10 de abril de 2007

Coisas do Grande Ponto

Pra que serve a revista "cultural" da prefeitura de Natal?

Quem responde é Vicente Serejo (foto) na sua coluna Cena Urbana, no Jornal de Hoje:
"A revista Brouhaha, aquela que sussurra no ouvido do poder, revelou finalmente seu objetivo que esta coluna noticia há meses: virou imensa, colorida e descarada propaganda dos feitos do chefe".

E Vicente continua...

"ALIÁS - Numa coisa a nova edição da Brouhaha é perfeita: o falso cacique de tribo carnavalesca que ilustra a capa. Seu imenso cocar é a imagem reveladora do caciquismo. A psicanálise explica o ato falho".

25 anos de crônicas
Até agora, a imprensa potiguar tem se mostrado alheia ou indiferente em relação aos 25 anos de crônica diária do jornalista e escritor Vicente Serejo. Suas “bodas de prata” no exercício da crônica se completam neste 2007. Macauense de nascimento, mas apaixonado pela praia da Redinha, onde o azul do mar é fonte constante de inspiração, Serejo nos brinda diariamente com textos revelando o cotidiano da cidade na sua concorridíssima “Cena Urbana”, espaço em que o autor de “Canção da Noite Lilás”, entre outros enfoques, apresenta literatura de excelente nível.

Rabinesca
Deu no blog O Busilis (http://obusilis.ueuo.com): “Pobre quando rouba é porque estava drogado, cheio de cola, ou porque é safado mesmo. Rabino quando rouba é porque estava com crise de humor, alteração de comportamento ocasionado pelo uso de medicamentos antidepressivos”.

Versos premiados além da caatinga
Primeiro colocado da categoria poesia, com o livro inédito “A Hora Azul do Silêncio”, concorrendo com mais de duzentos poetas do Brasil inteiro, o escritor mossoroense Marcos Ferreira recebeu convite da Secretaria de Cultura da cidade de Manaus para participar da noite de autógrafos com os vencedores da primeira edição dos “Prêmios Literários Cidade de Manaus”. Além da premiação em dinheiro (no valor de cinco mil reais) e da tiragem de mil exemplares do seu livro, a prefeitura de Manaus ofereceu ao escritor passagens aéreas e hospedagem durante três dias na capital amazonense. Marcos ainda terá direito a levar acompanhante. Enquanto o poeta Marcos Ferreira é ovacionado em Manaus, a prefeitura de Mossoró descarta o poeta de suas funções na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, demonstrando total falta de atenção com quem produz literatura na Terra da Liberdade.

Curso Profissional de Fotografia
Em parceria com a Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto), o Practical Cursos abre uma turma do Curso de Fotografia passo a passo para iniciantes, em câmeras digitais e analógicas. O curso é destinado para quem tem câmera fotográfica digital ou analógica e quer aprender a tirar melhor proveito delas. O curso aborda técnicas de composição, enquadramento, resolução, armazenamento, acessórios, entre outros temas, em aulas teóricas e práticas. Mais informações: 3211-5436.

Cineclube Mossoró
No início de março, foi realizada a sessão inaugural do Cineclube Mossoró, no auditório da Biblioteca Pública Municipal Ney Pontes Duarte, para uma platéia de 50 pessoas. Na ocasião foi exibido o clássico “Terra em Transe”, do cineasta baiano Glauber Rocha, seguido de um debate que durou mais de uma hora. O coordenador do Cineclube Mossoró, Giovanni Rodrigues, pretende tornar as sessões de cinema um programa alternativo para os finais de semana, atraindo os cinéfilos mossoroenses.

Cachê para poetas
“No Dia da Poesia, os grandes homenageados são os poetas, mas quem ganha dinheiros são os músicos e os atores”, reclamava indignado, pelo Beco da Lama, o poeta Plínio Sandersom. Em tempo: para as comemorações do Dia Nacional da Poesia, a Fundação José Augusto e a Capitania das Artes contrataram músicos para animar os shows em palcos e atores para fazer performances e declamar poesias.

Ecologicamente incorreto
Tentando alargar a avenida Bernardo Vieira, um das principais artéria natalense, a Prefeitura Municipal de Natal mandou derrubar dezenas de árvores, sob o pretexto de “que estava no projeto”. Enquanto o mundo inteiro está preocupado com as conseqüências do aquecimento global, o executivo municipal da capital para desdenhar daqueles que confiaram o voto. Vendo a cidade ficar cada vez mais quente, o filósofo Helmut Cândido não se agüentou: “O prefeito deveria ser sábio para ter consciência da sua ignorância”.

Circula pela internet
“Napoleão Bonaparte, durante as batalhas, sempre usava uma camisa de cor vermelha. Se fosse ferido, os soldados não notariam o comandante vertendo sangue e continuariam a lutar com o mesmo ímpeto. Dois séculos depois, inspirado no grande general francês, Lula só usa calça marrom”.

Um comentário:

Moacy disse...

Meu caro: Acredito que a Brouhaha serve para coisas boas em grande quantidade. Só não serve para os invejosos. Que, em Natal, não são poucos. Como você e eu sabemos bem. Um abraço.