31 de março de 2009

Projeto Cine Aplicado exibe Sociedade dos Poetas Mortos

Os amantes da sétima arte gora têm um encontro marcado todas as quartas-feiras: o Projeto Cine Aplicado está de volta, com exibição gratuita de filmes. A estréia acontece no dia 1 de abril, no auditório do Colégio Ciências Aplicadas, localizado na rua Senhora de Lourdes, nº 59, Tirol.

O filme que abre o calendário 2009 é o longa-metragem Sociedade dos Poetas Mortos, do diretor Peter Weir. No escurinho do cinema, o público vai acompanhar a história de um carismático professor de literatura (Robin Williams) que, ao chegar a um conservador colégio, revoluciona os métodos de ensino propondo que seus alunos aprendam a pensar por si mesmos.

O Cine Aplicado faz parte do Projeto Cultura Aplicada: uma proposta de aprendizado por meio das mais diferentes manifestações artístico-culturais. Ciente do real significado do conceito “educação”, o Colégio Ciências Aplicadas abre mais uma vez suas portas em um projeto inovador. Você é nosso convidado especial.

A programação dos meses abril e maio já está disponível no nosso site: www.cienciasaplicadas.com.br

Serviço:
Projeto Cine Aplicado
Exibição: Sociedade dos Poetas Mortos
Dia: 01 de abril (quarta-feira), às 19h30
local: Auditório do Colégio Ciências Aplicadas, (Rua Nossa Senhora de Lourdes, nº 59, Tirol)
Informações: (84) 3611-1736
Entrada gratuita

Anúncio em Natal

Foto: Alexandre Santos
Esse anúncio está estampado no muro do cartódromo de Natal, vizinho ao Machadão e no caminho de Candelária. Ninguém entende como uma empresa de se propõe a ministrar cursos para manutenção de helicópteros e aviões deixem as pessoas avacalharem com a escola, tentando assassinar a Língua Portuguesa.

Vende-se Jesus

Na próxima quinta-feira (02/04), às 18h, a Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte) inaugura a exposição “A Industrialização do Santo Cristo”, do artista plástico Anchieta Rolim. A mostra, que segue até dia 21 de abril na Galeria de Artes da Funcarte, é composta por desenhos geométricos feitos em nanquim sobre papel.

Segundo Rolim, “A Industrialização do Santo Cristo” é uma crítica a religiões e pessoas que utilizam a imagem de Jesus Cristo como mercadoria. “Algumas religiões deturparam o sentido da vinda de Jesus à Terra, e usaram sua imagem friamente como um produto vendável”, explica o artista.

A frieza com que esses entes manipulam a fé para obter lucros foi, de acordo com Rolim, o motivo da escolha dos desenhos geométricos. “A frieza, a objetividade e a forma exata das imagens geométricas assemelha-se a forma com a qual essas pessoas e religiões tratam a figura do Salvador”, acredita.

Anchieta Rolim é artista plástico há mais de 10 anos, tendo realizado várias exposições com pinturas, desenho e escultura. “Sou um artista inquieto, gosto de mexer com vários materiais”, diz o expositor. Seus trabalhos sempre têm como tônica a crítica ao tema escolhido.

30 de março de 2009

Artistas natalenses participam da 10ª Bienal de Havana

Jean Sartief, Júlio Castro e Wendel Gabriel estão procurando o apoio do empresariado natalense.

Começou na última sexta-feira, dia 27 de março, e segue até o dia 27 de abril, a 10ª Bienal de Havana, em Cuba, cujo tema é "Resistência e Integração na Era Global", que deverá reunir mais de 200 artistas de 44 países.

Dos sete artistas natalenses selecionados, Guaraci Gabriel, Afonso Martins, Marcelo Amarelo e Francisco Gileno já se encontram em solo cubano com o apoio da Prefeitura de Natal. Os quatro levaram na bagagem 750 “passaportes intergalácticos” confeccionados pela Prefeitura do Natal, num total de dois mil salvo-condutos.

Os outros três artistas, Jean Sartief, Júlio Castro e Wendel Gabriel, ainda estão à espera de apoio do empresariado local para a compra de passagens aéreas. Esta é a terceira vez que Natal envia artistas visuais para a Bienal de Havana, que em 2009 comemora 25 anos de existência.

A contribuição dos artistas natalenses para a bienal de Cuba será por meio de um painel interativo traduzido na releitura da obra Guernica, do artista espanhol Pablo Picasso.

Realizada por 23 artistas, esse painel, nas mesmas dimensões do original, medindo 7,82m x 3,5m, será exposto nas vias públicas de Havana durante a Bienal. Na volta, o grupo afixará o painel na Fundação Cultural Capitania das Artes, disponibilizando-o para intervenções dos visitantes.

Fotografia & Poesia

Foto tirada na Ribeira, por volta de 1920, autor desconhecido.
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O Bonde Novo
Jorge Fernandes, Natal RN
in Livro de Poemas, publicado em 1927

O bonde que inauguraram
É amarelo e muito claro...
Sua campa bate alegre e diferente das outras...
Os seus olhos vermelhos indicam Petrópolis...
Anda sempre cheio porque é novo...
Chega na balaustrada espia o mar...
E os passageiros todos nem olham pro mar...
Só vêem o bonde novo...
Só ouvem a campa nova...

Aquele bonde só devia sair aos domingos
Pois ele é a roupa domingueira
Da Repartição dos Serviços Urbanos...

Projeto Fala Sério conversa sobre artes visuais

clique no convite para ampliar
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A Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte) dá largada aos diálogos quinzenais com os artistas visuais. Nessa terça-feira, partir das 19h, no auditório do Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão, começa o projeto Fala Sério, que traz em toda edição um convidado para conversar com a classe artística sobre suas experiências, propor sugestões e mudanças.

O convidado do primeiro encontro é o artista plástico Arthur Souza, que encabeça a conversa “Relatos de Voos-Pássaros sobre Solo Lusitano”. Arthur é potiguar e estudou artes plásticas na cidade de Porto, em Portugal.

Declaração de ex-voto (Eleições no Beco da Lama)

ARTIGO

Eugênio Meio Quilo
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Tem coisas que a gente demora pensando mas no fim a decisão é aquela mesma que veio a mente no primeiro instante. Tenho acompanhado essa arenga sobre as eleições da Samba. Sempre achei que a Samba (inventada, dizem, por Zizinho e um monte de gente “barista”) tinha a finalidade da comunhão e principalmente a confraternização daquele pedaço de Natal onde a boemia marcava ponto.

Quando assinei o tão falado “Livro Preto”, numa tarde de cerveja em Nazaré, evidentemente não estava em minhas faculdades e grupos escolares normais; pelo menos não lembro de ter sido avisado que o dito cujo tinha essas coisas de CNPJ etc. Muito menos que as eleições para compor sua “Diretoria” gerava briga digna(?) de campanha pra vereador e similares.

Na eleição entre Bira e Alex dei palpites nas duas candidaturas, uma vez inclusive nós três, juntos, fechando a noite com o Professor cantando no Bar de Chico, combinamos que quem vencesse a eleição convocaria o outro na mesma hora para compor uma chapa única para levar o mandato. Votei em Alex e nunca mais encontrei Bira no Beco pra poder cobrar o combinado.

Todo esse lenga-lenga é pra pedir que raspem meu nome do Livro Preto. Não estou a fim e votar em ninguém. Aliás, começo a achar muito chato essa coisa toda.

Melhor ainda, como devem estabelecer novos critérios para a votação (CPF; RG;Comprovante de Residência etc.)deixem o Livro Preto como está e a minha assinatura como atestado definitivo da minha ingenuidade e crença que a raça humana foi feita para brilhar e fazer festa.

Como sempre vou permanecer frequentando os bares do Beco, de preferência nas mesas onde a discussão não for essa. E também lendo as mensagens desse Beco, e deletando rapidamente as de briga de campanha.

P.S. Com todo respeito à democracia e a instituição do voto, mas qualquer pessoa que se candidate, de síndico a presidente da república, automaticamente perde 10% da minha admiração. Dependendo do comportamento (são poucas exceções) até pode recuperar.

29 de março de 2009

Eleições no Beco da Lama 2009

Foto: Hugo Macedo
Está formado o cú-de-burro no Beco da Lama com a chegada da temporada eleitoral da Sociedade dos Amigos do Beco da Lama e Adjacências (Samba). Duas “Assembléias Gerais Deliberativas” foram marcadas.

Uma Assembléia foi agendada pela Diretora Adjunta eleita, a artista plástica e agitadora cultural Civone Medeiros, para acontecer nessa segunda-feira, na Capitania das Artes, a partir das 19 horas.

A outra Assembléia foi marcada pelo produtor cultural Julio Cesar Pimenta, gestor interino da entidade, e vai acontecer no Solar Bela Vista, na próxima quinta-feira, com previsão para começar às 17 horas.

A Assembléia Geral Deliberativa deverá decidir as regras eleitorais e as datas para inscrição de chapas, período de campanha, dia da eleição e dia da posse do presidente eleito.

Na ocasião, deverá também ser discutida a legitimidade dos eleitores que estão no Livro Preto e se o famigerado Livro será aberto para novas filiações. Assunto que promete ser outra fonte de polêmica.

Resta saber agora quais das duas Assembléias terão legitimidade jurídica para ditar as eleições no Beco da Lama.

Aguardemos os próximos capítulos dessa novela becodalamense.

Ainda esse semana, o Grande Ponto vai publicar como estão se articulando as chapas concorrentes às eleições da Samba.

28 de março de 2009

Fórum de cultura acontece em Currais Novos

AG Sued
Wescley Gama e Iara Carvalho, organizadores do evento e membros do Grupo Casarão da Poesia.

Desde ontem, o pessoal do “Grupo Casarão de Poesia” está realizando o “1º Fórum de Cultura Curraisnovense” e o “2º Dia da Poesia em Currais Novos”, com o objetivo de discutir os novos rumos da cultura currais-novense, sua representatividade no contexto estadual e as referências nacionais.

O evento pretende discutir para fortalecer as manifestações culturais existentes na cidade, como as performances do Grupo Teatral Boca de Rua, dos bonecos do Grupo Caçuá de Mamulengos

Na literatura, é inestimável o legado de José Bezerra Gomes e Luís Carlos Guimarães, ainda presentes na poesia e nas performances do Grupo Casarão de Poesia.

Nas artes plásticas, o evento vai reverenciar os escultores Chico Santeiro, Luzia Dantas e Ivan do Maxixe, além dos que se dedicam às tintas, pincéis e telas, de Iran aos herdeiros de João Antônio.

A música, os sons e ritmos do Grupo de Choro Cangaia e da Orquestra de Violões do Seridó Oriental também estarão em pauta.

“Diante de tamanha diversidade cultural, o 1º Fórum de Cultura Curraisnovense e o 2º Dia da Poesia em Currais Novos se propõem a oferecer um lugar digno para a voz daqueles que, em um cotidiano muitas vezes hostil a manifestações culturais de qualidade, necessitam unir esforços em prol de políticas públicas democráticas e cidadãs”, diz o manifesto/convite do grupo organizador do Fórum.

O Fórum de cultura termina hoje com a seguinte programação

Manhã
Local: Feira livre (ao lado do Mercado Público)
Hora: a partir das 6h30min
Atividades: Interação poética com o Grupo Casarão de Poesia, Apresentação do Grupo Caçuá de Mamulengos e Exposição de cordéis

Tarde
Local: Auditório do SINTE
Hora: a partir das 14h
Atividades: Apresentação da Orquestra de Violões do Seridó Oriental, Plenária para elaboração de uma carta ao poder público e planejamento da 1ª Conferência Municipal de Cultura,
Debatedores: Odon Jr, Ronaldo Gomes e Wescley Gama
Coordenação: Vilma Nunes

Noite
Local: Rua da Platina, Bairro JK (em frente ao Beradêro)
Hora: a partir das 20h
Apresentações (acompanhadas de recitais livres), Grupo de Choro Cangaia, Grupo Teatral Arte Viva (Santa Cruz), Cordel do Pau Quebrado, Wescley & Érica e Banda Radiola de Ficha

Prefeitura anuncia Plano de Gestão Cultural

Micarla de Souza anunciou uma série de ações para fomentar a cultura natalense, integrando a educação e o turismo.

Foto e texto: Alex Gurgel

Na manhã dessa quinta-feira, o auditório da Capitania das Artes estava cheio de artistas, produtores culturais e jornalistas para ouvir a prefeita de Natal, Micarla de Souza, anunciar o “Plano Municipal de Gestão Cultural”, uma espécie de cartilha para orientar a política cultural que integrará a cultura, educação e turismo.

Conforme a prefeita natalense, o “Plano Municipal de Gestão Cultural”, servirá para identificar diretrizes e ações de planejamento da política cultural para a capital potiguar. Entre as suas principais instruções, consta o apoio a criação de pontos de cultura e valorização da diversidade cultural da Cidade do Natal,

A implantação do Fundo Municipal de Cultura e estabelecimento de parcerias com entidades não governamentais foram outros pontos importantes citados pela prefeita como metas para esse ano. “Essa iniciativa representa o compromisso com o desenvolvimento das ações que a Prefeitura do Natal se propõe a fazer durante a administração municipal”, disse.

Micarla de Souza anunciou que será criado o Cidarte (Complexo Cultural de Arte), que funcionará no bairro da Ribeira, ainda esse ano, em galpões de uma extinta fábrica. O Cidarte deverá contar com biblioteca, salas para oficinas, espaço para apresentações culturais, entre outras manifestações artísticas. “O Cidarte vai funcionar como uma casa de qualificação e profissionalização no que diz respeito ao artista, com o apoio de parceiros da iniciativa privada”, enfatizou a prefeita.

Algumas ações culturais
da Prefeitura de Natal para 2009

Cinema e vídeo
Implantação de um laboratório itinerante que funcionará nas escolas, produzindo vídeos pelos alunos da rede municipal. Criação de um prêmio audiovisual para curtas metragens e matérias jornalísticas que registrem aspectos materiais e imateriais da nossa cultura, resultando na edição de uma coleção videográfica.

Artes visuais
Reformulação do “Salão de Artes Visuais de Natal”, transformando as premiações em bolsas de pesquisa e produção. Documentação do acervo municipal e edição de um catálogo, inclusive em meio eletrônico. Apoio a cursos e oficinas intinerantes de mostras de artes plásticas existentes na cidade.

Literatura
Colocar a revista produzida pela Prefeitura de Natal, a “Brouhaha”, também como estímulo ao jornalismo cultural, publicando uma edição especial, a cada ano, com matérias jornalísticas de merecido valor que serão registradas através de edição mais detalhada e ampla. Transformar a premiação financkeira dos Concursos Othoniel Menezes (poesia) e Câmara Cascudo (prosa) em publicações dos livros melhores colocados, garantindo percentual da tiragem para distribuição nas bibliotecas da rede municipal de ensino. Ampliar e reformular o Encontro Natalense de Escritores (ENE).

Artes cênicas
Fomentar a discussão do fazer teatral, promovendo novas práticas de linguagens corporais. Reformar e adequar o equipamento municipal existente para as práticas de capacitação para as artes cênicas. Ampliar os objetivos da “Escola Municipal de Teatro” e da “Escola Municipal de Ballet”. Estimular as companhias e grupos teatrais através de editais e novos mecanismos de incentivo, como o “auxílio-pauta” que viabilizará a realização de temporadas para grupos teatrais locais. Implantar concurso para a seleção do texto “Auto de Natal”.

Música
Criação de editais para a viabilização de apoio financeiro para produção de CDs e DVDs. Apoiar blogs, sites e portais virtuais de fomento à produção local, lincando-os ao site da Capitania das Artes, estimulando a difusão da produção musical. Distribuir parte da contrapartida dos CDs apoiados pelo Programa Djalma Maranhão, nas rádios comunitárias.

Artes Integradas
Criação do Cetro Integrado de Artes, um complexo multiuso em que a principal característica é a versatilidade, integrando atividades como exposições temporárias, pinacoteca, espetáculos, oficinas, acesso à internet, etc. Criação do “Projeto K-Ximbinho”, ação intinerante que percorrerá espaços públicos das quatros zonas administrativas, levando apresentações gratuitas de música, dança, teatro e cultura popular. Implantação do “Fundo Municipal de Cultura” para apoio às manifestações e bens culturais dos mais diversos segmentos.

Turismo cultural
Implantação do Corredor Cultural de Natal no centro histórico da cidade, equipando e sinalizando o roteiro pedestre de turismo cultural. Estimular o trade turístico a consumir a produção cultural promovida pela Capitania das Artes.

Dona Militana continua internada com hipertensão e problemas respiratórios

Dona Militana sofre sérios problemas de saúde e continua internada num hospital em Natal.

Foto e texto: Alex Gurgel

Os mestres do folclore potiguar estão morrendo. Já se "encantaram" os três maiores do folclore potiguar: Manoel Marinheiro do Boi de Reis, o mamulengueiro Chico Daniel e Cornélio Campina do grupo Araruna.

O último baluarte do folclore norte-rio-grandense ainda vivo é a romanceira dona Militana, de São Gonçalo do Amarante, que anda esquecida pelos órgãos ditos culturais do nosso "Rio Grande sem Sorte".

A romanceira dona Militana tem a saúde debilitada e foi internada no Hospital do Coração com hipertensão e com grave problema respiratório. Dona Militana recebe todas as atenções necessárias da equipe médica e passa bem.

Ao ter conhecimento da situação de dona Militana, a atual administração municipal determinou que uma equipe acompanhasse de perto a situação da romanceira. "Dona Militana é um dos maiores patrimônios da nossa cidade. Vamos dar a dignidade e o respeito que ela merece", afirmou o prefeito Jaime Calado.

O prefeito ainda enviou à Câmara Municipal um projeto de lei criando uma pensão vitalícia para dona Militana de R$ 1.500,00 dando a ela independência financeira para evitar mais constrangimentos. "É o mínimo que nossa cidade pode fazer por ela", disse.

Uma vida de romances

De acordo com o folclorista Deífilo Gurgel, dona Militana é a figura mais importante do romanceiro popular brasileiro. Sua memória, embora ela tenha 84 anos, ainda guarda um considerável acervo, o que faz dela uma enciclopédia viva da cultura popular potiguar.

Em 2005, dona Militana foi condecorada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma das mais importantes romanceiras do Brasil, sendo considerada a principal guardiã do romanceiro medieval nordestino.

Dona de uma memória privilegiada, capaz de recitar longos enredos do romanceiro nordestino ouvidos na infância, Militana Salustino do Nascimento nasceu em 1925, em Santo Antônio dos Barreiros, município de São Gonçalo do Amarante.

De origem humilde, negra, sem escolaridade, aprendeu a cantar romances ibéricos e nacionais com o seu pai, Atanásio Salustino do Nascimento, quando trabalhava na roça.

Militana canta seus romanceiros numa cadência que lembra o cantochão, com ritmo baseado na acentuação e nas divisões do fraseado. Na maioria das vezes, as narrativas cantadas são histórias trágicas, como a do "Conde de Amarante", em que a esposa chora a ausência do marido, enquanto dá ao filho o leite da amargura e se despede da vida.

Em 2000, ela gravou o CD triplo "Cantares", no qual interpretou cocos, romarias, desafios e fandangos em temas como "Romance da bela infanta", "O mouro e a estrangeira", "Inácio da Catingueira", "Boi mandingueiro", "Romance de reis", "Mulher malvada", "Coco da lagartixa", "Manuel Passarinho" e "General dos Marotos".

Esse trabalho contou com as participações de Antônio Nóbrega, além de Mestre Salustiano e Eusébio Macaíba nas rabecas, Roberto Corrêa na viola, Dolores Portela no cravo, Luca Reale no clarinete e o maestro Osvaldo D' amore da Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte no violino.

27 de março de 2009

Dez filmes que este blogueiro levaria para uma ilha deserta

O jornalista Cefas Carvalho pediu para várias pessoas listarem os dez filmes que levaria para uma ilha deserta. Essa lista não quer dizer minha opinião sobre os dez melhores filmes de todos os tempo. Apenas alguns filmes que eu poderia ver várias vezes sem cansar. Veja no blog Noticiando outras listas. Segue minha lista:

1. Ben Hur (épico, William Wyler, USA)
2. O Dólar Furado (faroeste, Giorgio Ferroni, Itália)
3. Contatos Imediatos do 3º Grau (ficção, Steven Spielberg, USA)
4. Bete Balanço (drama musical, Lael Rodrigues, Brasil)
5. O Expresso da Meia Noite (drama, Alan Parker, USA)
6. Papillon (drama, Franklin J. Schaffner, USA)
7. Calígula (drama, Tinto Brass / Bob Guccione, USA)
8. Matrix (ficção, Andy Wachowski / Larry Wachowski, USA)
9. Tróia (épico, Wolfgang Petersen, USA)
10. Lisbela e o prisioneiro (comédia, Guel Arraes, Brasil)

Um soneto de Antoniel Campos, Natal RN

Boca Diurna

" Art. 39:
(...)
§ 5º Constituem crimes, (...):
(...)
II - (...) a (...) boca de urna;"
(Lei Nº 9.504/97)


A todo e qualquer impedimento
eu hei de infringir durante o pleito.
Serei feito adesivo no seu peito,
não-nulo, nunca em branco ou abstento.

Eu quero, do que é crime, o agravamento:
showmício em carreata liquefeito,
inúmeros traslados no seu leito,
discursos para o nosso ajuntamento.

Você: meus votos válidos no Ibope.
Serei curva ascendente em seu galope,
beijando as suas coxas — minha urna.

Depois, favas contadas, dia 30,
eu quero que você inda me sinta
fazendo, em você, boca de urna.

Escambo Popular de Teatro de Rua em Janduís

Foto: divulgação
Ainda na programação cultural: mostra de vídeo e a terceira feira de artes poéticas, com venda e exposição de artesanato regionais, barracas com comidas típicas e sarau após os espetáculos.
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Janduís, município conhecido nacionalmente pela tradição cultural, realiza neste final de semana mais um Escambo Popular de Teatro de Rua. Nesta 24ª edição, que acontece entre os dias 27 e 30 de março, os artistas pretendem oferecer à comunidade uma programação cultural diferenciada com espetáculos teatrais de rua, teatro de bonecos, dança, cantorias e repentes, xilogravura, cordel, exibições de artes plásticas, entre outras manifestações culturais.

O evento ainda deve contar com lançamento de livros, shows musicais de MPB e reggae, apresentações de folguedos populares com presença de mestres da cultura popular, oficinas de vivência e cursos em diversas áreas artísticas e culturais. Os artistas também vão participar de debates sobre produção cultural.

A coordenação do escambo espera contar com a participação de cerca de 250 artistas de Janduís, de outros municípios do Rio Grande do Norte e de estados como Ceará, Pernambuco e Paraíba.

A expectativa dos participantes do escambo também se volta para a interação com mestres da cultura popular como Gilberto Calungueiro, de Icapuí-CE, Mestra Dadi, de Carnaúba dos Dantas-RN, Mestre Cirilo, de Crato-CE e Mestre Antônio Ferreira do Reisado, do assentamento Campo da Manga, Sobral-CE.

Haverá ainda um encontro um encontro de reggae, com bandas de Icapuí e Felipe Guerra-RN.

Festival traz bandas independentes à Ribeira

Foto: Felipe Lima
Banda paraibana Cerva Grátis se apresenta no Festival Nordeste Independente.

Natal recebe hoje e amanhã a terceira edição do Festival Nordeste Independente, evento que ocorre em várias capitais da região e foi idealizado dentro de uma lista de discussão na Internet. Mais de 40 grupos se apresentam em diversas cidades do Nordeste.

Na etapa de Natal, grupos natalenses se unem a quatro bandas de outros estados, divididos entre os dois dias do evento: as paraibanas Malaquias em Perigo e Cerva Grátis; e as pernambucanas The Keith e Gandharva.

A festa começa às 21h, nos dois dias, no Centro Cultural DoSol, no bairro da Ribeira. Os ingressos para o Festival Nordeste Independente vão ser vendidos na hora, a R$ 2. A produção da etapa de Natal é do Dosol em parceira com a Xubba Musik e o Coletivo Noize.

25 de março de 2009

A Amazônia pelas lentes de Hugo Macedo

Foto: Hugo Macedo
A fauna, flora e os índios da Amazônia estão expostos numa mostra fotográfica virtual no blog de Hugo Macedo, que visitou os recantos da região Norte fotografando as belezas inusitadas desse imenso País.

As fotos fazem parte de um projeto que Hugo está desenvolvendo, onde o objetivo é descobrir um Brasil que a maioria da população não conhece.
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Por enquanto, visitem: http://www.fotohugo.blogspot.com/

SPVA homenageia o fotógrafo D'Luccas

Alguns poetas natalenses reunidos no último Dia da Poesia, 14 de março, na Capitania das Artes.

A Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN convida para a edição de março do Sarau Lítero Musical Estação da Lira, promovido durante todas as últimas quinta-feira de cada mês.

Os poetas prometem um momentos especiais, regado à poesia e música, declamadas, lidas, cantadas, encenadas pelos presentes, nesse mês que comemorou duas vezes a poesia em toda sua plenitude, oferecendo todas as performances ao homenageado da noite, o fotógrafo D’Lucca.

De acordo com a organização do evento, a escolha do nome homenageado recai sempre sobre um artista da terra que tenha ou venha contribuindo com o enriquecimento da cultura potiguar, pela sua produção, luta e resistência a todos os empecilhos que espinham a caminhada do artista e por não desistir.

O artista plástico e repórter fotográfico D’Lucca está sendo homenageado por seu relevante trabalho artístico em prol do meio-ambiente, decorando canteiros e praças em Natal e Nova Parnamirim com suas obras artísticas visuais, embelezando mais ainda a paisagem da cidade e incitando à reflexão pela preservação do planeta.

O Sarau Lítero-Musical Estação da Lira será nessa quinta-feira, a partir das 19h, na Varanda da Capitania das Artes, numa promoção da SPVA/RN com o apoio da Biblioteca Municipal Esmeraldo Siqueira.

Site bilíngue para o turismo potiguar

A Secretaria Municipal de Turismo (Sectur) lançou um site bilíngue (Português e Inglês) para divulgar as potencialidades turísticas da cidade e dos arredores na internet.

Editado em flash, a página eletrônica oferece aos internautas fotografias inéditas das principais praias urbanas, monumentos históricos, gastronomia, passeios turísticos, calendário de eventos e um mapa com as principais distâncias das capitais mundiais em relação à Natal.

Também há informações sobre a estrutura receptiva e uma lista de praias que o turista (e o internauta) não pode deixar de conhecer ao chegar a Natal. Também é possível assistir o vídeo “Natal Feliz Cidade”, campanha institucional lançada em janeiro para estimular os natalenses a receberem bem os visitantes.
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O endereço do site é: www.natalfelizcidade.com.br
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Poesia Aplicada

AG Sued
Poeta Plínio Sanderson é o coordenador do projeto CulturAPlicada.

O irrequieto e ensandecido poeta Plínio Sanderson não pára de celebrar a poesia, realizando eventos poéticos no Colégio Ciências Aplicadas. Porque todo dia é dia de poesia é que a escola realiza o projeto CulturAPlicada, apresentando “Poesia Aplicada: do verso/língua ao universo/linguagem”.

O evento enfocará as três dimensões da palavra (verbi-voco-visual) e será realizado nessa quinta-feira, a partir das 20 horas.
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Na ocasião, haverá o Show multimídia dos “Poetas Elétricos”; a exposição “Bibelôs & Parangolés: metalinguagens poéticas”, de Plínio Sanderson; e a participação do artista plástico de Ceará Mirim, Fábio Di Ojuara, com “Toda merda agora é arte”.

E tem mais... quem for até o Colégio Ciências Aplicadas não vai pagar porra nenhuma, a entrada é de graça.

Serviço
Projeto Cultura Aplicada
Data: 26 de março
Hora: 20h
Local: Auditório do Colégio Ciências Aplicadas
Endereço: Rua Nossa Senhora de Lourdes, 59, Tirol
Entrada gratuita.

Em defesa de postulados sagrados

Por Eduardo Alexandre
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Que energia de sorrisos é essa, que emana do Beco? Qual é a mágica, a magia, o mistério? Ali pisou Cascudo, Navarro, Luís Carlos Guimarães, Berilo Wanderley, Jorge Fernandes, Itajubá, Açucena, Mainha, Bosco Lopes.
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Berço da cidade, as adjacências são o centro histórico de todos os nossos mortos, de nossa história, de nossa luta para virar cidade em tanto tempo. Como demorou ser cidade! Todos os nossos mortos perambulam por lá.
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Quantas festas não fez a Praça da Alegria? Poucas por ano, é bem verdade: São João, Nossa Senhora da Apresentação, Natal. Anos e anos de esperas.
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O carnaval foi o que acanalhou o Beco. Os rapazes se reuniam no Natal Club, Esquina da Rua Nova com a Inhomerim e saiam num Zé Pereira frenético, ladeira leve da Rua da Palha acima e abaixo, folia grande em portas estreitas e elevadas janelas, papanguzando o mundo.
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Beco que já foi lama, hoje é fama e é alma. Beco do Potiguarânia, de boêmios famosos. De maçonaria.
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Adjacências de Cinemas, cocadas e Grande Ponto de João Machado, Djalma Maranhão, conversas sem fim jogadas fora, linho branco; líricos e loucos, Tubiba, Mulamanca. Professor Panqueca. Professor Grácio. Waldemar de Almeida. Gumercindo, Othoniel, Eduardo Medeiros. Praieiras e modinhas.
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Beco do Rato, de Fia, de Gardênia, do Índio, do Estranho. Beco sonâmbulo. Da vida e de mortes. De mortais, imortais e mortos-vivos. Beco de vidas. Muitas vidas.
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Esse sorriso do Beco é o sorriso da alma natalense, alegre criatura que perambula, perambula feito o carteiro de Cascudo, Helmut Cândido, ou o peripatético Volontê, vindo, devagarinho, manhãzinha, ladeira acima, com uma corda de aratu dependurada em cada indicador.
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Beco da meladinha de Nasi. Da cachaça. Da música. Beco de muitas noites e dias de serenatas regadas a cerveja e buchada, rabada, dobradinha, carne-de-gato. Para todos e pra todo mundo, chorinho.

23 de março de 2009

Diversidade e inclusão social são temas para concurso fotográfico da UFRN

Fotos: AG Sued
As inscrições são abertas para fotógrafos amadores e profissionais de todo o Brasil e seguem até o dia 03 de abril.

Imagine se “todos fossem iguais a você!” Tom Jobim que desculpe, mas que terrível seria viver num mundo tão igual. Não haveria diversidade de emoções, diversidade de gostos, de atitudes, de profissões. Como seria então possível viver? E essa tão falada “inclusão social”? Apesar dos grandes avanços nesta área, a sociedade não presencia a inclusão social no dia a dia.

“Beleza da Vida: Diversidade e Inclusão" é o nome do concurso fotográfico aberto a participação de amadores e profissionais de todo o Brasil. O concurso é realizado pelo projeto de extensão GamaDown do Departamento de Biologia Celular e Genética, do Centro de Biociências da UFRN, em parceria com a Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto). As inscrições vão até o dia 03 de abril e os interessados devem obter o regulamento e a ficha de inscrição através do site: www.cb.ufrn.br

A coordenadora do projeto GamaDown e professora do departamento de Biologia Celular e Genética da UFRN, Silvia Bastituzzo, afirma que quando se fala em “diversidade”, as pessoas pensam sobretudo na diversidade da fauna e da flora e confessa que o tema não é dos mais fácies. “Pelo contrário, se o tema fosse exclusão, certamente as pessoas teriam muito mais cenas para fotografar”, disse.

Silvia Batistuzzo acredita que a fotografia poderá oferecer a sociedade um questionamento sobre qual é o seu entendimento dessa diversidade e inclusão e que a própria sociedade responda através da fotografia. Por intermédio de uma imagem, o fotógrafo pode denunciar, divulgar uma situação, levantar questionamentos e também emocionar o público. “Espero que a fotografia se torne uma semente no que ao olhar sobre o tema diversidade e inclusão, auxiliando na transformação das pessoas para a geração de uma sociedade mais justa e inclusiva”, declarou.

Cada fotógrafo poderá inscrever até 03 fotografias, medindo 20 x 30 cm, em papel fotográfico fosco. Serão premiados os dez primeiros colocados e as fotos selecionadas irão compor uma mostra itinerante. O primeiro colocado receberá como prêmio um laptop, segundo e terceiro lugares receberão uma máquina fotográfica Sony. O 4º lugar receberá um MP4. Do 5º ao 9º lugar, os classificados receberão um bônus de R$ 50,00 para aquisição de livros na Cooperativa Cultural da UFRN. O décimo colocado será premiado com um pen drive de 1 GB.
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Entrevista com Silvia Batistuzzo, coordenadora do concurso fotográfico e professora do Departamento de Biologia Celular e Genética, do Centro de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
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Como surgiu a idéia para realizar o concurso fotográfico “Beleza da Vida: Diversidade e Inclusão"?
Este concurso fotográfico faz parte de um projeto de extensão, desenvolvido na UFRN que se intitula “GamaDown: da genética à inclusão, a arte da mobilização”. Este projeto visa, através da arte, informar e esclarecer, a população acerca da Síndrome de Down, não somente do ponto de vista genético mas, sobretudo, do ponto de vista social, visto que o limite das pessoas com Síndrome de Down não é genético e sim social.

Por que a fotografia foi escolhida para trabalhar o tema "diversidade e inclusão"?
Num primeiro momento de 2008, os alunos de extensão fizeram várias fotos de pessoas com Síndrome de Down na família, na escola, no trabalho e na sociedade em geral. Estas fotos foram expostas na CIENTEC do ano passado e em alguns setores da UFRN. Outro momento deste projeto era perceber, sentir o olhar da população em geral sobre o Tema “diversidade e inclusão”. Esta visão, o resultado deste concurso, servirá como um termômetro para nossas ações futuras.

"Beleza da Vida: Diversidade e Inclusão". O tema não parece ser muito fácil. Como se deu a escolha do nome para o projeto?
Nos anos 90, o conceito da “Inclusão Social” começou a ser divulgado e a ONU fez uma resolução prevendo que, até o ano de 2010, o conceito da sociedade inclusiva deve passar da “conscientização para ação”. A Inclusão prevê uma sociedade para “todos”. Esta frase, bastante usada no governo Lula e no governo Wilma de Farias vem do compromisso do Estado e do Pais para por em prática a resolução da ONU. Então, se a sociedade é para “todos”, “todos” nós temos que desenvolver ações para informar, desmistificar, dar visibilidade aos excluídos. Considero que existem três níveis para se discutir e fazer inclusão: 1) Família, 2) Escola e 3) Sociedade. O concurso de fotografia vem abranger este terceiro item.

Quem pode participar do concurso fotográfico "Beleza da Vida: Diversidade e Inclusão"?
De início, nós pensávamos em fazer um concurso fotográfico só com o tema “Síndrome de Down” e restrito ao público universitário da UFRN, visto que é um projeto de extensão desta universidade. Entretanto, por que não ousar mais? A Síndrome de Down é somente uma das deficiências, um grupo de excluídos. A sociedade tem muito mais a mostrar, então ampliamos o tema para “Diversidade e Inclusão”. Diversidade humana como um todo, não só de deficientes e também por entendermos que só haverá inclusão de fato, quando compreendermos que a “diversidade” é a base da beleza da vida! Não existe vida, nenhum tipo de vida, sem diversidade! Então, com a ampliação do tema, qualquer pessoa residente no Brasil, maior de idade, pode participar do concurso fotográfico, seja um fotógrafo profissional ou amador. Esperamos ter uma grande participação com representantes de diferentes Estados do Brasil!

22 de março de 2009

Expedição Fotográfica Seridó

Foto: Pedro Morgan
Fotografando as belezas do sertão do Seridó

A primeira expedição fotográfica ao Seridó da Aphoto vai registrar as belezas de Acari, uma das mais tradicionais cidades seridoenses, além do açude Gargalheiras, um dos mais bonitos cartões postais do interior do Rio Grande do Norte.

A expedição vai sair às seis horas da manhã do dia 26 de ABRIL (domingo) para desbravar o sertão do Seridó através da BR 226. A trupe retorna à Natal por volta das cinco da tarde, num verdadeiro bate-e-volta.

Para conhecer mais sobre Acari e o açude Gargalheiras, visite o blog Chão Potyguar:
http://chaopotiguar.blogspot.com/2008/10/acari.html

SERVIÇO
Expedição Fotográfica Seridó
Acari & Gargalheiras
Dia: 26 de Abril
Saída: 06h00
Local: Practical Cursos de Fotografia (por trás da Igreja do Galo, centro)
Valor: Sócio da Aphoto R$ 50,00 / Não-sócio R$ 65,00
Informações e reservas com Alex Gurgel:
3211-5436 / 8896-5436 / alex-gurgel@oi.com.br

21 de março de 2009

Um poema de Céfas Carvalho, Natal RN

Não quero mais


Estourei minh´alma nos corais
Queria o mar, não quero mais...

Beijos de sal em alto mar
Queria velas pra navegar

Paixões pagãs no areal
Queria o bem, queria o mal

Beber o mar em aguardente
Queria mais, tão de repente

Estourei minha vida lá no cais
Queria viver, não quero mais...

Marketing Inteligente - Cigarros Philip Morris

Nota do Grande Ponto: Na verdade, o Philip morreu de depressão, já que ele não tinha amigos e ele mesmo tirava suas fotos nas férias.

Informes Literários

Prêmio Vivaleitura
Estão abertas as inscrições para o prêmio Vivaleitura 2009. Até o dia 24 de julho, as instituições, empresas, órgãos públicos e pessoas físicas do Brasil podem concorrer com seus trabalhos de incentivo à leitura em três categorias distintas (Bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; Escolas públicas e privadas; e Sociedade: empresas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições sociais). Serão selecionados e divulgados em outubro cinco projetos em cada eixo. Os vencedores serão conhecidos em novembro.

Propaganda mostra crianças estimulando adultos na leitura
Um vídeo que circula na internet aborda a possibilidade das crianças estimularem os adultos na leitura. Nas imagens, uma criança lê um livro, mas sua mãe a pressiona para irem embora. A jovem escolhe um livro para a mãe, envolvendo ambos no mundo literário. No Brasil, os jovens e crianças leem mais que os adultos de acordo com a pesquisa Retratos da leitura no Brasil, com uma média de 8,5 livros para a faixa etária de 11 a 13 anos e 4,2 para adultos de 30 a 39. Para ver a pesquisa na íntegra, clique aqui.

Ortografia é unificada, mas e a fala?
Vídeo produzido pela BBC Brasil durante o especial sobre o acordo ortográfico compara a questão da ortografia com as grandes diferenças na fala que há entre os países de língua portuguesa. Apesar de já ter gerado controvérsias nos Estados lusófonos, como o manifesto assinado por mais de 100 mil portugueses contra a junção da língua, o Novo Acordo Ortográfico será implantado. Já as falas continuarão diferentes. O vídeo ainda diz que a troca cultural no mundo lusófono pode facilitar a compreensão, além de relatar que os portugueses têm maior facilidade em entender os brasileiros do que o contrário.

Agenda nacional

Bienal Internacional do Livro da Bahia
17 a 26 de abril
Mais informações

Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas MG
25 de abril a 3 de maio
Mais informações

Agenda Internacional

Salão do Livro de Paris (França)
13 a 18 de março
Mais informações

Feira do Livro de crianças de Bologna (Itália)
23 a 26 de março
Mais informações

Feira do Livro de Londres (Inglaterra)
20 a 22 de abril
Mais informações

Feira do Livro de Buenos Aires (Argentina)
23 de abril a 11 de maio
Mais informações

Prêmios Literários

7º Concurso Literário Guemanisse de Contos e Poesias
Inscrições: até 9 de março
Aberto a: contos e poesias escritos em língua portuguesa
Premiação: R$ 3 mil para o primeiro colocado, R$ 2 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro, todos com publicação em livro.
Mais informações

Prêmio São Paulo de Literatura
Inscrições: até 30 de março
Aberto a: autores e autores estreantes que tenham livros de ficção no gênero romance lançados entre 01/01/2008 e 31/12/2008.
Premiação: R$ 200 mil para os vencedores das duas categorias do prêmio.
Mais informações

Prêmio Euclydes da Cunha
Inscrições: até 31 de julho
Aberto a: livros inéditos ou publicados a partir de 1º de janeiro de 1999 que tratem da vida ou da obra de Euclydes da Cunha.
Premiação: R$ 30 mil
Mais informações

Concurso Banco Real Talentos da Maturidade
Inscrições: até 22 de agosto
Aberto a: Pessoas com idade igual ou superior a 60 anos.
Premiação: Troféu e R$ 7 mil reais para os cinco primeiros colocados de cada categoria.
Mais informações

Cultura e informação no entretenimento para o jovem potiguar

A soma é simples. Jovens produzindo televisão de qualidade mais jovens que exigem televisão de qualidade é igual a sucesso! O Programa Estúdio Livre chega para quebrar a barreira que existe entre nossa TV local, entretenimento, cultura e informação.

Junto com os apresentadores Carla Cruz, Matheus Magalhães, Tulius Souza e diversos outros repórteres que vão às ruas tentar trazer o melhor que nossa região pode oferecer, a TV Câmara local, canal 37 da CaboTv, não vai deixar a monotonia tomar conta dos domingos.

Dividido em vários quadros especiais e matérias jornalísticas com temas que vão desde a posse do atual presidente dos EUA até o simples dia-a-dia de um tosador de cães de Natal, o programa tem o formato de revista eletrônica, com 30 minutos de duração e exibição às 13h.

Outro detalhe é que sua periodicidade será quinzenal, logo o telespectador poderá conferir o que perdeu nas posteriores reprises.

"Inventei a Roda Produções" é a produtora responsável e idealizadora do programa.

O leitor do Grande Ponto pode conhecer todo esse trajeto no blog
www.progestudiolivre.blogspot.com.

Trupe de teatro mossoroense é selecionada para festival internacional

AG Sued
O Grupo de Teatro O Pessoal do Tarará vai representar o Rio Grande do Norte no Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia, que acontecerá no mês de setembro deste ano, em Salvador.

Esta semana, a organização do evento divulgou a lista dos selecionados que participarão deste evento, que é um festival que forma um panorama contemporâneo dos rumos das artes cênicas na América Latina. A programação conta com produções de oito países: Argentina, Bolivia, Brasil, Colômbia, Cuba, Equador, Estados Unidos e Peru.

A trupe mossoroense d’O Pessoal do Tarará participará do festival, que não tem caráter competitivo, com o espetáculo "A Peleja do Amor no Coração de Severino de Mossoró". “Este festival é importante porque vai possibilitar a troca de experiências com artistas de outros países, de conceituados grupos internacionais. Poderemos assistir aos espetáculos participantes, e ainda apresentar o nosso. Estamos felizes em podermos viver este momento em que colocamos o nosso grupo em um outro patamar”, explica a atriz Alana Azevedo.

“É um momento importante para o nosso Estado. Estamos no caminho certo. No ano passado os Clowns de Shakespeare de Natal estiveram neste mesmo festival, e este ano somos nós. Isso prova que estamos fazendo um teatro consistente aqui no Rio Grande do Norte, dando ênfase ao trabalho de grupo, que tem uma preocupação com a pesquisa, com o repertório”, explica o ator e diretor Dionízio do Apodi.
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Todos os grupos participantes desenvolvem uma pesquisa de linguagem própria e a construíram através da coletividade. Através da troca de experiências entre os grupos, o Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia oferece uma possibilidade de intercâmbio e integração entre povos distintos, mas que compartilham uma mesma identidade geográfica e têm cruzamentos culturais.

O evento pretende fomentar a discussão e o debate sobre estratégias – sejam artísticas, de produção ou circulação – e criações teatrais em diversas partes de um continente marcado pela miscigenação.

Capitania das Artes promove diálogo com artistas

clique no convite para ampliar
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Na próxima segunda-feira, um diálogo entre o poder público e todos os artistas e interessados em arte promete resultar em novas ideias para as artes visuais em Natal. A Prefeitura do Natal, através da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), promove, a partir das 10h no Auditório da Funcarte, o "conversa com o artista".

A iniciativa pretende discutir os novos projetos relacionados às artes visuais propostos pelo inédito Plano Municipal de Gestão Cultural. Todos, sem distinção, podem participar do evento. O presidente da Capitania das Artes, César Revorêdo, e a coordenadora do Núcleo de Artes Visuais, Sânzia Pinheiro, receberão os interessados para explicar quais as melhorias a ser implantadas com o novo Plano, além de escutar as opiniões dos que se preocupam com os rumos da arte na cidade e dos que a fazem.

Novas ideias para as artes visuais

Com o intuito de capacitar artistas e de divulgar as artes visuais, o Plano Municipal de Gestão Cultural formulado pela Funcarte traz uma série de novas ideias. Mas, de acordo com Sânzia Pinheiro, “os projetos podem ser modificados e novos podem ser inclusos ao Plano, a partir desse diálogo com os artistas”. Em sintonia com esse conceito, uma das propostas do Plano é a realização de diálogos quinzenais com artistas locais ou que estão expondo na Galeria da Capitania.

Outra proposta leva as mostras artísticas além das galerias de arte, com a organização de exposições em espaços como os shoppings, a Praça das Flores, o Mercado de Petrópolis, o Beco da Lama (Beco das Cores) e os transportes urbanos. Embora se pretenda desconcentrar as exposições, a Galeria da Funcarte também receberá atenção, ganhará reformas e exposições movimentadas por palestras e ações educativas.

Projetos já existentes serão reformulados, como o Salão da Cidade do Natal, proporcionando maior visibilidade ao evento e transformando-o em um misto de arte e reflexão sobre a produção das artes visuais. O 8 de maio, Dia Nacional das Artes Visuais, também será repaginado e transformado em uma semana de interações artísticas, por meio de oficinas e intervenções por toda a cidade.

A capacitação do artista, através de programas de residência no exterior, oficinas e reformulação dos cursos de arte do Centro Municipal de Artes Integradas (CMAI), também faz parte do Plano. Uma atenção especial será dada à comercialização de obras de arte, pouco praticada pelos natalenses e turistas pela falta de contato com as mostras artísticas. Além disso, serão propostas as criações do Museu de Arte Contemporânea e do Fundo Para Desenvolvimento das Artes Visuais.

Fotografia & Poesia

O Vaqueiro
Patativa do Assaré

Eu venho dêrne menino,
Dêrne munto pequenino,
Cumprindo o belo destino
Que me deu Nosso Senhô.
Eu nasci pra sê vaquêro,
Sou o mais feliz brasilêro,
Eu não invejo dinhêro,
Nem diproma de dotô.
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Da minha vida eu me orgúio,
Levo a Jurema no embrúio
Gosto de ver o barúio
De barbatão a corrê,
Pedra nos casco rolando,
Gaios de pau estralando,
E o vaquêro atrás gritando,
Sem o perigo temê.
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Criei-me neste serviço,
Gosto deste reboliço,
Boi pra mim não tem feitiço,
Mandinga nem catimbó.
Meu cavalo Capuêro,
Corredô, forte e ligêro,
Nunca respeita barsêro
De unha de gato ou cipó.
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Tenho na vida um tesôro
Que vale mais de que ôro:
O meu liforme de côro,
Pernêra, chapéu, gibão.
Sou vaquêro destemido,
Dos fazendêro querido,
O meu grito é conhecido
Nos campo do meu sertão.
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Eu não sei tocá viola,
Mas seu toque me consola,
Verso de minha cachola
Nem que eu peleje não sai,
Nunca cantei um repente
Mas vivo munto contente,
Pois herdei perfeitamente
Um dos dote de meu pai.
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O dote de sê vaquêro,
Resorvido marruêro,
Querido dos fazendêro
Do sertão do Ceará.
Não perciso maió gozo,
Sou sertanejo ditoso,
O meu aboio sodoso
Faz quem tem amô chorá.

IV Festival de Música do Beco da Lama abre inscrições

Até o dia 30 de abril, as inscrições para a 4º edição do Festival de Música do Beco da Lama (MPBeco) estarão abertas para músicos, compositores e intérpretes de qualquer lugar do nosso Rio Grande e que queiram vir à Natal para participar do evento.

Com palco armado em frente ao Palácio Potengi (Pinacoteca do Estado), no centro da cidade, o MPBeco tem como principal objetivo fomentar a produção cultural do RN, criando novas alternativas para os artistas, estimulando-os através da concessão de prêmios.

As inscrições são gratuitas e cada compositor poderá inscrever até três músicas, que deverão ser inéditas e terem sido compostas individualmente e/ou em parceria.

Este ano, o Festival MPBeco aumentou em 50% o valor global de seu prêmio, divididos em seis categorias distintas: 1º, 2º e 3º lugares; melhor arranjo musical; melhor intérprete e prêmio do voto popular.

Além disso, para cada um dos dez finalistas, será concedido um bônus/incentivo de R$ 200,00.

O resultado contendo as 24 músicas classificadas será divulgado no dia 9 de maio. As duas eliminatórias e a etapa final do Festival serão realizadas, respectivamente, nos dias 16, 23 e 30 de maio, na Praça Sete de Setembro - Centro Histórico.

Só após a divulgação dos 24 classificados é que a produção do projeto definirá a lista dos shows especiais que serão realizados a cada etapa do evento.

Como fazer as inscrições para o IV MPBeco

As inscrições podem ser feitas no Disco Fitas (Rua Princesa Isabel, 700) ou no Sebo Balalaika (Rua Vigário Bartolomeu, 565), no centro de Natal.

Já as inscrições remetidas pelos Correios deverão ser destinadas ao seguinte endereço: Produção do IV MPBECO - Festival de Música do Beco da Lama - Rua Júlio de Castilho, 85 - Conjunto Vale do Pitimbu - Bairro Pitimbu - Natal/RN - CEP.: 59.069-550.

Veja fotos do MPBeco do ano passado, CLIQUE AQUI

20 de março de 2009

O Grande Ponto pautando a Tribuna do Norte, quem diria!

Só foi sair a notícia no Grande Ponto que Dona Militana (foto) estava internada num hospital local com uma crise respiratória e hipertensão que a Tribuna do Norte publicou uma matéria sobre o assunto.

Mérito para este GP que está pautando as redações culturais natalense. Pena que não haja um reconhecimento e “eles” não publiquem o devido crédito da fonte.

Este blogueiro desconfiava que o GP era lido nas melhores redações da aldeia e já chegou a pautar várias matérias. Agora, essa de Dona Militana foi phoda.

Veja o post abaixo de quarta-feira (18 de março) com a notícia e veja o link da TN de hoje:
http://tribunadonorte.com.br/noticias/104161.html

E ainda mais que a matéria foi feita por telefone, já que Dona Militana não está recendo ninguém pelo seu estado crítico. Uma foto “antiga” foi usada para ilustrar a matéria.

CD Cineclube

AG Sued
O poeta Lívio Oliveira (foto) avisa que o disco “CD Cineclube”, com músicas de Babal e letras de Lívio, já está pronto e tem data para o lançamento: Será no dia 16 de abril (numa quinta-feira), às 19 horas, na Fundação Capitania das Artes.

O CD, que é uma homenagem a todos os cinéfilos e cineclubistas, e tem participações de: Geraldo Azevedo, Joca Costa (arranjador), Khrystal, Valéria Oliveira, Liz Rosa, Mirabô,Luciane Antunes, Di Steffano, Isaac Sol, Airton Guimarães, Gilberto Cabral, dentre outros nomes importantes da música.

Vejam o poema de Lívio Oliveira numa homenagem a Fellini:

As Mulheres da Cidade
(Babal e Lívio Oliveira - Homenagem a Federico Fellini, interpretada por Geraldo Azevedo)

Quanta vezes, Giulietta?
Quantas vezes só?
Quantos trens peguei na vida?
Nessa doce vida?
No caminho da cidade,
Das mulheres da cidade,
Mulheres da vida.

Sem vergonha e sem idade,
Quantas vezes, oh! Masina,
Nessa longa sina,
Esperei para te ver?
Nua na retina?
Quantas luas e feitiços?
Quantas lágrimas?
Quanto viço?

Melhor não mentir.
Melhor te dizer:
Nunca fui um Casanova,
Louco por você.
Eu fui sempre um marinheiro
Da nave que vai
E atravessa o mar inteiro
Em busca do cais
Dos seios de minha mãe
Dos olhos do meu pai.
Ensaiei toda a orquestra
E no fim daquela festa
Encontrei você
Me guardei em você.

Arte coletiva potiguar na Bienal de Havana

Nesta sexta feira, 20 de março, às 20h, o coletivo Aladim, composto por artistas potiguares, dará início a segunda etapa do "Projeto Aladim e a Identidade maravilhosa" na Praça Juscelino Kubitschek, no conjunto Alvorada I, próximo da antiga Casa Shock Show, na estrada da Redinha.
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A ação é aberta a artistas e interessados que desejarem intervir em um imenso painel que tem como ponto de partida a obra Guernica, de Pablo Picasso. A ação está participando da Bienal de Havana.

Um dos pontos altos da noite é a ilustríssima participação dos multitalentosos artistas do Circo Tropa Trupe e a distribuição dos Passaportes Intergalácticos - que dão acesso a intervenção na obra e a união de sonhos e ações em prol do universo, os mesmos passaportes serão distribuídos em Cuba.

A primeira etapa das intervenções aconteceu durante as comemorações do dia da poesia, na Praça Augusto Severo, onde a imensa lona foi exposta para que os artistas iniciassem o processo de intervenção.

Ao final destas ações, ainda no mês de março, a obra seguirá junto com uma equipe formada por sete artistas do Coletivo, representando o Rio Grande do Norte na Bienal de Havana. São eles: Guaraci Gabriel, Wendel Gabriel, Julio Castro, Afonso Martins, Francisco Gileno, Marcelo Amarelo e Jean Sartief.

Chegando lá, os artistas apresentarão a obra criada em solo e ventos potiguares para o mundo, e realizam a terceira fase do projeto que consiste em propor a mesma intervenção aos artistas e ao povo cubano, bem como aos presentes na Bienal de Havana.

Ao final do evento, a obra que foi produzida em terra potiguar será doada a Cuba e a obra produzida no solo cubano será doada ao Governo do Rio Grande do Norte.

Contatos com alguns membros da equipe que viajará à Cuba:

Guaraci Gabriel – 8834.0354
Afonso Martins – 99967.999
Marcelo Amarelo – 9151.0695
Wendel Gabriel – 8883.7688
Edilma Lopes – 8875.4246

Visitem o blog do Coletivo Aladim:

http://www.projetoaladim.blogspot.com/

18 de março de 2009

84 anos de Dona Militana

Este blogueiro já fez esse clamor no Grande Ponto, em agosto do ano passado: “Salvem Dona Militana”... Hoje, a romanceira mais importante do Brasil está internada num hospital se recuperando de uma hipertensão e ainda sofre com grave problema respiratório, que dificulta a oxigenação do seu cérebro. Se não fossem os cuidados da prefeitura de São Gonçalo do Amarante, ela já tinha morrido.

A romanceira Dona Militana é o último bastião cultural vivo do folclore potiguar e completa 84 anos de vida nessa quinta-feira, 19 de março, Dia de São José. Em 2005, foi condecorada pelo presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, como uma das mais importantes romanceiras do Brasil.

Nascida em São Gonçalo do Amarante, ainda vive com a família no sítio Oiteiro. É considerada a principal guardiã do romanceiro medieval nordestino. Dona de memória privilegiada, capaz de recitar longos enredos do romanceiro nordestino que ouviu na infância.

De origem humilde, negra, sem escolaridade, Dona Militana aprendeu a cantar romances ibéricos e nacionais com o seu pai, Atanásio Salustino do Nascimento, quando trabalhava na roça. Sua memória guarda, por tradição oral, um considerável acervo, o que faz dela uma enciclopédia viva cultura popular.
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Vejam um maravilhoso cordel cantando a vida e obra de Dona Militana. Clique Aqui

17 de março de 2009

A Mulher Mortadela

Depois dos fenômenos editoriais como a Mulher Melancia, Mulher Jaca e Mulher Moranguinho, o Grande Ponto apresenta para o grande público a Mulher Mortadela, sucesso grantido no eixo Ceará Mirim - Extremoz.

Pequeno dicionário nordestinês

Testículo - Texto pequeno.
Pressupor - Colocar preço em alguma coisa.
Padrão - Padre muito alto.
Estouro - Boi que sofreu operação de mudança de sexo.
Democracia - Sistema de governo do inferno.
Barracão - Proíbe a entrada de caninos.
Homossexual - Sabão em pó para lavar as partes íntimas.
Ministério - Aparelho de som de dimensões muito reduzidas.
Detergente - Ato de prender seres humanos.
Conversão - Papo prolongado.
Barganhar - Receber um botequim de herança.
Unção - Erro de concordância verbal. O certo seria "um é".
Expedidor - Mendigo que mudou de classe social.
Luz solar - Sapato que emite luz por baixo.
Cleptomaníaco - Mania por Eric Clapton.
Contribuir - Ir para algum lugar com vários índios.
Cerveja - O sonho de toda revista.
Regime Militar - Rotina de dieta e exercícios feitos pelo exército.
Caçador - Indivíduo que procura sentir dor.
Volátil - Avisar ao tio que você vai lá.
Assaltante - Um "A" que salta.
Determine - Prender a namorada de Mickey Mouse.
Pornográfico - O mesmo que colocar no desenho.
Coordenada - Que não tem cor.
Presidiário - Aquele que é preso diariamente.
Ratificar - Tornar-se um rato.
Violentamente - Viu com lentidão.
Diabetes - As dançarinas do diabo.
Negativa - Crioula muito trabalhadeira.

Enquanto as chuvas não enchem o açude Gargalheiras...

Foto: AG Sued
No Rio Grande do Norte é assim: Quem não tem casa na beira da praia, vai procurar a família no interior do Estado para passar as férias, curtindo a atmosfera sertaneja.

Porém, para aqueles que já encheram o saco de sol e praia, o sertão do RN oferece roteiros alternativos para se curtir uns dias de folga em pequenos paraísos.

Com suas águas limpas, calmas e mornas, o Açude Gargalheiras, em Acari, é uma perfeita estância, proporcionando banhos prolongados e relaxantes para quem visita as belezas do Seridó.

Na “Prainha” do Gargalheiras, o visitante ainda pode saborear um tucunaré frito a moda da região e pagar 20 contos de real, prato para duas pessoas.

Um soneto de Gilmar Leite, São José do Egito PE

Lugar da Poesia

A poesia não é pra todo mundo!
É preciso ter grande sentimento;
Ter a alma tão livre como o vento
Libertar o sensível do profundo.

É viver de emoção todo segundo,
Explodir de beleza o pensamento,
Ver o belo, na dor, no sofrimento,
Encontrar o fulgor no lugar fundo.

É preciso ser leve feito à brisa!
Enxergar na palavra a luz precisa
E deixar-se envolver-se pela a vida.

É viver sobre as plumas da magia!
Navegar no fulgor da fantasia
Sobre o barco da alma enternecida.

Lançamento de livros de Octacílio Alecrim e Eloy de Souza

clique no convite para amplia
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O Instituto Pró Memória de Macaíba
e o Grupo Sempre Macaíba,
convidam
para o lançamento de livros de
Octacílio Alecrim e Eloy de Souza , na
Casa da Cultura de Macaíba.

Sindsaúde prorroga inscrições para o Concurso de Contos

O Sindsaúde prorroga as inscrições do "1° Concurso de Contos" até o dia 26 de março. Podem se inscrever qualquer servidor público de todas as esferas (municipal, estadual e federal). Não há limite de páginas e a temática é livre.

Os interessados devem entregar os contos até o dia 26 na sede do Sindicato (avenida Rio Branco, 874, Centro). Mais informações no site: www.sindsaudern.org.br ou ligue para 4006-2950.

O Concurso faz parte das comemorações pelos 18 anos do Sindsaúde. O primeiro lugar será premiado com o valor de um salário-mínimo, o segundo com meio salário-mínimo e o terceiro com um terço de um salário-mínimo.

16 de março de 2009

José Guará lança novo livro nessa quinta-feira

No próximo dia 26, quinta-feira, o potiguar José Guará lança “Fragmentos de História Militar”, o sexto livro de sua autoria. O evento será às 19 horas, no Sota Voga, na rua Djalma Maranhão, sem número, no bairro de Lagoa Nova.

A obra traz uma seleção de discursos ou conferências pronunciadas por Guará em diversas épocas e ocasiões, em solenidades militares da Marinha, Exército e Aeronáutica, além de abordar trabalhos e opiniões sobre acontecimentos e personalidades históricas.

“Fragmentos de História Militar” será vendido por 40 realezas nas livrarias da cidade.

O poeta popular e a "Bolsa-Vaselina"

A decisão do Ministério da Saúde de adquirir gel lubrificante para "reduzir os danos" nas relações sexuais anais, revoltou muita gente, mas inspirou o poeta popular Miguezim de Princesa, que, com muita graça, compôs o cordel "Bolsa-Vaselina".

Leia abaixo o cordel "Bolsa-Vaselina":

Bolsa-Vaselina

Sem ter mais o que doar,
O Governo da Nação
Resolveu, virando os olhos,
Gastar mais de R$ 1 milhão,
Doando para os viados
Bolsa-lubrificação.

Quem tem o seu pode dar
Da forma como quiser
Seja feio, seja bonito,
Seja homem ou mulher,
E tem de agüentar o tranco
Da forma como vier.

O Governo Federal,
Que em tudo quer se meter,
Decretou que o coito anal
Tem mas não pode doer
E o Bolsa-Vaselina
Surgiu para socorrer.

Quinze milhões de sachês:
A farra está animada!
Vai ter festa a noite inteira,
Até mesmo na Esplanada,
Sem ninguém sequer sentir
A hora da estocada.

Coitada da prega-mãe,
Vai perder o seu valor,
Pois é ela quem avisa
Na hora que aumenta a dor
E protege as outras pregas
De algum violentador.

O governo quer tirar
Do gay a satisfação,
Como mulher sem praze
(Fonte de reprodução),
Porque tanta vaselina
Vai tirar a "sensação".

É para reduzir danos
- Defende logo um petista.
Porque na hora do coito
Dá um escuro na vista
E a dor é tão profunda
Que eu sinto dó do artista.

- Mas tu já desse, bichim?
- pergunta Zé de Orlando.
O governista sai bravo,
Dando coice e espumando,
Pega o "rabo de cavalo"
E sai no dedo enrolando.

O Brasil é mesmo assim:
Prostituta tem prazer,
Vagabundo tira férias,
Se trabalha sem comer
E quem dá o ás-de-copas,
Dá mas não pode doer.

O governo resolveu
Dar bolsa pra todo mundo
E criar um grande exército
De milhões de vagabundos
Só faltava esta bolsa
De vaselinar os fundos.

15 de março de 2009

Versos, poetas e celebração no Dia Nacional da Poesia em Natal

Nei Leandro e Volonté receberam homenagens pela Prefeitura de Natal, através da Capitania das Artes.

Enfim, o último vate marginal, da geração mimeografo que atuou em Natal nos idos 70, foi reconhecido oficialmente como “poeta”. Volonté recebeu das mãos da prefeita Micarla de Souza, o diploma de poeta na última sexta-feira, 13 de março, quando a Capitania das Artes celebrou o Dia Nacional da Poesia.

Na mesma ocasião, o escritor e poeta Nei Leandro de Castro foi homenageado pela Prefeitura pela importância da sua obra. Nei é autor de “As Pelejas de Ojuara”, romance que virou filme de sucesso nacional, estrelado por atores globais e com patrocínio do Governo do Estado.

A poesia de Volonté não tem nada de especial e nunca chamou a atenção de ninguém pela sua genialidade. Já os versos de Nei Leandro são reconhecidos como de alto nível poético, com sonoridade, rima, ritmo e estranhamento, ferramentas importantes na elaboração de um poema.

Nei morou na Rio de Janeiro por 30 anos, ganhando a vida como publicitário. Se aposentou e voltou a morar em Natal faz uns cinco anos. Em terras cariocas, ele é uma pessoa comum como qualquer outra. Aqui, Nei é tratado pela imprensa e pelos intelectuais potiguares como uma divindade literária, que reconhecem seu talento.

Num calor infernal, o dia 13 de março foi repleto de celebrações, como se um evento festivo para celebrar a poesia fosse suficiente. A Capitania das Artes até organizou uma mesa redonda lotada de poetas como Nei Leandro, Plínio Sanderson, Lívio Oliveira, Eduardo Alexandre, Iara Carvalho e Jânia de Souza, para discutir “Os novos caminhos da poesia potiguar”.

Porém, faltou o diálogo com a universidade. Simplesmente, a Capitania esqueceu-se de convidar os verdadeiros doutores em literatura, principalmente àqueles especialistas em Literatura Potiguar como Humberto Hermenegildo ou Tarcísio Gurgel. Outro nome da UFRN que não pode faltar em nenhum debate poético é o professor Chico Ivan, verdadeiro representante da tradição dos currais-novense José Bezerra Gomes e Luís Carlos Guimarães

Muitos poetas levaram falta na caderneta da Capitania pela sentida ausência na festa. Durante a tarde, ainda houve o musical incompreensível do grupo “Poetas Elétricos”. Se ninguém explicar o que está ocorrendo no show, o observador comum não vai entender nada.

A alardeada Galeria do Povo, que deveria ser organizada por Eduardo Alexandre, não aconteceu. Pelo menos, este blogueiro não viu nada de Galeria e tinha pouca gente Ribeira. O evento oficial da Capitania terminou com o show do poeta seridoense Wescley Gama, vencedor do prêmio Luís Carlos Guimarães, promovido pela Fundação José Augusto.

A festa terminou com o peta ensandecido Plínio Sanderson sentenciando: “Um elefante é pouco para colocar a poesia potiguar”, referindo-se ao formato do desse mamífero proboscídeo de tamanho avantajado que tem a forma do mapa do RN. Pura verdade para um Estado que tem 16 poetas por metro quadrado. E haja poesia!

14 de março de 2009

Natal celebra o Dia Nacional da Poesia

Caros leitores do Grande Ponto,

Desde ontem, Natal celebra o Dia Nacional da Poesia e este blogueiro está fazendo a cobertura para alguns jornais. Prometo que, a partir desse domingo, começarei a postar nesse espaço tudo que ocorreu durante a celebração poética. Hoje, lá pelas bandas do Beco da Lama, ainda tem mais celebrações, terminando com o show de Jessier Quirino. Vejam a programação abaixo e aguardem os próximos posts. Logo mais abaixo, há uma postagem mostrando os primeiros poetas potiguares.

Em tempo: o artista plástico Franklin Serrão descobriu a razão de ter tanto poeta em Natal. O poeta natalense Lourival Açuncena teve mais de 25 filhos.
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PROGRAMAÇÃO POÉTICA

08 h – Alvorada poética – Fortaleza dos Reis Magos
10 h – Exposição Eternos Poetas – Museu Café Filho
10 h 30 min – Lançamento do balaio poético – Calçadão da João Pessoa - Arte Viva / Santa Cruz
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Beco da Lama
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12 h – Feijão poético com grupo Sonorozinho – Bar de Nazaré
12 h 30 min – Lançamento da Edição nº. 20 da Revista Preá
13 h 30 min – Entrega do Prêmio Rubens Lemos e Luís Carlos Guimarães
14 h – Show e recital com Izaias Gomes
14 h 30 min - Tribuna Livre
16 h – Show com Raul (Alcatéia Maldita)
18 h – Show de Allan Sales e Miró – PE
19 h – Recital de Antonio Francisco - RN
20 h – Show de Jessier Quirino e banda- PB

Os primeiros aedos potiguares

por Alexandro Gurgel

A preocupação com a Literatura praticada no Rio Grande do Norte ao longo do tempo começa a ser registrada tardiamente em 1897, por um jovem estudioso chamado Antonio Marinho, que se propôs a fazer um balanço na produção literária potiguar até então, em artigos inscritos nas páginas de “A Tribuna”, tipo de revista cultural de uma associação denominada Congresso Literário.

Em 1921, Câmara Cascudo fazia um brilhante trabalho de pesquisa em “Alma Patrícia”, reforçando o trabalho de Antonio Marinho. Mais tarde, Ezequeiel Wanderley reuniu mais informações no seu livro “Poetas do Rio Grande do Norte”, quando deu ‘maior destaque aos poetas do que aos romancistas da época’, de acordo com alguns estudiosos da Literatura Potiguar.

Alguns escritores acreditam que o autor foi levado pela emoção quando fez a seleção de autores para o livro. “Certamente para justificar nossa fama de Terra dos Poetas”, escreveu o professor Tarcísio Gurgel, no seu livro “Informação da Literatura Potiguar” (Argus, 2001, Natal RN).

Conforme toda essa a historiografia literária, Lourival Açucena é considerado o primeiro poeta do Rio Grande do Norte. Nasceu em Natal a 17 de outubro de 1827 e faleceu na mesma cidade a 28 de março de 1907. Embora não tenha publicado livro, foi o primeiro poeta a construir toda uma obra. Anos depois, seus poemas foram reunidos por Câmara Cascudo, em obra póstuma, sob o título "Versos" (1927, 2. ª ed., Natal, Editora da UFRN, 1986).

Merece destaque uma escritora potiguar que passou 28 anos na Europa e se tornou célebre pela sua luta a favor do soerguimento da mulher. Dionísia Gonçalves Pinto, mais conhecida pelo pseudônimo Nísia Floresta, nasceu no sítio Floresta, em Papari (hoje Nísia Floresta, em sua homenagem), no dia 12 de outubro de 1810, falecendo na França, em Rouen, a 24 de abril de 1885.

Falando sobre Nísia Floresta, a escritora Maria Eugênia Montenegro classificou-a como “ilustre pensadora e idealista, a autodidata, a revolucionária, a enfermeira, a jornalista e abolicionista e republicana, que pregava a igualdade das províncias e das casas”, (Revista Brasília, no LXX, abril - maio de 1996).

Luís Carlos Lins Wanderley é o autor de “Mistério de um Homem”, em dois volumes. É apontado por alguns intelectuais da UFRN como sendo o primeiro romance escrito no Rio Grande do Norte. No movimento abolicionista, brilhou Segundo Wanderley. Depois, vem a “geração do Oásis”, como disse Câmara Cascudo, que “nasceu literalmente com o advento republicano”. Dessa fase se destacaram dois irmãos poetas: Henrique Castriciano e Auta de Souza.

Entra o século XX e começa a frase conhecida como “Oficina Literária”, onde se destacaram Francisco Cavalcanti, Jorge Fernandes e Clementino Câmara. Um grande poeta dessa geração foi Manoel Virgílio Ferreira Itajubá, que não teve livro publicado em vida. Embora houvesse produzido o suficiente para mais de um volume de poesia.

As inquietações poéticas explodindo no século XX

O início do século passado foi uma época de grande efervescência literária, onde brilharam nomes como Nascimento Fernandes, Anfilóquio Câmara, Armando Seabra, Jayme Wanderley. Segundo o professor de Literatura do Rio Grande do Norte, na UFRN, Humberto Hermenegildo, publicaram-se, naquela década, alguns títulos que ainda hoje são de fundamental importância para a compreensão do início da nossa vida literária, como: “Alma patrícia” (1921) e “Joio” (1924), ambos de Luís da Câmara Cascudo; “Poetas Rio-Grandenses do Norte” (1922), de Ezequiel Wanderley, “Versos” (1927), de Lourival Açucena e “Terra Natal” (1927), de Ferreira Itajubá.

Em novembro de 1936, Câmara Cascudo fundou a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, atendendo a um apelo da Federação das Academias de Letras, na sede do Instituto de Música, sendo eleito Henrique Castriciano, presidente. Entre os fundadores da academia, podem ser citados os seguintes intelectuais: Adauto Câmara, Otto de Brito Guerra, H. Castriciano, Edgar Barbosa, Antonio Soares de Araújo, Nestor dos Santos Lima, Januário Cicco, Floriano Cavalcanti, Luis Gonzaga do Monte.

Um dos mais consagrados poetas do início do século passado foi Jorge Fernandes, considerado um Modernista de primeira hora. Alguns professores da UFRN costumam dizer que Jorge Fernandes fez poesia modernista na própria “fase heróica” e, na época que Jorge Fernandes lançou seu “Livro de Poemas”, a idéia de modernismo ainda era muito frágil no Brasil, sobretudo, no Rio Grande do Norte.

De acordo com os estudiosos da literatura local, Jorge Fernandes foi recomendado por Manoel Bandeira, tardiamente, quando soube da poesia jorgiana, escrevendo em carta ao jornalista Veríssimo de Melo: “Precisamos urgentemente da poesia do poeta Jorge Fernandes. Urgentemente!” O poeta Jorge Fernandes teve seus textos veiculados nas principais revistas modernistas paulistas, no clamor do Modernismo.

No final dos anos 60, surgiu um movimento literário, provocando um impacto no Rio Grande do Norte e também no Brasil: o lançamento simultâneo em Natal e no Rio de Janeiro do Poema/Processo. Em Nanatal, o movimento era capitaneado por Moacy Cirne, Anchieta Fernandes e Nei Leandro de Castro e no Rio de Janeiro por Vladimir Dias Pintos.

Entre os poetas que se destacaram na vida literária potiguar e que faleceram numa época não muito distante, podem ser citados: Myriam Coeli, natural de Manaus, porém, norte-rio-grandense de São José de Mipibu por opção. Seu livro de estréia, “Imagem Virtual” (1961), foi escrito em parceria com seu marido, Celso da Silveira que, como ela, também fazia versos, além de atuar como jornalista.

Outros trabalhos de Myriam Coeli são "Vivência sobre Vivência" e "Cantigas de Amigos" (1980). Outra poetiza potiguar de destaque é Zila Mamede, que nasceu na vizinha Paraíba, em Nova Palmeira, vindo para Natal no ano de 1935. Seu primeiro livro, “Rosa de Pedra”, é de 1953. Zila ainda publicou “Salinas” (1958), “Navegos” (1978), entre outros.

A Literatura do Rio Grande do Norte é acanhada, porém aos poucos deixa de ser latente para se tornar leitura obrigatória para aqueles que querem conhecer as Letras Potiguares. Como diria o literato Antônio Candido, no clássico “Formação da Literatura Brasileira”, comparada às grandes, a nossa literatura é pobre e fraca. Mas, é ela, não outra, que nos exprime. Se a Literatura Norte-riograndense não for amada, não revelará sua mensagem e se não a amamos ninguém o fará por nós.

12 de março de 2009

Três dias para celebrar o Dia Nacional da Poesia

Fotos: AG Sued

Cláudia Magalhães é organizadora do projeto e chefe do Núcleo de Documentação e Literatura da Capitania das Artes.

Rio Grande do Norte,
Capital Natal
Em cada esquina um poeta
Em cada beco um jornal.

Essa epígrafe é uma famosa quadrinha mostrando que a capital do Rio Grande do Norte tem um poeta em cada esquina. Na verdade, existem 16 poetas por metro quadrado ao longo dos becos e ruelas. E com tanto poeta assim, Natal é uma das poucas capitais brasileiras que realmente celebra o dia 14 de Março, Dia Nacional da Poesia. Pode até acontecer umas homenagens nesse dia. Porém, em nenhuma outra cidade, a festa é tão intensa.

Como o dia 14 de Março é num sábado, a Prefeitura de Natal, através da Capitania das Artes, começa os festejos poéticos logo nessa quinta-feira, dia 12 de março. As celebrações continuam por toda a sexta-feira, que será o grande dia quando a Capitania vai homenagear dois poetas natalenses, Nei Leandro de Castro e Volonté.

“No seu dia, o poeta quer ir às ruas para declamar sua poesia. Parece até um sacerdócio”, ressaltou Cláudia Magalhães, organizadora do projeto e chefe do Núcleo de Documentação e Literatura da Capitania das Artes. “Vamos celebrar a poesia, mas também vamos discutir os caminhos da Literatura Potiguar”, disse.

Conforme Cláudia Magalhães, a programação elaborada pela Capitania tem a intenção de durar três dias. Ela também salienta que esse ano, a programação é totalmente voltada para os artistas locais, “temos que prestigiar os poetas potiguares e, além do mais, já estamos bastante maduros em se tratando de poesia”.

As comemorações começam na quinta-feira pela manhã, quando o pessoal da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN oferece oficina pedagógica a fim de estimular o interesse de estudantes de escolas públicas para a poesia As oficinas acontecerão na Biblioteca Esmeraldo Siqueira, na própria Capitania.

“As oficinas de poesia servem para ensinar a forma de fazer o poema e estimular os adolescentes a escreverem seus versos”, disse Cláudia, destacando que as oficinas são ministradas por poetas consagrados e professores de Literatura e funcionam como verdadeiras fábricas de poetas.
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Um brinde ao Dia da Poesia
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Poeta Volonté será um dos homenageados no Dia Nacional da Poesia

A sexta-feira é o dia principal das celebrações. Tendo o poeta Plínio Sanderson como Mestre de Cerimônia oficial, tudo começa às 7h30 da matina com o famoso “Café Poético” na Capitania das Artes, com a apresentação dos artistas Harlane Rodrigues e Rodrigo Bico fazendo um sarau, recitando versos de Zé Saldanha, um dos mais antigos cordelistas potiguares em atividade.

“Será entregue uma placa para Nei Leandro e outra para Volonté, numa singela homenagem da Capitania das Artes a esses dois grandes poetas que tanto contribuíram para nossa poesia e nunca foram reconhecidos oficialmente”, disse Cláudia Magalhães, ressaltando que ocorrera o lançamento do Edital dos concursos Othoniel Menzes (poesia) e Câmara Cascudo (prosa).

Antes do almoço ainda haverá uma mesa redonda sobre “Os Novos Caminhos da Poesia Potiguar”, no Auditório da Funcarte, com a participação de poetas potiguares renomados como Nei Leandro de Castro, Eduardo Alexandre, Jânia de Souza, Iara Carvalho, Plínio Sanderson e Lívio Oliveira como mediador.

A programação segue durante a tarde inteira, no largo do Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão, onde serão realizadas performances do grupo teatral Tropa Trupe, participação de grafiteiros, skatistas, bikes e shows com Mirabô Dantas, Poetas Elétricos, Carcará na Viagem (hip-hop), cordelista Amâncio Sobrinho e Agregados Família do Rap.

O ponto máximo da tarde será uma apresentação em que o hip hop interage de improviso com o cordel. Os atores Harlane Rodrigues e Rodrigo Bico recitam textos e poesias de Eduardo Gosson, Mário César Rasec e Valério Mesquita. O poeta e agitador cultural Eduardo Alexandre, o “Dunga”, leva a exposição da Galeria do Povo ao Largo do Museu durante toda a tarde.

A celebração poética entra pela noite com encontro marcado no Bardallo’s, um barzinho cultural no centro da cidade, onde haverá recitais com os grupos “Arrastão da Poesia”, “Casarão de Poesia”, Sociedade dos Poetas Vivos e Afins (SPVA), além de outros poetas presentes. A noite segue com o show performático de Wescley Gama, um poeta de Currais Novos.

No sábado, Dia da Poesia propriamente dito, a Capitania das Artes programou uma tarde de poesia na praia, quando um ônibus lotado de poetas vai invadir Ponta Negra com o lema “A Poesia é a Minha Praia”. A programação encerra com shows de Zé Martins e poetas da SPVA, Isaque Galvão e Igor Dantas cantando de Cartola a Romildo Soares, e muito hip hop com as bandas Estratégia e Priguissa.
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A Galeria do Povo retorna à Praça

No final dos anos setentas, durante as comemorações do Dia Nacional da Poesia a Galeria do Povo foi o primeiro leito de poetas consagrados nos dias de hoje. Pois bem, a Galeria do Povo voltará a ser mostrada na praça pública, nas comemorações alusivas à poesia este ano.

A exposição, espontânea, como é de característica da Galeria do Povo, será montada sobre estandes na Praça Augusto Severo, Largo do Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão, antiga Rodoviária, na sexta-feira, 13 de março, a partir das 15:00 horas.

O responsável pela Galeria do Povo, jornalista e poeta Eduardo Alexandre, está conclamando os poetas da cidade a levarem seus versos para serem expostos durante o evento na Praça do Museu, com intensa programação festiva, incluindo apresentações do cantor areia-branquense Mirabô Dantas e o grupo Poetas Elétricos.

Eduardo Alexandre promete mostrar como era a Galeria do Povo, com alguns fragmentos das edições passadas nos muros da Praia dos Artistas e nas praças de Natal. “Levarei um pouco do que foi o Dia da Poesia em outros anos em Natal. Levarei também poemas de autores norte-riograndenses já falecidos, poemas consagrados, mas o grande volume da exposição será recebido no local da mostra, como é característica da Galeria do Povo", disse Eduardo.

10 de março de 2009

A beleza potiguar reunida

clique na imagem para ampliar
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Continuando as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, A Prefeitura do Natal organizou um encontro perfumado com as Misses do RN que disputarão o título de mais bela potiguar 2009.

Na tarde dessa terça-feira sem graça, a prefeita natalense Micarla de Souza inventou de reunir19 beldades, de todas as regiões do Estado, nos salões nobres do Palácio Felipe Camarão.

Vendo que as misses estavam ocupadas com o concurso embelezador, um papangu palaciano, metido a galã, disparou: “aquela que ficar em último lugar, pode contar com meu apoio moral. Eu levo pra casa no ato”.

9 de março de 2009

Cordel da menina estuprada e do bispo excomungador

A excomunhão da vítima
Miguezim de Princesa

I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.

V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.

VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.

VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.

VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.

IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.

X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.

Dom Quixote na Literatura de Cordel

Dom Quixote fantástico, óleo sobre tela, do artista potiguar Fábio Eduardo, in Blog.

Por João da Mata Costa

Do Romanceiro ibérico, a literatura de Cordel do NE recebeu forte influência. A literatura de cordel esta, inicialmente, ligada a Romances ou novelas de Cavalaria, histórias de amor, narrativas de guerras, etc. Posteriormente foram incorporados fatos recentes e acontecimentos Sociais.

Na Espanha a literatura de Cordel era chamada de “Pliegos Sueltos” (Folhas volantes). Na França, literatura de Colportage. Das novelas citadas por Cervantes, o Bernardo del Carpio fez muito sucesso no Brasil e vinha como capítulo final do Carlos Magno e os 12 pares de França (Flaviense RJ s/d ).

Tenho uma edição em tres pliegos do séc. XIX, da História Verdadera Del Valiente Bernardo Del Carpio (Madrid 1879). Ainda no séc. XIX eram editados em Pliegos Sueltos, o Orlando Furioso, Los siete Dabios de Roma, Bastardo de Castilla, Historia de Oliveros de Castilla, El Cid Campeados,etc). O que mostra a vitalidade e perenidade do gênero de cavalaria na Espanha.

No séc. XX foram impressos no Brasil muitos folhetos de cordel com as historias de cavalaria, principalmente O Carlos Magno cuja história alimentava o imaginário das crianças e estimularia futuros escritores, como aconteceu com José Lins do Rego que com Carlos Magno aprendeu a temer mais a Deus do que com o catecismo. “Que grande coisa era ser cristão, filho legítimo de Deus, e brigar com os mouros, turcos, os infiéis”(Rego em Doidinho, 1976).

Dom Quixote cita a princesa Megalona na história de Pierres y la Linda Megalona. No entremez (farsa birlesca) Pedro Urdemallas, escrito por Cervantes, esse personagem corresponde ao nosso Pedro Malazarte. O Retábulo das Maravilhas é inspirada num conto folclórico antigo. Um enganador profissional que exibia para diversas pessoas uma pintura capaz de identificar os que fossem bastardos. A propriedade desta pintura era ser invisível apenas para os bastardos. Os personagens simulam o tempo todo dizendo ver o que não vêem.

No ano do quarto centenário do Quixote (2005), saíram dezenas de edições novas, inclusive em cordel. O renomado escritor e ilustrador J. Borges (1935) escreveu uma versão do Quixote, com ilustrações do também pernambucano Jô Oliveira. Começa assim o Quixote de J. Borges:

Existia uma grande aldeia
igual a outras que havia
e lá tinha um fidalgo
magro, mas sempre comia
carnes, fritos e lentilhas
ovos e tudo que existia.
...
Lia tanto que ficava
delirando a vida inteira
e via em sua frente
bruxos, dragão, feiticeira
combates e desafios
que terminavam em asneira.

Dom Quixote luta com os cangaceiros do nordeste e Dulcinéia (sua amada imaginada) vira Maria Bonita.

Lutou com os cangaceiros
perdeu na luta maldita
pensou ser a Dulcinéia
que seu coração palpita
mas quando levantou
era Maria bonita.

Dom Quixote pede para que lhe passasse o ungüento de Ferrabrás, pois tava todo ferido da luta com os cangaceiros. Depois D. Quixote luta com o cavaleiro da Branca Lua, em campina Grande. Nesse episodio, um dos mais comoventes do Quixote, D. Quixote perde a batalha. O cavaleiro da Branca Lua era o seu amigo Sansão Carrasco, que lutou para que o Quixote vencido voltasse para casa, como havia sido o trato que é cumprido rigorosamente pela cavalaria andante. D. Quixote volta para casa e passa ser novamente Alonso Quijano. Logo morre, pois sua vida era o pelejar e lutar contra as injustiças do mundo.

Outra versão cordelizada adaptada do Quixote foi feita pelo Cearense Antônio Klévisson Viana, poeta popular, cartunista e tesoureiro da Academia Brasileira de Cordel.
As aventuras de D. Quixote em versos de cordel ( Klévison Viana):

Espanha belo pais
foi lá que viveu Miguel
De Cervantes, que escreveu
Com nanquim, pena e papel
A história de Dom Quixote
Que eu refiz em cordel.

O Autor pergunta quem foi D. Quixote, para concluir que:
- Quem ler o livro / tira algumas boas lições.

Quem foi esse Dom Quixote?
Foi um louco, um sonhador?
visionário ou lunático
em um mundo enganador?
ou foi alguém que buscava
Pra vida um real valor?

Festival de Aboio - convite

clique no convite para ampliar
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O sertanejo poliglota

É verdade matemática
Que ninguém podi negá
Que essa história de gramática
Só serve pra atrapaiá
Inda vem língua estrangera
Ajudá a compricá
Meió nóis cabá cum isso
Pra todos podê falá.

Na Ingraterra ouví dizê
Que um pé de sapato é xu
Desde logo já se vê
Dois pé de sapato é xuxu
Xuxu pra nois é legume
É verdade e não boato
O ingrês que lá se arrume
Mas nóis num come sapato

Ná Itália ouví dizê
Eu não sei porque razão
Que manteiga lá é burro
Lá se passa burro no pão
Desse jeito pra mim chega
Sarve o povo do sertão
Onde manteiga é manteiga
Nóis num come burro não

Na Argentina aprendi
Que lá saco é paletó
Lá se o gringo toma chuva
Tem que pô o saco no só
E se acaso o dito encóie
E a muié diz o pió :
Teu saco é muito pequeno
Vê se arranja um saco maió

Na América corpo é bódi
Veja que bódi vai dá
Conhecí uma americana
Doida pro bódi entregá
Fiquei meio atrapaiado
E disse pra me escapá
Oia moça eu não sou cabra
Chega seu bódi pra lá

No Chile cueca é dança
Pra se dançá e bailá
Lá se dança e baila cueca
Até a noite acabá
Mas se um dia um chileno
Vié pro Basil dançá
Tente mostrá a cueca
Pra vê onde vai pará

Uma gravata esquisita
Um certo francês me deu
Perguntei onde se bota
Acho que num entendeu
Me danei com a resposta
Isso é coisa eu que não faço
Seu francês mal educado
Mete a gravata no seu

(autor desconhecido)

8 de março de 2009

Fotografia & Poesia

Sertão Fenomenal
Gilmar Leite
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Cai à tarde na curva do crepúsculo
Deita o sol sobre o corpo da amplidão
Nuvens negras convidam a escuridão
E deixam o céu num estado minúsculo.
Um carão dar um grito no arbúsculo
Quando vê claridade no horizonte
Que é o raio cortando bem defronte
Uma nuvem, que grávida se inclina,
Para abrir as goteiras da cortina
E verter uma chuva sobre o monte

Sobre o ventre da terra brota a vida
Colorindo com tintas multicores
Nos jardins naturais mil beija-flores
Buscam o néctar da flor mais colorida
O sutil rouxinol sai da guarida
Orquestrando o seu canto matinal
As ovelhas despertam no curral
Cada qual demonstrando a cor da lã
São belezas que surgem de manhã
Demonstrando o sertão fenomenal

Comunidade quilombola dos Negros do Riacho, em Currais Novos, vive situação de miséria

Descendente de escravos vivem na comunidade Riacho dos Negros, em Currais Novos.
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Quem passa pela BR 226, a 12 quilômetros de Currais Novos, não pode deixar de perceber uma gigantesca panela de barro às margens da rodovia, anunciando que qualquer pessoa é bem vinda à comunidade dos Negros do Riacho. Se o viajante resolve entrar para conhecer o povoado, vai se deparar com afro-descendentes que estão lutando para viver com dignidade e obter a posse da terra.

De acordo com a líder da comunidade Maria José, conhecida como Pretinha, Os Negros do Riacho são descendentes de Trajano Lopes da Silva, um ex-escravo que se “apossou” das terras do Riacho, passando a viver ali, com sua família. Atualmente são 3,6 hectares onde vivem cerca de 150 pessoas em 47 famílias, onde não há atividade econômica, apenas agricultura de subsistência.

De acordo com Pretinha, quando a antiga líder Tereza Maria da Conceição era viva, as pessoas da comunidade trabalhavam na produção de “louça” de barro, que era comercializada semanalmente na feira da sede do município. “Por falta de incentivo a gente não produz mais o nosso artesanato”, reclamou Pretinha.

Em 2005, o Governo do Estado fez uma reforma em todas as casas, transformando as residentes de taipas para alvenaria. Na ocasião, também aconteceu a inauguração do sistema de abastecimento d´água com dessalinizador, que tornou a água salobra da comunidade, antes consumida pelas pessoas ali residentes, em água potável.
A líder da comunidade Negros do Riacho, Pretinha (a porta), com sua família.
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Na época, também foi firmado um convênio entre Sebrae, Estado e Prefeitura de Currais Novos para a qualificação dos ceramistas com um “curso de designer” de cerâmica. As peças de cerâmica eram vendidas pelas mulheres na feira de Currais Novos, mas faltava comprador.

Pretinha garante que depois de tudo isso, o povoado foi esquecido pelos Poderes Públicos e os Negros do Rosário pararam de fazer as peças de barro. Atualmente, muitas mulheres da comunidade caminha os 12 km até curras novas para pedir esmolas na feira livre ou nas casas de boa família.

Sem trabalho, restava a mendicância. Por causa disso, os negros do Riacho são tidos pela população de Currais Novos como preguiçosos e violentos. “Aqui, a gente só tem esse chão seco. O nosso povo passa uma fome danada”, desse Pretinha, com seus olhos marejado de vergonha, apelando por um punhado de dignidade.
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Tornando-se uma comunidade quilombola

Aspecto do cotidiano de uma pequena aldeia quilombola no Seridó potiguar.
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Para ser considerada um grupo quilombola, os Negros do Riacho estão esperando uma certificação de comunidade quilombola que deverá ser expedida pela Fundação Palmares, do Governo Federal, responsável pela emissão do laudo, um dos principais documentos que possibilitará a regularização fundiária da comunidade e a garantia da posse da terra aos Negros do Riacho.

Historicamente, o negro africano chegou à província do Rio Grande do Norte no início do século XVII, vindo de Pernambuco, para trabalhar, como escravo, nos engenhos de cana-de açúcar de Cunhaú e Ferreiro Torto e, posteriormente, nos engenhos do Vale do Ceará Mirim, de São José de Mipibu, de Goianinha e de Canguaretama.

A ocupação do interior e o seu povoamento ocorreram a partir da metade do século XVIII, num processo marcado pelo extermínio do indígena e pelo ingresso da população negra escrava. No Rio Grande do Norte, os seus descendentes de escravos estão espalhados por todas as regiões, compondo um conjunto de dezenas de comunidades negras rurais.

Somente no Seridó, existe as comunidades dos Negros do Rosários em Parelhas, em Jardim do Seridó e Caicó. A comunidade negra de Caicó tem sua fundação datade de 1771 (bem antes da abolição) e mantém seus rituais de centenários da Festa de Nossa Senhora do Rosário, realizada pela Irmandade e pelos Negros do Rosário.

6 de março de 2009

Expedição Fotográfica ao Seridó

A expedição vai fotograr as belezas do sertão do Seridó no bom inverno
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A primeira expedição fotográfica ao Seridó da Aphoto vai registrar as belezas de Acari, uma das mais tradicionais cidades seridoenses, além do açude Gargalheiras, um dos mais bonitos cartões postais do interior do Rio Grande do Norte.

A expedição vai sair às seis horas da manhã do dia 29 de março (domingo) para desbravar mais de 200 km de estrada. A trupe retorna à Natal por volta das cinco da tarde, num verdadeiro bate-e-volta.

A pequena Acari guarda a atmosfera de uma cidade interiorana, onde a gentileza das pessoas são percebida num sorriso de canto de boca em cada esquina. Conhecida como a “Cidade Mais Limpa do Brasil”, Acari mantém um conjunto arquitetônico colonial muito bem preservado com suas igrejas e casarios seculares.

O açude Gargalheiras está quase cheio, com 80% de sua capacidade prestes a sangrar. Nesse início de março tem chovido muito nas cabeceiras das serras paraibanas com suas águas vindo direto para o Gargalheiras. Há chances muito grande para os fotógrafos registrar o açude sangrando. Um espetáculo!

Para conhecer mais sobre Acari e o açude Gargalheiras, visite o blog Chão Potyguar:
http://chaopotiguar.blogspot.com/2008/10/acari.html


SERVIÇO
Expedição Fotográfica Seridó
Acari & Gargalheiras
Dia: 29 de abril
Saída: 06h00
Local: Practical Cursos de Fotografia (por trás da Igreja do Galo, centro)
Valor: Sócio da Aphoto R$ 50,00 / Não-sócio R$ 65,00
Carro tipo besta com ar condicionado - 15 vagas.
Informações com Alex Gurgel: 3211-5436 / 8896-5436

Notas da Bexiga Taboca

Foto: AG Sued
Folia na Capitania das artes
Com sua mania de fuçar o jornal oficial do município, o jornalista Alex Cabelinho Cortado de Souza foi o primeiro a difundir no seu Bazar a notícia de que vários shows acontecidos durante o carnaval de Natal 2009 seriam pagos por uma “bodega”, cuja firma legal é Alda Ferreira de Lima - ME, com sede em Parnamirim.

Alex de Souza pautou todos os jornais e blogs dessa aldeia cascudiana, estourando uma bomba dentro do setor financeiro da Capitania das Artes (foto). O presidente da Capitania César Revoredo e a controladora geral do município, Regina Mota, anunciaram que uma sindicância vai ser aberta para “apurar responsabilidades e conseqüente instauração do processo administrativo”.

Enquanto rola o quiproquó, o pagamento dos artistas será garantido através de uma verba indenizatória. De acordo com a controladora Regina Mota, essa verba é prevista dentro das normas de execução das despesas públicas para “fazer face à despesas ou trabalhos comprovadamente realizados.

Pela felicidade geral dos artistas (que não tem nada com isso), César Revoredo afirmou que não permitirá nenhum prejuízo aos artistas que trabalharam na realização do Carnaval natalense.

Crime em Pipa
As notícias da crônica policial dão conta que a Polícia Civil prendeu um homem suspeito de ter matado o turista sueco Gert Björn Skytte Sundgren, crime ocorrido na praia de Pipa, no último domingo. Ele foi capturado no distrito de Bela Vista, em Tibau do Sul. O suspeito já tem passagem pela polícia, por assalto, e a investigação sobre ele partiu do retrato falado. A roupa com que foi encontrado coincide com a utilizada pelo criminoso. O suspeito foi preso há dois meses, depois de ter cometido um assalto a dois turistas na praia de Baía Formosa. Há informações de que ele já teria sido reconhecido por um dos funcionários do Porto do Mar, onde turista foi assassinado.

Seminário da mulher
Aproveitando o ensejo do Dia Internacional da Mulher (8 de março), o Movimento de Integração e Orientação Social (Meios) realizará o I Seminário Mulheres, Políticas Públicas e Poder, que acontecerá no próximo dia 19, das 9h às 19h, no Hotel Praiamar, Ponta Negra. O encontro tem como objetivo congregar cerca de 400 mulheres influentes que desempenham atividades na área de políticas públicas no Rio Grande do Norte, além de promover a ampliação da participação feminina em situação e posição de poder e de liderança nas esferas municipais e estaduais.

Música erudita na Igreja
A igreja do Galo, no centro de Natal, vai abrigar um concerto de música clássica, onde instrumentos como alaúde, viola da gamba, viruella e violões serão os astros principais da homenagem aos 50 anos de falecimento de Villa Lobos. Para assistir ao show, basta levar um quilo de alimentos não preresíveis.

Encontro poético
A Livraria Siciliano promove o "Encontro Poético com a Banda C4", que acontecerá nesta sexta-feira, na Siciliano do Midway Mall, às 19h, com entrada gratuita. Durante o evento, que marca os quatro anos do grupo familiar, os presentes terão a oportunidade de conhecer o trabalho de conscientização social que eles desenvolvem por meio da música.

Samba na subida da ladeira
A partir do próximo dia 7 de março terá início o “Projeto Sábado Cultural do Samba”, espaço onde os admiradores do samba poderão curtir o melhor da música de compositores como Paulinho da Viola, Cartola, Noel Rosa, Roberto Ribeiro, João Nogueira, entre outros. A festa tem início às 18h, se apresentam o Grupo Arquivo Vivo e o Grupo Samba Erudito, este com a participação do cantor e compositor Ivando Monte. A entrada custa R$ 5,00 e o Espaço do Samba (antigo Malagueta) fica na subida da Avenida Rio Branco.

Café com cinema
Nesta sexta-feira, o Cineclube Natal retoma sua cativa parceria com o Nalva Melo Salão Café, apresentando o filme japonês Contos da Lua Vaga ("Ugetsu Monogatari", 1953), do diretor Kenji Mizoguchi. A sessão começa às 20:00 horas e a entrada custa R$ 2,00 (dois reais).

Luau do bem
Nesse sábado na praia de Miami, em Areia Preta, a Casa do Bem promove a primeira edição do Luau do Bem, novo projeto que tem o objetivo de juntar as pessoas que gostam de uma diversão sadia e humanitária, no trecho entre o relógio do sol e o restaurante Tábua de Carne, das 18 às 23h, com músicas do bem do DJ Berto, capoeiristas de Mãe Luiza, jogos de futebol de praia com times do Torneio do Bem, coordenado por Chichito, presença dos Surfistas do Bem pegando ondas de noite, buffet de frutas organizado pelo chef Rodrigo Santana e sua irmã Raquel Santana.

Circo Tropa Trupe
O Circo Tropa Trupe estará apresentando o mais novo espetáculo da Tropa Trupe Cia. de Artes nesta sexta, apartir das 19 horas. O projeto tem como objetivo de propor uma releitura do circo tradicional integrado com expressões artísticas contemporâneas, tais como cinema, música, cênica, plástica e poética. O espetáculo tem entrada gratuita e lança o retorno do projeto Varieté para o ano de 2009, tendo suas exibições toda primeira sexta do mês no Circo Tropa Trupe (localizado no Campus da UFRN, entre os dois campos de futebol).

Lua Cheia
No próximo domingo, acontece a "Festa da Lua Cheia" com Suekldo Soares, promovida pela ToaToa Passeios Náuticos. O barco sairá do Iate Clube as 16h30h para tornar o pôr-do-sol no Potengi ainda mais mágico. Serão servidos aperitivos e pastinhas surpresas, mais dois drinques de cortesia.

Festa dos jornalistas
Os coleguinhas que trabalharam durante o carnaval vão ter seu dia de folia no “Tô na Mídia”, que acontece todos os anos com os profissionais da comunicação de Natal e amigos. O evento acontece neste sábado, a partir das 13h, no Espaço Lounge Beach – Chaplin. As atrações são Danuza D´Salles, Pura Tentação, Black Samba e participação de uma escola de samba. Os ingressos custam R$ 10 e quem compra dois, ganha o terceiro. Os ingressos podem ser encontrados nas redações dos jornais ou no local.

Era do Rádio
O Grupo musical ‘‘Brasileiras’’ fará mais quatro apresentações do espetáculo Na Era do Rádio. Amanhã o grupo mossoroense se apresenta no Teatro Alberto Maranhão. Os ingressos estão à venda ao preço de R$ 20 inteira e R$ 10 estudante nas Lojas Mulher Rendeira do Shopping Midway Mall e Av. Afonso Pena. Informações: 8839-6321.

Exposições de artes plásticas
De 7 à 21 desse mês, o Shopping Orla Sul promove a exposição de artes plásticas “Acervo do Memorial da Mulher” e “Sarau poético da Academia Feminina de Letras do Rio Grande do Norte”. A abertura da exposição será realizada com um sarau poético às 19h no café do shopping. Informações: 3206-2877 ou 3231-9109.

Uns versos de Marco da Pitombeira, Acari RN

Desmantelo só presta grande
E mulher só presta bandida...

Vivo na farra não nego.
Gosto mesmo é de mulher.
E tenho quantas quiser,
Mas a nenhuma eu me apego.
Lambo em baixo do grelo,
Num canto da casa escondida,
Deixo ela louca e perdida,
Pra que ela nunca me ame,
Desmantelo só presta grande
E mulher só presta bandida...

Nos tempos dos Marechal,
A farra comia no centro,
De baixo dum pé de coentro
Tava feito o bacanal.
O sexo era animal.
Tinha uma nega pervertida.
Escorada na urtiga,
Castigava um gigante.
Desmantelo só presta grande
E mulher só presta bandida...

Eva enganou Adão.
Foi na onda da serpente.
Se fazendo de inocente,
Deixou o coitado na mão.
Pra não perder a razão,
Ficou no mato escondida,
Se passando por fingida,
Modificou o semblante.
Desmantelo só presta grande
E mulher só presta bandida...

Sansão foi outro brinquedo,
Nas mãos de uma vaidosa,
Que lhe jogou uma prosa
E descobriu seu segredo.
Dalila não mostrou medo,
Nem ficou arrependida,
Querendo enfrentar a briga,
Se armou com um cortante.
Desmantelo só presta grande
E mulher só presta bandida...

Não acredito em mulher,
Seja ela velha ou nova,
E mesmo com o pé na cova,
Desconfio se puder.
No mesmo querequéqué,
Que ela pode ser traída,
Vira uma fera ferida,
Fica dentro do quadrante.
Desmantelo só presta grande
E mulher só presta bandida...

5 de março de 2009

Curso de Fotografia abre inscrições

As aulas práticas da turma de fotografia são muito concorridas.
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Não basta ter uma boa câmera fotográfica digital em mãos se o dono da câmera não sabe usá-la. Para captar cenas inusitadas, que chamem a atenção das pessoas pela beleza plástica da composição, é preciso fazer um curso de fotografia para aprender as técnicas de composição, além de conhecer a própria câmera.

Em parceria com a Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto), o Practical Cursos & Comunicação está com inscrições abertas para novas turmas do “Curso de Fotografia Básica”, para iniciantes e curiosos. O curso vai ensinar passo a passo todas as regras e técnicas fotográficas para qualquer pessoa se tornar um excelente fotógrafo.

O curso é destinado para aqueles que querem conhecer todos os segredos para fazer uma boa fotografia. O Curso de Fotografia vai ensinar todas as técnicas necessárias para que o aluno possa tirar fotos profissionais, usando a composição adequada, além de utilizar os recursos que a câmera digital oferece.

O curso vai abordar as técnicas de composição, enquadramento, resolução, armazenamento, acessórios, entre outros temas, em aulas teóricas e práticas. Haverá duas turmas de fotografia: uma aos sábados pela manhã e outra durante a semana a noite. A turma do sábado terá três meses de cursos, já a turma da noite terá apenas 40 dias de aulas.

O grupo que vai estudar a noite terá um número maior de aulas teóricas durante a semana. Por essa razão, o curso é mais rápido. Mas o conteúdo é o mesmo. As aulas práticas serão realizadas nos pontos históricos e turísticos de Natal e da região metropolitana da Grande Natal.
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Uma luz sob a fotografia potiguar

Encontro da Aphoto realizado no Iate Clube do Natal.

A fotografia praticada no Rio Grande do Norte vive o melhor momento da sua existência. Nunca haviam acontecido tantas oficinas, palestras, work shop, encontro e cursos sobre fotografia em Natal e no Estado. De repórteres fotográficos, donos de estúdios a fotógrafos amadores, a qualidade da fotografia potiguar deu um grande salto.

Um dos grandes responsável por essa ascensão, a Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) vem desempenhando um papel fundamental, promovendo encontro de fotógrafos para discutir e pensar sobre os caminhos da fotografia praticada no Rio Grande do Norte.

De acordo com Adrovando Claro, um dos diretores da Aphoto, a entidade busca agregar, de todas as formas, o pensamento fotográfico potiguar. “A Aphoto pretende sensibilizar órgãos, entidades e a opinião pública sobre a importância cultural e econômica da fotografia no Rio Grande do Norte”, disse.

Adrovando anuncia que a entidade está fazendo uma campanha de filiação para poder fortalecer a Aphoto. “O associado terá uma espaço no site da entidade para publicar seu portfólio, além de participar de todos os eventos fotográficos promovidos pela Aphoto”, explicou.

A Associação Potiguar de Fotografia está aberta para qualquer fotógrafo (amador ou profissional) que atue em território potiguar. Conforme o presidente, para ser sócio efetivo da Aphoto, basta o interessado vir até a sede da entidade (Rua Laranjeiras 14, Cidade Alta, por trás da Igreja do Galo), preencher a ficha de inscrição e pagar R$ 60,00 da anuidade.

Curso de Fotografia
Associação Potiguar de Fotografia
Informações: 3211-5436
alex-gurgel@oi.com.br
http://www.aphoto.art.br/

4 de março de 2009

Bundas, quem diria...

Este blogueiro participa de várias listas de discussão e, vez por outra, aparece alguma coisa interessante que merece ser publicar nesse espaço. Eis uma dessas mensagens....

(____) bunda perfeita.

____ desbundada.

(::::) bunda com celulite.

(__@__) bunda de quem fez sexo anal-virtual.

(__$__) bunda de prostituta de luxo.

(__*__) bunda de quem tá com frio.

(__.__) bunda de quem tá com muito medo.

(__?__) bunda de quem não sabe o que vem pela frente, ou melhor, por trás.

(__o__) bunda pouco usada.

(__O__) bunda bastante usada.

(__+__) bunda de crente.

(___________0____________) bunda da Carla Perez.

(__8__) bunda de quem fez sexo anal com dupla penetração recentemente.

(__.__) bunda com nádegas afastadas para exame próstata.

(__o__) bunda com nádegas afastadas após exame próstata.

(__;__) bunda com limpeza falha após uso.

(__-__) bunda de japonesa.

(__V__) bunda comportada de biquíni.

(__Y__) bunda assanhada de fio dental.

(((__)(__))) bunda mole.

(__x__) bunda de esposa tipo "jogo duro"(para o marido): "De jeito nenhum!!!".

As Cores do sertão na fotografia de Jean Lopes

Texto: Alexandro Gurgel
Fotos: AG Sued

Antes de tudo, a fotografia é uma atividade divertida. É feita para registrar lembranças e comunicar nossas idéias e pensamentos, e é a única em sua capacidade de congelar para sempre um determinado instante do tempo. É isso, talvez, que lhe confere um encanto universal. (John Hedgecoe, fotógrafo e escritor)

Em grego, “foto” significa luz e “grafia” significa escrita, portanto “fotografia” é uma corruptela para dizer “escrita de luz”. Tudo na fotografia depende da luz. Quando o fotógrafo clica, ele está escrevendo a imagem com a luz numa caixa preta, captando a atmosfera do ambiente que se transformará em fotografia. Entretanto, para se obter o máximo de impacto com a imagem, será preciso conhecer plenamente o equipamento e algumas regras de composição.

Assim como a música, a fotografia é uma arte universal que transmite suas mensagens com maior força e de modo mais direto que as palavras. Percebendo a força desse veículo, o fotógrafo Jean Lopes tem sido destaque na mídia com a conquista de vários prêmios importantes de fotografia, além de mostrar seu talento, revelando cenas que acontecem em Açu, cidade onde mora e atua profissionalmente.

Com 15 anos de carreira, Jean Lopes vem colecionando prêmios nacionais de fotografia, que já são cerca de 50 entre nacionais e locais. Com a foto “Pau de Sebo”, ele conquistou um dos mais disputados prêmios do ramo, em toda a América Latina: o “Leica – Fotografe”, na categoria “Foto Ensaio”, resultado de seis anos de produção fotográfica de um dos eventos mais tradicionais de Assu, durante o período junino.

E não foi só isso. Jean Lopes já foi premiado três vezes nesse mesmo concurso, feito que nunca aconteceu antes com outro fotógrafo. Em 2006, ele levou o prêmio na categoria “Foto Cor”; e ano passado, ficou em terceiro lugar na categoria “Preto & Branco”. O Pau de Sebo também conquistou o primeiro lugar no concurso “Um olhar sobre a Cultura Potiguar”, realizado em 2007 por uma instituição privada, batendo mais de 400 imagens que disputavam o prêmio em dinheiro.

Jean Lopes admite que suas fotos tenham cores marcantes e as cenas parecem surreais, quando se juntam composição, luz e cenário. Mas, ele garante que basicamente não usa recursos eletrônicos para finalizar as fotos. Noventa por cento acontece na relação do olhar com o espaço e o movimento de clicar o equipamento. “Evito manipular muito as fotos ou usar recursos de Photoshop. O máximo que faço é ganho de contraste e saturação de curva”, explica.

Conforme Adrovando Claro, repórter-fográfico e diretor da Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto), a fotografia de Jean Lopes é uma arte porque mescla entre forma e luz, dando a impressão de que o olhar está observando uma gravura ou um desenho de uma pintura. “Ele realmente pinta um cena com a luz, usando a câmera para captar aquela composição natural”, enfatizou Adrovando.

O próprio Jean Lopes diz que a fotografia artística não é sua maior preocupação, contradizendo bancas de concursos e opiniões de fotógrafos renomados. “Se estou ou não fazendo arte não é minha preocupação principal. Quero mesmo é fazer uma boa fotografia e que atenda à estética que eu persigo. Agora, é lógico que se alguém achar que é arte, eu vou ficar muito feliz”, completou.

Uma vida de imagens assuenses

O blogueiro entrevistando Jean Lopes

Usando sempre uma câmera Canon 30D e três lentes: 17-85, 70-200, e a 50 mm, Jean Lopes nasceu, cresceu, fez família e vive em Açu, cidade de 50 mil habitantes, a 220 km de Natal. Em Açu, ele trabalha como fotógrafo profissional, fazendo coberturas políticas, como repórter-fotográfico ou em eventos. Dono de um olhar singular sobre as cores do sertão nordestino, suas imagens transcendem a terra potiguar.

Aos 37 anos, Jean disse que começou a se interessar por fotografia no final dos anos 80, quando folhava as páginas da Revista Veja. “Eu recordo o impacto que causou a primeira vez que vi uma foto do mestre Sebastião Salgado, numa edição especial da revista. Descobri ali que uma fotografia podia ser tocante, expressando uma emoção”, disse.

Através de um curso por correspondência e sob influência do irmão artista plástico Gilvan Lopes, Jean começou a fotografar no início dos anos 90. Rapidamente percebeu que podia fazer muito mais do que ganhar dinheiro e ao longo da carreira tem investido em ensaios fotógraficos da cultura regional, como o excelente “Pau-de-Sebo”, premiado pela revista Fotografe Melhor, em 2007.

No final de dezembro, Jean Lopes esteve em Natal para realizar suas primeira exposição individual e fazer uma palestra, no Parque da Cidade (prolongamento da Avenida da Prudente de Morais), organizado pela Zoon Fotografia e pelo curso de fotografia do Sesc, através dos professores Henrique José e Max Pereira. “É um honra poder realizar minha primeira exposição individual em Natal”, disse Jean.

Uma boa fotografia é o resultado de aliar a estética à algumas regras de composição. Depois de assimilada, elas se incorporam ao olhar. Adicione a tudo isso criatividade e o leitor se surpreenderá com os resultados obtidos por Jean Lopes, esse fotógrafo açuense com destaque na mídia nacional. “Nunca quis limitar meu trabalho à fotografia comercial, o que me mantém. Queria ir mais além e desenvolver um trabalho documental, que é o que me dá prazer”, ressaltou Jean.

2 de março de 2009

Em Mossoró, falta de público ameaça projeto de exibição de filmes

AG Sued
Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte abriga o projeto Cinemateca Mazzaropi exibindo clássicos do cinema para a população mossoroense.

Mossoró é uma cidade que não tem cinema. O tradicional Cine Pax fechou sua última sala de exibição no ano passado para dar lugar a uma loja de departamentos no centro da cidade.

Vendo a falta de uma sala de cinema na cidade, a Prefeitura investiu cerca de R$ 25 mil entre equipamentos e aquisição de 250 títulos de todos os gêneros do cinema nacional e internacional. São filmes raros, fora do catálogo, clássicos de todos os tempos que o público dificilmente teria acesso através das locadoras.

O projeto Cinemateca Mazzaropi, que exibe filmes de graça para a população de Mossoró, na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, está ameaçado de fechar suas portas por falta de público.

Conforme o diretor da Biblioteca, Almir Nogueira, a expectativa era que muita gente participasse, mas isso não vem acontecendo. O diretor prefere acreditar que as pessoas não estão participando por falta de conhecimento do projeto.

Devido à falta de público, ele teve que cancelar a programação cultural anteriormente pensada para incorporar o projeto. Fica complicado convidar artistas para se apresentar para 5, 10 pessoas.

Almir quer fazer uma última tentativa para atrair as pessoas para a Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte com um novo trabalho de divulgação. A programação já está montada até o fim do ano. As sessões de cinema acontecem todas as sextas e sábados, sempre das 19h às 22h.

O projeto não cobra taxa de ingresso e quem quiser saber com antecedência a programação dos filmes que serão exibidos, basta comparecer à biblioteca e pegar um folder, que também é distribuído gratuitamente.

São as Águas de Marços fechando o verão

Águas de março é uma das mais representativas composições da obra de Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim e foi seu último grande sucesso como compositor e letrista. Lançada inicialmente em compacto simples encartado no periódico "O Pasquim" em 1972, seria posteriormente gravada em dueto com Elis Regina e o próprio Tom Jobim, no disco "Elis & Tom" gravado em Los Angeles, em 1974.

Vídeo de Águas de Março com Elis Regina:
http://www.youtube.com/watch?v=xRqI5R6L7ow

Águas de Março
Tom Jobim

É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
é um caco de vidro, é a vida, é o sol
é a noite, é a morte, é um laco, é o anzol
é peroba do campo, é o nó da madeira
cainga, candeia, é o Matita Pereira

É madeira de vento, tombo da ribanceira
é o mistério profundo
é o queira ou nao queira
é o vento ventando, é o fim da ladeira
é a viga, é o vao, festa da cumeeira
é a chuva chovendo, é conversa ribeira
das aguas de marco, é o fim da canseira
é o pé, é o chao, é a marcha estradeira
passarinho na mao, pedra de atiradeira

Uma ave no céu, uma ave no chao
é um regato, é uma fonte
é um pedaco de pao
é o fundo do poco, é o fim do caminho
no rosto o desgosto, é um pouco sozinho

É um estrepe, é um prego
é uma ponta, é um ponto
é um pingo pingando
é uma conta, é um conto
é um peixe, é um gesto
é uma prata brilhando
é a luz da manha, é o tijolo chegando
é a lenha, é o dia, é o fim da picada
é a garrafa de cana, o estilhaco na estrada
é o projeto da casa, é o corpo na cama
é o carro enguicado, é a lama, é a lama
é um passo, é uma ponte
é um sapo, é uma ra
é um resto de mato, na luz da manha

São as águas de marco fechando o verao
é a promessa de vida no teu coracao

É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
é uma cobra, é um pau, é Joao, é José
é um espinho na mao, é um corte no pé

São as aguas de marco fechando o verao
é a promessa de vida no teu coracao

É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
é um passo, é uma ponte
é um sapo, é uma ra
é um belo horizonte, é uma febre terça

Sãao as aguas de marco fechando o verao
é a promessa de vida no teu coracão

É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho

É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho

Pau, pedra, fim do caminho
resto de toco, pouco sozinho

Pau, pedra, fim do caminho,
resto de toco, pouco sozinho.

O poeta Volonté será homenageado em Natal no Dia Nacional da Poesia

AG Sued
O irrequieto poeta potiguar Manoel Fernandes de Souza Júnior, o Volonté, será homenageado pela Capitania das Artes no dia da Poesia, que deveria ser comemorado no 14 de março. Porém, a Capitania resolveu celebrar a data na sexta-feira 13... parece até coisas de Mossoró!

Antes que os mossoroenses tirem meu couro, eu explico: em Mossoró, há uma coisa inusitada. Na Terra de Santa Luzia acontece o “Réveillon fora de época”, no final de semana que antecede o último dia do ano. Isso acontece porque no dia 31 todos os mossoroenses se mandam da cidade.

A maioria vão para Tibau, mas uns vêm para Natal e outros para Fortaleza. Quem tem família no interior, se manda pra lá. Na verdade, a Capital Oesteana fica sem uma alma viva. Então, nada mais justo do que celebrarem o ano novo fora de época.

Pois bem... os louvores poéticos começam na manhã da sexta-feira 13 com um café-da-manhã, oferecido pela Capitania das Artes. Logo após, haverá um show dos Poetas Elétricos e a homenagem ao poeta Volonté.

Há rumores pelas ruelas do Beco da Lama que essa homenagem ao poeta foi um grande lobby feito pelo escritor Nei Leandro de Castro. Em suas crônicas semanais na Tribuna do Norte, o poeta é sempre citado ou é o protagonista do texto.

Volonté nasceu em Natal e se criou nas ruas e becos das Rocas. Figura popular na Cidade, o poeta é presença constante nos sebos da Cidade Alta e no Beco da Lama, recanto dos boêmios. O pseudônimo “Volonté” é uma homenagem ao ator italiano Gian Maria Volonté, ator principal do filme “Giordano Bruno”.

Vendo todo o quiproquó celebrista, o poeta Plínio Sanderson resolveu começar as homenagens fazendo versos para o “peripatético Volunté”.

ôh volunté,
volunté...

quando nasceu
um anjo torto (e enlamado)
disse para o rebento manuel fernandes:
Vai menino
vai ser volunté na vida!
e saiu, peripatético da silva
valente valete com seu trovador nas mãos
desfiando a estética cantando joão gilberto
ou o samba-jambo do mautner:
eu não ando eu só sambo, por aí!
de ágora em ágora
via praça ou alecrim
com saudades
do baixo leblon
dos cinemas no centro
do picado na feira do alecrim
do bar mintchura do mirabolante de sá.
continua defectível na labuta
e permeia transeunte quase invisível
entre becos, livrarias e botecos:

EVOÉ, Volunté!

1 de março de 2009

Cresce onda de crimes na Praia de Pipa

A liberdade para se drogar em Pipa é um dos fatores responsáveis pela onda crescente de violência na praia, que culminou na morte do turista sueco.

Em janeiro, o Grande Ponto publicou uma matéria sobre o puteiro a céu aberto que a praia da Pipa havia se transformado. Com o crescimento da prostituição, as drogas e seus traficantes têm lugar garantido no promissor mercado consumidor.

Quando o viciado não tem dinheiro pra comprar o craque ou a cocaína o que ele faz? Vai assaltar turistas e pousadas da Pipa na calada da noite. Enquanto isso, o policiamento é deficiente e seu efetivo não conseguiu acompanhar o crescimento da praia.

De acordo com matéria publicada pela Tribuna do Norte, o turista sueco identificado como Gert Bjorw Skyitte Sandghn, de 59 anos, foi morto com um tiro no peito na madrugada deste domingo.

O homicídio ocorreu após mais um assalto a uma pousada na praia da Pipa. Durante o carnaval, uma dupla armada invadiu, roubou e fugiu levando um Ford Fiesta de um dos hóspedes da pousada Pipa Beach.

Neste domingo de março, foi apenas um assaltante armado, que entrou em outra pousada, rendeu a recepcionista e partiu para fazer o arrastão nos chalés do estabelecimento. O crime aconteceu por volta das 3h30 da madrugada.

Após matar o sueco, o assaltante ainda conseguiu fugir levando o laptop da recepcionista da pousada. O criminoso não foi identificado porque usava um capuz no para cobrir o rosto.

Enquanto o homicida está solto, a população da praia está apavorada com o aumento da violência e a ineficiência da Polícia. O caso será investigado pela Delegacia da Pipa.

Patu e as aventuras na Serra do Lima


A imponente Serra do Lima é o maior cartão posta da cidade.

Ao longe, a imensa Serra do Lima desponta majestosa no horizonte, como num convite encantado, saltando aos olhos do visitante silenciosamente, prometendo uma aventura sem fim. Situada no Pólo Serrano, distante 320 km de Natal, a serra de Patu é um convite para peripécias turísticas.

Se o leitor estiver de passagem por Patu e observar as pessoas olhando para cima, usando binóculos ou a olho nu, não se assuste. Eles estão observando o céu repleto de coloridos parapentes e asas-delta voando em torno da Serra do Lima e pousando no meio da caatinga potiguar.
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Para ver fotos e textos de Patu, visita o blog CHÃO POTYGUAR.
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