9 de abril de 2007

40 anos do Poema-Processo

Foto: AG Sued
Em 1967 surgiu o poema-processo, lançamento simultâneo em Natal e no Rio de Janeiro, um movimento literário que provocou alvoroços na intelectualidade brasileira. O poema-processo foi uma corrente de poesia de vanguarda que defendia entre outras coisas, além da visualidade do texto, a possibilidade criativa do ato de leitura. Assim, versos de um poeta poderiam ser recriados pelo leitor, que também passava a ser co-autor. Durante os primeiros anos, o poema-processo encontrou uma resistência muito forte por parte dos tradicionais literatos. Moacy Cirne, Falves Silva e Jota Medeiros, os três maiores nomes do poema-processo no Brasil da atualidade, estiveram debatendo os 40 anos do movimento literário brasileiro que foi exportado para o mundo inteiro, durante a IX Feira de Sebos de Natal, em meados de março. Uma coisa curiosa aconteceu na praça: por mais de 1 hora e meia, os debatedores fizeram uma ampla explanação sobre o poema-processo e a literatura de vanguarda, mas ninguém leu nenhum poema.

2 comentários:

Moacy disse...

Meu caro: Grato pelas referências amigáveis aos 40 anos do poema/processo. De qualquer maneira, no ato noticiado por você, Medeiros e eu "improvisamos" uma leitura do poema aTWPbJUEaÇLOiXXxoVMVMVa. Outra coisa: o debate em si não teria sido um poema/processo-aprontação? Talvez sim. Um grande abraço. Em tempo: darei o seu recado à Menina Arretada do Seridó, responsável pelo Diarim de Maria Bunita no meu blogue.

Antoniel disse...

a vaia do público ao fim do debate, quando os debatedores pediram uma salva de palmas aos 40 anos do movimento, também pode ser considerado um poema/processo-'pegadinha'. Ou não? abçs,
AC