14 de janeiro de 2010

Um poema de Benito Barros, Macau RN

A deriva
in "Um ser tão..." (Editora Vitural Books, 2009)

Ao longe,
lá longe,
duas barcaças,
no aguardo da maré cheia
que lhe permita o cais
para se encherem do melhor sal.

E vamos nós à noite
- leves barcaças.
Nem lua cheia, nem cais.
Apenas o melhor sal
das obscenas
surpresas.

2 comentários:

Rosmari disse...

Que belo paralelo de barcaças e encontros. E o sal como tempero poético...
Poesia refinada, feito sal, que tempera a exitência.

Valdir Moreira
Curitiba - PR

Jailsa de Fátima disse...

MORRE O HOMEM, MAS NÃO MORRE AS IDÉIAS.REALMENTE MUITO BEM COLOCADO NA HOMILÍA DE Pe:MURILO QUE BENITO ERA UM HOMEM ALÉM DE SUA ÉPOCA. CUMPRIA RIGOROSAMENTE OS PRECEITOS DE UM CRISTÃO,APESAR DE SE COLOCAR DE FORMA CONTRÁRIA, TINHA POR LEMA A CARIDADE E A BONDADE, SE COMPADECIA DO SOFRIMENTO ALHEIO, TOMAVA PARA SÍ VARIAS LUTAS, MUITAS VEZES DE ANÔNIMOS, E FAZIA QUESTÃO DE FICAR NO ANÔNIMATO, REALMENTE SUA MÃO DIREITA NÃO SABIA O QUE FAZIA A ESQUERDA. A EDUCAÇÃO DE MACAU ESTÁ ÓRFÃ. NÃO LEVANTOU SÓ UM PÓLO (UFRN MACAU) MAS COLOCOU NAS MÃOS DOS MACAUENSES, CURSOS A DISTÂNCIA (GRADUAÇÂO) E PÓS-GRADUAÇÃO RESULTADO DE SUAS LUTAS COMO INSUBSTITUÍVEL DIRETOR DESTE PÓLO, MORRE O HOMEM, MAS NÃO MORRE AS IDÉIAS.
Jailsa de Fátima.
Aluna(UFRN MACAU)