apresentação acontecerá dentro do Ciclo de Palestras da SBPC Jovem, que será realizada aqui em Natal. A Reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência é considerado um evento de maior relevância científica do país. O EELP foi um encontro promovido pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa – UCCLA - e a Prefeitura Municipal do Natal, que teve o apoio da UFRN e da LisNatal. O objetivo do encontro foi de provocar discussões, debates e interpretações das identidades literárias contemporâneas, além de promover o intercâmbio entre os escritores de países cuja língua oficial ou dominante é o português.
Dentro desta primeira ação do projeto EELP, antes da apresentação dos Anais do encontro, o professor Carlos Reis (reitor da Universidade Aberta - Lisboa), um dos ilustres convidados do I EELP, irá proferir uma palestra com o tema “José Saramago e a linguagem da História”. Carlos Reis é um dos grandes estudiosos da obra do escritor José Saramago. A palestra de Carlos Reis e a apresentação dos Anais do EELP acontecerão no primeiro dia do Ciclo de Palestras da SBPC Jovem, dia 26/07, às 9h, no auditório do Setor de aulas I - Bloco F - Sala 1, da UFRN.
O Ciclo de Palestras tem como tema central “O Universo das Linguagens”. Trata-se de uma atividade para quem aprecia televisão, internet, cinema, literatura, música, artes plásticas e quer saber mais sobre essas linguagens. Estão convidados para proferir as palestras: poetas, músicos, artistas, cientistas, escritores, produtores de televisão e vídeo ou cinema, fotógrafos e professores, formando um coro de múltiplas vozes, porém priorizando a construção de conhecimentos que não dissociam indivíduo, sociedade e cosmo.
Fórum da Rede Potiguar de Escolas Leitoras reunirá propostas para o “Manifesto por um Rio Grande do Norte de Leitores”
A quinta edição do Encontro Estadual do Fórum da Rede Potiguar de Escolas Leitoras, que ocorre nesta quinta-feira, a partir das 9h, na Assembléia Legislativa, reunirá propostas e debaterá o conteúdo do documento “Manifesto por um Rio Grande do Norte de Leitores”, cujo lançamento está previsto para ocorrer durante o 4º Seminário Potiguar Prazer em Ler, que será realizado nos dias 02 e 03 de setembro, em Natal.A finalidade do Fórum - realizado pelo Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE) em parceria com Instituto C&A, o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (SEEC), a Assembléia Legislativa, as prefeituras de Natal e Parnamirim e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e que vem sendo realizado, em Natal, desde o ano passado - é mobilizar e sensibilizar a sociedade, educadores, dirigentes de escolas, dirigentes municipais de educação e gestores públicos para a criação de uma política pública de promoção da leitura literária no Rio Grande do Norte.
A idéia é que sejam debatidos os anseios da sociedade sobre o que pode ser feito para que o Estado e Municípios se transformem em promotores da leitura literária. O debate contará com a participação de vários municípios, que foram avisados previamente e já apresentarão suas propostas e escolas que integram os 15 pólos de leitura de Natal e Parnamirim, mapeados pelo projeto Escola de Leitores. A participação do maior número possível de municípios e instituições garantirá maior amplitude e legitimidade para o Manifesto.
Na ocasião, serão realizados ainda um dueto lítero-musical, feito por Jânia Souza e Américo Pita, relatos de experiência de sete projetos de promoção à leitura que vêm obtendo sucesso e a certificação de outros oito projetos apresentados no encontro do Fórum anterior, em abril.
18 de julho de 2010
Rotary abre inscrições para programas de intercâbios
O Rotary Clube, através do Distrito 4500 abre inscrições para o "Programa de Intercâmbio de Jovens" estudantes entre 15 e 16 anos. As inscrições se encerram em 31/08/2010 e podem ser feitas pelo portal:Serão oferecidas 40 vagas, distribuídas pelos seguintes países: África do Sul, Alemanha, Áustria, Canadá, Dinamarca, Equador, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Hungria, Índia, Indonésia, México, Noruega, Polônia, Tailândia, Taiwan e Turquia.
É uma oportunidade de conhecer outros países, seus habitantes e a cultura local, plantando, desta forma, sementes de compreensão internacional. A cada ano, aproximadamente 8.000 jovens participam deste programa de intercâmbio no mundo inteiro, tornando-se “embaixadores” de seu próprio país.
Para participar do projeto, os principais requisitos são:
a) Estar finalizando o ensino fundamental ou cursando o ensino médio, estando entre os melhores alunos de sua classe, em termos de aproveitamento escolar;
b) Ser dotado de bom comportamento e respeito, demonstrando uma personalidade agradável, comunicativa e equilíbrio emocional;
c) Praticar uma atividade esportiva ou cultural, sendo capaz de superar problemas de adaptação e relacionamento, para poder atuar como “embaixador” de seu País;
d) Gozar de perfeita saúde física e mental.
Maiores informações, falar com Ídia Lopes, pelo fone 9981-7945.
Danilo Caymmi no Projeto Seis e Meia
O Seis e Meia da próxima terça-feira (20 de julho) apresenta o show de Danilo Caymmi como atração nacional. Quem faz a vez dos potiguares no projeto é a cantora nascida em Parelhas, Tânia Soares. Danilo Caymmi vem à Natal ainda embalado pelo CD comemorativo de 45 anos de carreira, lançado ano passado. Bardallo's reabre nessa terça-feira
O barzinho mais invocado da Cidade Alta, o Bardallo's Comida e Arte, reabre suas portas nessa terça-feira. O empresário e produtor cultural Lula Belmont (foto) passou os últimos 20 dias se recuperando de um enfarto e já está pronto para voltar a cena cultural natalense.Doenças de nordestinos
dor nos quartos
pé desmentido
tosse de cachorro
frieira
pereba
dordói (conjuntivite)
gastura
tersol
dor no pé da barriga
dor de veado
dor no espinhaço
impinge
pano branco
xanha
catarro nos peito
bicheira
íngua
bicho de pé
empachado
fastio
bucho quebrado
calo seco
unha fofa
pé inchado
água na pleura
berruga
corpo moído
dente podre
vista cansada
papêra
brotoeja
escurecimento de vista
rachadura nos pés
papoca roxa
esporão de galo
mal jeito no espinhaço
intalo
nó nas tripa
argueiro
boqueira
calombo
água nas juntas
resguardo
soluço
chaboque do joelho arrancado
Quebrante vento caído
Venta entupida
17 de julho de 2010
A literatura de Carlos Monsiváis
Entrevista de Carlos Monsiváis para a Revista Metropolis de Barcelona
Trechos do livro Carlos Monsiváis ante la crítica
Monsivais.com
Obras
Trechos de Días de guardar
Trechos de Amor perdido
Trechos de Los rituales del caos
Trechos de Entrada libre
Trechos de A ustedes les consta: antología de la crónica en México
Trechos de Salvador Novo: lo marginal en el centro
Me fui de Comala porque mi padre vivía en Houston
La sabiduría del autoengaño, última coluna de Monsiváis para o El Universal
Multimídia
Retrato hablado: Carlos Monsiváis
Entrevista para o canal russo RT (em espanhol)
Carlos Monsiváis, viajero en el templo mayor
Monsiváis, los rituales del caos
Días de Guardar
16 de julho de 2010
Caminhos fotográficos
Por Luara Schamó Como disse Chico Science na canção Risoflora, "eu sou um caranguejo e estou de andada". Esse é o espírito que move os amantes da fotografia que participam das Expedições Fotográficas "Mardikê! Mardokê!", "Feira do Alecrim" e "Cidades invisíveis" da SBPC Jovem. Mais do que captar imagens, as expedições foram ótimas oportunidades para reunir pessoas completamente diferentes, trocar experiências e conhecer a cidade de Natal por outro ângulo.
O resultado desses trabalhos estará exposto em grandes painéis, durante a realização da 62ª. Reunião da SBPC, de 25 a 30 de julho, na UFRN.
Todas as atenções são voltadas para cores, texturas, luz, contrastes, foco, abertura, exposição, pessoas e paisagens. Os participantes seguiram de olhos bem abertos e com câmeras na mão, vivenciando junto aos fotógrafos Ramón Vasconcelos, Alex Gurgel e Thyrone Domingos um mar de conhecimento e paixão pela fotografia.
Particularidades
Alex Gurgel, presidente da Aphoto - Associação Potiguar de Fotografia, que coordena a expedição "Feira do Alecrim", conta que "participar de uma expedição fotográfica é a melhor maneira de trocar ideias sobre a fotografia ou como fazer uma boa foto diante daquele cenário. Quando uma pessoa está fotografando, ela geralmente está sozinha. Numa expedição, a pessoa tem a oportunidade da integração com outros fotógrafos mais avançados e outros com as mesmas dúvidas e ávidos por aprender".
"O nível da galera está muito bom, provando que há jovens fotógrafos de talento. É importante ressaltar que não havia nenhum fotógrafo profissional no grupo", diz Alex Gurgel.A tradicional feira do Alecrim é um mar de barracas, produtos, cores, cheiros, pessoas e bichos! Também é um local para encontros inusitados. Por exemplo, quando a turma passava diante de uma barraca que vendia queijos, todos ficaram espantados com um gato dormindo sobre uma barra de queijo de coalho. Uma menina alertou o vendedor, que retrucou calmamente: "pode deixar que o gato não come o queijo, porque ele é ensinado".
Outra expedição, coordenada pelo engenheiro químico e fotógrafo Thyrone Domingos, foi inspirada nas conversas de Marco Polo e Kublai Kan, das páginas do livro "Cidades Invisíveis", de Italo Calvino. Segundo Thyrone, a narrativa de Calvino oferece um olhar bem fotográfico sobre as cidades. Para exercitar esse olhar, ele também optou por não realizar encontros prévios e levou o grupo sem influências de regras e de forma crua para um dos locais mais amados e odiados da cidade, a ponte Newton Navarro, mirante privilegiado para observar a cidade de várias perspectivas e contemplar o encontro do rio com o mar.
O equipamento é o de menos, muitos usam máquinas robustas e lentes especiais; outros se viram muito bem com as máquinas compactas apelidadas de "saboneteiras". Para Thyrone, é possível produzir boas fotos com máquinas mais simples, basta desenvolver a sensibilidade fotográfica.
"Há seis anos tenho saído para fotografar com um grupo de pessoas, instintivamente você vai desenvolvendo a sensibilidade, a criatividade e vai 'enxergando' o que não era capaz de ver", conta a aposentada Céres Bittencourt, que usa uma câmera Nykon D80 e objetivas 18-135mm e 70-300mm. Quando era mais nova, Céres encontrou algumas dificuldades.
Ao contrário da bem equipada Céres, tem gente que se virou muito bem com uma máquina "saboneteira". Lillyan Miany é uma iniciante que não se intimidou com os obstáculos e relata que "fotografar a Praia do Forte e a ponte Nilton Navarro foi maravilhoso, foi a primeira vez que fiz fotos lá e ainda estou aprendendo a lidar com fotos. Na expedição 'Natal e as cidades invisíveis' usei uma câmera compacta, que estava com defeitos, minhas fotos não ficaram como eu queria, mas isso não me prejudicou, deu para curtir e aproveitar esse passeio tranquilamente. Quando eu estava fotografando, havia pessoas que passavam de carro e buzinavam, chamando a atenção para serem fotografados."
Outra perspectiva
Já o fotógrafo Ramón Vasconcelos, intrigado com o tema da 62ª Reunião Anual da SBPC Ciências do mar: herança para o futuro, propôs a expedição "Mardikê! Mardokê!". Mas, afinal, que mar é esse? Mar de água salgada, de gente, de carros ou de botões? Antes de pôr o pé na rua, alguns encontros foram realizados para discutir um pouco sobre as fotos dos próprios expedidores. "A ideia foi estimular a visão particular da fotografia, descobrir e investir em características fotográficas e, se possível, começar a delinear um estilo, uma marca do fotógrafo", conta Ramón.
Depois de saber a diferença entre o diafragma e o obturador e aprender a regra dos terços, os participantes nadaram num mar de ideias. Ramón Vasconcelos desafiou: "e aí, vai ser mar de quê?". Sem uma resposta conclusiva, William Lopes, um dos participantes, argumentou: "A gente precisa buscar originalidade, não importa o tema".
O resultado
Ansiedade
Para os participantes é uma emoção dupla poder participar dessas vivências e ver seus trabalhos expostos com qualidade e destaque.
Céres Bittencourt anseia pela visibilidade: "Um painel com fotos de motivos da nossa cidade pode chamar bastante a atenção das pessoas que vêm de fora, mostrando o que temos de belo, e para as pessoas daqui mesmo, para pontos que desconhecem. É também uma oportunidade de mostrar que aqui em Natal existem profissionais (os coordenadores das expedições) muito bem qualificados". Lillyan Miany, por sua vez, não esconde sua felicidade.
14 de julho de 2010
Professora Kacianni lança livro durante SBPC
Esta obra promove a importância do brincar como recurso para a aprendizagem. Oferece a educadores, professores, pais e animadores possibilidades de diversas brincadeiras, jogos e dinâmicas. Propõe ainda a construção de brinquedos, peças utilitárias e instrumentos musicais a partir de materiais recicláveis ou fáceis de encontrar. As práticas adotadas propõem um estímulo à socialização e favorecem o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo, social e moral dos alunos.Editora: Vozes
Autora: Kacianni Ferreira
Páginas: 104
Valor: R$ 16,00
13 de julho de 2010
Guaraci Gabriel abre exosição “Ego Ser Vir” na Galeria Newton Navarro
A Galeria Newton Navarro, localizada na Capitania das Arte, receberá na próxima sexta-feira, a exposição “Ego Ser Vir” do artista plástico Guaraci Gabriel. A exposição é composta por esculturas, painéis e instalações. A exposição foi criada a partir de uma Litografia de Maurits Cornelis Escher (artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons), intitulada “Mão com Esfera Refletora”. A exposição terá com destaque um vídeo-instalação, que terá a participação de quatro artistas convidados: Dorian Gray, Roberto Medeiros, Renato Soares (Design Gráfico) e Geraldo Cavalcanti (Roteirista e Diretor de Cinema).
O funcionário do Grande Ponto fez uma entrevista exclusiva com o artista plástico Guaraci Gabriel:
Guaraci Gabriel - É uma ponte transcontinental, uma imagem de Natal a partir do discurso de Manoel Dantas, em 1909, de como seria a cidade em 1959. O trabalho foi produzido em parceria com o webdesigner Franklin Cledson, que construiu o cenário imaginado por Manoel Dantas.
- Qual a importância desse prêmio na sua carreira?
Um prêmio é sempre um reconhecimento do trabalho realizado. Já tinha sido premiado em outras bienais, mas em Natal é a primeira vez e tem uma importância muito grande. Há mais de 20 anos eu trabalho com arte em Natal e nunca tinha sido reconhecido com um prêmio desse porte.
- Quais são suas perspectivas com esse prêmio?
O prêmio é muito bom. Mas, ele deveria vir em forma de bolsa de estudo para eu estudar arte, já que nós não temos uma Escola de Belas Artes. Nas viagens internacionais que faço para participar em bienais e exposição de artes, todos os artistas estudaram Belas Artes, menos eu porque nós não temos uma escola similar. As artes plásticas potiguares estão muito longe de uma realidade contextual, mas a cada dia estamos nos aproximando dela. Também gostaria que esses prêmios fossem mais espacial, retirando dos primeiros lugares. Seria melhor da forma que todos que fossem classificados, ganhassem prêmios, sem a preocupação do 1º ou 2º lugar. Ser o primeiro lugar me deixa um pouco constrangido porque os outros artistas têm seus trabalhos no limite deles e são os melhores trabalhos deles.
Aliar tecnologia e arte é o mesmo que aliar tecnologia à vida. Temos que acompanhar esse processo. O homem vive num processo de desconstrução. E essa é a proposta da criação de uma nova vida.
Imagine uma maçã. Você come a maçã, mata sua necessidade e seu desejo de comê-la, digere e ela vira merda. É o mesmo com minha arte. O prazer é ter a idéia, executar a idéia, mas quando ela fica pronta eu já não quero mais saber. O trabalho que eu mais gosto é o próximo.
Quis retratar a fome do mundo, a fome do Brasil e a Fome Zero. Esse trabalho ganhou as páginas de revistas nacionais, divulgando meu trabalho para o Brasil e ao mesmo tempo difundia a cidade de Mossoró também.
Esse é um projeto que estou fazendo exclusivamente para Mossoró e já estou há três anos elaborando esse trabalho. O nome da obra será "Sinal de Alerta", que será composta de um triângulo com 40 metros de altura e no centro terá um sino dos ventos, com seu pêndulo uma sucata de ônibus, que vai balançar com o vento e fazer um som. Essa obra deve ser instalada a uma determinada distância de residências. Ainda estamos ajustando o projeto com um calculista e depois vou apresentar o projeto em busca de parceria que possa viabilizar a obra. Espero que no próximo ano, os mossoroenses possam ver essa obra.
Meu próximo trabalho será na Bienal de São Paulo, onde vou colocar uma televisão. Em cima dela, uma câmera dessas de vigilância que vai ficar rodando. Vou colocar uma mensagem bem grande: 'Sorria! Você não existe!'. Na televisão, vai ter a imagem da sala filmada, só que não vai aparecer a pessoa que olhar à TV. Vou gravar um dia inteiro antes, sem ninguém e colocar na TV.
Versos de Alto Risco
SERVIÇO
Lançamento: Livro de Imagens
de Antonio Nahud Júnior
Datas: 30 de julho, sexta-feira, às 18h
Local: Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL)
Preço do livro: R$ 25,00
Número de páginas: 226
12 de julho de 2010
Bailarina natalense primeira colocada em festival de dança
Kahena de Quevedo também foi a primeira colocada com o mesmo trabalho na etapa Norte/Nordeste do Passo de Arte que aconteceu em Fortaleza-CE, nos dias 31 de março a 04 de abril deste ano, além de ter recebido a indicação de bailarina revelação do festival.
Além de Kahena de Quevedo, a Escola Municipal de Ballet Prof. Roosevelt Pimenta levou para o interior paulista a diretora da escola, Anízia Marques, a professora Rosa Costa, e os bailarinos Jéssica Alanna, Israel Kaíque, Fábio Moura, Jade Lopes, Larissa Sadovski, Mariana Costa da Silva e Leandro de Almeida, que se apresentarão nas categorias dança livre e repertório clássico.
São Gonçalo perde mais um ícone do folclore: Morre Mestre Lucas
De acordo com familiares há dois meses ele sofreu o primeiro AVC e desde então vinha recebendo acompanhamento médico. No último dia três deu entrada no hospital Walfredo Gurgel onde ficou internado.
Mestre Lucas representa um ícone do folclore sãogonçalense. Ele iniciou suas atividades aos oito anos de idade com os caboclinhos de Milharada, atuou como Contra-Mestre do Boi Calemba de Pedro Guajiru, dançou Fandangos e Bambelô e atualmente comandava os Congos de São Gonçalo do Amarante.
Serviço:
14h – Solenidade de homenagens – Teatro Municipal
15h – Missa de Corpo Presente – Teatro Municipal
16h – Sepultamento – Cemitério Público de São Gonçalo
11 de julho de 2010
O sal de Macau
A velha ilha já tinha jazidas de sal conhecidas que nasciam espontaneamente na região desde o início da colonização. Hoje, as salinas de sal marinho em Macau são responsáveis por mais de 95% da produção salineira brasileira. A água graduada fica parada em canteiros, esperando a evaporação para que o sal possa florar e ser colhido.
Nesse início de julho, quando é tempo de inverno nesse canto de Nordeste brasileiro, o sal dificilmente pode ser colhido. Mas, como esse ano o inverno tem poucas chuvas, o sal está sendo colhido mecanicamente pelas colhedeiras e transportado em caçambas para o sistema de lavagem. Antigamente esse serviço ocupava 15 homens e demorava mais de duas horas para encher um caminhão. Hoje, apenas dois homens manipulam a colheita e em menos de três minutos conseguem encher um caminhão.
Depois de colhido, o sal vai ser “lavado” que é a utilização de uma salmoura saturada e controlada, que evita a dissolução do sal e reduz o teor de impurezas. O sal lavado é centrifugado e segue em esteiras para a unidade de beneficiamento ou para estocagem em pilhas ou pirâmides de sal com 10 metros de altura e 500 metros de comprimento.
O sal e o velho cata-vento azul na entrada da cidade são dois símbolos de Macau, distante 180 km de Natal. O município tem praias belíssimas e totalmente desconhecidas até mesmo pelos potiguares. Destaque para a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Ponto do Tubarão dentro das praias de Barreiras e Diogo Lopes.Um soneto de Antoniel Campos, Pau dos Ferros RN
De súbito, beijei por sobre a renda,
num beijo demorado, qual mamasse.
Meu gosto quis deixar por oferenda
e o teu levar na boca e em toda a face.
Fastei com a minha língua aquela venda
(ao queixo encarreguei que segurasse),
bebi o quanto pude aquela prenda,
sem ver que tal beber dessedentasse.
E em riste, a rósea língua à rubra fenda
cingi ao pompoar — raro entrelace —
da sístole e diástole da senda.
E enquanto a coxa e a nuca em mesmo enlace,
teus gestos, em silêncio, mais desvenda
o sim que nunca ouvi, tamanha a classe.
10 de julho de 2010
Em Natal, praias urbanas estão impróprias para banho
Das quinze praias urbanas da capital do Rio Grande do Norte, mais da metade de suas praias têm altos índices de coliformes fecais. Veja a lista:
Ponta Negra (acesso principal),
Mãe Luíza, Miami (na altura do relógio solar),
Areia Preta (praça da Jangada),
praia dos Artistas (próximo ao Centro de Artesanato),
praia do Meio (na altura da estátua de Iemanjá),
praia do Forte e Redinha (foz do Rio Potengi).
7 de julho de 2010
Capim verde pra salvar “essa” Preá...
José Correia Torres Neto
Quase calada
Logo no início da revista encontramos duas páginas, que podem ser consideradas como um muro de lamentações ou com um palavreado de uma vizinha velha no parapeito de uma janela de duas bandas que dá para a rua da frente, com o testemunho da atual presidência da maior instituição cultural do estado. Parecem até moda, na nossa atualidade, os surtos lingüísticos, ou quase psicóticos, que alguns presidentes são acometidos e que chegam até a debulhar meia dúzia de palavras surdas-mudas sem destino e sem ouvintes/leitores. O precioso espaço foi utilizado para explicar (ou seria para justificar?) os atropelos administrativo-burocráticos que impediram que a revista fosse lançada há mais tempo e também para enviar recados aos desafetos, e acho também que foram destinados a alguns amores não correspondidos ou trincados ao longo dessa administração.
A sopa rala, insossa e fria de letrinhas subscrita pela presidência traça um diagnóstico preciso de como se vive ou se encara a vida pública no nosso estado, não importando se é cargo efetivo conquistado através de concurso público e regido por um código de ética ou apenas um cargo efêmero conseguido por apadrinhamentos ou conluios. Antes de passar para a página seguinte, me perguntei: Será esse o local apropriado para tal desabafo? E, o leitor, o que tem a ver com isso?
Imagens, imagens, imagens...
Páginas e mais páginas e espaços e mais espaços em branco, sem audácia, atrevimento ou criatividade constituíram o projeto gráfico da revista. Não podemos esperar uma apatia gráfica em uma revista cultural na qual se pressupõem que a diversidade do fazer artístico é o principal elemento que promoverá a sua construção. Singularidade e simplicidade foram confundidas com ausência e desleixo. Algumas matérias, que poderiam ser apresentadas de forma mais elaborada, caíram numa indolência meio velada. Pela tecnologia gráfica, pelos recursos técnicos da atualidade e pelos talentos profissionais espalhados pelo mercado não se admite mais aquela máxima que diz que “o conteúdo é o que importa”. O que se exige é que um bom conteúdo seja agraciado por um projeto gráfico de qualidade e que agregue indiscutíveis valores a uma publicação. Faltou isso na Preá...
Errar por sermos apenas humanos
Se existem respostas elas ainda não conseguiram justificar as várias lacunas apresentadas na revista. Não é de bom grado ficar em silêncio diante da falha de impressão, da superficialidade apresentada por textos que podiam ir muito além do que foi escrito, da falta de atenção no que se escreve no sumário e o que foi apresentado no corpo da revista, da trivialidade como foram apresentadas as belas imagens, dentre outros.
Acredito na feroz batalha em produzir uma revista. Na dificuldade de arregimentar pessoas, idéias, imagens e assuntos e espalhá-los em noventa e duas páginas na esperança de estar fazendo o certo e agradar coloridos e incolores. Mas, os parâmetros dessa certeza oscilam de acordo entre a disposição que uma pessoa tem em acertar e na outra que se disponibiliza julgar. E o pior acontece quando estão envolvidos elementos como dinheiro público e desafeições políticas mostradas na abertura da revista.
Salvem-se quem puder ou “pernas, para que vos quero?”
A impressão – palavra muito bem empregada neste assunto – que a revista passa ao leitor é que foi produzida em cima da hora, no apagar das luzes, para mostrar algo que nem ela mesma, a revista, propunha.
Até quando vamos ver os desejos pessoais se sobressaírem em relação à racionalidade? E, principalmente, ao erário? Até quando vamos esperar um homem ou mulher com sangue no olho para traçar um planejamento em médio ou em longo prazo para a cultura do nosso estado? Até quando vamos esperar um corajoso ou corajosa que crie um fundo estadual de cultura? Até quando teremos que pedir permissão para mendigar apoio cultural através de leis meia-boca? E até quando a subserviência será critério de competência?
E lá se foi mais uma Preá, perdida na toca das veleidades...



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