28 de janeiro de 2011

Museu do Vaqueiro será criado em São José do Mipibu.

Alex Gurgel
Espaço temático alusivo ao criatório de gado e ao vaqueiro será criado no RN

O Banco do Nordeste anuncia patrocínio para implantação do “Museu do Vaqueiro”, que reunirá cerca de mil peças sobre a cultura sertaneja. A iniciativa é do engenheiro agrônomo Marcos Lopes, idealizador de ações como o “Forró da Lua” e a “Pega do Boi do Mato”, realizados na fazenda Bonfim, em São José do Mipibu.

Com consultoria do produtor cultural Dácio Galvão e do museólogo Hélio de Oliveira, o projeto terá apoio da instituição financeira no valor de R$ 85 mil, o que permitirá a formatação do plano museológico, bem como restauração e acondicionamento do acervo já existente. Também serão oferecidas à comunidade oficinas de acordeom e indumentária e acessórios em couro.

Marcos Lopes explica que o Museu foi projetado para ocupar uma área de 510 metros quadrados da fazenda Bonfim, que tem área total de seis hectares, incluindo uma reserva de Mata Atlântica preservada. O espaço enfocará o vaqueiro como figura central, destacando-se sua destreza e valentia. Serão retratadas ainda as atividades geradoras das riquezas econômicas e culturais características do ciclo do couro no Rio Grande do Norte, que começou no final do século XVI e se estendeu até o século XVII.

Segundo ele, a intenção é resgatar e preservar a influência da atividade pastoril na formação do povo nordestino e norte-rio-grandense. “Criamos uma entidade sem fins lucrativos denominada ‘Fundação Cultural Museu do Vaqueiro’, que irá gerir as ações desse projeto. Avaliamos o apoio do BNB como um importante pontapé inicial para implantarmos o espaço do modo como foi projetado. Inclusive, continuamos à procura de parceiros que tenham interesse em apoiar esse tipo de iniciativa”, diz Marcos Lopes.

Um comentário:

Higor disse...

muito bom essa idéia do museu isso vai ser uma restalrçao do passado