6 de fevereiro de 2010

Um soneto de Jarbas Martins, Natal RN

Canhoteiro
para meu irmão Jairo, torcedor do São Paulo,
e admirador de Canhoteiro

Em um primeiro tempo ele driblou
Coroatá, uma trave e o campo ausente.
Driblou o Maranhão, berço insolente,
de revolto lençol, que o atirou

num minifúndio de inocência e grama.
Belzebu, seu grão mestre, o adestrou
no azucrinado ritmo de um tambor
de mina. E maestro o fez do próprio drama.

Tirou o time. Em São Paulo um templo
erigiu o farsante ao seu não-senso.
Fazia coisas do Tinhoso. (Exemplo:

driblava nos limites de um lenço).
Driblou seu obscuro nome e a glória,
ignorou o mercado, as leis, a história.

3 comentários:

Moacy Cirne disse...

Um bom poema de JM,
sem dúvida.
Vale a pena divulgá-lo.

Abraços.

nina rizzi disse...

oi alex,
que massa ver um poema do jarbas aqui :)

bem, como paulista e torcedora dos brasileiros... hanran (engasga gato), respeito demais a trajetória do spfc, pero...

VIVA A MACACA!
rsrsrs...

Antonio disse...

Ainda há pouco, tive o prazer de conhecer o Prof. Jarbas Martins no Centro de Convivência da UFRN. Me contou do seu poema e, pela primeira impressão que tive da conversa, estava com altas expectativas. Não me arrependi! Grande poema em homenagem a um herói pouco conhecido.