12 de abril de 2008

Martins RN - A serra e os escritores modernistas

Nos idos de dezembro de 1928, o escritor Mário de Andrade visitou a cidade ao lado de Câmara Cascudo quando procurava subsídios etnográficos para o seu livro “O Turista Aprendiz”. Diante de tanta beleza, o papa do modernismo exclamou: “Oh! Isto é Teresópolis!”. De pronto, Cascudo retrucou: “Não! Teresópolis é que é Martins”.

De acordo com Manoel Onofre Junior, no livro “Martins, a Cidade e a Serra” a dupla de escritores passou cinco horas na cidade e se fartaram de mangas e laranjas. Conforme o escritor, Câmara Cascudo e Mário de Andrade almoçaram na casa do prefeito antes de seguir viagem.

Conforme o escritor, o modernista paulista não quis beber a água martinense porque achou nenhum pouco potável, tendo que seguir viagem com a garganta na secura. “No caminho de Catolé do Rocha fizeram uma parada numa venda beira-estrada e, como a tarde convidava, tomaram um porre de cerveja preta com queijo do Seridó”, escreveu Manoel Onofre.

A serra de Martins é aclamada em versos e prosas em toda a literatura potiguar. Muitos bardos com seus versos laudatórios e outros escribas revelaram as belezas dessas serras. Sobre a cidade, Câmara Cascudo escreveu na sua obra “O Livro das Velhas Figuras” (IHGRN, Natal RN 1974): “última a receber o adeus do dia. Primeira a ter a benção das estrelas”.

De passagem pelo lugar, o escritor Carlos Lins Onofre resumiu seu alumbramento com a cidade: “Martins é uma cidade que, como poucas, alia o bucolismo e graça interiorana a uma paisagem colossal, que tira o fôlego! Uma preciosidade do Rio Grande do Norte, vestida com uma sofisticação singela e natural, amenidade e beleza aderidas em suas essência de tão belo lugar”.

2 comentários:

Anônimo disse...

PARABÉNS, a matéria é ótima, mas, cá pra nós, será que Mário de Andrade não bebeu da água de Martins não foi com medo de se apaixonar pelo lugar?

Francisco Paiva

AHASA disse...

parabéns ,seu blog é muito bom,você mim ajudou a fazer meu trabalho sobre literatura bjooos!