29 de dezembro de 2010

Troféu Grande Ponto de Cultura 2010

No seu 5º anos consecutivo, o blog Grande Ponto oferece o “Troféu Grande Ponto de Cultura” para as pessoas que foram destaques em território potiguar, em diferentes áreas da cultura, durante o ano inteiro, tendo forte presença em suas atividades.

Artista plástico:
Thiago Vicente

Atriz:
Nara Kelly

Cantor:
Isaque Galvão

Cineasta:
Geraldo Cavalcanti

Diretor de teatro:
Diana Fontes

Editor:
Abimael Silva (Sebo Vermelho)

Escritor:
Benito Barros (in memorian)

Fotógrafo:
Canindé Soares

Gestor:
Rodrigues Neto (Capitania das Artes)

Jornalista:
Tácito Costa (Substantivo Plural)

Músico:
Geraldo Carvalho

Personalidade cultural:
Glorinha Oliveira

Poeta:
Wescley Gama (Currais Novos)

Produtor cultural:
Marcelo Veni

Troféu Grande Ponto de Cultural Especial

Banda:
Pedu Breu

Bar cultural:
Buraco da Catita

Blog:
Bar de Ferreirinha (http://bardeferreirinha.blogspot.com)

Espetáculo:
Em Cada Canto um Conto

Evento:
Pôr do Sol no Iate Clube do Natal

Grupo de teatro:
clowns de Shakespeare

Grupo folclórico:
Pastoril de Dona Joaquina (São Gonçalo do Amarante RN)

Jornal:
Jornal de Macau

Livro:
Ferros e Ribeiras do Rio Grande do Norte (Oswaldo Lamartine)

Programa de TV:
Deguste (TV Tropical)

Projeto:
FlipAut (Festival Literário Alternativo de Pipa)

Revista:
Palumbo

Show Musical:
Trem (Khystal)

Site:

Assesso RN (http://www.assessorn.com/)


28 de dezembro de 2010

O velório de Benito Barros

Aqueles que querem ver matéria completa e fotos do velório do sociólogo e poeta Benito Barros, vejam o blog Macau em Dia, sigam o link:
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27 de dezembro de 2010

Morre o intelectual macauense Benito Barros

Foto e texto: Alex Gurgel
Benito Barros deixa Macau órfã de mais um intelectual

Benito Barros está morto. O anúncio oficial foi feito no final da manhã desse domingo, dia 26 de dezembro. Com dificuldade para andar, o padre Penha foi até o hospital para fazer a unção dos enfermos (que antigamente se chamava extrema unção).

De acordo com a irmã do professor Benito, Benize Barros, a família vai doar os órgãos como rim, fígado, córnea e coração. Por causa da doação, o corpo do professor Benito Barros deverá chegar à Macau durante a noite de hoje e será velado no Lions Clube de Macau.

Segundo a jornalista Regina Barros, que está cuidando dos preparativos para o velório em Macau, o sepultamento acontecerá pela manhã se o corpo chegar à Macau no início da noite de Hoje. “Se o corpo de Benito chegar em Macau às 10 da noite ou mais, faremos o enterro na parte da tarde dessa segunda-feira”, completou Regina.

“Benito gostaria que seu coração fosse jogado na maré de Macau”, disse Benize, mas como o coração será doado, ela pede às pessoas que escrevam suas lembranças de Benito Barros em dois pedaços de papel para que um papel seja jogado na maré e o outro entregue a família. “Será um ato simbólico. Os papéis devem ser pequenos para não poluir o rio”, disse Benize, acrescentando que esse ato será em frente a casa onde morava Banito Barros.

Um poema de Benito Barro
Macau

De Macau
hei de lograr
o presente
contingente
e o passado
a olvidar

De Macau
sobrevivem em mim,
das agonizantes gamboas,
o lento e aflito escôo.
Das aves dos seus mangues,
o impulso transgressor
para o vôo.

24 de dezembro de 2010

Poeta macauense Benito Barros está em coma induzido na Promater

Foto e texto: Alex Gurgel
Falta de assistência médica adequada no hospital Antônio Ferraz, de Macau, agravou o quadro de saúde do professor Benito Barros.

O intelectual macauense Benito Barros sofreu uma de isquemia cerebral (parecido com AVC) na noite de ontem e se submeteu a uma cirurgia no Hospital Promater, em Natal, para tentar retirar uma espécie de coagulo do cérebro. Agora, o estado de saúde do professor Benito é extremamente difícil, do ponto de vista médico, sendo um quadro irreversível.

Os médicos ainda precisam fazer alguns testes durante a noite para declarar a “morte cerebral”. Nesse momento, Benito Barros está em “coma induzido”, respirando por aparelhos e sem reflexos. Na tarde dessa sexta-feira, ele foi transferido para a UTI II da Promater e ficará em observação.

Macauense, ex-vereador, sociólogo, professor universitário, poeta e escritor, Benito Barros é um dos maiores conhecedores da história políticas de Macau. Autor do livro Macauísmos, contar a história do município a partir da década de 50. Benito ainda escreveu outros títulos como “Cardume de Sonhos”, “Cemitério de Pipas”, “Requém para o Infinito”, “Um ser tão...”, entre outros.

Em Macau, a saúde deficitária do Hospital Antônio Ferraz pode ter agravado o quadro de Benito Barros

O sociólogo Benito Barros pode ter sofrido de negligência médica por mais de 3 horas, esquecido dentro da enfermaria do Hospital Antônio Ferraz, em Macau. De acordo com a jornalista e produtora cultural, Dorotéa Dantas, fez uma ligação para seu amigo Benito Barros e outra pessoa atendeu ao telefone dizendo que Benito estava desacordado numa cama, no hospital.

Dorotéa conta que chamou o amigo Fernando de Zé Lopes e foram direto para o hospital quando se depararam com o professor deitado numa cama às 02 horas da tarde. A jornalista conta que o médico de plantão, doutor Marcos, deu à Benito Barros um medicamento pra pressão, sem desconfiar que o professor já estava dando sinais de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Segundo Dorotéa, o doutor Wilson chegou ao hospital para fazer um parto de uma paciente quando foi solicitado pela jornalista a olhar o estado de saúde de Benito Barros, que constatou imediatamente que o professor estava sofrendo de um AVC. “Eu dei escândalo quando vi meu amigo Benito sem o tratamento adequado”, disse.

“Quando o doutor Wilson detectou o AVC, a gente tinha que levar Benito para Natal”, relatou, porém Dorotéa percebeu que a única ambulância disponível não tinha para-brisas e nem retrovisor. Preocupada com a situação do amigo Benito Barros, Dorotéa autorizou que a ambulância sucateada transportasse o professor macauense para Natal.

Enquanto Dorotéa ligava para todos seus amigos tentando salvar o professor e amigo, chegaram ao Hospital Antônio Ferraz o secretário de saúde Doutor Diá acompanhado de Chico Paraíba e Arnaldo Marcelino. Nervosa, Dorotéa virouse para o secretário e desabafou indignada: “A culpa é sua doutor Diá”...

O "Cumunista"

CRÔNICA

Esse texto foi chegou à redação do Grande Ponto enviado pelo intelectual mossoroense Rogério Dias. Ele garante que é verídico e foi ocorrido nos Cariris Velhos-PB.
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Assim que a revolução triunfou, chegou à pacata cidade de Junco do Seridó o seguinte telegrama, enviado pelo general vitorioso, ao Cabo Muriçoca, delegado do lugar:
"Prenda todos os comunistas em nome do Exército Nacional".

Orgulhoso e ancho por tamanha distinção,o cabo reuniu a tropa, exibiu o telegrama como um troféu, leu os seus dizeres e passou a indagar:

- Alguém aí sabe o que é "cumunista". Silêncio na platéia. Até que apareceu um soldado sarará, do beiço rachado, um olho aberto e o outro fechado, para sugerir:

- Seu cabo, na minha opinião, "cumunista" é cabra que come cu.

Aí o delegado, com jeito de quem descobriu o Brasil, ordenou:

- Se é assim, vamos invadir o cabaré de Maria Priquitinha e prender todo indivíduo que estiver comendo cu.

Dito e feito. Chegaram logo quebrando as portas, invadindo os quartos, pegando os casais no bem bom. Já tinham invadindo cinco quartos, quando no sexto encontraram um sujeito enrabando a quenga "Joinha".

O delegado não pestanejou:

-Teje preso seu "cumunista" safado, em nome do Exército Nacioná.

O pobre homem ficou logo de pimba mole, suando por todos os buracos, enquanto balbuciava:

- Mas seu delegado, eu não fiz nada...

- Fez, seu subversivo. Você tava cumendo um cu e quem come cu é "cumunista", esbravejou Muriçoca.

Ao pobre "cumunista" só restou uma explicação derradeira:

-Seu delegado, juro por minha mãe que está no céu: esta é a primeira vez que eu como um cuzinho. O que eu sou mesmo, o senhor pode acreditar, é bucetista.

22 de dezembro de 2010

Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo 2010

Ao total, serão distribuídos R$ 171 mil em prêmios para os melhores trabalhos jornalísticos envolvendo desenvolvimento regional divulgados em 2010.

Jornalistas e estudantes de Comunicação/Jornalismo de todo o País têm até o dia 10 de janeiro para efetuarem inscrições na sétima edição do Prêmio BNB de Jornalismo em Desenvolvimento Regional.

Promovido anualmente pelo Banco do Nordeste, o concurso, que distribuirá um total de R$ 171 mil em prêmios, tem como foco o debate sobre a importância de ações inovadoras na área do desenvolvimento regional, com ênfase nas mudanças sociais decorrentes da democratização do crédito.

Podem concorrer profissionais com trabalhos jornalísticos divulgados no território nacional no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2010, por veículos de comunicação sediados no País. No Prêmio Universitário, competem estudantes que tenham trabalhos de sua autoria veiculados em mídias-laboratório vinculadas aos respectivos cursos.

Caso possua algum trabalho que se enquadre na temática do desenvolvimento regional, não perca esta oportunidade!

Faça agora mesmo sua inscrição no link:
http://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/Eventos/PremioJornalismo2010/gerados/regulamento.asp

21 de dezembro de 2010

Confraternização e posse da nova diretoria da Aphoto

Sócios, amigos e familiares participaram da confraternização e posse da nova diretoria da Aphoto.

No último sábado, nos alpendres arejados do Iate Clube do Natal, a Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) realizou sua confraternização anual, tendo o Rio Potengi como cenário mágico para as lentes nervosas dos fotógrafos, como se eles já não fosse acostumados a tanta beleza do rio. Entre boa comida, risadas, trocas de experiências, cervejas geladas e doses de uísque, o clima natalino tomou conta da tarde.

Na ocasião, foi eleita a Nova Diretoria para o quadriênio de 2011 a 2014, com o jornalista e fotógrafo Alex Gurgel mantido na presidência da Aphoto por mais um mandato. O presidente foi eleito por seus pares por aclamação, já que não havia oposição. “Fico muito honrado em poder representar a entidades representativas dos fotógrafos potiguares por mais um mandato”, disse o presidente eleito.

Diretoria da Aphoto
Presidente: Alex Gurgel
Vice-presidente: Thyrone Domingues
Secretário: Luciano Nobre
Diretor Financeiro: Jailson Fernandes
Diretor Cultural: Adrovando Claro
Diretor de Comunicação: Cristian Molina
Diretor de Pesquisa e Documentação: Rauly

Natalenses se preparam para assistir Amy Winehouse em Recife


Dia 13, Recife recebe a polêmica e também fabulosa cantora Amy Winehouse. A cantora será a principal atração do “Recife Summer Soul Festival”, que contará ainda com shows internacionais de Mager Hawthorne e a indicada ao Grammy 2009, Janelle Monae.

A excursão para o show partindo de Natal é uma parceria da Cidade do Som com a Costa do Atlântico Turismo. O pacote com preço promocional será reajustado em breve, portanto garanta sua presença.

Serviço
Recife Summer Festival 2011
Dia 13 de janeiro
Centro de Convenções Recife
Excursão Saindo de Natal
Pacote incluindo ônibus e ingresso pista a partir de R$ 215,00 a vista.
O preço será reajustado para R$ 315,00 em breve.
Front Stage a partir de R$ 415,00 a vista.
Os pacotes podem ser divididos em 1+1, ou 1+2.
Telefone para contato: 3211 2091

Khrystal e Roberto Taufic no Buraco da Catita

clique no cartaz para ampliar
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17 de dezembro de 2010

Expedição Fotográfica Noturna da Aphoto foi prejudicada pela chuva

Fotógrafos da Aphoto no início da Expedição Fotográfica Noturna.
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Fotografar as luzes da cidade durante o período natalino é um desafio pra qualquer fotógrafo. A galera da Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) saiu na noite de ontem (16 de dezembro), em busca das melhores cenas e fachadas mais iluminadas da cidade.

Equipados de câmeras, lentes e tripés, os fotógrafos saíram, pelo 5º ano consecutivo, para se aventurar na noite natalense captando a decoração natalina. Porém, a forte chuva que caiu em Natal no início da noite de ontem, impediu que a “Expedição Fotográfica Noturna” se prolongasse.

A chuva também deixou um vazio nos cartões de memórias das câmeras digitais. A sensação de que o desafio de captar a noite natalina não foi realizado paira em alguns fotógrafos, que prometem realizar outra expedição noturna.

Palácio José Augusto, Assembléia Legislativa do RN.

Praça Sete de Setembro.

Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura de Natal.

1º Passeio Ciclístico da Zona Norte

A Associação dos Ciclistas do RN promoverá o 1º passeio ciclístico neste final de semana na zona norte. As Bicicletas vão tomar conta das ruas da Zona Norte da cidade neste domingo, dia 19 de dezembro. Sem o clima de competição, o percurso será animado pelo som das BiciSoms da Real Ciclo.

Sem muita pressa, curtindo cada minuto do trajeto, visualizando a bela paisagem do rio Potengi, com sua imensa floresta de mangue e a nossa cidade ao fundo.

A largada é do supermercado Nordestão de Santa Catarina, seguindo pela Av. Dr. João Medeiros, até a igrejinha de pedra na praia da Redinha. A concentração terá início às 7:30h com saída às 8:30h.

Qualquer pessoa pode participar com a doação de 01 kg de alimento não perecível. Os alimentos serão doados para instituições beneficentes.

1º Passeio Ciclístico da Zona Norte
Data: 19 de dezembro de 2010 (domingo)
Local da Largada: Estacionamento do supermercado Nordestão (Sta Catarina)
Horário de concentração: 7:30 às 8:15h
Horário de Saída: 8:30h
Inscrição: 01 kg de alimento
Inscrição: Supermercado Nordestão, Bike Aventura, Real Ciclo, Bike Sport, Karranka Bikes, Rapanui e Ciclotec.

Os alimentos serão doados para as instituições: Casa de Idosos Jesus Misericordioso, Abrigo Anizio Pessoa, Lar do Ancião Evangélico e Missão Atalaia de Jesus (essa instituição presta serviço a pessoas idosas portadoras de câncer vindas do interior do estado).

São mais de 60 prêmios/sorteio para os participantes

Lampião

ARTIGO

Por Alfredo Bonessi

Alto, magro, moreno escuro, quase pardo, esguio, meio corcunda, ágil, saudável, resistente a fadigas, manco do pé direito por causa de bala - segundo quem lhe conheceu - por causa de calos no pé segundo declarações dele mesmo, em estado espiritual, a um programa de televisão, com belida no olho direito, um leucoma, assim era o corpo de Virgulino Ferreira, vulgo Lampião. De personalidade alegre, disposto, temperamento inconstante, sujeito a crises de fúria e descontrole, místico, religioso, rezador, intuição apurada, perspicaz, agudeza de raciocínio, inteligente, líder nato, exímio atirador de armas curtas e longas, fazendeiro, domador de animais de montaria, vaqueiro campeão, amante de bebidas finas, cigarros, charutos e mulheres, excelente trabalhador em couro e tecidos, narcisista, jogador de baralho sem sorte, impiedoso, cruel, vingativo, justiceiro - falso moralista, abusou sexualmente de algumas mulheres, embora, hoje, não sabemos se eram esposas ou filhas de inimigos. – mesmo assim são fatos lamentáveis e inaceitáveis para qualquer época de uma geração. Desconfiado, prudente, calculista, infiel mas respeitador das opiniões da companheira, maleável até certo ponto, principalmente em algumas decisões a ponto de alterar as ordens dadas por interferências dela, respeitado, temido, considerado, perigoso, astuto, inquisidor, julgador, musico, dançarino, corajoso, amigo, leal, acreditava nas pessoas, perfeccionista , gostava de tudo o que era bom, rico, comerciante, artífice, laborioso, habilidoso e estrategista.

Lampião foi um homem notável para o seu século. Não existiu até o presente momento ninguém mais do que ele, igual a ele, em mesmas circunstâncias, fazer o que ele fez em um ambiente hostil, carente de meios e desprovido de tudo, por tanto tempo assim – mais de vinte anos - acossado por centenas de volantes policiais.

A impressão que se tem pela fotografia, é que em 1928 – na visita a Pombal, possuía um relógio de pulso no braço esquerdo.

Não sabemos até hoje como conseguiu gravar o seu nome e o de sua mulher no interior das alianças que ambos portavam e que simbolizavam a paixão que um nutria pelo outro. Gostava de tudo que brilhava, que reluzia. Quem o avistasse pela primeira vez ficava impressionado com aquele homem impecavelmente trajado de azul, ou brim caqui, apetrechos ricamente ornamentados de variadas cores e matizes, armas luzidias nas mãos prontas para o uso, tez da cor de cuia, olhar firme, voz rouca, sons profundos que calavam fundo na mente de quem o ouvia – de repente a pessoa, em seu intimo, sentia um arrepio, um frio, um medo, um temor – sentia a impressão que estava correndo um grande perigo, e aguardava, apavorada, a qualquer momento o bote daquela fera perigosa, de punhal em riste, e com a ponta do aço duro cutucar a veia jugular na tabua do pescoço, sangrando a vítima em questão de segundos. O pavor que os nordestinos sentiram quando estiveram frente a frente com Lampião, sentiram também os homens que outrora conviveram com pessoas diferentes e superdotadas, como por exemplo, quem esteve nas presenças de Alexandre, O Grande, Julio César, Nero e Napoleão Bonaparte. – personagens da História, grandes personalidades em suas diferentes épocas, alguns líderes excepcionais, guerreiros, vencedores, que sucumbiram pela vontade do destino, dono absoluto da vida das pessoas importantes. Quem os visse, a princípio, sentiam-se admiradas diante de tanta beleza, depois de contemplá-los por alguns instantes sentiam um respeito profundo pelo que viram, depois eram possuídas por um temor inexplicável que lhe arrebatavam a alma e que lhes causavam calafrios, palidez nas face, suor frio e tremores nas pernas.

Não se pode desejar que lampião nasça em outro lugar, em outro país, em classes mais abastadas. Lampião nasceu e se criou no lugar exato em que todo o homem valente deseja nascer e ser criado - uma terra de homens corajosos, valorosos, que não tem medo de nada e de ninguém. Homens acostumados a vida dura, difícil, onde só o destemido, o persistente, o audacioso, os corajosos sobrevivem, tiram raças e prosperam em cima do solo duro, pedregoso, domando o gado hostil - animais bravios - em meios a serpentes venenosas, como a cascavel e rodeado de mata espinhenta por todos os lados.

Quem visita o lugar onde Lampião nasceu sente a alma envolta por um romantismo inexplicável, o ar circundante é adocicado pelo aroma das flores silvestres. Ainda pode se escutar o gorgeio livre da passarada ao amanhecer e ao entardecer; pode-se sentir o cheiro natural que brota da terra estrumada; pode-se ouvir o guizo da cobra oculta; pode-se escutar ao longe o mugido do gado na invernada; pode-se imaginar o fogo aceso, panelas ferventes, chiando nas trempes, o prato de bolinhos feitos pela Dona Jacosa, sua avó, o café fumegando na caneca, e as suas mãos ágeis enfeitando o couro dos arreios, o seu semblante concentrado mas feliz pela alegria que sentia de viver e de trabalhar, o prazer de tudo e por tudo, o gosto pelo que é bom.

Toda essa vida boa, doce, tranqüila, prazeirosa, o destino ingrato retirou dos caminhos de Lampião, menos a fé em Deus e o amor puro que nutria pelos seus familiares. Mesmo nas horas mais difíceis de sua vida atribulada a paixão pela Virgem Santíssima nunca se arrefeceu de seus pensamentos ardorosos, forjados por uma fé inquebrantável – sentia um amor infinito e incompreensível pela Santa, a ponto de sempre rezar em sua homenagem, ao deitar, ao levantar, ao meio dia e as seis horas da tarde.

Lampião queria viver bem e feliz. Queria ser o melhor em tudo e por tudo, de acordo com o que Deus lhe dera. Por ser portador de qualidades inerentes a poucos seres humanos, foi invejado, odiado, perseguido, traído e levado a morte, embora tenha feito de tudo para que isso não acontecesse, pois era um amigo leal e de confiança, era muito bom para quem fosse bom para com ele – Lampião era um homem de palavra e não se apossava das coisas alheias por ser ladrão vulgar, salteador de beira de estrada, fazia o saque por necessidade de manter o bando de cangaceiros e por esse fato pedia sempre dinheiro as pessoas mais abastadas, por carta, bilhetes ou mensageiros, ou simplesmente tomava delas.

Lampião a frente de seus homens mantinha uma rede de informantes pagos a peso de ouro. Aliciava policiais e pessoas influentes, e quando não conseguia demover o perseguidor por bons modos, difamava-os, inventava historias cômicas sobre eles, dava-lhes apelidos depreciativos, contava piadas que fazia brotar risos na turma acampada aos redores das fogueiras, sobre esse e aquele oficial. Era temerário, mas não poderia ter negligenciado a capacidade combativa de Bezerra - o oficial que o matou- segundo Lampião, dito por ele mesmo, não tinha medo de boi brabo, quanto mais de bezerra.........o descuido, esse erro de avaliação foi-lhe fatal e custou-lhe a cabeça naquela manhã de 28 de julho de 38.

Criou para si e para seu bando sinais, códigos e gírias que significavam algo entre eles, que conheciam a chave para decodificação, como por exemplo o L formado pelo indicador e o polegar da mão direita que devia ser mostrado quando se aproximavam das sentinelas do grupo. A três pancadas nos troncos das arvores - mas não eram pancadas comuns, elas tinham intensidade, ritmo e freqüência, que só os do bando sabiam executa-las.

A manutenção dos esconderijos, os depósitos escondidos nos interiores dos troncos das arvores, de dinheiro, munição e armamento; a ocultação do cadáver do seus comandados, o sumiço dos rastros, a camuflagem, a dissimulação, a finda, o drible, a manobra audaciosa, o descarte dos dejetos dos acampamentos, a busca pela água e pelos alimentos, - o lampejo na mente iluminada pela escolha da decisão mais acertada, na hora certa e diante de grande perigo - fizeram o bando sobreviver por longos anos, diante de volumoso número de perseguidores, graças ao tirocínio de seu comandante, de sua visão combativa, de seu planejamento bélico, do seu sentido de direção, de seus objetivos previamente ajustados e na maioria das vezes bem sucedidos, e por esse fato granjeava a admiração e o respeito dos seus seguidores, a ponto de sempre confiarem nele e o considerarem invencível. Seu bando nunca andava a ermo, sem um roteiro estabelecido, se um objetivo, sem uma missão a cumprir. Seus deslocamentos sempre tiveram início, meio e fim.

Lampião morreu no tempo certo e na hora certa. Morreu no apogeu da vida e da saúde. Morreu em combate. Após o mortífero impacto da bala que lhe pos por terra, enquanto pode, enquanto tinha uma pouco de energia, tentou ficar de pé, não conseguiu, se contorceu até que o tiro final esgotou todas as possibilidades de vida. Um espírito muito forte retornava a sua morada divina.

Lampião pode ter sido o que seja, mas um dia voltará para cumprir a sua missão terrena em uma nova chance dada pelo criador. Esperamos que tenha mais sorte desta vez. Analisando a vida de grandes malfeitores podemos dizer que Lampião não teve as mesmas chances e as oportunidades de fazer o bem que tiveram Reis, Rainhas, Religiosos e Políticos da Nova Era. – pelo contrário – foram até muito pior do que ele. As centenas de pessoas que caíram pelo aço de seu punhal ou pelas balas de suas armas nem de longe se comparam aos milhões de mortes causadas pela inquisição religiosa e nos porões das masmorras ideológicas. Talvez seja por isso que Lampião mereça uma nova chance nesse mundo de pecado.

13 de dezembro de 2010

Dia de Santa Luzia e o teatro mágico da Virgem de Siracusa

Foto: Hugo Macedo
O espetáculo Oratório de Santa Luzia é apresentado no adro da Catedral de Santa Luzia, em Mossoró

Mossoró vem se despontando como uma cidade de uma forte tradição cultural devido as grandes realizações teatrais apresentadas ao ar livre, dando aos mossoroenses e turistas uma oportunidade para conhecer as histórias e as manifestações artísticas do seu povo.

A Prefeitura de Mossoró realiza anualmente três grandes espetáculos teatrais: Chuva de Balas no País de Mossoró, que conta a história da derrota de Lampião naquela cidade; o Auto da Liberdade, onde apresenta a abolição da escravatura, quando Mossoró libertou seus escravos antes da Lei Áurea; e o Oratório de Santa Luzia, narrando a história da padroeira dos mossoroenses.

O Oratório de Santa Luzia é um misto de teatro, música e dança, reunindo um grande elenco entre atores e bailarinos. Um rico figurino veste os atores e no palco são utilizados alguns objetos cênicos como fogo, gelo seco e efeitos especiais para o delírio do público. O destaque do espetáculo é a emocionante atuação da atriz Tony Silva, interpretando a personagem da cega Nicácia, que narra toda a história da peça.

O diretor do Oratório de Santa Luzia, João Marcelino, responsável pela concepção de cenário e encenação do drama, declarou que a grande mensagem que a peça transmite para o povo é a tolerância diante da martirização e do sofrimento vivido por Luzia. A direção musical foi feita pelo maestro Danilo Guanais.

A história de Santa Luzia
Baseado nos escritos do historiador Geraldo Maia e com texto de abertura do poeta Gilberto Avelino, o Oratório contou a história de Santa Luzia, que viveu no final dos anos 300 da era cristã, na cidade de Siracusa, região da Sicília, Itália.

Luzia era a única herdeira de uma família rica e nobre, que possuía uma fortuna em jóias, muitas terras, grandes castelos e dezenas de escravos. A linda jovem Luzia era estudiosa, sabia ler e escrever em grego e latim e foi educada por sua mãe na fé cristã. Naquela época, o cristianismo ganhava espaço lentamente entre os pagãos e a lei do Imperador Diocleciano proibia a prática dessa religião.

Além de abastada, Luzia tinha lindos olhos verdes que encantavam os rapazes da região. Sua formosura despertou interesses em um jovem pagão que estava apaixonado por ela. Luzia renuncia ao casamento, faz votos de castidade para dedicar-se a sua religião e distribui todos seus bens com os pobres.

O noivo, rejeitado pela jovem Luzia, usa o decreto imperial que previa a perseguição aos cristãos e por vingança, a denuncia ao prefeito de Siracusa, Pascásio, que ainda ofereceu-lhe a opção de renunciar a Cristo e casar-se com o rapaz pagão. O crime de ser cristão era punido com prisão e, na desobediência repetida do crime, com a morte.

Para livrar-se do amor que seu noivo nutria, Luzia arrancou seus próprios olhos, renunciando a vaidade do corpo. A Virgem de Siracusa negou-se a cultuar os ídolos romanos e foi presa, torturada e condenada à pena de morte.

Foi decapitada no dia 13 de dezembro do ano 304, sendo nessa data seu “nascimento espiritual” – dies natalis – como denomina a Igreja Católica para os santos que nascem para a vida eterna.

11 de dezembro de 2010

100 anos de Noel Rosa


Rizolete Fernandes lança Canções de Abril

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Editora da UFRN e o artista Dorian Gray Caldas lançam livro em homenagem à cidade de Natal

Na oportunidade do aniversário de 411 anos da cidade de Natal, a Editora da UFRN e o artista Dorian Gray Caldas lançam a Carta aberta para a muito amada cidade de Natal. O lançamento acontece no próximo dia 12 de dezembro, às 17h, na Livraria Siciliano do shopping Midway Mall.

Trata-se de uma publicação que contém reproduções de obras do artista e um poema também de sua autoria. Tem características de design inovador, com páginas duplas, possibilitando a visão ampliada das imagens e do poema.

O livro foi inicialmente lançado no Festival Literário de Pipa – Flipipa (novembro/2010) como parte de um projeto junto a ONG Educapipa. Na ocasião, foram produzidos apenas 100 exemplares que receberam capas únicas produzidas por crianças moradoras de Pipa. Agora, o livro recebe nova impressão a fim de atender a um público mais amplo.

Com iniciativas dessa natureza, a Editora da UFRN mostra-se consciente de que, além de articular a publicação de produções acadêmicas, está imbuída também da função de promover a cultura e a produção artística do Rio Grande do Norte.

O autor, Dorian Gray Caldas, nasceu em Natal-RN, em 1930. Esse consagrado artista potiguar é desenhista, escultor, gravador, ceramista, tapeceiro e escritor, atuando como membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras.

Serviço
Lançmento da Carta aberta para a muito amada cidade de Natal
Dia: 12 de dezembro de 2010, às 17h
Local: Livraria Siciliano do shopping Midway Mall
Preço: R$ 20

Um poema de Antoniel Campos, Pau dos Ferros RN

Moldura

Com meus dedos em L fiz moldura,
e enquadrando o teu rosto, fiz retrato;
com teus dedos, contínuo e pizzicato,
escrevi tua boca em partitura.
Do teu corpo eu me fiz toda a textura,
e do meu, sem censura, te fiz dona.
Cavalguei-te e, de mim, foste amazona,
sem saber quando em cima, quando embaixo,
pois te encaixas tão bem quando te encaixo,
que a noção cima/embaixo me abandona.

Cortesã, quero assim. Quero a madona
— lingeries e cendais onde eu me enfaixo —,
ser no meio, por sobre e por debaixo,
mergulhar sem querer mais vir à tona.
Tuas pernas nos braços da poltrona,
minhas mãos soerguendo-te a cintura.
tu autora da lúbrica pintura,
eu ator principal de cada ato,
eu a fome servida no teu prato,
tu a causa de toda essa loucura.

Wellinton Dantas lança Adiantamento da Legítima

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5 de dezembro de 2010

Visitando escrituras rupestres no Seridó

Fotos e texto: Alex Gurgel

Sempre simpático, Carlinhos é um guia bilíngue e especialista em figuras rupestres.

Na semana passada, o funcionário do Grande Ponto e o editor da Revista Turismo RN, Rodrigo Afonso, fizeram uma visita a Carnaúba dos Dantas, distante 240 quilômetros de Natal. Com potencialidade para o turismo pré-histórico, a cidade se destaca pelo seu conjunto de mais de 80 sítios arqueológicos, um dos mais importantes da América do Sul em pinturas rupestres.

Para chegar a dos sítios e apreciar as gravuras rupestres, o turista vai precisar de um guia para seguir a trilha. Nós encontramos o guia mais invocado do Seridó, conhecido na cidade como Carlinhos, o único guia bilíngue de toda Região. Com seu inglês fluente, Carlinhos recebe turistas de toda parte do mundo que se interessa por arqueologia e pré-história.

Carlinhos disse que aprendeu inglês sozinho, ouvindo a rádio BBC de Londres por volta de 2003, aperfeiçoando com um curso avançado no Senac e segue treinando com os gringos que chegam à cidade. Ele já foi matéria no programa “Domingo Espetacular”, da TV Record, aparecendo no quadro “Achamos no Brasil”, apresentado pela jornalista Renata Alves. Ele mantém um blog com dicas de inglês pra galera treinar (CLIQUE AQUI).

Atualmente, Carlinhos é coordenador de turismo do município e guia regional cadastrado, especialista em gravura rupestre. Ele nos guiou até o “Sítio Xique-xique I”, com pinturas rupestres de tradição Nordeste, sub-tradição Seridó, datadas de aproximadamente 10 mil anos. As figuras representam os costumes dos antigos índios como dança, caça, pesca, lutas, sexo e cenas abstratas.

Em estilo mouro-medieval, o Castelo Di Bivar, um dos cartões postais de Carnaúba dos Dantas.

O Castelo Di Bivar pode ser visto de cima da serra onde está o sítio arqueológico Xique-xique I.

Pinturas rupestres de tradição Nordeste, datadas de 10 mil anos, no sítio Xique-xique I.

Estrutura montada para que os turistas possam ver as gravuras rupestres confortavelmente.

O Monte do Galo é outro ponto de visitação em Carnaúba dos Dantas com forte apelo para o turismo religioso.

Incinerando a droga apreendida pela PM carioca

Um poema de Pedro Du Bois, Santa Catarina SC

Final

in http://pedrodubois.blogspot.com

-

No final do dia

aproximado ao cansaço

trazido dos ofícios

não estou

presente. Ausentado ao tempo

não traduzido, esmaecido

nos alvoreceres da noite

-

amanhecido em finais

de tardes recompostas


minha ausência despercebida

em minúcias: a estrada

bloqueando a entrada.

2 de dezembro de 2010

Areia Branca: O lugar ideal para fugir do Carnatal

Texto e fotos: Alex Gurgel

Um lugar tranquilo para se curtir devagar, ao sabor do vento.

Para aqueles que querem ficar longe do Carnatal, a dica é passar uns dias relaxando em Areia Branca e curtir várias praias paradisíacas, na região conhecida como Polo Costa Branca. Nas décadas de 70 e 80, o lugar foi roteiro alternativo para hippies e mochileiros que viram o paraíso nesse cenário de rio, mar, dunas, salinas e caatinga.

Apesar de ainda ser uma vila de pescadores, a praia de Ponta do Mel dispõe de toda a infra-estrutura para o turismo com rodovia asfaltada, hotéis, pousadas e restaurantes. A praia oferece bons hotéis e uma excelente gastronomia, com destaque para os pratos feitos com camarão e lagosta.

Ponta do Mel está distante cerca de 30 km da sede do município de Areia Branca. É exatamente nesse ponto da costa potiguar que o sertão encontra com o mar, criando um cenário exótico, com enormes falésias de terras avermelhadas unidas a vegetação e animais típicos da caatinga sertaneja.

Da pequena vila e seu arruado de casas coladas até o cais do porto, ás margens do Rio Mossoró, a cidade de Areia Branca se espalha por toda parte até o mar. Distante 340 km de Natal, o município tem uma infinidade de belas e diferentes paisagens marinhas, com seus 45 quilômetros de extensão praieira.

Com toda a certeza, a praia de São Cristovão, (ou simplesmente Cristovão) é uma das mais belas paisagens do litoral potiguar. A praia e sua pequena vila de pescadores é pouco visitada e não há hotéis ou pousadas. Porém, tem tudo para se transformar numa grande atração turística do litoral da Costa Branca.

São Cristóvam é uma praia deserta, rodeada de dunas por todos os lados.

Na praia de Ponta do Mel a pequena vila de pescadores se mistura com hotéis e pousadas.

O pôr-do-sol em Areia Branca é deslumnbrante.

Único lugar no mundo onde o sertão encontra o mar.

1 de dezembro de 2010

Musica clássica na Igreja do Galo

Alex Gurgel

A Igreja do Galo é palco para música clássica com violões.

Para aqueles que gostam de boa música e estiver passeando em Natal nas segundas-feiras por volta das 4 horas da tarde, a dica é ir até a Igreja do Galo para curtir música clássica ao som de violões, um projeto da Escola de Música da UFRN. Com entrada franca, o concerto é composto por professores e alunos de violão da universidade.

O projeto funciona como alternativa para quem se interessa em aprender mais sobre música já que, além do concerto, as canções são explicadas e comentadas para uma melhor compreensão do público leigo. Um dos objetivos é contribuir para a formação de um público qualificado na capital potiguar.

No dia oito de dezembro, às 16h30, a apresentação especial de fim de ano, contará com violonistas como: João Raone, Alexandre Duarte, Sydney Xavier, Rubens Castro, João Gomes, Daniela Castelo, Barbara Mattiuci, Diego Carvalho, além dos músicos Julio Cesar (Cello), JP (sax e clarinete), Jonathas Feitosa (Flauta) e Emille Dantas (Canto). A ideia do projeto é de responsabilidade dos professores João Paulo Araújo e João Raone.

Grupo de fotógrafos invade Macau

texto e fotos Alex Gurgel
Fotógrafos exploraram as belezas de Macau

Com suas câmeras invocas e teleobjetivas possantes, um grupo de fotógrafos estiveram em Macau durante todo o dia desse domingo para captar as belezas da Terra do Sal. A “Expedição Fotográfica” faz parte dos eventos realizados pela Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) onde seus associados se unem para explorar as riquezas cênicas do Rio Grande do Norte.

A turma ficou encantada quando viu um cavalo de ferro puxando óleo na beira da praia de Soledade, além dos três enormes cata-ventos que geram energia heólica para as bases coletoras da Petrobrás. Em Antonio Martins, as cameras ficaram alvoroçadas para fotografar tanta natureza com o estuário do rio do Tubarão entre coqueiros e mangues, dunas e mar aberto.

Em Barreiras e Diogo Lopes, os fotógrafos viram a importância da Reserva de Desenvolvimento Sustentável para preservar esse paraíso, embora algumas construções sejam feitas em cima de dunas, que deveriam ser intactas. Dando boas vindas, o Cata-vento azul apresentou Macau para a turma, que ainda viu o Porto de São Pedro, a praia de Camapum, a Igreja Matrix e o Museu José Elviro, com direito a uma ministrada por Gilson sobre Macau e suas origens.

De acordo com o fotógrafo Davison Cavalcante (www.natalquente.blogspot.com) grande decepção da viagem à Macau foi não ter fotografado as pirâmides de salinas, um dos cartões-postais da cidade com acesso restrito as lentes oficiais. “Apesar das riquezas naturais, ficou a impressão de que a Prefeitura de Macau não explora seu potencial turístico de uma maneira mais profissional, com serviços voltados para esse segmento”, disse.

Veja imagens dos fotógrafos em ação

-Fotografando o pôr-do-sol em Macau.

- Membros da Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) em ação.

- Gilson Barbosa conta a história de Macau e apresenta o Museu José Elviro aos visitantes.
- No campo de petróleo, o grupo captou parte da economia macauense.

- Posando para a lente com o Catavento como pano de fundo.

- Em busca dos melhores ângulos da cidade.

- Um clique em Diogo Lopes, Reserva de Desenvolvimento Sustentável.