4 de junho de 2009

Fotografia & Poesia

AG Sued

Presságio
(Lívio Oliveira)

Nada me diz
exatamente
que o teu corpo
santo
foi tanto.

O ventre
que explorei,
semente exposta,
minha mão em teu seio,
foi o sal na língua
do desejo.

Tudo o que te trago:
o meu sôfrego,
intenso
presságio
de te invadir
nas noites.

Todas
noites cegas
rogas,
presa em prece.

Teu corpo:
toda a sede
e meu copo.

3 comentários:

Rachel disse...

Belo poema!
Sensualidade...Sem agressões ao ser!
Erotismo...Com suavidade e liberdade puras!
Imagem...Reflexo de visões poéticas!
Bela foto!
Abraços,
Rachel Rabelo.

BAR DO BARDO disse...

O lívio tem as manhas... Bom texto! Boa (na) foto também.

Lívio Oliveira disse...

Bom o reconhecimento vindo de gente sensível e que conhece poesia!