17 de outubro de 2009

Um poema de Jorge Fernandes, Natal RN

Remanescente

Sou como antigos poetas natalenses
Ao ver o luar por sobre as dunas...
Onde estão as falanges desses mortos?
E as cordas dos violões que eles vibraram?
— Passaram...
E a lua deles ainda resplandece
Por sobre a terra que os tragou
E a terra ficou
E eles passaram!
E as namoradas deles?

E as namoradas?
São espectros de sonhos...
Foram braços roliços que passaram!
Foram olhos fatais que se fecharam!

Ah! Eu sou a remanescença dos poetas
Que morreram cantando...
Que morreram lutando...
Talvez na guerra contra o Paraguay!

Um comentário:

Iara na Janela disse...

A lua de Jorge é menos redonda que a dos passadistas! Vai no ritmo que bombeia os corações!

Lindo poema!

Beijos...