9 de outubro de 2008

Um poema de Lívio Oliveira

Questiona-me sobre o nada?

Por que perguntas
para onde vou,
se hoje sei menos
do que hoje sou?

Hoje, não sei
nada que faço,
nada da cena,
nada,
além de uma pena
e de um traço.

Dizer nada,
mais nada.
comigo estou só
nesta estrada.

Entro em qualquer vereda,
mais cedo do que nunca penso.
No ganho também há perda,
no sonho, o sentido tenso.
Se o que busco é já a saída,
dos becos de minha vida,
nos becos também a porta
anuncia a mudança de rota.

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