12 de fevereiro de 2007

Na Redinha, nasce a arte em pedra bruta

Por Alexandro Gurgel

Quem chega à praia da Redinha, logo se depara com uma obra de arte em pleno calçadão, entre o Mercado Público e o Redinha Clube, uma escultura de pedra bruta do tipo granito, trazida do sertão seco do Rio Grande do Norte, conhecida como “o Pescador da Redinha”. A escultura foi inaugurada junta dom a reurbanização daquela praia. “Como nasci na Redinha e já fui um pescador, para mim essa obra tem um valor sentimental imenso”, enfatizou.
De acordo com Emanuel, a descoberta da arte em pedras veio depois de um longo tempo trabalhando com madeira e cerâmica. “Notei que ninguém trabalhava com pedra bruta e comecei a fazer esculturas pequenas. Hoje, gosto de fazer obras grandes que é pra ficar para posteridade”, declarou o artista.
De acordo com Emanuel, os blocos de pedras utilizados nos seus trabalhos são trazidos de Lages do Cabugi, Região Central do RN. “Os blocos de pedra vêm diretamente das terras de Raul Capitão. Elas têm os custos muito alto, devido ao peso e o tamanho das pedras”, disse.
Para se ter uma idéia do trabalho de Emanoel, a arte esculpida na pedra, qualquer pessoa pode ver uma réplica de um Moais (imensas e intrigantes estátuas de pedra simbolizando os mistérios que pairam sobre a remota Ilha de Páscoa) na praia de Genipabu, pesando mais de 16 toneladas.
Para o escultor, não há trabalho difícil, “a preferência é do cliente”, mas gosta mesmo é de esculpir temas que retratem a região nordestina, como: cangaceiro, pescador, santos, agricultores, etc...
Atualmente, seu trabalho tem tido grandes reconhecimentos do público. Na Escola Doméstica de Natal, uma estátua de Clara Camarão, esposa do índio Felipe Camarão (o índio Poti) adorna a entrada. “Dona Noilde Ramalho é uma das minhas melhores clientes e é uma das pessoas que mais tem peças minha”, afirmou. O cemitério Morada da Paz, do empresário Eduardo Vila também abriga um pequeno acervo de suas obras.
As ferramentas utilizadas por Emanuel também são fabricadas por ele próprio “por não haver nada no comercio que possa talhar as pedras brutas”, facilitando seu trabalho ao ar livre. A imagem de São Francisco, medido mais de 3 metros de altura e pesando cerca de 1,5 toneladas, feita de concreto celular que Emanuel está acabando de fazer, vai para a praia de Zumbir e foi encomendada por um turista suíço.
Debaixo de uma frondosa mangueira, Emanuel trabalha às margens da estrada de Santa Rita, em direção à Genipabu, esculpindo suas pedras em busca da arte. Para encomendar uma escultura, o cliente tem que deixar um “sinal” em dinheiro e esperar alguns meses pela encomenda, dependendo do tamanho da obra.

Um comentário:

pensamento fotográfico disse...

sou Sandoval Fagundes (João Pessoa), autor do poema A busca da vida na fotografia - publicado neste blog, agora que eu encontrei um tempinho para te agradecer e elogiar pelo espaço inteligente na internet. Quero divulgar tb a minha tentativa de suverter a utilização dos fotologs que apenas tem sido usados (quase) para assuntos pessoais, para fiz culturais, conheça o nosso http://ubbibr.fotolog.com/san_fag/ e se puder divulgar eu agradeço... grande abraço! ob: coloquei um link do Grande Ponto no perfil do meu orkut confira: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=4550554970420405139