27 de fevereiro de 2008

Caraúbas, a beleza bucólica de um sertão encantado

Praça Reinaldo Fernandes Pimenta, no centro de Caraúbas.
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Textos e Fotos: Alexandro Gurgel
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“Caraúbas, Passargada dos meus oito anos,
Terra dos meus primeiros alumbramentos,
Tão pequena que eras, mas tão grande,
Na minha geografia de menino”.
(Deífilo Gurgel)
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Como num canto laudatório à sua terra, os versos do bardo representam a mais perfeita tradução da beleza parnasiana desse sertão encantado. Pela sua beleza rusticamente sertaneja, Caraúbas causa alumbramentos instantâneos naqueles que se aventuram numa visita descabida a região do Médio Oeste potiguar. A beleza simples das ruas bem cuidadas, aliada ao acolhimento do povo, cria uma atmosfera familiar como se o poeta estivesse em cada recanto de sua Passargada.
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Caraúbas é um dos berços da família Gurgel, radicada na região desde os tempos de Dona Quitéria Ferreira de São Luís, filha do Coronel Vicente Gurgel, vindos de Aracati, no Ceará, e de tradicional família cearense. Mas, a cidade também é povoada pelos reconhecíveis “Cabocos” com suas feições indígenas, moradores dos sítios Chachoeira, Apanha-Peixe e Mirandas. Caboclo é a miscigenação de índios com brancos. Porém, em Caraúbas os cabocos são conhecidos como descendestes de Leandro Bezerra, fundador do município.
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Segundo o historiador Raimundo Soares de Brito, em seu livro “Caraúbas Centenária” (Fundação Vingt-Un Rosado), Leandro Bezerra era sobrinho do Tenente-General Francisco de Souza Falcão, da Província do Cabo, em Pernambuco. Essas famílias edificaram terras na fazenda “Cachoeira”, que em pouco tempo tornou-se uma comunidade de pessoas vinda da cidade do Cabo. Portanto, “cabocos” é uma corruptela para identificar os descendentes daqueles que vieram do Cabo.
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A origem do nome “Caraúbas” provém de uma densa mata de caraubeiras, árvore de casca amarga e folhas amarelas, existente ao longo de um afluente do rio Apodi. Em 1924, Manoel Dantas escreveu em seu livro “Homens de Outrora” (Editora Sebo Vermelho): “Á margem do rio Apodi, eram tantas as caraúbas que davam sombra e ostentavam um cerne gigantesco que os viajantes, nas suas jornadas, marcavam sempre um ponto de descanso na várzea das caraúbas, nome que passou a município e a cidade que hoje se ergue, com seus casarios regulares e bem tratados, no meio de extensos tabuleiros.”
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Conforme Manuel Dantas, quando os primeiros cabocos chegaram à região, os índios Paiacus chamavam o lugar de “Carahu-mba” (fruta da casaca negra). Não demorou muito para que as terras fossem chamadas de “Várzea das Caraúbas” e, mais tarde, apenas como Caraúbas, que passou a ser distrito de paz, arrabalde e município. Hoje, sabe-se que Caraúbas (jacarandá copaia) é uma árvore majestosa da família das bignoniáceas. Ainda hoje, as caraubeiras são vistas pela cidade, dando sombra para uma conversa demorada aos devotos de São Sebastião.
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Ao entardecer, é notório o aroma selvagem das Juremas secas na caatinga abrasadora, enquanto o vento do oeste vem mansamente amenizando o calor intenso do meio dia. Cadeiras na calçada dão vida às conversas de amigos, uma tradição viva que Seu Dôdo faz questões de preservar. Por toda parte pode ser visto fragmentos de beleza num sertão bucólico, onde o folclorista Deífilo Gurgel, um dia, fez deste chão sua oficina de poesia, brotando lembranças da sua geografia de menino.

Um comentário:

Raimundo Soares disse...

DO SOARES O POETA NATURAL
14/03/2009
VIVA A POESIA



GRITOS DE ALEGRIAS, GRITOS DE VIBRAÇÕES,

VIVA A POESIA QUE MORA NOS CORAÇÕES.

VIVA A POESIA NA VOS AUTÊNTICA DE TODOS OS POETAS E POETISAS

VIVA SEUS POEMAS, SEUS CANTOS E INSPIRAÇÕES.

POESIA; DE SAUDADE, DE AMOR, DE ALEGRIA, DOR E SOFRIMENTO, PAIXÕES.

VIVA O POETA! que de Deus recebe luz e ensinamento.

A natureza é a mestra a luz clareia a mente.

O vento sopra ás idéias que traduz o pensamento.

A poesia revela; enigmas, mistérios,

encantos mais profundo do mar, da lua, das estrelas,

deste grandioso universo, que misteriosamente ora.

O ritmo das águas da chuva que cai na terra

e faz nascer a semente.

O poeta busca no consciente e subconsciete,

a razão de todas ás coisas no universo existentes.

Desconhece a origem de tudo,

mas com a poesia celebra o seu nascimento.

A poesia é alma que vaqueia nesse imenso espaço infinito.

Transforma em palavras ; mistério e enigmas.

Desvenda os segredos da simbologia celestial;

signos, astros, cometas, constelação,

sol, lua, estrelas e ate o espiritual.

O poeta de Deus recebe ás benções que diz;

tuas palavras não têm condenação!

Tua poesia dá vida ás vidas, é virtude eterniza o amor.

Traduz a toda beleza desta oficina suprema natural,

obra prima notável é seu esplendor.

A poesia tem a simetria sonora, da áura bela e

verdejante, tem brilho encantador.

A imortalidade nasce com ela.

Cantam os pássaros em sintônia,

os poemas, ao amanhecer do novo dia,

relembrando seu autor.

Viva a poesia! Viva o Poeta seu criador.!

AUTOR R.SOARES

MACAU-RN. SALVE 14/03/2009

COM ESTE CANTO, QUERO PARABENIZAR A TODOS OS POETAS,

QUE CANTAM ESTE MESMO CANTO. NOS QUATRO CANTOS DO UNIVERSO

ONDE A VIDA CANTA.